Your Story: The Cabin

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Todd and I visited his aunt at her cabin in the heart of Hocking Hills this past Memorial Day.  I snapped these pictures and thought you’d write a lovely story for me.

Your Story is a SethSnap series in which you get to decide the story behind the photos.  You can write a story, a poem or even just one word.  You decide.  To see previous Your Story posts click on “Story Time” on the right.

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The Economic Depression Is Not Over for Millions of Americans

24/7 Wall St.

NYSE-flagFrom time to time, one polling company or another asks Americans whether they believe the Great Recession has ended. A substantial portion of them say no, and that opinion is correct. Some respondents even say the United States is in a depression.

A widely covered report from the Federal Reserve Bank of St. Louis’s Center for Household Financial Stability states that:

Average household wealth in real terms, contrary to recent headlines, has not fully recovered; indeed, it is only about halfway back to prerecession levels

And, for some groups, the situation is even worse:

While many Americans lost wealth because of the recession, younger, less-educated and/or African-American and Hispanic families lost the most, in percentage terms.

Some of the results of this analysis should have been expected. Other research has shown that real wages among Americans have fallen over the past decade as income has not kept pace with inflation. However…

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The Charnel-House

Built and unbuilt works

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Image:Il’ia Golosov, competition entry
for the Leningrad Pravda office (1924)

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Note:Translation forthcoming of the lecture notes below! “New paths in architecture,” by Il’ia Golosov.

«Новые пути в архитектуре»

.
Лекция, прочитанная И. А. Голосовым в 1922 г. в Московском архитектурном обществе. Приведены лишь отдельные выдержки из этой лекции, касающиеся построения архитектурной формы. ЦГАЛИ СССР, ф. 1979, оп. 1, д. 69. Полный текст ее опубликован в сб. Из истории советской прхитектуры (1917—1925 гг.). Документы и материалы, М., Изд-во Академии наук СССР, 1963, стр. 26—31.

(…] Почему все еще громадное большинство пережевывает жвачку повторения и комбинаций древних форм, имевших смысл в сооружениях древних, но совершенно не подходящих к новым сооружениям, и нам кажется несомненным, что новое вино надо влипать в новые мехи и что современная архитектура должна найти себя на пути правильного отражения идеи сооружения — его души.

Конечно, высказываемая мысль приложима не…

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Art Brussels @ Quadrado Azul (Porto)

Making Art Happen

31.05 > 31.07.2013

@ Galeria Quadrado Azul (Porto)

A Galeria Quadrado Azul inaugura hoje, no Porto, às 22 horas, uma exposição composta por trabalhos de artistas que participaram na última edição da feira internacional de arte contemporânea Art Brussels, que decorreu em Abril de 2013. A mostra dá a conhecer obras recentes de: Rigo 23, Rossella Biscotti & Kevin van Braak, Kevin van Braak, Hugo Canoilas, Heinz Peter Knes, Paulo Nozolino, Mika Tajima, Francisco Tropa e Willem Weismann.

De Rigo 23 (Portugal, 1966) pode ser visto “Chiapas”, tela artesanal bordada em Chiapas e resultante da colaboração com as comunidades Zapatistas do sul do México que lutam pela autonomia e pela defesa dos direitos dos povos indígenas. Este trabalho revela uma das linhas de força da prática do artista: o activismo pela defesa dos direitos humanos e pelo direito à diferença das comunidades minoritárias. 

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PABLO NERUDA E FERNANDO PESSOA CELEBRAM WALT WHITMAN

A Viagem dos Argonautas

                    

No dia 31 de Maio de 1819, nasceu Walt Whitman, o poeta que cantou a América do Norte com a emoção e o génio lírico com que outro grande poeta, Pablo Neruda, no século seguinte, cantaria a América Latina.

E Pablo Neruda cantaria também Walt Whitman

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 a qué edad,

 ni dónde,

 si en el gran Sur mojado

o en la costa

temible, bajo el breve

grito de las gaviotas,

toqué una mano y era

la mano de Walt Whitman:

pisé la tierra

con los pies desnudos,

anduve sobre el pasto,

sobre el firme rocío

de Walt Whitman. 

Agora os primeiros versos de uma Saudação a Walt Whitman, de Álvaro de Campos.

Portugal Infinito, onze de junho de mil novecentos e quinze…
Hé-lá-á-á-á-á-á-á!
De aqui de Portugal, todas as épocas no meu cérebro,
Saúdo-te, Walt, saúdo-te, meu irmão em Universo,
Eu, de…

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Eleições antecipadas | Provedor de Justiça

O provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa defende, em entrevista à Antena 1, a realização de eleições antecipadas no mesmo dia das eleições autárquicas, considerando que a situação do País está bloqueada e que tudo está nas mãos de Paulo Portas.

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http://www.noticiasaominuto.com/politica/78253/provedor-de-justi%C3%A7a-pede-elei%C3%A7%C3%B5es-antecipadas#.Uah7PtLFUZ4 … (FONTE)

Em defesa de Lobo Xavier e Pacheco Pereira | Pedro Silva Pereira

psp “Testemunhei que a Comissão Europeia e o BCE não queriam que Portugal fizesse um pedido de assistência financeira, igual ao grego e ao irlandês, e estavam empenhados na aprovação do PEC IV”.

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, ao Público (1-4-2012)

Vítor Gaspar sentiu-se atingido por Lobo Xavier e Pacheco Pereira terem reconhecido, com honestidade, que a verdadeira razão que levou Portugal a ter de pedir ajuda externa foi o assalto ao poder lançado pela direita com a rejeição do PEC IV, que tinha recebido o apoio do BCE e dos nossos parceiros europeus.

A resposta de Gaspar insiste na falsificação da história.

O ministro das Finanças aproveitou a sua ida ao Parlamento para responder aos comentadores da direita na Quadratura do Círculo e contrapor que o Governo socialista devia ter pedido ajuda externa mais cedo. Acontece que a historieta de Vítor Gaspar não tem qualquer fundamento na verdade histórica: Lobo Xavier e Pacheco Pereira é que têm razão.

Em primeiro lugar, Gaspar passa ao lado do argumento principal de Lobo Xavier e Pacheco Pereira, que se refere à própria necessidade do pedido de ajuda: se havia uma garantia formal (escrita) de apoio do BCE e da Comissão Europeia ao PEC IV, a aprovação desse PEC podia ter evitado o pedido de ajuda externa, garantindo junto dos mercados financeiros uma protecção do BCE análoga à que é dada a outros países poupados a um resgate. Podemos todos especular sobre o que teria acontecido se essa solução tivesse sido adoptada, o que não podemos é adulterar a história: a alternativa ao resgate existia, tinha apoio europeu e foi rejeitada. Como confirmou Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, ao Público (1-4-2012): “Testemunhei que a Comissão Europeia e o BCE não queriam que Portugal fizesse um pedido de assistência financeira, igual ao grego e ao irlandês, e estavam empenhados na aprovação do PEC IV”.

Sendo estes os factos, a conclusão de Lobo Xavier e Pacheco Pereira está certa: o pedido de ajuda externa não era uma inevitabilidade, foi, isso sim, uma escolha das lideranças do PSD e do CDS que, na ânsia de chegarem ao poder, optaram por rejeitar o PEC IV e desprezar o apoio europeu, mesmo sabendo as consequências dramáticas que isso iria ter junto dos mercados financeiros.

Em qualquer caso, Vítor Gaspar também não tem razão quanto ao ‘timing’ do pedido de ajuda. Comecemos por recordar as datas: o “chumbo” do PEC IV foi anunciado por Passos Coelho na noite de 11 de Março de 2011. A partir daí, tudo se passou rapidamente: a votação no Parlamento teve lugar a 23 de Março (provocando a imediata demissão do Governo) e o pedido de ajuda foi apresentado menos de 15 dias depois, a 6 de Abril. Tudo em menos de um mês.
Quem queira sustentar que o pedido de ajuda externa devia ter sido formulado antes da crise política, isto é, antes de Março, tem de recordar o que o próprio PSD dizia no mês de Fevereiro. E o que dizia Eduardo Catroga era isto: “Não defendo, nas actuais condições de acesso, o recurso ao FEEF em parceria com o FMI, porque as experiências da Grécia e da Irlanda correram muito mal” (v. Diário Económico, 21-2-2012). O próprio Passos Coelho também era contra: “Portugal só deve encarar uma solução externa quando as condições forem racionalmente vantajosas. Portugal não tem uma dívida sustentável mas o tipo de financiamento do FMI ou do FEEF também não o é”. E acrescentou um argumento bombástico: “Se Portugal recorresse ao tipo de ajuda da Irlanda ou da Grécia, dentro de dois ou três anos não estaríamos em condições de cumprir” (Lusa, 10-2-2011).

Estes factos históricos chegam e sobram para provar que Vítor Gaspar não tem razão: nem o pedido de ajuda externa foi apresentado “demasiado tarde”, nem era sequer inevitável dado que a Europa apoiava outra solução. Mas as declarações de Passos Coelho, feitas um mês antes do “chumbo” do PEC IV, mostram que o líder do PSD provocou uma crise política com plena consciência das graves consequências para o País de um pedido de ajuda externa naquelas circunstâncias. Como ele próprio disse, com um tipo de ajuda como o concedido à Irlanda ou à Grécia, “dentro de dois ou três anos não estaríamos em condições de cumprir”. Mas isso era no tempo em que Vítor Gaspar não era ministro das Finanças e Passos Coelho ainda acertava nas previsões.

Pedro Silva Pereira, Jurista

MENSAGEM ENVIADA AO ENCONTRO DA AULA MAGNA | José Pacheco Pereira in “Abrupto”

Caro Presidente Mário Soares,

Não podendo estar presente nesta iniciativa, apoio o seu objectivo de contribuir para  combater a “inevitabilidade” do empobrecimento em que nos querem colocar, matando a política e as suas escolhas, sem as quais não há democracia. Gostaria no entanto de, por seu intermédio, expressar com mais detalhe a minha posição.

A ideia de que para alguém do PSD, para um social-democrata, lhe caem os parentes na lama por estar aqui, só tem sentido para quem esqueceu, contrariando o que sempre explicitamente, insisto,  explicitamente, Sá Carneiro disse: que os sociais democratas em Portugal não são a “direita”. E esqueceu também o que ele sempre repetiu: de que acima do partido e das suas circunstancias, está Portugal.

Não. Os parentes caem na lama é por outras coisas, é por outras companhias, é por outras cumplicidades, é por se renegar o sentido programático, constitutivo de um partido que tem a dignidade humana, o valor do trabalho e a justiça social inscritos na sua génese, a partir de fontes como a doutrina social da Igreja, a tradição reformista da social-democracia europeia e o liberalismo político de homens como Herculano e Garrett. Os que o esquecem, esses é que são as más companhias que arrastam os parentes para a lama da vergonha e da injustiça.

Não me preocupam muito as classificações de direita ou de esquerda, nem sequer os problemas internos de “unidade” que a esquerda possa ter. Não é por isso que apoio esta iniciativa. O acantonamento de grupos, facções ou partidos, debaixo desta ou daquela velha bandeira, não contribui por si só para nos ajudar a sair desta situação. Há gente num e noutro espectro político, preocupada com as mesmas coisas, indignada pelas mesmas injustiças, incomodada pelas desigualdades de sacrifícios, com a mesma cidadania activa e o mesmo sentido de decência que é o que mais falta nos dias de hoje.

A política, a política em nome da cidadania, do bom governo, e da melhoria social, é que é decisiva. O que está a acontecer em Portugal é a conjugação da herança de uma  governação desleixada e aventureira, arrogante e despesista, que nos conduziu às portas da bancarrota, com a exploração dos efeitos dessa política para implementar um programa de engenharia cultural, social e política, que faz dos portugueses ratos de laboratório de meia dúzia de ideias feitas que passam por ser ideologia. Tudo isto associado a um desprezo por Portugal e pelos portugueses de carne e osso, que existem e que não encaixam nos paradigmas de “modernidade” lampeira, feita de muita ignorância e incompetência a que acresce um sentimento de impunidade feito de carreiras políticas intra-partidárias, conhecendo todos os favores, trocas, submissões, conspirações e intrigas de que se faz uma carreira profissionalizada num partido político em que tudo se combina e em que tudo assenta no poder interno e no controlo do aparelho partidário.

Durante dois anos, o actual governo usou a oportunidade do memorando para ajustar contas com o passado,  como se, desde que acabou o ouro do Brasil, a pátria estivesse à espera dos seus novos salvadores que, em nome do “ajustamento” do défice e da dívida, iriam punir os portugueses pelos seus maus hábitos de terem direitos, salários, empregos, pensões e, acima de tudo, de terem melhorado a sua condição de vida nos últimos anos, à custa do seu trabalho e do seu esforço. O “ajustamento” é apenas o empobrecimento, feito na desigualdade, atingindo somente “os de baixo”, poupando a elite político-financeira,  atirando milhares para o desemprego entendido como um dano colateral não só inevitável como bem vindo para corrigir o mercado de trabalho, “flexibilizar” a mão de obra, baixar os salários. Para um social-democrata poucas coisas mais ofensivas existem do que esta desvalorização da dignidade do trabalho, tratado como uma culpa e um custo não como uma condição, um direito e um valor.

Vieram para punir os portugueses por aquilo que consideram ser o mau hábito de viver “acima das suas posses”, numa arrogância política que agravou consideravelmente a crise que tinham herdado e que deu cabo da vida de centenas de milhares de pessoas, que estão, em 2013, muitas a meio da sua vida, outras no fim, outras no princípio, sem presente e sem futuro.

Para o conseguir desenvolveram um discurso de divisão dos portugueses que é um verdadeiro discurso de guerra civil, inaceitável em democracia, cujos efeitos de envenenamento das relações entre os portugueses permanecerão muito para além desta fátua experiência governativa. Numa altura em que o empobrecimento favorece a inveja e o isolamento social, em que muitos portugueses tem vergonha da vida que estão a ter, em que a perda de sentido colectivo e patriótico leva ao salve-se quem puder, em que se colocam novos contra velhos, empregados contra desempregados, trabalhadores do sector privado contra os funcionários públicos, contribuintes da segurança social contra os reformados e pensionistas, pobres contra remediados, .permitir esta divisão é um crime contra Portugal como comunidade, para a nossa Pátria. Este discurso deixará marcas profundas e estragos que demorarão muito tempo a recompor.

O sentido que dou à minha participação neste encontro é o de apelar à recusa  completa de qualquer complacência com este discurso de guerra civil, agindo sem sectarismos, sem tibiezas e sem meias tintas, para que não se rompa a solidariedade  com os portugueses que sofrem, que estão a perder quase tudo, para que a democracia, tão fragilizada pela nossa perda de soberania e pela ruptura entre governantes e governados, não corra riscos maiores.

Precisamos de ajudar a restaurar na vida pública, um sentido de decência que nos una e mobilize. Na verdade, não é preciso ir muito longe na escolha de termos, nem complicar os programas, nem intenções. Os portugueses sabem muito bem o que isso significa. A decência basta.

José Pacheco Pereira in Abrupto

http://abrupto.blogspot.pt/2013/05/mensagem-enviada-ao-encontro-da-aula.html … (FONTE)

Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid | Ana Cristina Silva

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Sinopse

Al-Mu’ Tamid nasceu em Beja, em 1040. Nessa época, a poesia e a cultura floresciam nas cortes árabes, mas após a queda de Córdova, o Sul de Espanha fragmentara-se em inúmeras taifas que se digladiavam entre si ao sabor das aspirações de poder e de prestígio. Herdeiro de uma das mais poderosas dinastias então reinantes que governava Sevilha, Al-Mu’ Tamid era um homem de índole benévola, amante de tertúlias, e um dos mais notáveis poetas do al-Andaluz. Nesta crónica ficcionada, escrita já no exílio pelo Rei-Poeta, Ana Cristina Silva, para além dos acontecimentos trágicos que marcaram o seu reinado, leva-nos a imaginar como terá sido, intimamente, o homem que teve de encarnar a personagem que ficou para a história.
Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid de Ana Cristina Silva
Ana Cristina Silva é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e da escrita, desenvolvendo investigação neste domínio com obra científica publicada em Portugal e no estrangeiro. Publicou até ao momento sete romances, Mariana, todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia Luz(2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009) e Crónica do Rei-Poeta Al- Um’Tamid (2010).

Goldman Sachs Stocks to Buy in Defense and Warfare

24/7 Wall St.

Apache Block III Ceremony and First FlightGoldman Sachs Group Inc. (NYSE: GS) is known rather well for making sector-moving research calls that create ripples due to the vast amounts of money that can flow in and out of sectors when they make bold predictions. The firm has now decided that defense stocks are attractive, and the firm issued a new list of stocks to buy that deal in defense and warfare. This is a call that will appeal to value investors and income or dividend investors alike.

Lockheed Martin Corp. (NYSE: LMT) was covered on this morning’s top analyst upgrades and stocks to buy because this stock was moved up to the prized Conviction Buy List. The firm’s price target is now $127, for about 20% in implied upside. Be advised that the consensus price target is $100.60 as of now, and that is about $7 lower than the current share price…

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Dupa dealuri (2012) de Cristian Mungiu

À pala de Walsh

Em declarações sobre o seu último filme Dupa dealuri (Para Lá das Colinas, 2012), Cristian Mungiu diz, indignado, que durante o período em que o estava a realizar abriram 300 novas igrejas na Roménia e que, ao todo, no país existem cerca de 5000, enquanto que escolas são apenas 500. Esta “numerologia” torna evidente a intenção crítica do cineasta ao adaptar o romance da escritora Tatiana Niculescu Bran sobre um caso real de exorcismo trágico numa comunidade cristã ortodoxa.

Parece claro que tudo isto carrega aqui um peso de responsabilidade de denúncia que, não só entronca genericamente na veia desconstrutiva de toda a herança comunista com que o novo cinema romeno se afirmou, como mais concretamente na própria gravitas que colou ao seu universo. Nesse sentido, o filme que lhe valeu a Palma de Ouro, 4 luni, 3 saptamâni si 2 zile (Quatro Meses, Três Semanas e Dois Dias, 2007)…

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“Os países lusófonos têm que cooperar”

Blogue do IILP

marceloO ministro-conselheiro da delegação do Brasil na UNESCO, Marcelo Dantas, considerou hoje que “o futuro da língua portuguesa no plano internacional está ligado ao que vai acontecer com o Brasil, Angola e Moçambique nos próximos 10 ou 20 anos”.

“O dinamismo que se está a notar no continente africano injeta um entusiasmo em relação à língua portuguesa”, disse Marcelo Dantas à agência Lusa à margem do congresso sobre “A língua portuguesa no mundo” que terminou ontem, em Paris.

O representante brasileiro defendeu que para uma língua se afirmar internacionalmente tem que ter alguns aspectos, tais como um grande número de falantes dispersos geograficamente por vários países, uma relevância cultural e uma relevância econômica. “A língua portuguesa preenche esses requisitos”, afirmou.

Mas o interesse suscitado pelo português por motivos econômicos por si só não promove a língua, “tem que haver uma política intensa de promoção da língua, os países lusófonos têm…

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Seven Annoying Things People Say to Pianists

The Bookshelf of Emily J.

I was talking to one of my friends recently about the problems with being a pianist.  She plays the piano like I do, and we are often asked to accompany people at our church when they sing or play another instrument.  We came to the conclusion that it really is a thankless job, even though we enjoy doing it.

This conversation prompted me to think of seven of the annoying things people commonly say to pianists.

1. “I wish I could play as well as you do.”

Well, you can.  You just need to start practicing.  Begin taking lessons, and then practice for an hour or more a day for at least ten years.  Then you’ll be as “good” as me.

2. “I’m just not blessed with that talent.”

Neither am I.  See my response to comment number 1.

3.  “Can you accompany me tomorrow?  The music has four sharps…

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ASSALTO CHINÊS ARRASA PENTÁGONO in “Inteligência Económica”

Um desastre total! Como revela o Washington Post, Pequim roubou tudo o que havia para roubar de segredos nos mais secretos recantos do Pentágono. As unidades militares chinesas de hackers assaltaram, nos últimos anos, o Pentágono como nunca acontecera e ficaram na posse dos planos das armas mais secretas dos EUA: todo o programa do F-35, o caça de nova geração e o mais caro da história, mas também a nova versão do F-18 Super Hornet, o helicóptero UH-60, o transporte híbrido V-22 Osprey (a meio caminho entre o avião e o héli), os futuros navios de defesa de costa da US Navy, uns revolucionários trimarans, as tecnologias e planos de defesa anti-míssil (Patriot e Aegis), os radares mais avançados… enfim, todos os sitemas de armas vitais, resultado de décadas de investimento em pesquisa e desenvolvimento e nque constituem o coração da supremacia americana. Para além do acesso às tecnologias, este roubo significa também que Pequim pode sabotar os sistemas de armas americanos ou, dito de outro modo, “so just like in the movie Independence Day, in theory Chinese hackers could use electronic warfare to give F-35 weapons systems a cold, make them sick, and essentially inoperable… Attacks would be expected to include denial of service, data corruption, supply chain corruption, traitorous insiders, kinetic and related non-kinetic attacks at all altitudes from underwater to space. U.S. guns, missiles, and bombs may not fire, or may be directed against our own troops”. Um desastre total que durou uma década: “entre 1999 e 2009, as portas estiveram abertas para a espionagem chinesa”.

Ler mais:

http://inteligenciaeconomica.com.pt/?p=17897&utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=

Feed%3A+inteligenciaeconomica+%28Intelig%C3%AAncia+Econ%C3%B3mica%29 … (FONTE)

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UM REI NA MANGA DE HITLER – um romance de José Goulão

A Viagem dos Argonautas

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Apresentamos hoje um livro de um argonauta – um romance de José Goulão que no nosso blogue assegura uma coluna de política nacional e internacional – “Mundo Cão”. O romance Um Rei na Manga de Hitler, editado pela Gradiva, é uma obra apaixonante, onde a grande experiência jornalística de José Goulão é investida na criação de uma complexa e muito bem urdida trama ficcional.  O livro deste nosso companheeiro de viagem é posto hoje à venda. Oferecemos uma sinopse.

Verão de 1940. A Inglaterra resistia ao fogo cerrado da aviação nazi. Portugal vivia a chamada neutralidadeImagem1 salazarista, através da qual a elite da ditadura tirava proveito da tragédia alheia.

Na vivenda de um banqueiro português, em Cascais, Hitler tinha debaixo de olho o seu «Pétain inglês», o ex-rei Eduardo VIII de Inglaterra, então Duque de Windsor. Este debatia-se num dilema: seguir o caminho da traição, que o faria regressar ao trono ao serviço…

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Sena da Silva

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A CMLisboa promove, na Cordoaria Nacional, uma exposição antológica do trabalho de Sena da Silva, um mais importantes nomes da fotografia portuguesa contemporanea.

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Do catálogo, retiro :

Sena da Silva – Uma Antologia Fotográfica

A obra de um dos maiores fotógrafos portugueses da segunda metade do século XX, em exposição na Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.

Foi um homem de múltiplos talentos e interesses profissionais e, felizmente para nós, de espirito inquieto e concretizador. É o autor da frase-manifesto ‘Portugal precisa de design!’, na qual se sumariza a sua luta pelas vantagens que aplicação desta disciplina poderia criar na sociedade portuguesa e que viria a culminar com a criação do Centro Português de Design, cuja direção ocupou de 1989 até 1994. Foi também arquiteto, artista plástico, professor, pedagogo e um dos autores mais relevantes da fotografia portuguesa da segunda metade do século XX, ainda que tardiamente divulgado e reconhecido…

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GIRO DO HORIZONTE – ESTÁ NA HORA – por Pedro de Pezarat Correia

A Viagem dos Argonautas

 10550902_MvCyL[1] Aí temos em toda a sua crueldade, a ambição do tão aclamado Sá Carneiro, única “obra” que terá deixado da sua passagem pela política: um presidente, uma maioria, um governo. De direita, claro, populucha e inculta, reaccionária e beata, mesquinha e vingativa, vaidosa e balofa e até, pasme-se, desajeitada e incompetente. A que se identifica com o que de pior há na herança do fatalismo sebastianista e da reverência inquisitorial da nossa identidade e que trouxe o Portugal democrático de Abril ao estado comatoso em que se encontra.

 É dramático porque é um quadro que resulta de uma escolha livre, condicionada certamente, mas livre dos portugueses. O descrédito que este poder nefasto, tentacular, está a infiltrar na percepção da democracia, é uma ameaça que paira sobre a liberdade, porque cada vez mais as legiões dos desempregados sem retorno, da juventude sem futuro, dos reformados espoliados sem defesa, dos desencantados…

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GIRO DO HORIZONTE – ESQUERDA E DIREITA – por Pedro de Pezarat Correia

A Viagem dos Argonautas

10550902_MvCyL[1]Há mais de um ano que venho escrevendo, neste meu GDH, que Portugal está sem governo. Uns indivíduos que se denominam ministros e aplicam sanções decididas no estrangeiro punindo os portugueses por terem, passivamente, aceitado que alguns, poucos, vivam acima das possibilidades da grande maioriae têm a desfaçatez de afirmar que Portugal está sob protectorado, sob tutela, intervencionado, em regime de soberania limitada, não constituem um governo soberano e há já muitas vozes autorizadas a reconhecê-lo. É uma situação que se arrasta,perigosamente, porque a sensação é que atingiu os limites só não se vislumbrando como acabará. O mais grave é que não se perfila uma alternativa regeneradora. Um regresso do PS de braço-dado com o CDS cujo namoro já é público, significa que não será posta em causa a tutela externa. Os mandantes permanecerão os mesmos, só mudarão os mandatários.

Desde 1976 a demarcação entre esquerda e direita nunca passou…

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O auge do capitalismo de Estado

foto_mat_42011Se a América do Sul ainda aspira alcançar o desenvolvimento industrial, a inclusão social e a integração regional como processos duradouros e sustentáveis, a região não terá mais alternativa que subir à nova onda desenvolvimentista e abandonar as premissas privatizadoras do passado.

Eduardo Crespo*

Há alguns meses, na revista ‘The Economist’, está sendo debatida uma tendência internacional que a publicação nomeia com manchetes do tipo: “A ascensão do capitalismo de Estado”; “A volta da mão visível”; “A era do livre mercado chegou ao fim”; “O Leviatã está de volta”. E a melhor de todas: “O retorno da história”. Outras publicações como ‘Business Week’, ‘Financial Times’ e ‘Foreign Affairs’ fizeram eco do intercâmbio. Além disso, vários livros dedicados a esse tema já são best-sellers. Como acontece atualmente com tantos outros assuntos, o que motiva este debate é a ascensão econômica chinesa e as sérias interrogações que esse processo apresenta ao discurso econômico dominante das últimas décadas.

Fica complicado ao pensamento liberal interpretar um mundo cada dia mais permeado pela economia chinesa e pelas asiáticas em geral. Trata-se de organizações híbridas que combinam formas de propriedade incompatíveis com o paradigma dominante. Destas formas, a mais subversiva e irritante é a empresa pública. No período 2003-2010, um terço de todo o investimento estrangeiro direto registrado nas economias emergentes foi executado por empresas estatais e a porcentagem continua crescendo. Estas companhias ganham licitações para obras de infraestrutura em todos os continentes e simultaneamente adquirem, muitas vezes com a ajuda de fundos soberanos do Estado, empresas privadas estrangeiras.

No ranking das 2000 maiores empresas do mundo que a revista ‘Forbes’ publica se incorporaram 120 empresas estatais de 2004 até 2009. São estatais as 13 maiores companhias de petróleo e gás do mundo, avaliadas por suas reservas.

A China
Ao contrário do que proclama o pensamento econômico dominante, as elevadas taxas de investimento chinesas não encontram sua explicação na idílica frugalidade da “ética confucionista”, mas nas decisões de seus organismos estatais e empresas públicas que são responsáveis por aproximadamente 50% do total. As empresas públicas e mistas, por outra parte, representam cerca da metade do Produto Bruto não agrícola do país. A companhia estatal chinesa típica atua em escala global sem desatender critérios de rentabilidade privados, cotiza em Bolsa e é administrada por uma gestão profissionalizada. Os melhores graduados das universidades chinesas são majoritariamente monopolizados por estas corporações.

Excetuando o caso dos recursos naturais, onde está em jogo a apropriação de rendas, a ascensão deste capitalismo de Estado não coincide nesta ocasião com um assalto ao sector privado. O avanço destas companhias, ao contrário do que pregoa o discurso dominante, impulsiona o investimento e sustenta a inovação privada. Neste “novo capitalismo”, as empresas de particulares se integram nas redes que têm por centro instituições estatais como universidades, centros de investigação pública, forças armadas. O capitalismo chinês é uma formação social pragmática que ainda preserva várias ferramentas das economias “socialistas”, como a capacidade de planejamento com base em planos quinquenais. O pai do “modelo”, Deng Xiaoping, resumiu com maestria em sua célebre frase: “Não importa se o gato é branco ou preto, desde que possa caçar ratos”.

Ainda que os rasgos desse “modelo” sejam mais acentuados na China que em outros países, suas características fundamentais vão ganhando terreno em várias outras regiões do planeta, esboçando uma tendência mundial.

Estamos diante de uma mudança de época. Esta polêmica sobre o “modelo” chinês, ou asiático, não é equiparável às pequenas discórdias sobre questões fiscais ou cambiais que entretiveram a maioria dos economistas ocidentais nas últimas décadas. Tampouco se refere a uma mera questão distributiva. Este debate diz respeito a conceitos fundamentais como o Estado e o Mercado. Também põem em tela de juízo, depois de muito tempo na imprensa dominante mundial, os pilares que sustentam a riqueza das nações e a ascensão destas na escala do poder geopolítico mundial.

As críticas que alguns editores opõem a estas formas de capitalismo nas publicações referidas são verdadeiros monumentos à tenacidade ideológica. Em termos empíricos, é pouco o que podem objetar ao dinamismo chinês. As velhas alusões à corrupção e ao clientelismo estatais soam pouco críveis em vista dos escândalos associados com a última crise internacional e do insolente aumento da desigualdade que acompanhou as políticas neoliberais em todo o planeta. Não se pode reivindicar a transparência de um regime social que só favorece uma minoria.

Em termos teóricos, também não se sustenta a tese de que as empresas públicas absorvem recursos que seriam mais bem utilizados pelo setor privado. Como no idílico mundo da ortodoxia prevalece o pleno emprego, todo recurso utilizado em uma determinada atividade necessariamente é retirado das outras. No mundo real, pelo contrário, todo novo recurso que se emprega em uma atividade contribui para empregar outros recursos em outras atividades.

Os Estados Unidos
As peculiaridades da experiência asiática obrigam a repensar a relação Estado-mercado em todas as latitudes. Nos debates sobre modelos de desenvolvimento é comum que se aponte os Estados Unidos como um próspero contraexemplo de laissez faire e de intervenção estatal mínima. Entretanto, quando se realiza um escrutínio mais exigente, surgem evidências suficientes para afirmar que o Estado norte-americano pratica a política industrial mais ambiciosa e exaustiva do mundo.

O complexo militar-industrial-científico-acadêmico deste país domina a fronteira científica internacional desde a criação da Big Science (“ciência maior” ou “ciência em grande escala”), a complexa rede institucional que vincula a defesa nacional com a investigação básica e com as companhias industriais. Entre suas principais conquistas estão adaptar os resultados da investigação fundamental para transformá-los em tecnologia civil com destino comercial. Esta densa rede de universidades, laboratórios e centros de investigação, que operam junto a entidades civis e militares, é uma herança da Segunda Guerra Mundial e seus empreendimentos tecnológicos colossais, como o célebre Projeto Manhattan, do qual surgiram as primeiras bombas atômicas. Suas atividades depois se estenderam sobre o conjunto da economia (e da política) norte-americana mediante o financiamento decreto ou indireto de toda a atividade científica considerada estratégica.

Desde o pós-guerra fica difícil – se não impossível – identificar algum setor competitivo da economia estadunidense que não tenha surgido desta malha institucional. Convidamos o leitor a perguntar-se: quais são as inovações básicas desenvolvidas em exclusividade pelo setor privado? Neste caso, a particularidade dos Estados Unidos não é que a ingerência do Estado ali seja maior ou menor que em outros países, mas que invariavelmente são empresas privadas as que acabam colhendo os frutos comerciais do impulso público à inovação. Os analistas que falam de um estado mínimo nos Estados Unidos parecem não advertir que o aparato militar norte-americano está presente em quase todos os cantos do planeta.

O Leviatã nos Estados Unidos não volta. Ele nunca foi embora.

A América do Sul
Durante o auge neoliberal, ao contrário, as elites da América do Sul, em diferentes graus, aceitaram desmantelar as instituições desenvolvimentistas. Inclusive no país aonde o desenvolvimentismo chegou mais longe, no Brasil, Fernando Henrique Cardoso, em um discurso de 1994 às vésperas de assumir como presidente declarou que chegava para terminar com a “Era Vargas”. Esta etapa se estendeu dos anos 30 até a crise da dívida externa dos anos 80 e se distinguiu por uma generalizada “intromissão” estatal na economia e pela criação de grandes empresas e organismos públicos. Vinte anos depois é forçoso perguntar-se: o que seria da economia brasileira sem a Petrobras, a Vale, a Embraer, a Embrapa e o BNDES, todas elas criações dessa era de desenvolvimentismo estatal que devia ser sepultada?

E, no caso argentino, as perguntas não são diferentes. Além de tudo aquilo que temos como um presente da natureza, que novas atividades devemos à iniciativa privada desde que começaram a soprar os ventos privatizadores? Inclusive o mesmíssimo pacote tecnológico do boom exportador argentino, a soja transgênica e o herbicida todo terreno, não foram gestado por nossos irritados agricultores, mas por um provedor do exército estadunidense, beneficiário do programa nacional ianque.

É relevante enfatizar que a importância da ingerência pública nunca se refere a um dilema entre empresários maus contra Estado bom. Trata-se de uma questão de velocidades. Os grandes saltos que o desenvolvimento capitalista impõe, como a inovação fundamental, ou a superação do subdesenvolvimento por um país ou uma região, requerem tarefas hercúleas, que se são deixadas ao arbítrio da iniciativa privada, ou demandam séculos para serem executadas ou jamais são concluídas.

Haveriam florescido a comunicação por satélite, a energia nuclear, os computadores ou a Internet em um mundo organizado por sinceros admiradores de Vargas Llosa?

Cabe interrogar-se pelas tarefas pendentes na América do Sul. Se ainda aspira alcançar o desenvolvimento industrial, a inclusão social e a integração regional como processos duradouros e sustentáveis, a região não terá mais alternativa que subir à nova onda desenvolvimentista e abandonar as premissas privatizadoras do passado que ainda continuam pesando nas interpretações e nas políticas que são executadas (ou que se deixam de executar) no presente.

Ao contrário, se optarmos por continuar na direção (mais cômoda) que impõe o “mercado”, o mais provável é que sigamos avançando, mas a passo de tartaruga, como provedores de matérias-primas para o capitalismo de Estado que nos arrasta da Ásia.

* Graduado em ciência política e em economia na Universidade de Buenos Aires (UBA) e professor da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro.

Tradução: Liborio Júnior

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22104 … (FONTE)

Poema de Eugénio de Andrade

Entre os teus lábios
é que a loucura acode
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto, cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugénio de Andrade

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Revolução Paraíso

Revolução Paraíso é o primeiro livro de Paulo M. Morais. Um relato bem documentado dos dias que se seguiram à Revolução do 25 de Abril. Estamos perante um fresco desse período num olhar feito a partir dos jornais, a começar pela Revista de Portugal que pretende ser a voz do povo e dos seus afetos, recusando-se ser o eco das politiquices que invadem o resto da imprensa. Dar voz ao povo era a sua missão; mas, pelo caminho, deixa cair a questão colonial por imposição do seu proprietário.

O clima revolucionário lança a agitação no seio do jornal. No seu pequeno corpo técnico e redatorial instala-se a mudança imposta pelos ventos da revolução. Um operário, Adão, operador da grande máquina de linótipo, transforma-se no mais inesperado de todos os personagens.

(mais no Acrítico)

CIÊNCIA | Universidade do Porto procura voluntárias para assistir a filmes com conteúdo sexual in “Jornal SOL”

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Pequenos filmes de conteúdo sexual e romântico vão ajudar investigadores da Universidade do Porto (UP) a medir a amplitude de pulsação e a vasocongestão vaginal das mulheres para realizar uma nova investigação sobre resposta sexual do género feminino.

O estudo experimental sobre “Preditores da resposta sexual feminina”, orçado em 90 mil euros e financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT), vai medir o nível de excitação fisiológica nas mulheres com recurso a curtas películas cinematográficas com cariz sexual e com a duração de três minutos, explicou à Lusa Pedro Nobre, coordenador do SexLab’, o primeiro laboratório de investigação em sexualidade humana em Portugal, e o espaço onde vai decorrer a investigação.

“Vamos mostrar dois filmes sexualmente explícitos, para além de filmes neutros, que são documentários, e onde basicamente vamos querer testar algumas hipóteses que nos podem ajudar a explicar quais são os factores que determinam a resposta sexual”, informou, referindo que “o grande objectivo” deste estudo é perceber que “variáveis psicológicas” mais determinam, ou que são mais importantes, na determinação da resposta sexual em mulheres e homens”.

A investigação vai recorrer-se também de um “fotopletismógrafo vaginal”, ou seja, um instrumento que mede a vasocongestão e a amplitude de pulsação vaginal quando as mulheres estão a visualizar os filmes pornográficos.

Segundo Pedro Nobre, esta é a segunda fase de um estudo que já arrancou com voluntários homens entre os 18 e os 50 anos e cujo modus operandis foi idêntico ao estudo das mulheres, recorrendo a filmes de conteúdo sexual e ao “indium gallium gauge”, ou seja um medidor de tumescência peniana que avalia as mudanças na circunferência peniana.

Esta primeira fase foi financiada em 80 mil euros pela FCT.

Segundo Pedro Nobre, há estudos clínicos que têm mostrado que homens e mulheres com disfunções sexuais – disfunção eréctil nos homens e perturbações do desejo, excitação ou do orgasmo nas mulheres -, se explicam, de forma significativa, por causa de factores psicológicos, designadamente as crenças sexuais.

As crenças são uma das variáveis mais estudadas e o resultado de algumas experiências em laboratório mostram que as “mulheres e os homens que têm problemas sexuais têm crenças disfuncionais, ou seja, têm ideias sobre a sexualidade que são muitas vezes inadequadas, irrealistas, erradas, mas que não deixam de acreditar nelas e que por outro lado são muitas vezes crenças que predispõem o desenvolvimento de problemas sexuais”, afirmou o especialista, acrescentando que “quem tem mais crenças está mais em risco”.

O estudo “Preditores da resposta sexual feminina”, arranca este mês e conta para já com 30 mulheres voluntárias, maioritariamente jovens universitárias.

O SexLab está actualmente a angariar voluntárias entre os 18 e os 40 anos para participarem no novo estudo, e as voluntárias ganham, cada uma, 30 euros em vales de compras numa multinacional.

Lusa/SOL

NY Portuguese Short Film Festival | May 31 and June 1, 2013 in New York and Lisbon

Logo_NYPSFF'13-228x228The NY Portuguese Short Film Festival – III Edition will take place on May 31 and June 1, 2013 in New York and Lisbon. On June 21 the Festival premieres in London. 

Venues and Schedules

New York – Tribeca Cinemas, May 31 and June 1, 7.30 pm – Get tickets!
Lisbon – Teatro do Bairro, May 31 and June 1, 10.30 pm

London – Dalston Roof Park, June 21, 9 pm
The NY Portuguese Short Film Festival in UK is a partnership between Arte Institute and The Portuguese Conspiracy (TPC).
Opening Doors: 7 pm
Portuguese wines, beers & TPC platters
Screening: 9.00 pm
Tickets: http://theportugueseconspiracy.com/
Official Selection 2013
May 31
“M” by Joana Bartolomeu
“The Buffalo Kid” by Pedro Marnoto Pereira
 “VIL” by António Pinhão Botelho
“System Failure” (Falha do Sistema) by José Miguel Moreira
“Forever” (Para Sempre) by Pedro Resende
June 1
“The Sun Always Rises on the Same Side” (O Sol Nasce Sempre do Mesmo Lado) by Nuno Matos
“Rhoma Acans – Gypsy Eyes” by Leonor Teles
“Entropy” (Entropia) by Renata Ramos
Playday (Dia de Jogo) by Victor Santos
“Here Rests My Home“ (Aqui Jaz A Minha Casa) by Rui Pilão
“The Lamp and the Fan” (O Candeeiro e a Ventoinha) by Filipe Fonseca
“Under” (Sob) by Nuno Prudêncio
Guest Short Film (May 31): “The World Falls Apart (And Still People Fall in Love)”
(O Mundo Cai aos Bocados (e ainda assim as pessoas apaixonam-se)) by Henrique Pina and Francisco Baptista.
NY Portuguese Short Film Festival – III Edition is made possible in part with public funds from the Fund for Creative Communities, supported by New York State Council on the Arts and administered by Lower Manhattan Cultural Council.
NY Portuguese Short Film Festival – III Edition is made possible in part with public funds from the Manhattan Community Arts Fund, supported by the New York City Department of Cultural Affairs in partnership with the City Council and administered by Lower Manhattan Cultural Council.
Camões – Instituto da Cooperação e da Língua supports the Festival.

Are children’s books reinforcing materialism? in “Guardian” by Alison Flood

Toddler-with-a-book-010Research into acclaimed titles for very young children finds messages encouraging ‘consumer involvement’ and ‘attachment to objects’. Should we buy into the thesis?

Veruca Salt, the ultimate consumer, might have been given her comeuppance by Roald Dahl in Charlie and the Chocolate Factory back in 1964, but many of the children’s books of today are continually reinforcing materialistic behaviour, according to new research.

Cultivating Little Consumers: How Picture Books Influence Materialism in Children, the 196-page thesis of University of Vermont student Rachel Franz, analysed the content of 30 picture books written between 1998 and 2012, a mix of New York Times bestsellers, librarian-recommended books and Caldecott Medal Winners. Franz found that a number of picture books “featured excessive amounts of toys, sending pro-consumer messages to children ages zero to six” – but also that this message was often countered by more outdoor-related themes.

“Some scholars have vaguely pointed to children’s books as both sources of consumer socialisation and sources for countering consumerism, but investigations of these ideas were limited as far as I could tell,” says Franz, who will present her research at a conference on Tuesday. “As a babysitter, I noticed that one consistent element in the lives of all of the little ones I have looked after is reading books at bedtime. I was reading three to four books per night, and some of them were filled with these consumer messages. So, the topic needed more insight. I asked the question, ‘How do picture books potentially deter or reinforce materialism and consumer involvement in young children?'”

She used 50 indicators across 10 categories to analyse the books, from “emphasis on looks” to “desire for more ‘stuff'”, looking at the different ways in which stories can promote and discourage the “consumer socialisation” of their readers. One of the worst example she found was in Pinkalicious by Victoria and Elizabeth Kann, in which the main character, Pinkalicious, “lives in a home with a crystal chandelier in her bedroom, is surrounded by a plethora of toys, desires instant gratification, and exhibits unmistakable vanity”.

“The book’s dialogue illustrates how relationships are centred around products in many of the picture books,” says Franz. “For example, Pinkalicious constantly begs her parents for more pink cupcakes, even after they have caused her skin and hair to turn pink. She reflects, ‘After dinner, I ate more cupcakes. Then I refused to go to bed. ‘Just one more pink cupcake, and I’ll go to sleep,’ I promised.’ Scholars argue that marketers encourage children to nag their parents, and this sort of pressure from kids is an equivalent reason to price for why parents actually purchase things. If this is reiterated in picture books, it provides just one more avenue by which children might become irresponsible consumers.”

Her research also highlighted the “attachment to objects for happiness” in Chris Raschka’s A Ball for Daisy, a wordless picture book in which Daisy the dog loves her ball, only to have it broken by another dog. Daisy plunges into sadness, but is given a new ball the next day and her happiness returns. “Her happiness is completely dependent on her ball,” writes Franz.

Franz says she went into the study expecting to find “overwhelmingly consumer-driven messages” in all the books she looked at, but actually discovered that many titles simultaneously reinforced and deterred materialism. “In Square Cat by Elizabeth Schoonmaker, Eula the Square Cat hates her appearance so much that she stops purring. She compares herself to her round friends, she moans about how specific clothes don’t fit her, she tries to become round with different clothing and make-up options, and, as she learns to love herself, realises that she can do so through specific fashion choices that fit her square shape. The end message of the book is self-acceptance, which should combat consumerism,” she says. “However, the messages of vanity, social comparison, and articulating one’s self-concept through material goods are also embedded in the story. Further research is necessary to determine exactly what messages children take from these books. But, these simultaneous occurrences do mimic the reality of our world. And they call for the development of critical thinking skills in order for children to know what’s wrong and what’s right anymore.”

She wants authors to realise that “the power of picture books is to not only reflect childhood, but to influence it”. “If our children are reading books where the characters are surrounded by heaps of toys, then those readers without excessive amounts of toys around them might feel as if they are not normal. Creating and promoting more interpretive children’s books that challenge damaging norms while helping children develop critical thinking skills is going to be an essential task for authors, publishers, and other book-related industries in the future,” she says.

Rebecca Cobb, who won the Waterstones children’s book prize for her picture book Lunchtime, about a girl who doesn’t want to eat her lunch, largely agrees with Franz. “I think that authors and illustrators do have a responsibility to be aware of the effect of their work on young children and should be careful about the attitudes they convey regarding materialism and also a wide range of other issues; however, a book can, for example, be illustrated with lots and lots of toys, as part of a visual celebration of the excitement and wonder of things without being pro-consumerist,” she says. “I believe picture books can inspire children to become questioning, imaginative and thoughtful people with the ability to form their own values and opinions about what is really important in life.”

But Jon Klassen, a Caldecott medal-winning author and illustrator, says it “gets tricky when you begin to see these books primarily as tools to promote certain kinds of behaviour, in any direction”.

Klassen’s New York Times bestseller I Want My Hat Back is part of Franz’s research. The story of a bear who has lost his hat, is lied to by a rabbit about having the hat, and subsequently eats the rabbit, the book contains, found Franz, themes of “lying/manipulation as a means for acquisitions” as well as “emphasis on love of products”, but also “reciprocity/altruism”, and “outdoor engagement”.

“If you’re in the position of making these things, I think you mostly have to worry about whether the story is working the best it can, and just hope that your politics and attitudes that might be coming across are lining up with what’s good for them,” Klassen says. “I think it would be difficult to put together a good story if your main objective when you start is to promote an abstract point. The story has to find those things on its own.”

Australian illustrator Freya Blackwood won the UK’s most prestigious prize for a children’s illustrator, the Kate Greenaway award, for her book Harry & Hopper, about a boy whose dog dies. Pointing out that “children are subjected to much more persuasive pro-consumer messages than picture books”, Blackwood says it was nonetheless “eye-opening having an issue like this brought to the attention of those who create material for children”, and that she “certainly had to quickly justify my work to myself”.

“I came to the conclusion that there is a fine line between creating a realistic representation that children might relate to and creating something they desire,” she says. “But surely it is the parents’ responsibility to choose books to read to their children that represent their beliefs, or to discuss a book’s content with the child.”

Franz agrees, saying that parents can “use picture books to help children develop critical thinking skills around consumerism … Overall, I think this study reiterates that, in our pervasive consumer culture, children even at the youngest age need to develop critical thinking skills in all areas of their lives in order to preserve happiness and self-acceptance without the ‘stuff’.”

http://www.guardian.co.uk/books/2013/apr/22/children-books-reinforce-materialism-claims-research … (FONTE)

Cavaco Silva e o insulto do cronista | Ferreira Fernandes in “Diário de Notícias”

“Uma coisa é chamar-lhe “burlesco” ou “cómico” ou qualquer outra palavra similar, tanto essas palavras estão – infelizmente, mas é assim – conotadas com os políticos. Mas o que o cronista disse ontem fere o homem público no âmago do que ele faz, desqualifica-o na sua função: “Sozinho, completamente sozinho, o dr. Cavaco Silva conseguiu arruinar a Presidência da República. A Presidência da República não tem hoje autoridade, influência ou prestígio”, foi dito por Vasco Pulido Valente, ontem, e publicado no Público.”

Ler mais:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3238830&seccao=Ferreira+Fernandes&tag=Opini%C3%A3o+-+Em+Foco

A lição de Friedman in “Inteligência Económica” | Geopolitical Journey: Europe, the Glorious and the Banal

george-friedman-ceo-300x161A câmara de Sagres tem a obrigação de dar a melhor medalha municipal (se não tem, invente) ao nosso amigo George Friedman. O patrão da Stratfor (e um dos mais brilhantes analistas do presente e antecipadores de futuro) acaba de voltar a colocar Sagres no mapa global e, como é costume, fá-lo de modo brilhante e absolutamente singular. Friedman, que recentemente nos visitou, dá uma magistral lição aos Portugueses (e ao Mundo) e este seu texto deveria ser de estudo obrigatório nas nossas escolas de Politica, Geopolítica e Relações Internacionais. Registo.

Ler texto integral aqui:

http://inteligenciaeconomica.com.pt/?p=17756

“Um discurso para uma Academia” de Franz Kafka

 

Encenação de John Mowat, com Maria de Vasconcelos. A partir de “Um discurso para uma Academia” de Franz Kafka. Uma Macaca capturada em África que levada pelo desespero de encontrar uma saída para a sua situação cativa, não encontra outra solução senão a de imitar aqueles seres que a rodeiam, transformando-se num ser-humano. THE MONKEY, em Lisboa: O espetáculo será apresentado na InImpetus Teatro Formação, na Rua de Campolide nº27A.
Em Junho, dias 7 e 8; 14 e 15; 21 e 22 de Junho. Sextas e Sábados às 21:30. O preço do bilhete é de 5€ e as Reservas podem ser realizadas através do número 916818007 ou do email the.monkey.kafka@gmail.com

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R.I.P., Ray Manzarek

Fish & Bicycles

ray-manzarekOvershadowed, understandably, by the news Monday of the massive tornado in Oklahoma, was the passing, at the age of 74, of Ray Manzarek, legendary keyboardist for The Doors.

I’ve not been the biggest Doors fan over the years, but every time I do hear their music, whether by choice or by accident, I do have a predictable thought that I REALLY like them and wonder why I don’t listen to them more often.

Anyway, Manzarek, in my opinion, was the key ingredient to the band’s sound. Bucking all convention, The Doors did not have a bass player, and so Manzarek performed double duty, playing bass lines with his left hand on one small keyboard and swirling organ arpeggios on another keyboard with his right hand. Guitarist Robbie Krieger and drummer John Densmore were certainly distinctive to some degree or another, but when I think of Doors…

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83ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA – COMEÇA AMANHÃ

A Viagem dos Argonautas

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A Feira do Livro regressa à cidade de Lisboa, de 23 de maio a 10 de junho, com grandes novidades para toda a família. Voluntariado, Clube da Leitura e Conferência de Edimburgo são algumas das estreias da grande festa do livro.
Debates, apresentações, lançamentos, sessões de autógrafos e um vasto programa dedicado às famílias e crianças integram a programação. Este ano, a Feira do Livro de Lisboa conta, pela primeira vez, com uma mostra de livros oriundos da CPLP.

Patrocinadores, parcerias e apoios:

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CORTES ADICIONAIS NA DESPESA PÚBLICA CAUSARÃO MAIS RECESSÃO, DESEMPREGO E POBREZA EM PORTUGAL. POR EUGÉNIO ROSA – II

A Viagem dos Argonautas

(conclusão)

A CARTA DE PASSOS COELHO À “TROIKA” E O “DOCUMENTO DE ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2013-2017”  DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS REVELAM QUAIS OS SETORES DA POPULAÇÃO MAIS ATINGIDOS COM OS CORTES ADICIONAIS NA DESPESA QUE O GOVERNO TENCIONA FAZER

Em 3 de Maio de 2013, Passos Coelho enviou uma “carta” à troika”. Essa carta revela, por um lado, uma incapacidade total para compreender a situação em que o país se encontra; por outro lado, uma grande insensibilidade social; e, finalmente, uma submissão total aos interesses dos credores estrangeiros renegando os do país. É dessa carta que retiramos os dados constantes do quadro 2 que são apresentados por Passos Coelhos como cortes possíveis na despesa pública. Ele revela (quadro 1), por um lado, a dimensão dos cortes adicionais que o governo pretende fazer na despesa pública em 2014 e 2015 e, por outro lado, onde pretende fazer esses cortes e quais serão…

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Capitais económicos e culturais irrelevantes

Writing Out Loud

Desde Marx, até Simmel e Bourdieu, a importância do capital estive sempre presente como preocupação fulcral da nossa sociedade. Seja o económico (o único importante na visão marxista), o social ou o cultural (Escola de Chicago e seu legado e seguidores), no que todos concordam é que é a base do capital que os indivíduos interagem em sociedade. Bourdieu vai ainda mais longe, afirmando que os próprios gostos são construídos socialmente, dependendo estritamente do capital dos indivíduos.

A seguinte experiência fez-me duvidar da linearidade desta concepção. Indivíduos com um capital cultural elevado, mesmo com um presumível capital económico razoavelmente alto, demonstram uma total incompetência na interacção com o resto da sociedade.

Lembro-me de olhar para o indivíduo que estava confortavelmente sentado a minha frente, lendo distraidamente um livro (cujo título ou carácter desconheço) no seu Kindle. Pensei, pelo aspecto físico e vestuário, que se tratava de um professor, ou de…

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CORTES ADICIONAIS NA DESPESA PÚBLICA CAUSARÃO MAIS RECESSÃO, DESEMPREGO E POBREZA EM PORTUGAL. POR EUGÉNIO ROSA – I

A Viagem dos Argonautas

OS CORTES NA DESPESA PÚBLICA QUE O GOVERNO E “TROIKA” PRETENDEM FAZER EM 2014 E 2015 AGRAVARÃO A RECESSÃO ECONOMICA EM 4% (p.p.), SENDO FALACIOSAS AS PREVISÕES DE VITOR GASPAR DE CRESCIMENTO ECONOMICO E DE REDUÇÃO DO DESEMPREGO EM 2014 E 2015

RESUMO DESTE ESTUDO

A análise do período 2007-2013 e, em particular, do da “troika” e do governo PSD/CDS, revela uma destruição maciça do emprego em Portugal (gráfico 1). Em 6 anos (2007/2006) foram destruídos 702,4 mil, mas com a “troika” e o governo PSD/CDS tal tendência acelerou-se tendo sido destruídos 403,6 mil empregos nos dois últimos anos (65,6% do total). E nos últimos 2 trimestres (4ºT-2012 e 1ºT-2013) foram destruídos 232 mil empregos o que revela que o ritmo de destruição está a aumentar. Por essa razão, o número de portugueses com emprego tem diminuído significativamente (gráfico 2). Entre o 1º Trim. 2011 e o 1º Trim. 2013…

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Holanda pode provocar o colapso do euro‏

ImageProxyA bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. Por Matthew Lynn, El Economista

Artigo | 13 Maio, 2013 – 20:57

A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Foto By Rijksoverheid.nl [CC0], via Wikimedia Commons

Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.

A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.

O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.

Bolha imobiliária

Os juros baixos, que antes do mais respondem aos interesses da economia alemã, e a existência de muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da habitação na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da habitação caem com a mesma velocidade que os da Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.

Atualmente, os preços estão 16,6% mais baixos do que estavam no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.

Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.

Profunda recessão

As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).

A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em apenas dois anos, e em março a taxa de desemprego passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país entra nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).

Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente, como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.

Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como  a moeda foi estruturada. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.

Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.

Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.

Matthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.

Publicado originalmente em El Economista, republicado em Jaque al Neoliberalismo.

A BARRACA – ATENÇÃO : ULTIMO AVISO !!!!!!!!!!! É JÁ na 2ª FEIRA, dia 20! – ENCONTRO IMAGINÁRIO Nº 50

A Viagem dos Argonautas

Encontro Imaginário nº 50

O nosso ENCONTRO IMAGINÁRIO nº 50 (JÁ!?), tem forte ambiência cultural.Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888Lisboa, 30 de Novembro de 1935), o nosso grande poeta, filósofo, muitas vezes comparado com Luís de Camões será o anfitrião de  Louise Brooks (Cherryvale, 14 de novembro de 1906Rochester, 8 de agosto de 1985) , uma atriz, modelo e bailarina norte-americana, célebre pelo seu corte de cabelo liso e curto, que lançou como moda e se tornou um ícone dos anos 20.  O diretor da Cinemateque Française, Henri Langlois, fez a declaração que se tornaria eterna: “Não existe Garbo. Não existe Dietrich. Existe apenas Louise Brooks”. E o ultimo convidado é Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881Mougins, 8 de abril de 1973), pintor, escultor, poeta…

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Citando André Macedo in “Diário de Notícias”

(…) O antigo e o atual primeiros-ministros encontram-se no avião. Têm duas horas de viagem pela frente. Podiam falar. Além dos embates televisivos, será que alguma vez se sentaram sozinhos e trocaram ideias? Não haverá até benefícios mútuos e coletivos? Não há aqui um dever político de relacionamento? Um protocolo que se deve manter até quando tudo arde? Eu diria que sim. Há uma obrigação de convivência institucional que, a acontecer, nos tornaria a todos um pouco mais cooperantes e, por isso, confiantes. Não é hipocrisia, é um dever de salubridade. Num país onde há cada vez menos confiança nos políticos, onde é tudo reduzido a escaramuças partidárias, pobreza e vingança, havia naquele voo de Paris uma oportunidade qualquer de normalidade – já nem digo de grandeza – que não se concretizou. Um à frente, outro atrás; um no presente, o outro no passado; ambos com o futuro incerto, como nós. Nem em business nem em económica, Portugal viaja no porão.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3221955 … (FONTE)

Pedro Almeida Vieira na Casa da Cultura de Setúbal

Nós Cá por Casa PAV

A história de Portugal, na versão do Estado Novo, estava reduzida a uma versão muito simplificada, ao nível da ladainha popular, apropriada à sua divulgação por um povo analfabeto.

Dos reis, já muito se sabia se conhecêssemos os seus cognomes: D. Afonso Henriques, o conquistador; D. Dinis, o lavrador; D. João II, o príncipe perfeito.

Uma história de fácil apreensão e que contribuía de forma eficaz para a construção da identidade do homem novo português.

Salazar, em entrevista a António Ferro, defende como prioridade sobre o ensinar toda a gente a ler, a formação das elites que enquadradas pelas massas atacariam os verdadeiros problemas do país.

Para o povo, o ensino da história numa versão infantilizada era mais do que suficiente. As elites formavam-se nas universidades, aí se cuidaria da nossa história.

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