Congresso dos EUA ovaciona Carlos III, que defendeu multilateralismo, democracia e Estado de Direito, citando Dickens, Wilde e Lincoln, in Expresso

Num discurso com notas de humor e muitas evocações históricas, o monarca do Reino Unido deixou subtis recados ao seu anfitrião, Donald Trump. Houve menção ao caso Epstein, um embaraço para ambos, e por isso muito oblíqua

Carlos, terceiro do seu nome a sentar-se no trono do Reino Unido, foi também o terceiro a pisar o solo dos Estados Unidos da América (EUA), apesar de já ser o décimo monarca britânico desde que a antiga colónia se independentizou, em 1776. Só ele e a mãe, Isabel II, tiveram a honra de discursar perante o Congresso, órgão legislativo do país. Um e outro saíram-se bem: ela a 16 de maio de 1991; ele passados quase 35 anos, esta terça-feira. E, entre outras coisas, lembrou que já antes de haver EUA, dezanove soberanos britânicos tinham estudado os assuntos do Novo Continente, ao longo de quatro séculos.

Numa preleção de meia hora, o rei mostrou humor desde o começo, com citações de escritores britânicos e um apelo, esse bem sério, à manutenção da “relação especial” e da aliança de valores que une duas nações unidos por uma parceria “nascida da disputa, mas nem por isso menos forte”. Várias vezes interrompido por ovações do hemiciclo, repudiou a ideia de “descarar tudo o que tem sustentado [tal união] nos últimos 80 anos”.

“Como disse Oscar Wilde, ‘Hoje temos realmente tudo em comum com a América, exceto, é claro, a língua”, afirmou o rei logo à partida, logo depois de ter agradecido a hospitalidade do Estado que comemora, este ano, 250 anos de soberania. “Equilibrando forças contrárias e indo buscar força à diversidade, uniram 13 colónias dispersas para forjar uma nação com a ideia revolucionária de ‘vida, liberdade e a busca da felicidade”, descreveu, numa alusão ao multilateralismo que nem sempre abunda em Washington.

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