Che Guevara | aforismos e excertos

che02-200É preciso endurecer, sem perder a ternura, jamais. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999

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Se você é capaz de tremer de indignação cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999

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O caminho é longo e em parte desconhecido; conhecemos nossas limitações. Faremos, nós mesmos, o homem do século XXI. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999

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Deixe-me lhe dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é feito de grandes sentimentos de amor. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999

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A universidade deve ser flexível, pintar-se de negro, de mulato, de operário, de camponês ou então ficar sem portas, e o povo invadirá a Universidade e a pintará com as cores que quiser. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999

Che Guevara | Guerrilheiro Heroico (1960)

Guevara participava de um memorial às vítimas de uma explosão de barco que matara 136 pessoas, quando foi fotografado por Alberto Korda, em 5 de março de 1960. Embora a autoria seja de Korda, a foto foi imortalizada pelo artista irlandês, Jim Fitzpatrick, que criou uma estampa em monotipia baseada na foto e a colocou em domínio público. Fotografia: Alberto Korda

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http://www.revistabula.com/398-as-10-fotografias-mais-famosas-da-historia/ … (FOTOS)

A História de Che Guevara | Lucía Álvarez Toledo

cheBiografia de Che Guevara retrata o “sofrimento” do homem que escolheu a guerrilha

Lucía Álvarez Toledo, autora do livro “A História de Che Guevara”, que vai ser publicado na Argentina defende que, ao contrário da imagem que se popularizou, o revolucionário argentino viveu “um profundo sofrimento”.

A autora do livro que se publica na altura em que se assinalam os 45 anos sobre a morte de Che Guevara afirma ter dados da infância e da juventude do revolucionário sul-americano que lhe permitiram escrever uma biografia que “oferece uma imagem mais aproximada e mais íntima”.

“Este personagem é muito conhecido pela sua gesta guerrilheira mas eu queria dar a conhecer outros aspetos da personalidade dele que nunca foram destacados porque ficamos sempre presos aos assuntos relacionados com a guerrilha, o marxismo e a luta armada”, explica a autora argentina, residente em Londres, em entrevista à agência EFE.

“Descobri o sofrimento deste homem. Ele tinha uma missão, tinha uma ideia do que tinha que fazer. Fez uma escolha e escolheu a luta armada”, diz Lucía Toledo.

Apesar de na juventude Ernesto Guevara ter lido Gandhi, “compreendeu muito cedo que o problema dos latino-americanos só podia ser resolvido através da luta armada”, afirma a escritora.

“Toda a gente acredita que quando tomou a decisão passou a usar uma boina e partiu pelos caminhos do mundo, mas não foi assim: sofreu muito por ter feito essa escolha, mas o sofrimento não foi registado nem compreendido”, sublinha a biógrafa de Che Guevara.

Para se aproximar da figura do guerrilheiro e oferecer, segundo as suas próprias palavras, uma “visão mais íntima”, Lucía Toledo recorreu à própria memória, falou com amigos de infância de Ernesto Guevara, consultou documentos e deslocou-se a Cuba para conhecer a viúva, Aleida March, os filhos e percorreu os caminhos do revolucionário na Bolívia.

“Há uma carta dirigida à mulher em que Che escreve que o que toda a gente pensa que ele não passa de um robot que tem de lutar, mas que, na verdade, tem sentimentos, e que sofre muito por não ver crescer os filhos”, conta Lucía Alvarez.

“Guevara esperava que os filhos o pudessem recordar caso fosse morto, e por isso escrevia-lhes cartas e contos. Nunca vi essa faceta exposta de uma forma clara e que complementa o retrato total do homem”, disse.

A autora não esconde uma espécie de “paixão” juvenil pela figura de Che Guevara cuja participação na revolução cubana chegaram muito cedo aos ouvidos dos jovens burgueses do Bairro Norte de Buenos Aires, na Argentina.

“Eu tinha 18 anos quando os jornais publicavam e escreviam títulos de primeira página sobre ele”, recorda a escritora, que acrescenta que o Exército Argentino não o chamou para cumprir serviço militar porque “não tinha boa saúde”, mas que acabou por ser comandante em Cuba numa “gesta impressionante”.

“Era um homem carismático, bonito, simpático, na linha de Carlos Gardel”, continua a autora, que durante a preparação do livro encontrou um velho bilhete de entrada para um jogo de rugby em que participou Ernesto Guevara.

“Dei-me conta de que o tinha visto durante um jogo no clube San Isidro, mas ainda não era o Che, era o Ernesto Guevara. E nada podia prever que eu ia passar parte da minha vida a investigar a vida dele”, diz.

Ernesto Guevara foi morto no dia 09 de outubro de 1967 pelo Exército boliviano, mas para a autora desta nova biografia Che “continua entre nós”.