O aiatolá Arafi, diretor dos seminários religiosos, escreveu uma carta ao Papa Leão XIV

“O senhor permaneceu fiel à verdadeira missão do cristianismo, pois Jesus Cristo foi o mensageiro da paz, da misericórdia e da defesa dos oprimidos. O que o senhor expressa hoje é a manifestação dessa mesma missão que Cristo carregou.

O senhor demonstrou hoje que a Cátedra do Vaticano pode ser um lugar para o clamor por justiça, e não um altar de silêncio diante da opressão. A forte expectativa dos centros acadêmicos, religiosos e universitários, bem como de todos os monoteístas e oprimidos do mundo, é que o senhor dê continuidade a essas posições e à defesa dos oprimidos.

Em uma era em que muitos tentam afastar a religião do cenário da vida moral da humanidade, relegando-a a algo pessoal e sem efeito, sua postura em defesa da vida de pessoas inocentes é uma prova viva de que a consciência religiosa ainda pode ser a voz moral mais forte do mundo.

Pedimos a Deus Todo-Poderoso — a quem judeus, cristãos e muçulmanos todos invocam — que mantenha essa coragem moral nas instituições religiosas, que a desperte nas instituições internacionais e nos governos do mundo, e que chegue o dia em que a voz da justiça prevaleça sobre o barulho das bombas e das forças do mal.

“C’est très difficile de dire aux gens qu’on les aime”

“C’est très difficile de dire aux gens qu’on les aime…Ce mot a tellement été pillé qu’il ne veut plus rien dire exactement. Et puis, j’arrive à me le dire, mais je n’arrive pas bien à le leur dire. J’écris des chansons qui me paraissent à moi, non pas d’amour, mais de cette sorte d’amour qui me tient debout finalement dans la vie. Et je m’aperçois que des gens disent : “oh c’est dur ce que vous écrivez”, alors que c’est juste de la tendresse sans sanglot, de la tendresse basée sur la douleur.

C’est une réponse à un cri que les gens ne poussent même pas, mais qu’on pressent.”

Jacques Brel

Jacques Brel est né le 8 avril 1929

Lavrov diz a Xi que China e Rússia desempenham “papel estabilizador” no mundo, in LUSA e RTP

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, afirmou hoje, em Pequim, ao Presidente chinês, Xi Jinping, que as relações entre a Rússia e a China desempenham “um papel estabilizador” nos assuntos mundiais.

Lavrov, que chegou na terça-feira à China para uma visita oficial, considerou que os laços entre Moscovo e Pequim “são cada vez mais importantes para a maioria da população mundial”, segundo a versão em chinês do órgão russo Sputnik.

O chefe da diplomacia russa afirmou que, “para a maioria do mundo que deseja um ambiente pacífico para o desenvolvimento sustentável, em vez de instabilidade”, a relevância das relações bilaterais entre a China e a Rússia “é cada vez mais evidente”.

Lavrov indicou ainda que, “graças à colaboração” entre Xi e o homólogo russo, Vladimir Putin, as relações bilaterais “têm demonstrado um elevado grau de resiliência face à agitação económica e geopolítica que o mundo enfrenta atualmente, a qual, lamentavelmente, está a adquirir cada vez mais um caráter militar”.

Até ao momento, nem a imprensa chinesa nem russa divulgaram declarações de Xi durante o encontro.

O responsável russo reuniu-se na terça-feira com o homólogo chinês, Wang Yi, que afirmou que Pequim e Moscovo “coordenam plenamente as suas posições” e “apoiam-se mutuamente” no plano internacional, sublinhando que a “responsabilidade” é particularmente relevante num momento de mudanças no cenário global.

Lavrov criticou o que classificou como tentativas de “conter” a China e a Rússia através de estruturas de “blocos” na Ásia, numa referência à situação em torno de Taiwan, do mar do Sul da China e da península coreana.

A China e a Rússia têm vindo a estreitar relações nos últimos anos.

Pouco antes da invasão russa da Ucrânia em larga escala, Xi e Putin proclamaram, em Pequim, uma “amizade sem limites” entre os dois países.

Desde o início do conflito, Pequim tem mantido uma posição ambígua, defendendo a proteção da soberania de todos os países, numa alusão à Ucrânia, e a consideração pelas “legítimas preocupações de segurança”, numa referência à Rússia.

A China tem negado reiteradamente estar a fornecer apoio a Moscovo nas operações na Ucrânia, acusações feitas por governos ocidentais.