Adeus Senhor António | Texto de Fernando Pessoa com narração de Mundo Dos Poemas

Ouve-se, encantamo-nos … e choramos. É impossível não chorar! [vcs]

Único texto conhecido do heterónimo esquecido de Fernando Pessoa “Maria José”, cujo nome conhecido é “Carta Da Corcunda Para o Serralheiro”.

Fernando Pessoa criou 46 pseudónimos e autores fictícios mas só um era mulher, Maria José, corcunda e patética, figura nada atraente, imagem que o poeta também tinha de si. Fernando António Nogueira Pessoa (1888 — 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.

President Biden on Nord Stream 2 Pipeline if Russia Invades Ukraine: “We will bring an end to it.”

During a joint news conference with German Chancellor Olaf Scholz, President Biden is asked about the Nord Stream 2 pipeline. “If Russia invades, that means tanks or troops crossing the border of Ukraine again, then there will be no longer a Nord Stream 2. We will bring an end to it.” When asked how, the president says, “I promise you, we will be able do that.”

Mozart – A Flauta Mágica – Ária da Rainha da Noite (Legendado) | Diana Damrau, The Royal Opera

Pelos 231 anos da sua genial criação. Retirado do Facebook, mural de José Mário Costa

Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen (A vingança do inferno ferve no meu coração, em alemão), comumente chamada apenas de “Der Hölle Rache”, também referida como Ária da Rainha da Noite, é uma ária integrante da ópera Die Zauberflöte (A Flauta Mágica) de Wolfgang Amadeus Mozart. Considerada uma das mais famosas árias de ópera, faz parte do segundo ato da ópera e representa um acesso de fúria vingativa, em que a Rainha da Noite coloca um punhal na mão da sua filha, Pamina, e a exorta a assassinar Sarastro, rival da Rainha. O libreto da ópera foi escrito em alemão por um amigo e companheiro da loja maçónica de Mozart, Emanuel Schikaneder.

Carolina | A Esposa de Machado de Assis | in Brazil Imperial

A Portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novaes (1835-1904) foi esposa do escritor Brasileiro Machado de Assis de 1869 a 1904, ano da morte de Carolina.

Eles se conheceram por intermédio do irmão de Carolina, o poeta Faustino Xavier de Novaes, após ela se mudar de Portugal para o Rio de Janeiro, aos 32 anos, cinco a mais do que Machado. No período, era incomum uma mulher solteira com essa idade, mas a decisão, nesse caso, era da própria Carolina, a quem sobravam pretendes. A portuguesa é descrita por Miguel-Pereira como “mulher feita, inteligente, desembaraçada, senhora de si, habituada, na casa paterna, ao trato dos intelectuais”.

O namoro foi reprovado pela família de Carolina, pertencente à elite intelectual, enquanto Machado ainda não tinha grande reconhecimento social – na época, escrevia para jornais e trabalhava no Diário Oficial – e, mais importante, era mulato.

“Na hierarquia social, Carolina se uniu, por escolha própria, a alguém de nível abaixo. Ela foi determinante para que ele tivesse estabilidade emocional e também transitasse entre intelectuais”, diz Luís Augusto Fischer, professor de literatura brasileira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, autor do livro Machado e Borges (Arquipélago).

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RÚSSIA VAI ABSORVER REGIÕES PRÓ-RUSSAS DA UCRÂNIA | por Carlos Fino

Trata-se, grosso modo, da chamada Nova Rússia, incluindo o Donbass. Um território integrado ao Império russo em meados do século XVIII, por Catarina, a Grande, no contexto mais alargado da disputa com o Império turco, para lá tendo ir viver milhares de colonos russos.

Durante a URSS, por razões administrativas e políticas, esse território foi integrado na República Socialista Federada da Ucrânia e foi nessa configuração que passou para a República da Ucrânia, quando do colapso da União Soviética.

Nele vivem atualmente entre 6 a 7 milhões de pessoas (eram 8, antes da guerra), na sua maioria de origem russa e de língua russa.

As repúblicas do Donbass (Lugansk e Donetsk) não aceitaram o governo de Kíev saído da chamada “revolução Maidan”, de 2014, que consideraram um golpe inspirado pelos EUA, contra um governo legítimo, eleito em escrutínio validado pela OSCE – a organização de segurança e cooperação na Europa.

Como forma de conciliação, os acordos de Minsk – patrocinados pela Alemanha, França e Rússia, previam a concessão de autonomia a essas regiões, o que Kíev, entretanto nunca implementou.

Pelo contrário – as forças ultranacionalistas ucranianas que dominam o governo de Kíev tentaram (à revelia das promessas eleitorais de Zelensky) uma “solução de força” – proibição dos partidos e políticos favoráveis a um entendimento com Moscovo, proibição do uso da língua russa na administração pública, incluindo no ensino, fecho dos canais de televisão em língua russa e continuados ataques militares, na tentativa de derrotar as milícias pro-russas locais, que passaram, por seu turno, a ter apoio cada vez maior da própria Rússia.

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Rússia | “Nossas empresas estão prontas para investir na Argélia” | por Mohamed OUANEZAR

Agricultura, indústria, produção farmacêutica, energia, mineração, recursos hídricos, transporte, turismo, ensino superior, pesquisa científica e outros. Deve-se notar que especialistas e profissionais de ambos os países têm trabalhado nas diferentes oportunidades e potencialidades de cooperação entre os dois países.

O trabalho desta comissão abrirá caminho para novos projetos que possam fortalecer a cooperação bilateral.

A cooperação bilateral argelina-russa parece estar ganhando força, tendo em vista os acordos e projetos traçados no horizonte, graças à realização ontem da décima sessão da Comissão Intergovernamental de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Técnica entre os dois países.

Presidida conjuntamente pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Mohamed Abdelatif Henni e seu homólogo, o ministro russo Dmitry Patrushev, esta comissão visa limpar o terreno, com vistas a concretizar os projetos de parceria acordados e discutidos entre as duas partes.

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Os membros do DiEM25 que ganharem eleições vão influenciar a política. Ajuda-nos a eleger mais DiEMers!

Olá,

O DiEM25 foi criado como o próximo passo na política alternativa: uma política que vai para além das manifestações e petições, rumo a soluções e formas de as aplicar. Uma das soluções são os nossos partidos MERA25: os partidos políticos do nosso movimento, porque quando conseguimos eleger membros do DiEM25, como fizemos na Grécia, temos poder e influência reais.

No passado mês de Maio, em Atenas, no comício do nosso primeiro e maior partido MERA25, falei sobre o plano que tínhamos para quadruplicar os nossos partidos europeus até 2024 (1). Estava errado. Com a Europa completamente rendida às forças políticas externas de Moscovo, Washington e Beijing, e com os nossos governos mais uma vez determinados – 2008 faz-te lembrar alguma coisa? –  a sacrificar-nos a todos  em benefício dos oligarcas, 2024 seria tarde demais. Temos que acelerar os nossos planos.É por essa razão que vou viajar novamente (2) pela Europa fora para me encontrar com algumas das pessoas mais corajosas e dedicadas que conheço: os nossos voluntários, que decidiram que basta. Que não podem depender dos mesmos políticos e dos mesmos partidos. Eles vão dar tudo o que têm para construir partidos que possam verdadeiramente representar as ideias e as políticas do DiEM25. Com campanhas autênticas e estruturadas de baixo-para-cima, sem quaisquer fundos corporativos ou da UE.A nossa estratégia, os nossos voluntários e os nossos candidatos dependem dos donativos que recebemos através de emails como este. Quando não conseguimos reunir o suficiente, somos forçados a diminuir a escala dos nossos planos, e os nossos partidos MERA25 não conseguem ter acesso aos meios que precisam para vencer – serviços legais, material promocional, custos de deslocações, tudo isto é extremamente dispendioso.Será que nos podes ajudar a cobrir estes custos? Pode não parecer, mas qualquer que seja o valor que tenhas para doar fará toda a diferença para o trabalho dos nossos voluntários, e é fulcral para que o projeto do DiEM25 consiga exercer a sua influência perante este percurso aterrorizante que a Europa decidiu seguir.Temos lutas difíceis pela frente este ano, mas conseguiremos vencê-las todas se reunirmos todos os meios para apoiar o nosso movimento e os seus partidos espalhados pela Europa. Por favor, considera doar hoje. Carpe DiEM!

Erik Edman
>> Diretor Político DiEM25https://www.youtube.com/watch?v=xaoHhtqoogMhttps://diem25.org/diem25-steps-up-efforts-germany-italy-the-netherlands-denmark-and-sweden/ 
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Roberto Manzano Hernandez, “Balance”, 2010, white marble sculpture, private collection.

“LEAVE MY hands free

and the heart, set me free!

let my fingers run

through the pathways of your body.

The passion —blood, fire, kisses—

It burns me with tremulous flames.

Oh, you do not know what this is!

It is the storm of my senses

bending the sensitive jungle of my nerves.

It is the meat that screams with its fiery tongues!

It’s the fire!

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Indomáveis 1 | Como Tomámos Conta do Mundo de Yuval Noah Harari

Yuval Noah Harari é historiador, investigador e professor de História do Mundo na Universidade Hebraica de Jerusalém, considerada uma das melhores instituições de ensino a nível internacional. Doutorado em História pela Universidade de Oxford, Harari tem-se dedicado ao estudo e ensino da História, encorajando os seus alunos a questionar os conhecimentos e ideias que têm por garantidos sobre a vida, o mundo e a humanidade.

SINOPSE

«Nós, humanos, não somos fortes como os leões, não nadamos como os golfinhos e, definitivamente, não temos asas! Então como é que tomámos conta do mundo? A resposta está numa das histórias mais fascinantes que alguma vez te contaram. E é uma história verdadeira.»
Indomáveis é uma épica série do autor bestseller mundial Yuval Noah Harari, destinada ao público juvenil, com belas ilustrações de Ricard Zaplana Ruiz.

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Ucrânia. Maduro acusa EUA e Europa de “suicídio económico” para punir a Rússia.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou hoje os Estados Unidos e a Europa de optarem pelo “suicídio económico” com o propósito de punir Moscovo pela invasão da Ucrânia.

“Na Europa anunciam uma recessão da economia, porque a Europa e os Estados Unidos optaram pelo suicídio económico, tentando matar a Rússia”, disse o governante, durante um ato público transmitido pela televisão estatal venezuelana.

Maduro previu que “se anuncia uma grande recessão mundial”, numa altura em que a Venezuela “bate o recorde mundial de crescimento económico da economia real, não petrolífera”, que disse ser superior a 20% no atual trimestre.

“Há que estudar as repercussões da recessão mundial sobre a economia da América Latina e da Venezuela”, frisou.

“A Europa e os Estados Unidos decretaram o suicídio económico e social das suas sociedades, das suas economias, para prejudicar, para acabar com a Rússia”, disse o Presidente da Venezuela.

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Nikiya’s Death | Zakharova, Osipova, Nunez

One of the most tragic scenes in Ballet, Nikiya’s Death from La Bayadère, is performed here by Svetlana Zakharova, Natalia Osipova and Marianela Nunez. Each of them has her own unique style and technique and we’re sure you’re going to find different interesting details between them. Enjoy and let us know what do you think by commenting below!

Karl Marx (1818-1883), l’horizon du monde : Une vie, une œuvre (2012 / France Culture)

Karl Marx (1818-1883), l’horizon du monde : Une vie, une œuvre (2012 / France Culture). Le 19 mai 2012, l’émission “Une vie, une oeuvre” dirigée par Matthieu Garrigou-Lagrange et diffusée tous les samedis sur les ondes de France Culture, évoquait la figure et l’oeuvre de Karl Marx.

“Marx, l’horizon du monde” : Sur les traces de l’auteur du “Capital”, juriste et philosophe, mais aussi économiste et critique de l’économie politique, sociologue du travail, militant révolutionnaire et père d’une famille bourgeoise qui échappa à la misère grâce à l’amitié d’Engels.

Par Thibault Henneton – Réalisation : Lionel Quantin. 1841, Karl Heinrich Marx [1818-1883] devient docteur en philosophie après une thèse sur Démocrite et Épicure. Le 2 septembre, Moses Hess écrit à un ami écrivain (Berthold Auerbach) : « C’est un homme qui a fait sur moi une impression extraordinaire, bien que nous ayons le même champ d’études ; tu peux t’attendre à faire la connaissance du plus grand et peut-être même du seul vrai philosophe actuellement vivant.

Bientôt, lorsqu’il se manifestera publiquement par ses ouvrages et ses cours, tous les yeux d’Allemagne seront tournés vers lui […] Le Dr Marx, c’est ainsi que s’appelle mon idole, est un tout jeune homme, âgé tout au plus de 24 ans, qui donnera le coup de grâce à la religion et à la politique médiévales. Il joint à l’esprit philosophique le plus profond et le plus sérieux l’ironie la plus mordante ; représente-toi Rousseau, Voltaire, Holbach, Lessing, Heine et Hegel, je ne dis pas rassemblés, mais confondus en une seule personne ».

En réalité le docteur Marx sera conduit bien au-delà des frontières de l’Allemagne, à Paris, Bruxelles, Londres où il passe la majeure partie de sa vie d’exilé, avant qu’un dernier voyage ne le conduise à Alger.

Non seulement juriste et philosophe, mais économiste et critique de l’économie politique, sociologue du travail, militant révolutionnaire et père d’une famille bourgeoise qui échappa à la misère grâce à l’amitié d’Engels.

Quelques mois avant que ne se noue leur amitié, Engels écrit déjà, en 1842 (dans “Le triomphe de la foi”) : « Mais qui s’avance ainsi plein de fougueuse impétuosité ? C’est un noir gaillard de Trèves, un monstre déchaîné. D’un pas bien assuré, il martèle le sol de ses talons et dresse plein de fureur les bras vers les cieux, comme s’il voulait saisir la voûte céleste pour l’abaisser vers la terre. Il frappe avec rage et sans arrêt de son poing redoutable, comme si mille démons l’empoignaient aux cheveux. »

LE ROMAN D’UNE VIE | SPINOZA

Le roman d’une vie… c’est le nouveau format de Kosmos. Régulièrement, je vous présenterai la vie d’un auteur, un philosophe ou un écrivain, et nous tenterons de comprendre les rapports entre sa vie et son oeuvre. Aujourd’hui, le premier numéro est consacré à Spinoza.

Pour aller plus loin, une petite bibliographie non exhaustive : Spinoza , Oeuvres complètes, La pléiade, Gallimard, 1955. Spinoza, Correspondance, Flammarion, 2010. Steven Nadler, Spinoza, une vie, Bayard, 2003. Gilles Deleuze, Spinoza, philosophie pratique, Editions de minuit, 2003. Robert Misrahi, Spinoza, une philosophie de la joie, Entrelacs, 2011. Frédéric Lenoir, Le miracle Spinoza, une philosophie pour éclairer notre vie, Fayard, 2017. Maxime Rovere, Le clan Spinoza, Fayard, 2017.

O Anti-Putinismo | por António Jorge, Editor

1) – Esconde o anti-Rússia e noutros… o anti-comunismo primário!

2) – Há-os à direita… o que é natural… porque faz frente aos que ousam atacar a Rússia e porque não deixou a história chegar ao fim…

3) – Há-os… também à esquerda… uns por a Rússia não ter um regime comunista… e a culpa disso… pensam e dizem… ser do Putin!

4) – Outros nem sabem bem, se são de esquerda ou de direita… vivem a surfar a onda… e vão como as marés… e como as marias… umas com as outras… lavar a roupa suja no rio…

É uma reação irracional gerado pelo preconceito canhestro do anti-Rússia por um lado e em consequência das sequelas adquiridas da relação cultural-antropológíca dos povos, associada ao lirismo democratista… e pela fantasia de que sendo muitos economicamente pobres… e sobretudo de espírito… e quererem parecer ricos, não se importam de largar baba… dizendo baboseiras para agradarem aos chefes e aos ricos da direita… claro que podem precisar de um favor… e precisam por isso estar pendurados nem que seja na corda bamba!

E aqueles que à esquerda… a ocidente, criticam e chamam nomes feios ao Putin… e faz coro com a direita retrógrada… nem sequer têm consciência de que se não fosse o Putin… já nem sequer podiam… nem pensar e muito menos dizer… eu sou de esquerda… porque se a história chegar ao fim… que só acontecerá se houver uma derrota do Putin.. vai ser proibido ser de esquerda!

5) – Não sou Putinista… mas admiro a sua coragem… e sei também, que não se pode ser neutro nem omisso… em questões tão importantes e decisivas para a vida com sentido e a humanidade, é preciso saber distinguir onde está o mal… maior!

6) – Ou como diria Marx… distinguir o essencial do acessório!

7) – Em política o mínimo que se pode e deve exigir… é pelo menos não ser ingénuo!

26-09-2022 | António Jorge, Editor

‘Expedição Abissal’: dias de angústia debaixo da terra | por Adelto Gonçalves

Romance de Hélverton Baiano recupera a aventura vivida por professores e mateiros, na década de 1970, num complexo de grutas no interior de Goiás
                                                           I
Se “a literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta”, como dizia o poeta Fernando Pessoa (1888-1935), a ficção é a saída para se tentar explicar aquilo que ficou no passado envolto em muitas brumas. Nesse sentido, o texto literário, sem as amarras da reportagem ou da notícia de jornal ou do vídeo da televisão ou das redes sociais, por meio do recurso da fantasia, procura trazer ao leitor o que ficou lá atrás, sem maiores explicações.
            Foi o que procurou fazer o experiente jornalista Hélverton Baiano (1960), ao buscar na ficção a melhor maneira de contar um episódio que ocorreu em 1971, quando um grupo de professores e pesquisadores saiu em busca de vestígios de minerais radioativos no interior de Goiás. Esse romance, o primeiro de um autor que se já havia destacado com obras de poesia e prosa poética, tem por por título Expedição Abissal (Astrolábio Edições, 2022) e procura reconstituir o drama que aquele grupo viveu ao se embrenhar no complexo de grutas de Terra Ronca, em São Domingos, região Nordeste de Goi ás, a 640 quilômetros de Goiânia. Aqueles pesquisadores e seus ajudantes se perderam e percorreram, durante 46 dias, cerca de 100 quilômetros debaixo da terra, até que chegaram à Gruta da Barrinha, em Correntina, já no Estado da Bahia.

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Cardeal Tolentino Mendonça deverá ser nomeado prefeito do Vaticano para a cultura e educação | in Observador

O cardeal português foi escolhido pelo Papa Francisco para liderar o novo Dicastério para a Cultura e a Educação. Terá sob a sua jurisdição uma rede escolar e universitária com milhões de jovens.

O cardeal D. José Tolentino Mendonça deverá ser nomeado nos próximos dias como prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação na Santa Sé, noticia esta sexta-feira o jornal especializado em religião 7Margens.

Tolentino Mendonça, que atualmente é o arquivista e bibliotecário da Santa Sé, será o primeiro prefeito daquele novo dicastério, criado na sequência da reforma da Cúria Romana recentemente implementada pelo Papa Francisco, que reformulou por completo os organismos que compõem a cúpula do Vaticano.

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BLOGUE DE JOSÉ MILHAZES | Potências Ocidentais Apoiam Golpe Neonazi na Ucrânia

13/Fevereiro/2014 | Texto traduzido e enviado pelo leitor Fernando Negro | in https://darussia.blogspot.com | “Estudo feito por uma Equipa de Pesquisa da EIR “Executive Intelligence Review”

2 de Fevereiro – Nações ocidentais, lideradas pela União Europeia e pela Administração Obama, estão a apoiar um golpe abertamente neonazi com vista a uma mudança de regime na Ucrânia.

Se o esforço for bem sucedido, as consequências irão estender-se muito para além das fronteiras da Ucrânia e dos seus estados vizinhos. Para a Rússia, tal golpe constituiria um casus belli, vindo como vem no contexto da expansão da defesa antimíssil da OTAN para a Europa Central e da evolução de uma doutrina EUA-OTAN de “Ataque Global Rápido”, que presume que os Estados Unidos podem lançar um primeiro ataque preventivo contra a Rússia e a China e sobreviver à retaliação.

Os acontecimentos na Ucrânia constituem um potencial espoletar de uma guerra global que poderá rápida e facilmente escalar para uma guerra termonuclear de extinção. Na Conferência de Segurança de Munique deste fim-de-semana, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia Sergei Lavrov teve uma acalorada troca de palavras pública com o Secretário-geral da OTAN Anders Fogh Rasmussen, na qual o último acusou a Rússia de “retórica belicosa” e Lavrov respondeu citando o programa de defesa antimíssil europeu como uma tentativa de assegurar uma capacidade de primeiro ataque nuclear contra a Rússia.

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UCRÂNIA | Emb. Seixas da Costa, in Observador, 15 de Junho de 2022

«A Ucrânia está ainda muito longe de poder vir a ser um membro da UE e, mais do que isso, não é ainda claro que tenha condições para o poder vir a ser um dia. É impopular dizer isto? Talvez, mas eu digo.» – Emb. Seixas da Costa, in Observador, 15 de Junho de 2022.

Há uns tempos, no início deste conflito, chamámos a atenção para a pobreza e atraso extremos da Ucrânia – o país mais pobre da Europa – e para o facto de os indicadores económicos e de desenvolvimento social do país só encontrarem termo de comparação em países africanos. O estranho, ou nem tanto, é que na Ucrânia – outrora o centro da indústria aeroespacial, das tecnologias de computação, da investigação médica de ponta, da indústria de construção naval e metalurgia da era soviética – o tempo tenha parado em 1991 e que aquele país imenso que foi até 1980 a 5ª economia europeia em termos brutos, estar hoje 40 anos atrasado em relação à Europa ocidental. Desde a independência, o país perdeu 6 milhões de habitantes para a emigração, metade dos quais procuraram refúgio na Rússia.

Para lá das três dezenas de capítulos e das 88.000 páginas de cerradas exigências para o cumprimento das condições, o país é o inferno do trabalho infantil, da indústria da pedofilia, das barrigas de aluguer, do tráfico de carne branca, da desistência escolar e das 200.000 crianças deficientes reduzidas a esconsos pútridos ali chamados orfanatos; o Estado mais negligente da Europa, o mais pobre e violento apontado até 2020 por todos os relatórios da UNICEF, da Human Rights Watch, da Organização Internacional do Trabalho e outros centos de agências internacionais e ONG’s.

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DIZ MNE DA HUNGRIA | “SANÇÕES SÃO ALTAMENTE PREJUDICIAIS À EUROPA”

Nações Unidas, 24 de setembro. /TASS/. As medidas restritivas em larga escala impostas pela União Europeia contra a Rússia por causa da situação em torno da Ucrânia são altamente prejudiciais para a Europa e os europeus, disse o ministro húngaro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, em entrevista à TASS à margem da Assembleia Geral da ONU.

“Se você olhar para a política de sanções da União Europeia, não de forma ideológica, não política, mas profissional, então é óbvio que essa política tem resultados extremamente dolorosos para a Europa, extremamente dolorosos, meu Deus! O aumento dos preços dos bens alimentares é um inferno. Portanto, esta política de sanções é sem qualquer dúvida extremamente prejudicial para a Europa e para o povo europeu”, afirmou.

A inutilidade da voz  |  Avanti popolo! | Carlos Matos Gomes

A Itália é reconhecida pelos seus cantores, clássicos e ligeiros, tenores, sopranos, meio sopranos, baixos.

A voz dos italianos e italianas brilha no canto, nas artes mas não brilha na política. A voz dos italianos não conta para a definição da política de Itália, da definição do papel da Itália na Europa e no Mundo.

No caso da política, a bela voz dos italianos vale tanto como a péssima voz (para mim) dos checos, ou eslovenos, ou neerlandeses, ou bascos. Não vale nada.

As eleições de amanhã em Itália são a prova de que a voz dos italianos, como a dos restantes europeus não tem qualquer valor. O governo italiano anterior caiu, como caíram dezenas desde o final da Segunda Guerra, e nada se alterou. Os italianos falaram, cantaram, votaram, mas quem determinou o que a Itália ia ser, quem determinou os negócios que gerariam fortunas, foram os banqueiros de Wall Street, os mafiosos da Sicília, os camorros de Nápoles, os industriais de Milão. Os italianos cantam, mas apenas lhes batem palmas, quanto ao resto seguem-se os negócios do costume.

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PRECISAMOS MESMO DE UM NOVO AEROPORTO? | RAZÃO E PRECONCEITO | por Viriato Soromenho Marques – DN

«Numa notável crónica, Daniel Deusdado demonstrou de modo fundamentado e convincente a insensatez da insistência em construir na Margem Sul qualquer aeroporto complementar ao da Portela (DN, 07 03 2021). Mesmo antes da pandemia, todo este processo – que agora ainda fica mais desfocado com o ressuscitar da falsa opção entre Montijo e Alcochete – estava à partida programado para dar um resultado favorável, independentemente dos fortíssimos factores contrários: as irregularidades no processo de avaliação ambiental (tanto na vertente da protecção da biodiversidade como dos impactos das alterações climáticas); a falta de objectividade do Ministério do Ambiente; as objecções dos representantes dos pilotos sobre os enormes riscos colocados à segurança de aeronaves e passageiros; uma análise custo-benefício irrealista…

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Aeroporto de Lisboa | O Aeroporto Humberto Delgado está longe de estar esgotado ! | por João Soares | 01/08/2022

A propósito do que ontem disse de forma inevitavelmente breve no comentário do TJ da RTP sobre o eventual futuro novo Aeroporto de Lisboa. Faço questão de deixar aqui algumas notas complementares.

O Aeroporto Humberto Delgado está longe de estar esgotado ! Essa é uma “treta” que nos contam há cinquenta anos, repetidamente. Anunciando para o ano que vem sempre, e para o próximo milhão de passageiros sempre, o “esgotamento”.

O Aeroporto Humberto Delgado tem um problema de funcionamento da sua aerogare que pode e deve ser emendado com relativa facilidade. A aerogare tem sido remendada, a partir do projecto inicial de Keil do Amaral dos anos quarenta do século passado, com remendos que de uma forma geral só dificultam a sua funcionalidade e fluidez.

Se eu fosse dos que acreditam em teorias conspirativas diria que aqui há gato nas dificuldades de funcionamento simples e que não se resolvem.

A ANA / VINCI quer fazer o negócio da utilização valorização dos terrenos do Aeroporto Humberto Delgado, e também o da construção de um novo aeroporto. A ANA / VINCI é dirigida por alguém que negociou a privatização da ANA do lado do Governo, e agora a preside.

As varias loucuras que nos têm tentado vender sobre novo aeroporto vão de Beja a Monte Real, passando por Alcochete, Montijo, e Ota. Gastámos já muitos milhões de euros em estudos sobre estas tretas. Teriam sido melhor gastos na remodelação capaz da aerogare, e na construção do “taxi way” que acompanhe a pista principal de Humberto Delgado, a 03 / 21.

 Um super aeroporto, com gastos em infraestruturas de acesso como novas pontes, e num crescimento demencial de um imobiliário especulativo, não corresponde ao modelo de desenvolvimento que eu cidadão português quero para a nossa terra.

Penso que estes investimentos disparatados serão melhor utlizados a melhorar, e muito, a nossa pobre rede ferroviária que bem precisa.

Há por trás desta “treta” que nos tentam vender há cinquenta anos muito desejo de negócio na minha modesta opinião indesejável, e até mesmo por vezes condenável.

Acabar com a Base Aérea do Montijo é dificultar inutilmente operações vitais da Força Aérea Portuguesa. Nomeadamente na busca e salvamento na nossa ZEE. Esta é desde há muito, e foi durante os doze anos em que fui autarca de Lisboa, a minha opinião. Vale o que vale mas aqui fica.

João Soares, 01/08/2022

OUTROS ARTIGOS SOBRE O MESMO TEMA:

  1. A solução aeroportuária de Lisboa: do Contrato de Concessão à situação atual | Carlos Matias Ramos in Jornal Público | 05/03/2020                                                                                                                                                           https://dasculturas.com/?s=A+solu%C3%A7%C3%A3o+aeroportu%C3%A1ria+de+Lisboa&submit=Pesquisar

2. AEROPORTO no MONTIJO ou ALCOCHETE | a opção cega e incoerente – ou a opção inteligente e sustentável? | Mário Baleizão Jr. | 04/03/2020                                                                                                 https://dasculturas.com/2020/03/05/aeroporto-no-montijo-ou-alcochete-a-opcao-cega-e-incoerente-ou-a-opcao-inteligente-e-sustentavel-mario-baleizao-jr/

TEXTOS HISTÓRICOS | NATO, DA DEFESA À AMEAÇA | por Mário Soares

“A NATO, criada como organização defensiva, no início da «guerra fria», está a tornar-se, por pressão dos neo-cons americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia!” | Out 06, 2008

Observadores da política internacional reconhecem que o mundo está inquietante. O Afeganistão, em que a administração Bush envolveu a NATO – o que considerei um «precedente perigoso» –, está porventura pior do que antes. As forças armadas eram, então, compostas por americanos e ingleses. Hoje, a participação alargou-se, incluindo até um contingente português. No entanto, a situação militar, expulsos os talibans, não é melhor: os talibans comandam uma guerrilha terrível; a Al Qaeda – e Bin Laden – não só sobreviveu como está mais forte, algures no seu santuário.

O Paquistão, depois da renúncia do Presidente Musharraf, está em risco de mergulhar no caos. E o pior é que dispõe, esse sim, da bomba atómica…

Para o Ocidente, a situação no Afeganistão é mais grave do que a no Iraque. Apesar de o Iraque estar praticamente destruído, dividido, a braços com uma guerrilha infindável, entre sunitas, xiitas e curdos, fustigado pelo terrorismo da Al Qaeda ou associados e tenha deixado de ser, por longos anos – o que é péssimo – um Estado laico e tampão relativamente ao Irão.

No Iraque estão hoje quase só militares americanos e mercenários, numa situação que lembra o Vietname. Mais tarde ou mais cedo, serão obrigados a retirar as suas tropas. Enquanto o desastre do Afeganistão/Paquistão está a corroer e a desacreditar a NATO – o que do meu ponto de vista não tem grande importância, visto que hoje é uma organização que não faz sentido – e afectará gravemente os europeus, se os seus dirigentes não tiverem a coragem e a lucidez de retirarem de lá as suas tropas, quanto antes…

A NATO, QUE SE TORNOU um verdadeiro braço armado dos Estados Unidos, está a fazer também estragos noutras regiões do mundo. Refiro-me ao Cáucaso, às zonas do Cáspio e do mar Negro e aos países limítrofes da Rússia Ocidental.

Estes quiseram logo entrar para a NATO, com a ilusão de que teriam mais garantias de segurança, sob o chapéu americano, do que na União Europeia… E a NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia, que a pode tornar agressiva. Um perigo!

O vice-presidente Dick Cheney, em fim do mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia. Mas, felizmente, ficou tudo em retórica inconsequente. Após a provocação do Presidente da Geórgia – e da guerra –, os russos reagiram e os europeus procuraram pacificar a situação. Ainda bem. Se a guerra não acabasse, os europeus seriam os primeiros a ser atingidos, com o corte do petróleo e do gás; e pior: entrariam numa fase com grandes riscos para a paz na Região. Putine não é Hitler e não ressuscitemos a «guerra fria»…

CHENEY FOI À UCRÂNIA, onde tentou também dividir os dirigentes políticos, estimulando a primeira-ministra, Iúlia Timoshenko, anti-russa, contra o Presidente, Victor Yushchenko, mais apaziguador.

Tudo em nome da NATO. Isto é: a NATO, criada como organização defensiva, no início da «guerra fria», está a tornar-se, por pressão dos neo-cons americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia!

Moratinos, o ministro espanhol dos Estrangeiros, bem advertiu, numa entrevista ao El País: «A Rússia actual não é a soviética, mas também não é a de Ieltsin. Devemos evitar que nos imponha uma agenda do tempo da guerra fria.» E eu acrescento: não ameaçar a Rússia, negociar, com firmeza, com ela.

Enquanto isto, a ONU esteve estranhamente ausente e silenciosa. Que diferença entre este secretário-geral, Ban Ki-moon, um homem, até agora, apagado e quase invisível, mais burocrata do que político, e o seu antecessor, o saudoso, prudente e corajoso Kofi Annan… A ONU vai ter de se reestruturar e democratizar, após as eleições americanas, para desempenhar o seu tão decisivo papel na construção de uma nova ordem internacional e da paz, neste nosso novo século tão conturbado.

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino

VER ( PÁGINA SEGUINTE), CRÓNICA DE JOÃO GOMES COLOCADO EM COMENTÁRIO NESTE TEXTO DO FACEBOOK

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Um raro exemplo de cooperação entre EUA e Rússia | in SIC Notícias

[ Adenda pessoal ao título ; provavelmente não haverá guerra nuclear – Joe Biden/CIA/FBI/CMI são uns “brincalhões/cínicos” – está visto – provocam esta guerra sem sentido usando os ucranianos como bolas de ping-pong/carne para canhão e, depois, organizam passeios ao espaço com a “inimiga” Rússia! | uma peça de humor negro e maquiavélica (vcs) ]

Numa altura em que as relações entre Washington e Moscovo estão tremidas devido à guerra na Ucrânia.

Um foguetão Soyouz descolou esta quarta-feira rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, com um norte-americano e dois russos a bordo, em plena tensão ligada à ofensiva na Ucrânia.

A estabilidade é boa (…), a equipa sente-se bem“, declarou um comentador da NASA após a descolagem, transmitida em direto simultaneamente nos sites das agências espaciais norte-americana e russa.

O foguetão russo descolou à hora prevista (12:54, hora de Portugal), das estepes do Cazaquistão. A missão do americano Frank Rubio, da NASA, e dos russos Sergueï Prokopiev e Dmitri Peteline, da agência espacial russa Roscosmos, é um raro exemplo de cooperação entre Moscovo e Washington, quando as suas relações estão ao nível mais baixo devido à guerra na Ucrânia.

Frank Rubio é o primeiro astronauta norte-americano a deslocar-se à Estação Espacial Internacional num foguetão russo desde o início da intervenção militar russa na Ucrânia. Também é o seu primeiro voo, e de Dmitri Peteline também, já para Sergueï Prokopiev será o segundo.

A equipa deverá passar seis meses a bordo da ISS, onde encontrará os cosmonautas russos Oleg Artemiev, Denis Matveïev e Sergueï Korsakov, os astronautas norte-americanos Bob Hines, Kjell Lindgren e Jessica Watkins, e a astronauta italiana Samantha Cristoforetti.

A chegada ao segmento russo do ISS está prevista após um voo de três horas do Soyouz. | 21-09-2022

A guerra dos EUA contra a Rússia usou a Ucrânia numa guerra por procuração que Zelensky aceitou anos antes da invasão russa. | António Abreu

Com as agressões que Zelenski agravou contra os povos do Donbass, estes viriam a pedir uma intervenção russa que lhes garantisse a sua segurança.

Com a importação de grandes arsenais de “países amigos” Zelenski anunciou que se destinavam a conter as ameaças russas.

Zelenski viabilizou a morte até agora de muitas dezenas de milhares ucranianos e russos, e permitiu que os EUA – uma vez mais! – não vissem soldados seus tombar (excetuam-se os oficiais de espionagem que, em bunkers de diversos centros de comando morreram como pessoal de inteligência de outros países, devido a bombardeamentos russos).

Hoje, no terreno, quem dirige os combates ucranianos são os oficiais de informações norte-americanos.

Porque tem este dedo sido apontado tantas vezes aos EUA?

Usamos o Blog de Washington, de 20 de fevereiro de 2015 para ilustrar a resposta.

Desde que os Estados Unidos foram fundados em 1776, ela esteve em guerra durante 214 dos seus 235 anos de existência. Em outras palavras, houve apenas 21 anos civis em que os EUA não travaram nenhuma guerra.

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“Russos esgotam bilhetes de avião para fugir do país, após discurso de Putin” | GRANDE DN! | por Carlos Fino

“Russos esgotam bilhetes de avião para fugir do país, após discurso de Putin” – Titula num dos seus artigos o centenário DN de hoje. Oh, DN, como te compreendo – a idade não perdoa…

Da Rússia, segundo os nossos queridos media, há sempre que esperar o pior: ou um poder militar ameaçador que pode destruir a civilização ocidental e o mundo inteiro, ou uma incompetência monumental (o outro lado da mesma moeda) ou, neste caso, uma instabilidade social assustadora, capaz de gerar milhões em fuga. Esta reação dos russos a sair em massa do país foi mais rápida que aquele internauta anónimo que antes ainda de receber o post que você vai enviar já colocou a reação dele no FB…

De fazer inveja ao Billy the Kid! (CF)

NOTA do Coordenador: gargalhei imenso !!! [vcs]

A PSICOLOGIA DAS MASSAS SEGUNDO GUSTAVE LE BON | AUTOR: LEONARDO PEREIRA

Destaque parcial

Segundo Le Bon na sua obra Psicologia das Massas (1895):
As massas organizadas sempre desempenharam um papel considerável na
vida dos povos; mas este papel jamais foi tão importante quanto hoje em
dia. A ação inconsciente das massas que substitui a atividade consciente
dos indivíduos é uma das principais características da era atual
. (LE BON,
1895, p. 93

Com esta afirmação, pode-se verificar a importância que Le Bon deu às
massas, considerando os movimentos destas como característica com relevante
importância para toda revolução ou drástica mudança social dentro das civilizaçõeshumanas de toda a história.

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E depois do (último) adeus | por Joana Pereira Bastos | in Jornal Expresso

Onze dias depois da sua morte, Isabel II foi ontem finalmente a enterrar. Com o sentimento de que terminou uma era, largos milhares de pessoas encheram as ruas de Londres para acompanhar ao vivo o longo cortejo fúnebre, assistido à distância por milhões de espectadores em todo o mundo, naquele que já é considerado o maior evento mediático das últimas décadas.

Politicamente, a última despedida da soberana com o segundo reinado mais longo da História, só atrás de Luís XIV, transformou-se num “fórum mundial” que contou com mais de 70 chefes de Estado – entre os quais Marcelo Rebelo de Sousa – e 400 altos dignitários estrangeiros, numa cerimónia recheada de recados de peso para a geopolítica global.

Após o velório público no Parlamento, o corpo da monarca seguiu numa carruagem, já usada no funeral do pai, Jorge VI, e do avô, Eduardo VII, para a Abadia de Westminster, a mesma onde há 70 anos foi coroada e onde o filho, já proclamado Rei Carlos III, virá a sê-lo, no próximo ano.

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Carlos Branco/Major-General, Carlos Fino, Carlos Matos Gomes e Rodrigo de Sousa e Castro

Tributo simples a quatro portugueses notáveis. Caro leitor, se pretender seguir com a objectividade necessária a Intervenção Militar Especial na Ucrânia, leiam os quatro atentamente. Sem desprimor para outros militares, jornalistas e demais interessados no tema, e que também tanto se esforçam para entender e claramente explicar.

Olhar e compreender AS CAUSAS, não olhemos “apenas e só” para as consequências.

Que a paz e a concórdia voltem em breve. Europa do Atlântico aos Urais. Como dizia o General De GAULLE.

Socrate, Jésus, Bouddha + La rencontre du bouddhisme et de l’Occident | Frédéric Lenoir

La crise que nous vivons n’est pas simplement économiqueet financière, mais aussi philosophique et spirituelle. Elle renvoie à des interrogations universelles : Qu’est ce qui rend l’être humain heureux ? Qu’est-ce qui peut être considéré comme un progrès véritable ? Quelles sont les conditions d’une vie sociale harmonieuse ?

Contre une vision purement matérialiste de l’homme et du monde, Socrate, Jésus et Bouddha sont trois maîtres de vie. Une vie qu’ils n’enferment jamais dans une conception close et dogmatique. Leur parole a traversé les siècles sans prendre une ride, et par-delà leurs divergences, ils s’accordent sur l’essentiel : l’existence humaine est précieuse et chacun, d’où qu’il vienne, est appelé à chercher la vérité, à se connaître dans sa profondeur, à devenir libre, à vivre en paix avec lui-même et avec les autres. Un message humaniste et spirituel, qui répond sans détour à la question essentielle : pourquoi je vis ?

Dans certaines cultures et à des époques marquées par le primat du groupe sur l’individu, Socrate, Jésus et Bouddha ont apporté un souffle de liberté qui a donné naissance à un homme moderne avant l’heure : un individu autonome, responsable de ses choix, mais qui doit gagner sa liberté au prix de la recherche de la vérité. Cet essai dresse le portrait de ces trois maîtres de vie.


D’Alexandre le Grand à Marco Polo, de Schopenhaeur à Nietzsche, de Jung à Alexandra David Neel, de nombreux voyageurs, penseurs et artistes occidentaux se sont passionnés pour la sagesse du Bouddha. Cet ouvrage relate les grandes étapes de la rencontre du bouddhisme et de l’Occident. Il montre combien le bouddhisme fut et reste profondément réinterprété à partir de prismes culturels déformants. Il permet aussi de comprendre pourquoi après l’échec des idéologies religieuses, scientistes et politiques, le bouddhisme connaît une audience croissante en Occident. Beaucoup voient dans cette pensée une philosophie et une éthique pertinentes pour répondre aux besoins spirituels des individus. Privilégiant l’action sur soi à l’action sur le monde, le bouddhisme pourrait être appelé à corriger les excès d’une civilisation occidentale trop préoccupée de maîtrise technique au détriment du sens et de l’intériorité.

Le Christ philosophe | Frédéric Lenoir

Résumé

“Pourquoi la démocratie et les droits de l’homme sont-ils nés en Occident plutôt qu’en Inde, en Chine, ou dans l’empire ottoman ? Parce que l’Occident était chrétien et que le christianisme n’est pas seulement une religion. Certes, le message des Evangiles s’enracine dans la foi en Dieu, mais le Christ enseigne aussi une éthique à portée universelle : égale dignité de tous, justice et partage, non-violence, émancipation de l’individu à l’égard du groupe et de la femme à l’égard de l’homme, liberté de choix, séparation du politique et du religieux, fraternité humaine. Quand, au IVe siècle, le christianisme devient religion officielle de l’Empire romain, la sagesse du Christ est en grande partie obscurcie par l’institution ecclésiale. Elle renaît mille ans plus tard, lorsque les penseurs de la Renaissance et des Lumières s’appuient sur « la philosophie du Christ », selon l’expression d’Erasme, pour émanciper les sociétés européennes de l’emprise des pouvoirs religieux et fonder l’humanisme moderne. Frédéric Lenoir raconte ici le destin paradoxal du christianisme – du témoignage des apôtres à la naissance du monde moderne en passant par l’Inquisition – et nous fait relire les Evangiles d’un œil radicalement neuf. “

Mitologia grega | Leandro Carvalho, Mestre em História

A mitologia grega surgiu da curiosidade que os gregos tinham de explicar a origem da vida e os problemas da existência. Assim, criaram deuses imortais à semelhança do ser humano. (deuses antropomórficos)

“Os antigos gregos viviam em uma civilização politeísta, ou seja, tinham a crença em vários deuses. Na Grécia Antiga, o deus que mais se destacava era Zeus. Considerado o mais importante dentre os deuses, ele representava a justiça, a razão e a autoridade. Além dos gregos serem politeístas, seus deuses eram antropomórficos, isto é, assumiam a forma humana e agiam à semelhança dos homens, lutavam entre si, e, como os humanos, sentiam ódio, amor, se casavam e tinham filhos.

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L’Âme du monde | Frédéric Lenoir

Résumé

Pressentant l’imminence d’un cataclysme planétaire, sept sages venus des quatre coins du monde se réunissent à Toulanka, monastère perdu des montagnes tibétaines, pour transmettre à Tenzin et Natina, deux jeunes adolescents, les clés de la sagesse universelle. Au-delà des divergences culturelles et historiques de leurs traditions respectives, ils s’appuient sur leur expérience personnelle et se savent inspirés par ce que les philosophes de l Antiquité appellent l Âme du monde : la force bienveillante qui maintient l’harmonie de l’univers.

Leur message répond aux questions essentielles : quel est le sens de mon existence ? Comment réussir ma vie et être heureux ? Comment harmoniser les exigences de mon corps et celles de mon esprit ? Comment apprendre à me connaître et à réaliser mon potentiel créatif ? Comment passer de la peur à l’amour et contribuer à la transformation du monde ?

Loin des croyances dogmatiques, ils ouvrent le chemin simple et concret d’un humanisme spirituel qui aide à vivre. À la suite de son Petit traité de vie intérieure, Frédéric Lenoir transmet ses connaissances philosophiques et spirituelles à travers un conte initiatique lumineux qui touche le cœur autant que l’intelligence.

Extraits L’Âme du monde

Pág. não identificada | L’expérience la plus belle et la plus profonde que puisse faire l’homme est celle du mystère.

Albert Einstein

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BARUCH SPINOZA | BENTO DE ESPINOSA

“Acredito no Deus de Espinosa, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens. Todos podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total.

Dou a isto o nome de religiosidade cósmica e não posso falar dela com facilidade já que se trata de uma noção muito nova, à qual não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico”

– Albert Einstein

VIDA

Baruch de Espinosa nasceu em 24 de novembro de 1632 e foi considerado um dos grandes filósofos racionalistas (ao lado de Leibiniz e Descartes) de sua época. Primeiro filho de uma família português-judia, tinha a agradável aparência de um português de estatura mediana, cabelos e pele morena, rosto oval. Espinosa era chamado por seus pais pelo seu nome português: Bento, e é curioso imaginar que ele aprendeu suas primeiras palavras na mesma língua que nós.

Seus pais eram prósperos comerciantes, mas por serem judeus, mudaram-se para Amsterdam fugindo da inquisição. Quando Baruch de Espinosa nasceu em Amsterdam, seu pai já possuía dois filhos de outro casamento. Quando criança, Espinosa fez seus primeiros estudos na sinagoga à qual pertencia, era um aluno brilhante, estudou profundamente o Talmude e a Bíblia, além de aprender hebraico, mas o consideravam também muito questionador (um defeito na época). No entanto, o dedicado aluno precisou largar seus estudos para tomar conta dos negócios da família.

JOVEM ESPINOSA

Espinosa fala livremente com seus amigos sobre suas concepções religiosas, a ideia de um Deus antropomórfico, separado do mundo real, agindo como um déspota, parece absurda para ele; também não encontra nos textos sagrados muitas das histórias que lhes contam, nem Leis supostamente divinas. Como era de se esperar, suas opiniões não agradam aos líderes religiosos de sua época e após muitas ameaças, avisos e reprimendas, Espinosa foi acusado de ateísmo e excomungado em 1656. Trocou seu nome Hebraico por um latino: Bento de Espinosa e passou a viver sem contato com os judeus.

Começou seus estudos de filosofia, latim e grego com Van dem Endem, leu Descartes, Platão, Aristóteles, Epicuro, Cícero, Sêneca, os filósofos medievais entre outros, além de estudar matemática e outras ciências. Foi também quando começou a redação do seu Tratado de Correção do Intelecto. Neste período, Espinosa sofre o ataque de um judeu fanático que tenta esfaqueá-lo por envergonhar a comunidade judaica. Assustado, ele percebe que não é mais bem vindo em Amsterdam.

O filósofo procurou companhias com quem pudesse dividir suas ideias. Mudou-se para Rijinsburg, em Leyden, pequena e tranquila cidade, com uma boa universidade que Espinosa visitava com frequência. Neste período escreveu seu Breve Tratado e os trechos iniciais de seu principal livro: Ética. Para sustentar-se, começou a trabalhar como polidor de lentes de telescópios e microscópios; exerceu este ofício, que aprendera ainda na sinagoga, até o fim de sua vida.

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Effondrement de la Russie/ Poutine défie les Occidentaux : « ils n’y arriveront jamais » | VALERY BERNABE | in AfrikMag

Le président Poutine a rassuré le peuple russe sur l’impossibilité pour l’Occident de briser à nouveau l’unité et la puissance de leur pays.

Poutine ne le sait que trop. L’Occident rêve de rééditer l’exploit de 1991 qui a conduit au démantèlement de l’empire soviétique. Une question géopolitique qui fut une catastrophe majeure selon Vladimir Poutine. Au pouvoir depuis 23 ans, Poutine s’emploie à faire revenir la Russie au premier plan. Elle est aujourd’hui au centre de toutes les actualités.

Les Etats-Unis et l’Europe n’ont pas renoncé à leurs ambitions. « L’Occident a toujours rêvé d’un effondrement de Russie, ils n’y arriveront jamais. Récemment, l’armée russe a porté quelques coups douloureux. Disons que ce n’était qu’un avertissement. Si la situation continue d’évoluer, notre réponse sera bien plus sérieuse », a prévenu Vladimir Poutine.

Vladimir Poutine a fait cette mise au point lors du sommet des pays asiatiques qui font bloc contre l’hégémonie des Etats-Unis et l’Europe. Une rencontre au sommet où Vladimir Poutine a renforcé ses liens avec ses voisins turc et chinois. Son allié biélorusse était aussi présent lors de cette rencontre des non-alignés.

L’article Effondrement de la Russie/ Poutine défie les Occidentaux : « ils n’y arriveront jamais » est apparu en premier sur AfrikMag.

La Petite Fille De La Mer ( Vangelis ) + Jon & Vangelis – I’ll Find My Way Home

Acredito numa certa combinação de esperança e luz que adoça os piores destinos. Acredito que esta vida não é tudo; nem o começo nem o fim. Eu creio enquanto tremo; Eu confio enquanto choro. Digo-o.

“Creo en cierta combinación de esperanza y luz que dulcifica los peores destinos. Creo que esta vida no lo es todo; ni el principio ni el fin. Creo mientras tiemblo; confío mientras lloro. lo dijo.”

Charlotte Brontë

Evangelos Odysseas Papathanassiou, más conocido como Vangelis (Volos, 29 de marzo de 1943), es un teclista y compositor griego de música electrónica, orquestal, ambient, new age y rock progresivo.

Entre sus obras más conocidas destacan las partituras originales para las películas Carros de fuego (ganadora del Oscar a la mejor banda sonora en 1981),​ Blade Runner (1982)2​ y 1492: La conquista del paraíso (1992).

Su música se caracteriza por el uso de sintetizadores y ocasionalmente instrumentos acústicos para crear atmósferas de sonido envolvente, en un tono generalmente grandioso y solemne. No es sencillo enmarcar su música dentro de un género en concreto, aunque es habitual que se le incluya entre las filas de las llamadas Nuevas Músicas o, más ampliamente, como músico clásico contemporáneo. En cualquier caso, la diversidad y complejidad de la obra contenida en su discografía hace difícil su catalogación como artista puramente New Age, ya que incluso es considerado uno de los pioneros de la vanguardia de la música electrónica nacida a mediados de los años 1970.

Aunque algunos de sus trabajos más conocidos pertenecen al mundo de la música de cine y televisión, Vangelis ha logrado reconocimiento tanto por sus bandas sonoras como por sus discos de estudio. Entre sus obras se encuentran, además, varias creaciones para obras de teatro: Elektra (1983), Medea (1992), Las troyanas (2001), The Tempest (2002). También ha compuesto para ballet: R. B. Sque (1983), Frankenstein: Modern Prometheus (1985) y The Beauty and the Beast (1986).

Ha desarrollado una carrera paralela como pintor,​ y ha realizado varias exposiciones internacionales.​ Su aporte a diversos proyectos de interés cultural le han afianzado como una personalidad de considerable peso mediático especialmente en su Grecia natal. En su honor la Unión Astronómica Internacional dio su nombre a un asteroide: el (6354) Vangelis. Este video lo hice hace siete años. Vangelis falleció en París, 17 de mayo de 2022​ D.E.P.

Laudate Dominum (Mozart) | boy soprano Aksel Rykkvin (13 years) | 27/12/2016

Laudate Dominum, from Vesperae solennes de confessore (K. 339) by Wolfgang Amadeus Mozart. Aksel Rykkvin (treble) Oslo Domkor / Oslo Cathedral Choir IRIS kammerorkester / IRIS chamber orchestra. Vivianne Sydnes (conductor). The performance was part of Desembertoner, which are free Christmas concerts with popular artists in Oslo Cathedral, sponsored by Nordea. Live recording on Dec 16th 2016.

Cyd Charisse, les plus belles jambes de Hollywood | Le Figaro Culture, Par Dominique Borde

L’actrice-danseuse de «Chantons sous la pluie » et «Tous en scène» est morte des suites d’une crise cardiaque, à Los Angeles. Elle avait 87 ans.

Le secret de son succès pourrait se résumer à un titre de film : elle boit pas, elle fume pas, mais elle… danse avec des jambes magnifiques assurées deux millions de dollars quand elle était au sommet de sa gloire. Cyd Charisse, qui vient de mourir d’une crise cardiaque à l’âge de 87 ans, à son domicile californien, laissera d’abord le souvenir d’une sculpturale danseuse qui hanta les comédies musicales de l’âge d’or de Hollywood.

Née au Texas en 1921, elle fut d’abord une petite fille chétive affublée d’un nom difficile à retenir : Tula Ellice Finklea. Et, curieusement, ce fut pour soigner une poliomyélite qu’un médecin lui recommanda de faire de la danse à l’âge de six ans. Très vite, cette prescription devint un travail puis un plaisir qui décida d’une vocation. À quatorze ans, elle est engagée dans les Ballets russes de ­Monte-Carlo sous le nom de Sid Finklea avant de se produire sous différents pseudonymes. Mais, en 1939, elle choisit de porter le nom du mari qu’elle se choisit, son professeur Nico Charisse. En 1943, elle fait des d ébuts hésitants au cinéma, puis, en 1945, devient la partenaire de Fred Astaire dans Ziegfield Follies de Minnelli. Le couple, grâce et virtuosité confondues, fait merveille.

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DOS LIMITES POLÍTICOS DA GUERRA | Viriato Soromenho Marques | in Opinião/DN

Os peritos militares que durante a guerra-fria aconselharam os governos, olhariam para o que está a suceder com a atual guerra na Ucrânia com incredulidade. A razão por que nunca os EUA e a URSS, mais a multidão dos Estados seus dependentes, chegaram a um conflito direto foi a convicção, partilhada em Moscovo e Washington, de que uma guerra central dificilmente poderia ser controlada.

A escalada, isto é, a subida de intensidade no conflito acabaria por conduzir ao colapso infernal de uma destruição mútua assegurada com o uso generalizado de armas atómicas.

Uma forma de homenagear a memória de Gorbachev será a de recordar que um dos seus méritos foi o de ter recusado a perigosa ilusão de que seria possível travar uma guerra nuclear limitada à Europa central (afetando “apenas” a RFA, a RDA, a Checoslováquia e a Polónia).

Na verdade, até ao quebrar do gelo entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia pelas iniciativas de paz de Gorbachev, estavam vigentes, tanto a Ocidente como a Leste, doutrinas militares ofensivas que previam o eventual uso de armas nucleares táticas no próprio campo de batalha.

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Ivan Berger: estreia tardia, mas ainda a tempo | por Adelto Gonçalves     

I
            Depois de cumprir uma carreira jornalística de cinco décadas, mesclando o tempo em redação e o trabalho informal como cronista e poeta, Ivan Berger, finalmente, vê o seu primeiro livro impresso, este Quase Não Sou Mais Eu – O Balacobaco do Deus Ex-Machina (São Paulo, Literando Editora, 2022), que reúne 188 peças em prosa poética, poemas em versos livres e contos curtos. São textos em que rememora não só os seus primeiros anos de vida na pequena cidade de Cachoeira do Sul, na região central do Rio Grande do Sul, às margens do rio Jacuí, a chamada “capital nacional do a rroz”, como boa parte da infância e da adolescência passada em Curitiba, capital do Estado do Paraná, antes de sua família se transferir para a litorânea Santos em busca de melhores oportunidades para sobrevivência.
            Dividida em três blocos, a obra, em sua primeira parte, depois de dois textos em prosa em que o autor faz uma espécie de apresentação de seu trabalho, deixando claro que não escreve para ser agradável ao leitor nem para “fazer proselitismo”, segue por mais de cem páginas com poemas em versos que se caracterizam por uma tonalidade noturna, de introspecção, ou seja, um mergulho no interior de uma alma solitária.

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Pátria ou Morte! O histórico discurso de Che Guevara na ONU em 1964 | In Jornalistas Livres

Senhor Presidente, distintos delegados:

A representação cubana perante esta Assembleia tem o prazer de cumprir, em primeiro lugar, com o agradável dever de saudar a incorporação de três novas nações ao importante número daqueles que aqui discutem os problemas mundiais. Saudamos, portanto, nas pessoas do seu Presidente e Primeiros Ministros, os povos da Zâmbia, Malawi e Malta e esperamos que estes países se incorporem desde o primeiro momento no grupo das nações não-alinhadas que lutam contra o imperialismo, o colonialismo e o neocolonialismo (…)

Em alguns casos, é a cegueira causada pelo ódio das classes dominantes de países latino-americanos contra nossa Revolução; em outros, mais tristes ainda, é o produto dos deslumbramentos com o brilho de Mammon².


(² Termo bíblico usado para descrever riqueza material, ganância, cobiça, ou literalmente, dinheiro.)


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A GUERRA NATO-RÚSSIA | CONTEXTO ACTUAL | Editorial in Foicebook, 16/09/2022 via Estátua de Sal

Conforme dissemos anteriormente, a ofensiva Nato/Ucrânia, parou, tentativas de retomar têm sido anuladas. O próprio Stoltenberg o reconhece: “o contra ataque da Ucrânia foi muito eficaz, mas isto não é o fim da guerra, temos de estar preparados para um longo caminho.”

Desde o fim de fevereiro um total de mais de 47 mil toneladas de material foram entregues para a Ucrânia. O exército ucraniano é na realidade um exército Nato composto por ucranianos, mercenários e “conselheiros” Nato. A organização e os equipamentos são Nato, que tem proporcionado milhares de milhões de dólares em equipamento e treino. Dezenas de milhares de efetivos foram e estão a ser treinados pela Nato.

Neste contexto, a guerra prosseguirá até a Ucrânia esgotar a sua vontade de lutar e morrer, a Nato esgotar a sua capacidade de continuar a fornecer material e dinheiro ou a Rússia esgotar a sua disposição de combater um conflito inconclusivo na Ucrânia. O resultado são mais forças ucranianas e russas mortas, mais civis mortos e mais equipamentos destruídos.

As baixas que a Ucrânia sofreu e sofre são insustentáveis. A Ucrânia está a esgotar as suas reservas estratégicas, e eles terão que ser reconstituídos se a Ucrânia tiver alguma aspiração de continuar a guerra. A Rússia, por sua vez, perdeu nada mais do que um espaço indefensável. As baixas russas foram mínimas e as perdas de equipamentos foram prontamente substituídas.

De acordo com um documento assinado pelo Comandante das Forças Armadas da Ucrânia, general Zaluzhny, até o início de julho de 2022, 76 640 soldados ucranianos tinam sido mortos (dez semanas depois, devem ser quase 100 000). Com os feridos graves geralmente numa proporção de 1 para 1, isso significa que até 200 000 tropas de Kiev podem ter sido postos fora de ação permanentemente. E isso não inclui desertores, capturados e desaparecidos em ação, o que poderia fazer outros 50 000.

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A GUERRA (2) – A União Europeia enredada em nacionalismos | Carlos Esperança

Poucas notícias são tão alarmantes como os exercícios militares conjuntos da China e da Rússia, duas potências rivais que a Nato uniu contra a Europa e os EUA, ainda que não coincidam sobre a invasão da Ucrânia.

A UE, ansiosa por alargar a sua influência a leste, na convicção de que seria herdeira do colapso soviético, não mediu as consequências da hipoteca ao espaço anglo-americano, e preferiu promover a expansão da Nato à sua coesão. Em vez de se tornar uma potência não hostil, garantindo a independência face aos EUA, tornou-se seu satélite, enquanto a aliança anglo-americana se reforçou. A Europa entrou na guerra, sem estratégia própria, sem prever os custos financeiros, sem gás, sem cereais e sem alternativas.

O Reino Unido, cujo império é uma fachada mantida no fausto da monarquia, corroeu a coesão europeia e estimulou a UE, depois de a ter traído, a seguir a NATO. A belicosa sr.ª Ursula Von der Leyen, sem o carácter e coragem de Jacques Delors, reduz à míngua os europeus, e alinhou a política externa pela da Nato, pseudónimo militar dos EUA.

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Assim o quiseste, assim o tiveste | o preço da energia | por Carlos Matos Gomes

Os agentes de comunicação de massas impuseram uma verdade. Essa verdade tem consequências que começam a doer. Agora, os mesmos que apoiavam as sanções e os embargos perguntam aos políticos o que vão fazer. É hipocrisia em estado puro. Os assim designados jornalistas são cúmplices da situação que estamos e vamos viver.


Os jornalistas têm responsabilidades sociais. Não podem atirar a pedra e esconder a mão.

Digámos. Assim começava um dos televangelistas contratados para formatar a opinião pública para das intenções expansionistas da Rússia as suas prédicas diárias. Era necessário formar uma opinião que aderisse à narrativa de que a Ucrânia era pacífica e democrática, um Estado exemplar que, de um momento para o outro, e sem qualquer motivo, se vê invadido pelo ameaçador vizinho.

Houve alguns, poucos, que se atreveram a desmascarar esta história de cobertura de intenções. Os grandes meios de manipulação adotaram com fervor militante a tese da iníqua e criminosa invasão, que contrariava os princípios do Direito Internacional e até a doutrina da guerra justa de Santo Agostinho.

Sabe-se hoje pela voz da administração americana e do governo do Reino Unido que americanos e ingleses, com a cobertura da NATO (essa virtuosa aliança defensiva) andavam a treinar o exército ucraniano desde 2004, com maior intensidade a partir de 2014, que lhe haviam fornecido material moderno e apoio de informações (intelligence), incluindo via satélite. Um exército especialmente criado para o efeito foi instalado na zona russófila do Leste da Ucrânia, causando cerca de 14 mil mortos. O novo governo pró-americano da Ucrânia, que tinha como figura de boca de cena Zelenski, foi incentivado a provocar a Rússia com um pedido de adesão à NATO. O que tinha ficado acordado que não aconteceria e que colocaria Moscovo a 10 minutos de voo dos novos misseis táticos. Isto é, a capital da Rússia ficava dentro do teatro de combate e sem possibilidades de defesa!

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Tita Alvarez | BEM-VINDOS AO CIRCO EUROPEU!

Alemanha, França, Itália, Espanha e até a Suíça preparam-se para apagões programados. Mais tarde ou mais cedo teria de acontecer: a falta de luz nas cabecinhas das lideranças teria de extravasar para o exterior.

Entretanto, esses mesmo e outros países Europeus, falam de aumentarem despesas militares. Há muito que andam armados em parvos e portanto não me espanta que pensem que tudo será possível ao mesmo tempo: cair na produção industrial e agrícola, enquanto se cresce na produção de armas.

Enviar mais armas para a Ucrânia e ter mais armas em casa. Combater os russos e reprimir internamente as populações descontentes. Reforçar a coesão da União Europeia, enquanto se ameaçam as vozes discordantes dessa fingida União.

Tantas contradições obviamente produzirão choques e ruturas mas parece haver uma certeza no caminho de degradação, confirmada de resto pela contínua degradação das lideranças.

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FESTA DO AVANTE! | Miguel Esteves Cardoso

“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.

Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.

O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela – um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.

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O Estado da União | O Estado de Direito Já é uma questão ideológica! | por Carlos Matos Gomes

O facto de estar de pensionato, mas não por motivos de saúde ou de justiça, em quarto com televisão, permitiu-me assistir ao discurso da querida líder da União Europeia, Ursula Von der Leyen sobre o estado da União, no magnífico auditório do Parlamento Europeu, muito composto de público.

A senhora Von der Leyen vestia um espampanante conjunto de saia e casaco com as cores gloriosas do azul da União e as Estrelas amarelas dos estados europeus.

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João Gomes | Comentário ao texto anterior “TEXTOS HISTÓRICOS | NATO, DA DEFESA À AMEAÇA | por Mário Soares”

Boa tarde a Carlos Fino e participantes ! Um certo “cansaço” instala-se para continuar a comentar sobre esta matéria. Será a próxima evolução do conflito da Ucrânia que “ditará” que caminho o Mundo está a seguir pois, enquanto “discutimos” a questão da “operação especial”, outros embriões conflituosos se colocam em áreas próximas, como o caso da Sérvia/Kosovo e o agora da Arménia.

Bem dizia Mário Soares, astuto dirigente europeu que, para lá dos seus “defeitos” de um “socialismo” demasiado metido na gaveta, conhecia os meandros de certas politicas internacionais, nomeadamente as americanas.

Para os russos, a questão sobre se a OTAN é ofensiva ou defensiva não será o ponto. Para entender o ponto de vista de Putin, temos de considerar duas coisas que geralmente são negligenciadas pelos comentaristas ocidentais: o alargamento da OTAN em direção ao Oriente e o abandono incremental do quadro normativo da segurança internacional pelos EUA.

Na verdade, enquanto os EUA não lançavam mísseis nas proximidades de suas fronteiras, a Rússia não se preocupava tanto com a extensão da OTAN. A própria Rússia considerou-se candidatar à adesão, o que só não ocorreu pelo “medo” americano de abrir mão dos “segredos” da organização.

Os problemas que declararam-se em 2001, quando Bush decidiu retirar-se unilateralmente do Tratado ABM e implantar mísseis antibalísticos (ABM) na Europa Oriental. O Tratado ABM destinava-se a limitar o uso de mísseis defensivos, com a justificativa de manter o efeito dissuasivo de uma destruição mútua, permitindo a proteção de órgãos decisórios por um escudo balístico (a fim de preservar uma capacidade de negociação). Assim, limitou a implantação de mísseis antibalísticos a certas zonas específicas (notadamente em torno de Washington DC e Moscovo) e proibiu-o fora dos territórios nacionais.

Desde então, os Estados Unidos têm-se progressivamente retirado de todos os acordos de controle de armas estabelecidos durante a Guerra Fria: o Tratado ABM (2002), o Tratado de Céu Aberto (2018) e o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) (2019). Em 2019, Donald Trump justificou a sua retirada do Tratado INF por supostas violações do lado russo. Mas, como observa o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI), os americanos nunca forneceram provas dessas violações. Na verdade, os EUA estavam simplesmente tentando sair do acordo a fim de instalar os seus sistemas de mísseis AEGIS na Polónia e Roménia. De acordo os EUA, esses sistemas são oficialmente destinados a interceptar mísseis balísticos iranianos. Mas há dois problemas que claramente colocam em dúvida a boa fé dos americanos:

. A primeira é que não há indicação de que os iranianos estejam a desenvolver tais mísseis, como Michael Ellemann da Lockheed-Martin declarou perante um comitê do Senado americano.

. A segunda é que esses sistemas usam lançadores Mk41, que podem ser usados para lançar mísseis antibalísticos ou mísseis nucleares. O sítio radzikowo, na Polónia, fica a 800 km da fronteira com a Rússia e a 1.300 km de Moscovo.

As administrações Bush e Trump disseram que os sistemas implantados na Europa eram puramente defensivos. No entanto, mesmo que teoricamente verdadeiro, é tecnicamente e estrategicamente falso. Pois a dúvida, que lhes permitiu a instalação, é a mesma dúvida que os russos poderiam legitimamente ter em caso de conflito. Esta presença nas proximidades do território nacional da Rússia pode de fato levar a um conflito nuclear. Em caso de conflito, não seria possível saber precisamente a natureza dos mísseis carregados nos sistemas – deveriam os russos esperar por explosões antes de reagir ? Na verdade, sabemos a resposta: sem tempo de aviso antecipado, os russos praticamente não teriam tempo para determinar a natureza de um míssil disparado e, portanto, seriam forçados a responder preventivamente com um ataque nuclear.

Vladimir Putin não só vê isso como um risco para a segurança da Rússia, mas também observa que os Estados Unidos estão cada vez mais desrespeitando o direito internacional para prosseguir uma política unilateral. É por isso que Vladimir Putin diz que os países europeus podem ser arrastados para um conflito nuclear sem querer. Este foi o conteúdo de seu discurso em Munique em 2007, e ele veio com o mesmo argumento no início de 2022, quando Emmanuel Macron foi a Moscovo em fevereiro.

Mário Soares não falava de “borla”. Ele sabia que, no fundo, o processo de expansão da hegemonia dos EUA em relação à Europa se destinava a pressionar a Rússia e a obrigá-la a ceder ou encontrar as respostas que defendessem o seu ponto de vista estratégico. Ora, Putin optou pela segunda delas e, quem estiver atento à “história” dos desenvolvimento bélicos americanos, só pode estar de acordo com essa posição.

João Gomes in Facebook 15/09/2022 | João Gomes

Marie-Pierre Rey | La Russie face à l’Europe | D’Ivan le Terrible à Vladimir Poutine

Nouvelle édition augmentée du Dilemme russe

La Russie est-elle européenne? Qu’est-ce qu’être russe? Depuis le XVIe siècle, la Russie entretient un lien complexe et ambigu avec l’Europe occidentale.
À la tête d’un véritable État-continent s’étendant de l’Europe à l’Asie, les tsars de Russie puis les leaders soviétiques n’ont cessé de s’ interroger sur l’identité de leur pays et les relations à nouer avec l’Europe, tour à tour perçue comme modèle de modernité et d’efficacité ou comme source de danger et de subversion. D’Ivan le Terrible à Vladimir Poutine, les décideurs russes ont été confrontés à ce «dilemme» : fallait-il imiter l’Europe pour mieux la dépasser, ou bien s’en protéger?
D’une plume alerte, en s’appuyant sur un vaste ensemble documentaire, Marie-Pierre Rey explore les tourments de l’identité russe, à la croisée de l’histoire des relations internationales et de l’histoire des représentations.

Champs – Champs histoire | 512 pages – 108 x 178 mm

Paru le 10/02/2016 | Format poche | Genre : Histoire

CHARLES BUKOWSKI | “A escravidão nunca foi abolida, apenas foi expandida para incluir todas as cores.”

“A escravidão nunca foi abolida, apenas foi expandida para incluir todas as cores.”

O que dói é a perda constante de humanidade daqueles que lutam para manter empregos que não desejam, mas temem uma alternativa pior.

Simplesmente acontece que as pessoas se esvaziam. Eles são corpos com mentes temerosas e obedientes.

A cor sai de seus olhos. A voz é feia. E o corpo. O cabelo. As unhas. Os sapatos. Tudo.

A GUERRA | “O medo está a encostar os europeus à extrema-direita” | Carlos Esperança

É preciso ser demasiado ingénuo ou excessivamente cínico para imaginar que o nível de vida dos europeus se manterá durante e depois da guerra que a Rússia trava com a Nato, na Ucrânia, agora com apoio explícito da UE e dificuldades crescentes da Rússia.

Só o delírio de quem duvida das alterações climáticas e ignora as catástrofes que, ano após ano, aumentam a frequência, duração e intensidade, pode levar a acreditar que as economias europeias vão resistir aos aumentos brutais da energia e de bens essenciais de cuja importação dependem.

A exaltação de quem pensou ter encontrado uma causa nobre, por que valia a pena lutar, impediu de prever que as sanções europeias à Rússia e as contrassanções desta à Europa destruiriam as economias de ambas e levariam o caos e o desespero aos seus países, e o colossal sacrifício de vidas aos ucranianos e russos. A inflação galopante, a subida dos juros e a escassez de bens essenciais são o ónus que, independentemente da bondade ou leveza das decisões tomadas, todos pagaremos, com especial sofrimento dos países e das pessoas mais pobres.

Surpreende que os que mais demonizaram a Rússia não tenham ponderado a loucura de quem é capaz de recorrer à chantagem nuclear e, quiçá, à utilização desesperada do seu último recurso. Há quem prefira a guerra à paz, com o risco nuclear a agravar-se. Não se pode ver a supremacia ucraniana na vontade de combater como uma vitória, pois o risco de um ato desesperado da Rússia agrava o perigo para a Humanidade.

Há quem acredite que a Rússia bombardeia as suas próprias tropas na central nuclear de Zaporizhzhia. A censura e a propaganda são armas poderosas de que não prescindem as partes em conflito, seja qual for a guerra, quaisquer que sejam os beligerantes.

Perigoso é ignorar esta verdade, tautologicamente demonstrada ao longo dos tempos e, hoje, com meios nunca antes disponíveis. Perante a incúria coletiva para procurar fontes de informação alternativa, criam-se entusiasmos com as primeiras verdades perfilhadas, que conduzem à divulgação acrítica e, em muitos casos, à negação dos factos e à recusa obstinada dos argumentos que as contrariem.

É este o ambiente propício às verdades únicas, à intolerância e ao maniqueísmo numa deriva que cria o húmus onde medram os totalitarismos, não faltando censores e bufos voluntários para a sua defesa. O medo está a encostar os europeus à extrema-direita.

Julgando defender a liberdade, movidos por entusiasmos solidários, podemos tornar-nos cúmplices da repetição de regimes autoritários que, no passado, combatemos.

Em nome do humanismo reabilitamos uns e execramos outros, capazes de escolher, entre crápulas, os heróis e os vilões, os anjos e os demónios, os amigos e os inimigos, exonerando todas as dúvidas e recusando os factos que, por mais evidentes que sejam, nos contrariem.

Imagina-se a felicidade de quem acredita sem ver e a dilaceração de quem se interroga, sabendo-se que é feliz quem tem certezas e se angustia quem carrega dúvidas.

Para defesa das ditaduras bastavam os que sempre as apoiaram, e as ditaduras são mais baratas do que as democracias.

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Esperança