a felicidade e a inocência | Luís Pedro Nunes

pode-se fotografar a felicidade e a inocência? sim. estava o Alfredo e eu a abrigar-nos de uma chuva quente na ilha de Bolama, Guiné, quando ele tirou esta foto. Das milhares de imagens que trouxe das nossas viagens há uma pureza encantada nesta coreografia que não me cansa e me atrai o olhar quase diariamente (tenho a foto numa parede em casa) . estes miúdos jogam à bola, à chuva, numa liberdade feliz. Riem com um riso tão solto e habituado a sair que sabemos que eles têm qualquer coisa que perdemos há muito. esta é a foto que capturou a felicidade a ser.

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Retirado do Facebook | Mural de Luís Pedro Nunes

VIYAN, une femme Kurde | Mural de René Leucart in “Facebook”

“Le verbe résister doit toujours se conjuguer au présent.”

(Lucie Aubrac)

Des centaines de femmes kurdes ont pris les armes contre Daesh et il est triste d’apprendre la mort d’une de ces combattantes d’autant que cette photo de Viyan Qamishlo a déjà figuré sur ce mur lors d’un précédent post… mais voilà cette jeune fille est morte sous les balles des djihadistes de Daesh à Manbij. Elle avait 22 ans et sa beauté m’avait déjà frappé. Elle a été tuée lors d’une opération militaire contre Daesh, il y a quatre jours. Il y a quelques années, elle disait à un journaliste : “Moi, je m’appelle VIYAN, cinq lettres V-I-Y-A-N, qui m’émeuvent au moment où je les prononce. Maintenant, je suis une autre, je suis une résistante. Je laisse derrière moi la jeune villageoise que j’étais. Maintenant je suis Viyan. Je vais bientôt rejoindre la montagne, commencer mon entraînement, apprendre le métier des armes et devenir une guerrière.” Viyan n’était pas son vrai prénom. Elle l’avait choisi pour rendre hommage à une autre combattante morte. Les femmes dans l’histoire militaire ont souvent eu un rôle actif en tant que combattantes, qu’auxiliaires des forces armées ou ouvrières dans les usines d’armement et de matériel militaire, espionnes, agents de renseignements, résistantes ou combattantes dans des mouvements de guérilla. Viyan vient de rejoindre les étoiles et la sienne brillera jusqu’à la fin des temps.

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APELO AOS AMIGOS DO EPHEMERA | José Pacheco Pereira

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Neste momento, o ritmo das ofertas e das aquisições semanais subiu muito, e tem havido um crescente número de voluntários para trabalhar no ARQUIVO / BIBLIOTECA. Torna-se necessário uma espécie de entreposto em Lisboa, onde se possa recolher material, dar-lhe um primeiro tratamento e organização e ter um posto de digitalização. Por isso, precisamos da cedência de um espaço que não precisa de ser muito grande, com condições mínimas para que se possa fazer estes trabalhos, ou pro bono, o que seria ideal para não agravar as despesas, ou com uma renda nominal. De nossa parte, podíamos fazer pequenas obras de manutenção, garantir os gastos de electricidade e água e cuidar da segurança do espaço. Há por toda a cidade espaços vazios, lojas e pequenos apartamentos vagos, que podem servir para este objectivo,. A acessibilidade é também importante. O período da cedência seria de cerca de dois anos.

Obrigado.

Bibliothèques numériques : faut-il tourner la page ?

BIBLIOTECA-VATICANO - 200Le terme même de bibliothèque on le trouve pour la première fois, en Grèce, au IVe siècle avant Jésus-Christ. Le terme de numérisation, en tout cas dans le grand public, on l’enregistre pour la première fois dans une vallée de Californie, il y a à peu près 25 ou 30 ans. Il se trouve qu’en ce début du 21e siècle l’improbable est en train de se produire : les bibliothèques du monde entier se numérisent, une page se tourne pour les bibliothèques. Une page ou plutôt, des milliers ou des millions. Un exemple : la bibliothèque de France, en 2010, a mis à disposition du public via sa bibliothèque en ligne Gallica 2, près de 400 000 documents imprimés, cela représente un peu plus de 45 millions de pages. Cela dit, numérisation oui, mais pourquoi, pour qui, pour quoi faire, pour relever quel défi ? Géopolitis décrypte ce moment, transmission du savoir, entre connaissances du passé et technologies de l’avenir.

http://enseigner.tv5monde.com/fle/bibliotheques-numeriques-faut-il-tourner-la-page

Fonte Luminosa | Lisboa

A fonte foi construída para celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade. Apesar de concebida originalmente em 1938, foi inaugurada apenas em 30 de Maio de 1948.

O projecto é dos irmãos Carlos Rebello de Andrade e Guilherme Rebello de Andrade e enquadra-se no estilo conservador, frequentemente apelidado Português Suave, dominante na década de 1940 ; as esculturas são da autoria de Maximiano Alves (Cariátides) e de Diogo de Macedo (Tejo e Tágides); os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas.

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“Bem-vindo” em japonês

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Muitos parabéns à Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, representada numa exposição a decorrer no Japão com o seu trabalho em calçada artística portuguesa. A oportunidade surgiu durante a visita às instalações da Escola de Midori Nakamura, japonesa a viver em Lisboa e a trabalhar na área do azulejo. O trabalho foi desenvolvido pelo formando Vítor Graça e inicialmente o pedido consistia em fornecer documentação escrita e fotografias de calçada. Porém, assumiu os contornos de um trabalho inédito e único até à data.

Viva Lisboa!

Retirado do Facebook, mural do Dr. Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Minde | Cursos de revitalização de línguas ameaçadas | Entre 11 e 15 de agosto e 18 e 23 de Agosto

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Dois cursos internacionais de verão dedicados à programação informática para línguas sem recursos digitais e à documentação e revitalização de línguas ameaçadas vão decorrer, no mês de agosto, em Minde, Alcanena, anunciou hoje a organização.

A escola de verão “Codificação para comunidades linguísticas” vai trabalhar na criação de respostas para a falta de hardware em línguas ameaçadas (por exemplo, teclados) e software (para transliteração e completação de texto, por exemplo) “para que os mais diversos idiomas possam ser utilizados no dia-a-dia sob recursos adequados”, disse à Lusa a presidente do Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social (CIDLeS).

Segundo Vera Ferreira, “das cerca de 7.000 línguas faladas atualmente no mundo uma língua morre, em média, por mês”, o que se deve, segundo a linguista, a uma “forte tendência de aprender e usar apenas as principais línguas, como inglês, alemão e francês, especialmente nas comunicações eletrónicas”.

O objetivo da escola de verão “é dar às pessoas a capacidade de usar a sua língua materna na comunicação eletrónica de todos os dias”, enfatizou, lembrando que o minderico, língua em extinção em Minde, tem hoje cerca de 100 falantes ativos, dos quais apenas 24 são falantes fluentes.

“É um exemplo de uma língua que está ameaçada e que necessita de novas ferramentas que a protejam e defendam, mantendo-a e expandindo-a por novas vias de comunicação”, disse.

A decorrerem entre os dias 11 e 15 de agosto e 18 e 23 de agosto, os cursos vão decorrer na Quinta da Malgueira, em Minde, e vão contar com a participação de mais de 70 alunos, investigadores e professores de países como o Japão, Austrália, Camarões, Índia, Noruega, Nigéria, Alemanha, Islândia e Estados Unidos da América.