Poema de Eugénio de Andrade

Entre os teus lábios
é que a loucura acode
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto, cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugénio de Andrade

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Revolução Paraíso

Revolução Paraíso é o primeiro livro de Paulo M. Morais. Um relato bem documentado dos dias que se seguiram à Revolução do 25 de Abril. Estamos perante um fresco desse período num olhar feito a partir dos jornais, a começar pela Revista de Portugal que pretende ser a voz do povo e dos seus afetos, recusando-se ser o eco das politiquices que invadem o resto da imprensa. Dar voz ao povo era a sua missão; mas, pelo caminho, deixa cair a questão colonial por imposição do seu proprietário.

O clima revolucionário lança a agitação no seio do jornal. No seu pequeno corpo técnico e redatorial instala-se a mudança imposta pelos ventos da revolução. Um operário, Adão, operador da grande máquina de linótipo, transforma-se no mais inesperado de todos os personagens.

(mais no Acrítico)

CIÊNCIA | Universidade do Porto procura voluntárias para assistir a filmes com conteúdo sexual in “Jornal SOL”

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Pequenos filmes de conteúdo sexual e romântico vão ajudar investigadores da Universidade do Porto (UP) a medir a amplitude de pulsação e a vasocongestão vaginal das mulheres para realizar uma nova investigação sobre resposta sexual do género feminino.

O estudo experimental sobre “Preditores da resposta sexual feminina”, orçado em 90 mil euros e financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT), vai medir o nível de excitação fisiológica nas mulheres com recurso a curtas películas cinematográficas com cariz sexual e com a duração de três minutos, explicou à Lusa Pedro Nobre, coordenador do SexLab’, o primeiro laboratório de investigação em sexualidade humana em Portugal, e o espaço onde vai decorrer a investigação.

“Vamos mostrar dois filmes sexualmente explícitos, para além de filmes neutros, que são documentários, e onde basicamente vamos querer testar algumas hipóteses que nos podem ajudar a explicar quais são os factores que determinam a resposta sexual”, informou, referindo que “o grande objectivo” deste estudo é perceber que “variáveis psicológicas” mais determinam, ou que são mais importantes, na determinação da resposta sexual em mulheres e homens”.

A investigação vai recorrer-se também de um “fotopletismógrafo vaginal”, ou seja, um instrumento que mede a vasocongestão e a amplitude de pulsação vaginal quando as mulheres estão a visualizar os filmes pornográficos.

Segundo Pedro Nobre, esta é a segunda fase de um estudo que já arrancou com voluntários homens entre os 18 e os 50 anos e cujo modus operandis foi idêntico ao estudo das mulheres, recorrendo a filmes de conteúdo sexual e ao “indium gallium gauge”, ou seja um medidor de tumescência peniana que avalia as mudanças na circunferência peniana.

Esta primeira fase foi financiada em 80 mil euros pela FCT.

Segundo Pedro Nobre, há estudos clínicos que têm mostrado que homens e mulheres com disfunções sexuais – disfunção eréctil nos homens e perturbações do desejo, excitação ou do orgasmo nas mulheres -, se explicam, de forma significativa, por causa de factores psicológicos, designadamente as crenças sexuais.

As crenças são uma das variáveis mais estudadas e o resultado de algumas experiências em laboratório mostram que as “mulheres e os homens que têm problemas sexuais têm crenças disfuncionais, ou seja, têm ideias sobre a sexualidade que são muitas vezes inadequadas, irrealistas, erradas, mas que não deixam de acreditar nelas e que por outro lado são muitas vezes crenças que predispõem o desenvolvimento de problemas sexuais”, afirmou o especialista, acrescentando que “quem tem mais crenças está mais em risco”.

O estudo “Preditores da resposta sexual feminina”, arranca este mês e conta para já com 30 mulheres voluntárias, maioritariamente jovens universitárias.

O SexLab está actualmente a angariar voluntárias entre os 18 e os 40 anos para participarem no novo estudo, e as voluntárias ganham, cada uma, 30 euros em vales de compras numa multinacional.

Lusa/SOL

NY Portuguese Short Film Festival | May 31 and June 1, 2013 in New York and Lisbon

Logo_NYPSFF'13-228x228The NY Portuguese Short Film Festival – III Edition will take place on May 31 and June 1, 2013 in New York and Lisbon. On June 21 the Festival premieres in London. 

Venues and Schedules

New York – Tribeca Cinemas, May 31 and June 1, 7.30 pm – Get tickets!
Lisbon – Teatro do Bairro, May 31 and June 1, 10.30 pm

London – Dalston Roof Park, June 21, 9 pm
The NY Portuguese Short Film Festival in UK is a partnership between Arte Institute and The Portuguese Conspiracy (TPC).
Opening Doors: 7 pm
Portuguese wines, beers & TPC platters
Screening: 9.00 pm
Tickets: http://theportugueseconspiracy.com/
Official Selection 2013
May 31
“M” by Joana Bartolomeu
“The Buffalo Kid” by Pedro Marnoto Pereira
 “VIL” by António Pinhão Botelho
“System Failure” (Falha do Sistema) by José Miguel Moreira
“Forever” (Para Sempre) by Pedro Resende
June 1
“The Sun Always Rises on the Same Side” (O Sol Nasce Sempre do Mesmo Lado) by Nuno Matos
“Rhoma Acans – Gypsy Eyes” by Leonor Teles
“Entropy” (Entropia) by Renata Ramos
Playday (Dia de Jogo) by Victor Santos
“Here Rests My Home“ (Aqui Jaz A Minha Casa) by Rui Pilão
“The Lamp and the Fan” (O Candeeiro e a Ventoinha) by Filipe Fonseca
“Under” (Sob) by Nuno Prudêncio
Guest Short Film (May 31): “The World Falls Apart (And Still People Fall in Love)”
(O Mundo Cai aos Bocados (e ainda assim as pessoas apaixonam-se)) by Henrique Pina and Francisco Baptista.
NY Portuguese Short Film Festival – III Edition is made possible in part with public funds from the Fund for Creative Communities, supported by New York State Council on the Arts and administered by Lower Manhattan Cultural Council.
NY Portuguese Short Film Festival – III Edition is made possible in part with public funds from the Manhattan Community Arts Fund, supported by the New York City Department of Cultural Affairs in partnership with the City Council and administered by Lower Manhattan Cultural Council.
Camões – Instituto da Cooperação e da Língua supports the Festival.