Poema | INVICTUS | William Ernest Henley | Poema de Inspiração de Nelson Mandela in Revista Pazes

Willian Ernest Henley, ao escrever o poema abaixo, jamais sonharia que os seus versos poderiam inspirar um homem com grandeza de Nelson Mandela a suportar, por vinte e sete anos, o cativeiro, condenado por sua luta contra o apartheid.

INVICTUS

William Ernest Henley

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

——

INVICTO

William Ernest Henley

Da noite escura que me cobre,
Como uma cova de lado a lado,
Agradeço a todos os deuses
A minha alma invencível.

Nas garras ardis das circunstâncias,
Não titubeei e sequer chorei.
Sob os golpes do infortúnio
Minha cabeça sangra, ainda erguida.

Além deste vale de ira e lágrimas,
Assoma-se o horror das sombras,
E apesar dos anos ameaçadores,
Encontram-me sempre destemido.

Não importa quão estreita a passagem,
Quantas punições ainda sofrerei,
Sou o senhor do meu destino,
E o condutor da minha alma.

Declamado por Alan Bates – 2 vídeos – em inglês sem e com tradução – ver ambos

https://www.revistapazes.com/invictus-o-poema-que-inspirou-nelson-mandela-em-seus-27-anos-de-de-prisao/

Amigo da humanidade | Rui Tavares in “Público”

Toda a gente sabe porque gosta de Mandela. Mas, mesmo que fosse possível ler os milhares de textos que sobre ele se escreveram nos últimos dias, seria difícil entender o porquê do porquê.

A minha hipótese: Mandela violava as principais regras da cultura política dominante. Por isso, mais do que admirá-lo enquanto político que conseguiu coisas boas, adorámo-lo como algo mais do que isso.

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Não matem de novo Mandela | Daniel Oliveira in “Arrastão”

A melhor forma de anular um homem, e em especial um político, é torná-lo consensual. Depois da morte física mata-se, pelo elogio desmesurado e vazio de conteúdo, a memória política. É isso e apenas isso que me irrita no kumbaia internacional em torno de Mandela, transformado numa personagem romântica de Hollywood, com a vida quase resumida ao apoio que deu à seleção nacional de Rugby e ao olhar bondoso dum velhinho simpático.

Mandela foi um revolucionário. Considerado um radical e um terrorista por grande parte do ocidente e pela generalidade da direita europeia. Isto quase até às vésperas de ser libertado – ou seja, durante quase toda a sua longa existência.

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Mandela – O Rebelde Exemplar

Mandela

Mandela contado aos jovens, porque é importante não esquecer.

A primeira biografia completa de Nelson Mandela, especialmente pensada para jovens, escrita pelo jornalista António Mateus, o maior especialista português na vida e obra deste grande homem que inspira o mundo.

Mandela, criança e adolescente rebelde, Mandela, incansável trabalhador na luta pelo seu próprio futuro e pelo dos seus concidadãos, nas luta pelos direitos básicos, Mandela, o sedutor, o marido ausente, o pai. Mandela, o guerrilheiro, Mandela, o preso político mais famoso do mundo. Mandela, o sofredor que ninguém quebrou. Mandela, o ser humano que cresceu toda a vida em sabedoria e transmitiu ao mundo o conceito mais rico da filosofia africana: Ubuntu. Mandela, o Nobel da Paz que soube ultrapassar cor, raça, religião e diferenças culturais ou políticas para ser um exemplo para o mundo.

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