Há 50 anos, a 16 de maio de 1972, a polícia de choque invadia o Instituto Superior Técnico, à hora de almoço (à tarde seria a vez de Económicas). A resposta seria o grande salto em frente do movimento estudantil

Naquele tempo, nos idos de 70, o Instituto SuperiorTécnico, em Lisboa, tinha dois terrores: Análise (I e II) e Álgebra. A forma como as matemáticas avançadas eram ensinadas aos jovens estudantes de engenharia misturava um ambiente fabril oitocentista (anfiteatros sobrelotados, onde a matéria era dada à desfilada) com execuções em massa dignas de um matadouro: exames onde as taxas de reprovações eram estratosféricas, havendo salas inteiras em que apenas passavam duas ou três pessoas. 

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O melhor de Verdi | 150 minutos de música clássica | Gravação HQ

Enjoy 2 Hours Classical Music with the biggest masterpice of all time, This video collects the essential of Giuseppe Verdi HQ [Full Recording in High Quality Sound]

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TRACKLIST:

00:00:00 – La Donna E Mobile (Rigoletto) 00:02:21 – Chorus Of The Hebrew Slaves (Nabucco) 00:06:20 – Overture (La Forza Del Destino) 00:09:27 – Un Di Felice (La Traviata) 00:12:55 – Merce, Dilette Amiche (I Vespri Siciliani) 00:16:27 – Brindisi (La Traviata) 00:19:24 – Di Quella Pira (Il Trovatore) 00:21:18 – Anvil Chorus (Il Trovatore) 00:23:58 – Stride La Vampa! (Il Trovatore) 00:26:26 – Ritorna Vincitor (Aida) 00:33:51 – Dio, Che Nell’alma Infondere (Don Carlo) 00:38:29 – Prelude (La Traviata) 00:42:20 – Caro Nome (Rigoletto) 00:48:15 – O Don Fatale (Don Carlo) 00:52:56 – Celeste Aida (Aida) 00:57:57 – Ernani, Involami (Ernani) 01:00:35 – Di Tu Se Fedele (Un Ballo In Maschera) 01:03:54 – Morro, Ma Prima In Grazia (Un Ballo In Maschera) 01:08:35 – Quando Le Sere Al Placido (Luisa Miller) 01:12:11 – Grand March (Aida) 01:17:08 – Dies Irae (Messa Da Requiem) 01:19:30 – Pace, Pace, Mio Dio! (La Forza Del Destino) 01:25:06 – Questa O Quella (Rigoletto) 01:27:01 – Bella Figlia Dell’amore (Rigoletto) 01:30:58 – Ave Maria (Otello) 01:35:47 – Parigi, O Cara (La Traviata) 01:40:07 – Ah, La Paterna Mano (Macbeth) 01:42:35 – Squilli, Echeggi La Tromba Gerriera (Il Trovatore) 01:45:22 – O Carlo, Ascolta (Don Carlo) 01:49:32 – Ingemisco (Messa Da Requiem) 01:53:04 – Come In Quest’ora Bruna (Simon Boccanegra) 01:56:39 – Brindisi (Macbeth) 02:00:05 – O Patria Mia (Aida) 02:05:29 – La Mia Letizia Infondere (I Lombardi) 02:07:51 – Lo Sguardo Avea Degli Angeli (I Masnadieri; soprano: Montserrat Caballé) 02:11:45 – Solenne In Quest’ora (La Forza Del Destino) 02:15:59 – Patria Oppressa (Macbeth) 02:20:52 – Tacea La Notte (Il Trovatore) 02:24:32 – Dal Piu Remoto Esilio…O Dio Solo, Ed Odio Atroce (I Due Foscari) 02:29:27 – Auto-Da-Fe Chorus (Don Carlo)

Christian Rioux | L’impuissance | in www.ledevoir.com

Il y a une petite odeur d’ex-Yougoslavie dans cette guerre ukrainienne. Souvenez-vous, c’était il y a trente ans à peine. Le mur de Berlin s’était effondré deux ans plus tôt. Plus au sud, la Yougoslavie, née de l’effondrement de l’empire austro-hongrois et proche culturellement de la Russie, craquait de partout.

Trente ans plus tard, le sang coule à nouveau sur les débris du monde communiste. Trente ans plus tard, une jeune nation défend à nouveau son indépendance des anciens empires. Hier la Slovénie, la Croatie et la Bosnie-Herzégovine. Aujourd’hui l’Ukraine. Comme l’écrit Jean Quatremer dans Libération, ce conflit est en quelque sorte un conflit « gelé » directement surgi du passé. Tout se passe comme si, pour se protéger des avancées de l’OTAN, Poutine menait avec quelques décennies de retard les guerres qui auraient dû avoir lieu au moment de l’effondrement du bloc soviétique.

Mais, il y a une différence de taille entre 1991 et 2022. Le géant américain ayant opéré son virage stratégique vers le Pacifique et la Chine, il est dorénavant hors de question que l’OTAN intervienne directement comme le fit Bill Clinton en ex-Yougoslavie. On peut même se demander si le président américain n’a pas précipité cette intervention en révélant publiquement que jamais il ne risquerait la vie d’un seul G.I. pour sauver Kiev, et encore moins Kharkov, Marioupol ou Odessa. En diplomatie, on ne sort de l’ambiguïté qu’à ses propres dépens.

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A fé na Arte de Produzir Efeitos sem Causa | Carlos Matos Gomes

Está muito difundida a teoria que o escritor Lourenço Mutarelli ficcionou num romance a que deu o título: A arte de produzir efeito sem causa (2008). Uma reflexão acerca dos fenómenos da desrazão (da ilógica) e do nonsense. Uma tese sobre o absurdo, que renega o princípio lógico da causalidade, que determina que todo efeito deve ser consequência de alguma causa.

A afirmação muito explorada de que na Ucrânia ocorre uma invasão determinada por um imperador louco, assenta na crença de que os grandes fenómenos sociais, como uma grande guerra, uma grande revolução, um fenómeno de domínio como o colonialismo, ou a escravatura, por exemplo, podem não ter outra causa se não o impulso emocional e descontrolado de um homem. Há até historiadores e cientistas ditos sociais que defendem com arreganho a tese de que há uma invasão sem causa, apenas determinada por um ser diabólico que habita um palácio assombrado, com enormes mesas e tetos altos!

As centrais de manipulação de massas, que existem com vários nomes, umas públicas, diretamente dependentes dos Estados e outras privadas: Agências de Comunicação, de Relações Publicas, de Publicidade, com assessores contratados entre antigos políticos ou jornalistas avençados, conseguiram fazer passar a mensagem de que a Rússia tinha invadido a Ucrânia sem razão, apenas por puro imperialismo ou paranoia de um antigo agente do KGB apoiado por um sinistro Rasputine, a que foi dado o nome de Lavrov!

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Xi Jinping pede a França para promover “perceção correta” da China na UE

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu hoje ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, que promova uma “perceção correta” da China na União Europeia (UE) e evite o confronto entre blocos, que considerou representar uma ameaça à segurança e estabilidade.

Em conversa telefónica, a primeira desde a reeleição de Macron, no mês passado, Xi transmitiu ao seu homólogo querer que a França “incentive uma perceção correta da China na UE e trabalhe na mesma direção, gerindo diferenças e construindo uma maior cooperação comercial e de desenvolvimento ‘verde’ e digital”.

De acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Xi Jinping também expressou a Macron esperança de que França — enquanto país que detém a presidência rotativa do bloco europeu – desempenhe um papel positivo no desenvolvimento das relações China-UE.

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Alerta urgente! Está na hora de intervir! Políticos para a PAZ !

Personalidades Políticas que se consideram estar particularmente bem posicionadas para ajudar a encontrar o caminho da Paz, com Concórdia e Visão Humanista e Cosmopolita do Futuro da Humanidade. (vcs)

Political Personalities who are considered to be particularly well placed to help find the way to Peace, with Concord and a Humanist and Cosmopolitan Vision of the Future of Humanity. (vcs)

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Victoria Fyodorova | Russian-American actress and author

Victoria Fyodorova (formerly Pouy; January 18, 1946 – September 5, 2012)[1][2] was a Russian-American actress and author. She was born shortly after World War II to Jackson Tate (1898–1978), then a captain in the United States Navy, and Russian actress Zoya Fyodorova (1909–1981), who had a

brief affair before Tate was expelled from Moscow by Joseph Stalin. Victoria Fyodorova wrote the 1979 book, The Admiral’s Daughter, which was about her experience attempting to reunite with her father.

5/5/2022 | Mujica diz que Europa repete erros do passado na guerra na Ucrânia

Em sua videocoluna para a DW, Pepe Mujica fala sobre a responsabilidade da Europa em relação à guerra na Ucrânia e afirma que o Velho Continente não aprendeu com as guerras do passado. Segundo Mujica, a dissolução mal feita da Guerra Fria e a inércia europeia ao observar a expansão da Otan em direção ao Leste Europeu permitiu a germinação do conflito atual.

“Hoje temos uma Europa pálida, que não soube continuar com o processo que havia sido iniciado com [Charles] De Gaulle, com [Konrad] Adenauer, de construir uma paz longa e duradoura que obviamente tinha que chegar aos Urais”, disse Mujica. “E agora a Europa está em conflito porque mais uma vez caímos na doença do nacionalismo.”

Mujica reafirma que a guerra na Ucrânia impacta o mundo inteiro e que as consequências são sentidas até mesmo em regiões longínquas do conflito. “A Europa tem uma responsabilidade gigantesca. Seria bom que ela tenha a coragem de assumir isso”, concluiu.

Aristóteles à la minute resume a guerra da Ucrânia! | por Carlos Matos Gomes

A Odisseia de Homero vista por um agente de viagens. Há um invadido e um invasor. Um Mau e um Bom! Mas onde raio está o cavalo de Troia?

No século VIII a.C., Homero escreveu a Ilíada, apontada como o livro inicial da literatura ocidental, onde versava sobre a Guerra de Troia. O segundo livro, Odisseia, dava conta do que aconteceu depois da batalha, quando Ulisses tentava regressar.

Um dos seus aspetos mais notáveis da epopeia é o modo como está construída, com um início in media res, que foi reproduzido em inúmeras obras posteriores. Uma sofisticada técnica literária que permite entrar na metade da história, revelando os eventos que aconteceram antes através de memórias e flashbacks.

A Odisseia é uma narrativa política e histórica complexa, que que trata entre outros temas do papel da mulher na sociedade — Penélope; fantástico e que versa sobre a descoberta de outros mundos — Poseidon; do poder, do encantamento, da vingança — Ulisses.

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E uma Frente Insubmissa em Portugal, porque não ? | Joffre António Justino

E uma Frente Insubmissa em Portugal, porque não ?

O custo de vida, a inflação, os baixos salários, a pandemia, o encerramento de empresas a exploração desenfreada de imigrantes ( os mais escuros e ou de língua latina sul americana) só por si justificavam uma Frente Insubmissa.

Mas temos muitas mais razões para procurar aprender com Mélenchon porque na realidade vivemos num único planeta entre toda a nossa diversidade.

Tenho aprendido ainda mais sobre este mundo único, entre gente boa Bahai, que recusam a intervenção política, mas realmente nada como regressar aos dias internacionalistas e repensar em vez de rejeitar a Globalização.

As Esquerdas em Portugal entraram quase todas em circuito derrotista, umas, e em lógicas de caridadezinha feita, outras, e todas estas em absoluta submissão a uma democracia linha direitista expansionista estadunidense, este sr. Biden cujo problema não é ter dificuldade em andar (eu tenho), mas sim em pensar ( eu lá me vou esforçando).

As Esquerdas acima, fingem desconhecer que a inflação e o aumento do custo de vida vem da guerra na Ucrânia, e da venda de armas ( ultra concentração da riqueza) como há muito não se via !

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A paz antes da justiça | Viriato Soromenho Marques | in Diário de Notícias

Sobre as razões da desordem do mundo, o nosso Padre António Vieira (1608-1697) soube definir com clareza, não só as duas categorias principais que permitiriam substituir o caos pela ordem como também a respetiva prioridade entre elas: “Abraçaram-se a justiça e a paz, e foi a justiça a primeira que concorreu para este abraço. Porque não é a justiça que depende da paz (como alguns tomam por escusa) senão a paz da justiça” (Sermão ao Enterro dos Ossos dos Enforcados).

A tese de que é à justiça que cabe criar as condições para a paz, parece ser confirmada tanto pela razão como pela longa experiência da história doméstica dos povos. A injustiça praticada por classes e fações sobre outras pode conviver, temporariamente, numa aparente ausência de conflito, mas nunca como uma paz solidamente ancorada. Contudo, já no plano internacional essa regra não se aplica universalmente. Vejamos o caso da guerra que nos tira o sono. A invasão russa da Ucrânia configura o crime de agressão de um Estado a outro, curiosamente, introduzido no direito internacional depois da II guerra mundial pela ação do jurista soviético Aron Trainin (1883-1957).

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Megalópole x Rússia: Guerra total | Pepe Escobar, in TheSaker, 07/05/2022

A Operação Z é a primeira salva de uma luta titânica: três décadas após a queda da URSS, e 77 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, após uma avaliação cuidadosa, o Kremlin está a rearranjar o tabuleiro de xadrez geopolítico para acabar com a hegemonia unipolar da “nação indispensável”. Não admira que o Império das Mentiras tenha ficado completamente louco, obcecado em expulsar completamente a Rússia do sistema Ocidental.

Os Estados Unidos e os seus cachorros da OTAN não conseguem lidar com a sua perplexidade quando confrontados com uma perda espantosa: já não há direito de permitir o uso exclusivo da força geopolítica para perpetuar “os nossos valores”. Acabou-se a Dominação de Largo Espectro.

O Estado Profundo dos EUA está a explorar plenamente o seu plano de ação na Ucrânia para mascarar um ataque estratégico à Rússia. O “segredo” era forçar Moscovo a entrar numa guerra intra-eslava na Ucrânia para quebrar o Nord Stream 2 – e assim o fornecimento à Alemanha dos recursos naturais russos. Isto acabaria – pelo menos num futuro previsível – com a perspetiva de uma ligação russo-alemã bismarckiana que levaria os EUA a perderem o controlo da massa terrestre eurasiática que vai do Canal da Mancha ao Pacífico, a favor de um pacto emergente China-Rússia-Alemanha.

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União Europeia (UE) – O dia da Europa. Esta é a minha Europa | Carlos Esperança

Esta é a minha Europa, não como a queria, mas a que resta do sonho visionário, daquele projeto singular, nascido no rescaldo da última Guerra Mundial, após 60 ou 70 milhões de mortes e do maior desastre de origem humana de toda a História.

O Dia da Europa, criado em 1985, celebra a proposta do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Schuman, que, a 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da II Guerra Mundial propôs a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da União Europeia.

Quem tem memória da ditadura e do atraso do Portugal salazarista não esquece o que deve à UE que hoje celebra o dia das Europa em ambiente lúgubre, bem diferente do que merecia, a estimular uma guerra nas suas fronteiras em vez de lutar pela paz.

A convicção de que a UE é um espaço civilizacional de que nos devemos orgulhar, fator de paz e de progresso, oásis democrático onde a justiça social e a laicidade dos Estados devem ser aprofundadas, tornou-me um europeísta militante, grato pela notável postura deste espaço civilizacional onde o aprofundamento da integração económica, social e política é vital para a sobrevivência coletiva.

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“A guerra proxy dos EUA para cortar a Europa do continente euroasiático | Aram Aharonian, Álvaro Verzi Rangel | 04/05/2022

[Tradução de parte de um artigo que espelha uma visão muito possível de se concretizar]

Para os geostrategistas, Taiwan será provavelmente o próximo alvo. O mundo está à beira de uma nova Guerra Fria ou talvez de uma nova guerra mundial, que nem sequer será um pouco fria: será sim nuclear e terminal, podendo representar o ponto final para a humanidade.

É este o preço de lutar pela “democracia e liberdade” (um chavão que esconde o facto de que milhares são carne para canhão ao serviço dos interesses corporativos dos EUA e do “Ocidente”). Trata-se de enfraquecer a Rússia e também de estimular a sua própria indústria militar, e para alcançar isso, Washington continua a subjugar os europeus, obrigando-os a apoiar as suas directivas, mesmo que possam sofrer um bombardeamento nuclear da Rússia, ao mesmo tempo que já estão a ficar sem gaz, trigo, outros cereais e alimentos, além de outros bens.

Alguns geostrategistas afirmam que para os EUA esta é uma “proxy-war”, uma guerra que é feita por uma espécie de executor substituto: são os EUA contra a Rússia, mas usam a Ucrânia como executor e campo de aniquilação, para o qual aplicam a ultradireita neonazi no governo (aí colocada com o apoio, financiamento e direcção da CIA e da OTAN). Mas isto não se limita à Ucrânia, fazendo parte de uma ofensiva maior, de alcance global e voltada para a China e os seus possíveis aliados.

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Banco suíço Syz explica como a Rússia resgatou o rublo e como as sanções falharam| in msn.com

Neste momento um rublo russo equivale a 0,014 euros e ao mesmo valor em dólares. Apesar das sanções, o rublo está ao seu nível mais alto em dois anos em relação ao euro. Quais são as razões por detrás dessa recuperação? A moeda russa conseguirá manter-se apesar das sanções que tenta ostracizar a Rússia e os russos?

Um estudo do banco suíço Syz explica como a Rússia segurou o rublo. “Após uma forte queda no início da guerra na Ucrânia, o rublo russo recuperou grande parte de seu valor em relação a outras moedas mundiais, uma mudança possibilitada por controles de capital agressivos implementados por Moscovo e por um fluxo constante de pagamentos pelo petróleo do país e exportação de gás”, diz o banco suíço.

A resiliência do rublo diante das sanções pode permitir concluir que o regime do presidente Vladimir Putin reivindique, pelo menos temporariamente, alguma vitória sobre os esforços internacionais para tornar isolar a Rússia. No entanto, essa melhoria da cotação do rublo pode ser apenas temporária, alerta o banco com sede em Genebra.

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Café littéraire Al-Rûmi | Sacré Coeur | Alger

Chères et chers membres, Vous êtes conviés à assister une séance de dédicaces du roman « Les maux conjugués », le 3ème roman de Jugurtha Abbou. L’événement aura lieu à votre café littéraire Al-Rûmi Samedi le 14 Mai 2022 à 13:30.

Bienvenus

Aperçu:

« Les maux conjugués » est le titre de la 3e œuvre de Jugurtha Abbou. Ce roman évoque la période du début des années 2000, qui a vu sur le plan national, deux tragédies naturelles, les inondations de Bab El Oued et le séisme de Boumerdes, et sur le plan international, les attentats du 11 septembre et le bouleversement des relations internationales, l’invasion de l’Irak notamment.

Pour illustrer cette époque, l’auteur raconte l’histoire de Mehdi. Cet étudiant en italien était épris de Houria, sa camarade du lycée puis de l’université, avant que le sort ne la ravisse à lui, victime qu’elle soit du tremblement de terre de 2003, elle qui, deux ans auparavant, avait perdu son frère dans les inondations de Bab El Oued. L’existence de Mehdi vire alors au cauchemar. Désormais, il n’a qu’une idée en tête : partir. Hélas! Sa demande de visa est rejetée. Il se résout alors à partir en harraga avec l’aide d’Amel, une fille louche, via la Libye. Mais le rêve de Mehdi se trouvera horriblement détourné lorsqu’il se voit embarqué vers une destination aux antipodes de son rêve italien. Car c’est en Irak qu’il atterrit, un pays en ruines laissé par les Coalisés après l’expédition destructrice du printemps 2003.

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‘Homem de papel’, uma metaficção machadiana | João Almino | por Adelto Gonçalves

Oitavo romance de João Almino será fundamental para quem quiser saber, daqui a cem anos, o que foi o Brasil destes tempos.

I 

Foi quando já estava em seus derradeiros anos que Machado de Assis (1839-1908) escreveu o romance Memorial de Aires (1908) e que tem como personagem principal o conselheiro Aires, um diplomata em fim de carreira que já havia aparecido em Esaú e Jacó (1904) como participante do enredo, anotando em seu caderno tudo o que de mais significativo acontecia ao redor de sua vida. Esse personagem-narrador seria um alter ego do autor, como deixam concluir algumas coincidências, tais como a idolatria que dedica à mulher e a ausência de filhos em seu casamento. 

Pois é esse personagem carismático que já não se sentia como “deste mundo”, pois se achava um homem do século XIX, que o premiado romancista João Almino ressuscita e transporta para o século XXI em sua última obra, Homem de papel (Editora Record, 2022), que, desta vez, alinha-se ao gênero da metaficção, ao romper com os cânones do Modernismo, mostrando-o como um autor pós-modernista. É o que se conclui da observação do professor Abel Barros Baptista, da Universidade Nova de Lisboa, feita no posfácio, ao ressaltar que “a primeira possibilidade de Homem de papel é assim a metaficcional”, com “Aires narrando-se de novo, mas para se inventar novo”. 

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Há 77 anos | A vitória sobre o nazi/fascismo

Em 8 de maio de 1945, a Alemanha rendeu-se aos aliados ocidentais e, no dia seguinte, à URSS e seus aliados do Leste, terminando a maior e a mais trágica guerra de sempre, ainda que a Guerra só terminasse de jure com a posterior rendição do Japão.

Acabou nesse dia a 2.ª Guerra Mundial na Europa. Dez dias antes, em Itália, Mussolini fora julgado sumariamente e fuzilado com a amante, Claretta Petacci. Dois dias depois, Hitler suicidou-se com um tiro na cabeça, e a sua mulher, Eva Braun, com a ingestão de uma cápsula de cianeto.

O Alto Comando alemão, gorada a tentativa de assinar a paz com os aliados ocidentais, rendeu-se, sem condições, em 8 de maio de 1945. Nesse dia começou o fim do pesadelo que o nacionalismo, a xenofobia e o racismo provocaram, desde o dia 1 de setembro de 1939, com a invasão da Polónia, perante a conivência de muitos polacos. A Alemanha, ignorando o tratado de Versalhes, começou a guerra de expansão com fortes apoios em países invadidos. A Espanha, vítima da barbárie de Franco, vivia o medo, silêncio e luto de 1 milhão de mortos, desaparecidos e refugiados, e as ditaduras ibéricas sobreviveram à sua matriz nazi/fascista até à morte dos respetivos ditadores.

Quando parecem esquecidos os crimes do nazi/fascismo e o maior plano de extermínio em massa de que há memória, regressam fantasmas e surgem velhos demónios, como se o Holocausto não tivesse ocorrido e os fornos crematórios não tivessem assassinado milhões de judeus, ciganos, homossexuais e deficientes, na orgia cruel de que a loucura nacionalista foi capaz.

O nazi/fascismo levou a guerra a África e à Ásia e, na Europa, não foram os europeus que o derrotaram, foram os EUA e a URSS que vieram esmagar a besta nazi contra a qual a coragem e abnegação dos resistentes foram impotentes.

Após a implosão da URSS, na improbabilidade de regresso dos partidos comunistas ao poder, deixou de haver desculpas para a extrema-direita e atenuantes para a xenofobia, o racismo, a homofobia, o antissemitismo e todos os crimes de ódio de que uma alegada supremacia rácica é capaz.

A capitulação alemã, 8 de maio de 1945, foi fundamental para a História mundial. Os historiadores comparam-na à Reforma Protestante e à Revolução Francesa. Recordar o nazismo é refletir sobre a violência do Estado, erradicar o antissemitismo e homenagear todas as vítimas que ao longo da história foram perseguidas por preconceitos religiosos, étnicos e culturais.

É urgente recordar a História porque a repetição da tragédia é já uma ameaça. Sente-se o despertar de demónios totalitários que originaram a maior tragédia do século XX.

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Esperança

“A verdadeira pressão sobre a Rússia tem de ser militar” | Fareed Zakaria | in Diário de Notícias

O jornalista e escritor diz ao DN que o conflito na Ucrânia marca uma nova desordem global e o regresso da competição geopolítica ao palco mundial, após 30 anos de rara ausência. Fala ainda do papel da China, das dúvidas sobre o embargo à energia russa e de como a resposta americana pode mudar em 2024, com o fantasma de Trump sobre a mesa.

Apresentador do programa GPS na CNN e colunista do Washington Post sobre política internacional, Fareed Zakaria vai ser o principal orador da QSP Summit, conferência de gestão e marketing que decorrerá no Porto em junho (28 a 30), e concedeu uma entrevista telefónica ao DN para abordar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia.

Temos já 70 dias de guerra na Ucrânia e muito aconteceu desde finais de fevereiro, desde o reforço da NATO à mudança na política de defesa na União Europeia ou à disrupção no mercado de energia… É toda uma nova ordem global que está em jogo na Ucrânia?

Eu diria mais que está em jogo uma nova desordem global. Porque o que está a acontecer é que a ordem mundial pós-Guerra Fria foi rompida. E essa ordem estava baseada na ideia de que não havia nenhuma grande disputa geopolítica entre as maiores potências mundiais. Os países mais poderosos do mundo não estavam em competição geopolítica ativa. Nos anos 90, a Rússia era um caixote do lixo, a economia tinha contraído uns 50%, a China valia 1% do Produto Interno Bruto mundial e as outras grandes potências eram aliadas próximas dos EUA: Alemanha, França, Japão, Reino Unido… Foi um período muito pouco usual na História. E permaneceu durante 30 anos, apesar de a China ter crescido e de a Rússia ter reerguido a sua economia, porque o domínio dos EUA era muito evidente.

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China apresenta propostas para a segurança mundial | Presidente chinês, Xi Jinping

“A segurança é um pré-requisito para o desenvolvimento; e a Humanidade é uma comunidade de segurança indivisível” – afirmou o Presidente chinês, Xi Jinping, no discurso que proferiu, por videoconferência, na cerimónia de abertura da Conferência Anual de 2022 do Fórum do Boao para a Ásia (na quinta-feira, dia 21).

“Xi Jinping propôs uma iniciativa de Segurança Global, propondo-se contribuir, “com a sabedoria e a experiência chinesa”, para enfrentar as mudanças sem precedentes que ocorrem no Mundo.

Analisando os cinco discursos feitos pelo Presidente chinês, desde 2013, no Forum de Boao para a Ásia, verifica-se que “segurança” tem sido sempre uma palavra-chave.

No Forum deste ano, as questões de segurança são ainda mais evidentes, por causa da situação internacional – referem os dirigentes chineses, apontando “a eclosão da crise na Ucrânia, devido à contínua expansão da NATO”, até à formação, pelos Estados Unidos, de grupos de interesses. E acrescentam que a paz está a tornar-se cada vez mais frágil, mas também mais preciosa para o Mundo.

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Lula, o Papa e a Ucrânia | por Carlos Matos Gomes

O Papa Francisco afirmou que quem andou a atear fogueiras à porta dos vizinhos é responsável pelas más respostas dos vizinhos — em claro, falava da Ucrânia de Zelenski e das provocações que fez à Rússia a mando dos Estados Unidos. Uma pedrada no charco das breaking news. Rapidamente abafada. Também tu, Francisco?

Lula da Silva, candidato à presidência do Brasil, deu uma entrevista à revista Time onde a propósito da guerra na Ucrânia afirmou que Zelenski é tão culpado pelo conflito quanto o presidente russo Vladimi Putin. Em resposta ao repórter, que afirmou que Zelensky não quis a guerra, que a guerra foi até ele, Lula respondeu: “Ele [Zelensky] quis a guerra. Se ele não quisesse a guerra, ele teria negociado um pouco mais. É assim. Eu fiz uma crítica ao Putin quando estava na Cidade do México, dizendo que foi errado invadir. Mas eu acho que ninguém está procurando contribuir para ter paz. As pessoas estão estimulando o ódio contra o Putin. Isso não vai resolver. É preciso estimular um acordo.”

Os fazedores de opinião na Europa deitaram as mãos aos cabelos. Já li por aqui nas redes afirmações de antigos adeptos do papa e de Lula a rasgarem os cartões de sócios. Estavam enganados com estes dois apóstolos: são filhos de satanás disfarçados!

Pensando, antes de murmurar abrenúncio:

O Papa Francisco e Lula são duas personalidades do que se designou Terceiro Mundo, dois latino-americanos, que têm uma visão do mundo anti-imperialista e conhecem bem a estratégia dos Estados Unidos — o apoio às ditaduras sul americanas, a violenta exploração de recursos, a elevação de criminosos e ditadores aos mais altos postos da política das suas colónias sul-americanas. A pulsão totalitário do império mundial. Nem o argentino Bergoglio, agora papa, nem o brasileiro Lula têm qualquer ilusão sobre a bondade das intervenções dos EUA em qualquer parte do mundo. Sabem que Zelenski é apenas mais uma marioneta entre tantas que conheceram, Somoza, Videla, Figueiredo, Pinochet… se quisermos ir mais longe, Mobutu, do Congo, os Saud da Arábia, o Marcos das Filipinas…

Acresce, quanto a Lula. A sua declaração faz todo o sentido em termos dos interesses do Brasil (curiosamente não são distintos dos que os militares que ainda apoiam Bolsonaro defendem): O Brasil é a grande potência regional da América do Sul e quer continuar a ser, o que implica ser liderante, ser o mais autónoma possível dos Estados Unidos. O Brasil pretende continuar a pertencer ao grupo dos BRIC, as grandes potências do próximo futuro — Brasil, Rússia, India, China, Africa do Sul — que representam cerca de ¾ da população mundial. Lula quer para o Brasil a liberdade de decisão estratégica que a União Europeia abdicou de ter, submetendo-se de pés de mãos aos EUA. É raiva (não acredito em vergonha) a origem do escarcéu que os órgãos de manipulação ocidentais estão a fazer contra Lula. Com acompanhamento de algumas personalidades (portuguesas) que vêm a política como um conjunto de atos piedosos. Infelizmente a piedade não é um valor na política! Nenhum dos portugueses que é costume citar como grandes portugueses se distinguiu pela piedade, Afonso Henriques, Pedro, o cru, João II, Afonso de Albuquerque, o Marquês de Pombal, Salazar… O mais estranho piedoso da História de Portugal foi o jovem Sebastião, que desfez a nossa ideia de independência!

Quanto ao Papa. O Papa Francisco é o primeiro chefe de uma Igreja Mundial originário de fora da Europa. Ele pretende que o catolicismo sobreviva ao neoliberalismo — o sistema imposto pelos EUA — e ao islamismo — a religião que mais cresce no planeta. Um caminho minado. O papa católico não pode colocar o catolicismo ao serviço do complexo militar industrial dos EUA, do Pentágono, de Wall Street ou do quartel general de Bruxelas da NATO. Ele não pode aparecer aos olhos do mundo como um chefe da religião dos brancos europeus e americanos contra a Rússia.

Francisco não pode ser uma nova versão papa polaco Wojtyla (JPII) ao serviço da estratégia americana contra a URSS nos anos 80 do século passado e não pode perder o tal Terceiro Mundo que aspira a relações equilibradas entre potências, porque essa relação de equilíbrio de poderes lhe é vantajosa… A guerra da Ucrânia ameaça romper um relativo equilíbrio de poderes. Um sistema triangular é uma aspiração razoável dos povos de todo o mundo, que o Papa defende…

Os americanos entendem que o que é bom para a América é bom para o mundo. É um convencimento que não corresponde à realidade presente nem à que se afigura num futuro próximo, mas eles são assim e vêem-se assim. Alguns europeus continuam a ver-se como o centro da civilização planetária. Viajam pouco. Bruxelas não é o centro do mundo. Londres ainda menos.

Os europeus já não contam (ou contam muito pouco) para o mundo para o qual o papa Francisco e Lula da Silva falam. Ambos sabem quem é o Deus desta guerra… é para ele que estão a falar.

Para os interessados o link do Jornal Globo com as declarações de Lula da Silva:

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2022/05/04/lula-da-declaracao-polemica-sobre-a-guerra-da-ucrania-em-entrevista-a-revista-time.ghtml


NOTA DO COORDENADOR DO SITE (que me perdoe o Carlos Matos Gomes): tomei a liberdade de colocar 4 fotos de oito personalidades de projeção mundial no final do texto.

Porquê?

Porque penso que são as pessoas indicadas e mais bem posicionadas neste momento para ajudar a encontrar rapidamente o caminho da Paz, com Concórdia e Visão Humanista e Cosmopolita do Futuro da Humanidade. (vcs)

Veuve | Ines Hayouni

Ils se sont dits oui
Pour le meilleur et pour le pire
Elle a passé des décennies à pleurer
C’est dans leur lit conjugal
Qu’elle se verra croupir
Elle maudit le jour
Où elle avait accepté
De vivre avec l’homme
Qu’elle avait tant aimé
Elle n’avait qu’une idée en tête
Celle de déguerpir
Mais les bons moments l’en empêchaient
Il ne passe pas un jour
Sans qu’elle pousse de fourbus soupirs
Elle en avait gros sur le cœur
Personne ne pouvait le nier
Elle se plaignait tous les jours à son seigneur
Il a fini par être fatigué de l’écouter
Alors pour mettre fin à son malheur Il tua son mari

Natalia Osipova & Jason Kittelberger

Moscow, Russia. 27th Jan, 2019. MOSCOW, RUSSIA – JANUARY 27, 2019: Principal dancer of the Royal Ballet (Royal Opera House) Natalia Osipova (front) and US contemporary dancer and choreographer Jason Kittelberger during an open rehearsal for the Light Breath dance project, at a Dance Options Moscow studio at the Winzavod Centre for Contemporary Art; the Light Breath is to be performed on 28-29 January 2019 at the Moscow International Performing Arts Centre.

Credit to Artyom Geodakyan / TASS.

SPINOZA | Le conatus 

📏 Spinoza considérait que tout ce qui existe est animé par un principe : le désir. Il appelait cela le “conatus”. Or, pour Spinoza, ce ne sont pas seulement les êtres vivants qui sont animés par ce principe de désir, mais tout ce qui existe. Qu’est-ce que cela signifie ? C’est ce que nous allons tenter de découvrir dans cet épisode. Spinoza – “Ethique” : https://amzn.to/3jk7SKL | Spinoza – “Traité de la réforme de l’entendement” : https://amzn.to/2E08ntj | Spinoza – “Traité politique” : https://amzn.to/30iiTTS | Spinoza – “Traité théologico-politique” : https://amzn.to/2OFdAbM#Spinoza#Désir#Existence

O que é Efeito Dunning Kruger?

efeito Dunning Kruger é um fenômeno comportamental que faz uma pessoa achar que pode falar sobre qualquer coisa, o que é uma inverdade. Descrito pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger, esse efeito diz respeito a pessoas que acreditam cegamente que possuem um preparo maior do que os outros para lidar com qualquer assunto.

Dessa forma, o portador da síndrome de Dunning Kruger costuma fazer escolhas ruins influenciadas por sua arrogância. Consequentemente, o indivíduo alcança resultados insatisfatórios em tudo o que faz por insistir numa sabedoria que não possui.

De acordo com Dunning e Kruger, a pessoa com essa síndrome sofre uma superioridade ilusória. Além de superestimar a si mesma, a incompetência que possui não permite que ela veja os seus próprios erros. Isso porque os psicólogos indicaram que o paciente não sabe lidar com os próprios fracassos e a realidade de não ser tão esperto quanto imagina.

Elina Garanca and Berlin Philharmonic

1. Hector Berlioz – Le Carnaval romain, Ouverture caractéristique op. 9 | 2. Hector Berlioz – “D’Amour l’ardente flamme” from “La Damnation de Faust” | 3. Camille Saint-Saëns – Bacchanale (3rd Act) from “Samson et Dalila” | 4. Camille Saint-Saëns – “Mon coeur s’ouvre à ta voix” (2nd Act) from “Samson et Dalila” | 5. Georges Bizet – Selections from Carmen | 6. Manuel de Falla – Excerpts from the ballet El sombrero de tres picos | 7. Ruperto Chapi – Las hijas del Zebedeo “Al pensar” | 8. Agustin Lara – Granada (Encore)

Olha que não Daniel, olha que não! | por António Filipe | in Jornal Expresso

O comunista António Filipe escreve uma carta a Daniel Oliveira para contestar as críticas que este fez ao PCP por causa da posição sobre a Ucrânia.

Meu caro Daniel Oliveira,

Desde muito jovens que somos militantes de muitas causas e que nos cruzamos nesta vida. Encontramo-nos acidentalmente com alguma frequência, trocamos impressões com enorme cordialidade sobre os mais variados assuntos, fundamentalmente sobre a vida política, que acompanhamos apaixonadamente. Sabemos do que cada um de nós vai escrevendo e dizendo em público. Temos imensos amigos comuns e creio poder dizer que somos amigos. Concordamos muitas vezes e discordamos outras tantas, mas temos em comum o facto de, como escreveu José Fanha, trazermos o mês de abril “a voar dentro do peito”.

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O Twitter e as costas largas da liberdade | Pedro Marques Lopes | in revista Visão

“ A concentração de poder económico em meia dúzia de pessoas teria, cedo ou tarde, consequências políticas sérias. A capacidade de companhias, como a Amazon, a Apple, a Microsoft, o Facebook ou o Twitter, abafarem a possibilidade de empresas do setor fazerem concorrência foi só o princípio (e como noutros momentos da História não faltaram avisos) de um controlo assustador. Ninguém pode admirar-se se o próximo passo for a conquista do poder político, e, para isso, nada mais eficaz do que controlar a opinião, gerar desejos, criar perceções. Dinheiro não é problema.”

Revista Visão desta semana

https://visao.sapo.pt/opiniao/politicamente-correto/2022-05-05-o-twitter-e-as-costas-largas-da-liberdade/?fbclid=IwAR3Gf4i2_4cm2Pb41SCaekgInXfV-WWATWY15FVUl42wtAhR6GnR2ByRS_s

04/05/2022 | Papa Francisco diz que NATO pode ter provocado invasão da Ucrânia pela Rússia | Lula da Silva e a guerra na Ucrânia: “Zelensky é tão responsável quanto Putin”

Francisco disse que a NATO “ladrou” à porta da Rússia e que isto pode ter provocado a invasão da Ucrânia. Quanto à visita aos países em guerra, o Papa explicou que primeiro quer ir a Moscovo e referiu que sente que não tem de ir à Ucrânia.

“Ele [Zelensky] fica se achando o rei da cocada, quando na verdade deveriam ter tido conversa mais séria com ele: ‘Ô, cara, você é um bom artista, você é um bom comediante, mas não vamos fazer uma guerra para você aparecer’. E dizer para o Putin: ‘Ô, Putin, você tem muita arma, mas não precisa utilizar arma contra a Ucrânia. Vamos conversar!'”

https://www.ojogo.pt/extra/noticias/lula-da-silva-e-a-guerra-na-ucrania-zelensky-e-tao-responsavel-quanto-o-putin-14825083.html

Como guerra na Ucrânia força Alemanha a rever relação com a Rússia

BBC News Brasil

De um lado, petróleo e gás para manter a economia da Alemanha, a maior da Europa, rodando. Do outro, muito dinheiro – que virou uma das mais importantes fontes de renda para a Rússia, um país hoje alvo de muitas sanções. Alemanha e a Rússia criaram uma grande interdependência econômica nas últimas décadas. Mas, agora, com a guerra na Ucrânia, essa relação está sendo colocada em xeque. A repórter Nathalia Passarinho conta neste vídeo quais são as origens históricas dessa relação, a delicada situação econômica que aproxima os dois países e como eles têm se posicionado atualmente.

O PCP | Francisco Seixas da Costa

Face ao policiamento pidesco em curso, imagino que alguns achassem que eu deveria começar este texto por um qualquer “disclaimer” preventivo – falando da Ucrânia, de não ser comunista e coisas assim. Mas, deliberadamente, não o farei, porque não tenho de dar a menor satisfação a esse tipo de gente.

Direi apenas que nem sequer atribuo excessiva importância ao que algumas vozes desgarradas andam por aí agora a remoer contra a legitimidade da existência do Partido Comunista Português, na nossa cena política.

Devemos tratar isso como meros roncos de ressonância fascistóide, quer sejam ditos por portugueses ou por estrangeiros, respondendo a todos com um imenso desprezo e sem a menor consideração.

Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa

Casimiro de Brito | DOZE FRAGMENTOS DO MEU “LIVRO DE EROS OU AS TEIAS DO DESEJO”, TÃO MÍNIMOS QUANTO POSSÍVEL E A IMAGEM DA CAPA DO MEU LIVRO (UM FRESCO DE POMPEIA)

1

A morte não existe. Tudo é sexo e canto.
7

Razão? A razão? Que razão? Estou apaixonado.
27

O sexo é um festim; amar, uma cerimónia.
30

Amor, que amor o de quem o vive sem a lâmpada da loucura?
37

Eros, um deus? Com saudáveis pés de barro.
57

Ela nunca se lavava depois de fazermos amor. Levo-te comigo, dizia.
62

A separação é um deserto quando um só grão de areia já seria dor bastante.
64

A arte de amar, sem ti, não me serve para nada.
86

A paixão (essa que tanto dói) é o golpe de graça do amor.
102

As mil e uma noites – a noite que passei contigo.
108

Amando, separo o bem do mal. Ainda não aprendi a amar.
125

Dói. Dói muito. Mas temos ainda espaço para a dor maior, a do amor.

Julian Assange | Saúde do fundador da Wikileaks é tão frágil que pode morrer na prisão, defendem 60 médicos

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Numa carta aberta a alertar para o frágil estado de saúde do fundador da Wikileaks, mais de 60 médicos defenderam que, caso Assange não receba tratamento adequado, poderá mesmo vir a morrer.

Mais de 60 médicos de diferentes nacionalidades escreveram uma carta aberta ao secretário de Estado britânico para os assuntos internos defendendo a transferência de Julian Assange da prisão de Belmarsh, no sul de Londres, para um hospital universitário devido ao seu estado de saúde. Na opinião dos especialistas, a saúde do fundador da Wikileaks é tão frágil que Assange poderá morrer.

“Escrevemos esta carta aberta, enquanto médicos, para expressar as nossas sérias preocupações em relação à saúde mental e física de Julian Assange”, declararam os especialistas, que basearam as suas conclusões nos relatos de Nils Melzer, relator especial da ONU sobre tortura e tratamentos cruéis, das audições de Assange de 21 de outubro e 1 de novembro, em Londres, no Reino Unido.

Na opinião dos mais de 60 médicos, oriundos de países como Estados Unidos da América, Itália, Alemanha ou Sri Lanka, Assange “precisa de avaliação médica urgente do seu estado físico e metal” e “qualquer tratamento médico indicado deve ser administrado num hospital universitário adequadamente equipado e com uma equipa especializada”. Estes temem que o fundador da Wikileaks não seja capaz de passar pelo processo de extradição pedido pelos Estados Unidos da América. Este está marcado para 25 de fevereiro. Até lá, continuará detido em Inglaterra por existir risco de fuga.

“Se uma avaliação e tratamento tão urgentes não aconteceram, temos preocupações sérias, baseadas nas evidências atualmente disponíveis, de que o sr. Assange possa morrer na prisão. A situação médica é, assim, urgente. Não há tempo a perder”, afirmaram os médicos, citados pela France-Presse.

Poema à Mãe, de Eugénio de Andrade

No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

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