É possível mensurar a informação armazenada no universo? Para este físico, sim! | Melvin Vopson

O universo é muito estranho, se pararmos para pensar em alguns dos princípios mais fundamentais da física, como a incerteza do estado das partículas até as observarmos, ou a gravidade ser uma distorção no espaço-tempo. Por isso, não surpreende que algumas hipóteses “malucas” publicadas pelos cientistas faça um certo sentido. E a nova ideia de que a informação é o quinto estado da matéria é um desses casos.

Um físico chamado Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, decidiu quantificar a informação estimando quanta informação é armazenada em uma única partícula elementar, como um elétron, e multiplicando o resultado na quantidade estimada de partículas no universo observável — só de alguém pensar em fazer algo assim já é impressionante, ainda mais levando a ideia adiante.

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Parles moi d’amour… | Hanane Trinel

Une amie m’a dit ce soir, je te donne un royaume pour une jolie histoire ! J’ai envie d’amour, j’ai envie de sexe, j’ai envie de bonheur.

Ma vocation serait donc donner du bonheur ?! Pourquoi pas.

Et là, la troisième se fâche.

 Paler de sexe ne choque plus personne ?! Mais nous marchons sur la tête !

Et alors ? Il en faut de peu pour que certains partagent la même couche. Et ce n’est pas les sites de rencontres qui vont me contredire, il faut bien que le corps exulte chantait déjà le grand Jacques , il y’a près d’un demi-siècle.

Oui mais parler de sexe, parler d’amour,  exposer la chose au grand jour, vraiment, ça ne se fait pas ! Et puis, nous  devons réserver ces mots à l’unique, le seul !

Les hommes le font bien eux ! Ils chantent, peingnent, écrivent bien leurs fantasmes, leurs désirs, l’amour selon eux !

Mais les hommes ont toujours préféré ces femmes-là Hanane !

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Escritora moçambicana Paulina Chiziane vence Prémio Camões | in SIC Notícias

A escritora moçambicana Paulina Chiziane é a vencedora do Prémio Camões 2021, numa escolha feita por unanimidade, anunciou esta quarta-feira a ministra portuguesa da Cultura, Graça Fonseca.

“No seguimento da reunião do júri da 33.ª edição do Prémio Camões, que decorreu no dia 20 de outubro, a ministra da Cultura anuncia que o Prémio Camões 2021 foi atribuído à escritora moçambicana Paulina Chiziane”, lê-se na nota informativa hoje divulgada.

“O júri decidiu por unanimidade atribuir o Prémio à escritora moçambicana Paulina Chiziane, destacando a sua vasta produção e receção crítica, bem como o reconhecimento académico e institucional da sua obra. O júri referiu também a importância que dedica nos seus livros aos problemas da mulher moçambicana e africana. O júri sublinhou o seu trabalho recente de aproximação aos jovens, nomeadamente na construção de pontes entre a literatura e outras artes.

O júri referiu também a importância que dedica nos seus livros aos problemas da mulher moçambicana e africana. O júri sublinhou o seu trabalho recente de aproximação aos jovens, nomeadamente na construção de pontes entre a literatura e outras artes.

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GONÇALO M. TAVARES NAS MASTERCLASSES COGITO

Um dos mais importantes escritores portugueses vem, mais uma vez, ao COGITO para falar sobre o futuro da arte e o humanismo tecnológico – o tema central da nossa programação deste ano.

Pode asssitir ao vivo no Palácio Flor da Murta, com inscrição em INSCRICOES@COGITO.PT.E pode assistir online na página de Facebook do COGITO https://www.facebook.com/ideiasquetransformamoeiras

A pedido do nosso convidado, que valoriza o contacto humano, a transmissão online não será integral, pelo que recomendamos a participação ao vivo.

Não é todos os dias que lidamos com um candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Vergílio ou Virgílio? | Frederico Lourenço

Não havendo a mínima dúvida de que o autor das «Bucólicas», das «Geórgicas» e da «Eneida» se chamava PVBLIVS VERGILIVS MARO – portanto, em português, Vergílio – porque é que as pessoas preferiram, durante toda a Idade Média e até praticamente aos dias de hoje, chamar-lhe Virgílio?

Antes de entrar nesta floresta de controvérsia, começo por uma declaração de simpatia subjectiva para com o nome «Virgílio». Acho um nome lindo, escrito assim com «i» na primeira sílaba, e envio daqui um cumprimento cordial a qualquer Virgílio (em Portugal ou no Brasil) que esteja a ler este texto. E, quanto ao poeta romano, quem sabe se ele até não gostaria de ver esta versão do seu nome? Eu não me importaria nada de ser «Friderico» em vez de «Frederico».

Objectivamente, porém, o nome latino é VERGILIVS. Verificamos isso em inscrições do período republicano e ainda do início do período imperial. Os preciosos manuscritos do século V (hoje em Florença e no Vaticano), que são os testemunhos mais antigos da obra do nosso poeta, grafam o nome, sem lugar para dúvida, como VERGILIVS, não só nos títulos das obras, como no famoso verso das «Geórgicas», que é a única passagem em que o poeta nos diz o seu nome e a sua residência: «naquele tempo me alimentava – a mim, Vergílio – a doce / Nápoles…» (Geórgicas 4.563-4; em latim, «illo Vergilium me tempore dulcis alebat / Parthenope…»).

Como surgiu, então, a forma Virgílio? E porquê?

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Final duet (The Royal Ballet) | Edward Watson and Marianela Nuñez

Principal dancers Edward Watson and Marianela Nuñez dance the final pas de deux in Wayne McGregor’s abstract ballet Infra, a moving exploration of emotion, set to Max Richter’s melancholic and beautiful score. Find out more at https://www.roh.org.uk/productions/in… In Wayne McGregor’s masterpiece of abstract ballet, 12 dancers portray the emotions beneath the surface of human interaction – the title Infra comes from the Latin word for ‘below’. This collaboration with artist Julian Opie was created for The Royal Ballet in 2008, and has been performed around the world to critical acclaim.

Um inventário dos poetas católicos do Brasil | Os Fios da Escrita – ensaios literários | Adalberto de Queiroz

     Adelto Gonçalves (*)

                                                           I

            Um excepcional inventário sobre a produção dos principais poetas católicos do Brasil é o que o leitor irá encontrar em Os Fios da Escrita – ensaios literários (Itabuna-BA: Editora Mondrongo, 2020), de Adalberto de Queiroz, poeta, jornalista e ensaísta, que foi empresário no ramo de Tecnologia da Informação por 26 anos. É reparada assim uma injustiça, pois a poesia escrita por poetas católicos brasileiros, que tanta repercussão teve nos anos de 1930 a 1960, nas últimas décadas, havia sido, praticamente, excluída do alvo da crítica, ainda que continue a ser apreciada por alguns poucos jovens leitores.

            Para Queiroz, há um “quarteto sagrado” da poesia feita por católicos no Brasil do século XX: Jorge de Lima (1893-1953), Murilo Mendes (1901-1975), Tasso da Silveira (1895-1968) e Augusto Frederico Schmidt (1906-1965). A esse grupo, porém, o ensaísta acrescenta Cecília Meireles (1901-1964), Manuel Bandeira (1886-1968) e Lúcio Cardoso (1912-1968). Desses, reconhece, apenas o paranaense Tasso da Silveira é menos conhecido, sendo mais estudado nos círculos acadêmicos de letras de Curitiba e do Rio de Janeiro, onde foi professor.

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A revolução pelo orçamento | Entre a tomada da Bastilha e o teatro no canal Memória | por Carlos Matos Gomes

A saga da discussão da proposta de orçamento geral do estado para 2021 é idêntica à dos anos passados. Os políticos são mais previsíveis que cantores de karaoke e os partidos são mais repetitivos que uma formatura da tropa a evoluir em ordem unida às ordens dos mesmos comandantes.

A discussão do orçamento é fácil para a direita, porque o regime vigente de capitalismo e democracia liberal corresponde à sua matriz de interesses. São contra os orçamentos dos partidos sociais-democratas porque estes atribuem sempre, e na sua visão, demasiados recursos a serviços públicos que podiam ser entregues ao lucro privado. A direita vota contra os orçamentos sociais-democratas porque transforma em despesa pública uma parcela significativa dos seus possíveis lucros. Une-se, por isso, com facilidade quer para votar contra, quer para encontrar fórmulas coligadas de governo. Simples.

O drama — se é que viver em contramão é drama — encontra-se na esquerda. A esquerda, por definição quer mudar o sistema e o mundo. Quer a revolução na posse dos meios de produção e no modo de produzir, visa a tomada do poder. Os sociais-democratas são seus inimigos. É histórico e há mais de cem anos.

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Vivemos no Inferno? | Carlos Matos Gomes

Mas tu quem és, que, em tribunal sentado, julgas, de léguas em milhões distante, se mal vês o que a um palmo é colocado? Dante, Divina Comédia, Canto XIX

A acreditar nos jornais e nas televisões vivemos no Inferno. Embora apenas os seus celebrantes e comentadores saibam o que é o Inferno. A nós, multidão e rebanho, resta acreditar neles, ter fé nos que nos garantem que vivemos no Inferno!

Nada de novo. Por volta de 1300, há sete séculos, já Dante Alighieri, na Divina Comédia se dera a esse mesmo trabalho de descrever o Inferno em pormenor e em círculos dedicados a cada pecado ou crime. A verdadeira intenção dele não terá sido, tal como não é a dos seus atuais seguidores, alertar os homens para as consequências das práticas dos crimes e pecados, amedrontando-os com os sofrimentos eternos dos exemplares ali caídos, mas sim uma outra bem mais prosaica: Dante, como os arautos da desgraça do nosso tempo e senhores dos novos meios de comunicação, pretendia, isso sim, diminuir a concorrência, para assim ser mais fácil aos poderosos em atividade terrena realizar os seus pecados e crimes, matéria-prima indispensável ao prazer, à obtenção de poder e riqueza.

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«Bucólicas» de Vergílio | Frederico Lourenço

Saiu hoje a minha edição das «Bucólicas» de Vergílio. É difícil encontrar palavras para dizer quanto estou grato pelo cuidado esmerado com que o livro foi concebido por Francisco José Viegas: a vinheta inspirada num desenho de Nicolas Poussin; a reprodução no interior do livro da deslumbrante Cena Campestre de Claude Lorrain (esse quadro mítico). Um enorme obrigado a toda a equipa da Quetzal que produziu este livro.

Agradeço, acima de tudo, o privilégio de vos dar a ler (pelos meus olhos – isto é, pelo resultado das minhas muitas leituras e reflexões) estes poemas sublimes.

Não são poemas ingénuos acerca de pastores. Estes textos tratam, em linguagem codificada, das maiores questões da vida humana, desde a política, à religião e ao sexo. Tratam do lugar e do poder da arte nas nossas vidas. Tratam da natureza e da necessidade de a respeitarmos – em vez de a rapinarmos.

Tratam da dor incurável do amor sem solução, mas tratam também do mistério da esperança; e da possibilidade de sermos felizes, na Terra, se o quisermos.

Como novidade absoluta na poesia latina, estes poemas olham de frente para a polarização na vida política e para os efeitos que daí advêm para vítimas inocentes.

São poemas de há 2000 anos, mas são poemas que nos falam hoje, das questões de hoje, das emoções e dos problemas que todos nós sentimos.

E como se tudo isso não fosse suficiente para partirmos à descoberta dos mistérios das «Bucólicas» vergilianas, há ainda o factor da sua musicalidade inultrapassável em latim. Na verdade: nunca se escreveu poesia auditivamente tão bela. Um milagre.

Histórias da História de Portugal | Mário Faria | 5 Outubro 1143

Via Celestino Gomes e Carlos Fino

A fundação ou a independência do Reino de Portugal não foi um acto circunstancial isolado. Foi um processo constituído por vários actores e acontecimentos, e não deveria ser atribuído a nenhum em específico.

O uso do título e a designação de Rei (Reino) de Portugal é muito anterior a D.Afonso Henriques.

O primeiro monarca a utilizá-lo foi Garcia II, Rei de Portugal e da Galiza, ainda que por um curtíssimo período, no ano de 1071:

H. R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE

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Imagine | John Lennon

Imagine there’s no heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people living for todayImagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people living life in peace, youYou may say I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day you’ll join us
And the world will be as oneImagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or …

Festival Materiais Diversos | de 5 a 17 de outubro 2021

O Festival Materiais Diversos está quase a começar. Dia 5 de outubro, inicia-se o evento com uma das onze conversas que irão decorrer durante os 12 dias do festival.
Este ano, o Festival foca-se na desaceleração, inscrição, pluralidade e acessibilidade, procurando colocar no centro as pessoas e as relações e fazendo do festival um momento especial numa programação regular, dando, assim, início a uma nova fase, depois das suas 10 edições celebradas em 2019. O festival decorre entre 5 e 17 de Outubro, no Cartaxo, em Minde e Alcanena, o festival volta-se para o encontro e a reflexão e coloca em destaque as conversas e a caminhada como espaços de partilha, em relação de igualdade com espetáculos e projetos de artes performativas.

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Pablo Picasso | Mulher sentada na poltrona vermelha

Pablo Picasso (25 de outubro de 1881 – 8 de abril de 1973) foi um pintor espanhol que passou grande parte de sua vida na França. Considerado um dos maiores gênios e grandes inovadores da arte no século 20, ele causou um grande impacto com o seu estilo cubista, que se tornou referência para artistas posteriores, e objeto de estudo de acadêmicos e intelectuais. Pintor desde a juventude, Picasso experimentou muitos estilos, de acordo com as várias teorias que estudou, mas é especialmente lembrado como o cofundador do cubismo.

Esta obra foi feita em 1937, no período mais prolífico do artista e é considerado um dos seus trabalhos mais importantes. Os tons de vermelho se defrontam com os de verde, o que dão ao quadro um senso de animação, típico de seus traços. Nesta época, Picasso já estava incrivelmente famoso, e o seu amor pela mulher foi representado com muita inspiração e vigor.

Afonso, O Conquistador | de Maria Helena Ventura 

SINOPSE

Esta é a história de um homem, do seu sonho e do nascimento de uma nação.

Tem nas suas mãos um romance épico: a vida de D. Afonso Henriques. Recorrendo a uma meticulosa pesquisa histórica, Maria Helena Ventura transporta-nos para o século XII e envolve-nos com as paisagens, culturas e figuras dessa época distante. No centro da acção está Afonso Henriques, o primeiro homem a sonhar Portugal, e que tornou esse sonho realidade com golpes de espada, traições familiares, intrigas religiosas e muita determinação.

Afonso chegou até nós como um homem sem medo, vencedor de batalhas impossíveis, líder na frente de combate e na frente diplomática. Mas Maria Helena Ventura vai mais longe e apresenta-nos um homem que faria as delícias de Maquiavel: astuto como poucos e sem escrúpulos sempre que necessário. E também um homem apaixonado pela vida, pelos filhos – fossem eles legítimos ou bastardos – e até pela mulher, que finalmente aprendeu a amar.

Amadurecendo de príncipe impulsivo para soberano ponderado, no fim da vida Afonso deixa-nos um território um pouco diferente daquele que temos hoje em dia. Sem ele não haveria Portugal nem língua portuguesa, e nunca as caravelas com a cruz de Cristo teriam partido em busca de novas paragens nem Camões cantado Os Lusíadas.

Biografia

Maria Helena Ventura nasceu em Coimbra, terra de toda a família materna. Mantém ainda uma profunda ligação afetiva ao Porto, de onde o pai era natural, e a Lisboa, para onde veio no final da adolescência, onde se licenciou e fez o Mestrado em Sociologia da Cultura. Vive no concelho de Cascais. É membro da IWA – International Writers and Artists Association, Sociedade de Geografia de Lisboa e Associação Portuguesa de Escritores. Tem dezanove títulos publicados, até ao momento: sete de poesia, onze de ficção (romance) e um título de literatura infantil, além de trabalhos académicos nas áreas da Sociologia da Educação e da Cultura.

Laudate Dominum | Bel Canto Choir Vilnius

“Laudate Dominum” (Wolfgang Amadeus Mozart). Performed Live by Bel Canto Choir Vilnius, featuring soloist Lina Dambrauskaite and Raminta Gocentiene on the piano. Live from the Bel Canto Choir Vilnius concert, entitled “An Evening With Bel Canto” at St. Catherine Church in Vilnius on November 6, 2010.

Katharine Hepburn, en sus propias palabras. O Humanismo, essa atitude bela!

“Una vez, cuando era adolescente, mi padre y yo estábamos haciendo fila para comprar entradas para el circo. Finalmente, solo había otra familia entre nosotros y el mostrador de entradas.

Esta familia me causó una gran impresión.

Había ocho niños, todos ellos menores de 12 años. De la forma en que estaban vestidos se podía decir que no tenían mucho dinero, pero su ropa era limpia, muy limpia. Los niños eran muy bien educados, todos ellos parados en la fila, de dos en dos detrás de sus padres, tomados de las manos.

Estaban emocionados por los payasos, los animales y todos los actos que verían esa noche.

Por su emoción, podías percibir que nunca antes habían estado en un circo. Sería un punto culminante en sus vidas.

El padre y la madre estaban a la cabeza de la manada de pie, orgullosos como podría ser. La madre estaba sosteniendo la mano de su marido, mirándolo como si dijera: ‘Eres mi caballero en armadura brillante’.

El estaba sonriendo y disfrutando viendo a su familia feliz.

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