A NOVA ESQUERDA ASSENTE EM BARCELONA

Há poucas horas, em Barcelona, ​​durante a Mobilização Progressista Global, este homem, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, foi efetivamente reconhecido como o líder da esquerda progressista global.

Uma verdadeira aclamação, pelos presidentes do Brasil, da Colômbia e do México — Ignacio Lula, Gustavo Petro, Claudia Sheinbaum, e depois Isabel Allende, e pela própria Elly Schlein.

Sánchez encerrou o dia com um daqueles discursos memoráveis ​​sobre o orgulho da esquerda que, daqui a muitos anos, talvez nos lembremos como o pai fundador de uma nova era política.

Orgulho. Reivindicar o orgulho!

Porque, durante anos, a direita e a extrema-direita tentaram transformar a nossa identidade num insulto.

Chamam-nos “zurdos” na Argentina, “progressistas” noutras partes do mundo, pacifistas, “charos” em Espanha; chamam as feministas e os esquerdistas de “vermelhos”, os ecologistas de “verdes”. Atiram-nos tudo isso na cara.

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CUBA | Brasil, México e Espanha decidiram agir juntos

Brasil, México e Espanha decidiram agir juntos… e isso aqui não é só diplomacia bonitinha de evento, é um movimento calculado em meio a uma crise que muita gente prefere ignorar. Os três países divulgaram um comunicado conjunto se comprometendo a aumentar a ajuda humanitária a Cuba, que vive um dos momentos mais difíceis da sua história recente. E o ponto central não é só a ajuda em si, mas quem está por trás disso e o que essa união representa no cenário global.

O que se vê aqui é um bloco de líderes que estão tentando reposicionar o debate internacional, saindo da lógica pura de sanção e pressão e entrando num campo mais humano, mais direto: aliviar sofrimento real. Enquanto grandes potências discutem estratégia, influência e domínio, esses países estão colocando na mesa uma outra abordagem, baseada em cooperação e resposta humanitária coordenada. Isso não resolve tudo, claro que não, mas muda o foco e expõe um contraste incômodo.

O comunicado é claro ao falar em “incrementar a resposta humanitária” e aliviar o sofrimento do povo cubano, mas nas entrelinhas existe algo maior. Existe uma crítica implícita ao modelo que isola, que bloqueia e que, no final, atinge mais a população do que qualquer governo. E quando Brasil, México e Espanha se posicionam assim, eles não estão só ajudando Cuba… estão também questionando esse modelo.

Chamar esses líderes de humanistas não é exagero nesse contexto. Porque, goste ou não das posições políticas deles, aqui a decisão foi agir sobre uma crise concreta, com impacto direto na vida de milhões de pessoas. E isso, num cenário internacional dominado por disputa de poder, vira quase um ato fora do padrão.

No fim das contas, esse movimento revela uma mudança sutil, mas importante: alguns países começam a testar caminhos fora da lógica tradicional de confronto. E quando isso acontece em conjunto, deixa de ser gesto isolado e passa a ser sinal. Um sinal de que o jogo internacional pode estar começando a mudar… nem que seja devagar, e com resistência de todos os lados.

CARTA ABERTA AO SR. PRESIDENTE DA CMA (enviada via email), Assunto: Praça Alberto Guedes / MINDE

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Alcanena,

No âmbito do debate público que a população de Minde tem vindo a promover relativamente ao projeto de construção de um edifício na Praça Alberto Guedes, em Minde, torna-se evidente que a larga maioria da população manifesta a sua discordância quanto à edificação do referido imóvel naquele local.

Na sequência da reunião pública realizada na Junta de Freguesia de Minde, no passado dia 2 de abril, foi formalmente constituída a Comissão de Moradores de Minde. É, pois, neste enquadramento que nos dirigimos a V. Ex.ª, com o propósito de reiterar o nosso apelo ao bom senso e à necessária escuta ativa da população, conforme oportunamente foi assumido.

Não nos arrogamos detentores da razão. Todavia, na ausência de uma fundamentação clara, plausível e convincente que sustente a persistência na construção do edifício naquele local, mantemos a convicção de que tal decisão configura um atentado à praça mais emblemática de Minde, à sua memória coletiva e à sua identidade.

Neste sentido, não deixaremos de defender, por todos os meios legítimos ao nosso alcance, aquilo que consideramos ser o interesse da comunidade, por não corresponder ao legado que desejamos transmitir às gerações futuras, nem ao futuro que entendemos ser desejável para Minde.

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