CARTA ABERTA AO SR. PRESIDENTE DA CMA (enviada via email), por Pedro Micaelo

“NÃO É NAS REDES SOCIAIS QUE SE RESOLVEM OS PROBLEMAS”

-Claro que não. Mas servem para divulgar e denunciar.

Tenho ouvido esta crítica vezes sem conta, mas recordo que já tivemos 3 reuniões com o Presidente da CMA, e enviei alguns emails, dos quais nunca obtive quaquer resposta.

Anexo uma carta que enviei na véspera da reunião em Minde em 18 de Agosto, assim como as imagens que constavam dum PDF, em que sugeria várias soluções possíveis:

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CARTA ABERTA AO SR. PRESIDENTE DA CMA (enviada via email)

Asunto: Reabilitação do Edifício Estaminé em Minde

Exmº, Senhor Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

Na sequência da Reunião Pública sobre o “Futuro da Praça de Minde”, realizada em 27 de Maio de 2025, na Junta de Freguesia de Minde, com a presença de cerca de 80 pessoas, incluindo todo o executivo da CMA e JFM, os cidadãos tiveram a oportunidade de manifestar o seu descontentamento perante a intenção da CMA de construir o prédio em epígrafe na Praça Alberto Guedes, e apresentaram outras alternativas.

O Sr. Presidente admitiu que houve uma deficiente falta de articulação e comunicação com a população, acatou alguns justos protestos, concluiu que a possibilidade de um concurso de ideias era uma boa e plausível sugestão, e afirmou que, no dia seguinte, iria reunir com o Executivo Camarário, mostrando-se disponível para um diálogo construtivo que fosse de encontro aos desejos da população.

Desde essa data não existiu qualquer comunicação, exceto o publicado na ata 12/2025, referente à reunião de 02/06/2025, em que o Sr. Vice-Presidente Alexandre Pires, em sua representação, afirmou:

…será tomada uma decisão que passará, provavelmente, pelo estudo da praça, com o seu enquadramento paisagístico, como está a ser feito em outros locais, e que, erradamente, ali não foi feito.

O certo, é que no terreno os trabalhos de preparação da obra continuaram, e tudo indica que a intenção da CMA é dar início à construção da obra, contrariando o desejo da grande maioria da população de Minde, e contrariando tudo aquilo que o Sr. Presidente e Sr. Vice-Presidente afirmaram na reunião pública e na reunião do Executivo Camarário.

Caro Sr. Presidente, pessoalmente, aplaudo o seu bom trabalho na utilização dos fundos do PRR, principalmente na sede do concelho, Alcanena, e pelo conhecimento que tenho da sua pessoa, considero-o uma pessoa cordial, de bom senso e de bom gosto.


Também já tive oportunidade de lhe afirmar que reconheço, que no meio de tantas candidaturas e prazos apertados, por vezes algumas questões não são aprofundadas, o que pode originar alguns lapsos.

Penso que foi esse o caso do Edifício da Praça de Minde.

Mas um erro só continuará a ser erro se não houver vontade e capacidade para o corrigir.
O Senhor não pode voltar atrás e mudar o começo, mas pode começar de onde está e mudar o final. E é isso que, eu e uma grande maioria da população, humildemente lhe pedimos.

Continuar aquela obra, no local onde a querem implantar, é um erro extremamente grave, tanto no contexto histórico, social e até urbanístico, que perdurará por muitos e longos anos, comprometendo gravemente o futuro de Minde. Acredite no que estou a afirmar.

Dou-lhe os meus parabéns por iniciar as obras da Fábrica de Cultura, uma aspiração de todos os Mindericos, assim como de outras obras em execução em Minde.

E se nos deixar reabilitada e ampliada a Praça mais antiga e histórica de Minde no “coração” da Vila, certamente irá ser reconhecido, no presente e no futuro, como o Homem que engrandeceu e prestigiou Minde.

Mas a continuidade da persistência em edificar aquele edifício, de apenas 3 apartamentos, em detrimento do alargamento, revitalização, e requalificação da Praça, será um duro golpe em todo o Povo Minderico, que depressa esquecerá as outras obras e o recordará como o homem que condenou e acabou com o centro da Vila.

Nasci e vivo em Minde há muitos anos, e tenho dado algum contributo para que Minde seja conectado como TERRA DE ARTES E CULTURA.

Minde tem condições para isso, e até para captação de um certo turismo cultural e ambiental, mas a aniquilação da Praça não se coaduna com essa pretensão.

Não pretendemos que as pessoas escolham Minde somente porque existem rendas baratas.

Queremos que as pessoas escolham viver e visitar Minde porque é uma terra agradável, aprazível, e com qualidade de vida.

Contacto diariamente com a população de Minde, tenho recebido muitas mensagens e apelos para não desistir, e tenho a certeza que a grande maioria e os “verdadeiros” Mindericos apenas querem o melhor para Minde, deixar um legado risonho aos seus descendentes, e dizer orgulhosamente: – Eu sou de Minde!!!

Também nunca foi minha intenção politizar este assunto da Praça.

Não pretendo culpabilizar ninguém, não sou dono da razão e acho que todos têm direito a opinião. Mas sei de que lado está a grande maioria das pessoas e sei que muitos estão dispostos a fazer todo o possível para que o referido prédio seja impedido de construir.

NINGUÉM terá nada a ganhar se este diferendo persistir, mas vivemos num estado de direito, e iremos lutar em defesa de Minde até às últimas consequências.

Não é essa situação desagradável, fastidiosa, e com consequências aborrecidas e tristes, que eu pretendo, que a população pretende, e que certamente o Sr. Presidente pretenderá.

Mais uma vez, humildemente, apelo ao bom senso e a um diálogo construtivo para encontrar uma solução de agrado de todos, pois todos desejamos o melhor para Minde e para o concelho de Alcanena. Eu estarei totalmente disponível para colaborar nesse objetivo.

É neste contexto que anexo um PDF com possíveis sugestões para tentar solucionar este diferendo de opiniões.

Com os Melhores Cumprimentos,

Pedro Micaelo

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