Sarau da Onça recebe cem poetas das quebradas para lançar livro | Livro “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana” | Valdeck Almeida de Jesus (organizador)

Sugestão de Pauta: Livro “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana”, que reúne 100 (cem) poetas de saraus e slams de poesia de Salvador.
O lançamento será no Sarau da Onça, dia 07 de julho de 2018 (sábado), a partir das 18hs.

Vai ter sarau, venda de artesanato, brincos, turbantes, livretos e apresentação musical

A obra “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana” reúne textos de poetas e poetisas da periferia de Salvador-BA e será lançada no dia 07 de julho de 2018 (sábado), a partir das 18hs, no Sarau da Onça, no Anfiteatro Abdias Nascimento, à Rua Albino Fernandes, 50-C, Novo Horizonte/Sussuarana, em Salvador-BA.

Texto de orelha por Maíra Azevedo (Tia Má, jornalista, atriz e digital influencer), apresentações de Geilson dos Reis (Pedagogo e Professor) e Dhay Borges (Coletivo de Entidades Negras – CEN), capa do poeta Marcos Paulo da Silva, contracapa de Allison Chaplin. Financiamento através da 1ª Chamada do edital Calendário das Artes 2017, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

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Carpe Diem | Walt Whitman

Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoes tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido…

DiEM25 | Uma ideia cuja altura chegou

Durante mais de dois anos o DiEM25 tem estado a sensibilizar para a desintegração da União Europeia e desenvolver políticas para estabilizar e recontruir o projecto europeu. No último Outono, ativámos a nossa ‘ala eleitoral’ in para podermos levar o nosso projeto político nas urnas. Há duas semanas atrás os membros alemães do DiEM25 fundaram um partido em linha com os nossos princípios. Na última semana em Paris, a Primavera Europeia – a coaligação transnacional liderado pelo DiEM25 — teve a sua reunião mais importante até hoje: acordamos a nossa agenda política que levaremos para o Parlamento Europeu em 2019 – as alterações climáticas, as migrações e os refugiados, a evasão fiscal e a dívida pública e privada.

O objetivo deste programa é dar uma alternativa ao status quo de Bruxelas e aos movimentos xenófobos. A Primavera Europeia está a liderar a mudançapara construir uma nova Europa democrática, com uma lista transnacional, um spitzenkandidat, e um programa político.

Nas semanas e meses vindouros, vamos perguntar a ti — a todos os membros da Primavera Europeia e aos membros das organizações da Primavera Europeia — para propor emendas ao nosso programa político, comentar nos nossos avanços e votar nos nossos candidatos europeus. É um processo de consulta e decisão de cidadãos para decisão das políticas que vamos trazer para Bruxelas e para as pessoas que lutam por elas!

Seja uma luta pelo Parlamento Europeu, eleições legislativas ou eleições municipais, chegou a altura para trazer a visão do DiEM25 para o debate político.

Se nos juntarmos, temos uma hipótese de abalar o status quo – de Lisboa a Varsóvia, de Copenhaga a Atenas.

Vítor, para lançar a primeira campanha política transnacional precisamos que participes nos nossos processos de democracia interna assim como ajudar a espalhar a mensagem para amigos e família. Se puderes também podes ajudar de outras maneiras:

  • Junta-te à nossa força de voluntários
  • Faz uma doação to ao nosso movimento, por mais pequena que seja, porque são essenciais

Diz-se que nada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou. Chegou a altura do DiEM25!

Carpe DiEM25!

Luis Martín

>>Coordenador de Comunicações do DiEM25

Os Amigos | Al Berto

Os Amigos

no regresso encontrei aqueles
que haviam estendido o sedento corpo
sobre infindáveis areias

tinham os gestos lentos das feras amansadas
e o mar iluminava-lhes as máscaras
esculpidas pelo dedo errante da noite

prendiam sóis nos cabelos entrançados
lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso
mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solidão transformou-os de novo em dor
e nenhum quis pernoitar na respiração
do lume

ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar
a flor que murcha no estremecer da luz
levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema
os transmudou em remota e resignada ausência

Al Berto, in ‘Sete Poemas do Regresso de Lázaro’

arte ЖИВОПИС

Retirado do Facebook | Mural de Al Berto

O meu coração só tem uma cor | Joana Marques

 Nas livrarias no dia 22, cheio de humor inteligente, com um prefácio de Pinto da Costa, e uma estrutura organizada em 92 textos correspondentes aos 92 minutos de um jogo à Porto ou de um jogo de boa memória para os portistas. As magníficas ilustrações do interior são do Pedro Vieira.

Parábola | A Verdade e a Mentira

Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram.

A mentira disse para a verdade:
– Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
– Bom dia, dona mentira.
– Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.
E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.
E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.

Retirado do Facebook | Mural de Marialva Almeida

José Goulão | “O LADO OCULTO” A 7 DE SETEMBRO

Car@s amig@s 

Informo que o primeiro número da newsletter de informação internacional “O Lado Oculto – Antídoto para a propaganda global” será enviado no dia 7 de Setembro aos assinantes. Duas semanas antes, a 24 de Agosto, os candidatos a assinantes que estão a manifestar esse interesse através do meu mail josemanuelgoulao@gmail.com receberão o número zero, uma amostra do que a publicação virá a ser e que incluirá o boletim de registo e assinatura, bem como as condições de pagamento. Só então serão formalizados os vínculos dos aderentes.

As assinaturas estão disponíveis nas seguintes modalidades: anual (52 números), 15 euros, 29 cêntimos/número; semestral (26 números), 10 euros, 38 cêntimos/número; seis números, 3 euros, 50 cêntimos/número.

Haverá ainda a possíbilidade de os assinantes contribuírem com um valor adicional, acto de solidariedade para com um projecto que parte apenas com o mínimo de subsistência assegurado.

“O Lado Oculto” é um projecto independente, sem qualquer apoio de entidades públicas, privadas, sociais ou mecenas, e viverá apenas dos seus assinantes. O objectivo único dos responsáveis pelo projecto, cinco jornalistas europeus seniores entre os quais me incluo, é o de combater a informação dominante, transformada em propaganda de um sistema único que nos manipula, engana e oprime. Desde já todos nós manifestamos profunda gratidão pela grande adesão que sentimos após o anúncio desta publicação a que dedicaremos o máximo das nossas energias, experiência e saber, sustentado numa rede de contactos que, sem hesitação, qualificamos como notável, abrangente e profunda.

Manteremos o contacto e continuamos a aceitar as vossas manifestações de interesse em aderir a este projecto.

José Goulão

Retirado do Facebook | Mural de José Goulão

3/8 | Breve História da Europa. Do Século XX aos nossos dias | Carlos Matos Gomes in “Medium”

Os impérios coloniais constituem um elemento central da História da Europa e atingiram o seu apogeu entre o final do século XIX, com a Conferência de Berlim, e o período entre as duas guerras mundiais. A causa da I Grande Guerra foi a luta pelo acesso às matérias-primas nas colónias e a derrota da Europa na II Guerra Mundial representou o fim dos impérios coloniais.

Os europeus, os movimentos sociais europeus, foram a carne para canhão neste processo.

III — Os impérios coloniais no centro da História da Europa no Século XX

O primeiro capítulo da Breve História da Europa, de Raquel Varela, tem por título: “ A GUERRA DAS GUERRAS, A REVOLUÇÃO DAS REVOLUÇÕES, 1917. Excelente título. A história da Europa do Século XX começa nos impérios coloniais e no fenómeno que dele decorreu, o colonialismo. Quase poderíamos afirmar que a História da Europa acaba com eles, mas não há um fim da História.

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2/8 | Breve História da Europa. Do Século XX aos nossos dias | Carlos Matos Gomes in “Medium”

O Estado é um protagonista da História, mas habitualmente muito esquecido enquanto tal… O Estado tem má “imprensa”, nem caso, pouca consideração como elemento determinante da História.

II — O Estado

É forçoso atentar na importância do Estado na vitória do capitalismo e na História da Europa até derrota desta na II GM: os dois Estados que mais profundamente se industrializaram foram aqueles onde os aparelhos de controlo social eram mais fortes, mais eficazes, com melhores exércitos e polícias, a Inglaterra e a Alemanha. Serão estes estados fortes a dirigir a História da Europa e, logo, das suas dinâmicas sociais. Serão eles, na realidade, os contendores das duas grandes guerras que começam por ser europeias e se transformam em mundiais.

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DESCOBRIMENTOS | Francisco Seixas da Costa in blog “duas ou três coisas”

Anda por aí um debate sobre o nome a dar ao museu que se pretende fazer em Lisboa sobre as viagens de Quinhentos. Perante a sugestão de que se chamasse “das descobertas” ou “dos descobrimentos”, logo surgiu uma opção “de recuo”, a propor o nome de “a viagem”. Acho mal.

As viagens tituladas pela coroa portuguesa, desde o ataque a Ceuta, foram quase sempre operações de conquista (com exceção das desertas ilhas atlânticas), com toda a violência que isso à época implicava. Afonso de Albuquerque foi um guerreiro sanguinário e os outros capitães das frotas e das naus não devem ter sido muito mais meigos. Pode imaginar-se o modo como foram tratados os árabes, os negros ou os indianos e outros orientais que lhes apareceram pela frente, nessas expedições para encher alforges e porões, tendo como alibi ideológico a expansão da cruz. A captura e uso de escravos, com a desenfreada exploração laboral e sexual, fez parte integrante da empresa ultramarina e Portugal foi dos Estados europeus que prolongou essa selvática prática até mais tarde. O nosso atraso histórico é, aliás, recorrente: um século depois, quando já quase toda a Europa tinha descolonizado, por cá ainda se falava do “Ultramar” e do “Portugal do Minho a Timor”.

O Estado Novo, prosseguindo, aliás, uma velha narrativa colonialista republicana, pretendeu dar a essa aventura além-Europa uma aura de santidade civilizacional. Usou “Os Lusíadas” como bíblia apologética e capturou oportunisticamente em favor de um patriotismo de regime essa parte da nossa História, consagrando-a de forma caricatural, em textos e momentos hagiográficos, de que a Exposição do Mundo Português (que já ecoava modelos alheios) foi o mais curioso exemplo. A minha geração deve ter sido a última que foi atulhada por uma historiografia gongórica, de que muita da estatuária que por aí anda é aliás tributária.

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O Regresso à aldeia de La Salle | Rodolfo Miguez Garcia

A crónica seguinte tenta repor a verdade histórica sobre a aldeia de La Salle, onde irredutíveis Lusitanos resistiram à invasão e ocupação Romana, durante muitas Luas e Sóis, e por quem sois.

Consultados papiros de linho no arquivo histórico de Barce Linhus e as notas do arquivo musical de Valha Dó Li, é agora possível repor a história com factos tão verdadeiros, que parecem mentira. Facto indesmentível é que a aldeia não suportou o cerco eternamente, mas também não abdicou do seu desígnio. Ora leiam:
Corria o ano de LXXIV do império Romano de Facius II. A aldeia Lusitana de La Salle em Abra Antes, permanecia inexpugnável, e os seus ocupantes dedicavam-se exclusivamente às tarefas diárias de adquirir conhecimentos, habilidades e valores morais, para levar e ensinar a outros povos.

Chefes, druidas e jovens alimentavam-se da poção mágica de transmitir e receber ensinamentos, fundamental mente pelo método convencional, complementado por vezes com uma “carolada”, método Paciente, ou com “chapadita” método Joaquim Xá Pad. Ensaiou-se com êxito nessa altura um sistema inovador de transmissão de conhecimento, através do lobo frontal do cérebro. A matéria era introduzida na mioleira, dos mais distraídos com um giz manejado com perícia pelo druida João, carinhosamente conhecido por João o “DucK”. Quando o método não produzia resultado imediato, voava o apagador do quadro negro, o que, como resultados colaterais, provocava também, embora rara mente, algumas nódoas cinzentas.
As notas e nódoas eram assim positivas e a fama espalhou-se por todas as províncias, acorrendo à aldeia cem temas de jovens de todo o reino desejosos de adquirir e defender os valores humanistas de La Salle.

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Inauguração da Praça S. João Baptista de La Salle em Abrantes | 17 de Junho de 2018

VENHAM, TRAGAM FAMÍLIA E AMIGOS.Podem ter “derrubado” o edifício do nosso La Salle, mas não derrubam o nosso espírito Lassalista. É por isso que no próximo dia 17 vamos dizer que o La Salle está vivo. Vivo nos seus alunos, professores, colaboradores e amigos da cidade de Abrantes. Inauguraremos a praça S. João Baptista de La Salle, patrono universal dos professores.

É uma justa aspiração, agora satisfeita pela CMA, e que passa a ser a referência Lassalista que o edifício perdeu, após a transformação. O programa está publicitado na página La Salle do Facebook. Venham tragam família e amigos.

Passem a palavra e divulguem, já somos uma centena ou mais. Inscrições para 969 005 225 ou carlosoliveiraborrego@hotmail.com.

Rodolfo Miguez Garcia

Barcelona Gipsy Klezmer Orchestra | Djelem Djelem

Barcelona Gipsy Klezmer Orchestra was a project founded by clarinetist Robindro Nikolic and accordionist Mattia Schirosa. The project existed from year 2012 – 2015 creating great success while performing in Barcelona and most European countries. The last concert of Barcelona Gipsy Klezmer Orchestra was performed at Vienna KLEZMORE festival on the 8th of November 2015.

Barcelona Gipsy Klezmer Orchestra were

Sandra Sangiao (Vocals – Catalunya)

Robindro Nikolic (Clarinet – Serbia/India)

Mattia Schirosa (Accordeon – Italy)

Julien Chanal (Guitar – France)

Ivan Kovacevic (Double Bass – Serbia)

Stelios Togias (Percussion – Greece)

Vroni Schnattinger (Violin – Germany)

This song is a tribute to one of the greatest Romani songs, sung by some of the greatest singers of all times. In some way ,  it is our inspiration for entering into the mystical world of the gipsies.

Lyrics are written by Žarko Jovanović in Romani language, in the year 1949, but the melody already existed among Romani people of Serbia, Bulgaria and Romania. Some say that the original melody was of a love song and that it was known during the twenties of the last century and that Žarko Jovanović adopted it and wrote lyrics of his own dedicated to Roma people. It tells about the atrocities they suffered during World War II, and about the rise of Roma people that is about to come. It was adopted as the Romani national anthem at the first world congress of Roma people in 1971 in London.

leonard cohen dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin

Dance me through the panic til Im gathered safely in

Lift me like an olive branch and be my homeward dove

Dance me to the end of love

Dance me to the end of love

 

Oh let me see your beauty when the witnesses are gone

Let me feel you moving like they do in babylon

Show me slowly what I only know the limits of

Dance me to the end of love

Dance me to the end of love

Me to the wedding now, dance me on and on

Dance me very tenderly and dance me very long

Were both of us beneath our love, were both of us above

Dance me to the end of love

Dance me to the end of love

 

Dance me to the children who are asking to be born

Dance me through the curtains that our kisses have outworn

Raise a tent of shelter now, though every thread is torn

Dance me to the end of love

 

Dance me to your beauty with a burning violin

Dance me through the panic till Im gathered safely in

Touch me with your naked hand or touch me with your glove

Dance me to the end of love

Dance me to the end of love

Dance me to the end of love

Bebe – Cocaine | Siempre Me Quedará

Siempre Me Quedará

Cómo decir que me parte en mil
Las esquinitas de mis huesos?
Que han caído los esquemas de mi vida?
Ahora que todo era perfecto
Y algo más que eso
Me sorbiste el seso
Y me deciende el peso
De este cuerpecito mío
Que se ha convertío en río
De este cuerpecito mío
Que se ha convertío en río

Me cuesta abrir los ojos
Y lo hago poco a poco
No sea que aún te encuentre cerca
Me guardo tu recuerdo
Como el mejor secreto
Que dulce fué tenerte dentro

Hay un trozo de luz
En esta oscuridad
Para prestarme calma
El tiempo todo calma
La tempestad y la calma
El tiempo todo calma
La tempestad y la calma

Siempre me quedará
La voz suave del mar
Volver a respirar
La lluvia que caerá
Sobre este cuerpo y mojará
La flor que crece en mi
Y volver a reír
Y cada día un instante volver a pensar en ti

En la voz suave del mar
En volver a respirar
La lluvia que caerá
Sobre este cuerpo y mojará
La flor que crece en mi
Y volver a reír
Y cada día un instante volver a pensar en ti

Cómo decir que me parte en mil
Las esquinitas de mis huesos?
Que han caído los esquemas de mi vida?
Ahora que todo era perfecto
Y algo más que eso
Me sorbiste el seso
Y me decían del peso
De este cuerpecito mío
Que se ha convertío en río
De este cuerpecito mío
Que se ha convertío en río

Siempre me quedará
La voz suave del mar
Volver a respirar
La lluvia que caerá
Sobre este cuerpo y mojará
La flor que crece en mi
Y volver a reír
Y cada día un instante volver a pensar en ti

En la voz suave del mar
En volver a respirar
La lluvia que caerá
Sobre este cuerpo y mojará
La flor que crece en mi
Y volver a reír
Y cada día un instante volver a pensar en ti

Marguerite Yourcenar | Fernando Pessoa | Cecília Meireles | Florbela Espanca | Octavio Paz e Stanley Kubrick | selecção de mlailin (Marcia Lailin Mesquita)

O que nos tranquiliza no sono é a certeza de que dele retornamos.
E ele nos cura temporariamente da fadiga pelo mais radical dos processos, isto é, arranjando para que cessemos de existir durante algumas horas.

Marguerite Yourcenar

Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me dormir,

Dormir a sorrir 
E seja isto o fim.

Fernando Pessoa

Ó meu Deus,
se esta é a distância
que separa a mocidade
da infância,
se são teus
estes modos de verdade,
que outros hei de querer meus?

Ó meu Deus,
se este é o caminho
que traça a tua bondade,
devagarinho
farei seus
meu amor, minha saudade,
e em tudo serei adeus.

Cecília Meireles

Gosto da noite imensa,
triste, preta, como esta estranha borboleta
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!…

Florbela Espanca

IRMANDADE

Sou homem: duro pouco
e é enorme a noite.
Mas olho para cima:
as estrelas escrevem.
Sem entender compreendo:
Também sou escritura
e neste mesmo instante
alguém me soletra.

Octavio Paz e Stanley Kubrick em 2001 uma Odisseia no espaço

Não te Amo | Almeida Garrett

Não te amo, quero-te: o amar vem d’alma. 
E eu n’alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror…
Mas amar!… não te amo, não.

Almeida Garrett, in ‘Folhas Caídas’

Frases e expressões do povo no Brasil | Marcia Lailin Mesquita

NAS COXAS
As primeiras telhas dos telhados nas Casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da Africa. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas.
Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

VOTO DE MINERVA.
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube a deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a
menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O negócio era o seguinte:
Colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

FICAR A VER NAVIOS
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado.
Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei.
Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavina significa não entender nada.

DOURAR A PILULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo.
A expressão dourar apílula,significa melhorar a aparência de algo.

SEM EIRA NEM BEIRA
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter “eira nem beira” significa que a pessoa é pobre, está sem grana.

O CANTO DO CISNE
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão canto do cisne representa as últimas realizações de alguém.

  O facebook também é cultura 

Marcia Lailin Mesquita 

As descobertas e as invenções — não se pode descobrir o que existe! | Carlos Matos Gomes in “Medium”

A discussão sobre o nome a dar a um futuro museu das descobertas tem-me proporcionado descobertas espantosas. O argumento mais espantoso que ouvi é o de que não se pode descobrir o que já existe!

É um argumento do mesmo tipo dos que explicam não poder a Terra ser redonda pela impossibilidade de os habitantes dos antípodas viverem de cabeça para baixo! É um argumento de pés no lugar da cabeça. Na realidade só é possível descobrir o que existe. Descobrir o que não existe não é descobrir, é inventar, ou criar. O átomo foi descoberto porque existe. As minas de ferro são descobertas porque existem concentrações de rochas ferrosas. O que não existia e teve de ser inventado foi a bomba atómica, ou as utilizações do ferro como utensílios, armas, estruturas, ou o aço.

A descoberta da impossibilidade de descobrir o que existe ocorre a propósito da recusa em aceitar que os portugueses descobriram novas terras e novas gentes.

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1/8 | Breve História da Europa. Do Século XX aos nossos dias | Carlos Matos Gomes in “Medium”

Raquel Varela escreveu a «Breve História da Europa, da Grande Guerra aos Nossos Dias» (Bertrand, Lisboa, 2018). Tive o prazer de apresentar o livro em Lisboa. Raquel Varela é uma jovem e talentosa historiadora social. Aborda a História pelas dinâmicas sociais. Eu sou um velho militar reformado e a leitura da obra da Raquel Varela incentivou-me a alinhar velhas e novas ideias a partir das dinâmicas que conduzem ao poder, à sua conquista e à sua manutenção. Serão 8 textos que colocarei aqui diariamente. Não uma crítica, nem uma análise da História. Empirismo assumido. Acientificidade. Apenas ideias soltas suscitadas por uma obra, essa sim fundamentada.

O esqueleto da obra é um roteiro de pontos a visitar que a autora nos propõe. Eu vou segui-lo com a minha visão e com as minhas interpretações. Vou aproveitar a riquíssima informação para partilhar interrogações.

O motor da História

Até que ponto são as “massas” (abrangente rótulo atribuído aos que ao longo dos séculos foram designados como o povo, os servos, os camponeses, os proletários, os que vivem do seu trabalho, os que se vendem ou se oferecem) o sujeito da História? Até que ponto são as massas o determinante da História?

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Uma vida consagrada ao ensino das Letras | Massaud Moisés | por Adelto Gonçalves

I

Duvidar de Aristóteles (384 a.C.-322 a.C) é sempre necessário, ainda que seja, para mais tarde, concordar com ele. Essa frase ouvi em 1994 do professor Massaud Moisés (1928-2018), quando, ao lhe fazer um relatório verbal de minhas pesquisas nos arquivos de Portugal sobre a vida e a obra de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), mostrei-lhe a fotocópia de um documento que consta do Arquivo Histórico Ultramarino, de Lisboa, que provava que o lisboeta Alexandre Roberto Mascarenhas morrera em 1793, no mesmo ano do casamento de sua filha com o poeta.

Portanto, ao casar com Juliana de Sousa Mascarenhas, uma jovem analfabeta de 19 anos de idade, Gonzaga não teria tido a oportunidade de ajudar o sogro a aumentar sua fortuna, como afiançara o professor e filólogo português M. Rodrigues Lapa (1897-1989), para quem o poeta casara “com a herdeira da casa mais opulenta de Moçambique em negócios de escravatura” e ainda consagrara “as horas vagas ao comércio de escravos”.

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ANA BEATRIZ MENEZES NA DANISH NATIONAL SYMPHONY ORCHESTRA, NA DINAMARCA

Autor: Da Capo
 05 jun 2018

A jovem trompista Ana Beatriz Menezes ganhou o lugar de Trompa co-principal na Danish National Symphony Orchestra, na Dinamarca.

Ana Beatriz Menezes iniciou os seus estudos musicais aos quatro anos de idade no Conservatório de Música Jaime Chavinha em Minde, onde nasceu em Abril de 1992.

Começou por frequentar as classes de violino e piano e aos oito anos estreou-se na Banda da Sociedade Musical Mindense na sua terra-natal, onde conheceu a trompa. Tendo reconhecido alguns anos mais tarde que este se tinha tornado no seu instrumento preferido, ingressou na classe de trompa do mesmo conservatório, com aspirações de se tornar trompista profissional.

Terminou em Julho de 2013 a Licenciatura em Música pela Escola Superior de Música de Lisboa, na classe dos professores Jonatan Luxton e Paulo Guerreiro. Quatro anos mais tarde obteve o Mestrado em Ensino da Música pela mesma escola, sob orientação do professor Paulo Guerreiro.

Frequenta actualmente o Mestrado em Performance Especializada em Orquestra pela Zürcher Hochschule der Künste em Zurique, na classe dos professores Nigel Downing e Radovan Vlatkovic, formação esta que lhe confere também uma especialização em Trompa Natural com o professor Glen Borling e lhe permite colaborar com a Philharmonia Zürich como voluntária, sob orientação do professor László Slavik.

Em Agosto de 2011 obteve o 1º Prémio no Concurso da International Summer Academy, em Torres Vedras, e em 2013 o 1º Prémio no Concurso Internacional de Jovens Intérpretes de Chieri (Itália). Em Agosto de 2014 foi galardoada com o Paul Mansur Award, o Jon Hawkins Award (ambas bolsas de estudo) e também com o 1º Prémio no IHS Premier Soloist Competition, inseridos no 46º Simpósio da International Horn Society em Londres. Em Março de 2015 obteve o 1º Prémio no Concurso Internacional Terras de La-Salette em Oliveira-de-Azeméis, na categoria Trompa Nível Sénior.

Em Julho de 2017 ganhou o 2º Premio no Concurso Prémio Jovens Músicos em Lisboa (Portugal), na categoria Trompa Nível Superior. Em Abril do presente ano obteve o 2º Prémio no Concurso de Música de Câmara “Kiwanis” em Zurique.

Ana Beatriz Menezes tem vindo a colaborar frequentemente com orquestras profissionais em Portugal e no estrangeiro ao longo da sua carreira, em que tocou não só trompa moderna mas também trompa natural e tuba wagneriana, de entre as quais a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra de Música Barroca Divino Sospiro, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Philharmonia Zürich (Zurique, Suíça), a Luzerner Sinfonieorchester (Lucerna, Suíça) e a Danish National Symphony Orchestra (Copenhaga, Dinamarca), onde irá começar a trabalhar a partir de Agosto deste ano.

http://www.dacapo.pt/a-tempo/-Ana-Beatriz-Menezes-na-Danish-National-Symphony-Orchestra-na-Dinamarca

António dos Santos Ramalho Eanes | primeiro Presidente da República democraticamente eleito após o 25 de Abril | por Gaspar Macedo

Caro General Ramalho Eanes, ultimamente o Portugal que serviu enquanto Presidente da República tem-se chocado com o aproveitamento que muitos membros da nossa classe política interpretam. Somos o país que consegue sentir o choque do ridículo mas que normaliza tais comportamento porque, como sabemos, “todos os políticos são iguais”.

Ficamos surpreendidos quando soubemos que em média, entre 2006 e 2013, os nossos governantes gastaram 295 euros por refeição. Ficamos admirados com a notícia de José Conde Rodrigues , ex-secretário de Estado da Justiça, que gastou 13.657 euros dos fundos públicos na compra de 729 livros para beneficio próprio.
Ficamos pasmados com o caso da ex-ministra da Saúde Ana Jorge, ao ter usado um cartão de crédito em nome do Estado (para despesas urgentes de trabalho) em lojas de roupa, ourivesarias ou no El Corte Inglés.
Ficamos boquiabertos com o ex-ministro da economia, Manuel Pinho, que recebeu 1 milhão de euros na sua Offshore depois de beneficiar a EDP em vários contratos de parceria.
Ficamos espantados, mais recentemente, com o ministro-adjunto deste executivo que embora advogado de elite disse desconhecer a lei que o impedia de acumular cargos públicos com outros cargos em empresas privadas.

Enquanto grande parte da nação ajoelha-se boquiaberta e volta a esquecer estes abusos, como se um anulasse o anterior, não consigo esquecer o Presidente da República que num período de grandes dificuldades financeiras, consta que vendeu a sua própria casa de férias para pagar os custos que a presidência não conseguia suportar. Não consigo deixar de relembrar o individuo que tinha apenas dois fatos e que recebia as visitas ao Palácio de Belém com um chá depois da hora de jantar, para evitar custos desnecessários. Esse foi o senhor.

Em julho de 2017 o país ficou a conhecer o caso dos três secretários de Estado que beneficiaram de viagens pagas pela empresa Galp, antes de ser aprovado um benefício fiscal em dezenas de milhões de euros à mesma empresa. José Sócrates defendeu que as críticas se tratavam de “um excesso de patriotismo”, considerando que as suspeitas sobre os governantes eram “estapafúrdias” e António Costa não hesitou em reforçar a “relevante e dedicada colaboração dos três Secretários de Estado nas funções desempenhadas no XXI Governo Constitucional”.

Em abril de 2018 chegou a público os milhares de euros de que vários deputados beneficiaram ao receber em duplicado o valor das viagens que faziam em “nome do interesse nacional”. Carlos César, líder parlamentar do partido socialista e parte desse grupo, logo declarou não se sentir culpado por não ter feito “nada de errado”, sendo que o “atual modelo vigora há décadas e foi utilizado por altos cargos do Estado”. Eduardo Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da Republica, declarou a inocência dos parlamentares que nas suas palavras não tinham “cometido nenhuma e ilegalidade.

Não esqueço o homem que RECUSOU receber 1 milhão de euros do erário publico, com o acumular de dezenas de anos sem receber a subvenção que tinha direito, após o parecer do Provedor de Justiça em 2008 ter defendido que todos os Presidentes deviam ser tratados de igual forma

Deparamo-nos com um ex-primeiro ministro que fez da acção política o benefício dos seus interesses pessoais, onde até históricos como Arons de Carvalho defendeu não achar “reprovável uma pessoa viver com dinheiro emprestado”
Vivemos na realidade de vários governantes e parlamentares que acumulam os vencimentos com ajudas de custo e subvenções vitalícias, de dezenas de nomes da política que acabaram nas administrações de grandes Bancos e Grupos Económicos, uma Assembleia da Republica onde se misturam os escritórios de advogados e as grandes empresas com as leis que se aprovam e propostas, como a do grupo parlamentar do partido socialista a janeiro deste ano, para tornar o lobby, a representação dos interesses de particulares nos corredores do poder, numa profissão reconhecida pela lei.

Aqueles que fazem da desaprovação o consentimento, esquecem-se que Portugal já teve como líder máximo um individuo que promulgou a lei que o impediria de acumular o salário presidencial com as restantes pensões a que teria direito, abrindo mão da pensão choruda de General. Só serviu os interesses de quem o elegeu e não de quem o tentou financiar.

Por isso, tenho orgulho em afirmar que por muito chocante que possa parecer, António dos Santos Ramalho Eanes, o primeiro Presidente da República democraticamente eleito após o 25 de abril, é o anormal no meio de um panorama político podre que para muitos é a norma controladora.

Sei que o senhor não é perfeito e podemos até ter as nossas divergências ideológicas, mas pelo menos tenho a certeza de que nunca fez parte do grupo que se aproveita do poder para se apoderar dos recursos que pertencem apenas aos portugueses. É para mim uma honra recordar uma Nação inteira que se deprime com os muitos que a serve, de que nem “todos os políticos são iguais” e de que enquanto houver quem no senhor se inspire haverá sempre esperança. Ao contrário do alguns dirão, recordá-lo não é “estar preso ao passado” senão querer um futuro onde o mais simples português não tenha de voltar a justificar a miséria do país com os políticos que são “sempre iguais” e que insistem em “não mudar”.

Por muito mau que o presente possa parecer eu não o esqueço, senhor presidente.

Tenho dito.

Gaspar Macedo

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