FMI. Há um choque económico, ainda não há crise energética global, mas estamos à beira do precipício, in DN

Pierre-Olivier Gourinchas, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Washington, 14 de abril de 2026.

FMI pede aos bancos centrais que, se puderem, aguentem subidas de taxas de juro porque estas, quando começarem, vão doer muito mais do que no passado recente.| Luís Reis Ribeiro

A guerra no Médio Oriente está a aumentar de forma significativa o risco de o mundo resvalar para uma nova crise energética, cujos efeitos diretos e “prolongados” serão muito negativos no crescimento económico, fazendo subir a inflação e pondo em perigo a estabilidade financeira ou seja colocando o mundo à beira de uma nova crise financeira (que depois será inevitavelmente económica), avisa o Fundo Monetário Internacional (FMI), no novo estudo Perspetivas Económicas Mundiais (World Economic Outlook), divulgado esta terça-feira, em Washington, Estados Unidos.

Para já, defende o FMI, estamos perante um choque económico provocado por um choque energético, é certo, mas quando mais estes se propagarem e durarem, mais a economia será empurrada para a beira do precipício, por assim dizer.

Na última crise inflacionista, que deu azo a subidas muito agressivas nas taxas de juros, na sequência da guerra da Rússia contra a Ucrânia, “os níveis de preços permanentemente mais elevados aumentaram as preocupações com o custo de vida e tornaram as expectativas de inflação mais sensíveis a novos aumentos de preços”, observou o economista-chefe do Fundo, Pierre-Olivier Gourinchas.

“A subida de 2022 reflectiu uma curva de oferta agregada excepcionalmente acentuada, com uma forte procura a encontrar estrangulamentos na oferta, permitindo aos bancos centrais alcançar a desinflação com perdas limitadas de produção”, isto é, as taxas de juro subiram muito (estavam negativas ou em 0% no início de 2022 e chegaram a 4% em setembro de 2023, portanto em apenas um ano e meio), mas a economia parece ter aguentado relativamente bem este choque de juros.

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CARTA ABERTA AO MUNDO, ( autora : Ykay Romay, cubana, 2026)

“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

Meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações importantes. Eu sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E eu escrevo isto com a alma rasgada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.

E o mundo olha para o outro lado.

DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:

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