Utroba Cave | Bulgaria | 3000 anos

Utroba Cave 

Nas montanhas Rhodope, na Bulgária. Esculpido à mão há mais de 3000 anos (?), Foi redescoberto em 2001.

Os arqueólogos levantam a hipótese de que um altar construído no final da caverna, com cerca de 22 m de profundidade, ou o colo do útero ou o útero.
Ao meio dia, a luz penetra no templo através de uma abertura no teto, projetando uma imagem de um falo no chão.

Quando o sol está no ângulo direito, no final de fevereiro ou início de março, o falo cresce mais e atinge o altar, fertilizando simbolicamente o útero antes da semeadura das culturas de primavera.

ANOS 30 E 40, EM ÉVORA | O BALNEÁRIO | António Galopim de Carvalho

À saída de Évora para Lisboa a cerca de 500 m da antiga Porta de Alconchel, o “balneário” ou como também de chamava o “Aquário das Bravas” (ver nota no final do texto) era um tanque de forma mais ou menos quadrada que a memória me diz ter uns 12 a 15 metros de largo, entre muros altos. Visto de fora mais parecia uma casa de um só piso e sem telhado, como hoje ainda se pode ver. Colado a um dos mais antigos chafarizes de Évora, o histórico Chafariz das Bravas (já documentado em finais do século XV) recebia dele a água que fazia as delícias dos adolescentes e de alguns homens, nos verões desses anos. Pouco fundo, dava para “ter pé” aos rapazes da minha geração. Mais seguro do que os pegos do Degebe, o afluente do Guadiana que mesmo nos verões secos represava alguma água nos sítios mais fundos, foi no balneário que muitos apenderam, sem escola e mal, a nadar de bruços ou às braçadas, mas o que mais rapidamente se aprendia era nadar “à cão”.
Este tanque foi a nossa piscina, mas diga-se, só para o sexo masculino e em cuecas, pois que calções de banho só um ou outro sabiam o que isso era. Não por regra estabelecida, mas pela imensa força dos bons costumes, raparigas e mulheres nem se aproximavam da porta. Foi preciso esperar cerca de duas décadas para se quebrar esse tabu, o que teve lugar com a inauguração, em 1964, das Piscinas Municipais.
Lembro-me que se falava do “tanque do Alexandre”, mas quase que só retive este nome. Tenho uma vaga ideia que era um daqueles tanques que havia nas quintas, destinados à rega, onde alguns iam nadar, ou melhor, iam meter-se na água.
Nota: – “Bravas” eram as mulheres que, na Idade Média, provocavam “arruídos” e zaragatas, uma espécie de “tendeiras” da minha geração. Em oposição às “Bravas”, existiu, nesse tempo, à porta de Alconchel, o “poço da Boa Mulher”

Retirado do Facebook | Mural de António Galopim de Carvalho

O cogumelo atómico em Hiroshima | 6 de agosto de 1945

O copiloto do Enola Gay, Tenente Robert A. Lewis, ao ver as dimensões do “cogumelo atômico”, gritou:
Deus do Céu! Olhem só para aquela filha da puta!

Ao escrever nos seus registros, no entanto, acho que tal expressão não ficaria bem nos livros de história, e escreveu outra frase: “Meu Deus, o que fizemos?”

 

a felicidade e a inocência | Luís Pedro Nunes

pode-se fotografar a felicidade e a inocência? sim. estava o Alfredo e eu a abrigar-nos de uma chuva quente na ilha de Bolama, Guiné, quando ele tirou esta foto. Das milhares de imagens que trouxe das nossas viagens há uma pureza encantada nesta coreografia que não me cansa e me atrai o olhar quase diariamente (tenho a foto numa parede em casa) . estes miúdos jogam à bola, à chuva, numa liberdade feliz. Riem com um riso tão solto e habituado a sair que sabemos que eles têm qualquer coisa que perdemos há muito. esta é a foto que capturou a felicidade a ser.

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Retirado do Facebook | Mural de Luís Pedro Nunes

VIYAN, une femme Kurde | Mural de René Leucart in “Facebook”

“Le verbe résister doit toujours se conjuguer au présent.”

(Lucie Aubrac)

Des centaines de femmes kurdes ont pris les armes contre Daesh et il est triste d’apprendre la mort d’une de ces combattantes d’autant que cette photo de Viyan Qamishlo a déjà figuré sur ce mur lors d’un précédent post… mais voilà cette jeune fille est morte sous les balles des djihadistes de Daesh à Manbij. Elle avait 22 ans et sa beauté m’avait déjà frappé. Elle a été tuée lors d’une opération militaire contre Daesh, il y a quatre jours. Il y a quelques années, elle disait à un journaliste : “Moi, je m’appelle VIYAN, cinq lettres V-I-Y-A-N, qui m’émeuvent au moment où je les prononce. Maintenant, je suis une autre, je suis une résistante. Je laisse derrière moi la jeune villageoise que j’étais. Maintenant je suis Viyan. Je vais bientôt rejoindre la montagne, commencer mon entraînement, apprendre le métier des armes et devenir une guerrière.” Viyan n’était pas son vrai prénom. Elle l’avait choisi pour rendre hommage à une autre combattante morte. Les femmes dans l’histoire militaire ont souvent eu un rôle actif en tant que combattantes, qu’auxiliaires des forces armées ou ouvrières dans les usines d’armement et de matériel militaire, espionnes, agents de renseignements, résistantes ou combattantes dans des mouvements de guérilla. Viyan vient de rejoindre les étoiles et la sienne brillera jusqu’à la fin des temps.

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APELO AOS AMIGOS DO EPHEMERA | José Pacheco Pereira

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Neste momento, o ritmo das ofertas e das aquisições semanais subiu muito, e tem havido um crescente número de voluntários para trabalhar no ARQUIVO / BIBLIOTECA. Torna-se necessário uma espécie de entreposto em Lisboa, onde se possa recolher material, dar-lhe um primeiro tratamento e organização e ter um posto de digitalização. Por isso, precisamos da cedência de um espaço que não precisa de ser muito grande, com condições mínimas para que se possa fazer estes trabalhos, ou pro bono, o que seria ideal para não agravar as despesas, ou com uma renda nominal. De nossa parte, podíamos fazer pequenas obras de manutenção, garantir os gastos de electricidade e água e cuidar da segurança do espaço. Há por toda a cidade espaços vazios, lojas e pequenos apartamentos vagos, que podem servir para este objectivo,. A acessibilidade é também importante. O período da cedência seria de cerca de dois anos.

Obrigado.

Bibliothèques numériques : faut-il tourner la page ?

BIBLIOTECA-VATICANO - 200Le terme même de bibliothèque on le trouve pour la première fois, en Grèce, au IVe siècle avant Jésus-Christ. Le terme de numérisation, en tout cas dans le grand public, on l’enregistre pour la première fois dans une vallée de Californie, il y a à peu près 25 ou 30 ans. Il se trouve qu’en ce début du 21e siècle l’improbable est en train de se produire : les bibliothèques du monde entier se numérisent, une page se tourne pour les bibliothèques. Une page ou plutôt, des milliers ou des millions. Un exemple : la bibliothèque de France, en 2010, a mis à disposition du public via sa bibliothèque en ligne Gallica 2, près de 400 000 documents imprimés, cela représente un peu plus de 45 millions de pages. Cela dit, numérisation oui, mais pourquoi, pour qui, pour quoi faire, pour relever quel défi ? Géopolitis décrypte ce moment, transmission du savoir, entre connaissances du passé et technologies de l’avenir.

http://enseigner.tv5monde.com/fle/bibliotheques-numeriques-faut-il-tourner-la-page

Fonte Luminosa | Lisboa

A fonte foi construída para celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade. Apesar de concebida originalmente em 1938, foi inaugurada apenas em 30 de Maio de 1948.

O projecto é dos irmãos Carlos Rebello de Andrade e Guilherme Rebello de Andrade e enquadra-se no estilo conservador, frequentemente apelidado Português Suave, dominante na década de 1940 ; as esculturas são da autoria de Maximiano Alves (Cariátides) e de Diogo de Macedo (Tejo e Tágides); os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas.

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“Bem-vindo” em japonês

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Muitos parabéns à Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, representada numa exposição a decorrer no Japão com o seu trabalho em calçada artística portuguesa. A oportunidade surgiu durante a visita às instalações da Escola de Midori Nakamura, japonesa a viver em Lisboa e a trabalhar na área do azulejo. O trabalho foi desenvolvido pelo formando Vítor Graça e inicialmente o pedido consistia em fornecer documentação escrita e fotografias de calçada. Porém, assumiu os contornos de um trabalho inédito e único até à data.

Viva Lisboa!

Retirado do Facebook, mural do Dr. Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Minde | Cursos de revitalização de línguas ameaçadas | Entre 11 e 15 de agosto e 18 e 23 de Agosto

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Dois cursos internacionais de verão dedicados à programação informática para línguas sem recursos digitais e à documentação e revitalização de línguas ameaçadas vão decorrer, no mês de agosto, em Minde, Alcanena, anunciou hoje a organização.

A escola de verão “Codificação para comunidades linguísticas” vai trabalhar na criação de respostas para a falta de hardware em línguas ameaçadas (por exemplo, teclados) e software (para transliteração e completação de texto, por exemplo) “para que os mais diversos idiomas possam ser utilizados no dia-a-dia sob recursos adequados”, disse à Lusa a presidente do Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social (CIDLeS).

Segundo Vera Ferreira, “das cerca de 7.000 línguas faladas atualmente no mundo uma língua morre, em média, por mês”, o que se deve, segundo a linguista, a uma “forte tendência de aprender e usar apenas as principais línguas, como inglês, alemão e francês, especialmente nas comunicações eletrónicas”.

O objetivo da escola de verão “é dar às pessoas a capacidade de usar a sua língua materna na comunicação eletrónica de todos os dias”, enfatizou, lembrando que o minderico, língua em extinção em Minde, tem hoje cerca de 100 falantes ativos, dos quais apenas 24 são falantes fluentes.

“É um exemplo de uma língua que está ameaçada e que necessita de novas ferramentas que a protejam e defendam, mantendo-a e expandindo-a por novas vias de comunicação”, disse.

A decorrerem entre os dias 11 e 15 de agosto e 18 e 23 de agosto, os cursos vão decorrer na Quinta da Malgueira, em Minde, e vão contar com a participação de mais de 70 alunos, investigadores e professores de países como o Japão, Austrália, Camarões, Índia, Noruega, Nigéria, Alemanha, Islândia e Estados Unidos da América.

Michelangelo Caravaggio, “The Crowning with Thorns”

Crown of Thorns attributed to Michelangelo Merisi, Caravaggio (1602)

  • Michelangelo Merisi da Caravaggio foi um pintor italiano atuante em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre 1593 e 1610. É normalmente identificado como um artista barroco, estilo do qual foi o primeiro grande representante. Wikipédia

Leon Trotsky por Robert Capa

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O fotógrafo húngaro nascido em Budapeste, Robert Capa, tornou-se famoso ao fotografar Leon Trotsky durante um congresso do Partido Comunista em Copenhagem, em 1931. O fato de ser judeu obrigou Capa a deixar a Alemanha, onde ele trabalhava como fotojornalista na maior agência de fotografia da época, a “Dephot”, e mudar-se para Paris em 1932 por causa do surgimento do nazismo. Capa é reconhecido como o mais importante fotógrafo de guerra da primeira metade do século 20. Documentou a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa (em Londres, na Itália, a Batalha da Normandia em Omaha Beach – Dia D, e a libertação de Paris), a Segunda Guerra no Norte da África, a Guerra árabe-israelense de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina. Morreu ali, na Guerra da Indochina, em 1954, ao pisar sobre uma mina terrestre. Robert Capa era um pseudônimo que o fotógrafo, cujo nome verdadeiro era Endre Ernő Friedmann, criou com Gerda Taro, sua primeira namorada e também fotógrafa-produtora, em 1934.

Dresden | II Guerra Mundial

 

A view taken from Dresden’s town hall of the destroyed Old Town after the allied bombings between February 13 and 15, 1945. Some 3,600 aircraft dropped more than 3,900 tons of high-explosive bombs and incendiary devices on the German city. The resulting firestorm destroyed 15 square miles of the city center, and killed more than 22,000. (Walter Hahn/AFP/Getty Images).

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Lisboa eleita a quarta cidade mais bela do mundo

Lisboa foi considerada a quarta cidade mais bonita do mundo. A capital portuguesa está no top 10 das cidades mais belas do planeta, elaborado pelo site de viagens “Urban City Guides”.

A liderar a tabela está Veneza, seguindo-se Paris e Praga. Lisboa surge no quarto posto, sendo destacada como uma das cidades mais cénicas do mundo, com os seus miradouros, colinas e ruas pitorescas. Uma cidade de “uma beleza sem esforço com detalhes cativantes”, define o site.

O Rio de Janeiro aparece em quinto lugar, seguido de Amesterdão, Florença e Roma. Os nono e décimo postos são ocupados por Budapeste e Bruges, respectivamente.

No mesmo site, Portugal também aparece no top dos 10 países mais bonitos, conquistando o sexto lugar, atrás da Itália, que lidera a lista, da Espanha, da Austrália e da Grécia. Estados Unidos, Brasil, África do Sul e Alemanha completam os restantes cinco lugares do top.

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4 kms – distância entre a Rússia e os Estados Unidos da América

As remotas ilhas Diomedes, no estreito de Bering, são separadas por uma faixa de água que fica congelada durante boa parte do ano, permitindo a passagem a pé entre elas. A Grande Diomedes, ou Ratmanov, é o ponto mais oriental da Rússia, e a Diomedes Menor, ou Pequena Diomedes, é o território mais a oeste dos Estados Unidos. Como, durante a Guerra Fria, os nativos das ilhas não podiam circular entre elas, a área ficou conhecida como “Cortina de Gelo”.

Após o final da Segunda Guerra Mundial, todos os nativos da ilha russa de Grande Diomedes foram transferidos para o continente, e somente na Pequena Diomedes se manteve um minúsculo povoado, que até hoje permanece e, com suas poucas dezenas de habitantes, é considerado um dos locais mais isolados do planeta.

No estreito de Bering, a oeste, a Grande Diomedes, ou Ratmanov; a leste, a Diomedes Menor. Entre Rússia e Estados Unidos, apenas 4 quilômetros

No estreito de Bering, a oeste, a Grande Diomedes, ou Ratmanov; a leste, a Diomedes Menor. Entre Rússia e Estados Unidos, apenas 4 quilômetros

O que torna as Diomedes ainda mais interessantes é que exatamente entre as duas ilhas passa a Linha Internacional de Mudança de Data, criando uma diferença de fusos horários de nada menos de 24 horas, numa distância de 4 quilômetros. Na Grande Diomedes é o dia seguinte à data da Diomedes Menor.

Existe há anos um projeto de construção de uma ponte intercontinental que passaria pelas duas ilhas e ligaria o Alasca ao Extremo Oriente russo.

 

And that’s the way it was: April 8, 1904 | Longacre Square is renamed Times Square after The New York Times

Ninety-nine years ago today, the city center in Midtown Manhattan, formerly known as Longacre Square, was officially redubbed “Times Square.”

In April 1904, The New York Times moved its operations to the newly constructed Times Building—then the second tallest building in the city—on 42nd Street at Longacre Square. Times publisher Adolph S. Ochs convinced Mayor George McClellan to build a subway station there and rename the area for his newspaper. (Three weeks later, as if carrying out some bit of genetic code, the first electrified ad appeared on the side of a bank at 46th Street and Broadway.)

The Times modestly published a story about the rededication the following day.

On December 31 of that year, Ochs began the tradition of celebrating New Year’s Eve at Times Square. And three years later, the famous Times Square Ball drop from the roof of the Times Building, known simply today as One Times Square, was added to the annual jamboree.

Here’s a picture of what Times Square looked like way back then:

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