O sortilégio da arte e da moda, por Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Conselho das Artes do Centro Nacional de Cultura, in DN

Chega até nós o eco da relação íntima de Calouste Gulbenkian com o seu tesouro artístico, o cofre das maravilhas da Avenue Iéna: “Aí em deslumbrada solidão, admirava a beleza artesanal de um colar, de um alfinete de peito; a cintilação de uma esmeralda, de um rubi, de uma safira, a pureza de um diamante azul; ou ainda o requinte de uma guarnição de renda francesa ou veneziana, os folhos e entremeios usados pelas nobres damas de outrora.”

Quem o diz é Madame Chaunet, guardiã fiel da preciosa coleção. Desde a primeira moeda adquirida pelo jovem colecionador às preciosidades Lalique, é um mundo fantástico que se encontra no Museu. No ambiente requintado da exposição Arte & Moda podemos usufruir do secreto prazer que levou Gulbenkian a fazer a demonstração de que a moda nasce do paradoxo da permanente oscilação entre a singularidade e a coletividade.

Os diálogos são surpreendentes. Um bordado de Sarah Burton para Givenchy encontra-se com uma caixa lacada japonesa; um vestido Delphos de Fortuny e um modelo de Azzedine Alaïa revelam as sublimes divindades de Sir Edward Burne-Jones; o verde Nilo como cor da moda de oitocentos revela uma jarra de porcelana chinesa do período Qianlong, junto a um vestido de Balmain; o fantástico vestido Magnificent Gold, de Guo Pei, demonstra como uma máscara funerária egípcia do século IV a. C. ainda projeta a sua força transcendente; e o vestido de baile de Worth ilumina a senhora Lowndes-Stone no célebre retrato de Gainsborough.

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Congresso dos EUA ovaciona Carlos III, que defendeu multilateralismo, democracia e Estado de Direito, citando Dickens, Wilde e Lincoln, in Expresso

Num discurso com notas de humor e muitas evocações históricas, o monarca do Reino Unido deixou subtis recados ao seu anfitrião, Donald Trump. Houve menção ao caso Epstein, um embaraço para ambos, e por isso muito oblíqua

Carlos, terceiro do seu nome a sentar-se no trono do Reino Unido, foi também o terceiro a pisar o solo dos Estados Unidos da América (EUA), apesar de já ser o décimo monarca britânico desde que a antiga colónia se independentizou, em 1776. Só ele e a mãe, Isabel II, tiveram a honra de discursar perante o Congresso, órgão legislativo do país. Um e outro saíram-se bem: ela a 16 de maio de 1991; ele passados quase 35 anos, esta terça-feira. E, entre outras coisas, lembrou que já antes de haver EUA, dezanove soberanos britânicos tinham estudado os assuntos do Novo Continente, ao longo de quatro séculos.

Numa preleção de meia hora, o rei mostrou humor desde o começo, com citações de escritores britânicos e um apelo, esse bem sério, à manutenção da “relação especial” e da aliança de valores que une duas nações unidos por uma parceria “nascida da disputa, mas nem por isso menos forte”. Várias vezes interrompido por ovações do hemiciclo, repudiou a ideia de “descarar tudo o que tem sustentado [tal união] nos últimos 80 anos”.

“Como disse Oscar Wilde, ‘Hoje temos realmente tudo em comum com a América, exceto, é claro, a língua”, afirmou o rei logo à partida, logo depois de ter agradecido a hospitalidade do Estado que comemora, este ano, 250 anos de soberania. “Equilibrando forças contrárias e indo buscar força à diversidade, uniram 13 colónias dispersas para forjar uma nação com a ideia revolucionária de ‘vida, liberdade e a busca da felicidade”, descreveu, numa alusão ao multilateralismo que nem sempre abunda em Washington.

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Johan Cruyff visto por colegas de futebol

Franz Beckenbauer:

“Johan Cruyff wasn’t just a player. He was a philosophy.”

Michel Platini:

“Before Cruyff, there was football. After Cruyff, there was a completely different kind of football.”

Marco van Basten:

“Cruyff had the greatest football brain in the history of the game.”

Eric Cantona:

“Cruyff was the man who changed football forever.”

Arrigo Sacchi:

“Cruyff transformed how football is played, thought about, and understood.”

Pep Guardiola:

“Cruyff built the cathedral of Barcelona. Our job is simply to preserve it.”