DiEM25 | Conselho de Validação

diem - 200Com um pouco de atraso o DiEM25 constituíu o seu primeiro Conselho de Validação. Vê a lista de membros aqui. O Conselho de Validação tem várias tarefas de acordo com os Princípios Orientadores, um deles o de votar em nome dos membros quando uma decisão tem de ser tomada de forma muito rápida. Contudo, quando há tempo suficiente, devemos continuar a ter votações por todos os membros como nomeadamente occorreu aquando  da nossa posição política face ao processo do Brexit.

Os resultados do nosso voto interno acabaram de chegar.

Das quatro opções disponíveis que podes rever aqui ( para não membros: aqui), a opção A foi a que teve mais votos com 32.07%. A opção B ficou em segundo lugar com 27.74%, em terceiro lugar a opção D com 23.54% e finalmente a opção C teve 16.65%.

Face a isto, as opções A&B serão agora votadas numa segunda volta para decidir qual será a posição do DiEM25 quanto ao processo do Brexit.

Ambas as opções estão a favor de um acordo entre Londres e Bruxelas segundo o qual dois anos após a ativação do Artigo 50, entraria em vigor um acordo ao estilo do acordo com a Noruega que duraria pelo menos até à próxima legislatura do Parlamento Britânico. Desta forma, o veredicto dado relativo ao Brexit pela população Britânica é respeitado enquando, por outro lado, um periodo de estabilidade é assegurado durante o qual o próximo Palamento – um eleito com um mandato para o fazer – poderá concluir os acordos Britâncios pós-Brexit com a UE.

A diferença entre ambas as opções ( A e B) reside na obrigatoriedade do compromisso ou não de a PM Theresa May e o seu governo terem um acordo como o estabelecido entre a UE e a Noruega. Se tal não sucedesse o DiEM25 não apoiaria/ou apoiaria na mesma a activação do Artigo 50.

A opção A , insiste na condicionalidade, isto é, não dá o nosso consentimento ao governo conservador para prosseguir o fim da liberdade de movimentos e outros direitos importantes no momento em que o Artigo 50 é activado.

A opção B apoia a activação do artigo 50 de forma incondicional e evita a questão: Se a activação do artigo 50 for derrotada pelo Parlamento visto que a PM May recusa comprometer-se com um acordo provisório do tipo-Noruega , não significaria isto que o Reino Unido ficaria na UE contra a escolha dos que votaram?

Considera isto e vota aqui: https://internal.diem25.org/vote/6

Carpe DiEM!
A quipa DiEM25

Lançamento de novo livro de José Adelino Maltez | Do Império por Cumprir

galvaoNão temos política colonial, nem um espírito colonial, nem um método colonial.

Henrique Galvão, em Huíla. Relatório de Governo. 1929, confessa que não temos política colonial, nem um espírito colonial, nem um método colonial. Porque esta falta de uma doutrina colonial resulta em grande parte da ausência de uma Política Colonial, e a falta de uma e outra, eliminam, de entrada, a possibilidade de ideias coloniais práticas e eficientes. Fica sempre tudo à mercê das ideias dos governantes que passam, dado que cada ministro da pasta dispõe de ideia própria para governar as possessões ultramarinas, mas esta não é transmitida aos governadores, uma vez que estes também dispunham de ideias próprias, e o fenómeno vai reproduzindo-se em toda a escala hierárquica até ao mais simples amanuense. Uma situação que permite que tudo seja possível – até bons governos!

Henrique Carlos Mata Galvão (1895-1970).

Participa no golpe dos Fifis (1927). Deportado para Angola.

Governador de Huíla (1929). Organiza a Exposição Colonial Portuguesa no Porto (1934).

Deputado. Diretor da Emissora Nacional (1935). Lança a Exposição Colonial do Mundo Português (1940). Inspetor superior da administração colonial.

Discurso parlamentar (22 de janeiro 1947). Fuga da prisão (1959). Assalto ao paquete Santa Maria e coordenação da operação de desvio de um avião da TAP (1961).

Depoimento na ONU (13 dezembro de 1963).

convite

Fidel, bem-me-quer, mal-me-quer | Ferreira Fernandes in “Diário de Notícias”

fidelFidel, um grande homem. Acabou como ditador e é preciso dizer que começou por acabar com um ditador, Fulgencio Batista. Com qualidade rara, a coragem, cortou com a sua própria situação de privilegiado e arriscou a liberdade e a vida. Aqueles que amocharam em situações semelhantes – e em Portugal ainda há gerações em que a escolha foi posta – deveriam não se esquecer de que houve um Fidel que fez o que eles deveriam ter feito e não fizeram. Que os tíbios reconheçam: “Honra aos que souberam dizer não quando o não era necessário e nós não estivemos à altura de o dizer.” E depois podiam, com mais mérito, criticar o Fidel liberticida. Acresce ainda que para lutar contra a ditadura Fidel não pôde contar com o exemplo da admirável América: ela era madrinha de Batista e madrasta de Cuba. Longe de Deus, não sei, mas tão próximo dos Estados Unidos – naqueles tempos, pelo menos – era mais difícil ser democrata. Poder tomado, Fidel tirou partido do seu jeito para o simbólico: caqui, charuto, barbas… Ora, os ícones – que se mostram muito, por definição – têm de função mais própria escamotear. Esse Fidel das fotografias romantizou o que foi; e ajudou a enganar sobre o que aí vinha. Os factos acabaram por ser: o ditador Fidel assassinou muitos e a todos os seus compatriotas tirou a liberdade. Ao combatente de grande causa, honra. Ao tirano, vergonha. E a todos nós, uma lição de história.

Ferreira Fernandes in Diário de Notícias 28-11-2016

Fidel Castro | Francisco Louçã in Jornal “Público”

francisco louca02 - 200Com a morte de Fidel Castro, desaparece uma das últimas grandes figuras que marcaram o século XX. Dirigente da única revolução socialista vitoriosa no Ocidente, enfrentou o maior poder da nossa era, o de Washington, e resistiu a invasões e agressões militares, a inúmeras tentativas de assassinato, ao bloqueio permanente e a todas as pressões. Fidel sai da vida como um vencedor.

À frente de um pequeno exército guerrilheiro, de apenas cinco mil homens e mulheres (só tinha sobrevivido uma dúzia quando desembarcaram do Gramna para iniciar a luta), conquistou Havana porque o povo não tolerava mais aquela combinação de ditadura e máfia dos casinos, a subserviência e a miséria que alimentava a corte de Fulgêncio Batista. A revolução cubana tinha essas raízes na esperança de uma vida digna e é por isso que, ao contrário de outros regimes, manteve uma base popular tão expressiva e se tornou um exemplo continental.

Fidel nunca dependeu estritamente de Moscovo: tentou criar a Tricontinental para desenvolver uma acção internacionalista autónoma, desencadeou sem autorização do Kremlin a operação militar para salvar Angola da invasão sul-africana – e venceu o mais poderoso exército de África, contribuindo assim para a futura derrota do apartheid – e prosseguiu uma política latino-americana baseada na estratégia de criação de um ciclo anti-imperialista. Também é certo que, noutros casos, se submeteu a razões de conveniência (Havana, como Moscovo e Pequim, opôs-se à independência de Timor). Em qualquer caso, a sua independência reforçou a posição de Cuba.

Durante estas décadas, Cuba sofreu de tudo: um bloqueio destruidor, uma vinculação económica aos interesses da URSS que lhe impôs a monocultura do açúcar e, depois, uma transição difícil, sem petróleo e sem indústria. Sobreviveu, com grande custo, mas constituindo uma notável excepção na América Latina, com níveis de desenvolvimento distantes de outros países e com resultados notáveis, sobretudo na medicina e educação. Internamente, manteve um regime de partido único, o que se impôs sempre contra a capacidade de expressão popular e de mobilização democrática, mas, ao contrário da história trágica da URSS e da mortandade de comunistas e opositores que foi a marca de Estaline, permitiu e até estimulou formas de diversidade cultural de que são exemplo a publicação dos livros de Leonardo Padura (leu “O Homem que Gostava de Cães” ou os seus romances policiais?) ou o cinema crítico (por exemplo, “Morango e Chocolate”, de Tomas Alea em 1994, no auge do período mais difícil da economia cubana). Foi portanto uma liderança popular e marcante.

Marcelo Rebelo de Sousa, homem de direita, resumiu tudo ao dedicar a sua visita a Cuba ao esforço de conseguir um encontro com Fidel. Agora, terminou esta história que nunca absolve, mas que compreende e que luta pela memória.

Público

Duas ou três coisas que sei sobre a vida | Francisco Louçã

fl(este texto foi publicado a 12 Novembro 2010; reproduzo-o agora pela mesma razão, falar aos amigos e dedicá-lo a quem me ensina toda a vida; a foto é de 1991, com João Salaviza)

Não sei como agradecer as generosas mensagens que me mandaram. Mas lembro-me de algumas coisas que a vida me tem ensinado.

Sei que tenho uma dívida. Estive uns breves dias preso em Caxias com alguns amigos, por causa de um protesto contra a guerra na passagem do ano de 1972. Desses camaradas, um deles, que já morreu, Francisco Pereira de Moura, só o voltei a encontrar muito mais tarde, quando regressei à faculdade. Tinha sido convicto católico conservador, membro da Câmara Corporativa, mas olhou para o seu país e fez frente à ditadura. Foi por isso o primeiro candidato da oposição, foi preso, voltou a ser preso. Foi demitido de professor universitário. Chegou ao 25 de Abril, foi libertado e foi ministro, e saiu quando achou que o seu tempo tinha chegado, para voltar a dedicar-se à sua paixão, o ensino. Ele sabia da dívida que tinha para com o país, o trabalhador explorado, o pobre, a mulher sem direitos, as pessoas sem dignidade. E sabia que essa dívida se paga sempre, de todas as formas. Eu sei que todos temos essa dívida.

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A Guerra nos Balcãs | General Carlos Branco | texto de Carlos Matos Gomes in “Facebook”

carlosA nudez da realidade. Estive ontem na apresentação deste livro – A Guerra nos Balcãs – do general Carlos Branco. Que diz ele? Que a informação sobre este conflito foi uma mistificação, uma mentira que os media propagaram às opiniões públicas por encomenda dos governos dos países que originaram o conflito e são responsáveis pelos massacres. Exemplos, o genocídio de Sbrenica, não foi um genocídio, mas uma mortandade deliberadamente provocada pelo governo muçulmano da Bósnia, com a cumplicidade dos governos ocidentais. O jiadismo começou na Bósnia, com a criação de um estado islâmico patrocinado pelos países da NATO… É de ler e de arrepiar. Aquilo que se lê neste livro tem duas lições principais: não acreditem no que os grandes meios de comunicação dizem sobre os conflitos, desde a desagregação da Juguslávia ao que acontece hoje na Síria. Não acreditem na liberdade e independência dos grandes meios de informação: são apenas instrumentos da guerra que os seus governos desencadeiam e alimentam. Leiam este livro arrepiante. O autor foi observador militar da ONU na Juguslávia de 1994 a 1996, monitor eleitoral nas eleições na Bósnia, pertenceu à Divisão Militar do secretariado da ONU, foi porta-voz da NATO no Afeganistão, diretor da divisão de segurança e cooperação militar no estado-maior internacional da NATO, sub-diretor do Instituto de Defesa Nacional, entre outros cargos. O livro foi apresentado pelo embaixador Seixas da Costa… Eu tive a satisfação de cumprir um dever de consciência ao dar um modestíssimo contributo para que este livro viesse a público…

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Matos Gomes

Festival Literário Tábula Rasa | Alexandre Esgaio | Fátima

Faz agora um ano que fui desenhar o Festival Literário Tabula Rasa. Foram 5 dias espectaculares de conferências, conversas, passeios, encontros e desencontros. Nunca publiquei estes desenhos por isso deixo aqui alguns das centenas de desenhos de um fim de semana que mudou a minha vida…literalmente.

[Alexandre Esgaio]


É bom que se lembre…. e já agora que não se fique só pela sessão de 2015. Haja vontade e bom senso! E respeito, já agora!

[Vítor Coelho da Silva]

tr01-copia

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Carpe DiEM! | Qual deverá ser a nossa posição quanto ao pós-Brexit?

diem-25-200No início deste mês tivemos um debate no nosso fórum sobre qual deveria ser a posição do DiEM25 para garantir um resultado progressista na fase pós Brexit do Reino Unido. O debate produziu quarto opções e agora precisas de votar naquela que devemos adotar! Esta vai tornar-se a nossa posição oficial para formular a nossa estratégia política no Reino Unido.

Precisas de mais informação? Para te inspirares aqui está o que o Yanis já disse sobre este assunto do pós-Brexit no fórum e por vídeo.

Preparado/a para votar? Vai até à página de membros e faz ouvir a tua voz! A votação está aberta até à meia-noite de Sexta, 25 de Novembro.

Carpe DiEM!

Luis Martín
Coordenador de Comunicação, em nome do Colectivo Coordenador do DiEM25

PS Na passada terça-feira o Yanis teve um debate ao vivo com o CED de Hamburgo intitulado “ Porquê o DiEM25?” Ouve o seu discurso aqui!

Escritor Valdeck Almeida faz palestra na ONU

valdeckO jornalista Valdeck Almeida de Jesus é um dos convidados de encontro que acontece na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, de 29 de novembro a 04 de dezembro, promovido pela Associação Internacional dos Poetas.
Poeta e escritor, Valdeck Almeida fará uma palestra sobre ‘A resiliência das minorias no Brasil’,  leitura de poemas e lançamento do livro ‘Poesias ao Vento: vinte poemas de amor e uma crônica desesperada’, com texto em português e espanhol, tradução da venezuelana Gladys Medía e revisão do poeta colombiano Júlio Bustos. A coletânea foi ilustrada pelo grafiteiro baiano Zezé Olukemi e relata uma paixão iniciada através de cartas que evoluiu para redes sociais e telefone, mas jamais se concretizou. “Este livro foi baseado em minha memórias afetivas, e atravessa mais de trinta anos de inspiração e desejo e, na verdade, a personagem principal é a fusão de duas pessoas. Uma morava em Uberlândia-MG e trocamos correspondências. A outra, mora em Salvador-BA, é natural de Uberlândia também, mas eu nunca a encontrei pessoalmente”, esclarece o poeta. Os textos refletem esse amor não concretizado, agora tornado público, mas a identidade das musas o poeta guarda em segredo.

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