Citando João de Melo in Facebook

A QUESTÃO DA PRESIDÊNCIA
Houve um tempo em que tínhamos um amigo em Belém. Podíamos não o conhecer pessoalmente. Mas era um amigo digno de vénia. Um político sério, um homem próximo das pessoas e um Presidente de todos os Portugueses. Isso aconteceu-nos com o senhor general Ramalho Eanes, com Mário Soares, com Jorge Sampaio. Humanos, sérios e cultos. Amantes das coisas do espírito, homens de causas, gente fiável e verdadeira. Tive a sorte de os conhecer pessoalmente aos três, sei do que falo: ainda hoje são os “meus” Presidentes. Mas nem precisava de os conhecer em pessoa, pois bastava olhá-los nos olhos e percebia-se quem eram, o que pensavam, cada um com a sua dose de coragem. Tínhamos em Belém um amigo! Belém era uma casa portuguesa, uma varanda sobre o país de todos nós. E vinha de lá, sempre, uma voz que nos estimava, uma voz cheia de palavra, em cuja boca a palavra era o verbo, e o verbo era o homem. Antigamente, repito, havia sempre um amigo em Belém!

João de Melo