As mulheres | Quadro de Pablo Picasso | 8 de Março, Dia Internacional da Mulher | Paulo Fonseca

Pensamento do dia : Com << As mulheres>> de Picasso e com os números de mortas como punhais que envergonham, declamo sangrando às mulheres do mundo, em celebração do seu (nosso) dia …


Voo de pássaro rasante,
epopeia heróica
hino de glória
canto de boa memória
seiva de vida
estóica.
Louca acendalha de fogo
és a ópera da boa esperança…
Bojadora,
que enfrenta as tormentas
e todas as horas de pranto….
fogueira que aquece os famintos….
Graça que abraça…
os enfermos
instintos….
Esperteza que desperta os amados…
musa que inspira os fados
diferentes….
Mulher,
dia como outro qualquer…
canto-te devoto
À mãe, à filha, à mulher….
a outra mãe qualquer,
em respeito….
pra alavancar o efeito
tão leve…
tão breve….
Saúdo as Mulheres,
em gratidão,
Sou um homem que olha de igual…
para cima,
para a dimensão….
para dentro,
para o coração…
para a mulher,
a revolução…..
Sempre desperta,
sempre em alerta….
almofada
humanidade
fada
humidade
desejo
alvor de caridade….
colo que encanta
de vida….
Mulher,
a quem devo quem sou,
altar
da eternidade…
bombom….
Deusa do amor
coragem,….
intrépida ternura
Esplendor !….

Paulo Fonseca

Retirado do Facebook | Mural de Paulo Fonseca

Catherine Marie Colon

Biographie de Catherine Marie Colon

Je me suis mise à la peinture en mai 2016 et ce fut comme une révélation, un besoin immense de m’exprimer.

Je crée mes tableaux dans l’impulsion de mes émotions, de mes ressentis et de mes réflexions intérieures. Devant mes toiles vierges, jouant avec l’acrylique, l’huile et les matériaux qui m’interpellent, je laisse mes mains, mes pinceaux, mes couteaux et spatules et les couleurs se mêler, se superposer, se confondre ou se compléter pour suggérer des sujets à ceux qui regardent mes créations.

Dans mes abstractions intenses, pleines de forces contenues, ma constante dualité s’exprime dans une unité d’expression qui dévoile ma profession, thérapeute énergéticienne. Je me suis révélée au fil d’années de pratique et d’écoute axées sur l’amour de l’humanité, vers les âmes meurtries et les cœurs en souffrance.

Après de longues années en Suisse, je viens de choisir le Thoronet pour vivre mes passions.
A ce jour, plusieurs expositions privées et 2 tableaux primés à l’International Prize Caravaggio le 07/12/2018 et un tableau primé à l’International Prize Botticelli le 09/02/2019.

Actuellement une cinquantaine de mes œuvres est exposée au Casino Barrière à Sainte Maxime (France)

Run for the life

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COURS D’ART 2019 | Artemisia Atelier | Faiza Bayou

L’atelier Artemisia vous propose une formation artistique à Alger Draria. Pour adultes et adolescents .Que vous soyez artistes peintre confirmés, amateurs ou débutants, étudiants ou en préparation pour une école d’art. Les inscriptions sont ouvertes pour le mois de février. 0555790553

 

Zoubida Belkacem

Dis moi si c’est toi
Qui brille là-haut, de mille éclats
Qui éclaire cette obscurité qui m’entoure
Depuis ce jour fatidique, où tu m’as quitté sans retour.

Dis moi si c’est toi
Qui hante mes nuits, bercées du son de ta voix
Remplie de ton visage qui se rappelle à moi.
Te souviens-tu de ces nombreuses fois ?
Guidés par nos espérances de foi

Dis moi si c’est toi
Qui m’inssuffle la vie
Qui me fais battre ce cœur qui ne bat plus.
Tu ne franchira plus le seuil de la porte
Depuis ce jour tragique où tu es morte

Dis moi si c’est toi
Qui me fais pousser des ailes
Pour défier cette vie éternelle
Je te retrouve partout où je suis
Même si j’ai l’impression que tu me fuis

Dis moi si c’est toi
Qui chante encore des berceuses pour nos enfants
D’une voix céleste, même si maintenant, ils sont grands.
Tu remplies encore de ta chaleur, notre maison
Depuis ton départ, depuis notre séparation.

Je continu à croire que tu es toujours là
Que tu demeure encore à cet endroit
Ta présence illumine les lieux
Les jours s’égrènent comme les feuilles mortes.
Même si je me surprends à t’attendre encore au pas de la porte.

Zoubida Belkacem
Droits protégés
Constantine 19/12/2018

Poema | Florbela Espanca | Arte – Do Duy Tuan

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!…

Florbela Espanca

Arte – Do Duy Tuan

Retirado do Facebook | Mural de Maria Açucena

O NEORREALISMO DE JÚLIO POMAR (1926-2018) | António Galopim de Carvalho

É percorrer o Facebook ver a quantidade de evocações do Cidadão que ontem nos deixou e tomar consciência do seu admirável legado. Considerado o mais destacado dos cultores do neorrealismo nacional, foi autor de uma vasta e diversificada obra, em termos de estilos ou correntes (expressionismo abstrato, surrealismo e outros), revelou-se na pintura, no desenho, na cerâmica na gravura e na escrita.

Na modesta homenagem que é meu impulso prestar-lhe, limito-me a lembrar algo de muito breve e simples sobre a sua fase dita neorrelista.

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“Uma Viagem Sem Fim” 80cm x 100cm | Isabel Nunes

Pintora Isabel Nunes | Biografia

Isabel Maria Encarnação Jorge Nunes
Nasceu a 23 de Agosto de 1957 em Cascais. Licenciada em História, opção História de Arte, pela Universidade Nova de Lisboa, frequenta, entre 1991 e 1993 o Curso de Pintura da Academia de Artes Visuais de Macau, após anos de prática de pintura livre, tendo participado em workshops com os professores Nuno Barreto e Carlos Carreiro. Frequenta a International School of Art, em Montecastello di Vibio, Itália, e a Painting Masterclass na Slade School of Fine Art do University College of London, Reino Unido.

 

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O olho e a mão | Ana Marques Gastão e Sérgio Nazar David

O belíssimo «O olho e a mão», escrito a duas mãos por Sérgio Nazar David e Ana Marques Gastão, publicado pela editora 7 letras. É um diálogo, não apenas entre os poetas, mas também entre a poesia e a pintura, celebrando essa relação íntima e sensível entre as artes.

 

Maria Cantinho

Retirado do Facebook | Mural de Maria Cantinho

UMA REFLEXÃO SOBRE O MODERNISMO NA PINTURA, AO ALCANCE DE TODOS | António Galopim de Carvalho

 

Que os eruditos me perdoem a ousadia de “meter a foice” nesta admirável expressão da criatividade humana, eruditos que, em minha opinião, têm o dever cívico, de devolver aos seus concidadãos, e em termos acessíveis, pelo menos, parte muito que a sociedade lhes permitiu aprender.
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O Modernismo foi um importante movimento cultural e artístico surgido no 3º quartel do século XIX e bem afirmado na primeira metade do século XX, com conhecidas expressões na literatura, pintura, escultura, arquitectura, teatro, dança e música. Grandemente influenciado ou apoiado nas ideias filosóficas a circularem na Europa (Auguste Comte, John Stuart Mill, Friedrich Nietzsche e outros), nos múltiplos e admiráveis progressos científicos (lembremos as contribuições de William Kelvin, Alfred Nobel, Niels Bohr, Pierre e Marie Curie, Henri Becquerel, Rutherford Hays, Max Planck, Albert Einstein e muitos outros) e tecnológicos de então, o Modernismo ou Movimento Modernista surgiu como uma atitude intelectual de rompimento com a tradição e, ao mesmo tempo, de abertura a uma nova relação do homem com o mundo.
Dito de outra maneira, o Modernismo, não só recusa os padrões antigos, como busca ideias na Revolução Industrial e da Fábrica, como nos notáveis avanços da ciência e da tecnologia, nomeadamente, a máquina a vapor, o comboio, o automóvel, o avião, a fotografia e o cinema.

No que se refere à pintura, os artistas acompanharam esta revolução na sociedade, criando novas respostas plásticas definindo movimentos mais restritos, geralmente referidos por estilos ou escolas. De entre eles, os historiadores e críticos de Arte, falam de Realismo, Impressionismo, Fauvismo, Futurismo, Cubismo, Neoplasticismo, Simbolismo, Expressionismo, Suprematismo, Dadaísmo, Surrealismo, Raionismo, Construtivismo. Nomes que os historiadores, críticos de Arte e outros eruditos “tratam por tu”, que “assustam” os muitos que nada sabem deste domínio da criatividade humana (e a Escola nada nos ensinou nestas matérias), mas que podem ser perfeitamente explicados por palavras que todos entendem.
Não é raro encontrar aspectos comuns entre alguns destes estilos ou escolas, havendo, porém, diferenças que os caracterizam e, até mesmo, os mostram como antagónicos.

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The Sower, Vincent van Gogh (1888)

‘[…] having been brought up [in the countryside], snatches of memories from past times, yearnings for that infinite of which the Sower, the sheaf, are the symbols, still enchant me as before’, wrote Vincent in 1888. This is the heart of Van Gogh’s philosophy of life: nature is what links religion and people. In the cycle of sowing, reaping and harvesting, Vincent saw parallels with life and death.

The Sower, Vincent van Gogh (1888)

“La Reine de Saba” | Malika Mellal | toile de Hocine Ziani

Amour de Reine

Mon voyage vers toi , mon roi
Moi la grande reine de Saba
Simple femme devant toi
Mon cœur loin du tiens est aux abois

Je te porte myrrhe , encens et élixirs
Pour parfumer tes nuits de mille désirs
Caravanes pleines d’or et de trésors
Dignes d’un roi au palais d’or.

Oiseaux de paradis et génies
Offrandes au roi au bel esprit
Contes et légendes pour t’éblouir
J’aime éveiller les sens de mon Sire.

Étoffes précieuses des plus belles soies
Pour accueillir nos beaux émois
Des huiles rares et précieuses
Sercrets de caresses délicieuses.

Ma beauté digne des houris
Sera tienne toutes les nuits
Tes bras dont je me languis
Me font traverser tous ces pays.

Amour Royal et majestueux
Plaisirs infinis et savoureux
Lien fabuleux et mystérieux
Amour légendaire béni des cieux.

Deuxième version (Le roi Salomon)

Ma reine arrive

Elle arrive ma belle et sa caravelle
Bel ange descendu du ciel
Je ferai taire les langues infidèles
Qui doutent de sa beauté éternelle

Sur ce sol façonné tel un miroir
J’ai fondé tout mes espoirs
Démontrer à jamais , graver l’histoire
D’un reflet divin à ma gloire
Je les ferai tous choir.

Ma belle reine attendrie
Pardonne mon acte de duperie
N’y vois aucunes fourberies
Seul une preuve d’amour, un démenti

Ma reine d’amour aux feux ardents
Ils t’imaginent velues aux sabots d’argent
Ta crainte de tremper tes beaux habits
Te fera lever le bas de tes soies serties
Apparaîtra tes chevilles d’une peau éblouie.

Moi qui sait ton corps d’une beauté innouie
Je serai roi d’amour d’un cœur embelli
Pour ma maîtresse reine aux charmes de vie
Tu ensorceles mon âme et mon esprit
Je suis glorieux par ton corps soumis
À mes rêves d’amour infini.

Malika Mellal 03/04/2018
malika mellal@copyright

D’après la toile de Hocine Ziani ” La reine de Saba ”

O Monte Alentejano | Marta Algarvio

De traço alegre e seguro, as obras de Marta Algarvio esperam ser reconhecidas e expostas no Concelho, pelo que alertamos a Câmara Municipal de Viana do Alentejo para tal situação, lembrando o espaço agora vago no Castelo de Viana, na Biblioteca Municipal ou, numa das salas do Paço dos Henriques, na vila de Alcáçovas. A ideia aqui fica.

João Vieira 

Retirado do Facebook | Mural de João Vieira

Maria | by Jorge Alves

Nem sempre as coisas mais sofisticadas são as mais preciosas. Olhos que revelam a transparência da alma, a serenidade, uma pureza quase mística, não têm preço. Deixo-vos com aquele que, apesar de simples, é o meu trabalho preferido – “Maria”. Agradeço-vos a paciência por terem apreciado e criticado os trabalhos feitos nos últimos anos e que ao longo destes dias aqui apresentei. Mais haveria para mostrar, mas por agora fiquemo-nos por aqui. Não estão esquecidos os convites para realizar uma exposição. Virá a seu tempo. Até lá, acalentado pela força que muitos me deram, vou continuar a trabalhar nesta vertente. Prometo voltar ao assunto lá mais para o fim do ano. Mais uma vez obrigado a todos. Boa terça-feira.

Jorge Alves

Retirado do Facebook | Mural de Jorge Alves

“A rapariga de azul” | Johannes Vermeer

Sou absolutamente apaixonado pela escola seiscentista holandesa. Especialmente por Vermeer, cujo traço, jogo de cores e realismo me impressionam vivamente. Muito à frente do seu tempo, o mestre socorria-se de técnicas surpreendentes, inclusive de instrumentos ópticos para aperfeiçoar este ou aquele detalhe, que servia de ponto de gravidade para todo o quadro, envolto em luz e sombras. Surpreendentemente, ou talvez não, a sua extraordinária obra nunca foi reconhecida em vida. Vermeer, o anti-herói, morreu pobre, mas a sua obra perdurou. Deixo-vos hoje com uma singela homenagem a esse fantástico mestre – “A rapariga de azul”, lápis-aguarela sobre cartolina.

Jorge Alves

Retirado do Facebook | Mural de Jorge Alves