Aperte o cinto de segurança, ainda vem aí o pior | Francisco Louçã

Costa Silva disse-o na apresentação do seu plano e tem razão: ainda virá o pior, antes de podermos melhorar. Mesmo que seja ainda difícil antecipar o efeito pleno da recessão e, sobretudo, o tempo do seu impacto, os dados apresentados esta semana pela OCDE são indicadores. Nos países do G20, os mais desenvolvidos, a queda do PIB no segundo trimestre terá sido de 6,9% e, só nos Estados Unidos, de 9%. Lembra a organização que, durante a recessão de 2009, que foi provocada pelo crash financeiro do final do ano anterior, o pior trimestre registou uma queda quatro vezes menor, de 1,6% (mas que se estendeu por vários trimestres). Nestes cálculos, se houver um novo confinamento, o que para já só ocorreu em Israel, a queda anual nestes países poderá chegar aos 6%. Ou seja, perder-se-iam num ápice cinco anos de crescimento, com efeitos sociais pesados. Como as economias do G20 representam 80% do produto global, só por este efeito teríamos a segunda recessão do século XXI a arrastar o mundo para uma redução do PIB em termos absolutos, o que nunca aconteceu na segunda metade do século XX, e recuperação pode demorar mais 5 anos, diz o Banco Mundial.

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ALGÉRIE | Ami Mouloud, le plus ancien bouquiniste de la capitale | Yacine Bouzaher

Parce que, je ne l’ai pas oublié, parce qu’il incarne une Algérie, à jamais disparu, il est une figure de l’Alger que j’ai tant aimé, ou j’ai vécu mes émois aussi bien amoureux que littéraires et culturels. Il est parti, il y a 4 ans (un 24 décembre 2016) suite à une agression de 3 individus dont il ne sait pas remis. Ami Mouloud, le plus ancien bouquiniste de la capitale, présent à la rue Didouche Mourad depuis l’indépendance, Mouloud Mechkour dit Ami Mouloud.
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Texto apresentação Guerra Colonial | Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso

A guerra que Portugal travou em África entre 1961 e 1974, e que contribuiu de forma decisiva para o 25 de Abril, é o acontecimento mais marcante da nossa história na segunda metade do século XX.

Este trabalho pretende contribuir para o melhor conhecimento do que foi esse conflito, das condições em que ele se desencadeou e das suas consequências.

Este é um trabalho de divulgação centrado sobre a guerra em si mesma, embora procure enquadrar os seus aspetos mais significativos para melhor compreensão. Na base da informação apresentada encontram-se elementos já publicados e outros obtidos em arquivos e memórias de entidades e personalidades que se disponibilizaram a cedê-los, muitos inéditos.

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MA JOLIE MÔME , DEIXOU-ME | Júlio Isidro

Desculpem-me mas vou falar na primeira pessoa .
Juliette Greco era e continuará a ser uma paixão minha, sempre presente nos sonhos irrealizáveis de Paris nos anos 40, 50 por onde não andei porque as crianças não se podem perder nas ruas misteriosas e encantatórias da cidade -luz.

Aos 18 anos, sozinho em Paris, procurei os lugares da Diva de Negro na margem esquerda, à procura do Tabou ou do L’oeil de Boeuf espaços de cultura, amor e pecado onde a voz dos poetas cantava “Je suis comme je suis” e convivia com Camus, Boris Vian, Jean Cocteau ou Sartre que dela disse: – A voz da Greco tem milhões de poemas que ainda não foram escritos.

O menino tímido, ficou à porta do calor húmido de Chez Barbara, porque aqueles abraços e beijos de paixões aquecidas a Calvados ou Créme de Cassis, me inibiram.
Maldita educação/ domesticação trazida do país dos “bons costumes”.

Tantas vezes adormeci a ouvir Juliette a cantar Désabillez-moi e sonhei que cruzava os dedos naquela mão branca de mármore desta mulher de tantas canções e quase tantos amores.

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VERDES ANOS | MEMÓRIA DE PORTUGAL EM DIA CINZENTO NOS TRÓPICOS | Carlos Fino

O tempo por aqui, hoje, está encoberto; faz até um friozinho pouco habitual nestas paragens tropicais, quase sempre bem mais cálidas. Talvez por isso – vá lá saber os mecanismos por que se rege a memória – vi-me de repente transportado para o cinzento Portugal de antes do 25 de Abril.

Estávamos em 1971 e a agitação estudantil, cada vez mais intensa, abalava as universidades. Compreendia-se porquê: a guerra nas colónias era uma realidade omnipresente que nos afetava a todos. Quem passasse de ano podia concluir os cursos antes de ir para a tropa, mas no final, o destino estava marcado: missão no ultramar depois de uns sumários meses de instrução militar, adiando – com perigo de morte – o ingresso na vida profissional.

Eu tinha 23 anos e fazia parte dos quadros associativos, tendo até integrado uma direção da Associação Académica de Direito, juntamente com o João Soares, o Luís Pinheiro de Almeida, o João Arsénio Nunes e o Duarte Teives. Na sequência de um movimento de greve às aulas que percorreu a cidade universitária, a repressão intensificou-se, com a PIDE à caça dos dirigentes associativos. A brigada dirigida pelo inspector Passos entrou na minha casa, em Castanheira do Ribatejo, às seis da manhã – fez buscas, levou livros, mas não me apanhou. Por precaução, ficava já então em Lisboa, só indo a casa de vez em quando ver a família e mudar de roupa.

A partir daí, porém, até esse simulacro de normalidade mudou. Com a PIDE no encalço, na perspectiva de ser preso, torturado e condenado, tendo depois de fazer a guerra, não tinha outro remédio que não fosse sair do país.
Mas a onda repressivoa era tão intensa (muitos dos meus companheiros da altura foram presos e condenados), que qualquer movimento nesse período seria facilmente detetado. Por isso, durante três meses consecutivos, fiquei retido, sem sair, num andar no Areeiro, à espera que as coisas acalmassem.
Foram dias inquietantes. Quando via da janela alguém parado no passeio em frente, logo suspeitava que era PIDE, perdendo a calma e temendo o pior.

Os momentos mais sossegados eram as refeições: pai e filho que generosa e corajosamente me albergavam mandavam vir as refeições, em marmita, de um pequeno restaurante das imediações, que partilhávamos depois ao som de música revolucionária tocada num velho gira-discos (não riam – esse era o espírito do tempo…) que ouvíamos, baixinho, não fosse alguém desconfiar e denunciar-nos. Havia um pouco de tudo – desde canções da resistência francesa ao coro do Exército Vermelho, passando pelas mais melodiosas canções cubanas, de que uma ficou para sempre na minha memória, tantas vezes a escutávamos: Hasta Siempre Comandante Che Guevara. Uma cena digna de filme, entre o surreal e o dramático, em fundo de opressão política, tortura e guerra.

Carlos Fino

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino 

CRÓNICAS DA MEMÓRIA 2 – Primeira Comunhão | Caarlos Esperança

Meio século depois, vêm-me à memória as doces catequistas da minha infância. A menina Aurora e a sua Tia Ricardina ambas solteiras de muitos anos e beatas de quase tantos outros. Lembro-me do fervor com que me ensinaram a odiar os judeus porque mataram Cristo, os maçons porque perseguiam a igreja e os comunistas porque eram ateus. Recordo o entusiasmo que punham nas orações para que Deus iluminasse os nossos governantes e lhes desse longa vida, apelos ouvidos apenas no que diz respeito à segunda parte.

Nas aulas de doutrina explicavam-me a cor do firmamento, ao pôr do sol, como sendo o sinal de que os comunistas iam matar os cristãos, conforme a Irmã Lúcia tinha revelado, e eu, tão estúpido, que não deixava de ser cristão, com maior medo do Inferno e das suas labaredas, onde apenas se ouviam gritos e ranger de dentes, do que da morte que os ditos comunistas me preparavam.

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A metamorfose do racismo que regressa (2) | Carlos Esperança

A metamorfose do racismo que regressa

Quando uma agremiação de malfeitores e marginais, instruídos ou de precária instrução, é capaz de aceitar a proposta de castração de violadores e mulheres que abortem, por mais abjetos que sejam os crimes dos primeiros, não é formada por homens e mulheres, é uma associação de homúnculos, discípulos do Dr. Josef Mengele.
Que seres desprezíveis, que falam como pessoas e pensam como selvagens, possam ter reuniões onde vomitam ódio, desprezam os direitos humanos e combatem a civilização, vemos como é frágil a democracia que, apesar disso, temos obrigação de defender, para os que a amam e para os que a querem destruir.
Os que vociferam contra a corrupção não são os que a combatem, são os que pretendem gritar a sua honestidade e acusar os que são essenciais para que a democracia sobreviva, num caso e noutro, sem sentirem a necessidade de provas.

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A metamorfose do fascismo que regressa (1) | Carlos Esperança

A metamorfose do fascismo que regressa 

Desaparecida a memória dos regimes nazi/fascistas, saradas as feridas pela morte das gerações que os sofreram, regressam os demónios, com os democratas a digladiarem-se, enquanto os neofascistas avançaram.
A nível mundial tivemos, numa primeira fase, a vitória do liberalismo económico com Reagan, Tatcher e João Paulo II que, contrariados em vitórias eleitorais de regimes que consideraram hostis, apoiaram ditaduras. A de Pinochet, no Chile, foi o paradigma do regresso precoce ao fascismo.
A decadência ética de dirigentes democraticamente eleitos contribuiu para a chegada de populistas que têm na mentira a arma e na desfaçatez o método de conquista do poder. É a fase de Trump, Jonhson, Salvini e de analfabetos abrutalhados, Duterte ou Bolsonaro.

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Há 480 anos – A inquisição portuguesa | Carlos Esperança

Portugal, tal como Espanha, não teve os benefícios da Reforma, e sofreu a violência da Contrarreforma.

Aos países ibéricos não chegou a Reforma, causa do atraso a que foram remetidos, mas veio a Inquisição, instrumento cruel da Contrarreforma. A piedade dos Reis Católicos, de Espanha, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, que nunca tomaram banho ou faltaram a obrigações pias, e a do sr. Dom João III, com o cognome ‘Piedoso’, levou-os a exigirem o santo tribunal. O padecimento de quem não seguisse a religião verdadeira, ou de quem pecasse contra ela, assegurava-lhes o Paraíso. Os Reis Católicos, ainda não canonizados, já tinham imposto a D. Manuel I, para o acordo de casamento com a sua augusta filha, entre outras cláusulas, a criação da Inquisição.

A mercê papal estorricou bruxas, hereges, judeus, adivinhadores, feiticeiros e bígamos, com santos frades dominicanos dedicados à incineração dos vivos e à criatividade para lhes prolongar o sofrimento, para maior glória de Deus, recreio dos créus e purificação das almas dos réprobos supliciados.
O Tribunal do Santo Ofício contou com o entusiasmo de dominicanos, jesuítas e outros clérigos de mau porte, piores instintos e amplos poderes, de Ordens diferentes, durante os 285 anos que duraram as perseguições aos hereges (1536-1821). Foi o liberalismo, de que decorre o segundo centenário, esse mal que Pio IX excomungou, a pôr-lhe termo.

Foi a maçonaria, igualmente excomungada, que fez a Revolução de 1820, a responsável do Vintismo, que só os meios académicos progressistas parecem comemorar, que trouxe o liberalismo e aboliu o opróbrio de quase três séculos.
Há, talvez, na longa sequência do ADN um gene da crueldade que molda o cromossoma humano, e ninguém faz o mal com tanto entusiasmo e tamanha alegria como quem tem uma fé à prova da clemência e uma devoção que exonera a compaixão, como mostraram amplamente os santos inquisidores.
O primeiro auto de fé, em Portugal, teve lugar em Lisboa, no Ano da Graça de 1540, no dia 20 de setembro, perante o entusiasmo da Corte e do bom povo temente a Deus.

Foi há 480 anos, como a imagem documenta.

Carlos Esperança

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Esperança

AO ENGANO | Miguel Vale de Almeida

Os partidos da extrema-direita populista mobilizam o ressentimento contra as elites políticas e culturais, mas deixam incólumes as elites económicas e financeiras.

Na realidade, agem a favor delas (veja-se a proposta fiscal do Chega) e são muitas vezes apoiados e financiados secretamente por elas.

O sentimento anti-corrupção é encaminhado para os escândalos revelados pelo escrutínio jornalístico e judicial, mas este raramente chega ao verdadeiro poder, o económico e financeiro, dado o seu poder e complexidade. E quando chega, as lideranças desses partidos evitam falar desses casos (é o BES uma causa central do Chega? Não).

Muitas vezes até trabalham para eles, como acontece com o caso português recente. A estratégia é deslegitimar a democracia e abrir mais caminho para a impunidade dos verdadeiros poderes. Em suma: a grande habilidade de Ventura é enganar os seus apoiantes, desviar o alvo da sua revolta.

Miguel Vale de Almeida

Retirado do Facebook | Mural de Miguel Vale de Almeida

O Governo, apesar da crise da aviação, não desistiu de avançar com a construção de um novo aeroporto no Montijo | in Jornal Expresso

Investigadores portugueses acusam o governo português de ir contra os objetivos do Pacto Ecológico Europeu ao persistir na construção do aeroporto no Montijo, apontando sobretudo o efeito destrutivo em centenas de milhares de aves no estuário do Tejo.

Num artigo em formato de carta, que saiu esta quinta-feira na edição da revista científica Science, argumenta-se que prosseguir com o aeroporto é o contrário de “combater a mudança climática global e reverter a crise da biodiversidade”, com um impacto que se verifica, sobretudo, nas aves que procuram o estuário do Tejo.

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20 de Setembro de 1378 | Crise na Igreja Católica dá início ao Grande Cisma do Ocidente

No dia 20 de Setembro de 1378,  treze cardeais reúnem-se secretamente en Anagni, sul de Roma. Descontentes com o papa imposto pelo povo romano em 8 de Abril de 1378, sob o nome de Urbano VI, eles designam o prelado de Saboia, Roberto de Genebra, como novo sumo pontífice. O eleito assume o nome de Clemente VII e instala-se em Avinhão, sede abandonada em 17 de Janeiro de 1377 pelo seu predecessor Gregório XI. A rota de colisão com Urbano VI, qualificado de “antipapa”, torna-se inevitável.

O episódio marca o início do Grande Cisma do ocidente, também conhecido como Cisma Papal, ou simplesmente Grande Cisma, crise católica que duraria 39 anos (1378-1417).

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RISCOS | Maria Helena Ventura

Em óleo ou aguarela
tinta da china ou carvão
matizo os vivos tons
deste sentimento
num tropel de mãos
e riscos de asas
sonhos
gaivotas.
Decoro chorões de incunábulos
com lianas de novos signos
sem lágrimas nem sangue
nas coordenadas do afecto
suor, talvez
de pronto limpo à prosa suja.
E redimida de ventos
em ásperas transições
baloiço nas nuvens migrantes
do afecto vocabular.

Maria Helena Ventura – PEDRA DE SOL 

Diego Rivera – Retrato de Elena Flores de Carrillo – 1953

Chomsky: risco de extinção da humanidade «mais grave que nunca»

O prestigiado intelectual e activista considera a humanidade ameaçada por três grandes crises – nuclear, ambiental e democrática – que se agravaram com a presidência de Donald Trump à frente dos EUA.

O linguista e politólogo Noam Chomsky, um dos mais respeitados e citados analistas do século XXI, segundo reconhece a RT, advertiu que o mundo vive o momento mais perigoso da sua história, referindo-se ao facto de a humanidade ter de lidar, simultaneamente, com a «assombrosa confluência» da ameaça de uma guerra nuclear, da iminência de uma catástrofe ambiental e da crescente deriva autoritária do capitalismo.

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Feminismo | Ruth Bader Ginsburg | Maria João Pessoa

Quando a Ruth Bader Ginsburg era a única e a primeira mulher em tanta coisa. Quando a Ruth sabia que outras mulheres existiam anonimamente a serem a primeira e única em coisas tão simples como serem as pioneiras a fazerem um relatório financeiro na sua empresa, digno de merecer uma promoção, um aumento, um respeito. Quando a Ginsburg tinha em mente que jovens raparigas eram violentadas no seu corpo e na sua mente, ela sabia que tinha que chegar primeiro que homens aos lugares de decisão.

“Women belong in all places where decisions are being made. It shouldn’t be that women are the exception.”

A América, o mundo e eu acordamos com a sensação que morreu uma das feministas mais poderosas da sociedade contemporânea. Que é uma perda trágica. Que dadas as circunstâncias, estamos perdidas. A morte de Ruth Bader Ginsburg, a corda que parecia segurar a agora frágil democracia americana, parece abrir caminho a uma maioria conservadora que pode fazer recuar anos de progresso e engavetar o trabalho e mudanças e leis que, tanto a Ginsburg como milhares de mulheres americanas, lutaram para ser realidade e constância.

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MENSAGEM POR DIZER | Maria Helena Ventura

Preferia a labareda
entre as dunas inventadas
quando a noite sobrava na ressaca
e preenchia a sede da raiz.

Vinha inteiro
aberto tanto à chuva temporária
como ao abrigo do desejo.
E pulsavam sinais indestrutíveis
de fecundo enleio
mesmo que a ternura
fosse chegando desfolhada
pétala a pétala.

Lembro a sedução latejante
no espaço bordado pela respiração
à espera do ritmo coreográfico
das palavras cálidas
um esperar de corpo nu
pela acendalha colorida.

Num coro delicado de alaúdes
as marés vivas decantavam a luz
reflectida no olhar
e uma estrela preparava cada noite
o céu do dia seguinte.

Assim era tão fácil
bordar frases na reinvenção do amor
que apetecia nascer repetidamente
em cubos de néctar
e silêncio.

Maria Helena Ventura – INTERTEXTO SUBMERSO

Tela ousada, como todas as do neocubista GEORGY KURASOV

Uma estratégia para vencer a crise | Henrique Neto

É de prever, sem margem para grandes dúvidas, uma grave crise económica, financeira e social no nosso próximo futuro. Razão porque as decisões a assumir pelo Governo e pelas oposições e a correcção dos investimentos a realizar, assumem uma importância determinante, sem margem para mais erros. O texto encomendado pelo Governo ao Dr. António Costa Silva resultou num catálogo de ideias, que não apresentam uma estratégia coerente, nem faz as escolhas necessárias.
Uma estratégia nacional
Foi no ano de 2003 que trabalhei com o Professor Veiga Simão e o Dr. Jaime Lacerda numa síntese estratégica que foi publicada pela AIP como parte do documento que ficou conhecido como a Carta Magna da Competitividade. Síntese que se baseou na experiência japonesa de 1946 de concisão e que resultou no seguinte:

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O Magriço | Tiago Salazar

SINOPSE:

D. Álvaro Gonçalves Coutinho – conhecido por Magriço por causa da sua figura débil – foi celebrizado numa passagem d’Os Lusíadas, que destaca a sua coragem entre os Doze de Inglaterra, cavaleiros portugueses que, no reinado de D. João I, participaram num combate que visava lavar a honra de doze damas ofendidas e do qual saíram vencedores.
Porém, mesmo tratando-se de um cavaleiro de linhagem na Corte do Mestre de Avis, o Magriço não aceitou que o seu monarca lhe negasse casamento com a mulher que amava, partindo para a Borgonha onde lutou por mais de uma década entre os pares de João Sem Medo, que o considerou um dos mais destemidos guerreiros que alguma vez o haviam servido.
Aventureiro, defensor de causas justas e sempre na senda de glória para os seus amos, Álvaro Coutinho foi também um filho segundo, afastado da herança paterna, um homem amargo a quem a memória da desfeita do rei nunca abandonou, um guerreiro sem medo da morte, um ancião que resistiu à peste e se tornou uma espécie de eremita no fim da vida.

Língua Mátria | Contos Inéditos

Língua Mátria junta mais de uma dezena de contos inéditos de autores de todos os países lusófonos, um volume que reúne algumas das melhores vozes da literatura em português.

Mia Couto (Moçambique), João Tordo (Portugal), Milton Hatoum (Brasil), Teolinda Gersão (Portugal), David Capelenguela (Angola), Luís Cardoso (Timor-Leste), Luís Carlos Patraquim (Moçambique), Ngonguita Diogo (Moçambique), Olinda Beja (São Tomé e Príncipe), Patrícia Reis (Portugal), Vera Duarte (Cabo Verde), Waldir Araújo (Guiné-Bissau).

CRÓNICAS DA MEMÓRIA 1 – A prisão do Patacho | Carlos Esperança

Corria o Ano da Graça de 1961. A Covilhã vivia mais uma crise dos lanifícios, daquelas que ciclicamente lhe batiam à porta, que atirava inúmeros operários para o desemprego e os fazia regressar às aldeias de origem a que tinham ficado vinculados pela courela que sempre teimaram em amanhar nos dias de folga.
Os carros de luxo eram o mais evidente sinal exterior de riqueza que camuflava a falência que se avizinhava na fábrica do proprietário. O jogo era a perdição de muitos e o sonho de riqueza nunca realizado de quase todos. Pululavam os casinos clandestinos onde se perdiam fortunas e aconteciam desgraças cujo eco chegava às conversas sussurradas em surdina no Largo do Pelourinho e no Café Montalto.

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CHIMÈRES? | Hanane Trinel Ourtilani

La chambre est lumineuse,
décorée dans un style agréable et épuré.
Il est venu, par le passé, seul, pour le travail, comme en un improbable repérage.
Il y avait pensé à ce lieu depuis leur baiser inouï, comme un cinéaste avant le tournage de la première scène d’un grand film.
Elle lui fait comprendre, dès la réception, qu’Il ne s’est pas trompé, le décor est à la hauteur de l’idée qu’Elle s’en faisait.
A cet instant, leur attention ne se porte pas encore sur l’escalier menant à cette alcôve qui accueillera leurs délicieux ébats.
L’empreinte de leurs coeurs tout doucement s’inscrit dans ce décorum..
Dès la porte franchie, Ils ne peuvent y tenir, il leur faut s’embrasser, se dévorer comme Ils se sont mangés du regard, ce midi-même, déjà, chez Elle, après son arrivée presqu’informelle, sous des regards qui les forcèrent à se taire.
Cette attirance déjà palpable ?

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Não há tempo para mais nada | Richard Gere

There’s no time for anything else.
None of us are getting out of here alive, so please stop treating yourself like an after thought. Eat the delicious food. Walk in the sunshine. Jump in the ocean. Say the truth that you’re carrying in your heart like hidden treasure. Be silly. Be kind. Be weird. There’s no time for anything else.
Richard Gere

A eutanásia e o referendo – Sou contra o referendo | Carlos Esperança

Para não complicar a discussão cuja decisão envolve a vivência, sensibilidade e crenças de cada um, evito a distinção entre eutanásia, suicídio assistido e distanásia para fazer a pergunta que importa: decidir a morte sem sofrimento é um direito individual ou crime?
A resposta é perturbada pelo ruído mediático recuperado da discussão do direito à IVG, capaz de impedir a reflexão serena e de intimidar a tomada de posição a favor ou contra. E dela depende a descriminalização de quem prestar auxílio a quem decida morrer.
A vida é um direito que a direita religiosa impõe como obrigação. Ninguém é obrigado a pedir, para si, uma ‘morte doce’, mas o que está na lei atual, na tentativa de contrariar o direito individual, é a proibição a todos daquilo a que ninguém será obrigado.

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O Milagre Espinosa | Uma Filosofia para Iluminar a Nossa Vida | Frédéric Lenoir

Numa linguagem clara, atraente, nada académica, este livro mostra-nos o que podemos aprender com Espinosa, o filósofo cuja família teve de fugir de Portugal para escapar às malhas da Inquisição.

Espinosa dedicou a sua vida à filosofia. Com que objetivo? Descobrir «o gozo de uma alegria suprema e incessante». Construiu uma obra inovadora: em meados do século xvii, foi o precursor do Iluminismo e das nossas democracias modernas, bem como da aliança entre liberdade e razão. Espinosa não esteve apenas muito à frente do seu tempo – mas também do nosso: foi o pioneiro de uma leitura histórica e crítica da Bíblia, o fundador de uma «psicologia das profundezas», o grande mestre da filologia, o criador da sociologia e da etologia – e, acima de tudo, o inventor de uma filosofia baseada no desejo e na alegria, que alterou radicalmente a nossa conceção de Deus, da moralidade e da ideia de destino.

O livro é um relato dos ensinamentos do filósofo, aplicados à nossa vida e à nossa busca da felicidade. É esse o milagre de Espinosa.

Mayflower Day | September 16, 1620

Today is Mayflower Day.
Mayflower Day celebrates the date the Mayflower sailed from Plymouth, England to soon to become America. On September 16, 1620, 102 men, women, and children set sail from Plymouth, England. Their destination was the settlement in Virginia, where they could have religious freedom, and continue using their native language, culture, and customs. Every Mayflower Day, we commemorate these brave, early settlers. They were the very first immigrants, and helped to pave the way for millions more to follow, in search of freedom and the dreams and promises of a New World.
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino 

O intrigante caso Navalny | Carlos Branco, Major-general e Investigador do IPRI-NOVA | in Jornal Económico

Segundo o governo alemão, o político russo pró-ocidental Alexei Navalny foi envenenado com “Novichok”, uma substância neurotóxica. Políticos e comunicação social (OCS) ocidentais, sobretudo na Alemanha, apontaram unanimemente e sem reservas Putin como o mandante do envenenamento. Altos dirigentes alemães subiram a parada e acusaram o “sistema de Putin” de ser um “regime agressivo, sem escrúpulos que recorre à força para impor os seus interesses por meios violentos desrespeitando as boas normas de comportamento internacional.

Embora não disponha de informação privilegiada sobre o assunto, não posso deixar de considerar intrigante o acontecimento e os desenvolvimentos que se seguiram. É preocupante a ausência de interrogações sobre algo tão perturbador cujo momento em que ocorre sugere, independentemente de quem estiver por detrás, uma operação política de alto calibre.

Quando nos interrogarmos sobre quem poderia ter sido o mentor do envenenamento surgem três suspeitos, mas apenas dois têm a ganhar: o grupo de oligarcas apoiados pelos EUA, que se opõe a Putin e defende o desmembramento e a regionalização da Rússia, agências de espionagem estrangeiras e o próprio Putin. Não podem ser deixados de fora os inimigos internos do Kremlin, nomeadamente o grupo de oligarcas que compete com Putin, empenhado em o desacreditar. Navalny tem relações com esses grupos e ligações a grupos organizados de extrema-direita.

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12 de Setembro de 1940 | São descobertas as pinturas rupestres das grutas francesas de Lascaux

Graças ao seu cão, que se meteu por uma estreita passagem de uma caverna, quatro jovens da região descobrem em 12 de Setembro de 1940 a gruta de Lascaux, perto de Montignac. Estupefactos ao encontrar pinturas sobre a parede rochosa, avisam o seu professor Léon Laval.

Alguns dias mais tarde, o historiador e arqueólogo, Henri Breuil, especialista em pré-história, após um estudo aprofundado, certificou cientificamente que se tratava de pinturas rupestres.

As pinturas, datadas provavelmente de 15 a 17 mil anos, consistiam principalmente em representações de animais e actualmente são consideradas os mais relevantes exemplares de arte da Era do Alto Paleolítico. No dia 27 de Dezembro do mesmo ano, o sítio, que também ficou conhecido como “A Capela Sistina do Perigord” (Perigord, departamento da Dordonha, França), é declarado monumento histórico.

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Amar e ser amado | Carlos Esperança

Amar e ser amado

Sabem lá os trogloditas o que é amar, o que é a sedução mútua entre iguais, o que é um barco que navega o mar, sem a quilha magoar as águas que se abrem para o acariciar!

Eles sabem lá o que é o amor entre pessoas livres! Ignoram a beleza da rosa, o perfume que exala, o deleite de descobrir, pétala a pétala, o androceu e o gineceu dos corpos que se fundem na dádiva recíproca do amor que só a liberdade consente!

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Ministra da Agricultura | “Agenda de Inovação para a Agricultura 2030” | Entrevista ao Jornal Expresso

10.09.2020  TIAGO OLIVEIRA e ANA BAIÃO 

Em entrevista ao Expresso, Maria do Céu Antunes antecipa a “Agenda de Inovação para a Agricultura 2030”, um plano estratégico a dez anos que traça metas ambiciosas que podem mudar a face do sector. Entre elogios à resiliência dos produtores perante o impacto da pandemia e as críticas que têm sido feitas às falhas estruturais que continuam por resolver.

Do seu gabinete no ministério da Agricultura, em plena Praça do Comércio, Maria do Céu Antunes observa a azáfama de início de setembro, que não se equipara ao que se assistia no pré-pandemia. Todos os sectores foram duramente afetados pela covid-19, agricultura inclusive, com a disrupção das cadeias de distribuição a deixar muitos produtores com dificuldades em escoar o fruto do seu trabalho. Debaixo de um quadro em que as ceifeiras se destacam, a ministra da Agricultura sentou-se para uma conversa com o Expresso na semana em que (amanhã, sexta-feira, 11 de setembro), vai apresentar na Agroglobal (maior feira profissional do sector, que conta com o apoio do Expresso) a Agenda de Inovação para a Agricultura 2030, numa altura em que a incerteza ainda é grande.

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L’art athée de van Gogh | LA COMPAGNIE DES OEUVRES | in France Culture

Van Gogh, ou le peintre qui voulut soustraire son art aux modes et aux courants. Cette émission termine le portrait d’un artiste inclassable, d’un réaliste pas comme les autres qui, dans sa vie et dans sa peinture, ne connut ni Dieu, ni maître.

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Manifesto | Por uma recuperação económica transparente e participada | in Revista Sábado

08-09-2020 | Signatários pedem criação de mecanismos que permitam a participação dos cidadãos na recuperação de Portugal face aos impactos da pandemia de Covid-19.

A crise pandémica que o mundo está a viver criou ou agravou profundos problemas económicos e sociais, impondo aos Estados e às sociedades a urgência de mobilizar investimento público e privado para a recuperação económica.

Em Portugal, este esforço de recuperação mobilizará muitos recursos nacionais assegurados pelos cidadãos, através do pagamento dos seus impostos, complementados com fundos significativos do plano de recuperação da União Europeia e do orçamento europeu para o período 2021-2027.

A gestão destes recursos impõe ao Estado e à sociedade portuguesa uma enorme responsabilidade na condução de um programa eficaz de auxílio às famílias, aos trabalhadores e aos setores de atividade mais afetados pela pandemia, bem como à reestruturação e relançamento da economia portuguesa. O sucesso deste programa só se alcançará com o compromisso e o contributo de todos, desde os órgãos de soberania aos partidos políticos, à Administração Pública e à sociedade civil.

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RACIONALISMO, HUMANISMO, ILUMINISMO E DESPOTISMO ILUMINADO | António Galopim de Carvalho

Os avanços da ciência levados a cabo por Da Vinci (1452-1519) e Galileu (1564-1542), em Itália, no Renascimento, e por Nicolau Steno (1638-1686), na Dinamarca, e Isaac Newton (1643-1722), em Inglaterra, na chamada Revolução Científica de século XVII, e o espírito de abertura ao conhecimento fomentado pela exploração do mundo desconhecido pelos navegadores portugueses e espanhóis, foram importantes para a eclosão de uma corrente intelectual a que foi dado o nome de Iluminismo. Entre os seus precursores destacam-se os grandes defensores do Racionalismo, entendido como uma atitude mental, ou linha de pensamento que aponta a razão, ou seja, o raciocínio lógico como o caminho para se alcançar a verdade. Entre eles sobressaem o francês René Descartes (1596-1650), o alemão Gottfried Leibniz (1632-1677), o holandês de origem portuguesa Bento Spinoza (1632-1677) e os ingleses Thomas Hobbes (1588-1679) e John Locke (1632-1704), estes dois últimos focalizados no pensamento social e político.

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A falta que Ana Gomes nos faz | Henrique Monteiro in Jornal Expresso de 09/09/2020

“A falta que Ana Gomes nos faz.
A ex-deputada europeia do PS decidiu que se candidata à presidência da República e anuncia-o formalmente já esta quinta-feira, depois de ter informado, terça-feira, através do ‘Público’, a sua disponibilidade. É um bom sinal para a democracia portuguesa, independentemente da dimensão do apoio que venha a ter
Penso que não terei de gastar muitas linhas a explicar muito do que me separa, politicamente, de Ana Gomes. Ao contrário, permitam-me que gaste algumas a dizer o que me une.
Em primeiro lugar, o espírito de liberdade, de não termos de ser politicamente corretos nem fiéis a um dogma emanado por quem quer que seja, incluindo secretários-gerais de partidos. Depois, a enorme vontade de combater a corrupção e os males que afetam as democracias, para melhor as defender. E o espírito de ser do contra que, concedo, nem sempre é justo e operativo, mas que tem como recompensa estimular o debate público.

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A estratégia do bufão | Francisco Louçã | in Jornal Expresso 15/08/2020

Se a História se repetisse, o destino estaria traçado. A abulia da democracia tem condições para se ampliar, transformando-se numa nova forma de política. É o abismo do nosso tempo.

Em julho de 2017 — foi só mais um episódio de uma lista já entediante —, o Presidente norte-coreano Kim Jong-un confirmou o lançamento de um míssil. Como era o dia da comemoração da independência dos EUA, dedicou o evento aos “bastardos americanos”, para que “saíssem do tédio”, e ao seu Presidente, o “demónio nuclear” e “cão raivoso”. Trump respondeu com um tuíte amável: “Porque é que Kim Jong-un me insulta chamando-me ‘velho’, se eu NUNCA lhe chamaria ‘pequeno’ e ‘gordo’? Ora bem, eu tento tanto ser seu amigo — e talvez um dia isso aconteça!” Aconteceu, mas isso até nos será razoavelmente indiferente, dado sabermos que se podem abraçar numa manhã como continuar estes jogos florais com ameaças tonitruantes nessa mesma tarde. E depois a saga continuou: que sou um “supergénio”, que os cientistas “ficam espantados por eu saber tanto sobre o vírus” (por ter um dia conversado com um tio professor universitário que morreu há 35 anos), que “pedi aos meus que testassem menos”… E isto é só uma amostra. Podemos tratar esta enxurrada como se nos fosse alheia, nada mais do que um recreio banal, entre tantos outros de um universo sem bússola, promovido por um Presidente que tem feito milhares de tuítes deste jaez durante o seu mandato. Mas talvez seja tempo de levar a sério a charada e de enfrentar a questão mais difícil: terá Trump sido eleito apesar desta prosápia ou graças a ela?

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The Art of Jack Vettriano ( Scottish painter, born 1951 ) | The Singing Butler, 1992.

The Art of Jack Vettriano ( Scottish painter, born 1951 ) – The Singing Butler, 1992.

The Singing Butler is an oil-on-canvas painting made by Scottish artist Jack Vettriano in 1992. It sold at auction in 2004 for £744,800, which was the record at the time for any Scottish painting, and for any painting ever sold in Scotland. Reproductions of The Singing Butler make it the best-selling art print in the UK.

The painting measures 28 inches (710 mm) by 36 inches (910 mm). It depicts a couple dancing on the damp sand of a beach on the coast of Fife, with grey skies above a low horizon. To the left and right, a maid and a man hold up umbrellas against the weather. The dancers wear evening dress: a dinner jacket and a red ball gown; the woman also wears long red gloves but appears to have bare feet. The butler is also formally dressed, while the maid wears a white apron and clutches her hat.

As a contemporary cultural icon, The Singing Butler has been compared to Grant Wood’s American Gothic. Vettriano has described the painting as an “uplifting fantasy” and chose the subject after being complimented on his paintings of beaches. He added the servants to balance the composition.

His work has been widely criticised by art critics, but is popular with the public. The Singing Butler has been criticised for its uneven finishing, inconsistent lighting and treatment of wind, and for the odd position of the dancers. The dancers’ pose is reversed from a normal closed dance hold. Usually, with the man leading, his left hand would hold the woman’s right hand, and he would place his right hand on or below the woman’s left shoulder blade, while she places her left hand on his right arm, just below the shoulder.

The original painting was sold at auction in August 2003 for £90,000, and then sold to a private collector in April 2004 for £744,800, a Scottish record at that time. After the painting was sold, it was reported that Vettriano had used an artists’ reference manual, The Illustrator’s Figure Reference Manual, as a basis for the figures (the female figure in the reference work is actress Orla Brady). Vettriano retorts that Francis Bacon had the same book in his studio, and that Picasso said that some artists borrowed but he stole.

Another version of the painting, Dancer in Emerald, omits the maid, while the female dancer wears a green dress. Both were included in Vettriano’s first London exhibition, God’s Children, at the Mall Galleries in October 1992.

The original painting of The Singing Butler was displayed at Aberdeen Art Gallery in February 2012, the first public exhibition for 20 years.

Courtesy Jack Vettriano https://www.jackvettriano.com/biography/

Retirado do Facebook | Mural de Francisco Filipe Cruz

Dieu existe, je le rencontre tous les jours ! | par Sid Lakhdar Boumédiene in Le Quotidien d’Oran

Que certains lisent un peu plus loin dans le texte avant d’attraper une apoplexie, ils y verront un texte de respect et d’espoir.

Paradoxalement, dans l’histoire, les religions ont été la chose la plus merveilleuse qu’il soit arrivée à l’humanité. Elles ont été une tentative d’explication du monde et de ses phénomènes ainsi que celle d’arrêter la barbarie humaine. Si nous laissons de côté l’échec de la première tentative à ceux qui sont si crédules en se focalisant toujours au premier degré du texte et qu’aucune emprise de l’instruction ne peut atteindre, parlons de la seconde.

On a pour habitude de mettre en avant la création de la philosophie par la Grèce antique comme première lumière de l’esprit moderne. Si on peut en convenir partiellement, l’étape postérieure a été beaucoup plus cruciale pour la rédaction de valeurs qui « humanisent » l’être humain car la société grecque antique était entièrement consacrée au culte de la guerre et à la violence, on l’oublie trop rapidement.

Que posição deveria ter o DiEM25 em relação à paz e assuntos internacionais?

Agora que as férias de Verão e as eleições do CC estão terminadas, (resultados aqui), queremos voltar ao activismo e à actividade política. Relativamente ao último ponto, o Conselho de Validação aprovou a criação de um novo pilar relativo a “Paz e Políica Internacional”, que será desenvolvido em deliberação com todos os DIEMers, de acordo com o nosso modelo habitual para os documentos políticos:

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Balada Literária da Bahia e São Paulo

Balada Literária terá formato digital e homenageia a escritora Geni Guimarães  

Festa criada pelo escritor Marcelino Freire segue a data prevista, de 3 a 7 de setembro, com edição simultânea em São Paulo e Salvador 

Realizada anualmente desde 2006, a Balada Literária chega à 15ª edição com um novo formato, totalmente online, mas mantendo a data prevista, de 3 a 7 de setembro,  no site www.baladaliteraria.com.br. Este ano, a festa homenageia a escritora paulista Geni Guimarães e traz nomes como Conceição Evaristo (amiga da homenageada), Mestre Jorjão Bafafé, Douglas Machado, Sidney Santiago Kuanza, Miriam Alves, Gabi da Pele Preta, Esmeralda Ribeiro, Landê Onawale, Luz Ribeiro, Cátia de França, Ricardo Aleixo, Daniel Munduruku e Eliane Potiguara. Em Salvador, o homenageado é o escritor e músico Juraci Tavares.

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AVANTE | Tiago Salazar

AVANTE I Se nos víssemos como os outros nos vêem ficaríamos arrepiados, ou talvez irados, furiosos, prontos para a guerra. E vice-versa. Mas é neste vice-versa que há todo o Trabalho a fazer. Por estes dias sombrios, o PCP é “julgado” pelos seus actos públicos. É gozado pela sua festa ao arrepio da sanha do distanciamento social.

Tenho memória de um político à Lincoln, digamos assim, ou como imaginamos o pai fundador da América moderna. Chamava-se Manuel Gírio, era comunista afectivo de matriz cristã e seguidor do deus do esparguete, e nunca ocupou um cargo público notável. Foi dramaturgo e poeta mais do que tudo, como o defunto Vaclav Havel. Agora, nesta hora de suspense pandémico, esperamos um Messias goês, um dirigente com nome e feições e bravura de índio, um padre lírico ou um corajoso activista? Eu espero duas ou três coisas de um governo, governante ou líder, para me sentir pacificado com a ideia de nação valente, e voltar a ter esperança na ressurreição da ideia de pátria, além de me contentar com os gozos da língua e da escrita. Uma delas é simples: derrubar a ditadura mental.

Retirado do Facebook | Mural de Tiago Salazar

II – CARTAZES | Jovem Conservador de Direita

Estou profundamente desiludido com esta cedência da JSD ao bullying betofóbico que denunciei na minha última publicação. Isto é e renúncia a um dos elementos fundamentais da identidade da JSD: o caqui. Substituir calças caqui por calças de ganga é um golpe na dignidade indumentária da direita. As calças de ganga são populares entre a esquerda porque não se nota quando não são lavadas. Uma pessoa que veste caqui está a exibir a sua higiene e limpeza moral. Usar calças beige é uma metáfora para a nossa forma de estar na política. Não são completamente brancas, porque não somos fundamentalistas nem queremos parecer que andamos em boys band. São beige, porque deixam algum espaço cromático para cinzentos morais, inevitáveis neste Mundo complexo, mas ainda assim com pureza moral quanto baste para salvar a sociedade da perversão da esquerda.

Esta atitude lamentável da JSD demonstra que, basta a esquerda querer, que conseguirá fazer qualquer dirigente da JSD usar rastas e crocs via bullying. Estou a imaginar no futuro um destes jovens a trocar o fato e gravata por roupa de palhaço só para a Dra. Catarina Martins não se rir deles. São estas jovens que queremos a impor austeridade no futuro? Não esperava isto da JSD, uma instituição que já teve líderes tão carismáticos como alguns dos quais agora não me lembro.

O outdoor continua excelente. A troca de calças é que é uma das maiores desilusões da minha vida. Não se negoceia com terroristas betofóbicos que oprimem pessoas só porque transmitem uma imagem de sucesso.

Estejam atentos que, ainda hoje, sairão novidades sobre o tão esperado número 2 da Le Docteur sobre educação, onde, entre outras coisas, falo sobre os perigos da betofobia.

Jovem Conservador de Direita

Retirado do Facebook | Mural do Jovem Conservador de Direita

I – CARTAZES | Jovem Conservador de Direita

Excelente iniciativa destes jovens da JSD. Finalmente uma fotografia de jovens da JSD em que os seus dirigentes parecem mesmo jovens, porque estão de máscara e não se vêem as rugas. Estes guerreiros vestiram as suas armaduras de combatentes contra o comunismo, calças beige e camisa para os generais e pólo para os estagiários, e içaram um cartaz em frente à festa do Avante.

Tenho visto muitos ataques betofóbicos a propósito desta imagem e é muito triste que haja pessoas a serem discriminadas por terem aspecto de quem tem sucesso. A betofobia poderá ter efeitos gravíssimos: se continuarem a hostilizar assim pessoas que se vestem bem, poderá chegar um dia em que não conseguiremos distinguir um homem de sucesso de um sem-abrigo. E poderá levar a situações absurdas que nos levem a fazer networking com alguém que não vale a pena, porque toda a gente se veste de forma proteger-se de ataques betofóbicos. Por acaso, o tema da betofobia será abordado com mais profundidade no número 2 da Le Docteur que será anunciado este fim de semana.

Muitas pessoas acusam-nos de sermos incoerentes por termos defendido o fim do confinamento pelo bem da economia e agora sermos contra um evento. Isso é ridículo. Temos de saber analisar as diferenças. Uma pessoa que apanhe covid na feira do livro, em Fátima ou no grande prémio de F1 é um dano colateral infeliz da necessidade imperiosa de abrir a economia. Uma pessoa que apanhe no Avante é mais uma entre milhões de vítimas do comunismo. Apanhar covid pela economia é um acto heróico, mas, como liberais, temos o dever de evitar ao máximo as vítimas do comunismo.

É claro que, apesar de tudo, o comunismo continua a ser a pior doença que se pode apanhar na Festa do Avante. E a festa do Avante até pode ter pontos positivos, já que, se correr mal, pode ser uma excelente oportunidade para derrotar o comunismo de vez. Em vez de pendurarem cartazes, os jovens da JSD podiam apanhar covid e iam para a festa do Avante começar um surto. Temos de combater o comunismo a todo o custo, nem que tenhamos de usar jovens da JSD como armas biológicas.

Jovem Conservador de Direita

Retirado do Facebook | Mural do Jovem Conservador de Direita

Intolerância | Carlos Matos Gomes

Uma das definições de tolerância é a qualidade de aceitar opiniões opostas às suas. A intolerância será, então, o oposto disso.

Aceitar aquilo que não se quer, ou ouvir com paciência opiniões diferentes das suas, são consideradas habitualmente virtudes necessárias para a convivência numa sociedade democrática. Mas são mais do que isso, são condições necessárias para viver em sociedade.

A intolerância radica no conceito da superioridade, e é habitualmente embrulhada em argumentos de ordem moral. Os intolerantes consideram-se superiores por serem portadores ou fomentadores do Bem. A falácia dos intolerantes é a de eles não tolerarem o Mal que são os outros.

A colonização e o colonialismo, com as suas componentes clássicas de “civilizacionar “ e cristianizar , são exemplos clássicos da intolerância. Os colonizadores não toleravam as ideias dos outros, nem os comportamentos dos outros, nem a cor da pele dos outros, a tal ponto não os toleravam que nem os consideravam seus semelhantes, seres humanos. Os colonialistas — que são uma espécie distinta dos colonizadores — entendiam os habitantes das colónias como um produto a ser explorado como qualquer outra, uma matéria-prima. Nada mais. Por isso os colonialistas belgas cortavam os braços aos negros do Congo que não produziam o que fora determinado, por isso os colonialistas da Diamang, em Angola, substituíam anualmente os “contratados” que sofriam acidentes com as vagonetas do cascalho por outros arrebanhados pelos agentes das administrações coloniais.

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Manifesto com 500 subscritores contra ataque à disciplina de Cidadania | in Jornal de Notícias

Manifesto posto a circular na quinta-feira alega que a ética não pode ser sujeita a objeção de consciência e critica os que defendem que disciplina seja opcional.

Cerca de 500 pessoas já assinaram o documento “Cidadania e desenvolvimento: a cidadania não é uma opção” que rejeita a possibilidade de evocar a objeção de consciência (dos pais) para que os alunos do 2.º e 3. º ciclos não frequentem a disciplina.

“É uma tomada de posição pública ao ataque a uma disciplina que é fundamental para a educação dos jovens e para a criação de uma sociedade melhor”, afirmou Helena Ferro de Gouveia, uma das autoras do manifesto que conta com o apoio de Ana Gomes, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Teresa Pizarro Beleza, Daniel Oliveira, Alexandre Quintanilha, Catarina Marcelino, Miguem Somsen, entre professores, políticos, jornalistas, médicos, investigadores, deputados e organizações nacionais e locais.

“A ciência e ética estão na base da educação”, afirma o documento que defende que disciplinas como Cidadania ajudam os alunos “a distinguir entre o que é ideologia e o que é conhecimento”.

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CONDIÇÃO FEMININA (In “Évora, anos 30 e 40”, no prelo) | António Galopim de Carvalho

Depois do jantar, os homens saíam a caminho dos seus interesses. Fossem ricos, remediados ou pobres, a regra era essa. As mulheres ficavam em casa. De muitas delas, a única distração era ficarem à janela a ver quem passasse ou a falar com a vizinha da frente. Prisioneiras das responsabilidades que, tradicionalmente, lhes eram atribuídas pela tradição e pelo regime, continuavam no exercício das tarefas domésticas, costurar e, ao mesmo tempo, a cuidar dos filhos. Destes, os mais pequenos faziam os trabalhos da escola ou brincavam, muitas vezes na rua, à porta da casa, sempre aberta. Nas famílias sem posses para terem criadas, competia também às filhas com idade para ajudar, levantar a mesa, lavar a loiça, arrumar a cozinha e o mais que fosse preciso.
Eram as mães que, contra elas próprias, educavam as filhas e os filhos a perpetuarem os hábitos da sociedade machista em que cresci e me fiz homem, numa vivência estimulada pela Igreja e pelo poder político da época. Jovem casadoira, qualquer que fosse a sua condição, já sabia que o seu lugar ia ser no lar ou no “ninho”, como algumas e alguns gostavam de dizer. Ao contrário das mulheres do campo, eram poucas as da cidade com trabalho fora de casa.
No mundo rural não era assim. Pobres por condição e tradição, mães com ou sem filhos e raparigas adolescentes tinham mesmo de trabalhar sempre que as oportunidades surgissem e essas oportunidades eram, sobretudo, a monda, a ceifa e a apanha da azeitona.

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POSTAL DE FIM-DE-SEMANA | Francisco Louçã: uma história difícil | por Luís Osório

1.
Um texto difícil, uma memória que não me é fácil. Não por ser algo que esconda; na verdade os dois anos em que militei no PSR foram felizes e cobertos de experiências políticas, ilusões ideológicas e amorosas, desilusões. Mas prometi regressar a Francisco Louçã e cumpro agora o melhor que sei.

2.
Em poucas linhas: militei na extrema-esquerda trotskista entre os 19 e os 21 anos. Via Francisco, por todos conhecido como Chico, como a figura que desempenharia um papel na moralização da política portuguesa – os seus discursos eram poéticos e revolucionários; a sua superioridade retórica esmagava; as ideias e a capacidade de liderança indiscutíveis. Nunca se desviava do que considerava essencial, nunca passava noites no Bar das Palmeiras, sítio de reunião e divertimento dos jovens do PSR. Muitos bebiam cerveja, alguns fumavam haxixe e todos efabulavam sobre se estariam à altura da revolução quando e se ela chegasse. Ouvíamos Clash, Doors, Sex Pistols. Com o João Aguardela, vocalista e líder dos Sitiados, jovem banda ainda desconhecida, organizávamos na companhia do mítico José Falcão as movimentadas e inesquecíveis noites de um tempo que nunca esquecerei.

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Spike Lee Updates Michael Jackson’s ‘They Don’t Care About Us’ Video With Protest Footage

To mark what would have been Michael Jackson’s 62nd birthday, director Spike Lee has released a 2020 version of his music video for the singer’s “They Don’t Care About Us.”

The new visual for “They Don’t Care About Us (2020)” incorporates scenes and outtakes from Lee’s original two videos for the HIStory: Past, Present and Future, Book I single — both the Brazil version and the prison-set one that examined police brutality — with footage from George Floyd protests from around the world.

“Great protest songs can’t get old, stale or non-relevant because the struggle still continues.  That’s why THEY DON’T REALLY CARE ABOUT US is the anthem during this chaotic, pandemic world we are all living in,” Lee said in a statement.

“To celebrate Michael Jackson’s born day, we have made the THEY DON’T REALLY CARE ABOUT US 2020 short film to continue the struggle for equality for all. That’s the truth, Ruth. Be safe.”

LENÇOS BRANCOS | Maria Helena Ventura

LENÇOS BRANCOS

Tudo ficará como dantes
no tumulto da existência
menos o essencial…
O corpo que domava o meu
em ímpetos de fogo
e plantava bem dentro da terra
o gotejar do afecto
fica-me nos olhos
em narrativa sem continuidade…
E as mãos frementes
em coreografias de abraços
mais não podem fazer
do que alongar-se
até ao infinito do adeus.

Maria Helena Ventura – PEDRA DE SOL

OS ROBERTOS. (in “Évora, anos 30 e 40”, no prelo) | António Galopim de Carvalho

Vêm aí os Robertos! Gritava o meu irmão Mário, ofegante de dois andares a subir de um pulo, vindo da rua. Era assim que nós nos referíamos a esta herança cultural portuguesa que é o teatro de fantoches ou de marionetas, dito “de luva”. Descemos de um salto e, já na rua, a correr, ouvíamos a voz de “palheta” do bonecreiro. Lá estavam eles, gesticulando, no topo de uma guarita instalada naquele passeio mais alargado da Rua João de Deus, em frente da mercearia do Anselmo, rodeada por uma muito razoável assistência de miúdos e graúdos. Já montada, a guarita era uma armação de madeira forrada com chita barata, a fazer as vezes de palco virado a todos os quadrantes.

De pé, escondido lá dentro, o bonecreiro, falando sem parar, manipulava os figurantes, simples bonecos ou fantoches reduzidos a uma tosca cabeça de pau, vistosamente pintada, agarrada a um meio corpo que não era mais do que a respectiva roupa. Diz-se fantoches “de luva” porque o operador mete o dedo indicador na cabeça do boneco e usa o polegar e o dedo médio para fazer os braços, enfiando-os nas mangas terminadas por mãos igualmente vistosas. Testemunho de uma das tradições mais antigas das artes cénicas europeia e portuguesa julga-se ter ido buscar heróis populares ao oriente.

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