I O mais livro vendido do premiado escritor Lourenço Cazarré, AfabulosamortedoprofessordePortuguês (Belo Horizonte, Editora Yellowfante, 2026), chega agora a sua terceira edição, com ilustrações do artista gráfico Negreiros. Trata-se de um admirável exemplo de como se pode fazer literatura juvenil, sem deixar de agradar ao leitor experiente e exigente. Escrito inicialmente como conto policial para uma coletânea destinada a adultos que não saiu à luz, a novela foi remodelada com o olhar voltado especialmente para a garotada, como explicou o próprio autor.
Em linhas gerais, lê-se a movimentação de dois pré-adolescentes que receberam da professora a incumbência de escrever uma reportagem para o jornal do colégio e foram destacados para cobrir a inauguração de uma livraria, onde estariam presentes vários intelectuais e artistas da cidade. E, como já anuncia o título, durante o acontecimento, ocorrem vários fatos que culminam com a morte de um professor de Português e também crítico literário, que não seria bem visto pelos intelectuais da cidade. Dono de um estilo fluido, ágil e envolvente, de que Contospelotenses (Florianópolis, Editora Insular, 2025) e BrevememóriadeSimeãoBoaMorteeoutroscontospoéticos (Rio de Janeiro, Faria e Silva Editora, 2025), obra publicada em Portugal em 2024 pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, dentro da Coleção Comunidades Portuguesas, são os mais destacados e recentes exemplos, Cazarré, a cada dia, assume-se como o principal escritor brasileiro voltado para a literatura juvenil, atividade em que está empenhado desde 1985. Afinal, o seu Clubedosleitoresdehistóriastristes, lançado em 2005, foi considerado pela revista Veja como o melhor livro para leitores de dez a doze anos. E tanto Nadandocontraamorte (1998) quanto Acidadedosratos – umaópera–roque (1993), ambos publicados pela Editora Formato, foram considerados altamente recomendados para jovens pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Sem contar que a novela Issonãoéumfilmeamericano (Editora Ática, 2002) recebeu menção honrosa no Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro da Biblioteca Municipal de Belo Horizonte. Um exemplo desse estilo direto que, ao mesmo tempo, passa lições de sabedoria aos jovens leitores e especialmente para aqueles que ainda sonham com a profissão de jornalista, extremamente vilipendiada nestes tempos de inteligência artificial e quejandos, é este diálogo entre pai e filha que se lê logo às primeiras páginas deste AfabulosamortedoprofessordePortuguês: “(…) – Seja discreta – continuou o pai. – Tente ser invisível pra poder anotar tudo sem que as pessoas percebam que você é repórter. Não faça como a maioria dos jornalistas, que se acham mais importantes do que os entrevistados… – Pai, eu também estou preocupada com o depois… Será que vou saber escrever a reportagem? – Saberá… Escreva só frases diretas: sujeito, verbo e predicado. Não use mais de duas vírgulas por frase. E não faça cambalhotas estilísticas… O bom jornalista aprende a escrever lendo os bons autores… – Mas eu não penso em ser jornalista, pai! – Então leia pra aprender a pensar melhor… E, agora, vamos ao feijão com arroz.(…)”. II Outra obra dirigida ao público juvenil é Umvelhovelhacoeseunetobundão (Belo Horizonte, Editora Yellowfante, 2024), também já em terceira edição, que, como confessa o autor, foi escrita com a imaginação voltada para os anos em que teve de viver com o seu avô paterno, enquanto estudava numa escola técnica em Pelotas, entre 1965 e 1968. “Meu avô, claro, não era cretino como o personagem do livro. Mas eu era bundinha como o menino Candinho”, diz. Ou seja, aqui se conta o relacionamento entre um menino ingênuo, mas esperto, e um velhote brincalhão, porém, ao mesmo tempo rigoroso e exigente, que procura ensinar o neto a amar os esportes e a leitura e a estudar com método. Ou, nas palavras do autor: “Ensina também que nunca estamos suficientemente preparados para enfrentar as muitas surpresas da vida e que, pensando bem, é melhor não viver chorando porque chorar demais só faz ranho”. Como o enredo é povoado por personagens dotados de língua bem afiada, o livro está repleto de diálogos hilariantes, que, afinal, tratam de atrair o jovem leitor iniciante, entretê-lo e deixá-lo alegre por alguns momentos. Mas que, de certo modo, procura resgatar e recriar a picaresca clássica, aquela de LazarillodeTormes (1554), de autoria desconhecida, e ElBuscón (1626), de Francisco de Quevedo (1580-1645), ao mostrar o cotidiano de pobretões que têm sonhos e querem satisfazê-los, mas que, para tanto, precisam contornar as regras do jogo oficial da vida, tornando-se assim pessoas astutas, ardilosas, espertas, burlescas e trapaceiras. Trata-se de um livro divertido, de humor, tal como aquelas obras da picaresca clássica. Ou melhor: estamos diante de um exemplo bem acabado de neopicaresca. Até porque a picaresca clássica espanhola é irrepetível e só tem sentido se associada aos séculos XVI e XVII. III Nascido em Pelotas, no Rio Grande do Sul, Lourenço Cazarré (1954) é descendente de portugueses de Cinfães que emigraram para o Brasil ao final do século XIX. Fez o curso ginasial em Pelotas e formou-se radiotécnico “com a nota mínima”, ao mesmo tempo em que devorava impiedosamente todos os livros da seção infantil da Biblioteca Pública da cidade. Em 1975, graduou-se em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas. Depois de um breve período como operador de telex, trabalhou um ano como repórter na sucursal de Pelotas dos jornais CorreiodoPovo, FolhadaManhã e FolhadaTarde, que pertenciam à empresa Caldas Júnior, de Porto Alegre. Em junho de 1976, transferiu-se para Florianópolis, onde permaneceu por seis meses como repórter da sucursal local do grupo Caldas Júnior, antes de se transferir para a redação do jornal OEstado. Como escritor passou a ser reconhecido depois que ganhou a 1ª Bienal Nestlé, em 1982, com o romance Ocalidoscópioeaampulheta (1983), em que conta as desventuras de um ditador livremente inspirado em Getúlio Vargas (1882-1954). Em 1977, transferiu-se para o Distrito Federal, onde passou a trabalhar como redator do JornaldeBrasília. Por essa época, já escrevia contos que publicava em jornais e revistas. Em 1979, começou a escrever Agosto, Sexta–Feira, Treze, seu primeiro romance, publicado em 1981. Depois de um retorno ao Rio Grande do Sul, estabelecendo-se na praia de Laranjal, na costa Oeste da Lagoa dos Patos, onde viveu dos parcos recursos acumulados com os empregos e os prêmios literários conquistados, voltou a Brasília. Dessa época, são os contos da primeira edição de Enfeitiçadostodosnós (São Paulo, Melhoramentos, 1984). Em 1983, em Brasília, passou a trabalhar em uma assessoria de imprensa na Câmara dos Deputados. Em seguida, tendo sido aprovado em concurso para professor de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, retornou para Pelotas, mantendo-se em trânsito entre o Rio Grande de Sul e Santa Catarina por alguns meses, até desistir da carreira e transferir-se definitivamente para Brasília. Em 1987, exerceu por alguns meses a função de chefe de editoração da Editora da Universidade de Brasília (UnB), até que, em 1988, aprovado por concurso público, assumiu o cargo de redator no Senado Federal, onde trabalhou até se aposentar. Atualmente, é colaborador do jornal CorreioBraziliense. Hoje, vive em Brasília. Autor profícuo, Cazarré publicou mais de 40 livros, desde romances e coletâneas de contos a novelas juvenis, entre os quais se destacam também o romance Alongamigraçãodotemíveltubarão (2008), as novelas Estavanascendoodiaemqueconheceriamomar (2011) e Osfilhosdodesertocombatemnasolidão (2016), as coletâneas de contos Aarteexcêntricadosgoleiros (2004) e Exercíciosespirituaisparainsôniaeincerteza (2012) e as novelas juvenis Kandimba (2019) e AmoreguerraemCanudos (2021). Em 2018, com Kzar, Alexander, oloucodePelotas (Curitiba, Editora Paraná, 2018), venceu na categoria romance o Prêmio Paraná de Literatura, promovido pela Biblioteca Pública daquele Estado. O romance premiado trata da paixão alucinada de um homem pela literatura. Em parceria com Pedro Almeida Vieira, publicou em fascículos, no sitePáginaUm, a novela policial de humor AmisteriosamortedeMigueladeAlcazar. ________________________________ AfabulosamortedoprofessordePortuguês, de Lourenço Cazarré, com ilustrações de Negreiros. Belo Horizonte, Editora Yellowfante, 112 páginas, R$ 43,49, 2026. Umvelhovelhacoeseunetobundão, de Lourenço Cazarré, com ilustrações de Vito Quintans. Belo Horizonte, Editora Yellowfante, 126 páginas, R$ 45,00, 2024. E-mail: atendimento@grupoautentica.com.brSite: www.editorayellowfante.com.br ________________________________ (*) Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp)/Academia Brasileira de Letras, 2012), Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os Vira-Latas da Madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O Reino, a Colônia e o Poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. Escreveu prefácio para o livro KennethMaxwellonGlobalTrends (Robbin Laird, editor, 2024), publicado os Estados Unidos e na Inglaterra. E-mail: marilizadelto@uol.com.br
Tradução de um artigo publicado em Itália por um dos seus Generais, no caso um ex-Chefe do Estado-Maior do Comando Sul da Europa da OTAN e Comandante da Missão Internacional no Kosovo, KFOR.
Curiosamente, este artigo de mais um General italiano permite-me agora concluir que afinal não só em Portugal existem Generais “putinistas” ex-OTAN. Já foi confirmada a existência de personagens semelhantes na Espanha, França, Alemanha e Itália.( Raul Luís Cunha )
“É FÁCIL DIZER PAZ | FABIO MINI – 27/11/2025
Os planos são assuntos sérios; são a articulação de estratégias e políticas. O alegado plano de 28 pontos de Trump para a Ucrânia e o plano de 18 pontos dos europeus não são planos. Embora sejam atribuídos à mente maléfica de Putin, à mente gananciosa de Trump e a génios europeus, são meramente os produtos desajeitados, ingénuos e malfeitos da visão de algum burocrata americano ou europeu sobre algo sério: a lista de quatro ou cinco prioridades e condições que Trump e Putin acordaram no Alasca, verbalmente, mas devidamente registadas, anotadas em taquigrafia e redigidas em acta. Uma lista do que Putin sempre declarou publicamente e que Trump parecia ter compreendido. Os pontos que o próprio Putin delineou aos líderes dos países amigos da Rússia, que, entretanto, durante a guerra, aumentaram em número.
As sete cartas escritas em 1989 compõem o livro Cartas a Spinoza, Nise da Silveira, Francisco Alves, 1995.
Pintura de Eduardo Ruiz, Dra. Nise da Silveira
Cada Leitor, um Spinoza
CARTA I
Meu caro Spinoza,
Você é mesmo singular. Através dos séculos continua despertando admirações fervorosas, oposições, leituras diferentes de seus livros, não só no mundo dos filósofos, mas, curiosamente, atraindo pensadores das mais diversas áreas do saber, até despretensiosos leitores que insistem, embora sem formação filosófica (e este é o meu caso), no difícil e fascinante estudo da filosofia.
Mais surpreendente ainda é que, à atração intelectual, muitas vezes venham juntar-se sentimentos profundos de afeição. Assim, Einstein refere-se a você como se, entre ambos, houvesse “familiaridade cotidiana”. Dedica-lhe poemas. O poema para A Ética de Spinoza [1] transborda de afeto: “Como eu amo este homem nobre / mais do que posso dizer por palavras”.
– escreve Pierre Lellouche, ex-secretário de Estado francês para Assuntos Europeus e ex-presidente da Assembleia Parlamentar da OTAN, em entrevista ao Le Figaro.
Contos marcados pela melancolia Novo livro de Lourenço Cazarré reúne trabalhos publicados entre 1984 e 2022
I Forjado no dia a dia do jornalismo, em estilo direto, permeado por imagens poéticas e, às vezes, bem-humoradas, embora um tanto niilistas, mas quase sempre marcadas pela melancolia, o livro Contospelotenses (Florianópolis, Editora Insular, 2025), do gaúcho Lourenço Cazarré (1953), nascido em Pelotas, reúne 16 trabalhos publicados em obras anteriores do autor, entre 1984 e 2022. Para o crítico e ensaísta André Seffrin, igualmente gaúcho, mas de Júlio de Castilhos, a obra reúne “histórias de solidão, melancolia, medo, morte; de perseguições e cercos, de encontros e desencontros, de desesperos e crimes de paixão, crimes bárbaros e demais encrencas da humana liça. E nelas o suspense campeia sob o teto de uma áspera poesia”, diz no prefácio.
EUA, CIA e o 25 de Novembro 1975 Este texto é baseado apenas em documentos desclassificados e revelam programas clandestinos de apoio a forças anti-comunistas na instablidade após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974.
Os Estados Unidos prepararam um programa de apoio militar clandestino a sectores anti-comunistas do exército e outras forças em Portugal quando se falava na possibilidade de uma guerra civil em 1975, na sequência do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, revelam documentos tornados públicos pelo Departamento de Estado americano.
Transcrições de reuniões, memorandos e propostas de acção ao mais alto nível do Governo americano tornam claro que o major Melo Antunes, um dos dirigentes da facção moderada das Forças Armadas portuguesas conhecida então por “Grupo dos Nove”, estava ciente do plano, tendo estabelecido um canal de comunicação “privado” com os Estados Unidos pouco antes de 25 de Novembro de 1975, data em que acções armadas eliminaram forças de esquerda ou ligadas ao Partido Comunista.
Elle avait un QI de 228, le plus haut jamais enregistré officiellement selon le Guinness World Records — plus qu’Einstein, plus que Hawking, plus que n’importe qui.
Elle s’appelait Marilyn vos Savant — un nom qui semblait déjà annoncer son destin.
À 10 ans, elle avait déjàlu les 24 volumes de l’Encyclopædia Britannica.
Et pas seulement lus — elle les avait compris et mémorisés.
On imagine souvent les génies suivant le même chemin : grandes universités, laboratoires, recherche scientifique.
A empatia é ensinada nas escolas da Dinamarca desde o início da década de 1990. É uma disciplina obrigatória, na qual todos são incentivados a partilhar, a colocarem-se no lugar do outro. Ali aprende-se a lidar com as emoções, a enfrentar a vida em sociedade de modo positivo e a construir com segurança o caminho para a felicidade. Autora do livro “Educar à Maneira Dinamarquesa”, publicado recentemente em Portugal, Jessica Joelle Alexander partilha com a SIC Notícias os temas centrais deste “guia prático para educar crianças confiantes e autónomas, à semelhança das pessoas mais felizes do mundo”.
Lavrov fala sobre os contactos com os EUA acerca do diálogo sobre os pontos de atrito bilaterais
Existem muitos pontos de atrito nas relações russo-americanas, que herdamos da administração anterior dos EUA. Teremos de limpar os destroços durante muito tempo. Com a chegada da nova administração, sentimos a disponibilidade da sua parte para retomar o diálogo. Ele está a decorrer, mas não tão rapidamente como gostaríamos.
A parte americana recebeu as nossas propostas, tanto sobre a diplomacia imobiliária como sobre a aviação. Presentemente, estão em curso contactos de trabalho sobre a possibilidade de dar continuidade ao diálogo. Nós, com o Secretário de Estado Marco Rubio, compreendemos a necessidade de uma comunicação regular. Isto é importante para discutir a questão ucraniana e para avançar na agenda bilateral. Por isso, estamos a comunicar por telefone, e estamos também prontos para realizar encontros pessoais, quando necessário.
Consideramos que a conclusão do conflito é impossível sem ter em conta os interesses russos e sem erradicar as suas causas primárias. A questão da pertença da Crimeia está encerrada para a parte russa.
Moscovo, 08 nov 2025 (Lusa) – O governo russo lamentou hoje ainda não ter recebido explicações dos Estados Unidos da América sobre o anúncio feito no final do mês passado pelo Presidente norte-americano sobre a retoma de testes de armas nucleares.
“Ainda não recebemos nenhuma explicação por vias diplomáticas sobre o que quis dizer Donald Trump ao anunciar a retoma de testes nucleares”, disse Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, citado pela agência EuropaPress.
Se Bruxelas se apropriar dos ativos russos congelados, não será apenas um crime, mas o golpe final na ordem financeira do pós-guerra. O pretexto legal é risível. A cobertura moral desapareceu. O que resta é roubo — puro e simples, político, irreversível, disfarçado de papel timbrado da Comissão Europeia.
De Wever, o primeiro-ministro belga, recebeu o detonador. Se ele aprovar a apropriação dos ativos, a Euroclear se tornará um cenário de crime. E a Europa, outrora um continente construído sobre tratados e confiança, se tornará a guardiã de capital mais perigosa do mundo. O Fundo para a Ucrânia, criado para financiar Kiev até 2027, já está se esgotando. Dos € 50 bilhões prometidos inicialmente, restam apenas € 18 bilhões.
O Senado norte-americano aprovou, por 51 votos contra 47, uma resolução para anular as tarifas generalizadas impostas por Trump a mais de uma centena de países. A decisão – apoiada inclusive por quatro senadores republicanos – representa um claro desafio ao atual presidente e à sua política económica fortemente protecionista.
Embora a medida ainda precise de aprovação na Câmara dos Representantes e possa ser vetada por Trump, o voto no Senado envia um sinal político poderoso: há crescente resistência dentro dos EUA à guerra comercial global e ao aumento de custos para consumidores e indústrias.
Eduardo Barroso, médico, sobrinho de Mário Soares e mandatário de Mendes por Lisboa, diz que vai procurar convencer muitos “fiéis eleitores do PS” de que não estarão a “trair” a sua ideologia por votarem no candidato que o PSD apoia: “É um democrata e cumpridor da Constituição, isso basta”. Marques Mendes diz que um PR não serve para demitir ministros, mas para exigir resultados
Oh, que famintos beijos na floresta, E que mimoso choro que soava! Que afagos tão suaves! Que ira honesta, Que em risinhos alegres se tornava! O que mais passam na manhã e na sesta, Que Vénus com prazeres inflamava, Melhor é exprimentá-lo que julgá-lo, Mas julgue-o quem não pode exprimentá-lo.
A pianista Maria João Pires, de 81 anos, está a vender a propriedade de Belgais, nas proximidades de Castelo Branco, onde fundou o emblemático Belgais Center for Arts. O espaço, criado em 1999, foi durante mais de duas décadas um símbolo da sua visão humanista da arte e da educação, promovendo o encontro entre música, natureza e comunidade. Agora, a artista prepara-se para encerrar esse capítulo da sua vida.
Em entrevista à Renascença, a pianista explicou que encara a venda como uma mudança natural. “As coisas têm de continuar. Não significa que seja igual, mas que haja um aproveitamento positivo”, afirmou. A pianista acredita que Belgais deve manter-se fiel à sua vocação artística e pedagógica, e não ser transformado numa simples residência privada. “É importante que as coisas continuem para o que foram feitas”, sublinhou.
O cabo-verdiano Moisés Rodrigues venceu, na terça-feira, as eleições para presidente da Câmara de Brockton, Massachusetts, Estados Unidos, e prometeu unir a comunidade, numa primeira declaração de vitória.
“É ótimo que eu seja cabo-verdiano, mas seremos uma só cidade. Há apenas uma comunidade e essa comunidade é a cidade de Brockton”, disse, citado pela edição eletrónica do jornal Enterprise.
O portal de informação local abre o artigo indicando que “Brockton elegeu o seu primeiro presidente da câmara negro na história da cidade, numa eleição histórica”.
O adversário Jean Bradley Derenoncourt reconheceu a derrota, “por 271 votos”, informou.
Há vitórias que valem mais do que o cargo conquistado. A eleição de Zohran Mamdani como primeiro muçulmano a liderar Nova Iorque é uma dessas. Não é apenas a escolha de um prefeito – é um símbolo político e cultural que ecoa muito além das fronteiras da cidade.
Num país que, durante décadas, olhou com desconfiança para a comunidade islâmica, sobretudo após o “esquema” do 11 de Setembro, ver um homem com raízes em Uganda e na Índia, filho de imigrantes, ocupar o cargo máximo da cidade mais emblemática dos Estados Unidos é um marco histórico e moral. Nova Iorque, tantas vezes espelho das contradições americanas, mostra agora o seu rosto mais cosmopolita e maduro.
20/05/2025 |In this never-before-heard interview, Albert Einstein reveals a theory he never published — not about gravity or relativity, but about your soul. This cinematic exploration dives into Einstein’s hidden reflections on life after death, the unified field, consciousness beyond the brain, and why your soul doesn’t live in your head… but in the field of energy and memory that surrounds all life. Combining science with spirituality, this interview guides you through profound truths about reincarnation, love beyond death, and the reason you’ve never truly been alone. Discover what Einstein could not say in textbooks — the truth your soul has always known.
Em 2025, a extrema-direita ganhou ou consolidou poder em sete países e registou resultados históricos noutros cinco, marcando a maior vaga autoritária desde os anos 1930
Inoculação informativa, políticas sociais e contacto estruturado reduzem significativamente o apoio à extrema-direita.
Finlândia reverteu uma vaga de direita radical; captura institucional torna reversão quase impossível.
O padrão fatal repete-se: conservadores aliam-se com extremistas pensando controlá-los, são purgados em dois anos, abrindo o terreno para décadas de ditadura
Os “cordões sanitários” na Europa Ocidental ainda resistem, mas a pressão aumenta quando 20% dos eleitores são sistematicamente excluídos do poder
É urgente aplicar políticas redistributivas e comunicação unitária antes que a janela se feche.
Eu e dois modelos, ChatGPT e Claude, passámos semanas (na escala da inteligência humana; horas na escala da inteligência artificial) a analisar centenas de estudos, dezenas de programas de prevenção e os casos mais recentes de resistência democrática. A conclusão dá esperança — e urgência. Existem soluções com evidência para travar a extrema-direita, mas a janela de oportunidade fecha rápido.
Os canais oficiais dizem que o 25 de Abril representou a libertação da ditadura, mas que só após o 25 de Novembro o «regime democrático» ficou consagrado. Será verdade? Que ideologia se afirmou e que classes comemoram, no 25 de Novembro, a contrarrevolução?
No livro Do 25 de Novembro aos Nossos Dias, a historiadora Raquel Varela e o investigador Adriano Zilhão propõem-nos uma análise histórica da revolução e da contrarrevolução do ponto de vista dos trabalhadores que fizeram a primeira – e sofreram a segunda.
A Associação Portuguesa de Urbanistas (APU) tem vindo a apresentar ao Governo e à Assembleia da República uma série de medidas estratégicas no sentido de reforçar a eficácia do planeamento territorial e solucionar a crise da habitação. Entre elas estão, por exemplo, melhorar a articulação da política de solos com a fiscalidade e aumentar a capacidade de produção de habitação.
As propostas, apresentadas no documento conjunto “Território com Futuro” e que é subscrito por várias associações profissionais, incluem:
Há 508 anos, Martinho Lutero enviou as famosas 95 Teses anexadas a uma carta a Alberto de Mainz, Arcebispo de Mainz, tornando-se este monge agostiniano na principal referência da Reforma Protestante.
Ter posto em causa dogmas da Igreja católica e, sobretudo, a autoridade do Papa, foi a heresia que fez mais pelo progresso e pela emancipação do pensamento do que todas as verdades aceites até aí.
Guerra nuclear – Há quem prefira a morte dos que odeia à vida dos que ama. E só uma insurreição mundial impedirá a competição nuclear! Normalizados os ensaios da Coreia do Norte, o regresso da Rússia e dos EUA, está a encontrar abúlica a opinião pública.
Palestina – Há, nas democracias que resistem, quem rejeite os dois Estados e sustente a guerra, que só terminará com a eliminação de Israel ou o genocídio dos Palestinos. Não há ali bons e maus, só maus. E quem recusa o direito internacional e a ONU.
EUA –Trump, enquanto aguarda o Nobel da Paz/2026, apoia Netanyahu na invasão de Gaza, vai afundando barcos e tripulantes da Venezuela, por suspeita de transportarem droga, prepara a invasão militar do País e lança o caos nas relações internacionais.
31/10/2025 Fidias Podcast In this episode of the Fidias Podcast, Member of the European Parliament Fidias Panayiotou sits down with world-renowned economist and professor Jeffrey Sachs for a deep and eye-opening conversation about global politics, economics, and the future of humanity. Sachs breaks down how power, education, and economic development have shaped today’s world — from the rise of China and India to the challenges facing Europe and the United States. He also shares candid insights on U.S. foreign policy, the Ukraine war, global inequality, and the urgent need for diplomacy in an age of nuclear danger.
A amizade vive do idêntico e do contrário, sustenta a claridade dos dias. A qualquer momento, perto ou longe, liga a memória e os afectos. Povoa a solidão. Fortalece. Suspensos pelos seus laços conseguimos saltar sobre o fundo dos abismos. ANTÓNIO BORGES COELHO
Redação, 01 nov 2025 (Lusa) – O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo considerou hoje “curioso” que o acusem de ser de esquerda quando já o posicionaram à direita, criticando “maniqueísmos” e “velhos rótulos” de quem apenas quer “alimentar a intriga”.
“Há quem me acuse de ser de esquerda. Curioso: outros, antes, acusavam-me de ser de direita, por ser militar”, argumentou o almirante na reserva, durante uma intervenção esta noite na 5.ª edição da Festa Portuguesa 2025, que decorre em Thônex, na Suíça.
O candidato a Belém – que já recebeu esta crítica do adversário e líder do Chega, André Ventura – manifestou-se orgulhoso do seu passado e “das suas origens”, e considerou que essas classificações revelam apenas ideias presas “no tempo”.
Uma sondagem para as eleições presidenciais coloca Henrique Gouveia e Melo fora da liderança. O estudo da Intercampus para o Correio da Manhã mostra Luís Marques Mendes na frente, com 16,6% das intenções de voto, seguido de perto por André Ventura, com 15,8%, e Gouveia e Melo, com 15,4%.
Lynn Forester de Rothschild emphasizes that true success in business goes far beyond profit it lies in purpose, integrity, and long-term vision. She believes that companies must operate with a sense of responsibility toward society, ensuring that growth benefits not just shareholders, but employees, communities, and the environment as well. Her advice to entrepreneurs and leaders is to build trust first, lead with ethics and empathy, and never compromise principles for short-term gain. In her view, the most powerful businesses are those that combine innovation with inclusion, and wealth with wisdom.
As she often expresses, “Capitalism works best when it is inclusive and fair.” For Lynn Forester de Rothschild, sustainable success means creating value that endures not only in markets, but in people’s lives.
O Bangladesh nasce da independência e separação da Índia britânica em 1947. No ínicio chamava-se Paquistão Oriental (era o mesmo país que o Paquistão) mas com a actual Índia pelo meio quer do ponto de vista geográfico quer do ponto de vista geopolítico, em 1971 a Índia por quezílias com o Paquistão, dá um “empurrãozinho” para a independência desse Estado que muda de nome para Bangladesh.
Conheço partes do Paquistão (onde trabalhei) e conheço partes da Índia (onde fiz turismo). Tentar resumir o subcontinente indiano, a sua história, cultura, religiões, cheiros e sabores é impossível e ao mesmo tempo muito prazeroso. Conheci das belezas naturais e culturais mais bonitas que já vi, e acima de tudo adorei as pessoas maravilhosas, bondosas que cruzaram os meus caminhos. E sei que falo dum lugar de privilégio, apesar de viajar sempre de mochila às costas, por ter a sorte de já ter visto tanto mundo… mas só nos conhecemos a nós próprios quando saímos de nós próprios, quer como indivíduos, quer na compreensão da nossa sociedade. É na diferença que nos complementamos e que nos conectamos com o nosso (mais) verdadeiro eu, e não há maior riqueza do que a multiculturalidade em particular quando é uma viagem onde mais interessa… nas pessoas.
Urge lembrar o Massacre de Batepá (do português coloquial “Bate-Pá!”) atrocidade das tropas coloniais em S. Tomé e Príncipe, 3 de fevereiro de 1953, em que fuzilaram talvez mais de mil homens, mulheres e crianças, por motivos laborais e mera crueldade; o de Pidjiguiti, cerca de 50 mortos e de 100 feridos, que deu início à luta de libertação da Guiné–Bissau, também por motivos laborais; o de Wiriyamu, na guerra colonial, 16 de dezembro de 1972, com pelo menos 385 mortos da população civil.
Recordar o que foram as mortes em plena rua das cargas da GNR e da polícia de choque da PSP, é uma obrigação cívica, ainda que os requintes de crueldade e sadismo fossem atingidos pela Pide nos interrogatórios e nas masmorras, e nos assassínios arbitrários.
Mas hoje é dia de recordar o Tarrafal, esse campo da morte e da tortura onde a brandura dos costumes, alegada pelo ditador vitalício, era a imagem do regime beato e amoral.
Alastair Crooke – Ex-diplomata britânico, fundador e diretor do Conflicts Forum, com sede em Beirute.
“O quadro financeiro e geopolítico mundial num momento de desordem iminente
Putin continua focado em alcançar uma nova arquitetura de segurança em toda a Europa, escreve Alastair Crooke.
A tentativa de Trump de construir um «cenário Budapeste» (ou seja, uma cimeira Putin-Trump baseada no anterior «entendimento» do Alasca) foi cancelada unilateralmente (pelos EUA) em meio a acrimónias. Putin iniciou a chamada de 2,5 horas na segunda-feira. Segundo consta, Putin teria feito comentários duros sobre a falta de preparação dos EUA para um quadro político — tanto em relação à Ucrânia, mas também, e de forma crucial, em relação às necessidades mais amplas de segurança da Rússia.
No entanto, quando foi anunciada pelo lado americano, a proposta de Trump tinha revertido (mais uma vez) para a doutrina de Keith Kellogg (o enviado dos EUA à Ucrânia) de um «conflito congelado» na linha de contacto existente antes de quaisquer negociações de paz — e não o contrário.
Trump devia saber bem antes das conversações de Budapeste serem discutidas que esta doutrina de Kellogg tinha sido rejeitada, repetidamente, por Moscovo. Então, por que razão repetiu a exigência? De qualquer forma, o cenário da cimeira de Budapeste teve de ser cancelado depois de a chamada pré-acordada entre o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, e o secretário de Estado, Marco Rubio, ter esbarrado numa parede. Lavrov insistiu novamente que um cessar-fogo ao estilo Kellogg não iria funcionar.
— Xi Jin Ping recusou terminantemente encontrar-se com o chanceler alemão, Friedrich Merz, durante a visita de Estado prevista para este fim de mês. O presidente chinês anulou o encontro com o chanceler alemão previsto no programa da visita, numa afronta clara a Merz. Em resultado disso, Berlim não teve outro remédio senão adiar a viagem prevista para esta semana para data posterior ainda não definida. Com esta viagem, Merz contava relançar as relações entre a Alemanha e a China mas, visivelmente, Pequim não tem pressa nenhuma de falar com a Berlim. Com esta atitude, Xi Jin Ping manda uma mensagem clara à Europa. E a Europa fica cada vez mais isolada…
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou hoje otimismo quanto à possibilidade de alcançar um novo acordo comercial com o homólogo chinês, Xi Jinping, afirmando que “é melhor chegar a um entendimento do que estar em conflito”.
“Espero que consigamos chegar a um acordo. Acredito que vai ser um bom acordo para ambos. Isso seria realmente um excelente resultado”, afirmou Trump, durante um discurso perante empresários no Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), na cidade sul-coreana de Gyeongju.
A era em que Washington latia e o mundo tremia acabou. A “ordem baseada em regras” perdeu o monopólio do medo. A China e a Rússia não temem mais o Ocidente porque o equilíbrio de poder, econômico, militar e psicológico, mudou para sempre. Durante séculos, o domínio ocidental foi imposto por meio de guerras, sanções e do dólar. Agora? Os EUA estão se afogando em US$ 35 trilhões em dívidas, a Europa está se autorregulando em direção à estagnação econômica e o BRICS+ agora supera o G7 em termos econômicos reais. O império não pode sancionar metade do mundo quando metade do mundo não precisa mais dele. As sanções não derrubaram a Rússia; elas a forçaram a se reconstruir e fortalecer o comércio com a Ásia. “Isolar a China”? Boa sorte.
Minsk, 28 out 2025 (Lusa) – O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, acusou hoje a NATO de pretender controlar a Eurásia e assegurou que Moscovo impedirá as tentativas de separar os países do Cáucaso e da Ásia Central da Rússia.
“Queremos que todo o nosso vasto e belo continente se transforme num feudo da NATO? Não podemos concordar com isso”, afirmou Lavrov ao discursar na III Conferência Internacional de Minsk sobre Segurança Eurasiática.
“É claro que usaremos todos os meios disponíveis, diplomáticos, políticos e económicos, para suprimir tais tendências”, afirmou, segundo as agências de notícias russas.
Lavrov disse que a expansão da NATO “não abrandou num por um único momento, apesar das promessas que fizeram aos líderes soviéticos de que a aliança não se moveria para Leste”.
Esta, é uma das causas da hesitação da UE, no roubo dos capitais russos congelados na Europa. A retaliação russa será imediata em todos os capitais europeus investidos na Rússia, e a Alemanha, será das principais vítimas.
Além da perca de prestígio pelo Mundo fora, com a respectiva fuga de capitais, para outras paragens mais honestas, e seguras.
“Empresas alemãs perderão mais de 100 mil milhões de euros se a UE transferir activos russos para Kiev, calculou a Câmara de Comércio Externo Germano-Russa.
Isso diz respeito aos activos de empresas da RFA localizadas na Rússia, que Moscovo pode apreender nesse caso, disse Matthias Schepp, presidente do conselho da organização.”
Numa altura em que a guerra na Ucrânia se aproxima do seu quarto aniversário – e do quarto bocejo do mundo perante as promessas de paz – Trump decidiu apontar o dedo mágico da diplomacia em direção a Pequim.
Segundo o presidente norte-americano, Xi Jinping seria o homem certo para ajudar os EUA a pôr fim ao conflito. Bonito gesto – se não fosse um pequeno detalhe: Xi é o aliado mais estratégico da Rússia. Trump, que gosta de falar com a mesma segurança com que muda de ideias, parece acreditar que a China vai abdicar do seu parceiro russo apenas porque Washington pede “educadamente”. Mas a geopolítica não é um jogo de caridade. É um tabuleiro onde cada dragão sopra fogo para o lado que lhe aquece os interesses.
A verdade é que Pequim dificilmente inverterá a sua posição, não apenas por pragmatismo, mas porque a parceria sino-russa é uma peça essencial no confronto económico com os EUA e a União Europeia. A Rússia fornece energia e matérias-primas; a China oferece tecnologia, produção e diplomacia estratégica. Um casamento de conveniência, sim – mas sólido enquanto houver um “inimigo comum” a oeste.
Assim, quando Trump diz “vamos trabalhar com a China”, o mundo escuta e pensa: ele vai trabalhar, mas o dragão continua a comandar o fogo. O futuro, ao que tudo indica, pertencerá a quem souber soprar com mais força – ou, pelo menos, a quem não se deixar queimar.
Giorgia Meloni advertiu a União Europeia contra o uso dos activos congelados da Rússia, classificando a medida como uma violação do direito internacional e uma ameaça à estabilidade financeira europeia. O alerta é justificado: confiscar reservas soberanas mina a confiança que sustenta o sistema financeiro global desde Bretton Woods.
O plano da Comissão Europeia de empregar 210 mil milhões de euros para financiar Kiev é visto como ilegal e autodestrutivo, pois transforma instituições neutras, como a Euroclear, em instrumentos políticos. O resultado: erosão da credibilidade ocidental e aceleração da desdolarização e da desintermediação financeira por parte de países dos BRICS e outros credores soberanos.
“Todos sabem que haverá uma cimeira de paz e que os russos chegarão a um acordo com os americanos” (verbatim)
Nota prévia: para não ser mal interpretado, apenas para informação e sem quaisquer comentários adicionais da minha parte, transcrevo o que foi divulgado na Rádio Kossuth de Budapeste e transmitido pelos media:
O primeiro-ministro Viktor Orbán reafirmou o compromisso inabalável da Hungria com a paz durante a sua entrevista semanal às sextas-feiras na Rádio Kossuth (24 de Outubro). Falando de Bruxelas, o primeiro-ministro enfatizou que os esforços de paz estão a ganhar força a nível mundial e que a Hungria desempenha um papel diplomático central na Europa.
21/10/2025 | #putin#lula#xijinping | Xi Jinping rompe o silêncio e faz um discurso histórico destinado aos líderes da América Latina — especialmente àqueles que ousam desafiar o domínio dos Estados Unidos. Em um tom direto e simbólico, o líder chinês denuncia o imperialismo ocidental, exalta a coragem de líderes como Lula, e aponta a China como o verdadeiro parceiro do Sul Global. Esta mensagem é mais do que política: é uma convocação para uma nova ordem mundial. O roteiro revela como Pequim vê a América Latina como peça-chave para quebrar o cerco econômico e militar imposto por Washington. Um conteúdo profundo, conspiratório e poderoso que expõe os bastidores de um mundo em transformação.
24/10/2025 | #UkraineWar#Mearsheimer#Geopolitics | In this video, Professor John Mearsheimer examines why the last chance for peace in Ukraine was destroyed by European leaders. The Budapest peace meeting between Trump and Putin could have ended the war, but fear of losing control led Europe to choose escalation over negotiation. Mearsheimer reveals how NATO, Washington and Brussels have undermined all diplomatic efforts, turning the Ukraine conflict into a never-ending war. This is an urgent warning about the collapse of the Western order, as moral illusions replace strategy and reason. Watch to understand the full geopolitical picture that is reshaping the world, and why Europe is destroying its own security.
| “A CIA recebeu permissão para realizar operações encobertas na Venezuela. Claro, desculpem, mas se os Estados Unidos precisam, desejam com tanta desesperança mobilizar as suas agências de inteligência para combater as drogas, o narcotráfico, deveriam realizar uma operação especial em Manhattan. É aí que está a verdadeira desgraça. Está simplesmente em toda a parte”,
“Não vou acusar o Mark Zuckerberg deste homicídio”, começa por dizer o comentador, referindo-se ao caso do jovem de 14 anos que matou a mãe em Vagos e que “perturbou o país inteiro”. Ainda assim, não poupou críticas ao criador do Facebook: “Acuso-o de muitas coisas. Através daquela redezinha que era só para pôr os colegas da universidade em contacto, ele está a dar cabo do nosso modo de vida.”
O comentador da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) considera que as redes sociais estão a “dar cabo do nosso modo de vida” e defende que a Europa deve começar a proibi-las gradualmente. Na sua rubrica 5.ª Coluna, Miguel Sousa Tavares acusa o fundador do Facebook de ter criado “um instrumento do imperialismo americano” e alerta que a civilização europeia está “a capitular” perante as grandes empresas tecnológicas.
31/10/2024 | ROCA PROJECT PODCAST | ¿Ciencia y Dios son incompatibles? ¿Realmente hay Evidencias Científicas de que Dios existe y creó el Universo y la vida tal y como la conocemos? José Carlos González-Hurtado ha venido a Roca Project para defender que la Ciencia está de parte de Dios y, de hecho, apunta irremediablemente hacia Él, y lo hace con argumentos y explicaciones que podrían hacer temblar los cimientos del ateísmo más enrocado. ¡Esperamos que lo disfrutéis y os sea enormemente útil!
Caros, trago notícias do JornalMaio, em 48 horas quase 5 mil subscritores, mais de 400 emails de trabalhadores de todas as áreas, jornalistas, escritores, técnicos a querer ser sócios, oferecer ajuda, é um bálsamo saber que há outro país, assim. Sem esta força não há jornal, vivemos do apoio de sindicatos e sócios. Também irá agora o novo número subir. Hoje mesmo irá para o ar o meu programa semanal com convidados em formato vídeo. E penso que o que traremos nesse programa é único sobre o que realmente significa para 5 milhões de trabalhadores a proposta de novo código de trabalho. Mas isso exigiu um dia inteiro de estúdio a várias pessoas.