ZIPLINE MINDE | Polje de Minde | Minde merece um novo futuro

Zipline é uma atividade de turismo de natureza inovadora realizada com base numa descida gravitacional tipo slide num cabo suspenso entre dois pontos com desnível acentuado.

Permite o desfrutar de paisagens naturais em total conforto e segurança. Apesar de muito emotiva, é uma atividade tranquila, plena de energia positiva e com forte adesão social e turística.

Em Minde existem condições naturais propícias a esta atividade – do marco Geodésico até aos Alves Raposo (antiga fábrica).

+ investimento privado para Minde + economia ambiental em Minde + emprego qualificado em Minde + turismo de natureza em Minde.

UM DISCURSO COM ALMA SOBRE O ESTADO DA UNIÃO | de Ursula von der Leyen | Paulo Sande

“Se sembra impossibile allora si può fare”

Como todos os anos, ritual inaugurado pelo muito nosso (salvo seja) Durão Barroso, quando Presidente da mesma Comissão, Ursula von der Leyen, actual incumbente no cargo, pronunciou ontem, 15 de setembro, o seu discurso da União – em 2021, num ano ainda duro, dolorosamente presente, de futuro indecifrável, onde mora o medo mas também a coragem, o desânimo mas também a esperança.

Aqui ficam dez apontamentos sobre este discurso – um grito pela Alma da Europa.

1. A Europa, em tempo de pandemia, assegurou o acesso praticamente simultâneo de todos os países europeus à vacina. E foi a única região a partilhar metade das vacinas com o resto do Mundo (700 milhões de doses para os europeus, 700 milhões espalhadas pelo globo). E mais de 70% dos adultos europeus estão vacinados. E o projeto europeu HERA, num investimento de 50 mil milhões €, visa garantir que nenhum vírus transformará no futuro uma epidemia local numa pandemia global.

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Whisner Fraga: narrativas curtas e bem urdidas | por Adelto Gonçalves

                                                                          I

       Já conhecido nos meios literários mais refinados por seu estilo despojado e ousado, Whisner Fraga (1971) volta, em seu décimo-primeiro livro, às narrativas curtas, depois de experiências bem-sucedidas no gênero romance. O que devíamos ter feito (São Paulo, Editora Patuá, 2020) é essa obra constituída por 14 narrativas curtas, mas bem urdidas, todas com uma linguagem sensível e poética, em que uma personagem que não se identifica conversa, na maioria dos contos, com uma interlocutora chamada helena (assim mesmo sem maiúscula. Aliás, o autor, sem que se saiba a razão, decidiu proscrever a letra maiúscula de todos os textos deste seu livro).

            O conto que mais chama a atenção do leitor é exatamente aquele que abre e dá título ao livro, “o que devíamos ter feito”, em que um pai de família se dirige à mulher para tentar recuperar o tempo perdido e pesar se, com a filha doente, a menina bia, os passos que tinham dado teriam ou não contribuído para o desaparecimento prematuro dela. É com ela que divide o seu fluxo crítico e de consciência, como bem observa o escritor Ronaldo Cagiano no prefácio que escreveu para esta obra, para quem este conto faz recordar versos famosos de Manuel Bandeira (1886-1968), exatamente o poema “Pneumotórax”, em que o poeta rememora “a vida inteira que podia ter sido e que não foi”. Diz Cagiano: “O título do livro instiga-nos a um eterno questionamento sobre a transitoriedade e relatividade das coisas, um ponderar sobre o nosso (de)lugar num mundo coisificado, remetendo-nos ao antológico poema bandeiriano (…).

            Baseado talvez na convivência mais próxima que teve com o autor, com quem já dividiu a autoria de Moenda de silêncios: encontros & desencontros na metrópole (São Paulo, Dobra Editorial, 2021), prêmio Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo, “novela de formação e escrita a quatro mãos”, o prefaciador explica que “o ambiente narrativo desencadeado por Whisner Fraga transmuta-se num caleidoscópio de sutilezas estilísticas, em que muitas vezes prescinde da linearidade ou da coerência das histórias (pois onde há caos não há estabilidade formal, mas ruptura (…)”.

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Notas Soltas – junho/2021 | Carlos Esperança

Covid-19 – O êxito do plano de vacinação deve muito à competência, dedicação e zelo do almirante Gouveia e Melo cuja capacidade de organização mostrou o que o país tem perdido, nas últimas décadas, por desprezar as competências das suas Forças Armadas.

EUA – A extrema-direita americana, que hoje domina o Partido Republicano, ainda não digeriu a derrota de Trump, e insiste numa lei que dificulte o voto e impeça as minorias, já discriminadas, de se exprimirem nas urnas.

Israel – A insólita aliança de oito partidos para afastar o PM, Benjamin Netanyahu, acusado de corrupção e de destruir do Estado de direito, foi a única forma de o derrubar, mas é improvável a longevidade da coligação que inclui a esquerda pacifista e a direita ultranacionalista.

China – A repressão às manifestações no 32.º aniversário do massacre de Tiananmen é a face visível da ditadura, que ignora os compromissos assinados para a transição da soberania de Hong Kong e de Macau, respetivamente, com o Reino Unido e Portugal.

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O feriado do 10 de junho faz hoje 110 anos. Esta é a sua história | Maria Isabel João, historiadora | in Jornal Expresso 2017

As celebrações do 10 de Junho sobreviveram a três regimes políticos. Quase que poderemos dizer quatro, já que esta data — muito acarinhada pelos republicanos — foi evocada pela primeira vez em 1880, no reinado de D.Luís. Se quiser saber a história até aos nossos dias leia a entrevista com a investigadora Maria Isabel João

Um ano antes do golpe que instituiu a ditadura militar em 1926, a I República declarou que a “Festa de Portugal se celebrará no dia 10 de Junho de cada ano”. O Estado Novo manteve a data como Festa de Portugal, elevando-a à condição de feriado nacional em 1929.

O título de Dia de Portugal só surgiria décadas depois. E, apesar de ninguém saber se o poeta Luís Vaz de Camões morreu mesmo neste dia, a democracia continuou a celebrar o 10 de Junho como data da identidade nacional. Uma originalidade portuguesa que é praticamente “caso único” no mundo, segundo a professora Maria Isabel João, autora do livro “Memória e Império — Comemorações em Portugal (1880–1960)”. A historiadora lembra que a “maioria esmagadora dos países do mundo escolhe uma data que se relaciona com a fundação do Estado ou do regime político vigente”.

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PPUE 2021 | Presidência Portuguesa da União Europeia | por Francisco Seixas da Costa

Lá para as dez e tal da noite de um dia do primeiro semestre de 2000, durante a presidência portuguesa da União Europeia, em que tínhamos passado o dia dentro do edifício Justus Lipsius, em Bruxelas, em sucessivas reuniões de trabalho, de janelas fechadas, respirando ar “artificial”, desde as oito e tal da manhã, imensamente cansado, voltei-me para Jaime Gama, no carro de regresso ao hotel, e comentei: “O dia hoje correu muito bem!“.

Gama respondeu-me com uma pergunta e uma resposta: ”Sabe por que correu bem? Porque já andamos por aqui há muito tempo! Olhe à volta daquela mesa: com as sucessivas mudanças de governos, nós somos dos mais antigos. Conhecemo-los a todos, desde o pessoal do secretariado do Conselho até à gente da Comissão, sabem bem quem somos e como somos. Torna tudo mais fácil!”.

Era bem verdade! Pensei nisto, há pouco, ao olhar a ”coreografia” da presidência portuguesa da União Europeia, no Palácio de Cristal, no Porto.

A nossa equipa “política” está mais do que rodada: António Costa, que já foi vice-presidente do Parlamento Europeu, é dos mais “seniores” de entre os primeiros-ministros, o que é muito importante para quem vem de um país da nossa dimensão.

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O ABRAÇO DO PRIOLO | Almeida Maia

No primeiro dia, meti-me em frente à casa deles. Um telhado igual a barro verdoengo e bastante inclinado, com duas chaminés, janelas altas e madeiradas, tábuas brancas ao comprido e a porta azulada com o batente em ouro velho. Havia um alpendre à americana com cadeira de baloiço, um cepo a servir de mesa, vasos semeados de brincos-de-princesa e marias-sem-vergonha, quatro degraus e a relva. Verdecia em toda a volta.

Tive tempo de apreciar o grulhar do frondoso plátano, a maior ramagem que alguma vez permeei. O bafejo morno descia o tronco velho, ramificava-se e espraiava-se pelo tapete fino, fazendo-o dançar em tufos. Só soube que tinha esperado em demasia quando uma nuvem revelou o azul e o caracol terminou a volta por cima da vedação.

Com mais estilo do que Fred Allen, ele andava de bicicleta, contrariando todos os hábitos das proximidades — nunca vi outros estradistas por ali. Antes de guinar, fez a campainha chilrear tal qual um melro-d’água a cortejar num dia nublado. Depois, subiu a rampa e desmontou em movimento, com uma classe igual à dos filmes. Trajava um fato brunido à ministro e parecia perfumado com ambição, mais do que água no bico.

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Ernesto Rafael Guevara de la Serna

Ernesto Rafael Guevara de la Serna, mais conhecido como Che Guevara (Rosário14 de junho de 1928 — La Higuera9 de outubro de 1967),[a][3] foi um revolucionário marxista, médico, autor, guerrilheiro, diplomata e teórico militar argentino. Uma figura importante da Revolução Cubana, seu rosto estilizado tornou-se um símbolo contracultural de rebeldia e insígnia global na cultura popular.[4]

Quando ainda era um jovem estudante de medicina, viajou por toda a América do Sul e radicalizou suas posições após testemunhar a pobreza, a fome e as doenças que assolavam o continente.[5] Seu crescente desejo de ajudar a derrubar o que ele viu como resultado da exploração capitalista da América Latina levou ao seu envolvimento nas reformas sociais da Guatemala sob o presidente Jacobo Árbenz, cuja eventual derrubada assistida pela CIA a pedido da United Fruit Company solidificou a ideologia política de Guevara.[5] Mais tarde na Cidade do México, conheceu Raúl e Fidel Castro, juntou-se ao Movimento 26 de Julho e partiu para Cuba a bordo do iate Granma com a intenção de derrubar o ditador cubano Fulgencio Batista, apoiado pelos Estados Unidos.[6] Guevara logo ganhou destaque entre os insurgentes, foi promovido a segundo comandante e desempenhou um papel fundamental na vitoriosa guerrilha que, após dois anos, depôs o regime de Batista.[7]

Após a Revolução Cubana, desempenhou vários papéis-chave no novo governo, incluindo a revisão dos apelos e dos esquadrões de fuzilamento para os condenados como criminosos de guerra durante os tribunais revolucionários,[8] a instituição da reforma agrária como ministro das indústrias, a liderança exercida em uma campanha de alfabetização nacional bem-sucedida, serviu tanto como presidente do banco nacional e diretor de instrução das Forças Armadas de Cuba e atravessou o globo como diplomata em nome do socialismo cubano. Tais posições também lhe permitiram desempenhar um papel central no treinamento das forças da milícia que repeliu a invasão da Baía dos Porcos,[9] e levando mísseis balísticos soviéticos com armas nucleares para Cuba, o que precipitou a crise dos mísseis de 1962.[10][11] Além disso, foi um prolífico escritor e diarista, compondo um manual seminal sobre guerrilhas, junto com um livro de memórias best-seller sobre sua jornada de motocicleta pelo continente sul-americano. Suas experiências e estudos sobre o marxismo-leninismo levaram-no a afirmar que o subdesenvolvimento e dependência do Terceiro Mundo eram resultados intrínsecos do imperialismo, do neocolonialismo e do capitalismo monopolista, que só poderiam ser solucionados pelo internacionalismo proletário e a revolução mundial.[12][13] Ele deixou Cuba em 1965 para fomentar a revolução no exterior, primeiro sem sucesso no Congo-Kinshasa e depois na Bolívia, onde foi capturado por forças bolivianas assistidas pela CIA e sumariamente executado.[14]

Guevara continua a ser uma figura histórica venerada e desprezada, polarizada no imaginário coletivo em uma infinidade de biografias, memórias, ensaios, documentários, canções e filmes. Como resultado de seu martírio percebido, suas invocações poéticas para a luta de classes e seu desejo de criar a consciência de um “Novo Homem” impulsionada por incentivos morais e não materiais,[15] Guevara tornou-se um ícone por excelência de vários movimentos de esquerda. A revista Time nomeou-o uma das 100 pessoas mais influentes do século XX,[16] enquanto uma fotografia de Alberto Korda, intitulada Guerrillero Heroico, foi citada pela Maryland Institute of Art como “a mais famosa fotografia do mundo”.[17]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara

ERRADICAR O PORTUGUÊS: PONTO DA SITUAÇÃO | Autor desconhecido

Um texto de autor desconhecido que vale a pena partilhar:

ERRADICAR O PORTUGUÊS: PONTO DA SITUAÇÃO | retirado do Mural de José Silva Pinto

O português vem doutro tempo, quando se andava mais devagar e sonhava com outras coisas. Foi válido durante 800 anos, de Dom Dinis ao meu avô Grimanez. Mas, de repente, o mundo decidiu que já chega. 20 fev 2021, 00:0432

Não culparei o infame acordo ortográfico, nem o Instituto Camões, nem as telenovelas, nem os sucessivos governos, nem as pessoas com necessidades especiais que a televisão filantropicamente emprega na inserção de caracteres com vista à criação no indivíduo de um sentimento de dignidade e amor-próprio. Não culparei os professores, nem os alunos, nem os Brasileiros, nem os Portugueses, nem o fado, nem o kuduro, nem ao menos a quizomba, nem necessariamente a televisão, que é capaz de ainda morrer primeiro. O português está prestes a bater a bota pela mesma razão que todas as outras línguas que não o inglês estão prestes a bater a bota: a monocultura do sucesso.

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PRR | Plano de Recuperação e Resiliência | REPÚBLICA PORTUGUESA – XXII Governo

No final de 2017, Portugal iniciou a preparação de uma estratégia de médio-longo prazo, consubstanciada na Estratégia Portugal 2030. Em março de 2020, a pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2 veio tornar inevitável a revisitação dos trabalhos até então concluídos, com a necessidade de introdução de medidas mitigadoras de curto e médio prazo, visando a recuperação e a resiliência da economia e da sociedade.
Neste contexto, foi solicitado ao Professor António Costa Silva que promovesse a elaboração de uma “Visão estratégica para o plano de recuperação económica de Portugal 2020-2030”, a qual foi objeto de um amplo processo de auscultação pública da sociedade portuguesa, tendo merecido um vasto consenso no que respeita à generalidade das prioridades elencadas.
No início de 2021 , foi aprovada pelo Governo a Estratégia Portugal 2030 que, tendo beneficiado dos contributos recolhidos, constitui o referencial para a aplicação dos vários instrumentos de política a adotar no futuro próximo, dos quais se destacam o Quadro Financeiro Plurianual (Portugal 2030) e o Next Generation EU, instrumento europeu temporário – onde se inserem os Planos de Recuperação e Resiliência (PRR) nacionais – concebido para impulsionar a recuperação económica e social, tendo presentes os danos causados pela pandemia COVID-19.
Em termos globais, este será o maior pacote de medidas de estímulo alguma vez financiado pelo orçamento da União Europeia, num total de 1,8 biliões de euros, para ajudar a reconstruir a Europa no pós-COVID-19, criando uma Europa mais verde, mais digital e mais resiliente.
Portugal poderá aceder a um envelope financeiro sem precedentes em períodos idênticos, que atingirá os 50 mil milhões de euros (M€) em subvenções (a fundo perdido), a que poderão somar-se previsivelmente cerca de 14,2 M€ na modalidade de empréstimos.

https://www.consultalex.gov.pt/ConsultaPublica_Detail.aspx?Consulta_Id=183

Covid-19. Descoberta da vacina em tempo recorde tem “lógica científica, não é milagre” | Pedro Simas, virologista | in Jornal O Observador

GettyImages

O virologista Pedro Simas explicou “a combinação de três coisas” que permitiu chegar a vacinas contra o novo coronavírus, começando pelo atual “avanço tecnológico” e pelo conhecimento nos coronavírus.

O virologista Pedro Simas defendeu esta terça-feira a necessidade de transmitir que a descoberta de vacinas para a Covid-19 em tempo recorde não é algo precipitado para que as pessoas percebam a lógica científica e não as temam.

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POÈME | Samia Cherradi

Rechante-moi les rêves d’autrefois!

Et explique-moi à nouveau,

Où est passé le temps des rois,

Le temps des princes et des châteaux!

Pourquoi avons-nous tellement changé,

Et détruit nos anciens jouets?

Qu’il y avait-il de mal

A ne pas vouloir grandir?

Qu’il y avait-il de mal

A vouloir toujours sourire?

J’ai gardé au plus profond de moi

Mes doux secrets de petite-fille,

Mes chagrins, et mes émois,

Mais ma mémoire, aujourd’hui, vacille.

Pourquoi avons-nous tant changé,

Et gardé nos vieux regrets?

Qu’il y avait-il de mal

A ne pas vouloir souffrir?

Qu’il y avait-il de mal

A vouloir toujours réussir?

Qu’il y avait-il de mal

A juste vouloir vivre

Certamente | Paulo Querido

Quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Hoje: um diário muito mais político do que é habitual. Não te habitues: tenho dias.

Orçamento de Estado para 2021 aprovado por 3 votos
😂 Rui Rio
😕 Catarina Martins
😰 António Costa
😐 Inês Sousa Real
😞 Telmo Correia
🤥 André Ventura

Pontos breves:

O Bloco fez um arriscado investimento no chumbo do OE com a proposta do corte do Novo Banco. Vai pagar juros altíssimos, a começar já em Janeiro com o eleitorado a fugir de Marisa Matias para Ana Gomes e João Ferreira.

Rui Rio foi o espertalhufo da semana: não arriscou um cêntimo seu e palmou quase todo o lucro que a proposta do Bloco possa vir a render.

O PCP, o PEV e o PAN estiveram imperiais. Não apenas os seus eleitores mas os portugueses de uma forma geral devem-lhes uma palavra de agradecimento pela seriedade, pelo empenho e pelo esforço que colocaram neste Orçamento. Se o documento não ficou pior, muito se deve aos deputados destes três partidos. E se não temos o agravamento desnecessário da tensão política a semanas das presidenciais e da chefia portuguesa da União Europeia, a eles o devemos.

João Leão revelou-se frouxo e inábil. Ou vice-versa. Não me parece que António Costa e João Leão, ou vice-versa, possam invocar a COVID-19 para justificar o gelo fino em cima do qual o Governo vai entrar em 2021. Ou Costa está farto de ser PM, ou este é um desastre político difícil de explicar. E não é limpando as mãos ao Bloco nem dramatizando o golpe de mestre de Rio que o PS se safa.

Catarina Martins e Mariana Mortágua estão a lamber as feridas e a tirar os estilhaços da bomba explodida por Rui Rio. O Bloco perdeu espaço de manobra a troco de nada. Eu creio que foi premeditado o timing da jogada: dar um rebuçado à ala dura do Bloco enquanto se surge como oposição destemida a “este” PS e fazê-lo JÁ, a dois orçamentos de distância das próximas legislativas. Quer dizer: eu QUERO ter esta fé. Chama-me ingénuo se quiseres.

Leia aqui: https://paulo.querido.net/#diario

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Yuval Noah Harari | Sapiens, une brève histoire de l’humanité – Homo Deus, une brève histoire de l’avenir – 21 leçons pour le XXIe siècle | by Rania Hadjer

Je viens de finir la série de Yuval Noah Harari et je pense qu’elle doit faire partie du top 10 des livres à lire dans sa vie. Un rythme haletant et captivant autour d’un voyage en trois temps : passé, présent et futur.

– Dans « Sapiens, une brève histoire de l’humanité » l’auteur interroge de manière inédite le passé sur Comment notre espèce a-t-elle réussi à dominer la planète ? Pourquoi nos ancêtres ont-ils uni leurs forces pour créer villes et royaumes ? Comment en sommes-nous arrivés à créer les concepts de religion, de nation, de droits de l’homme ? À dépendre de l’argent, des livres et des lois ? À devenir esclaves de la bureaucratie, des horaires, de la consommation de masse ? Et à quoi ressemblera notre monde dans le millénaire à venir ?

– Homo Deus, une brève histoire de l’avenir nous dévoile ce que sera le monde d’aujourd’hui lorsque, à nos mythes collectifs tels que les dieux, l’argent, l’égalité et la liberté, s’allieront de nouvelles technologies démiurgiques. Et que les algorithmes, de plus en plus intelligents, pourront se passer de notre pouvoir de décision. Car, tandis que l’Homo Sapiens devient un Homo Deus, nous nous forgeons un nouveau destin : Que deviendront nos démocraties quand Google et Facebook connaîtront nos goûts et nos préférences politiques mieux que nous-mêmes ? Qu’adviendra-t-il de l’Etat providence lorsque nous, les humains, serons évincés du marché de l’emploi par des ordinateurs plus performants ? Quelle utilisation certaines religions feront-elles de la manipulation génétique ?

– Enfin, dans 21 leçons pour le XXIe siècle, Yuval Noah Harari décrypte le XXIe siècle sous tous ses aspects: politique, social, technologique, environnemental, religieux, existentiel…Avec l’intelligence, la perspicacité et la clarté qui ont fait le succès des deux premiers ouvrages, l’auteur répond à des questions centrales de notre siècle telles que : Pourquoi la démocratie libérale est-elle en crise ? Sommes-nous à l’aube d’une nouvelle guerre mondiale ? Que faire devant l’épidémie de « fake news » ? Quelle civilisation domine le monde ? Que pouvons-nous faire face au terrorisme ? Que devons-nous enseigner à nos enfants ?

Bref, un vrai coup de cœur que je vous conseille vivement.

Rien de mieux qu’un livre entre les mains mais pour ceux qui les veulent en version PDF je les ai, laissez moi vos adresses mails en commentaire ou en privé si vous les voulez en version électronique (gratuite)

Rania Hadjer (Facebook)

Papa cristão | Daniel Oliveira | in Jornal Expresso

Ao defender uma lei civil que enquadre as relações entre pessoas do mesmo sexo, o Papa Francisco não reconheceu ou aceitou o casamento. Mas deu mais um passo. E se este gesto pode não ser importante para o conjunto da comunidade, porque os Estados laicos não precisam de bênção papal para garantirem igualdade de direitos, é-o para milhões de católicos LGBT, que passam a sentir-se um pouco mais em casa na sua Igreja. Como mostrou com os divorciados, o Papa quer recuperar aqueles que a Igreja foi deixando pelo caminho e que já não aceitam a culpa dessa exclusão.

Quer impedir que a Igreja Católica se transforme num reduto de ultraconservadores, incapaz de lidar com a pluralidade dos seus fieis. Dirão que se adapta aos tempos modernos. É o contrário. Estes não são tempos de inclusão e pontes, são de polarização. O Papa Francisco tenta livrar a Igreja de uma guerra cultural que tem sido suicida para sectores políticos tradicionais e que a entregaria a nichos fanatizados. (…) Tenta colocar a Igreja num lugar mais próximo da radicalidade do cristianismo. (…)

Para os que se habituaram a ver a Igreja como um lugar de castigo, que usam o perdão como forma de agressão, que se armam com a religião para perseguir o que não compreendem, que vivem obcecados com o sexo consensual entre adultos mas fecharam os olhos ao abuso de menores, deve ser perturbante ter um Papa cristão.

GARRAS DOS SENTIDOS | Agustina Bessa Luís

Não quero cantar amores,
Amores são passos perdidos,
São frios raios solares,
Verdes garras dos sentidos.

São cavalos corredores
Com asas de ferro e chumbo,
Caídos nas águas fundas,
não quero cantar amores.

Paraísos proibidos,
Contentamentos injustos,
Feliz adversidade,
Amores são passos perdidos.

São demências dos olhares,
Alegre festa de pranto,
São furor obediente,
São frios raios solares.

Dá má sorte defendidos
Os homens de bom juízo
Têm nas mãos prodigiosas
Verdes garras dos sentidos.

Não quero cantar amores
Nem falar dos seus motivos.

Comunicado do Governo | Reunião de trabalho do Primeiro-Ministro com o Ministro de Estado e das Finanças | 2020-05-13 às 23h30

«O Primeiro-Ministro e o Ministro de Estado e das Finanças tiveram hoje uma reunião de trabalho, no quadro da preparação da próxima reunião do Eurogrupo, que terá lugar sexta-feira, e da definição o calendário de elaboração do Orçamento Suplementar que o Governo apresentará à Assembleia da República durante o mês de Junho.

Nesta reunião ficaram ainda esclarecidas as questões relativas à falha de informação atempada ao Primeiro-Ministro sobre a concretização do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução, que já estava previsto no Orçamento de Estado para 2020, que o Governo propôs e a Assembleia da República aprovou.
Ficou também confirmado que as contas do Novo Banco relativas ao exercício de 2019, para além da supervisão do Banco Central Europeu, foram ainda auditadas previamente à concessão deste empréstimo:
em primeiro lugar, pela Ernst & Young, auditora oficial do banco;
em segundo lugar, pela Comissão de Acompanhamento do mecanismo de capital contingente do Novo Banco, composta pelos Dr. José Bracinha Vieira e pelo Dr. José Rodrigues de Jesus;
e ainda pelo Agente Verificador designado pelo Fundo de Resolução, Oliver Wyman.

Este processo de apreciação das contas do exercício de 2019, não compromete a conclusão prevista para julho da auditoria em curso a cargo da Deloitte e relativa ao exercício de 2018, que foi determinada pelo Governo nos termos da Lei n.º 15/2019, de 12 de fevereiro.

O Primeiro-Ministro reafirma publicamente a sua confiança pessoal e política no Ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno

«O caminho de Cristo é a única coisa que torna possível a nossa sobrevivência» | Martin Scorsese | Andrea Monda In L’Osservatore Romano

Quando a 21 de outubro passado se voltaram a encontrar, Martin Scorsese e o papa Francisco retomaram uma conversa como a que podem ter dois velhos amigos que se entendem sem esforço, ainda que a última vez que se tinham encontrado ocorreu praticamente um ano antes, a 23 de outunro de 2018, em Roma, por ocasião do encontro de jovens e idosos com o papa da apresentação do livro “A sabedoria do tempo”. O papa, depois de lhe ter perguntado pela esposa, quis saber informações sobre o seu novo filme, “The irishman”, e o realizador italo-americano explicou que se trata de uma película sobre o tempo e a mortalidade, a amizade e a traição, o remorso e o arrependimento pelo passado.

Entre os dois começou um diálogo tão simples quanto profundo, que depressa aportou ao nome de Dostoiévski, comum paixão de ambos, que com os seus romances faz de pano de fundo à obra do cineasta de “Os cavaleiros do asfalto” e “Silêncio”. E é precisamente do grande escritor russo que pretendo partir para retomar aquela conversa, ligando-me a “The irishman” e ao protagonista, Frank Sheeran (interpretado magistralmente por Robert De Niro), que surge como o único sobrevivente que, por isso, pode e deve falar, o único vivo que manda «notícias de uma casa de mortos». Não por acaso para todos os outros personagens, que fugazmente comparecem em cena, uma referência detém a imagem e indica-nos a data e a maneira, sempre violenta, da morte. Frank está vivo e fala, melhor, confessa-se, olhando fixamente para a câmara, nosolhos do espetador.

Este é outro filme profundamente espiritual da carreira de Scorsese. De resto, na longa entrevista dada ao P. Antonio Spadaro, aquando do filme anterior, “Silêncio”; o realizador de Nova Iorque revelou ser «obcecado pela espiritualidade», ou seja, pela pergunta sobre o que somos nós, seres humanos. Questão que, segundo ele, obriga cada um de nós olhar-se de frente, próximo, a olhar o bem e o mal que há dentro de nós.

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A ÉTICA DE ESPINOSA (1632-1677)  Ramiro Marques 

A Vida
———
Baruch de Espinosa nasceu em Amesterdão, filho de pais judeus, oriundos de Espanha, que se mudaram para Portugal e daí para a Holanda, por causa das perseguições religiosas. Educado na comunidade hebraica de Amesterdão, começou por receber os ensinamentos tradicionais do talmudismo. O pai era um próspero negociante que via, com alguma desconfiança, a preferência que o filho dava aos estudos filosóficos e teológicos. Espinosa era um estudante notável que preferia passar o tempo na biblioteca da Sinagoga do que no escritório do pai. Começou por estudar a Bíblia e o Talmud, ainda muito jovem. Ainda adolescente, estudou as obras de Maimónides, Levi Bem Gerson, Ibn Ezra e Hesdai Crescas. Impressionou-o a identificação de Deus com o Cosmos, a eternidade do Mundo, e a ideia de que a matéria do Universo seria o corpo de Deus. Em Maiomónides, tomou contacto com a teoria averroístas da impessoalidade da alma e da unidade do intelecto. A leitura atenta de todos os grandes filósofos judaicos levou-o a descobrir contradições no Antigo Testamento e a duvidar da interpretação que dele fazia o judaísmo ortodoxo.

A sua curiosidade levou-o a aprender latim, com o mestre holandês, Van den Ende, de forma a poder ler os filósofos cristãos da Idade Média. Do encontro com o mestre Van den Ende resultou a grande paixão de Espinosa pela filha que, no entanto, não se sentiu atraída pela grandeza intelectual do filósofo. Apesar de não Ter sido capaz de atrair as atenções da jovem filha do seu mestre de latim, Espinosa ficou equipado para poder penetrar na leitura de Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro e Lucrécio. Foram, sobretudo, os filósofos atomistas, principalmente Demócrito, que conquistaram o seu coração. Mas a insaciável curiosidade de Espinosa não o fez ficar por aqui. Estudou os escolásticos, apreciou Giordano Bruno e fixou-se no seu contemporâneo Descartes. Em 1656 foi expulso da sinagoga de Amesterdão, acusado de blasfémia, após o que viveu em várias cidades holandesas, dedicando-se ao ofício de polidor de lentes. Sobre o episódio da excomunhão, Will Durant, na História da Filosofia, diz o seguinte: “Foram estes antecedentes mentais do jovem (nascera em 1632) cuja aparência tranquila dissimulava uma profunda agitação interior e que se viu intimidado a comparecer perante os velhos da sinagoga para se defender das heresias. Seria certo – perguntaram-lhe – que andava a propalar que o corpo de Deus era o mundo da matéria, que os anjos eram alucinações, que a alma não passava da vida e que o Velho testamento nada dizia sobre a imortalidade? Ignoramos a sua resposta.

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Diferenças de Opinião Sobre o Botão “Like” ou “Gosto”

Pequena pesquisa no goggle sobre o botão “like”

Deixo aqui algumas diferentes formas de abordar o problema. Conquanto podemos ver, basta fazer uma pesquisa no google sobre o assunto, para podermos verificar diferentes opiniões.

Ao mesmo tempo que uns promovem este tipo de mecanismos como uma virtude na internet, que podemos usar sem problemas; outros consideram os “likes” como “fakes” e problemáticos.

Se por um lado as redes sociais promovem a venda de “likes”, “reações” ou “partilhas”; se estas próprias empresas como o facebook ou o twitter dão o exemplo, porque é que o utilizador comum não pode comprar também, integrar o sistema e colaborar com ele, tirar proveito próprio do vício ou da virtude do sistema?

Muitos acabam por comprar as “interacções”, “gostos” e “comentários” para desenvolverem os seus projectos on-line. Mas depois… onde estão os comentários íntegros e verdadeiros, onde estão as interacções reais, e partilhas de opiniões convictas? Será que algo está errado numa página que só tem “reacções” e “gostos”? Ou será legítimo e são, ter uma quantidade de “likes” desproporcionada relativamente a uma “verdadeira” partilha de comentários?

Este artigo não tem a pretensão de esgotar o problema. No entanto tentámos numa rápida pesquisa no google, aflorar a questão tentando de alguma forma, dar algumas dicas sobre o assunto.

Algumas opiniões rígidas contra os “likes” e o sistema. Outras a favor. Aqui vão alguns artigos que aparecem nas primeiras páginas do google a falar sobre a questão:

 

Artigo no blogue: segredosdomundo.r7.com

neste artigo coloca-se a questão em termos do like ser fake ou não. Os exemplos que dão mostram-nos estratégias degradantes. Utilização de bots; criação de páginas fake; ou mesmo o exemplo de pessoas pagas (em regime de escravatura) para fazerem likes em páginas que pagaram pelo serviço.

 

Artigo no blogue: canaltech.com.br/

há uma diferença entre fazer “gosto” numa página, ou tomar partido dessa página. Coloca-se aqui uma questão do gosto ser ou não genuíno. Neste artigo, o autor coloca a questão em termos de engajamento. As empresas hoje em dia não querem apenas likes. De facto querem mesmo partidários da marca.

 

Artigo no blogue: gauchazh.clicrbs.com.br

um artigo que fala sob um ponto de vista psicológico. Somos considerados narcisistas se temos demasiados likes. Em contrapartida  há pesquisadores que defendem os likes. As redes sociais são sistemas de manutenção e reforço de laços sociais, que os não utilizadores perdem.

 

Artigo no blogue: updateordie.com

ainda um artigo que defende que o botão like deveria acabar. A superficialidade do like está a substituir conversas reais. Quando fazemos um like automático não exploramos todo o alcance do que que estamos a realizar.

Podemos estar a fazer um like em alguma coisa que na realidade nem sequer gostamos. Potênciamos as fake news. Tornamos a sociedade insensível e superficial .

Maria João Pires: “O estrelato é muito mais perigoso do que pensamos” | Entrevista de Diana Ferreira in Jornal “Público”

“Digo sempre que não tem mal pensar em ter trabalho e em ganhar a vida – é aliás muito saudável –, simplesmente que isso não seja primordial, porque o artista também tem uma missão que é importante ele saber separar da ambição material.” 27 de Janeiro de 2019

Para o grande público, Maria João Pires estará sempre numa grande carreira internacional ao piano, mas o instrumento não representa o centro da sua vida. A propósito do seu regresso a Portugal e do arranque do projecto do Centro de Artes de Belgais – que abriu portas em Dezembro passado, com um ciclo de concertos que se estende até Maio –, o PÚBLICO visitou a sua quinta, no distrito de Castelo Branco, e foi conhecer as intenções desta pianista, que é difícil separar da pedagoga e da cidadã activa com preocupações sociais.

O que a trouxe de volta a Belgais?
As saudades duma casa que construí durante 20 e tal anos. Percebi que não fazia sentido desligar-me dela completamente. Houve uma altura em que pensei nisso, mas não funcionou. Esperei uns anos, vivi sempre numa casa alugada, tive projectos em locais muito difíceis – dois coros infantis na Bélgica, em lugares sem acústica, sujos, com imensos problemas, em escolas que não facilitavam nada as coisas… Todas as pequenas contrariedades fizeram com que eu sentisse que um projecto como o que queria fazer necessitava de um espaço.

Mas Belgais é bastante diferente dos coros que tem na Bélgica, não é?
O meu objectivo com os coros, que integram crianças a partir dos cinco, seis anos, é encontrar o método certo para fazer com que a música influencie o seu crescimento e a forma como encaram a vida. É um trabalho sobre a resiliência da criança para, através da qualidade na forma de cantar e de ouvir, desenvolver a cooperação com os outros. Trata-se de crianças praticamente sem experiências musicais. Actualmente, temos sobretudo crianças de países africanos e, em grande maioria, muçulmanos, com um passado complicado, de guerra ou de outro tipo de abusos, algumas órfãs, ou que foram retiradas aos pais… Encontrar o melhor método tem-me levado muitos anos! Em Portugal tive uma boa experiência, graças a uma grande chefe de coro, que me deu um apoio extraordinário. Na Bélgica tenho um dos meus assistentes, o pianista Miloš Popović, que fez uma formação extraordinária neste anos. Com a mulher dele, cantora, formamos um grupo de três. Eu vou lá a cada dois meses, para supervisão. Sem um bom chefe de coro não se consegue.

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Putin praises ties with China in New Year greetings to world leaders

MOSCOW, RUSSIA – DECEMBER 20, 2018: Russia’s President Vladimir Putin gives an annual end-of-year news conference at Moscow’s World Trade Centre. Sergei Bobylev/TASS

MOSCOW, Dec. 30 — Russian President Vladimir Putin sent Christmas and New Year greetings to heads of state of dozens of countries and leaders of international organizations, the Kremlin said Sunday.

Putin wished Chinese President Xi Jinping good health, happiness and every success, and the Chinese people happiness and prosperity, according to the Kremlin’s press service.

He also praised the “comprehensive trust-based partnership and strategic interaction” between Russia and China as well as their positive cooperation, saying that effective joint work of the two sides will continue in the coming year.

In his greeting message to U.S. President Donald Trump, Putin underlined that Russia-U.S. relations is of great importance to ensuring global security and stability and reaffirmed Russia’s readiness to resume dialogue.

Putin hailed the “significant potential” of Russia’s relations with various countries including Japan, France and Germany, saying that Russia looks forward to continuing constructive dialogue with their leaders and promoting cooperation in various fields.

Meanwhile, Putin expressed confidence in his address to South Korean President Moon Jae-in that the two countries will have closer interaction to help consolidate peace and stability on the Korean Peninsula and Northeast Asia in general.

The Russian president also sent greetings to leaders of a number of international organizations including the United Nations, the International Monetary Fund (IMF) and the International Olympic Committee.

He expressed confidence that joint efforts will lead to further growth in various areas and better coordination of efforts on key issues on the regional and global agenda within the UN, BRICS, the Shanghai Cooperation Organization (SCO), the Group of 20 (G20) and other multilateral bodies.

http://www.chinadaily.com.cn/a/201812/30/WS5c28ea30a310d91214051cd9.html?fbclid=IwAR0k-3iuSbofrzDblQ2UYJDT4H8lM6JzGEZL6iQbtlqYsWEKvpZHC-ZLu2w

Rejeição (e atracção) | Tiago Salazar

Desde o primeiro instante, apesar de um encantamento, um déja-vu, uma atracção inexplicável, do calor de um beijo dado, e outro, chega o momento de ambos se despirem e nenhum está despido para além do corpo. Dentro do corpo de ambos há um nervoso miudinho, a incerteza do que é o outro, quem frequentou, quantos corpos conheceu, quem fodeu, amou ou fornicou. Prevalece a vontade nervosa de mostrar um à-vontade inexistente. Estão ambos em rejeição do que se chama entrega. Duvidam, no fundo, por medo. É o medo que leva à rejeição. Um quer quase sempre mais do que o outro, embora a retração de um leve à rejeição do outro. Pode haver a suspeita de um que o outro dorme ou fode com outro. Pode haver a ideia de que a entrega total não existe, por niilismo. Pode haver a descrença fruto de relações falhadas, ou, mais atrás, de uma falha uterina, uma carência desmedida. Começa então o vaivém, do querer e não querer, do ir e voltar. A mulher pode ser romântica mas no seu íntimo desconfia e só se entrega uma em mil vezes, para algures no encontro querer sair depressa dos braços do amado. Pode querer mais, porque há um réstia de esperança nas suas capacidades de amar, de querer amar, de querer ser amada. Nunca viveu a experiência de amar e ser amada. Ou uma, ou outra, a maior parte das vezes nenhuma, caindo nas suas próprias armadilhas de caçadora de emoções. É uma amazona, ele um predador. Ambos são frágeis nas suas capacidades de se deixarem apenas o privilégio de sentir. Ambos são casados com outros, e o facto de se terem descoberto e de tardarem a encerrar os seus relacionamentos torna-os mais receosos. Rejeitam-se a amar-se.

Tiago Salazar

Retirado do facebook | Mural de Tiago Salazar

O realismo mágico nos contos de Lourenço Cazarré | por Adelto Gonçalves

                                                           I

Após uma espera de mais de três décadas, estão de volta os contos de Enfeitiçados todos nós (Florianópolis, Editora Insular, 2018), livro do jornalista, contista e romancista Lourenço Cazarré (1953), lançado em 1984 pela Editora Melhoramentos, de São Paulo, depois que seu autor havia conquistado pela segunda vez o Prêmio Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, o mais importante concurso literário daquela época. Mais: esta segunda edição traz outros três contos, publicados pela primeira vez em 1986 em jornais e revistas, que, encorpados aos seis da edição original, constituem uma bela mostra do trabalho de Cazarré, um dos mais talentososeoriginais contistas de sua geração.

Como observa o experiente jornalista e escritor Geraldo Hasse no prólogo que escreveu para este livro, Cazarré não “inventa” personagens nem enredos – no máximo, glamouriza-os, ao humanizá-los, acrescente-se –, mas “apenas reprocessa histórias reais”. É o que se pode constatar no conto “O expedicionário” em que o autor coloca a personagem a falar na linguagem coloquial dos gaúchos para contar a sua própria história de soldado brasileiro na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), agora transformado num homem próximo aos 60 anos de idade, precocemente envelhecido, abandonado por todos e pela chamada pátria:

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3/8 | Breve História da Europa. Do Século XX aos nossos dias | Carlos Matos Gomes in “Medium”

Os impérios coloniais constituem um elemento central da História da Europa e atingiram o seu apogeu entre o final do século XIX, com a Conferência de Berlim, e o período entre as duas guerras mundiais. A causa da I Grande Guerra foi a luta pelo acesso às matérias-primas nas colónias e a derrota da Europa na II Guerra Mundial representou o fim dos impérios coloniais.

Os europeus, os movimentos sociais europeus, foram a carne para canhão neste processo.

III — Os impérios coloniais no centro da História da Europa no Século XX

O primeiro capítulo da Breve História da Europa, de Raquel Varela, tem por título: “ A GUERRA DAS GUERRAS, A REVOLUÇÃO DAS REVOLUÇÕES, 1917. Excelente título. A história da Europa do Século XX começa nos impérios coloniais e no fenómeno que dele decorreu, o colonialismo. Quase poderíamos afirmar que a História da Europa acaba com eles, mas não há um fim da História.

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Revista Actual | Agricultura e Mar

A revista Agricultura e Mar é uma publicação digital semanal de informação dirigida aos profissionais do mundo rural e da economia do mar, mas também orientada para a divulgação de toda a actualidade política, económica e cultural.

O objectivo é dar a conhecer a inovação tecnológica e científica, os novos apoios comunitários e nacionais aos sectores agrícolas e do mar e toda a indústria com eles relacionados. Temas como os das soluções energéticas, sistemas de rega, nova maquinaria e aquacultura, mas também todos os eventos relacionados com a terra e o mar, como as feiras agrícolas e os desportos náuticos serão abordados semanalmente. E também a análise da evolução do preço dos produtos agrícolas, do gado, do valor dos terrenos agrícolas e do pescado.

Assim, e de forma a alargar os horizontes por ambas as partes, Associação Portuguesa de Biodiversidade e Cinegética e a revista Agricultura e Mar Actual tornam-se parceiros.

Acompanhem o facebook e o web site da revista em: www.agriculturaemar.com

Depois do terceiro assalto, o taxista comprou uma arma | Mauro Castro

Depois do terceiro assalto, o taxista comprou uma arma. Sua mulher entrou em pânico. O marido sempre foi um homem pacato, pai zeloso, temente a Deus, nunca se meteu em confusão. Mas a arma foi comprada, um 38 engasgado com seis balas tornou-se parte do assento do motorista, sob o estofamento, camuflado, invisível, mas à mão. Ninguém nunca soube da arma além da esposa, o taxista não era homem de contar vantagem, gargantear, ele mesmo procurava esquecer o revólver, nunca tirou-o do lugar onde foi colocado, não manuseava a arma, tinha uma espécie de respeito, repulsa, quase nojo, nunca deixou que outro sentasse ao volante, o banco daquele táxi guardava o seu segredo.

O homem anunciou o assalto já espetando uma faca na carne do taxista, penetrando alguns milímetros, pra não deixar dúvida, descarga de adrenalina, berreiro no ouvido, vou te matar filho da puta, escuridão, periferia, toca sem olhar pra mim, aperta a faca, o aço na costela, o medo no osso, entra no beco, sem saída, passa a grana, passa tudo, quero dinheiro, miserável, carteira com a grana, tudo, pode pegar, te mato, mãos no volante mané, passa o celular, não tenho, não uso telefone, tem mais dinheiro aqui, a mensalidade da escola, no porta-luvas, otário, perdeu, pega tudo, leva, gritaria no meio da noite, cachorro latindo, o beco deserto, chão batido, longe de tudo, de socorro, o bandido saíndo, ainda gritando, jurando de morte, o dinheiro, a mensalidade da creche no bolso do vagabundo, a mão do taxista sob o banco, achando a coronha da arma, empoeirada, áspera, anatômica, o bandido correndo em direção ao mato, a escuridão, o primeiro disparado, o segundo, o vagabundo caindo, levantando em direção ao mato, mais um tiro, outro, só a escuridão, cachorrada latindo, mais um tiro, o bandido sumido, flashes de fogo, estampidos, o gatilho sendo apertado a esmo, até não surtir mais efeito, o cheiro de pólvora na noite, a arma quente, descarregada, silêncio, nada de bandido, nem mais os cachorros, nada, a escuridão abafando tudo naquele beco sem saída, o vazio, a arma jogada no arroio, o taxímetro desligado, o rádio desligado, a mente quieta, o caminho de casa, o banho mais demorado, o sono, silêncio.

Esquecido em um quarto de paredes nuas, janela para um muro, tudo foi a tanto tempo, quando tinha táxi, quando tinha colegas, quando tinha uma esposa, retalhos das lembranças mais antigas, as que sobraram, que o Alzheimer não lhe arrancou por completo. Nem mesmo a enfermeira que lhe trocou a última fralda ele lembra. Certo apenas as cruzadinhas, Coquetel, que alguém lhe traz uma vez por mês, quando vem pagar o asilo, o filho, o neto, foi tudo a tanto tempo, não reconhece mais ninguém. Palavras cruzadas, apenas as cruzadinhas.

Quem tira a vida de outro, horizontal, nove letras: assassino.

Mauro Castro

La Femme Algérienne | Leila Tilmatine

Si je dis oui, je suis une pute
Si je dis non, je suis une frigide
Si je dis je ne sais pas, je suis une hystérique
Si je ne dis rien, je fais l’idiote pour passer du bon temps
Si je tombe amoureuse, je suis une pauvre naïve
Si je ne tombe pas amoureuse, je suis une connasse froide
Si je sors avec une seule personne, je suis une conne
Si je sors avec plusieurs personnes, je suis une salope
Si je regarde les hommes, une chaudasse
Si je ne les regarde pas, je dois être lesbienne
Si je parle trop, on ne m’écoute pas
Si je ne parle pas, c’est parce que je n’ai aucune idée de rien
Si je ne sors pas, je suis ennuyeuse
Si je sors trop, je suis une fêtarde
Si je dis la vérité, on ne me croit pas
Si je mens, je suis comme toutes les autres
Si je parle de sexe, je suis insatiable
Si je n’en parle pas, c’est qu’on ne m’a pas baisé comme il faut
Si je suis intelligente, je fais peur
Si je suis bête, je ne sers à rien
Si je n’appelle pas, on me réclame
Si j’appelle, on ne me répond pas
Si je suis sérieuse, je suis aigrie
Si je souris, je suis facile
Si je veux qu’on soit amis, l’amitié entre les deux sexes n’existe pas
Si je veux plus qu’une amitié, c’est que je n’ai rien compris
Si je ne joue pas les allumeuses, je fais ma sainte ni touche
Si je ne le fais pas, je suis peu féminine
Si je suis bonne au lit, c’est que je m’en suis levée plusieurs
Si je suis tranquille, ce que j’ai pas été assez baisée
Si je veux me marie, je suis restée à une autre époque
Si je ne veux pas me marier, je fais ma libérale
Si je suis dépendante, je n’ai pas de personnalité
Si je suis indépendante, je suis prête à marcher sur les autres
Si je drague quelqu’un, je suis une mangeuse d’homme
Si je ne le fais pas, je suis une momie
Si je suis avec un vieux, j’en veux à son argent
Si je suis avec un petit jeune, c’est parce que je peux le dominer
Si je m’habille bien, c’est que je veux chauffer tout le monde
Si je suis habillée simplement, surement qu’un peu plus arrangée je serais bonne
Si je suis jolie, je suis surement creuse
Si je suis moche, on ne me calcule pas
Et tu sais quoi ? Les gens diront toujours quelque chose parce qu’ils doivent justifier leur lâcheté et leur insécurité

Leila Tilmatine 

Retirado do Facebook |  Mural de Leila Tilmatine 

Cláudio Torres: “D. Afonso Henriques não conquistou Lisboa aos mouros, foi aos cristãos”

O arqueólogo, especialista em cultura islâmica, desfaz vários mitos da História. Defende que não houve invasões muçulmanas em massa na Pensínsula Ibérica.

Cláudio Torres olha para o buraco no tecto, por onde entra a pouca luz do sol de Inverno, e exclama: “Foi aqui que tudo começou”. O “aqui” é a cisterna medieval, junto ao castelo de Mértola.

“Quando cá vim pela primeira vez, em 1976, trazido pelo presidente da Câmara, o Serrão Martins, meu aluno de História na Faculdade de Letras de Lisboa, havia uma grande figueira junto a este buraco. Espreitei lá para dentro, aquilo estava cheio de lixo, e logo na altura apanhei vários cacos de cerâmica islâmica”.

Sentado no que resta das paredes de uma casa com 900 anos, Cláudio Torres aponta para o terreiro junto ao castelo: “Os miúdos costumavam vir para aqui brincar. Havia hortas, assavam-se galinhas, namorava-se às escondidas. Em 40 anos, mudámos isto: já desenterrámos o bairro almóada do século XII, o baptistério do século VI e o palácio episcopal. Se continuarmos a escavar, vamos encontrar o fórum romano”.

Hoje com 78 anos, Cláudio Torres anda a escavar Mértola desde 1976. O arqueólogo instalou-se em definitivo com a mulher e as filhas na vila alentejana em 1985. Fundador e director do Campo Arqueológico de Mértola (trabalho que lhe valeu, em 1991, o Prémio Pessoa), é um dos mais conceituados investigadores da civilização islâmica no Mediterrâneo.

Em entrevista à SÁBADO, a propósito da edição 711 (o ano, segundo a História, que marca o início do domínio islâmico na Península Ibérica), o arqueólogo aproveita para desfazer vários mitos das invasões muçulmanas e da reconquista.

Com tantas e tão interessantes informações, decidimos dividir a entrevista em três partes, a publicar hoje e nos próximos dois dias. Na primeira, o arqueólogo aborda o que aconteceu realmente em batalhas como Covadonga e Poitiers (tidas como decisivas para travar o avanço muçulmano), assim como as conquistas de Coimbra e de Lisboa.

Na segunda parte, Cláudio Torres explica como era o actual território português em 711, fala da corrida ao ouro em Mértola e do grande contraste entre as gigantescas e opulentas cidades do sul e as urbes miseráveis como Paris e Londres, feitas de casas de madeira e ruas de lama.

Por fim, o arqueólogo aborda o seu percurso pessoal, as aventuras políticas no PCP, as prisões pela PIDE, a fuga de Portugal para Marrocos num barco a motor, o exílio na Roménia e em Budapeste e ainda o que Portugal poderá fazer para combater os radicais islâmicos do Daesh.

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Gonçalo M. Tavares | UN PAYS AGRÉABLE

C’était un pays très agréable à vivre, mais les gens étaient tellement paresseux que, lorsque le président leur ordonna de défendre les frontières, ils ne firent rien d’autre que bâiller. Ils furent envahis.
A leur tour, les envahisseurs commencèrent à devenir paresseux et, un jour, lorsque le nouveau président ordonna que les hommes aillent défendre les frontières, tous se mirent à bâiller. Ils furent eux aussi envahis.
Une fois encore, les envahisseurs devinrent rapidement paresseux et, lorsque pour la troisième fois un nouveau président ordonna que les hommes aillent assurer la défense des frontières, tous se mirent à bâiller. Une fois de plus, ils furent envahis. Le pays était de plus en plus peuplé.
Ce phénomène se répéta jusqu’à ce que tous les peuples – même ceux venus de l’autre bout de la terre – aient envahi ce pays, avant d’être envahis à leur tour. Il ne restait plus personne nulle part : tout le monde se pressait dans ce pays agréable.
C’est alors que le nouveau président résolu d’ordonner l’invasion du reste du monde : puisqu’il était complètement vide, le monde était donc à sa merci. Cependant, tous les hommes se mirent à bâiller.
Alors le président (sans rien remarquer) s’avança, seul.

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Gonçalo M. Tavares (Autor)
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UM PAÍS AGRADÁVEL

Era um país muito agradável para viver, mas as pessoas eram tão preguiçosas que, quando o presidente ordenou que defendessem as fronteiras, eles não faziam nada além de bocejar. Eles foram invadidos.
Por sua vez, os invasores começaram a tornar-se preguiçosos, e um dia, quando o novo presidente ordenou que os homens fossem e defendessem as fronteiras, todos começaram a bocejar. Eles também foram invadidos.
Mais uma vez, os invasores rapidamente tornaram-se preguiçosos e, quando, pela terceira vez, um novo presidente ordenou que os homens fossem à defesa das fronteiras, todos começaram a bocejar. Mais uma vez, eles foram invadidos. O país estava cada vez mais povoado.
Este fenômeno foi repetido até que todos os povos – mesmo aqueles do outro lado da terra – invadiram este país, antes de serem invadidos por sua vez. Não havia ninguém em qualquer lugar: todos estavam apressando-se para este país agradável.
Foi então que o novo presidente resolveu ordenar a invasão do resto do mundo: uma vez que estava completamente vazio, o mundo estava, portanto, à sua mercê. No entanto, todos os homens começaram a bocejar.
Então, o presidente (sem nada perceber) avançou sozinho.

¿Quién decidió la expulsión de los moriscos, los refugiados del siglo XVII?

«La expulsión de los moriscos (1894)», de Gabriel Puig Roda.

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La expulsión de los cerca de 300.000 moriscos que habitaban en la Península Ibérica fue un duro golpe para muchas regiones españolas. Tal día como hoy de 1609 Felipe III firmó el decreto final

En tiempos de Felipe II, el Papa definió Granada como «la diócesis menos cristiana de toda la Cristiandad». La numerosa población musulmana y su negativa a bautizarse de forma sincera devino en la Guerra de las Alpujarras. La victoria cristiana, en 1571, trajo consigo la deportación general de los 80.000 moriscos granadinos hacia otros lugares de la Corona de Castilla, especialmente hacía Andalucía Occidental y las dos Castillas.La deportación solo era el principio de una tragedia todavía mayor.

LER TEXTO COMPLETO AQUI: ABC História

FIFA Nostra, de Luís Aguilar

Fifa NostraEm vésperas de eleições da FIFA, agendadas para o dia 26 de fevereiro e altura em que se vai ficar a conhecer o sucessor de Joseph Blatter, chega às livrarias portuguesas FIFA Nostra, o novo livro do jornalista Luís Aguilar.

Este livro, que está disponível nas livrarias a partir de 19 de fevereiro, faz uma viagem impressionante pelo submundo da corrupção e dos milhões que fizeram estalar o escândalo na FIFA. «O princípio do fim acontece às seis da manhã de 27 de maio. Este é o dia em que a FIFA começa a mudar. Este é o dia em que alguns dirigentes do organismo são acordados pela polícia», recorda Luís Aguilar no seu livro, no qual traça um perfil dos dirigentes, ex-dirigentes e parceiros da FIFA acusados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares.

Mas FIFA Nostra vai mais além. Descortina as manobras de bastidores no seio daquela organização, que o próprio Blatter apelidou de «família do futebol», levando às comparações com a máfia italiana com ramificações mundiais conhecida como Cosa Nostra. O antigo assessor de Blatter, Guido Tognoni, chegou a afirmar que «a FIFA trabalha como uma pequena máfia em que todos os problemas são resolvidos dentro da família».

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RÓMULO DE CARVALHO / ANTÓNIO GEDEÃO por Cristina Carvalho

Romulo de CarvalhoRómulo de Carvalho / António Gedeão nasceu a 24 de Novembro de 1906.

Também se comemora hoje, 24 de Novembro, o DIA NACIONAL DA CULTURA CIENTÍFICA instituído em 1996 em sua homenagem, pelo Ministério da Ciência e da Educação.

Quase todo o espólio da sua vastíssima obra pode ser consultado pelo público em geral na Biblioteca Nacional de Portugal em Lisboa.

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Cinco novelas e algumas surpresas | Adelto Gonçalves

PENTAGRAMA - CAPA -C CAPAI

Com uma linguagem realista que descreve sem nenhum disfarce não só o mundo cão das favelas cariocas como as histórias de algumas das muitas vidas desfeitas pelo turbilhão produzido pela intervenção militar na vida constitucional do País em 1964, Helio Brasil contempla o leitor em Pentagrama acidental (Rio de Janeiro, Ponteio, 2014) com cinco novelas bem estruturadas e arquitetadas, não fosse ele um experiente arquiteto e urbanista, além de professor universitário com vasto currículo e experiência.

No posfácio que escreveu para este livro, o também professor Ivan Cavalcanti Proença, mestre e doutor em Literatura Brasileira, autor de obras clássicas como A ideologia do cordel, Futebol e palavra e O poeta do eu, este último sobre o poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), diz que Helio Brasil é, hoje, um dos mais importantes ficcionistas brasileiros, embora não seja dado a procurar a divulgação de seu trabalho na mídia nem frequentar a roda-viva oficial dos intelectuais.

“Seus livros, inclusive o artesanal texto-memória, recente, sobre a infância em São Cristóvão, constituem prova de seriedade intelectual, competência e extrema lucidez na seleção de temas que compõem sua obra”, diz.

Proença aponta a novela “Corte e costura” como o carro-chefe do volume, incluindo-a entre os textos mais significativos da contemporânea ficção brasileira. De fato, poucos ficcionistas hoje no Brasil teriam tanta habilidade verbal e gênio para produzir uma narrativa tão realista como esta, sem perder o compromisso com o fazer literário, tornando os seus personagens figuras inesquecíveis para o leitor.

A novela conta a história de um casal separado pelas consequências nefastas do golpe militar, que tanta infelicidade trouxe para muitas famílias brasileiras. Loreta, 20 anos, dona de casa que fazia da atividade como costureira um meio para reforçar o orçamento doméstico, vivia no Rio de Janeiro com Erasmo, jovem professor universitário, que, de repente, envolvido nas malhas do movimento de resistência pelas armas ao regime militar (1964-1985).

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A Nave dos Loucos | Ana Cristina Leonardo

nave dos loucosA Europa anda atarantada. Como na “Viagem ao Centro da Terra” de Verne, a temperatura aumenta e bússola está completamente enlouquecida. Os ventos sopram fora de controle. De norte a sul, de este a oeste, as opiniões saltitam entre a compaixão e a repulsa, o medo e o remorso. Viktor Orbán, o húngaro musculado com lugar em Bruxelas, não tem dúvidas. “Estão a invadir-nos. Não estão apenas a bater à porta, estão a deitar a porta abaixo. A Hungria e toda a Europa estão em perigo.” A estas palavras, Giovanni Drago, o herói de “O Deserto dos Tártaros”, esse maravilhoso romance de Dino Buzzati, teria decerto despertado da sua letargia, o inimigo finalmente chegado à Fortaleza. Algo de semelhante se diga para Aldo, o jovem aristocrata de Orsenna que parte para o mar das Sirtes, destacado para a fronteira que separa Orsenna do Farguestão, Estados rivais marcados por uma guerra surda de três séculos que ele irá de novo despertar, segundo se conta nesse livro parente da obra de Buzzati, “A Costa das Sirtes”, de Julien Gracq. E poder-se-ia acrescentar Ivo Andrié, o Nobel bósnio que nos faz regressar ao século XVI, aos Balcãs, aí onde o grão-vizir Mehmet – Paxá decide erigir uma ponte sobre o rio Drina que liga até hoje as duas margens, ponto de partida do épico do mesmo nome (“A Ponte Sobre o Drina”).

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A trajetória do jornalista mais premiado do Brasil | Adelto Gonçalves

CapaZeHamilton

I

Poucos jornalistas são tão populares como José Hamilton Ribeiro (1935), já que há três décadas é visto pelo menos todas as manhãs de domingo às voltas com reportagens no programa Globo Rural, da TV Globo. Mas é ao mesmo tempo não só o jornalista brasileiro que mais Prêmios Esso acumulou, sete ao todo, como uma unanimidade entre os seus colegas, que o consideram uma referência profissional e um exemplo de ética na carreira e na vida particular.

Conhecer melhor essa trajetória é a oportunidade que oferece o livro O jornalista mais premiado do Brasil: a vida e as histórias do repórter José Hamilton Ribeiro (Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba-SP/Eko Gráfica, 2015), de Arnon Gomes, com prefácio de Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S. Paulo. Inicialmente trabalho de conclusão de curso (TCC) em Jornalismo apresentado à Universidade Santa Cecília (Unisanta), de Santos-SP, em 2004, este livro foi reescrito pelo menos duas vezes por seu autor, o que demonstra a sua preocupação com o estilo e a apuração da informação.

II

Mestre consumado da reportagem, que influenciou gerações de profissionais com textos que marcaram época, como aqueles produzidos para a revista Realidade como correspondente na Guerra do Vietnã (1965-1975), da qual saiu mutilado, ao pisar numa mina, José Hamilton Ribeiro está em atividade desde a década de 1950, quando deixou Santa Rosa do Viterbo, cidade do Interior paulista, na região de Ribeirão Preto, perto da divisa com Minas Gerais, para estudar Jornalismo em
São Paulo na Faculdade Cásper Líbero, inaugurada em 1947 e até então a única do gênero no País. Ainda estudante, começou a trabalhar na Rádio Bandeirantes escrevendo notícias para leitura por um locutor durante a madrugada.

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Manoel Oliveira – por António Ribeiro

Manoel de OliveiraLá se foi o Manoel de Oliveira, quase trinta anos depois do que seria “normal”. Talvez com ele tenha partido o melhor do que o Porto é: rude e genuíno, sofisticado mas popular. Um aristocrata do pé descalço e dos grandes salões, um Homem da melhor cepa que Portugal cultivou.
Inclino-me perante esta figura que partiu serenamente, que além de tudo o mais fez o que gostava e viveu tão intensamente quanto amava.
Não serei o especialista mais adequado para analisar a sua obra e os vários mundos em que viveu. Que aliás me marcaram muito. Mas foi sempre acima dos outros, em cada uma das suas épocas, em cada momento da sua longuíssima vida. Até ao fim.
Paz à sua alma, que mereceu bem a tranquilidade com que partiu, em contraste com os horizontes estéticos que se atreveu a romper e que retratou como ninguém. Apenas Manoel, mas tão grande!

António Ribeiro, jornalista (retirado do Facebook)

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Filipe Morato Gomes – Cronista de Viagens

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Filipe Morato Gomes define-se como uma espécie de viajante profissional.

Tenho, atualmente, 43 anos e muita experiência de viagem acumulada. Já dei duas voltas ao mundo, estive em quase 100 países e estou certo de que essa experiência pode ser útil para os que, como tu, querem também descobrir o mundo. Estejas a dar os primeiros passos ou a desbravar novas e mais desafiantes geografias.
Quero, especialmente, inspirar-te.

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Das Letras

Das-Culturas-Casa-AzulO PNet Literatura deu lugar ao Das Letras

A minha primeira colaboração no novo sítio dedicado às literaturas.

A escrita da Claudia Clemente tem essa plenitude de quem pode correr todos os riscos e lançar-se em estruturas narrativas complexas. De quem sabe que o ritmo de um texto não depende da cronologia dos acontecimentos. Conquistar o leitor com temas por demais batidos – como a própria autora reconhece ao invocar Eça de Queiroz-, e fazê-lo com uma elegância e um nível de dissimulação que tudo transforma numa nova história, preso que ficamos à sua forma inovadora de a contar. Não é possível não se render a esta escrita.

Entrem no Das Letras e sintam-se em casa.

LIÇÃO DE CAVALARIA

Dom Quixote visita propriedade de Vincent van Gogh — Colagem de Vicente Freitas

Dom Quixote visita propriedade de Vincent van Gogh — Colagem de Vicente Freitas

Amigo Francisco: Lendo seu monólogo, ou melhor, seu diálogo consigo mesmo, sobre lição de cavalaria, me senti, de repente, encantado, ou seja, de início, achei mesmo que eu não passava de um cavalo, depois estive meditando, e, como cavalo não medita, acho, cheguei à conclusão que sou, no mínimo, um centauro; afinal, todos nós temos um pouco de centauro, não é mesmo?

E já que estamos comemorando os quatrocentos anos do D. Quixote. E como D. Quixote é, na verdade, um centauro, pois não existe D. Quixote sem parte de homem e parte de cavalo, assim como não existe D. Quixote sem Sancho Pança. Mas antes da personagem genial de Cervantes vamos matutar um pouco sobre os centauros…

Na mitologia grega, eram eles a personificação das forças naturais. Centauro era um animal fabuloso que habitava as planícies da Arcádia e da Tessália. Seu mito foi, possivelmente, inspirado nas tribos semi-selvagens das zonas agrestes da Grécia. Segundo a lenda, era filho de Ixíon e de Nefele, deusa das nuvens, ou então de Apolo e Hebe. A estória mitológica dos centauros está quase sempre associada a episódios de barbárie. Convidados para o casamento de Pirito, rei dos lápitas, os centauros, enlouquecidos pelo vinho, tentaram raptar a noiva, desencadeando-se ali uma terrível batalha. O episódio está retratado nos frisos do Partenon e foi um motivo freqüente nas obras de arte pagãs e renascentistas. Os centauros também teriam lutado contra Hércules que os teria expulsado do cabo Mália. Contudo, nem todos os centauros apareciam caracterizados como selvagens. Um deles, Quirão, foi instrutor e professor de Aquiles, Heráclito, Jasão e outros heróis, entre os quais Esculápio. Entretanto, enquanto grupo, foram eles notórias personificações da violência, como se vê em Sófocles. Continuar a ler

Viajar en el tiempo se convierte en una realidad?

Investigadores de Australia declaran que los fotones pueden moverse a través del tiempo. Físicos simulan el envío de partículas de luz cuántica al pasado por primera vez en la historia.
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Un grupo de investigadores de la Universidad de Queensland, en Australia, simularon cómo dos fotones viajando en el tiempo interactúan, lo que sugiere que podría ser posible saltar a través del tiempo al menos a nivel cuántico, informa ‘DailyMail’.

El estudio, dirigido por el estudiante de doctorado Martin Ringbauer, utilizó fotones, partículas individuales de luz, para simular las partículas cuánticas que viajan a través del tiempo. En la simulación, el equipo de investigación examinó dos posibles resultados de un experimento con un fotón viajando en el tiempo.

El ‘fotón uno’ viajaría a través de un agujero de gusano (también conocido como puente de Einstein-Rosen) hacia el pasado e interactuaría con su versión anterior. El ‘fotón dos’ viaja a través del espacio-tiempo normal, pero interactúa con un fotón que se ha quedado atascado en un bucle de tiempo de un agujero de gusano, conocido como curva cerrada de tipo tiempo.

La simulación del comportamiento del ‘fotón dos’ permitió investigar el comportamiento del ‘fotón uno’ y los resultados revelaron que el viaje en el tiempo podría ser posible en un nivel cuántico.

Sin embargo, se desconoce si esta misma simulación podría demostrar la posibilidad de viajar en el tiempo de partículas más grandes o grupos de partículas como átomos, indica la revista científica ‘The Speaker’.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/ciencias/view/131909-viaje-tiempo-realidad

O Essencial dos Mundiais Para Ler em 90 Minutos

O Essencial dos Mundiais para Ler em 90 Minutos

«É de Jorge Valdano a frase que resume melhor aquilo de que se fala quando se fala de campeonato do mundo de futebol: “Bem-vindos ao mês em que todos os dias são domingo.”

…É fácil passar-se em cinco segundos da Itália fascista de 1934 à Coreia febril de 2002, usando como ponte apenas o nome do equatoriano Byron Moreno. Tão fácil como percorrer nas oito letras da palavra Gaetjens a distância que separa o Haiti de Belo Horizonte. Ou como gastar uma hora de debate animado a dissecar os 12 segundos com que Maradona arrasou o Império Britânico.

Todos estes seriam rumos possíveis para 90 minutos de conversa. Ou para um livro que pretende apresentar-lhe nessa hora e meia (mais descontos…) os nomes e momentos essenciais de uma história actualizada de quatro em quatro anos mas reescrita a cada frase começada por “lembram-se daquele golo/falhanço/roubo/gajo?” Mas escolhemos outro caminho. Um que começa e acaba no melhor golo de sempre, sendo estes dois golos tão diferentes como a água e a cerveja.»

Festival Literário de Chambéry

affiche_ED27A Cristina Drios está de malas aviadas para participar na 27.ª edição do Festival do Primeiro Romance de Chambéry, depois de o romance «Os Olhos de Tirésias» ter sido o vencedor da selecção portuguesa, feita pelos grupos de leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras. É com muito orgulho e emoção que os restantes marujos do Colectivo NAU dizem “bon voyage, Cristina!” E ficamos todos à espera do relato dessa merecida e certamente inesquecível experiência.

Saiba mais sobre o Cole©tivo NAU.

A Cristina Drios nasceu em Lisboa, em Maio de 1969, e vive em Lisboa.

perfil_cristina-drios2E entre Lisboa e Lisboa, a Índia do seu primeiro livro (de contos), a Birmânia, o Japão, o Camboja, o Senegal, Marrocos, Chile, a Guatemala, a Nicarágua e mais as serras para os lados da Lousã.

Fez liceu francês, licenciada em direito, exerce há vários anos na área da Propriedade Intelectual.

Fotógrafa amadora, viajante e leitora compulsiva, diz do tédio ser a mais incurável das doenças, e não sei se acredito no tédio dos seus dias, apenas na inevitável rotina.

Mais aqui no Das Culturas.

O sussurrador.

Sussurrar ao cavalo como forma de o domar, sem castigo, apenas usando uma forma de comunicação baseada no gesto e nas sensações. A “doma india” estabelece um vínculo de confiança entre o cavalo e o seu tratador, conhecido pelo “Sussurrador”.

 

RTP – canal de cultura

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Ontem muita gente protestou: “A televisão não dá nada de jeito.” E, no entanto, a RTP Memória passou, em horário nobre, um excelente documentário sobre Rómulo de Carvalho/António Gedeão. Seria fácil complementar esta opção com uma ida ao RTP Play para ver uma entrevista da escritora Cristina Carvalho a respeito da biografia que escreveu sobre Rómulo de Carvalho, seu pai. Ou, ainda, escutar uma entrevista sua à Ana Daniela Silva, no À Volta dos Livros. Claro que um televisor com Internet e uma ligação WiFi, torna a experiência muito mais fácil.

Ou não. Na pesquisa “Ler Mais Ler Melhor Rómulo de Carvalho Cristina Carvalho” não se obtém a RTP Play como resposta, apenas nos surge o Youtube e o GoodReads. Podemos então ver o programa, mas fora da plataforma da RTP.

A RTP é o maior canal cultural de Portugal. A empresa tem a consciência disso e, por isso, criou o portal Ensina promovendo os seus conteúdos numa perspetiva didática. Por que não criar um portal RTP Cultura que ofereça informação sobre os programas culturais do dia, que a sua programação linear oferece, e complementar com o arquivo disponível no RTP Play?

Churrasco ao sol

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Depois de uma temporada na Nigéria, onde ainda se usa lenha para cozinhar os alimentos, o professor do MIT- Massachusetts Institute of Tecnology, David Wilson, criou o Wilson Solar Grill.

O grelhador  armazena energia térmica até 25 horas de uso, alcançando a temperatura de 230ºC. Para os amantes do ambiente.

leia mais aqui e veja o vídeo.

Prémios Time Out Lisboa 2013

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Ainda não é uma tradição milenar, mas havemos de lá chegar. Este ano, pela segunda vez, a Time Out Lisboa distinguiu os melhores da cidade nas diversas áreas. Saiba quem levou para casa um corvo dourado, bem como todos os nomeados nas respectivas secções.

O vencedor do prémio o Livro do Ano: As Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral.

«Com As Primeiras Coisas, Bruno Vieira Amaral faz a história do Bairro Amélia, na margem esquerda. O livro abre com um prólogo de 47 páginas e dezenas de notas de rodapé. O texto é brilhante. O autor tem voz própria e não se confunde com nenhum dos seus pares: «Quando, em finais dos anos noventa, voltei costas ao Bairro Amélia, com os seus estendais de gente mórbida, a banda sonora incessante das suas misérias, nunca pensei que a vida me devolveria ao ponto de partida.» A estrutura narrativa assenta numa sucessão de 86 “fichas” temáticas de dimensão variável, ordenadas alfabeticamente, de Aborto a Zeca. Para já, uma certeza: temos escritor.»
Eduardo Pitta, Da Literatura.

O último abraço que me dás | António Lobo Antunes in “Visão”

O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria, onde a elegância dos doentes os transforma em reis. Numa das últimas vezes que lá fui encontrei um homem que conheço há muitos anos. Estava tão magro que demorei a perceber quem era. Disse-me

– Abrace-me porque é o último abraço que me dá

durante o abraço

– Tenho muita pena de não acabar a tese de doutoramento

e, ao afastarmo-nos, sorriu. Nunca vi um sorriso com tanta dor entre parêntesis, nunca imaginei que fosse tão bonito.

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MERCADORES DE GENTE | Cecília Prada

Alberto da Costa e Silva, diplomata,poeta e africanólogo, deve ser figura ainda lembrada em Portugal, onde foi embaixador do Brasil, e também pelos seus estudos das ex-colonias portuguêsas na África e do relacionamento entre as várias literaturas lusófonas. Um de seus mais interessantes livros é  Francisco Félix de Souza, mercador de escravos,  (2004), onde mostra um personagem altamente interessante: um mestiço baiano que tendo chegado à África sem um tostão, em pouco tempo se tornou um  dos maiores mercadores de escravos da história e um potentado africano, com o título de “chachá” ou vice-rei de Ajudá. Chegou a ser considerado, na sua época (nascido em 1754,ou em 1768, e morto em 1849), como um dos três homens mais ricos do mundo. Suas letras eram honradas em todas as praças da Europa, e até mesmo sua palavra era tida como garantia suficiente de vultosas transações. O que é mais interessante nessa figura, porém, é que, mesmo exercendo uma das mais cruéis e repugnantes profissões, conseguiu granjear, pela sua habilidade, inteligência  e carisma, a estima e o apreço tanto de brancos como de negros, sendo tido até hoje como um grande benfeitor da comunidade “brasileira” do Daomé. O vice-cônsul britânico naquele país, John Duncan, ainda que lamentando a espécie de comércio feito por Francisco Félix, dizia que ele era “o homem mais humano e generoso das costas da África”– contribuía para essa fama, certamente, o esplendor com que Francisco recebia, em sua enorme mansão, entre baixelas de ouro maciço, louças monogramadas, pratas e cristais, acepipes e vinhos caros, os oficiais de marinha de todas as nacionalidades, inclusive os ingleses que, cumprindo tratados e determinações de sua Corte, davam caça aos navios negreiros do próprio “chachá”.

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um pouco de tudo | Álamo de Oliveira

não sei escrever hitchcock.    estou

em suspense    o ecrã vazio    o medo tremido.

alguém anda a despir-se no meu quarto

com a mesma lentidão com que me dispo.

o espelho é como um prato de leite

diante do cão:    não reflete    não estremece.

hitchcock volta a repetir a cena dos pássaros

montados  no cabo da electricidade.

o medo vigia a janela    sabendo que

não é possível permanecer em silêncio.

por mim    estou a chorar devagar.

não me apetece chorar depressa.

tenho todo o tempo do mundo.

Álamo Oliveira

Dia Mundial Contra a Violência Doméstica

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Falar das mortes por violência doméstica é dizer da falência do amor, da crueldade alimentada por estereótipos que há muito deviam ter sido abandonados, da raiva e da fraqueza dos homens, da raiva e da fraqueza das mulheres, do negócio da união familiar, dos haveres e da falta deles, do saber e da falta dele, do tão curto espaço dado aos afectos, armadilhados na correria louca pela sobrevivência e pela supremacia. Teatros de afirmação de poder, os lares, manietados pelas crises, explodem em brutalidade, em gestos de animalidade insuspeitada. O lado dito mais fraco sossobra na peleja diária da nossa sociedade eivada de cinismo, de falsidade, de baixos instintos. Uma sociedade ainda beata em que se confundem os criminosos e as vítimas. Doença, só pode ser.

Licínia Quitério (escritora e poetisa, retirado do Facebook)

A Sentinela | Richard Zimler | por António Ganhão

SentinelaCalmo é o riacho que

Tanto ama as margens como as terras

Aonde nunca chegará.

A Sentinela, de Richard Zimler, é um policial surpreendente, lúcido e corajoso. Mais do que abordar a realidade portuguesa atual, Zimler deixa-nos um retrato profundo do ser humano, das suas fragilidades e do seu lado indizível. O caminho iniciático para a idade adulta, esse precipitar em poços profundos, donde somos resgatados pela luz de se ser único na vida de alguém.

Alguns de nós tem uma parte sua por resolver, uma parte que se desdobra numa outra maneira de ser e que por vezes toma conta de nós. Um amigo inventado ou um lado de anjo que nos protege. Mas, em poucos se manifesta a coragem de caminhar até “ao extremo da vida e dar o salto. Moura, interrogado pelo inspetor Monroe, dá esse salto: opta pela morte para impedir que o seu filho imaginário descubra que lhe matou a mãe.

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Diários de Viagem | Leva-me Levante: crónica de apresentação | Vítor Mendes

A 4 de Novembro Vítor Mendes parte sem destino. Leva-o o vento.

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O meu nome é Vítor Mendes, tenho 21 anos e sou de Rio de Couros, uma pacata aldeia do concelho de Ourém.

Estou desempregado, numa altura do ano pouco propícia a oportunidades de trabalho. Por isso, pus em prática o que há muito planeava mas para o qual nunca tive nem tempo, nem recursos. Dia 4 de Novembro começo uma aventura “Rumo a Levante…” Rumo a terras por mim desconhecidas mas com grande vontade de lhes tirar o manto e projetá-las da imaginação para o palpável. Conhecer culturas, costumes e tradições. Conhecer pessoas e ouvir o que pensam. Tudo isto me fascina! Partir à procura de conhecimento e memórias.

Desde muito pequeno que as belezas naturais e urbanas me despertam um misto de sentimentos pelo poder superior que emanam e pela paz interior que em mim provocam. São sentimentos inigualáveis aqueles que as tão raras paisagens que temos por Portugal originam. Mas a vontade de ver mais é cada vez maior e cresce devido à facilidade com que obtemos informação nos tempos que correm.

Quanto mais somos atingidos pela austeridade, mais pensamos naquilo que realmente importa – no meu entender, sempre foi ser e fazer feliz. Encaro qualquer objetivo de vida como um subtópico desse modo de estar. Não queria utilizar uma frase feita, mas li certo dia uma afirmação que me diz muito: “Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto expor-se ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada.”.

Venho de uma terra onde o horizonte é visto como a “terra perigosa”, mandam os velhos pensamentos que a zona de conforto não é para ser trespassada. Portugal é visto como uma casa de quatro paredes, mas apesar de ter nascido por cá, e peço desculpa pela redundância, também nasci no mundo!

Decerto é difícil remar contra a maré, planear uma viagem destas nunca encaixará naquilo que esperámos, mas é exatamente aí que vejo a mística de se viajar rumo a não sei onde.

Espero contar com vocês, caros leitores, para uma interatividade na minha página do Facebook  ( www.facebook.com/LevameLevante ) e aqui. Pois um dos objetivos principais deste projeto é dar a conhecer.

Até já.

Ler mais:

http://visao.sapo.pt/leva-me-levante–cronica-de-apresentacao=f751514#ixzz2ieLlNV2O … (FONTE)

TÁBULA RASA – A negação contemporânea da natureza humana | Steven Pinker

10997_gSteven Pinker é um dos mais respeitados nomes da ciência cognitiva e dos estudos da linguagem aplicados à neurociência. Seus ensaios têm grande aceitação na comunidade acadêmica e também no público em geral. Em Tábula rasa, Pinker enfrenta o debate “natureza versus criação”.
O autor ataca três dogmas fortemente arraigados na cultura ocidental: a idéia de que a mente de um recém-nascido é uma “tábula rasa” a ser preenchida pelos pais e pela sociedade; a concepção de que o homem em seu estado primitivo é um bom selvagem; e a crença de que a alma imaterial dotada de livre-arbítrio é a única responsável pelas ações do indivíduo.
O autor descreve a evolução histórica dessas três idéias, originadas respectivamente das concepções de John Locke, de Rousseau e da religião. Pinker demonstra como elas se estabeleceram de forma inquestionável até comporem uma espécie de “doutrina oficial”, que hoje influencia não só a criação dos filhos, mas também a vida política.
Pinker recorre a autores como Darwin, Kant, Shakespeare e até a personagens dos quadrinhos, como Calvin e Haroldo, para defender a idéia de uma natureza humana alicerçada na biologia. Segundo essa concepção, o ser humano nasce equipado com um conjunto de informações genéticas que direciona o seu desenvolvimento. Em cada indivíduo, a natureza humana, regida pela biologia, sofre influências da cultura e da sociedade – e é da interação de ambas que resultam personalidade e comportamento.

“Arrebatador, erudito e divertido – e muito persuasivo” – Time

“Um livro extraordinário: claro, implacável e empolgante” – The Washington Post

Carta aberta a uns pedaços de merda | Ferreira Fernandes in Diário de Notícias

Olá, amiguinhos do FMI. Eu sou o ratinho branco. Desculpem estar a incomodar-vos agora que vocês estão com stress pós-traumático por terem lixado isto tudo. Concluíram vocês, depois do leite derramado: “A austeridade pode ser autodestrutiva.” E: “O que fizemos foi contraproducente.” Quem sou eu para desmentir, eu que, no fundo, só fiquei com o canto dos lábios caídos, sem esperança? O que é isso comparado com a vossa dor?! Eu só estiquei o pernil ou apanhei três tipos de cancro, mas é para isso que servimos nos laboratório: somos baratos e dóceis. Já vocês não têm esses estados de alma (ficar sem emprego, que mau gosto…), vocês são deuses com fatos de alpaca e gravata vermelha como esses três novos que acabam de desembarcar para nos analisar os reflexos. “Corre, ratinho branco!”, e eu corro. Vocês cortam-me as patas: “Corre, ratinho branco!”, e eu não corro. E vocês apontam nos vossos canhenhos sábios: “Os ratos sem pernas ficam surdos.” Como vocês são sábios! E humildes. Fizeram-nos uma experiência que falhou e fazem um relatório: olha, falhou. Que lição de profissionalismo, deixam-nos na merda e assumem. Assumir quer dizer “vamos mudar-lhes as doses”, não é? E, amanhã, se falhar, outro relatório: olha, falhou. O vosso destino, amiguinhos do FMI, eu compreendo. Vocês são aves de arribação, falham aqui, partem para ali. Entendo menos o dos vossos kapos locais: em falhando e ficando, porque continuam seguros no laboratório?

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3428237 … (FONTE)

Bares de Leitura

13957-v1-338x338Publishers, booksellers, and other booklovers have all mixed books with adult beverages at one time or another. One Twin Cities entrepreneur, however, has brewed a potent concoction with the tagline, “Reinventing the Book Club – as a Show,” that’s creating a sustained buzz. Books & Bars, which entered its 10th year this month, is a monthly public book club during which anywhere between 12-200+ participants — 60%-65% female/35%-40% male (depending upon the book being discussed), many of them in that elusive 20-40-year-old age range — eat, drink, and talk about books for 90 minutes while moderator, Jeff Kamin, 42, who performed improv comedy in Los Angeles clubs for four years before moving to Minnesota in 2001, both leads the discussion and entertains the crowd. It’s a heady mixture of intelligent conversation, juicy author and book gossip, and clever witticisms.

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Ensaio crítico resgata Gonzaga, por Ronaldo Cagiano

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Fruto de uma incursão crítica em sua vida e obra, o poeta Tomás Antônio Gonzaga acaba de merecer um justo resgate em publicação da Academia Brasileira de Letras, que em sua coleção “Série Essencial” convida um especialista para discorrer sobre autores que inauguraram as cadeiras da Casa de Machado de Assis.

Coube ao professor, crítico e ensaísta Adelto Gonçalves, um os grandes estudiosos da bibliografia do patrono da Cadeira 37, mergulhar no universo gonzaguiano (nascido no Porto em 1744), buscando nas suas raízes históricas a gênese estética de sua poesia, a partir de sua vida e de seus estudos, divididos entre a infância/juventude na Bahia, Recife e Rio de Janeiro e seu bacharelado em Coimbra.

Nesse livro, que tem a chancela editorial da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, o professor Adelto colige alguns de seus melhores poemas,  com estudos e comentários que situam a produção do autor do antológico “Marília de Dirceu” no contexto histórico em foram produzidos, na esteira do que já havia publicado em seu Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Ed. Nova Fronteira, Rio, 1999), resultando de sua tese de doutorado na USP.

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