A História e outras histórias | Carlos Esperança

Há a História escrita por historiadores e a história contada pelos redatores dos manuais escolares. A primeira é uma ciência e baseia-se em documentos, a segunda é o veículo de propaganda de quem detém o poder. Raramente coincidem.

Nos 4 anos da instrução primária aprendi na catequese a odiar judeus, hereges, maçons, apóstatas e comunistas. Na escola juntei a esses ódios de estimação, sem necessidade de orar contra os destinatários, os moiros e castelhanos. Aos 10 anos, fiz a comunhão solene, vestido de cruzado, e acabei fustigado com quatro sacramentos.

Continuar a ler

Resumo sobre a Filosofia de Spinoza | Ricardo Ernesto Rose, Jornalista, licenciado em filosofia | in consciencia.org

“Segundo esta doutrina, não há movimento na natureza que possa provir de nada, ou ser aniquilado – da mesma maneira que no mundo material, nenhuma forma individual pode entrar na realidade da existência, senão indo beber no fundo infinito da matéria, eternamente semelhante a si mesmo – assim todo movimento tira o princípio da sua existência do fundo infinito das forças, eternamente o mesmo, e restitui cedo ou tarde, de uma maneira ou de outra, à massa total a quantidade de força que dele tirou”. Ludwig Büchner – Força e matéria

Continuar a ler

Nuno Júdice | As mulheres que envelhecem

Gosto das
mulheres que envelhecem,
com a pressa das suas rugas, os cabelos
caídos pelos ombros negros do vestido,
o olhar que se perde na tristeza
dos reposteiros. Essas mulheres sentam-se
nos cantos das salas, olham para fora,
para o átrio que não vejo, de onde estou,
embora adivinhe aí a presença de
outras mulheres, sentadas em bancos
de madeira, folheando revistas
baratas. As mulheres que envelhecem
sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterrâneo
do tempo nos seus seios. Por isso esperam
que o dia corra nesta sala sem luz,
evitam sair para a rua, e dizem baixo,
por vezes, essa elegia que só os seus lábios
podem cantar.

Correspondência – Eduardo Lourenço e Jorge de Sena

Uma edição publicada no âmbito das comemorações do Centenário do nascimento de Eduardo Lourenço que decorrerão em 2023.

«O que não hesito chamar amizade, ainda que apenas epistolar, destes dois camaradas de letras iniciou-se, creio, com o envio, por Jorge de Sena, do inquérito sobre André Gide que se destinava e foi publicado em Unicórnio, em Maio de 1951. Quando ou como se conheceram pessoalmente não sei exactamente, mas sei que se dedicaram amizade, respeito e admiração mútua por cerca de 28 anos. Para mim, Eduardo Lourenço começou por ser o ‘Faria’, ainda meu contemporâneo na Faculdade de Letras de Coimbra, finalista quando eu, tardiamente ‘caloira’, começava a minha via-sacra de aluna ‘voluntária’, enquanto ele se desenhava já como diferente dos demais.»

Mécia de Sena, «Acerca desta correspondência»

A ORIGEM DA EXPRESSÃO ′′AS PAREDES TÊM OUVIDOS” | in HISTÓRIA E CULTURA NO MUNDO

Esta frase, empregada quando alguém prefere não revelar nenhum segredo em voz alta, nasceu, aparentemente, na França durante a perseguição dos hugonotes – Protestantes franceses de doutrina calvinista – que terminou com um terrível massacre iniciado na noite de San Bartolomeu em 24 de agosto de 1572 em Paris.

O massacre na capital francesa durou pelo menos uma semana, e se espalhou para outras partes do reino, onde persistiu até o outono.

A história conta que, durante a segunda metade do século XVI, Catarina de Médici – rainha consorte da França – que foi uma das pessoas que incitou os católicos a levarem a cabo a matança, era muito desconfiada, e para poder Espionar melhor as pessoas de quem mais suspeitava, mandou instalar nas paredes de diferentes quartos do Palácio Real dispositivos acústicos (alguns dizem que se tratavam de paredes falsas, tipo drywall, pelas quais se podia ouvir o que estava sendo falado no quarto ao lado).

Porém, assim que o recurso foi descoberto, entre os membros da corte e a servidão, passaram a dizer que ‘as paredes tinham ouvidos’. E assim, com o tempo, a expressão passou a ser provérbio. E daí nasceu o dizer que ′′ lhes murs ont des oreilles ′′ ou ′′ as paredes ouvem “.

Vladimir Putin e Xi Jinping em Moscoco

Os presidentes russo e chinês, Vladimir Putin e Xi Jinping, assinaram duas declarações conjuntas, uma sobre o fortalecimento da parceria abrangente e da cooperação estratégica, e outra sobre o desenvolvimento da parceria econômica russo-chinesa em áreas-chave até 2030, disse o presidente do país asiático.

“Assinamos uma declaração conjunta sobre o fortalecimento da parceria abrangente e da cooperação estratégica entrando em uma nova era. E uma declaração conjunta sobre um plano para desenvolver áreas-chave da cooperação econômica China-Rússia até 2030″, disse Xi após se encontrar com Putin no Kremlin na terça-feira.

O líder chinês acrescentou que traçou com Putin um plano para desenvolver “relações bilaterais e cooperação em todas as áreas em um futuro próximo”.

Como Putin declarou por meio de um comunicado, as duas declarações assinadas com Xi “refletem totalmente a natureza especial das relações russo-chinesas, que estão no mais alto nível de desenvolvimento da história”.

Continuar a ler

THE COVER-UP | The Biden Administration continues to conceal its responsibility for the destruction of the Nord Stream pipelines | SEYMOUR HERSH | Mars 22-2023

It’s been six weeks since I published a report, based on anonymous sourcing, naming President Joe Biden as the official who ordered the mysterious destruction last September of Nord Stream 2, a new $11-billion pipeline that was scheduled to double the volume of natural gas delivered from Russia to Germany. The story gained traction in Germany and Western Europe, but was subject to a near media blackout in the US. Two weeks ago, after a visit by German Chancellor Olaf Scholz to Washington, US and German intelligence agencies attempted to add to the blackout by feeding the New York Times and the German weekly Die Zeit false cover stories to counter the report that Biden and US operatives were responsible for the pipelines’ destruction.

Press aides for the White House and Central Intelligence Agency have consistently denied that America was responsible for exploding the pipelines, and those pro forma denials were more than enough for the White House press corps. There is no evidence that any reporter assigned there has yet to ask the White House press secretary whether Biden had done what any serious leader would do: formally “task” the American intelligence community to conduct a deep investigation, with all of its assets, and find out just who had done the deed in the Baltic Sea. According to a source within the intelligence community, the president has not done so, nor will he. Why not? Because he knows the answer.

Continuar a ler

António Damásio (s/ Espinosa) | Entrevista conduzida por Anabela Mota Ribeiro | in Diário de Notícias em 2003

«Em «O Erro de Descartes» abordei o papel da emoção e do sentimento na tomada de decisões. Em «O Sentimento de Si» descrevi o papel da emoção e do sentimento na construção do si (self). O foco deste novo livro são os sentimentos propriamente ditos, aquilo que são e aquilo que fazem».

O novo livro de que fala António Damásio no parágrafo reproduzido é «Ao encontro de Espinosa». Em cinquenta rigorosos minutos, falei com o neuro-cientista sobre o universo do livro, mais rigorosamente explicitado no subtítulo: as emoções sociais e a neurologia do sentir. Infelizmente não pude falar sobre aquilo de que começámos a falar enquanto decorria a sessão de fotografias. De cinema. Do facto de ter querido ser realizador quando era adolescente. Do jantar com Woody Allen, curioso do trabalho que Damásio desenvolve com a mulher, Hanna. De fotografia e da sua colecção primorosa. De design e dos seus objectos elegantes, serenos, depurados. Da insistência nas visitas a Shakespeare e a Orson Welles. Do professor de liceu que marcou a sua vida. Da partida para os Estados Unidos. Do trabalho que desenvolve. Dos dias que leva. Da sua comoção. De como se escreve a comoção num ecrã de computador. Da relação com a mulher, sólida, cuja presença remete para as estátuas gregas. Do que o faz ser como é.

A urgência do tempo fez que nos centrássemos no livro, sob o arco tutelar de Espinosa.

Continuar a ler

O DIREITO AO “FODA-SE” | Millor Fernandes

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de ” foda-se! ” que ela fala.

Existe algo mais libertário do que o conceito do ” foda-se! “? O ” foda-se! “ aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor, reorganiza as coisas, me liberta. ” Não quer sair comigo? Então foda-se! “. Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então “ foda-se!

” O direito ao ” foda-se! “ deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que ingará plenamente um dia. ” Pra caralho “, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que ” pra caralho “? “ Pra caralho “ tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho . O Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

Continuar a ler

As dez chagas da Igreja | Padre Anselmo Borges | Opinião/DN

Concluindo: Se houver a convicção funda da importância da Igreja, cuja missão é levar e entregar, por palavras e obras, a mensagem de Jesus à humanidade de cada tempo, para a vida das pessoas e das sociedades, estas questões não poderão deixar de ser debatidas com “liberdade e audácia”.

O padre italiano Antonio Rosmini foi um notável filósofo e teólogo do século XIX, que, perante as transformações que então se operavam, escreveu, por amor à Igreja, em 1832, um livro famoso com o título Delle cinque plaghe della Santa Chiesa (Sobre as cinco chagas da Santa Igreja). Desgraçadamente, a obra foi condenada e colocada no Index Librorum Prohibitorum (Catálogo dos livros proibidos). Mas, lentamente, a sua memória foi reabilitada e até foi beatificado em 2007 por Bento XVI. Em síntese, quais eram essas chagas? “O distanciamento entre o clero e o povo (na vida e na liturgia — não esquecer que as celebrações litúrgicas eram em latim); a fraca formação do clero, tanto no plano cultural como espiritual; a desunião entre os bispos; a intromissão da política na nomeação dos bispos; a riqueza acumulada pela Igreja”.

Na esteira de Rosmini, o padre espanhol Luis Pose Regueiro, historiador da Igreja, acaba de publicar em Religión Digital, “as dez chagas da Igreja”. Baseado no essencial do seu texto, deixo aí uma reflexão sobre essas chagas.

1. O tradicionalismo e o individualismo. Vivemos em tempos de confusão, incerteza, perplexidade, e, neste quadro, há a tentação de “refugiar-se anacronicamente na segurança do antes” — sempre se fez assim — ou então “isolar-se” no que cada um considera o correcto e mais seguro. Ora, o que se impõe é ir ao Evangelho e procurar “um caminho o mais possível comum”, seguindo o velho princípio: “nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em tudo, caridade.”

Continuar a ler

Quem foi Jesus? | Frederico Lourenço

Quem foi o homem cujo nascimento hoje celebramos? Desde o século XIX, o estudo crítico do Novo Testamento e do primeiro cristianismo tem tentado reconstituir quem terá sido o «Jesus histórico». Em que ponto estamos desta investigação?  Vou dar-vos uma proposta de biografia do Jesus real.

Jesus nasceu em Nazaré, na fase final do reinado de Herodes, o Grande (rei que morreu em 4 a.C.). Era filho de um construtor chamado José e da sua mulher, Maria. Jesus era o mais velho de vários irmãos e irmãs. Em casa, falava-se aramaico; mas Jesus beneficiou do facto de Nazaré estar perto de cidades gregas, como Séforis, cuja distância de Nazaré corresponde à que medeia, na nossa cidade do Porto, entre o Estádio do Dragão e a rotunda da Boavista. Em toda a volta de Nazaré, falava-se grego. De Gádara, uma das dez cidades gregas da zona, era originário o maior poeta grego do século I a.C., Meleagro. A helénica Séforis tinha um teatro; e Jesus sabia o que era o conceito grego de «actor», pois usou a palavra grega «hipócrita» numa acepção sem qualquer equivalente no aramaico falado em casa ou no hebraico da Escritura.

Jesus recebeu uma educação judaica baseada nessa Escritura e foi certamente o rapaz intelectualmente sobredotado de que vemos reflexo em Lucas 2:47. As pessoas não lhe chamaram «mestre» à toa.

Nos anos 20 do século I, Jesus contactou com o movimento de João Baptista, que apelava aos israelitas que «mudassem de mentalidade» e que, por meio do baptismo no rio Jordão, obtivessem o cadastro limpo perante Deus que, oficialmente, só podia ser obtido por meio do sacrifício de animais no templo. João Baptista atraiu a má vontade da elite sacerdotal de Jerusalém; o mesmo aconteceria com Jesus.

Continuar a ler

Did Einstein believe in God? | MARCELO GLEISER | com tradução para português e francês

Here’s what Einstein meant when he spoke of cosmic dice and the “secrets of the Ancient One”.

MARCELO GLEISER

  • To celebrate Einstein’s birthday this past Sunday, we examine his take on religion and spirituality.
  • Einstein’s disapproval of quantum physics revealed his discontent with a world without causal harmony at its deepest levels: The famous “God does not play dice.”
  • He embraced a “Spinozan God,” a deity that was one with nature, within all that is, from cosmic dust to humans. Science, to Einstein, was a conduit to reveal at least part of this mysterious connection, whose deeper secrets were to remain elusive.

Given that March 14th is Einstein’s birthday and, in an uncanny coincidence, also Pi Day, I think it’s appropriate that we celebrate it here at 13.8 by revisiting his relationship with religion and spirituality. Much has been written about Einstein and God. Was the great scientist religious? What did he believe in? What was God to Einstein? In what is perhaps his most famous remark involving God, Einstein expressed his dissatisfaction with the randomness in quantum physics: he “God doesn’t play dice” quote. The actual phrasing, from a letter Einstein wrote to his friend and colleague Max Born, dated December 4, 1926, is very revealing of his worldview:

Quantum mechanics is very worthy of regard. But an inner voice tells me that this is not the true Jacob. The theory yields much, but it hardly brings us close to the secrets of the Ancient One. In any case, I am convinced that He does not play dice.

Continuar a ler

A CONCEPÇÃO IMANENTE DE DEUS EM ESPINOSA | Pablo Joel Almeida – Filosofia (UEL) | Prof. Dr. Carlos Alberto Albertuni (Orientador)

RESUMO


O filósofo holandês Baruch de Espinosa parte do imanentismo e do
princípio da unidade substancial para chegar a uma concepção de Deus,
sendo que este então seria, por sua vez, também imanente e detentor do
título de única substância.
Desse modo, a intenção primordial de nossa
comunicação é analisar como se dá a relação entre estes conceitos, no
caso, imanentismo, Deus e substância, como se definem e se situam ao
longo da Ética de Espinosa.
Para isso, também analisaremos conceitos que
agregam conhecimentos básicos para nosso propósito, principalmente as
definições de atributo e modo, sendo estes partes fundamentais
constituintes da definição de substância e consequentemente, parte vital
para a realização de nossa intenção. Assim, através desse percurso, é
possível chegarmos à conclusão sobre a definição do Deus espinosista, ou
seja, de um Deus que é imanente e única substância existente, a partir da
qual todo o mundo existe e por ela é determinado a existir.

Palavras-Chave: substância; imanência; Deus

Continuar a ler

Rússia “aberta a propostas realmente sérias” para resolver guerra | Notícias ao Minuto 18-03-2023

As declarações são da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova.

A Rússia está “aberta a propostas realmente sérias” sobre a resolução do conflito na Ucrânia, referiu a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova.

De acordo com a ministra, citada pela agência noticiosa TASS, o plano de paz do presidente Volodymyr Zelensky “não tinha nada a ver com a paz” e era “apenas uma lista de exigências num ultimato à Rússia” que estão “desligadas da realidade”.

“Temos afirmado repetidamente que estamos abertos a propostas realmente sérias do Ocidente e da Ucrânia para encontrar uma solução política e diplomática para o conflito, mas não aceitaremos a linguagem dos ultimatos”, frisou a diplomata russa.

Para o término da guerra, Maria Zakharova elaborou que “é necessário exigir que o fornecimento de armas e mercenários à Ucrânia chegue ao fim, que as atividades militares cessem, que a Ucrânia restabeleça o seu estatuto neutro, e que a nova situação no terreno, que decorre do direito dos povos à autodeterminação, seja reconhecida a nível internacional”.

“Além disso, a desmilitarização da Ucrânia deve ter lugar, todas as ameaças vindas do seu território devem ser eliminadas e o seu estatuto não nuclear deve ser garantido juntamente com o respeito pelos direitos dos falantes de russo e das minorias étnicas”, concluiu.

“We have our own POLICIES, you will have to live with it” : Dr. S. Jaishankar Epic Interview

TIMESTAMPS0:00 – Intro 0:12 – Illegal Indian Immirants in Austria? 02:24 – Russia-Ukraine Conflict 03:04 – Western Hypocrisy 03:36 – India’s take on WAR 04:38 – Increased oil imports from RUSSIA 06:26 – History of Indo-Russian Relations 07:23 – PAK (Epicenter of Terrorism) 08:45 – Future WAR between IND -PAK 09:10 – China’s challanges to INDIA 10:51 – INDIA surpass CHINA in population 11:16 – INDIA’s permanent seat in UN

O dia em que a União Europeia acabou  |  22 de Setembro de 2022 | por Carlos Matos Gomes

A História é em boa parte pontuada pelos acontecimentos que marcam o fim de uma dada ordem política. O império Romano findou em 476 quando o bárbaro Odoacro foi nomeado rei de Roma e enviou as insígnias imperiais ao imperador Zenão do império do romano do Oriente. O antigo regime feudal europeu terminou com a tomada da Bastilha, a emergência da Inglaterra como potencia mundial, a passagem de uma potência continental para uma marítima começou com a derrota de Napoleão em Waterloo, o fim do império britânico aconteceu com a independência da Índia, o início do império americano ocorreu com o lançamento das bombas nucleares no Japão e com o dobrar do cerviz do imperador a reconhecer a derrota perante a devastação.

A União Europeia, uma entidade que vinha desde o final da II Guerra a fazer o seu caminho mais ou menos autónomo, reconhecendo que a Europa deixara de ser o centro do mundo em boa parte pelas suas guerras civis — duas guerras mundiais só no século XX — e que seria sensato aceitar um equilíbrio de poderes entre os europeus, defrontou sempre um inimigo concreto: os Estados Unidos. Vários dirigentes americanos perguntaram ao longo dos anos o que era isso da Europa, se tinha telefone. Os Estados Unidos nunca aceitaram uma entidade política soberana europeia! E é esta recusa de aceitar a soberania da União Europeia e de cada um dos seus estados que determina e explica a política americana desde as primeiras tentativas de criar mecanismos de integração política, social e económica, a CECA, o Mercado Comum, a CEE. Quanto a deixar que a soberania europeia dispusesse de um aparelho militar que sustentasse as suas políticas, nem pensar! A relação dos EUA com a Europa foi sempre de tipo colonial! Como o foi no Médio Oriente e na América Latina. Os Estados Unidos assumiram o estatuto de soberanos mundiais. Agitaram perigos, inventaram inimigos, ocuparam territórios.

Continuar a ler

Coisas de Valentina | Ercilia Pollice

“Soltar, entregar, deixar ir
Deixar partir, fluir…”

Viver no presente, sem o peso do passado
Sem expectativas para o futuro…
Saber da nossa finitude.
Sem posses, sem medo, sem culpa,
Saber que somos passageiros de uma vida passageira.

Valentina tem consciência claríssima da vida. E é engraçado como essa
lucidez não rouba seus sonhos, sua alegria, seu fazer, seu ser, seu
estar.Ela está pro mundo assim como o ar está pra vida.

Relaciona-se bem com o que perdeu, embora sinta saudades… Mas, não é
uma saudade doída, é uma saudade cheia de lembranças boas; as más
parecem que nunca existiram, ou então sua memória as deletou no tempo.
Nisto somos parecidas, sempre digo que no tempo da memória, mando eu.

Não sei dizer como Valentina ficou assim, tão desencanada com tudo.
Valentina também não consegue estabelecer um ponto de partida para
este seu devir no mundo. Quer saber? Isto não tem a mínima
importância. Esta história de ficar querendo entender tudo, saber o
profundo de todos os eus que nos habitam, já não faz parte das
necessidades de Valentina.

Continuar a ler

UCRÂNIA MAIS PESSIMISTA APÓS UM ANO DE GUERRA | Por Isabelle Khurshudyan, Paulo Sonne e Karen DeYoung | in WASHINGTON POST

Sonne e DeYoung relataram de Washington. Souad Mekhennet em Munique, David L. Stern em Kiev e Siobhán O’Grady em Kharkiv, Ucrânia, contribuíram para este relatório.

Com baixas, falta de tropas qualificadas e munições, pessimismo cresce na Ucrânia.

A qualidade da força militar da Ucrânia, antes considerada uma vantagem substancial sobre a Rússia, foi degradada por um ano de baixas que retiraram muitos dos combatentes mais experientes do campo de batalha, levando algumas autoridades ucranianas a questionar a prontidão de Kiev para montar uma tão esperada ofensiva na primavera.

Autoridades dos EUA e da Europa estimam que cerca de 120.000 soldados ucranianos foram mortos ou feridos desde o início da invasão russa no início do ano passado, em comparação com cerca de 200.000 do lado russo, que tem um exército muito maior e aproximadamente o triplo da população da qual para atrair conscritos. A Ucrânia mantém seus números de vítimas em segredo, mesmo de seus mais ferrenhos apoiadores ocidentais.

Continuar a ler

Polónia - a raposa no galinheiro | Carlos Matos Gomes

A Polónia está a caminho de se tornar a maior e mais sofisticada potência militar não nuclear da Europa. A militarização da Polónia não se baseia apenas, nem no essencial, na preparação para quaisquer ameaças que venham do Kremlin, mas reflete uma estratégia de ocupar o centro do poder na Europa Central e servir de ponta de lança do plano de longo prazo enunciado por Zbigniew Brzezinski, Conselheiro de Defesa dos Estados Unidos, há vinte e cinco anos, após o fim da URSS, na Conclusão do seu livro: «The Grand Chessboard»: Está na hora de os Estados-Unidos formularem e porem em prática uma geoestratégia de longo prazo na Eurásia. Esta necessidade resulta de duas realidades: A América é doravante a única superpotência mundial e a Eurásia é o palco principal do planeta (… ) A estabilidade da supremacia dos EUA sobre o mundo dependerão do modo como os EUA souberem manipular ou souberem satisfazer os principais atores geoestratégicos no tabuleiro. (…) O centro da Eurásia — espaço compreendido entre a Europa e a China só continuará a ser um “buraco negro” enquanto a Rússia não tiver resolvido os seus conflitos e decidido qual a sua atitude na cena internacional… Este livro tem como subtítulo «American Primacy and Its Geostrategic Imperatives» (1997) — A supremacia americana e os seus imperativos estratégicos.

Continuar a ler

“A albarda” | Autor: Pierre Subleyras (1730) | Museu Hermitage, São Petersburgo

O grande literato Jean de la Fontaine escreveu uma fábula sobre um pintor muito ciumento que suspeitava que a sua esposa lhe era infiel.

Para impedir que a sua esposa tivesse relações com outro homem na sua ausência, pintava-lhe um burro debaixo do seu umbigo, desta forma, se lhe fosse infiel, o burro seria apagado e o engano seria descoberto. Certamente, sua esposa o traiu, o que o marido não contava é que o amante também era pintor e além disso, estava tão confiante no seu talento que, a esposa e ele fizeram amor, pois tinha certeza que seria capaz de copiar perfeitamente o jumento que tinha pintado o marido.

Quando terminam, o pintor começa a pintar um burro na barriga da esposa, entusiasmado com a sua obra, pinta ao burro uma albarda (mochila que carregam as feras de carga) Quando o marido chega, descobre o engano, pois ele não tinha pintado nenhuma albarda no burro…

Moral? Talvez… Se copiarmos seremos descobertos ou talvez a vontade de superar o próximo possa nos prejudicar… Excesso de criatividade, talvez? Tire suas próprias conclusões!

Título: “A albarda”

Autor: Pierre Subleyras | Realização: 1730 | Localização: Museu Hermitage, São Petersburgo.

Alta Cultura | Retirado do Facebook | Mural de Izabel Binhares Lopes

Crimes sexuais na Igreja Católica, uma tragédia anunciada e consolidada há séculos | por Paulo Mendes Pinto | in Público/Opinião

Paulo Mendes Pinto é o Coordenador da área de Ciência das Religiões na Un. Lusófona, onde é o responsável pelo projecto REC-XXI – Religiões, Educação e Cidadania (desde 2018), onde dirigiu o Mestrado (2007-2011) e a Licenciatura em Ciência das Religiões (2007-2017). É assessor da administração da Un. Lusófona e Director-Geral do Conselho Superior Académico do Grupo Lusófona.

Foi Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões (2015-18) e fundador da European Academy for Religions (2017). Ver restante biografia aqui: https://cienciadasreligioes.ulusofona.pt/investigadores/paulo-mendes-pinto/


O nosso olhar tende sempre a focar-se no momento presente. É nele que temos as nossas mais diretas e imediatas questões. Contudo, quase tudo o que fazemos se relaciona com o passado, com as tradições, as heranças, a cultura. Não é que devamos relativizar, no sentido de desvalorizar, os atos com base nas justificações do passado, mas devemos tentar compreender como, por vezes, os atos do presente são legitimados e tornados, dentro das instituições, normais através de atitudes que se arrastam ao longo de séculos.

O espanto que hoje vemos nas palavras de muitos políticos e clérigos é apenas o resultado, ou de uma franca e clara ignorância, ou a máscara que importa colocar para não ver recair sobre si o mau olhar da opinião pública. Ainda ecoam na nossa memória as declarações de desvalorização de Manuel Linda, por exemplo, em 2019 (declarações à TSF a 20 de abril).

Contrariamente à postura de negação em que a Igreja Católica Portuguesa esteve, como se em Portugal nada se tivesse passado, ao contrário do que sucedera em tantos outros países, o quadro é verdadeiramente endémico e vem de uma normalidade comportamental cimentada ao longo de séculos.

Continuar a ler

Dez anos com o Papa Francisco | Anselmo Borges | DN/Opinião

oi a 13 de Março de 2013 — faz agora 10 anos –, que foi eleito. E percebeu-se logo naquela tarde que vinha como cristão: simples, sem aparato, inclinou-se perante a multidão, e ficou gravada na memória de todos aquela sua saudação: “buena sera” (boa tarde), que o tinham ido “buscar ao fim do mundo para bispo de Roma” (ele não usará o título de Papa), e, antes de dar a bênção, pediu que fossem os fiéis a pedir a bênção de Deus para ele primeiro.

O nome escolhido era revelador: Francisco, lembrando Francisco de Assis a quem pareceu uma vez ter ouvido dos lábios de Cristo crucificado o pedido: “Francisco, repara a minha Igreja, que ameaça ruina.” Sim, o Papa Francisco chegou e, por palavras e obras, é o que tem feito: não foi viver para o Palácio Apostólico, utiliza um carro modesto, está com todos, começando pelos mais pobres, acolhendo prostitutas, sorrindo e abraçando, brincando com crianças que lhe roubam o solidéu…

Continuar a ler

TRÊS CAMINHOS PARA LADO NENHUM | Viriato Soromenho Marques | Opinião/ DN

Nunca vivemos num período histórico tão perigoso. Os problemas são de uma complexidade e de uma intensidade verdadeiramente existencial. É nas horas difíceis que se revela a fibra de que são feitas as pessoas e as organizações que elas protagonizam.

Estamos a assistir à confirmação dessa tese, mas pela negativa. A ausência de visão estratégica e até de sensatez elementar não é apanágio luso, mas inquieta-nos particularmente testemunhar como este governo entrou num processo de autofagia e combustão interna.

Sem oposição, com uma Assembleia obediente e um Presidente facilitador, o governo resolveu desistir de ser um instrumento para que o país possa enfrentar os três caminhos ameaçadores da desordem internacional que ameaçam engolir Portugal, transformando-se ele próprio num problema sem sinais de solução próxima.

Identifiquemos a geografia dos caminhos para o desastre que nos afligem.

Continuar a ler

A grande luta do Papa Francisco contra a “monstruosidade” dos abusos | in DN/LUSA

O Papa Francisco disse que a igreja “não se cansará de fazer tudo o que for necessário” para levar à justiça quem quer que tenha cometido algum tipo de abuso sexual, uma das batalhas do líder da Igreja Católica.

Ocombate aos abusos sexuais na Igreja Católica foi assumido pelo Papa Francisco como uma das suas batalhas nestes 10 anos de pontificado, que o levou a convocar uma cimeira no Vaticano em fevereiro de 2019.

Perante os líderes de conferências episcopais de todo o mundo e responsáveis de institutos religiosos, Francisco apresentou passos para a luta contra os abusos a menores na Igreja católica, defendendo ter chegado a hora de “dar diretrizes uniformes para a igreja”.

Disse também que a igreja “não se cansará de fazer tudo o que for necessário” para levar à justiça quem quer que tenha cometido algum tipo de abuso sexual.

Continuar a ler

O Ocidente visto do mundo | Boaventura de Sousa Santos | in DN

ntre 2011 e 2016 realizei um projeto de investigação financiado pelo Conselho Europeu de Investigação. Intitulava-se ALICE – Espelhos Estranhos, Lições imprevistas: Definindo para a Europa um novo modo de partilhar as experiências do Mundo. Nesse projeto, tentei mostrar que a Europa, depois de cinco séculos a procurar ensinar o mundo, se confrontava com um mundo que não tomava em grande conta as lições da Europa e que, em face disso, em vez de propor isolacionismo progressivo, entendia que a Europa devia disponibilizar-se a aprender com o mundo e usar essa aprendizagem para resolver alguns dos seus problemas. A guerra da Ucrânia veio mostrar que as propostas da minha investigação de pouco serviram aos políticos europeus, uma experiência que não é nova para os cientistas sociais.

Continuar a ler

OS MAPAS NÃO MENTEM ! | Hugo Dionisio

A Geórgia encontra-se a braços com a tentativa de mais uma revolução “colorida”. Pelas ruas de Tbilissi vagueiam as bandeiras da EU e da Ucrânia, às mãos de manifestantes, os quais pertencem aquela elite paga com os dinheiros do ocidente, seja através de projectos da EU, ONG’s da CIA e do MI6 ou das omnipresentes multinacionais.

No início da “operação militar especial”, as pressões dos EUA sobre o governo georgiano, com vista à abertura de um segunda frente na guerra, foram de tal modo sentidas que um dos seus governantes sentiu a necessidade de o tornar público, dizendo que “se atacarmos a Rússia deixará de haver Geórgia, portanto, não vemos o sentido desse ataque”. Pois, eles não viram, mas houve quem visse. Principalmente quem queria continuar a materializar no terreno a estratégia delineada pela RAND designada de “Stretching Rússia”, e que assenta no desenvolvimento de uma profusão de conflitos ao longo da fronteira do maior país do mundo, de forma a exauri-lo de recurso e fazê-lo cair, partindo-se em 23 pequenas e – manipuláveis – nações.

Continuar a ler

Evangelhos Apócrifos | de Frederico Lourenço 

Editor: Quetzal Editores | Edição: outubro de 2022

SINOPSE

A par dos evangelhos canónicos, existem outros (combatidos a partir do século IV e excluídos no século XVI) que mostram a figura e as ideias de Jesus Cristo sob um prisma muito diferente.

Antes da imposição de uma doutrina única no século iv, o cristianismo caracterizou-se pela diversidade de pensamento. A par dos evangelhos tornados canónicos, circulavam também outros, atribuídos a nomes como Pedro, Tomé e Filipe, que davam a ver a figura de Jesus Cristo sob prismas diferenciados.

O Evangelho de Pedro emprega uma palavra que nunca ocorre nos evangelhos canónicos: «discípula». No único evangelho cuja autoria é atribuída a uma mulher (o Evangelho de Maria), a pessoa a quem Jesus confia a sua doutrina não é Pedro nem João, mas sim Maria Madalena.

Muitos destes textos permaneceram desconhecidos até à segunda metade do século xx e o seu conteúdo ainda suscita controvérsia. No entanto, os evangelhos apócrifos constituem um estímulo para repensarmos, hoje, o cristianismo de forma menos dogmática e com mais espírito de inclusão.

A finalidade deste livro é dar a ler o material greco-latino em edição bilingue, com um comentário crítico-histórico tão imparcial quanto possível, trazendo esses textos de regresso em toda a sua plenitude, traduzidos das suas fontes originais.

Evangelhos de Tiago, Tomé, Filipe, Maria, Pseudo-Mateus, Pedro, Nicodemos, Natividade de Maria, Relatos da Paixão de Cristo, Narrativa de José de Arimateia, Evangelho dos Egípcios, Místico de Marcos, Evangelho copta de Maria, Relatório de Pilatos, Descida de Cristo aos Infernos, Evangelho de José o Carpinteiro, etc.


Biografia de Frederico Lourenço

Ensaísta, tradutor, ficcionista e poeta, Frederico Lourenço nasceu em Lisboa, em 1963, e é atualmente professor associado com agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e membro do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da mesma instituição.

Foi docente, entre 1989 e 2009, da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Línguas e Literaturas Clássicas (1988) e se doutorou em Literatura Grega (1999) com uma tese sobre Eurípides, orientada por Victor Jabouille (Lisboa) e James Diggle (Cambridge). Publicou artigos sobre Filologia Grega nas mais prestigiadas revistas internacionais (Classical Quarterly e Journal of Hellenic Studies) e, além da Ilíada, traduziu também a Odisseia de Homero, tragédias de Sófocles e de Eurípides, e peças de GoetheSchiller e Arthur Schnitzler.

No domínio da ficção, é autor de Pode Um Desejo Imenso (2002). Na poesia, é autor de Santo Asinha e Outros Poemas e de Clara Suspeita de Luz. Publicou ensaios como O Livro Aberto: Leituras da BíbliaGrécia RevisitadaEstética da Dança Clássica e Novos Ensaios Helénicos e Alemães (Prémio PEN Clube de Ensaio 2008). Recebeu ainda os prémios PEN Clube Primeira Obra (2002), Prémio D. Diniz da Casa de Mateus (2003), Grande Prémio de Tradução (2003), Prémio Europa David Mourão-Ferreira (2006).
Em 2016 iniciou na Quetzal a publicação dos seis volumes da sua tradução da Bíblia (que lhe valeu o Prémio Pessoa); em 2019 publicou uma Nova Gramática do Latim; em 2020, Latim do Zero a Vergílio em 50 Lições e Poesia Grega de Hesíodo a Teócrito (edição bilingue em grego e português); e, em 2021, as Bucólicas de Vergílio (em latim e português).

Dia Internacional De La Mujer

𝙀𝙡 𝙩𝙞𝙚𝙢𝙥𝙤 𝙚𝙨 𝙨𝙤́𝙡𝙤 𝙪𝙣𝙖 𝙖𝙡𝙚𝙜𝙤𝙧𝙞́𝙖
𝙇𝙤𝙨 𝙖𝙣̃𝙤𝙨 𝙥𝙚𝙧𝙙𝙞𝙙𝙤𝙨 𝙤 𝙜𝙖𝙣𝙖𝙙𝙤𝙨 𝙮𝙖 𝙣𝙤 𝙚𝙭𝙞𝙨𝙩𝙚𝙣
𝙎𝙚 𝙙𝙚𝙨𝙣𝙪𝙙𝙖 𝙖𝙗𝙧𝙞𝙡 𝙚𝙣𝙩𝙧𝙚 𝙩𝙪𝙨 𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨
𝙔 𝙩𝙪 𝙘𝙪𝙚𝙧𝙥𝙤 𝙚𝙨 𝙪𝙣 𝙙𝙚𝙥𝙤́𝙨𝙞𝙩𝙤 𝙙𝙚 𝙖𝙢𝙖𝙣𝙚𝙘𝙚𝙧𝙚𝙨
𝘿𝙚𝙨𝙥𝙞𝙚𝙧𝙩𝙖 𝙡𝙖 𝙢𝙪𝙟𝙚𝙧 𝙦𝙪𝙚 𝙖𝙪́𝙣 𝙣𝙤 𝙝𝙖𝙗𝙞𝙩𝙖𝙨
𝙔 𝙥𝙧𝙤𝙫𝙚𝙚𝙡𝙖 𝙙𝙚 𝙣𝙪𝙚𝙫𝙤𝙨 𝙥𝙡𝙖𝙘𝙚𝙧𝙚𝙨
𝙄𝙣𝙨𝙩𝙧𝙪́𝙮𝙚𝙡𝙖 𝙚𝙣 𝙡𝙖𝙨 𝙥𝙖𝙨𝙞𝙤𝙣𝙚𝙨
𝙔 𝙙𝙖𝙡𝙚 𝙖 𝙘𝙤𝙣𝙤𝙘𝙚𝙧 𝙡𝙖 𝙨𝙖𝙗𝙞𝙙𝙪𝙧𝙞́𝙖 𝙙𝙚 𝙡𝙖𝙨 𝙥𝙞𝙩𝙤𝙣𝙞𝙨𝙖𝙨
𝘾𝙤𝙣𝙫𝙞𝙚́𝙧𝙩𝙚𝙡𝙖 𝙚𝙣 𝙢𝙖𝙚𝙨𝙩𝙧𝙖
𝙋𝙖𝙧𝙖 𝙖𝙥𝙧𝙤𝙫𝙚𝙘𝙝𝙖𝙧 𝙘𝙖𝙙𝙖 𝙨𝙚𝙜𝙪𝙣𝙙𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙧𝙚𝙨𝙥𝙞𝙧𝙖𝙨
𝙔 𝙖𝙡 𝙩𝙚𝙧𝙢𝙞𝙣𝙖𝙧 𝙙𝙚 𝙡𝙖 𝙟𝙤𝙧𝙣𝙖𝙙𝙖 𝙘𝙖𝙙𝙖 𝙙𝙞́𝙖
𝙋𝙪𝙚𝙙𝙖𝙨 𝙙𝙚𝙘𝙞𝙧 𝙨𝙖𝙩𝙞𝙨𝙛𝙖𝙘𝙩𝙤𝙧𝙞𝙖𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚
𝙉𝙤 𝙝𝙚 𝙙𝙚𝙨𝙥𝙚𝙧𝙙𝙞𝙘𝙞𝙖𝙙𝙤 𝙢𝙞 𝙩𝙞𝙚𝙢𝙥𝙤 𝙣𝙞 𝙢𝙞 𝙫𝙞𝙙𝙖.

𝙑𝙞𝙚𝙣𝙩𝙤

Retirado do Facebook | Mural de Viento

In MEMORY of CYD CHARISSE on her BIRTHDAY | (Mar 8, 1922 – Jun 17, 2008)

Em MEMÓRIA de CYD CHARISSE no seu ANIVERSÁRIO – (8 de março de 1922 – 17 de junho de 2008)

Anos de carreira: 1939 – 2007

Nascida Tula Ellice Finklea, atriz e dançarina americana.

Depois de se recuperar da poliomielite quando criança e estudar ballet, Charisse entrou no cinema nos anos 40. Os seus papéis geralmente apresentavam as suas habilidades como dançarina, e ela foi par com Fred Astaire e Gene Kelly; os seus filmes incluem Singin’ in the Rain (1952), The Band Wagon (1953), Brigadoon com Gene Kelly e Van Johnson (1954) e Silk Stockings (1957). Ela parou de dançar em filmes no final dos anos 50, mas continuou atuando no cinema e na televisão, e em 1991 fez a sua estreia na Broadway. Nos seus últimos anos, ela discutiu a história do musical de Hollywood em documentários, e foi destaque em That’s Entertainment! III em 1994. Ela foi premiada com a Medalha Nacional de Artes e Humanidades em 2006.

Charisse foi destaque no Guinness Book of World Records de 2001 sob “Most Valuable Legs”, porque uma apólice de seguro de 5 milhões de dólares foi supostamente emitida em suas pernas em 1952.

Continuar a ler

História do Dia da Mulher | Maria Helena Manaia

O Dia Internacional da Mulher é comemorado anualmente a 8 de março.

História do Dia da Mulher

A data surgiu pela primeira vez a 19 de março de 1911 na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

Desde esse ano, o dia tem vindo a ser comemorado em vários países do mundo, de forma a reconhecer a importância e contributo da mulher na sociedade.

Outro dos objetivos por detrás da origem do Dia Internacional da Mulher é recordar as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito, seja racial, sexual, político, cultural, linguístico ou económico.

Em 1975, as Nações Unidas promoveram o Ano Internacional da Mulher e em 1977 proclamaram o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

No Dia Internacional da Mulher é comum serem enviadas às mulheres mensagens de apreço e de homenagem, e fazerem-se pequenas surpresas, como o envio de flores e bombons.

Origem do Dia Internacional da Mulher

Há várias explicações para a origem do Dia Internacional da Mulher ser 8 de março.

Uma delas é a própria luta das mulheres operárias por mais direitos e melhores condições de vida nas fábricas. Junte-se a isso, ao movimento sufragista que reivindicava o direito ao voto.

Há quem afirme que a data foi proposta por causa de um incêndio em 1857, numa fábrica em Nova York. No entanto, este acidente nunca existiu e o mais provável é que se fizesse referência a um sinistro ocorrido na mesma cidade em 1911.

Na verdade, o 8 de março foi escolhido porque neste dia, em 1917, as mulheres russas protestaram exigindo melhores condições de vida. A manifestação reuniu mais de 90 mil pessoas e data se tornou oficial em 1917.

Em 1977, a ONU reconheceu esta data como o Dia Internacional da Mulher.

Retirado do Facebook | Mural de Maria Helena Manaia

Dia internacional das Mulheres | Jack Kerouac

Brindemos pelas loucas,

pelas desajustadas,

pelas rebeldes e arruaceiras,

pelas que não se encaixam,

pelas que veem as coisas de um modo diferente,

pelas que não gostam de regras e não respeitam o status quo.

Podem denunciá-las, não estar de acordo,

glorificá-las ou vilipendiá-las,

mas o que não podem fazer é ignorá-las.

Porque elas mudam as coisas,

empurram para a frente a condição humana.

Enquanto alguns as veem como loucas,

Nós vemos o génio delas,

porque as mulheres que se acreditam tão loucas,

como para pensar que podem mudar o mundo, são as que o fazem.

Jack Kerouac

Embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

Livro: As flores do Mal – Charles Baudelaire

“É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: “É hora de embriagar-se!

Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso”. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher”.

Livro: As flores do Mal- Charles Baudelaire.

Charles Baudelaire foi um poeta Francês boêmio, e teórico da arte francesa. É considerado um dos precursores do simbolismo e reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia, juntamente com Walt Whitman, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX.

Retirado do Facebook | Mural de Vicente Freitas

Compreender a Terra através do Espaço I ! no Centro Ciência Viva do Alviela

Estão abertas as inscrições para a formação acreditada, ESERO – Compreender a Terra Através do Espaço I.

Professores do 1.º ciclo e pré-escolar! Inscrevam-se nesta formação gratuita e acreditada de longa duração que o ESERO Portugal preparou para vós.

Aperte o cinto e venha viajar connosco pelo Sistema Solar, enquanto explora questões de temperatura, luz, matemática na vida quotidiana, entre muitas outras atividades que procuramos desenvolver de uma forma clara, interativa e divertida para fazer com os seus alunos em sala de aula.

Este curso de formação tem a duração de 25 horas (presenciais) e irá decorrer no Centro Ciência Viva do Alviela aos sábados. 

Centro Ciência Viva do Alviela
Praia Fluvial dos Olhos de Água do Alviela
2380-450 Louriceira | Alcanena
info@alviela.cienciaviva.pt

Ukraine : les Etats-Unis nous entraînent dans le piège de Thucydide – Le Zoom – Nikola Mirkovic

Président de l’association Ouest-Est, Nikola Mirkovic est l’auteur de “L’Amérique Empire”. Ce spécialiste des pays de l’Est, qui a mené de très nombreuses missions humanitaires, évoque le déroulement des midterms et les enjeux des prochaines élections de mi-mandat aux Etats-Unis. Nikola Mirkovic indique que le contexte d’embrasement général va peser lourdement sur ce scrutin qui renouvelle la Chambre des représentants et plus d’un tiers du Sénat. L’invité de TVL insiste sur le fait que, dans la guerre russo-ukrainienne ou vis à vis de la Chine, les Etats-Unis entraînent toute l’Europe dans le piège de Thucydide, c’est à dire un moment où une puissance dominante entre en guerre avec une puissance émergente en raison de la peur suscitée par sa montée en puissance. Comment en est-on arrivé là ? Nikola Mirkovic apporte d’importants éléments de réponse.

Emmanuel Todd: «Les gens n’ont pas compris les enjeux en Ukraine»

Emmanuel Todd, anthropologue et historien reconnu, est revenu dans Points de Vue sur son analyse de la situation en Ukraine. Pour lui, «cette guerre n’a jamais été une guerre entre l’Ukraine et la Russie»: «Pour la Russie, l’Ukraine est un problème mineur. C’est un défi à l’OTAN et aux États-Unis.»

Un mondialiste peut en cacher un autre: Kissinger et Poutine | par Modeste Schwarz (1/2) | Le Courrier des Stratèges

UM MUNDIALISTA PODE ESCONDER OUTRO – KISSINGER E PÚTIN

Modeste Schwarz defende aqui uma tese paradoxal: Putin é discípulo de Kissinger. Isso significa que ele não é o imperialista que muitos querem ver nele. Mas ele não seria, entretanto, esse “De Gaulle russo” que os soberanistas franceses nele querem ver. Aqui está a primeira parte de uma análise de alta qualidade filosófica, em sintonia com os debates intelectuais internacionais – e muito distante do provincianismo.

par courrier-strateges 5 mars 2023

Modeste Schwarz défend ici une thèse paradoxale: Poutine est un disciple de Kissinger. Cela veut dire qu’il n’est pas l’impérialiste que beaucoup veulent voir en lui. Mais qu’il ne serait pas, pour autant, ce « de Gaulle russe » que les souverainistes français veulent voir en lui. Voici la première partie d’une analyse de haute tenue philosophique, en phase avec les débats intellectuels internationaux – et très loin du provincialisme germano-pratin.

Continuar a ler

Descontentamento europeu face ao plano dos EUA | Von der Leyen reúne-se com Joe Biden em altura de tensões entre Bruxelas e Washington | in Lusa 5-6-2023

Nos últimos meses, as relações transatlânticas têm sido marcadas pelo descontentamento europeu face ao plano dos Estados Unidos de subsidiar a produção local de tecnologias limpas com 370 mil milhões de dólares (cerca de 350 mil milhões de euros), o que é considerado discriminatório, contrário às regras da Organização Mundial do Comércio e que, juntamente com a escalada dos preços da energia, ameaça levar as empresas europeias a abandonar o continente.


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, vai reunir-se esta semana com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, numa altura de tensões entre Bruxelas e Washington pelos subsídios às empresas norte-americanas, prejudiciais para companhias europeias.

Continuar a ler

Os impérios e a hierarquia do poder | Carlos Matos Gomes

Os dirigentes europeus riem de quê quando vão a Kiev ou a Washington?

Washington, 3 de Março de 2023, o presidente Joe Biden recebe Olaf Sholz na sala imperial (oval) da Casa Branca. O presidente Biden, com visíveis dificuldades de expressão, lê umas fichas que tenta esconder no colo e profere as frases que lá devem estar escritas: Agradece a Olaf Sholz o apoio da Alemanha à Ucrânia.

A cena é reveladora e antiga: O velho imperador recebe o submisso e quase envergonhado governador de uma velha colónia e agradece-lhe o apoio que este está a dar a uma nova colónia, atacada por um império inimigo. A Ucrânia é um território nos confins do império, como em tempos foram a Germania, a terra dos tedescos, aqueles que não falavam latim, a Gália, a Pérsia e até a Escócia. Os impérios sempre tiveram problemas nas suas fronteiras. Em 2023 o governador da província da Germânia, aquele que tem o poder subdelegado do imperador para a Europa, foi a Washington reafirmar fidelidade e prometer continuar a servir o imperador para este juntar a Ucrânia ao império.

Continuar a ler

Walter Benjamin: le vingtième siècle sous le regard | Aurélien Bellanger

Aurélien Bellanger s´est affirmé ces dernières années comme une des valeurs sûres de la nouvelle littérature française. Né le 20 avril 1980 à Laval, il a grandi à Barentin dans la banlieue de Rouen. Chroniqueur de radio et philosophe de formation, il a publié son premier livre en 2010, un essai sur Michel Houellebecq intitulé Houellebecq, écrivain romantique aux éditions Léo Scheer. Cet intérêt pour Houellebecq n´est pas le fruit du hasard, Aurélien Bellanger ayant revendiqué son influence, aussi bien que celle de Balzac, lors de l´écriture de son premier roman La théorie de l´information, paru en 2012. Il a également cité d´autres influences parmi les auteurs classiques ou modernes comme celles de Stendhal, Gustave Flaubert,  Marcel Proust ou Julien Gracq.

Si certaines voix ont questionné son talent, la reconnaissance critique est pourtant croissante. Nombre d´observateurs l´ont rapproché de Michel Houellebecq, mais lors de la parution de son premier roman, La théorie de l´information, Jérôme Dupuis écrivait dans L´Express que s´il était question de comparer Aurélien Bellanger à Michel Houellebecq, on serait alors devant un Houellebecq «sans humour, sans sexe, sans aphorisme et sans mélancolie». Bref, un Houellebecq ennuyeux et sans panache.

Continuar a ler

OS DOIS LOBOS | (uma lenda dos índios Cherokee)

Um jovem guerreiro, indignado e com muita raiva, chega junto de seu avô contando que sofreu uma injustiça de um amigo.

O avô ouve-o e responde:

– Deixa-me contar-te uma história…

Eu também já algumas vezes, senti grande ódio daqueles que me fizeram sofrer, sem qualquer arrependimento daquilo que me fizeram.

Todavia, o ódio corrói mas não fere o inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que o inimigo morra…

Na verdade, dentro de cada um de nós vivem dois lobos..Um deles é bom e não magoa. Vive em harmonia com todos à sua volta e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isso, e da maneira correta.

Mas com o outro lobo, já não é assim! …

Ele vive cheio de raiva! As mais pequenas coisas lançam-no num ataque de ira!

Ele briga com todos o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não consegue pensar, porque a sua raiva e o seu ódio são enormes…

Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos, pois ambos tentam dominar o nosso espírito….

O jovem olhou intensamente nos olhos do seu avô e perguntou:

– E qual deles é que vence, avô?

O avô sorri e responde baixinho:

– Vence aquele que nós alimentarmos!

Putin está ganhando? A ordem mundial está mudando a seu favor | Pedro Frankopan | The Spectator

Não se trata da Ucrânia, mas da ordem mundial”, disse Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, um mês após a invasão. “O mundo unipolar está irremediavelmente recuando para o passado … Um mundo multipolar está nascendo.” Os EUA não são mais a polícia do mundo, em outras palavras – uma mensagem que ressoa em países que há muito desconfiam do poder americano. A coalizão central do Ocidente pode permanecer sólida, mas não conseguiu conquistar muitos dos países que se recusaram a escolher lados. A missão diplomática de Moscou de construir laços e aprimorar uma narrativa na última década rendeu dividendos.

Olhe para a África. Em março do ano passado, 25 Estados africanos dos 54 se abstiveram ou não votaram em uma moção da ONU condenando a invasão, apesar da enorme pressão das potências ocidentais. Sua recusa em ficar do lado claramente da Ucrânia foi testemunho dos esforços diplomáticos contínuos da Rússia no mundo em desenvolvimento.

Há um ano, Naledi Pandor, ministra das Relações Exteriores da África do Sul, pediu à Rússia que se retirasse. Após a visita de Lavrov há algumas semanas, Pandor foi perguntada se ela havia repetido esse sentimento ao seu homólogo russo. Tinha sido “apropriado” no ano passado, disse ela, mas repeti-lo agora “me faria parecer bastante simplista e infantil”. Pandor então elogiou a “crescente relação econômica bilateral” entre Pretória e Moscou, e os dois países marcaram o aniversário da guerra com exercícios militares conjuntos.

Moscou se apresenta como um bastião da estabilidade em um mundo enlouquecido, mesmo quando procura tornar o mundo mais louco.

Continuar a ler

Boris Johnson, Joe Biden, UE, NATO, USA, Canadá, Japão

Imanol Alvarez | Facebook | 2 de Outubro de 2022

Na hipócrita sociedade ocidental essa é uma invasão legítima… na hipócrita sociedade ocidental uns refugiados são vítimas inocentes da guerra, enquanto outros já são considerados terroristas a querer entrar na Europa.

Na hipócrita sociedade ocidental existem crimes de guerra na Ucrânia, enquanto na Palestina são considerados danos colaterais.

Na hipócrita sociedade ocidental não decretam sanções ao regime israelita, nem o acusam de crimes de guerra.

Alexandra Araújo | Facebook | 02-03-2023

China e Bielorrúsia pedem cessar-fogo na Ucrânia: “Estamos prontos a dinamizar esforços para restaurar a paz e a ordem” | in CNN Portugal

Os presidentes da China e da Bielorrússia pediram um cessar-fogo na Ucrânia. Fizeram-no através de um comunicado emitido após o encontro entre Xi Jinping e Alexander Lukashenko em Pequim, esta quarta-feira, no qual reforçam o plano de paz proposto pelo governo chinês. 

Ambos os países expressaram uma “profunda preocupação” com o conflito e o interesse comum no “restabelecimento da paz na Ucrânia o mais rapidamente possível”. Xi Jinping e Alexander Lukashenko, dois dos líderes mundiais que mantêm relações mais estreitas com o governo de Vladimir Putin, dizem-se “interessados em evitar uma escalada da crise e prontos a dinamizar esforços para restaurar a paz e a ordem” no território em guerra. 

Xi Jinping terá ainda dito que o Ocidente deve “parar de usar a economia mundial como ferramenta” e “tomar medidas que realmente promovam um cessar-fogo”, de acordo com a emissora estatal chinesa CCTV.

A Bielorrússia, por sua vez, afirma concordar “plenamente” com as propostas da China para a resolução da “crise” na Ucrânia e a defesa da “segurança internacional”. As decisões políticas feitas neste contexto “devem ter como principal objetivo a prevenção de um confronto global que não terá vencedores”, disse Lukashenko, citado pela agência de notícias bielorrussa Belta. 

O plano do governo chinês, divulgado no dia 23 de fevereiro, pretende alcançar a paz através de uma via diplomática em vez da batalha no terreno. Evita, também, condenar qualquer uma das partes ou invocar algumas das preocupações mais prementes no conflito, como a perda de território ou o armamento da Ucrânia pelos países da NATO. A revelação deste plano foi criticada pelos líderes ocidentais, que acusaram a China de ter já tomado o partido da Rússia. No entanto, além da Rússia, também o presidente Volodymyr Zelensky admitiu estar de acordo “com alguns pontos do plano” chinês, como a preservação da “integridade territorial” da Ucrânia. 

A viagem de Alexander Lukashenko a Pequim surge após os dois líderes concordarem em reforçar os laços dos seus países para uma “parceria estratégica global”, durante uma reunião de setembro à margem da cimeira da Organização para a Cooperação de Xangai, no Uzbequistão, à qual Putin também assistiu.

Abro as janelas a Março | João Gomes

Abro as janelas a Março, deixo entrar a brisa fria.

E as aves veem do mar, procurando esta calmaria…

São gaivotas ansiosas, pela paz que não tem mar,

voam por entre as colinas, onde ervas são um lar.

Fico a vê-las na janela, onde as horas já não passam,

O corpo cubro dos sonhos que de noite extravasam,

Faço ninhos nas orelhas para o cabelo descansar,

Nos olhos a sensação do não querer acordar.

Faço força, forço a mente a deixar-me partir,

Para a frente dessa força, que no voo posso sentir.

E sou gaivota na mente, sou uma ave ilusória,

Voo por entre as colinas, faço parte dessa história.

Vou com elas, companheiras, conhecer o lado forte,

De quem voa o dia inteiro e não teme nem a morte,

Vou voando para a costa, vou voando enquanto estou,

Nesta janela aberta, deste Março que acordou.

João Gomes

Bom dia!

Arte de Sigismunds Vidbergs “Dançando com os Pássaros”, 1913

E se a Ucrânia não ganhar a guerra? | Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 24/02/2023

EM ADENDA | COMENTÁRIO DE João Gomes in Facebook, na págna de Carlos Fino, de onde foi retirado o texto principal.

A pior solução para os europeus é não considerarem a Ucrânia um interesse vital e acabarem por ter de morrer por ela. Washington sabe o que quer e o que está a fazer. Os dirigentes europeus nem por isso.

A esmagadora maioria dos comentadores nacionais afirma de modo convicto e determinado que “a Ucrânia vai ganhar a guerra”, “a Ucrânia tem de vencer”, como se a insistente oralização de uma vontade fosse suficiente, e a capacidade para a concretizar um aspeto de menor importância.

Questionar o dogmatismo subjacente a esta certeza tornou-se sinónimo de apoio e alinhamento com as posições de Moscovo.

Entenda-se por ganhar a guerra, o regresso dos territórios presentemente anexados pela Federação da Rússia ao controlo de Kiev, Crimeia incluída, com a consequente expulsão das forças russas do território ucraniano, ao que se juntará a adesão de Kiev à NATO e à União Europeia (UE).

Continuar a ler

A poesia como reflexo de um cenário de perdas | Tal Nitzán | por Adelto Gonçalves

Segundo livro da poeta israelense Tal Nitzán publicado no Brasil traz poemas que constituem libelos em favor da paz no Oriente Médio

Adelto Gonçalves (*)
I
            Pessoa extremamente sensível, que coloca a sobrevivência da espécie humana acima de todas as possíveis divergências étnicas ou políticas, o que a leva a lutar há anos pelo fim do domínio de Israel sobre as terras conquistadas na guerra de 1967, a poeta israelense Tal Nitzán (1961) acaba de ter publicado o seu segundo livro no Brasil, Atlântida (Belo Horizonte, Ars et Vita Editora, 2022), que reúne 40 poemas tirados de obras já publicadas, majoritariamente traduzidos pelo jornalista Moacir Amâncio, doutor em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP) e professor titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) daquela instituição. Com esse livro, a autora conquistou o Prêmio da Universidade de Bar-Ilan (Tel Aviv), em Israel.

Continuar a ler

O OCIDENTE TENTOU ISOLAR A RÚSSIA – MAS NÃO FUNCIONOU | Por Anton Troianovski, Lauren Leatherby, Weiyi Cai e Josh Holder | New York Times

Depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, o Ocidente formou o que parecia ser uma coligação global esmagadora: 141 países apoiaram uma moção das Nações Unidas exigindo que a Rússia se retirasse incondicionalmente.

Em contraste, a Rússia parecia isolada. A Coreia do Norte foi um dos quatro únicos países que apoiaram a Rússia e rejeitaram a medida.

Mas o Ocidente nunca conquistou tanto o mundo quanto parecia inicialmente. Outros 47 países se abstiveram ou perderam a votação, incluindo Índia e China. Muitas dessas nações “neutras” desde então forneceram apoio económico ou diplomático crucial à Rússia.

E mesmo algumas das nações que inicialmente concordaram em denunciar a Rússia veem a guerra como um problema que não é seu – e desde então começaram a orientar-se para uma posição mais neutra.

Um ano depois, está ficando mais claro: embora a coligação central do Ocidente permaneça notavelmente sólida, ela nunca convenceu o resto do mundo a isolar a Rússia.

Continuar a ler

10 “estratégias de manipulação” através dos média | NOAM CHOMSKY

NOAM CHOMSKY: “A MAIORIA DAS PESSOAS NÃO SE DÃO CONTA DO QUE ESTÁ ACONTECENDO DE FATO E SEQUER SABEM QUE SÃO IGNORANTES A ESSE RESPEITO”

Em sua obra necessária e contundente, o filósofo estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através dos média:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neuro-biologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES

Continuar a ler

Conceções do Mundo | Carlos Matos Gomes

Qualquer entendimento do mundo deve partir de reconhecimentos basilares: o homem é um ser vivo que se encontra determinado pela natureza e esta engloba o seu próprio corpo como o mundo exterior.

A dependência, ou existência do seu corpo, com os impulsos animais que o governam, determinam o seu sentimento vital de sobrevivência e a sua consciência dota-o de uma conceção do mundo. O mundo é o meio onde o homem existe. Meios distintos originam diferentes conceções do mundo. «Na fome, no impulso sexual, na velhice e na morte, o homem vê-se sujeito aos poderes da vida natural. É natureza.» Os tipos de conceção do mundo, Wilhelm Dilthey

Perceber a realidade exige conhecer as conceções do mundo dos homens e das sociedades em presença. Nós, os portugueses e os europeus em geral como membros da civilização que mais se difundiu pelo planeta devíamos ter aprendido a indispensabilidade de conhecermos as conceções dos outros para nos relacionarmos de forma vantajosa. A realidade da história, de hoje, demonstra que nada aprendemos, ou então que mantemos a convicção de que é o confronto e a imposição da nossa conceção a atitude que mais nos convém e que a arrogância supremacista é a marca da nossa civilização.

Continuar a ler

O que é “vencer” uma guerra na contemporaneidade e em 2023? | por João Gomes

O que é “vencer” uma guerra na contemporaneidade e em 2023? A Arte da Guerra de Sun Tzu diz que: “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. Ora, isso é o que tentam fazer os países ocidentais, ao entregar à Ucrânia a incumbência de aceitar a luta contra a Rússia, para o que andaram a prepará-la durante mais de 9 anos.

Fornecem-lhe os meios e os financiamentos e deixam que a sua população mais jovem se mate nesse envolvimento. Por enquanto são os homens entre os 16 e os 65, mas já há jovens mulheres a seguir o mesmo caminho. Ou seja, o ocidente tenta derrotar a Rússia sem lutar. Mas Sun Tzu – considerado o melhor estratega e filosofo de guerra de todos os tempos – também diz: “Aquele que se empenha a resolver as dificuldades resolve-as antes que elas surjam. Aquele que se ultrapassa a vencer os inimigos triunfa antes que as suas ameaças se concretizem”.

Ora, isso foi o que a mesma Europa não fez pois – confessadamente – enganou a Rússia para armar e preparar a Ucrânia no lugar de decidir obrigar a Ucrânia a cumprir os Acordos e Tratados de Paz de 2014/15.

Continuar a ler

UM ANO DE ESTUPIDEZ HUMANA | Miguel Sousa Tavares in Expresso, 24-02-2023

Um ano depois, a Ucrânia, sobretudo as suas pequenas cidades e aldeias do interior, continua a ser paulatinamente devastada e nem Putin conseguiu a rápida vitória que teria previsto nem a NATO conseguiu, por interposto Zelensky, correr com os russos da Ucrânia.

No terreno, a guerra de artilharia levada a cabo incansavelmente por ambos os lados, e sem saída militar à vista, é mantida, do lado russo, pelo envio constante de cada vez mais soldados para a morte e, do lado ucraniano, por uma tão persistente exigência de mais armas ao Ocidente que se atingiu a situação jamais vista de exaustão de munições nos arsenais da NATO.

Entretanto, a continuação da guerra devora economicamente a Europa e num só dia gasta-se 10 vezes mais em armas na Ucrânia do que aquilo que seria necessário para acorrer a oito milhões de sírios que dormem ao relento e morrem de fome e frio, sem auxílios internacionais, depois do terramoto de há três semanas.

Continuar a ler

Palavras de guerra | Viriato Soromenho Marques | Opinião / DN

Apulsão de morte liberta-se, com particular exuberância entre os intelectuais, nas vésperas de guerra. A maior matança política em Portugal, em mais de século e meio (200 mortos e mais de mil feridos), ocorreu em maio de 1915 nas ruas de Lisboa, na insurreição que derrubou o governo de Pimenta de Castro e afastou o presidente Manuel de Arriaga.

O objetivo fundamental dos golpistas, como Afonso Costa e João Chagas — que as suas milícias ecoavam na rua sob o lema “Viva a guerra!” — foi o de envolver Portugal na frente europeia da I Guerra Mundial, e não apenas em Angola e Moçambique e sem declaração formal de guerra à Alemanha, como defendiam Brito Camacho e Bernardino Machado.

A turba armada, incitada por muitos publicistas, conseguiu o que queria. Um quarto de século antes, em janeiro de 1890, gente exaltada insultava o jovem rei D. Carlos I por este, depois da imposição do Ultimato britânico, ter poupado os portugueses do fogo mortífero da Armada britânica. O enorme serviço que o Rei prestou ao interesse nacional seria pago com juros de chumbo no regicídio de 1908.

Continuar a ler

Pensamientos De cine | Ava Gardner

Poucas atrizes na história do cinema possuíram a força e a energia que Ava Gardner desprendia. Um olhar do “animal mais lindo do mundo” podia fulminar homens, mulheres e animais e sua maneira de andar fazia parecer que a grama não ia voltar a sair por onde ela tinha passado. Gardner era uma mulher que fazia o que quisesse numa época em que o normal era que elas estivessem aos pés dos seus amados e amantes.

Ela deu a volta e colocou Hollywood inteira e todos os homens do momento a seus pés. Homem que a conhecia numa festa, homem que se apaixonava perdidamente por ela. Que digam a Frank Sinatra, que a perseguia pelo mundo inteiro e a recolhia das suas terríveis ressacas numa relação tempestuosa que acabou em casamento e depois em divórcio. Os ataques de ciúmes do ator, suas ameaças de suicídio, as broncas constantes, os abusos com álcool e as fugas da Ava tornaram o casamento um protagonista habitual das revistas do coração. Nos anos 50, a Ava manifestou o seu abastecimento à vida estereotipada de Hollywood. Mudou-se para Madrid, onde encontrou, apesar das restrições do franquismo, maior liberdade. Sua vida daqueles anos, com episódios tão famosos como o caso com o toureiro Mario Cabré, que desencadeou a ira de Sinatra, está bem documentada em Beber a Vida: Ava Gardner na Espanha Aguilar, 2004, de Marcos Ordóñez, e foi também evocada na série Arde Madrid, dirigida em 2018 por Paco León.

Continuar a ler

Nós somos a soma das nossas desilusões e das nossas alegrias | João Gomes

Nós somos a soma das nossas desilusões e das nossas alegrias. A força do Amor é sempre a resposta à força do ódio, mas nenhuma delas é capaz de se anular por si só e, a prova, são as sociedades atuais e o ódio crescente que abafa o Amor falado pelas religiões e pelos melhores pensadores filosóficos de todos os tempos. Na aparência de não existirem soluções imediatas de paz para o momento atual que atravessa o nosso Mundo, não nos devemos considerar perdidos ou a caminho do caos.

Não existe caos quando existe Fé e, mesmo que os povos atravessem momentos de loucura mais ou menos coletiva, devido à escolha que fazem os dirigentes políticos, que marcam os seus objetivos políticos mais pelos seus objetivos pessoais do que pelas necessidades do Mundo, é possível deixar o pó dos tempos assentar e ter esperança que outros dias virão, em que um Homem olhará para outro Homem e não lhe desejará mal, porque esse Homem não tem razões para se considerar diminuído nos seus direitos, nas suas razões e na sua própria paz.

Não desistamos nunca de procurar esclarecer as nossas dúvidas sobre os acontecimentos e usemos todas as ferramentas que são colocadas à nossa disposição e que são de lados diferentes. Acreditar só num dos lados da barreira é cair na tentação de acreditar no que esse lado nos diz, sabendo nós que também mentiríamos se estivéssemos no lugar dele.

João Gomes

A Guarda e o Padre Isidro | Carlos Esperança

Crónica (7463 carateres) – Texto definitivo para o novo livro

O padre Isidro, feita a 4.ª classe, saiu de Vila Cova à Coelheira para entrar no seminário. Ordenado padre pelo eterno bispo da Guarda, D. José (III) Alves Matoso (1914 / 52), pastoreou Panoias de Cima onde levou o latim e a palavra do Senhor aos paroquianos do Barracão, Cerdeiral, Panoias de Baixo, Panoias do Meio, Póvoa de São Domingos, Prados e Valcovo, anexas da sede de freguesia, ampliando ainda o exercício do múnus a Gata, Monte Barro Sequeira e outras aldeias cheias de crianças e de fé.

Aguentou durante anos a chuva, o vento, a neve e as confissões nas aldeias paupérrimas onde levou o viático a moribundos, tornou cristãos os neófitos, celebrou missas, deu a comunhão, casou nubentes, fez procissões, cantou nos enterros e encomendou as almas dos que se finaram a aspergir-lhes o caixão com água benta derramada do hissope.

Continuar a ler

Frederica von Stade – Can’t help lovin’ that man – Showboat

E. Goldie

I’ve heard Lena Horne sing this, Ella Fitzgerald sing this, Julie London, and Ava Gardner (from the 1951 movie) sing this, and NO ONE belts out this song with more enthusiasm, verve, raw energy, and great musical range, than Ms. von Stade here. Her jazzy rendition here makes the blood surge with joy, and makes you want to get up and dance! Bravo!! I look forward to discovering more of Ms. von Stade’s works like this and you should too!

Flicka & Friends – Frederica von Stade, Jerry Hadley & Sam Ramey – Operatic Arias/Duets/Trios (1990)

In memoriam Jerry Hadley (June 16, 1952 – July 18, 2007) https://en.wikipedia.org/wiki/Jerry_H… * “Nobles seigneurs, salut” from “Les Huguenots” – von Stade * Duet from Act I of “Cherubin” – von Stade & Ramey * “Pourquoi me reveiller” from “Werther” – Hadley * “Le veau d’or” from “Faust” – Ramey * Prayer and final trio from “Mignon” – von Stade, Hadley & Ramey * “Vedrai, carino” from “Don Giovanni” – von Stade * “Dies Bildnis ist bezaubernd schön” from “Die Zauberflöte” – Hadley * “Non piu andrai” from “Le Nozze Di Figaro” – Ramey * “La ci darem la mano” from “Don Giovanni” – von Stade & Ramey * “Una furtiva lagrima” from “L’Elisir d’Amore” – Hadley * “Sorgete, sorgete” from “Maometto Secondo” – Ramey * “Nacqui all’affanno” from “La Cenerentola” – von Stade

Timidez | Cecília Meireles, em ‘Viagem’ (1973)

BASTA-ME um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve…

– mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes…

– palavra que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,

– que amargamente inventei.

“A hegemonia dos EUA e os seus perigos” | Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China

Conteúdo | 2023-02-20 |

Introdução

I. Hegemonia política – jogando seu peso ao redor

II. Hegemonia Militar – Uso Arbitrário da Força

III. Hegemonia Econômica – Saques e Exploração

IV. Hegemonia Tecnológica – Monopólio e Supressão

V. Hegemonia Cultural – Espalhando Narrativas Falsas

Conclusão

Introdução

Desde que se tornou o país mais poderoso do mundo após as duas guerras mundiais e a Guerra Fria, os Estados Unidos agiram com mais ousadia para interferir nos assuntos internos de outros países, perseguir, manter e abusar da hegemonia, promover a subversão e a infiltração, e deliberadamente travar guerras, trazendo danos à comunidade internacional.

Continuar a ler

25 Best Opera Arias – favourites from Puccini, Verdi, Mozart and more

25 Best Opera Arias 00:00:00 Puccini: Gianni Schicchi – O mio babbino caro 00:02:36 Rossini: Il barbiere di Siviglia: Largo al factotum (Cavatina) 00:07:09 Mozart: Die Zauberflöte – Queen Of The Night 00:10:13 Puccini: La Bohème – Mi chiamano Mimì 00:14:58 Donizetti: L’Elisir d’Amore – Una furtiva lagrima 00:19:50 Verdi: Rigoletto – La donna é mobile 00:22:02 Puccini: Tosca – E lucevan le stelle 00:25:14 Mozart: Le nozze di Figaro – Non più andrai 00:29:06 Bellini: Norma – Casta diva 00:35:52 Verdi: Un ballo in maschera – Ma se m’e forza perderti 00:40:47 Puccini: Turandot – Nessun dorma 00:44:56 Leoncavallo: Pagliacci – Vesti la giubba 00:48:51 Verdi: La Traviata – Sempre libera 00:52:33 Saint-Saëns: Samson and Delilah – Mon coeur s’ouvre à ta voix 00:58:19 Puccini: Tosca – Vissi d’arte 01:01:37 Bizet: Les pêcheurs de perles – Au fond du temple saint 01:06:11 Mozart: Le nozze di Figaro – Cinque… dieci… Venti (No. 1 Duettino) 01:08:56 Verdi: Rigoletto – Ella mi fu rapita…Parmi veder le lagrime 01:13:51 Puccini: Manon Lescaut – Donna non vidi mai 01:16:30 Massenet: Werther – Pourquoi me réveiller 01:19:26 Offenbach: Tales of Hoffmann – Barcarolle 01:23:11 Verdi: Luisa Miller – Quando le sere al placido 01:28:45 Puccini: Gianni Schicchi – Firenze è come un albero fiorito 01:32:02 Verdi: Il Trovatore – Ah si’ ben mio coll’essere 01:35:05 Giordano: Andrea Chenier – La Mamma Morta

O melhor de Verdi | 150 minutos de música clássica


TRACKLIST:
00:00:00 – La Donna E Mobile (Rigoletto) 00:02:21 – Chorus Of The Hebrew Slaves (Nabucco) 00:06:20 – Overture (La Forza Del Destino) 00:09:27 – Un Di Felice (La Traviata) 00:12:55 – Merce, Dilette Amiche (I Vespri Siciliani) 00:16:27 – Brindisi (La Traviata) 00:19:24 – Di Quella Pira (Il Trovatore) 00:21:18 – Anvil Chorus (Il Trovatore) 00:23:58 – Stride La Vampa! (Il Trovatore) 00:26:26 – Ritorna Vincitor (Aida) 00:33:51 – Dio, Che Nell’alma Infondere (Don Carlo) 00:38:29 – Prelude (La Traviata) 00:42:20 – Caro Nome (Rigoletto) 00:48:15 – O Don Fatale (Don Carlo) 00:52:56 – Celeste Aida (Aida) 00:57:57 – Ernani, Involami (Ernani) 01:00:35 – Di Tu Se Fedele (Un Ballo In Maschera) 01:03:54 – Morro, Ma Prima In Grazia (Un Ballo In Maschera) 01:08:35 – Quando Le Sere Al Placido (Luisa Miller) 01:12:11 – Grand March (Aida) 01:17:08 – Dies Irae (Messa Da Requiem) 01:19:30 – Pace, Pace, Mio Dio! (La Forza Del Destino) 01:25:06 – Questa O Quella (Rigoletto) 01:27:01 – Bella Figlia Dell’amore (Rigoletto) 01:30:58 – Ave Maria (Otello) 01:35:47 – Parigi, O Cara (La Traviata) 01:40:07 – Ah, La Paterna Mano (Macbeth) 01:42:35 – Squilli, Echeggi La Tromba Gerriera (Il Trovatore) 01:45:22 – O Carlo, Ascolta (Don Carlo) 01:49:32 – Ingemisco (Messa Da Requiem) 01:53:04 – Come In Quest’ora Bruna (Simon Boccanegra) 01:56:39 – Brindisi (Macbeth) 02:00:05 – O Patria Mia (Aida) 02:05:29 – La Mia Letizia Infondere (I Lombardi) 02:07:51 – Lo Sguardo Avea Degli Angeli (I Masnadieri; soprano: Montserrat Caballé) 02:11:45 – Solenne In Quest’ora (La Forza Del Destino) 02:15:59 – Patria Oppressa (Macbeth) 02:20:52 – Tacea La Notte (Il Trovatore) 02:24:32 – Dal Piu Remoto Esilio…O Dio Solo, Ed Odio Atroce (I Due Foscari) 02:29:27 – Auto-Da-Fe Chorus (Don Carlo)