هران – رنا خوري | Wahran | Oran – Algérie

“Oran, Oran, ma vie est une perte … ils vous ont abandonné, des gens intelligents.” Une chanson algérienne d’Ahmed Wehbe – avec la voix de Rana Khoury (De l’émission We Will Stay, avril 2014 – Haïfa) Inspiré de la performance de l’artiste Asma Al-Munawar Musicien préparé et principal: Darwish Darwish

Ferdaous | LAMOUNI LI GHARO MENI (Live) I فردوس – لاموني اللي غاروا مني

Ferdaous performing Lamouni Li Gharo Meni of El Hedi Jouini

Arrangée par : Karim SLAOUI Band Clavier : Karim Clavier : Nawfal Violons : Said & Abdellatif Guitare : Youness, Basse : Herman Batterie : Sabir Percussion : Abdeladim


Ghalem
| cette femme est un remède pour les maux de coeur, c’est une campagne indivorceable.

Chanteuse extraordinaire et femme d’une beauté indescriptible. (vcs)

Энигма. Элина Гаранча | Énigme. Elina Garanca

“The blonde Netrebko” – так называют Элину Гаранчу в мировой прессе, хотя ничего общего между, возможно, лучшим меццо-сопрано современности, уроженкой Латвии, и эталонным русским сопрано нет, кроме того, что обе родились в стране, которой больше не найти на карте, обе в одночасье стали звездами в Зальцбурге благодаря Моцарту и великому Николаусу Арнонкуру, и обе не только сверхъестественно талантливы, но и бесподобно хороши.
Получается, общего все-таки много, хотя Гаранча абсолютно во всем не Нетребко, и вообще – зачем сравнивать Солнце и Луну, если можно любоваться и тем, и другим.


“La blonde Netrebko” – c’est ainsi que l’on appelle Elina Garanca dans la presse mondiale, bien qu’il n’y ait peut-être rien de commun entre, peut-être, la meilleure mezzo-soprano de notre temps, originaire de Lettonie, et la soprano russe de référence, sauf que tous deux sont nés dans un pays que l’on ne trouve plus sur la carte, tous deux sont devenus des stars du jour au lendemain à Salzbourg grâce à Mozart et au grand Nikolaus Arnoncourt, et tous deux sont non seulement surnaturellement talentueux, mais aussi incroyablement bons. Il s’avère qu’il y a encore beaucoup de points communs, bien que Garanch ne soit absolument pas Netrebko dans tout, et en général, pourquoi comparer le Soleil et la Lune, si vous pouvez admirer les deux.

O que é insuportável em José Sócrates Luís Osório

1. O problema já nem são os processos, a inocência processual ou a culpa redentora para o sistema judiciário. O problema já não é o escandaloso arrastar do caso, as notícias e contra notícias, a quantidade de cofres, as explicações, as fugas de informação, os debates, as intermináveis discussões sobre Ministério Público, juízes, comunicação social. O problema já não é saber o que vai acontecer a seguir. Se o juiz Ivo Rosa é sério ou se está a soldo dos poderosos (seja isso o que for), se a mãe do ex-primeiro-ministro tinha uma herança, se guardava o dinheiro vivo ou se estava morto no banco, se a ex-mulher do ex-primeiro-ministro, mais o amigo milionário, mais Ricardo Salgado e o tipo do negócio do sangue e todos os personagens desta novela, têm ou não provas suficientes contra si.

2. O problema é todo este esgoto. Esta imundície moral. Este despudor. Não me interessa se José Sócrates é culpado ou inocente, o problema é que foi primeiro-ministro e teve o meu voto nas eleições em que teve maioria absoluta, o meu e o de milhões de portugueses. E voltou a ter o voto de milhares e milhares nas eleições seguintes (aí já não o meu).

3. O problema é que este senhor nos enganou. O problema é que tinha uma vida desbragada, uma vida de luxúria com dinheiro que ia buscar aqui e ali quando, no exercício das suas funções, pedia sacrifícios aos portugueses. O problema é todo o circo que montou. O poder que acumulou fazendo o que fosse preciso. O problema é tudo o que ouvimos dizer através da sua defesa, dos argumentos que utiliza, da vida que tinha, dos amigos que tinha, do dinheiro que circulava sem pudor, do modo como tratou a função de primeiro-ministro, da falta de dignidade que emprestou à sua função com a vida que decidiu ter.

4. Não, o problema não é o que o pode condenar. As alegações de corrupção prescrita ou não, os indícios ou a falta deles, os testas de ferro, as seis mil páginas do processo, o branqueamento de capitais ou as falsificações e a fraude fiscal.

Dou isso de barato.

O problema, o que verdadeiramente é insuportável, é o cheiro que isto tem a lama que nos foi atirada à cara por um homem em quem o país confiou e ofereceu uma maioria absoluta. Isso é simplesmente imperdoável.   

LO

Retirado do facebook | Mural de Luís Osório

FAZER PELA VIDA | Tiago Salazar

FAZER PELA VIDA I Abstenhamo-nos por instantes de julgar o juiz Rosa, os labregos, o tio Ricardo, o José.

Pensemos nisto: tenham ou não arrebanhado uns milhões, e porfiado no arrebanho de formas mais ou menos ínvias, todos os visados, esses malditos corruptos e corruptores, procuraram a sua felicidade e dos familiares e amigos.

Isto é digno de atenção.

Se um amigo nos acenasse com um milhãozito para lhe fazermos um obséquio digam lá que não hesitavam?!

Estamos furiosos porque isto é um regabofe, como se sentíssemos que o José e seus comparsas tivessem sido apanhados a lamber o nosso pote de mel.

Cambada de ursos gulosos é o que é.

Retirado do Facebook | Mural de Tiago Salazar

SOFAGATE | A IMORAL MORALIDADE DA EUROPA | Paulo Sande

NÃO

Não aceitamos que o passado esclavagista da Europa, cujos epígonos são sobretudo portugueses, britânicos, espanhóis, franceses, permaneça vivo nos livros de História (e até nas histórias sussurradas de geração em geração). Em nome da moralidade e dos princípios, não o podemos aceitar, ainda que tenha sido essa mesma Europa a proclamar a imoralidade da escravatura e a decretar “urbi et orbi” a sua abolição.

MAS SIM

Toleramos o passado esclavagista de outros continentes, países e regiões, onde ainda hoje milhões de seres humanos vivem em condições que, quando não são de escravatura, são-no da mais abjeta servitude.

NÃO

Não aceitamos que as mulheres, a outra metade da Humanidade, sejam tratadas como seres de segunda categoria, sexualizadas para além da decência (um prolongamento da moral feita ética), maltratadas e abusadas. “Me too” e outros movimentos, todos de origem ocidental, o que é quase o mesmo que dizer europeia, decretaram respeito, consensualidade, tratamento igualitário. E se há abusos e excessos, o princípio é sagrado – homens e mulheres, iguais perante Deus, a sociedade, a lei.

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ADAM ET ÈVE | Quelle faute ont-ils commise ? | Le Précepteur – Charles Robin

📏 Selon le christianisme, l’être humain est marqué, dès l’origine, par le sceau du péché. En succombant à la tentation du fruit défendu, Adam et Ève auraient plongé l’humanité dans la souffrance et la corruption. Mais au-delà de la dimension religieuse, que nous enseigne cette épisode biblique sur notre condition ?

👨🏻‍🏫 QUI EST LE PRÉCEPTEUR ? Charles Robin est précepteur et enseignant en philosophie, français et mathématiques. Depuis plusieurs années, il accompagne des élèves de tous niveaux dans leur parcours scolaire. Ses élèves l’apprécient pour son franc parler, son sens de l’écoute et sa capacité à rendre claires des notions parfois complexes. Son projet, à terme, est de créer une école populaire autonome dans laquelle seraient valorisés les savoirs fondamentaux, les arts et l’initiative collective.


MARX | L’aliénation | Le Précepteur – Charles Robin

📏 Marx est surtout connu pour sa critique radicale du système capitaliste et son engagement politique en faveur des travailleurs. Mais on connaît beaucoup moins ses analyses sur un concept pourtant fondamental de la philosophie politique, à savoir l’aliénation.

👨🏻‍🏫 QUI EST LE PRÉCEPTEUR ? Charles Robin est précepteur et enseignant en philosophie, français et mathématiques. Depuis plusieurs années, il accompagne des élèves de tous niveaux dans leur parcours scolaire. Ses élèves l’apprécient pour son franc parler, son sens de l’écoute et sa capacité à rendre claires des notions parfois complexes. Son projet, à terme, est de créer une école populaire autonome dans laquelle seraient valorisés les savoirs fondamentaux, les arts et l’initiative collective.

Entender o português através do latim Frederico Lourenço

Entender o português através do latimNós – portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos, guineenses, cabo-verdianos e tantos outros que nos exprimimos em português – usamos dezenas de palavras cujo sentido original só o latim nos pode relevar.

Por isso digo sempre: como entender um ensino secundário lusófono de que o latim está ausente? Como chegámos ao ponto de quase exterminar o latim do nosso sistema de ensino? Que crime foi este contra as gerações futuras?

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Paulo Querido | Há ou não há uma “nova direita” a medrar em Portugal?

Há ou não há uma “nova direita” a medrar em Portugal? A questão é suscitada a partir da observação repetida de títulos e artigos de sites de informação e da discussão que já tem algum lastro no “meu” Facebook. A resposta simples é fácil de dar: nos últimos 12 anos foram criados seis partidos em Portugal e três deles são clara, inequivoca e declaradamente de direita, medida em que é correto afirmar que há “novos partidos de direita”, que em linguagem descuidada pode redundar em “nova direita”.

Uma bosta semiótica, portanto. Um partido novo não tem necessariamente propostas novas, que é o sentido procurado com profissionalismo pelos sites de informação. O que me leva à resposta complexa — que contudo tem uma formulação muito simples que preenche a dúvida: não. Não, não há.

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Le Soleil rouge du Tsar | Violette Cabesos | by Hanane Trinel Ourtilani

Et si on parlait de “Le Soleil rouge du Tsar” de Violette Cabesos, sorti là, en mars 2021 chez l’éditeur Mon Poche.

Milena, petite-fille de Russes blancs, a une passion : les trésors perdus de la Russie des tsars. Alors qu’elle s’apprête à partir pour Saint-Pétersbourg où une cache datant de 1917 vient d’être découverte, elle apprend que sa maison de Nice a été saccagée. Sur les murs, d’énigmatiques vers slaves, probablement des références codées à Vladimir le Grand, fondateur de la Sainte Russie.

Un siècle auparavant, Vera, ballerine du théâtre Mariinsky, est déchirée entre les faveurs d’un grand-duc, son amour pour un poète anarchiste, et un brûlant secret d’Etat dont sa famille est dépositaire.

Au-delà du temps et des frontières, une mystérieuse et terrifiante malédiction semble lier ces deux femmes. Faut-il y croire ? Comment ne pas y succomber ?

Au fil d’un suspense historique éblouissant d’érudition, Violette Cabesos nous plonge dans les méandres de la Russie éternelle, sur les traces des Romanov, de Raspoutine et d’obscurs espions du FSB.

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Contribuição temporária para a crise VÍTOR GASPAR

(…) os Estados podem criar uma contribuição temporária sobre os rendimentos mais elevados para pagar o elevado custo da crise pandémica.

Em Portugal, este tema causou polémica após ter sido sugerido pela economista Susana Peralta, mas o Governo tem recusado essa hipótese.

“Para ajudar a dar resposta às necessidades relacionadas com a pandemia, uma contribuição temporária para a recuperação da Covid-19 imposta aos rendimentos elevados é uma opção“, escreve Vítor Gaspar, ex-ministro das Finanças português e diretor do departamento dos Assuntos Orçamentais do FMI.

A receita orçamental de Vítor Gaspar para o pós-pandemia

As recomendações de Vítor Gaspar no Fiscal Monitor não se ficam pela política fiscal, traçando toda uma política orçamental para o pós-pandemia. Para o economista, os políticos têm de encontrar um equilíbrio entre apoiar a economia através da política orçamental e, ao mesmo tempo, manter a dívida num nível gerível. Dentro desta recomendação geral, Gaspar escreve que “alguns países”, onde potencialmente se pode incluir Portugal, terão de começar a “reconstruir amortecedores orçamentais” para diminuir o impacto de choques futuros.

https://www.msn.com/pt-pt/financas/noticias/taxar-quem-ganha-mais-%C3%A9-op%C3%A7%C3%A3o-para-pagar-a-crise-pand%C3%A9mica-diz-v%C3%ADtor-gaspar/ar-BB1fohvb?ocid=msedgntp

A BÍBLIA | UMBERTO ECO

TEXTO DE UMBERTO ECO SOBRE A BÍBLIA

Via José Gabriel:

“Dolenti declinare(relatórios de leitura para um editor)

Anónimos. A Bíblia.

Devo dizer que quando comecei a ler o manuscrito, e ao longo das primeiras centenas de páginas, fiquei entusiasmado. Tudo é acção, e acção é tudo o que o leitor de hoje pede a um livro de evasão: sexo (em profusão), com adultérios, sodomia, homicídios, incestos, guerras, massacres, e assim por diante.

O episódio de Sodoma e Gomorra, com os travestis que os dois anjos querem fazer-se, é rabelaisiano; as histórias de Noé são Salgari puro, a fuga do Egipto é uma história que aparecerá mais cedo ou mais tarde nos écrans… Em resumo, um verdadeiro romance-rio, bem construído, que não economiza os golpes de teatro, cheio de imaginação, com a dose de messianismo suficiente para agradar, mas sem cair no trágico.

Depois, seguindo para diante, dei-me conta de que estava, afinal, perante uma antologia de vários autores, com numerosos, excessivos, trechos de poesia, alguns francamente lamentáveis e aborrecidos, perfeitas jeremíadas sem pés nem cabeça.

O resultado é um conjunto monstruoso, arriscando-se a não agradar a ninguém, por tanto ter de tudo. E, depois, será um problema tratar de todos os direitos dos diversos autores, a menos que o organizador trate disso, ele próprio. Mas do organizador nunca consegui descobrir o nome, nem sequer no índice, como se fosse proibido nomeá-lo.

Eu diria que se fizessem contactos a ver se será possível publicar separadamente os primeiros cinco livros. Seria andarmos mais pelo seguro. Com um título como “Os Desesperados do Mar Vermelho”.

Umberto Eco, “Diário Mínimo”

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino

JESUS – UM BREVE ROTEIRO HISTÓRICO Reinaldo José Lopes

O milagre da multiplicação dos livros sobre a figura histórica de Jesus já virou uma das tradições da Semana Santa. No entanto, não é fácil achar uma obra com essa temática que se disponha a começar do começo, explicando as bases dessa área de pesquisa, em vez de expor uma nova hipótese bombástica sobre o Nazareno. Para quem quer dar os primeiros passos nessa discussão, um livro recém lançado por um historiador brasileiro pode ser útil.

“Jesus – Um Breve Roteiro Histórico para Curiosos” é a primeira obra escrita sobre o tema por Alex Fernandes Bohrer, professor do IFMG (Instituto Federal de Minas Gerais) e especialista em história da arte. Com uma estrutura simples, a partir de capítulos em formato de perguntas —“Oque é a Bíblia?”, “Como foi a infância de Jesus” etc.—, a obra busca explicar, com considerável sucesso, o que os historiadores sabem sobre Cristo e sobre as origens do cristianismo.

Pintura de Matthias Grunewald, representando a morte e o sepultamento de Jesus Cristo

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A exuberância do riso | Manuel S. Fonseca

As saudades que eu já tinha deste sol maluco e do riso desaustinado destes candengues. Estes candengues vivem perto de uma praia ao sul de Luanda. São, segundo informação do fotógrafo, LQ Geor, filhos de pescadores. Foi, confessa ele, a exuberância do riso deles que cativou o olhar do fotógrafo.

A minha legenda? Brinca na areia.

E a tua?

Retirado do Facebook | Mural de Manuel S. Fonseca

Há 2021 anos | Paulo Mendes

Há 2021 anos, um judeu marxista foi torturado e cruxificado por uma potência imperialista por causa da uma mensagem revolucionária de igualdade e fraternidade entre os homens. Nos 20 séculos a seguir, esta mensagem foi sistematicamente expurgada do seu teor político de justiça social e igualdade, e vendida aos pobres como uma treta pseudo-espiritual de defesa da resignação para com as injustiças dos poderosos em troca de um reino imaginário após a morte, pela mais antiga, mais pérfida e bem sucedida corporação empresarial da História.

Esta corporação, 20 séculos depois, é gerida por um pequeno e geriátrico grupo de homens brancos que entretanto justificaram a acumulação de riqueza por tiranos, o genocídio de indígenas, o femicídio da inquisição, a escravatura, o holocausto e sujeitaram milhares de crianças a seu cargo aos mais horríveis crimes sexuais causados pelos seus juramentos de celibato forçado, que por sua vez derivam da necessidade que a corporação tem, ainda hoje, de proteger a propriedade acumulada, limitando o direito sucessório dos seus agentes comerciais que vendem a palavra adulterada daquele revolucionário judeu palestiniano.

Feliz Páscoa a todos e vivam os judeus revolucionários e os seus filhos que ainda hoje fazem, sempre que podem, a cabeça em água aos poderosos deste mundo.

Paulo Mendes

Retirado do Facebook | Mural de Paulo Querido

PENSÃO CENTRAL – CENÁRIO DA MINHA INFÂNCIA | Carlos Fino

Em pleno centro de Fronteira, a dois passos da imponente Igreja Matriz mandada construir por D. Sebastião em 1571, aquele velho casarão de dois pisos da rua da Lagoa sempre teve localização privilegiada para o negócio que os meus avós maternos – Mané da Rôla e António Rita –  nele montaram no começo do século passado: “Pensão Central – quartos e refeições”, conforme informava a tabuleta – hoje desaparecida – pendurada na fachada.

Eu e as minhas duas irmãs – a Cândida e a Anabela – morávamos com os pais e os avós paternos no começo da rua de São Miguel, junto aos Correios, já no início do declive que desce para a ribeira. No entanto, muitas vezes, atravessando o adro, íamos comer à Pensão, onde a avó Antónia sempre tinha alguma coisa apetitosa preparada para nos dar. Tanto bastou para que logo fossemos crismados: “Olha, lá vão os austríacos…” – diziam com sarcasmo, comparando-nos aos jovens refugiados da segunda guerra que haviam sido acolhidos por algumas das famílias mais ricas da vila. Ninguém escapa, no Alentejo, à crisma do povo…

Na inocência desprevenida da nossa primeira infância, esses comentários não nos afetavam minimamente – para a minha mãe era um alívio poder de vez em quando folgar de fazer comida e para a minha avó uma satisfação ter os netos reunidos debaixo da sua asa.

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Passo e fico, como o Universo. Fernando Pessoa

Ah! querem uma luz melhor que a  do Sol!

Querem prados mais verdes do que estes!

Querem flores mais belas do que estas que vejo!

A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.

Mas, se acaso me descontentam,

O que quero é um sol mais sol que o Sol,

O que quero é prados mais prados que estes prados,

O que quero é flores mais estas flores que estas flores –

Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!

Sim, choro às vezes o corpo perfeito que não existe.

Mas o corpo perfeito é o corpo mais corpo que pode haver.

E o resto são os sonhos dos homens,

A miopia de quem vê pouco,

E o desejo de estar sentado de quem não sabe estar de pé.

Todo o cristianismo é um sonho de cadeiras.

E como a alma é aquilo que não aparece,

A alma mais perfeita é aquela que não aparece nunca —

A alma que está feita com o corpo

O absoluto corpo das cousas,

A existência absolutamente real sem sombras nem erros,

A coincidência exacta e inteira de uma cousa consigo mesma.

~~

Alberto Caeiro

In Poemas Inconjuntos

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, 2001

Imagem: Themistokles von Eckenbrecher

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CES MONTAGNES À JAMAIS | Joe Wilkins | par Hanane Trinel Ourtilani

Les jours de ce mois d’avril risque de se rallonger avec un confinement qui n’en est pas vraiment un, enfin confusion et restrictions et besoin que le moral remonte en flèche, … j’attendais avec impatience en avril une avalanche de polars, dont un grand nombre seront chroniqués ici … dès que je les aurais lus, bien sûr, le polar et moi , c’est toute une histoire ! En attendant, voici ceux que j’ai apprécié 😊

Sortir de sa sphère de contact, être déstabilisé par une intrigue, la réaction d’un personnage, ou même changer carrément de décor, se plonger dans un futur imaginaire et imaginé, pour se poser des questions, avancer ou juste s’amuser.

Dans cette dernière catégorie, au rayon Angoisse, La maison à Claire-Voie de Brice Tarvel (Zinedi) est un recueil de nouvelles dont la précision d’écriture fait monter sans cesse la tension.

Au rayon Anticipation, Cinquante-trois présages de Cloé Mehdi (Seuil) démontre la talent de cette jeune auteure qui, après nous avoir expliqué l’avènement d’une Multitude de divinités, nous présente une de leurs messagers avec toutes ses difficultés spirituelles et matérielles. Ce roman nous offre la possibilité de réfléchir à la fois sur les pauvres et leur manque d’espoir mais aussi sur la religion et son devenir, ce qui en fait un roman puissant.

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Frédéric LENOIR, conférence “Le miracle Spinoza”, 14.01.2018

Conférence de Frédéric LENOIR le 14 janvier 2018

“Plus conscient, plus libre, plus heureux avec Spinoza !”

à Crans-Montana (Valais, Suisse).

“A bien des égards, Spinoza est non seulement très en avance sur son temps, mais aussi sur le nôtre. C’est ce que j’appelle le “miracle Spinoza”. F. Lenoir

(www.fredericlenoir.com)

Thèmes abordés :  La sagesse en général. La fondation SEVE (Savoir Vivre et Etre Ensemble) et les ateliers philo et méditation pour les enfants et adolescents. La vie de Baruch Spinoza, son intransigeance avec la vérité, la cohérence de sa vie avec son oeuvre. Changement de regard (politique, religieux, l’être humain. l’anthropologie, l’éthique, la laïcité…). Le désir est l’essence de l’homme, les affects et les pensées adéquates et non adéquates, apprendre à réorienter son désir. Dualité joie/tristesse . Passions tristes et vie personnelle. Passions tristes et vie politique. La morale. L’ union de l’âme et du corps, et joie active.  La psychologie des profondeurs.  Jésus, Dieu, la métaphysique selon Spinoza.

SPINOZA | Dieu n’attend rien de nous | Charles Robin, LE PRÉCEPTEUR

📏 Spinoza est surtout connu pour sa vision déterministe du monde. Mais il est également l’un des rares philosophes à s’être opposé frontalement à la tradition religieuse de son époque. Pour lui, Dieu n’est pas un être séparé du monde et juge de nos actions. Coup de projecteur sur une philosophie aussi originale que captivante.

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👨🏻‍🏫 QUI EST LE PRÉCEPTEUR ? Charles Robin est précepteur et enseignant en philosophie, français et mathématiques. Depuis plusieurs années, il accompagne des élèves de tous niveaux dans leur parcours scolaire. Ses élèves l’apprécient pour son franc parler, son sens de l’écoute et sa capacité à rendre claires des notions parfois complexes. Son projet, à terme, est de créer une école populaire autonome dans laquelle seraient valorisés les savoirs fondamentaux, les arts et l’initiative collective.

SPINOZA | Le déterminisme | Charles Robin, LE PRÉCEPTEUR

📏 Théoricien du déterminisme, Spinoza n’en reste pas moins convaincu qu’une forme de liberté est accessible à l’homme. Pour lui, notre liberté réside dans notre “puissance d’agir” et dans la joie que procure la compréhension des causes de ce qui nous affecte. Analyse de cette conception.

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👨🏻‍🏫 QUI EST LE PRÉCEPTEUR ? Charles Robin est précepteur et enseignant en philosophie, français et mathématiques. Depuis plusieurs années, il accompagne des élèves de tous niveaux dans leur parcours scolaire. Ses élèves l’apprécient pour son franc parler, son sens de l’écoute et sa capacité à rendre claires des notions parfois complexes. Son projet, à terme, est de créer une école populaire autonome dans laquelle seraient valorisés les savoirs fondamentaux, les arts et l’initiative collective.

SPINOZA | Le libre-arbitre n’est-il qu’une illusion ? | Charles Robin, LE PRÉCEPTEUR

Esta iniciativa de descodificar o pensamento complexo de Espinoza para ser entendido por alunos de vários graus de ensino, é fantástica. Não é qualquer um que pode adentrar-se pela matéria da ÉTICA, por exemplo, ou mergulhar na controversa (no seu tempo considerada um sacrilégio) questão de Deus e Natureza, ou questionar se o livre arbítrio está ao alcance de todos ou tem que transpor obstáculos. Entrar nestas questões pela mão de alguém como Charles Robin é um exemplo a seguir. Até, ou sobretudo, em Portugal, onde os alunos podiam ser estimulados pelo facto de Baruch Espinoza, nascido em Amsterdão, ser filho de portugueses de cultura judaica.

Helena Ventura Pereira

👨🏻‍🏫 QUI EST LE PRÉCEPTEUR? Charles Robin est précepteur et enseignant en philosophie, français et mathématiques. Depuis plusieurs années, il accompagne des élèves de tous niveaux dans leur parcours scolaire. Ses élèves l’apprécient pour son franc parler, son sens de l’écoute et sa capacité à rendre claires des notions parfois complexes. Son projet, à terme, est de créer une école populaire autonome dans laquelle seraient valorisés les savoirs fondamentaux, les arts et l’initiative collective.

📏 Spinoza est souvent cité comme le philosophe ayant le mieux démontré que le libre-arbitre n’est qu’une illusion. Et pourtant, une lecture plus approfondie de son oeuvre montre que les choses sont loin d’être aussi simples. C’est ce que nous allons voir dans cette vidéo.

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Palavras em Tempos de Crise | Luis Sepúlveda | por Almerinda Bento in Esquerda.net

Embora abarcando temas muito diversos, o facto de ter sido escrito em 2012, faz com que muitos dos artigos deste “Palavras em Tempos de Crise” sejam verdadeiros manifestos de um homem de esquerda. Por Almerinda Bento

Há um ano tomámos conhecimento de que Luis Sepúlveda, que tinha estado nas Correntes d’Escritas na Póvoa de Varzim, estava infectado com o novo coronavírus. Viria a falecer em meados de Abril com apenas 70 anos e para quem gostava do homem e dos seus livros, foi um choque e uma grande tristeza. Ainda tenho por ler alguns dos seus livros e este ano, quando seleccionei os livros que iria ler, fui buscar um deles e, no “sorteio” dos 27 títulos a ler este ano, tirei o papelinho que dizia “Palavras em Tempos de Crise”.

Não sei se foi o facto de “Rosas de Atacama” ter sido um dos primeiros livros que li de Sepúlveda, esse livro sempre teve um lugar muito especial no meu coração. Mal comecei a ler “Palavras em Tempos de Crise”, percebi que a estrutura era parecida: pequenos artigos, experiências e reflexões pessoais.

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LE CERCLE DES ÂMES PIEDS NUS | Hanane Trinel Ourtilani

Ceci est un cercle de lecture.

Chaque mois,les membres proposeront un thème de lecture avec une liste de livres. Tous pourront y participer .

Chaque thème est ouvert du 1 et au dernier jour du mois, un article sur le groupe le présente. Les membres votent pour le ou les livres qui seront abordés. Les membres publient ensuite des billets : divagations sur le thème, comptes rendus de lecture , propositions musicales ou picturales en rapport.

Pour celles ou ceux qui souhaitent parler de leur lecture de vive voix, nous pouvons organiser des salons de discussion en ligne, chaque vendredi ou samedi. Vous pouvez aussi vous donner rendez vous dans votre ville et vous réunir. Nous serons très heureux de voir des photos de ces rencontres.

Vous pouvez écrire, des textes, en rapport avec le thème choisi.

L’âge, le sexe, ou la profession importe peu, le cercle sera d’autant plus enrichissant qu’il réunira des profils différents. Les berbérophones et les arabophones sont les bienvenus et peuvent aussi participer, pour les œuvres traduites.

Le but est aussi de créer un lien social autour du livre, et voir émerger de nouvelles amitiés, c’est cela, le plaisir de lire ensemble.

Ernesto Rafael Guevara de la Serna

Ernesto Rafael Guevara de la Serna, mais conhecido como Che Guevara (Rosário14 de junho de 1928 — La Higuera9 de outubro de 1967),[a][3] foi um revolucionário marxista, médico, autor, guerrilheiro, diplomata e teórico militar argentino. Uma figura importante da Revolução Cubana, seu rosto estilizado tornou-se um símbolo contracultural de rebeldia e insígnia global na cultura popular.[4]

Quando ainda era um jovem estudante de medicina, viajou por toda a América do Sul e radicalizou suas posições após testemunhar a pobreza, a fome e as doenças que assolavam o continente.[5] Seu crescente desejo de ajudar a derrubar o que ele viu como resultado da exploração capitalista da América Latina levou ao seu envolvimento nas reformas sociais da Guatemala sob o presidente Jacobo Árbenz, cuja eventual derrubada assistida pela CIA a pedido da United Fruit Company solidificou a ideologia política de Guevara.[5] Mais tarde na Cidade do México, conheceu Raúl e Fidel Castro, juntou-se ao Movimento 26 de Julho e partiu para Cuba a bordo do iate Granma com a intenção de derrubar o ditador cubano Fulgencio Batista, apoiado pelos Estados Unidos.[6] Guevara logo ganhou destaque entre os insurgentes, foi promovido a segundo comandante e desempenhou um papel fundamental na vitoriosa guerrilha que, após dois anos, depôs o regime de Batista.[7]

Após a Revolução Cubana, desempenhou vários papéis-chave no novo governo, incluindo a revisão dos apelos e dos esquadrões de fuzilamento para os condenados como criminosos de guerra durante os tribunais revolucionários,[8] a instituição da reforma agrária como ministro das indústrias, a liderança exercida em uma campanha de alfabetização nacional bem-sucedida, serviu tanto como presidente do banco nacional e diretor de instrução das Forças Armadas de Cuba e atravessou o globo como diplomata em nome do socialismo cubano. Tais posições também lhe permitiram desempenhar um papel central no treinamento das forças da milícia que repeliu a invasão da Baía dos Porcos,[9] e levando mísseis balísticos soviéticos com armas nucleares para Cuba, o que precipitou a crise dos mísseis de 1962.[10][11] Além disso, foi um prolífico escritor e diarista, compondo um manual seminal sobre guerrilhas, junto com um livro de memórias best-seller sobre sua jornada de motocicleta pelo continente sul-americano. Suas experiências e estudos sobre o marxismo-leninismo levaram-no a afirmar que o subdesenvolvimento e dependência do Terceiro Mundo eram resultados intrínsecos do imperialismo, do neocolonialismo e do capitalismo monopolista, que só poderiam ser solucionados pelo internacionalismo proletário e a revolução mundial.[12][13] Ele deixou Cuba em 1965 para fomentar a revolução no exterior, primeiro sem sucesso no Congo-Kinshasa e depois na Bolívia, onde foi capturado por forças bolivianas assistidas pela CIA e sumariamente executado.[14]

Guevara continua a ser uma figura histórica venerada e desprezada, polarizada no imaginário coletivo em uma infinidade de biografias, memórias, ensaios, documentários, canções e filmes. Como resultado de seu martírio percebido, suas invocações poéticas para a luta de classes e seu desejo de criar a consciência de um “Novo Homem” impulsionada por incentivos morais e não materiais,[15] Guevara tornou-se um ícone por excelência de vários movimentos de esquerda. A revista Time nomeou-o uma das 100 pessoas mais influentes do século XX,[16] enquanto uma fotografia de Alberto Korda, intitulada Guerrillero Heroico, foi citada pela Maryland Institute of Art como “a mais famosa fotografia do mundo”.[17]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara

GRÃOS DE AMOR | Maria Helena Ventura

Escorrem pelo corpo

recessivos

estes grãos de amor sobejo.

Que devo fazer com eles

se tão alheios são

ao sossego?

Ao contrário:

que devo fazer sem eles

se tanto agasalho dão

ao silêncio?

Escorrem em centelhas

deserdadas

pelos sulcos da pele salgada

na pungência acesa

de marulhos indóceis

Maria Helena Ventura | PEDRA DE SOL

Tela de FRANCISCO Ángel GUTIÉRREZ (1906-1945 | A DESPEDIDA

Che Guevara | Hasta siempre, Comandante!

Over 500 photos of Che, with 5 interesting versions of the song Hasta siempre, Comandante, by Carlos Puebla: Ahmet Koc, Classico Latino, Jan Garbarek, and Paquito de Rivera.

Ernesto trascendió en el tiempo, eso se llama inmortalidad, no ha muerto , vive en el corazón de millones, a pesar de los de siempre que tratan vanamente de borrarlo de la Historia.

O comunismo Agostiniano do Espírito Santo | Gabriel Leite Mota | in Jornal Económico

Agostinho da Silva previa que chegaria o tempo da gratuidade da vida, em que as máquinas já produziriam tudo o que o ser humano precisava para viver, tornando-o livre para ser o poema que estava destinado a ser.

Um dos grandes pensadores portugueses do século XX foi Agostinho da Silva.

Nos anos 90 desse século, regressado a Portugal depois de longa estadia no Brasil, onde teve grande impacto académico e público, Agostinho da Silva surpreendeu os portugueses com a sua filosofia na ponta da língua, particularmente durante uma série de entrevistas que deu para a RTP com o título de “Conversas vadias”, em que diferentes entrevistadores iam tentar decifrar e explorar o pensamento do filósofo. Estas entrevistas (disponíveis para visualização na internet) são um testemunho brilhante do seu pensamento, ao mesmo tempo profundo e provocador.

À época, muitos criticavam-no por entenderem que ele se contradizia, por ter o hábito de não ser absolutamente definitivo ou categórico nas suas respostas e, muitas vezes, responder com perguntas às perguntas (aí, o que Agostinho da Silva estava a fazer era, tão-só, querer ser preciso e clarificar o que realmente estava a ser perguntado). Na prática, notou-se nestas entrevistas, muitas vezes, uma décalage de profundidade filosófica entre os perguntadores e o respondente, e a perplexidade dos entrevistadores tinha muito a ver com isso.

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Baruch Spinoza | Um convite à alegria do pensamento

Apontado como um dos grandes racionalistas na assim chamada Filosofia Moderna, Baruch Spinoza (1632-1677) é considerado o “pai” do criticismo bíblico moderno e um dos primeiros pensadores a formular uma potente crítica contra as ideologias estabelecidas.

Filósofo de poucas obras publicadas em vida, em função da excomunhão e censura que lhe foram infligidas pela comunidade hebraica de Amsterdã, o holandês inspira a discussão de capa da IHU On-Line desta semana.

Consideradas fantasias, as leituras místicas e alegóricas da Bíblia são criticadas por Spinoza, aponta Maria Luísa Ribeiro Ferreira, da Universidade de Lisboa. Apesar de Deus ser central na sua Ética, não se trata daquele judaico-cristão, pondera.

No pensamento político de Spinoza, o exercício da democracia como potência e virtude caminha ao lado de uma compreensão das causas da obediência, que não deve ser “insensata”, argumenta Diego Tatian, da Universidade Nacional de Córdoba, Argentina.

http://www.ihuonline.unisinos.br/media/pdf/IHUOnlineEdicao397.pdf

Did Einstein believe in God? | MARCELO GLEISER | com tradução para português e francês

Here’s what Einstein meant when he spoke of cosmic dice and the “secrets of the Ancient One”.

MARCELO GLEISER

  • To celebrate Einstein’s birthday this past Sunday, we examine his take on religion and spirituality.
  • Einstein’s disapproval of quantum physics revealed his discontent with a world without causal harmony at its deepest levels: The famous “God does not play dice.”
  • He embraced a “Spinozan God,” a deity that was one with nature, within all that is, from cosmic dust to humans. Science, to Einstein, was a conduit to reveal at least part of this mysterious connection, whose deeper secrets were to remain elusive.

Given that March 14th is Einstein’s birthday and, in an uncanny coincidence, also Pi Day, I think it’s appropriate that we celebrate it here at 13.8 by revisiting his relationship with religion and spirituality. Much has been written about Einstein and God. Was the great scientist religious? What did he believe in? What was God to Einstein? In what is perhaps his most famous remark involving God, Einstein expressed his dissatisfaction with the randomness in quantum physics: he “God doesn’t play dice” quote. The actual phrasing, from a letter Einstein wrote to his friend and colleague Max Born, dated December 4, 1926, is very revealing of his worldview:

Quantum mechanics is very worthy of regard. But an inner voice tells me that this is not the true Jacob. The theory yields much, but it hardly brings us close to the secrets of the Ancient One. In any case, I am convinced that He does not play dice.

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Fernando Pessoa | O amor, quando se revela

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar p’ra ela,

Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há-de dizer.

Fala: parece que mente…

Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,

E se um olhar lhe bastasse

P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar…

Última hora! Alerta! | Paulo Fonseca

A Associação Nacional de Treinadores de Futebol reuniu esta madrugada de emergência com a Liga de Futebol Profissional para exigir um novo processo contra o Sporting Clube de Portugal.

<<É inaceitável que se promova o trabalho infantil desta maneira escandalosa, à vista de toda a gente, numa impunidade que humilha a lei e o direito>>, confidenciou o presidente da ANTF à nossa reportagem.

E continuou : <<o Sporting colocou em campo uma criança que acabou de fazer 16 anos, num jogo oficial de adultos, retirando o carinho materno e a catequese ao jovem vítima desta irresponsabilidade>>

.Da parte do conselho de disciplina, a nossa reportagem gravou a certeza de que esta provocatória exploração de trabalho infantil não ficará impune….<<

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OPINIÃO | Rui Bebiano

Rui Bebiano: “A forma de impedir o retorno da direita ao poder, com todas as consequências das quais já tivemos um vislumbre na ação calamitosa e deprimente do governo neoliberal de Passos Coelho, passará assim por estabelecer uma estratégia de aproximação entre as diversas forças. No sentido de construir um acordo em condições de superar as debilidades que puseram termo ao anterior e de não se limitar, como aconteceu, a renhidas negociações parlamentares, por vezes com o aspeto de chantagem. Só que, para que tal seja possível, é necessário que todos, sem exceção, criem mecanismos transparentes de compromisso e de mobilização. Nesta fase parece difícil, mas não o fazerem será imperdoável. E também suicidário.”   / /in  A Terceira Noite : https://www.aterceiranoite.org/2021/03/20/as-sondagens-e-o-dever-da-esquerda/

Europa, colónias e velhas glórias | Carlos Matos Gomes

Porquê este reacender de labaredas do passado? Perguntava-me um amigo, natural de Angola, homem do mundo do petróleo e da defesa do meio ambiente.

A pergunta surgiu após vários artigos e reportagens a propósito do início da guerra colonial portuguesa em Angola, 1961.

África — nem conquistada nem ocupada

Uma das razões para este revivalismo colonial pode ser da ordem do subconsciente coletivo. Da ideia que os europeus construíram de si como centro do mundo e dos portugueses serem entre os europeus (com os gregos) aqueles em que, porventura, é maior a distância entre a realidade da sua história e a imagem que dela têm.

Independentemente da relação de cada um dos povos europeus com África, a África negra é o único dos continentes que os europeus dominaram, mas não conquistaram. Os europeus nunca dominaram nem conquistaram a Ásia. Nem a Índia, nem a China, nem a Indochina, nem o Japão. Todos esses imensos territórios (continentes) mantiveram no essencial as suas culturas, as suas instituições e mantêm-nas até hoje. Quanto ao continente americano, norte e sul, os europeus aniquilaram as culturas e os povos locais e ocuparam-no através da conquista.

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