São Tomé e Príncipe bate recorde de turistas em 2025 e quer atrair 50 mil até 2030, in LUSA

Visitei S. Tomé e Príncipe há uns anos com a minha mulher, já depois da independência. Recomendo vivamente, visitando as duas ilhas. De extraordinária beleza, com um povo maravilhoso de simpatia. (VCS)

São Tomé, 13 abr 2026 (Lusa) – São Tomé e Príncipe voltou a bater o recorde de turistas em 2025, registando 42 mil, e quer atingir os 50 mil visitantes até 2030, disse hoje à Lusa fonte oficial.

“Cresceu pouco […]. Temos que perceber qual é a razão para isso, mas ainda assim ficámos satisfeitos. Era pior se não crescesse. Então, é uma crescida de 1,2%, por aí, mas ainda assim isso mostra que temos trabalho para fazer”, comentou a diretora-geral do Turismo e Hotelaria.

Shellita Viegas afirmou que Portugal continua a liderar no número de entradas, sendo já um “mercado consolidado” de origem dos turistas, seguido de França, Angola, Alemanha e Reino Unido.

Os meses de maior fluxo continuam a ser agosto e dezembro, mas no último ano também se registou um aumento significativo em janeiro, sendo que o objetivo da instituição é alcançar pelo menos 50 mil visitantes até 2030.

“É verdade que nós não somos um destino de massa e não queremos ter muita gente em São Tomé e Príncipe porque a estrutura do país também não está preparada para isso. Portanto, temos aqui uma meta que é 50 mil […] até 2030”, sublinhou.

Desde o fim da pandemia da covid-19 que o turismo de São Tomé e Príncipe tem registado um crescimento no número de visitantes, tendo registado 35.817 em 2023 e quase 41 mil visitantes em 2024.

Shellita Viegas referiu que a instituição tem um conjunto de ações previstas e em curso para chegar a essa meta, entre as quais uma maior participação em feiras internacionais de turismo, requalificação de sítios turísticos nacionais e parcerias com influenciadores digitais para a promoção do potencial turístico do arquipélago.

Por outro lado, a Direção Geral do Turismo propôs ao Governo a alteração da modalidade e valores da cobrança da taxa do turismo pagas pelos visitantes, tendo iniciado em março a nova modalidade.

Segundo a responsável, a taxa passou a ser cobrada diretamente aos turistas num balcão instalado no aeroporto, pondo fim a cobrança anterior que era feita pelas instalações turísticas onde os turistas ficavam hospedados, mas nem sempre era encaminhada para o fundo do turismo gerido pela Direção.

O valor da taxa também foi alterado de 2,1 euros por dia para uma taxa única de 25 euros para quem visita São Tomé e mais 10 euros para quem se dirige à ilha do Príncipe, valores que servirão para financiar o fundo de turismo de forma a realizar as ações no âmbito do turismo.

“Tivemos um ‘feedback’ positivo, através dos turistas que pagavam a taxa, pagaram com satisfação, disseram, ainda bem que fizeram isso. Então, achámos isso muito engraçado, e isso dá-nos força”, referiu a diretora do Turismo.

Shellita Viegas recordou que no ano passado o país aprovou a conta satélite do turismo através do qual “verificou-se que o turismo contribui 11%” para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, mas a instituição acredita que o contributo é superior, tendo em conta a dificuldade ainda existente na compilação dos dados do setor nas diversas dimensões, incluindo na oferta de emprego.

 JYAF // JMC

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Quando nasce um poema, por Licínia Quitério

Quando nasce um poema

nasce com ele um mundo de paisagens

absurdas com florestas de gelo e

frutos palpitantes. E as gotas

de água de um amor antigo a refrescar

desertos. Um poema é um microcosmo

de ternura e de raiva, de mel e azedia,

de paixão ardida e renovada. Se cor

tem o poema nunca foi nomeada. Se

forma tem é a de um anjo ou melhor

a das asas que o anjo perdeu.

Ao certo só sabemos que o poema

nasceu quando um pássaro canta ou

um homem desperta e se levanta.

Licínia Quitério

Sánchez considera que défice comercial com a China é insustentável a médio e longo prazo, in LUSA

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou hoje, em Pequim, que o défice comercial de Espanha com a China “é insustentável para as nossas sociedades a médio e longo prazo”.

Sánchez, que realiza a quarta visita à China em quatro anos, assegurou que Espanha “precisa que a China se abra para que a Europa não tenha de se fechar”, numa altura em que o défice comercial entre Madrid e Pequim ultrapassou os 42 mil milhões de euros em 2025 e persistem disputas tarifárias entre a União Europeia e o país asiático.

O chefe do Executivo espanhol defendeu, num discurso na Universidade Tsinghua, em Pequim, a necessidade de “corrigir” esse desequilíbrio e de “construir conjuntamente uma economia globalizada, equilibrada, que gere prosperidade partilhada”.

Segundo Sánchez, a ordem multipolar exige “uma economia mais horizontal e mais justa, em que não haja regiões perdedoras e outras vencedoras”.

O primeiro-ministro indicou que a multipolaridade “não é uma hipótese, nem um desejo, é já uma realidade” e que Espanha “opta por abraçá-la”.

A ideia de que “aprofundar determinadas relações implica renunciar a outras” é, segundo Sánchez, uma leitura “errada” e “perigosa”.

Durante esta visita, o chefe do Executivo espanhol reunir-se-á com o Presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, encontros agendados para terça-feira.

A deslocação ocorre num contexto marcado pela guerra no Irão, pelas tensões comerciais globais e pelo interesse do Governo espanhol em reduzir o défice comercial, atrair investimento chinês e reforçar a cooperação tecnológica.