Une femme kabyle avec une jarre | Algérie

Une femme avec une jarre.
امرأة مع جرة
A woman with a urn.

Tout dans cette peinture montre la beauté et le travail quotidien de la femme kabyle notamment dans le style vestimentaire constellé de bijoux kabyle en argent, en email et au corail rouge et cette jarre traditionnelle qui décrit la tâche de l’eau dont les femmes allaient récupérée quotidiennement aux sources ou dans les fontaines.

Everything in this painting shows the beauty and the daily work of the kabyle woman especially in the kabyle dress style studded silver jewelry, enamel and red coral and this traditional jar that describes the task of water which women were recovered daily to sources or fountains.

(Peintre | رسام | Paintor : Gustave Clarence Rodolphe Boulanger)

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“Iracema” | Resumo e análise do livro de José Alencar | in “Guia do Estudante”

alencar-250Escrito em prosa poética, esse romance é um dos principais representantes da vertente indianista do movimento romântico e traça uma espécie de mito de fundação da identidade brasileira

A narrativa de Iracema estrutura-se em torno da história do amor de Martim por Iracema.

Diferentemente do que ocorre em outros romances de José de Alencar, como O Guarani, o enredo de Iracema é aberto a interpretações. A relação entre Martim e Iracema significa a união entre o branco colonizador e o índio, entre a cultura européia, civilizada, e os valores indígenas, apresentados como naturalmente bons. É uma espécie de mito de fundação da identidade brasileira.

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Conferência “O regresso dos intelectuais em tempo de crise”

intelectuais

Conferência “O regresso dos intelectuais em tempo de crise”
Dia 27 de Setembro, às 18h30, no Restaurante, no Piso 7 do El Corte Inglés.

A conferência de abertura, dirigida pelo Professor Mário Mesquita, contará com o Professor Eduardo Lourenço como principal orador.

Será razoável dizer que, após o tempo do “declínio (ou desaparecimento) dos intelectuais”, estamos na fase do “regresso dos intelectuais”? A admitirmos esse “regresso” do início do século XXI, retomar-se-ão as sucessivas configurações do “intelectual liberal”, do “intelectual orgânico”, do “intelectual comprometido” e do “intelectual específico”? Ou a figura dominante será a dos coletivos – centros de investigação, “think tanks”, organizações não governamentais e outras ? Que lugar desempenha a nova configuração do “intelectual mediático” (ou apenas do “intelectual nos media”)? Qual a sua relação (ou sobreposição) com outros “intermediários culturais”, em especial com os jornalistas? Qual a fronteira, se existe, entre intelectuais e especialistas? Esta sucessão de perguntas estará presente neste ciclo de conferências, num tempo em que o desenvolvimento da sociedade em rede significa, paradoxalmente, multiplicação de atores no espaço público e falta de referências.

Inscrições disponíveis, no Ponto de Informação no piso 0 do El Corte Inglés Lisboa ou através do e-mail relacoespublicas@elcorteingles.pt

Tapada de Mafra | Cristina Carvalho

tapada-200Este livro divide-se em cinco partes distintas,

O Sagrado

O Dia Intervalo

A Noite

O Fogo e o Renascer

Existe um rapaz que um dia conheceu, num passeio de fim de semana, a Tapada de Mafra. Desde então nunca mais deixou de lá ir. Conheceu todas as aves, conversou com muitos animais, trepou às árvores mais altas, viajou na noite acompanhado de um dos seus maiores amigos, o bufo real Elvis; enfrentou os mistérios da floresta nocturna e diurna, percorreu caminhos, cercados, colinas e vales, decifrou e aprendeu a conhecer e a distinguir plantas e flores, os sons dos ribeiros, as vozes da mata. Percebeu as quatro estações, distinguiu o dia da noite, os sinais da noite, as movimentações dos astros, as manhas dos bichos maiores. Compreendeu a complexidade da vida e aproximou-se da morte no dia em que a Tapada de Mafra ardeu quase completamente, no ano de 2003, num dos maiores incêndios jamais vistos até então. Uma sucessão de histórias todas relacionadas com a floresta e seus habitantes, desde o brilho fantástico de uma nuvem de pirilampos à majestade do mais secreto lobo; desde a suave canção do riacho à força do trovão absoluto. O rapaz aprendeu a conhecer e a estimar o planeta Terra, esse ponto de luz que vibra e estremece entre outros milhares de pontos de luz no firmamento visível. Aquele onde nasceu e onde vai morrer.

As fotografias são de Nanã Sousa Dias

Capa e ilustrações de Teodora Boneva

Dia de lançamento a anunciar.

Afinal a diaba sempre chegou em setembro | Francisco Louçã in “Público”

mariana mortáguaNa falta do Diabo, venha a diaba.

Passos Coelho bem avisou: é em setembro que chega o demo. E, se não chegou, então mais vale apregoá-lo, alguém acreditará. Ou, como mandam os spin doctors, se há um incêndio em minha casa é melhor atear fogo à cidade porque assim ninguém nota – ninguém nota nem as sondagens tristes, nem a sordidez do apadrinhamento por Passos Coelho do livro do Saraiva, nem a dificuldade de ter candidatos autárquicos, nem o desgosto de não ter havido sanções até agora.

Mariana Mortágua tem então mais uma medalha ao peito: conseguiu juntar de novo o PSD e o CDS, o que não estava nada fácil. Conferência de imprensa conjunta, vociferação, ataque pessoal, tudo como seria de esperar. Afinal, uma pequena taxa sobre os patrimónios imobiliários de mais de um milhão de euros é “ilegal, imoral e inconstitucional”, isto dito pelos ex-governantes que impuseram sem eficácia um imposto de selo de 1% sobre os patrimónios imobiliários de mais de um milhão de euros. Vê-los portanto rasgarem as vestes, porque o investimento vai morrer, porque os franceses se vão embora, porque os Vistos Gold já ninguém os quer, porque os poupadinhos vão ficar prejudicados, porque as heranças serão devastadas, tudo seria comovente se tivesse sentido. Pois que não, como é que se viu, uma deputada discutir soluções fiscais, então não é que ela tomou de assalto o Terreiro do Paço, oh da guarda?

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Citação | Mariana Mortágua

“A primeira coisa que acho que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro. Quando estamos a apresentar taxas sobre grandes patrimónios ou grandes rendimentos estamos a fazê-lo porque queremos diminuir as desigualdades mas também porque dizemos que uma sociedade estável não é uma sociedade que permite uma acumulação brutal de capital nos 1% do topo”. [Mariana Mortágua]

Homens Bons | Arturo Pérez-Reverte

arturoArturo Pérez-Reverte nasceu no ano de 1951 em Cartagena.
Licenciado em Ciências Políticas e Jornalismo, trabalhou durante doze anos no jornal Puebloe nove nos serviços informativos da Televisão Espanhola (TVE), sendo especialista em temas de terrorismo, tráficos ilegais e conflitos armados.
Foram muitos os prémios que ganhou na área da reportagem, nomeadamente o Prémio Astúrias de Jornalismo pela cobertura para a TVE da guerra da ex-Jugoslávia.
Há já alguns anos, este jornalista de profissão dedica-se exclusivamente à literatura.

SINOPSE

Na Europa do século XVIII, dois homens viajam em segredo. A sua missão? Levar para Espanha algo proibido: os 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D’Alembert e Diderot. A delicada tarefa está nas mãos do bibliotecário don Hermógenes Molina e do almirante don Pedro Zárate, membros da Real Academia Espanhola. Mas estes dois académicos estão longe de imaginar as peripécias que os aguardam…

Da Madrid de Carlos III à Paris libertina e pré-revolucionária, com os seus cafés e tertúlias filosóficas, don Hermógenes e don Pedro embarcam numa intrépida aventura, repleta de heróis e vilãos, intrigas e incertezas. Com o rigor a que já nos habituou – e baseando-se em acontecimentos e personagens reais, Arturo Pérez-Reverte transporta-nos para a magnífica era do Iluminismo, quando a ânsia de liberdade derrubava a ordem estabelecida, e dá-nos a conhecer os heroicos homens que quiseram mudar o mundo com os livros.

Um romance sobre fé e razão, Teologia e Ciência, sombra e luz.

RODOLFO MIGUEZ GARCIA GARCIA | ONDE MORRE O QUARTO MARIDO?

rodolfo-200Ficou viúvo ainda novo, mas não por muito tempo. Tempo não lhe
faltava para procurar novo compromisso, já que outros não tinha. Tinha
debaixo de olho a antiga namorada que ficara viúva. Viúva já por três vezes,
murmurava-se em segredo. Em segredo o namoro foi rápido, que a paixão
fora forte. Forte suspeita pairava quanto ao destino do quarto marido. Marido
e mulher oficializam o acto e juntam os pertences. Pertences de três maridos
que fazem pequena fortuna. Fortuna maior é a do quarto que a agora não
viúva, agora ambiciona. Ambiciona ser de novo viúva, rica, poderosa e dispor
de tudo. Tudo por amor diz ela, tudo por dinheiro diz a vizinhança. Vizinhança que faz apostas sobre a duração do dito. Dito isto vão de viagem,
longa viagem que acaba sem regresso para ele. Ele, o quarto marido acaba
por morrer, e sem explicação, no quarto de núpcias.

Rodolfo Miguez Garcia  in “A Audiência Escreveu Um Crime”

Véus há muitos | Vera Tavares e André Barata in “Público”

burkini“Há imperialismos insuspeitos. Um deles é o da emancipação, que acha que esta ou é ocidentalizada ou não é emancipação. Que subtrai às mulheres muçulmanas o direito de construírem a sua emancipação a partir da sua circunstância — da sua cultura, história e comunidade. Mas não há realmente emancipação se esta for travestida da linguagem com que outros, noutras circunstâncias, concebem os seus horizontes de emancipação.”

A polémica proibição do uso de burquínis nas praias da Riviera tem suscitado em redes sociais e meios de comunicação tomadas de posição que, a pretexto do combate ao fundamentalismo, afrontam a condição da mulher muçulmana. Trata-se de uma atitude perigosa que deve ser identificada, bem como clarificados alguns pressupostos que a suportam.

Em primeiro lugar, a maneira como se vai normalizando, nas nossas sociedades reputadas livres e plurais, uma prerrogativa de vigilância, controlo e punição dirigida a uma religião e às suas manifestações no espaço público. Esta é uma forma de islamofobia na exacta medida em que um mesmo controlo não tem sido exercido sobre outras comunidades religiosas.

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