Português ganha força no mundo e já é visto como língua de futuro, in LUSA e TVI

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou que a língua portuguesa permite construir pontes entre centenas de milhões de falantes na Comunidade dos Países e Língua Portuguesa (CPLP) e em todos os cantos do planeta.

“Comemoramos hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Plural, diversa e aberta ao mundo, renova-se continuamente e permite construir pontes entre centenas de milhões de falantes, na CPLP e em todos os cantos do planeta”, disse Luís Montenegro numa mensagem na rede social X.

Na mensagem, o primeiro-ministro realçou igualmente que esta une todos os que a têm como língua materna e aqueles que em dezenas de países a aprendem em todos os níveis de ensino.

“São em número crescente, porque a nossa é uma língua de futuro: a ciência, a cultura, a economia e a inovação globais falam cada vez mais português. Viva a Língua Portuguesa!”, sublinhou Luís Montenegro.

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Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca com Donald Trump

Lula chegou na Casa Branca e fez algo que poucos líderes do mundo conseguem fazer diante de Donald Trump: deixou a conversa completamente aberta. Segundo relatos do encontro, o presidente brasileiro teria dito que estava disposto a discutir qualquer assunto. E isso parece simples, mas na diplomacia internacional não é. Porque grandes líderes não entram numa reunião desse tamanho sem controle emocional, sem preparo e sem confiança política. Quando Lula faz isso diante de Trump, ele passa uma mensagem muito clara: ele não chegou ali pressionado, chegou como alguém que entende o próprio peso internacional.

E talvez tenha sido exatamente isso que mudou completamente o clima do encontro. Trump, conhecido por endurecer reuniões e testar líderes o tempo inteiro, chamou Lula de “dinâmico” depois de quase três horas de conversa. Isso diz muito. Porque Trump dificilmente entrega elogios políticos gratuitamente, ainda mais para um líder latino-americano que possui posições diferentes das dele em vários temas internacionais. Mas durante esse encontro, o clima foi outro. Teve tapete vermelho, almoço reservado, conversa longa, elogios públicos e até um recuo importante sobre Cuba depois da reunião. Tudo isso junto começa a desenhar uma imagem muito forte do tamanho diplomático que Lula conseguiu construir.

O mais interessante é que Lula não apareceu como alguém tentando agradar os Estados Unidos. A sensação foi justamente o contrário. Ele apareceu como um articulador experiente, alguém que consegue conversar com Rússia, China, Irã, Europa e ao mesmo tempo sentar na Casa Branca e manter diálogo direto com Trump. E é exatamente isso que transforma um presidente em protagonista internacional. Não é gritar mais alto. É conseguir entrar em qualquer mesa do mundo e ser ouvido com respeito.

No fim, o encontro deixou uma percepção muito forte nos bastidores da política internacional: Lula foi tratado como um líder global de verdade. E quando até Donald Trump muda o tom, elogia publicamente e mantém portas abertas depois de um encontro tão delicado, o mundo inteiro percebe que existe ali um nível de influência que não se constrói da noite para o dia. Política internacional é linguagem, gesto, ambiente e sinal. E os sinais desse encontro foram enormes.

“Somos a redação atual da VISÃO e queremos continuar a fazer a revista.” 

“Somos a redação atual da VISÃO e queremos continuar a fazer a revista.” Foi assim que nos apresentámos nesta plataforma, a 8 de janeiro, ao lançar a campanha “Continuar a VISÃO com os jornalistas que a fazem”. Em menos de 10 dias, como se recordam, alcançámos o objetivo inicial de 200 mil euros. Agora, exatamente quatro meses depois do início desta campanha, esse valor já é muito superior e temos uma novidade importante para partilhar: este grupo já se constituiu oficialmente como sociedade comercial, detida integralmente pelos jornalistas que a compõem e com o nome de MIL – MAIS VISÃO PELA IMPRENSA LIVRE, LDA.

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O BÓSON DE HIGGS: A PARTÍCULA QUE DÁ MASSA AO UNIVERSO, in Facebook

Você já se perguntou por que tudo ao seu redor tem massa?

A resposta pode estar em uma das descobertas mais fascinantes da física moderna: o bóson de Higgs.

Essa partícula está ligada ao chamado “campo de Higgs”, uma espécie de energia invisível que preenche todo o universo. Quando outras partículas interagem com esse campo, elas adquirem massa — ou seja, é isso que permite que a matéria exista como conhecemos.

Em 2012, cientistas conseguiram comprovar sua existência no Grande Colisor de Hádrons, marcando um dos maiores avanços da história da ciência. Sem o bóson de Higgs:

Não existiriam átomos como conhecemos

Não haveria estrelas, planetas… nem você

O universo seria completamente diferente

Essa descoberta não só confirmou teorias fundamentais da física, como também abriu portas para entender melhor os mistérios do cosmos.

Agora pense:

Se existe um campo invisível moldando a matéria… o que mais pode estar além daquilo que conseguimos ver?

#Ciência #Física #Universo #BósonDeHiggs #mistérios

Tempo de Planck | O instante de tempo mais pequeno da Física

Todos nós vivemos dentro do tempo. Medimos o tempo em anos, meses, horas, segundos. Os relógios mais precisos do mundo conseguem medir bilionésimos de segundo.

Mas a física tem um limite muito mais profundo: um instante tão pequeno que, por baixo dele, o tempo, tal como o entendemos, deixa simplesmente de ter significado. Chama-se tempo de Planck e tem aproximadamente 5,39 x 10⁻⁴⁴ segundos. Para o escrever em decimal, seria necessário colocar o zero, a vírgula decimal e, em seguida, 43 zeros antes do primeiro dígito significativo.

É uma quantidade tão pequena que não existe nenhuma analogia quotidiana que lhe faça justiça. Este valor não é arbitrário. Surge da combinação das três constantes fundamentais mais importantes da física: a velocidade da luz, a constante gravitacional de Newton e a constante de Planck, que descreve a escala do mundo quântico. Quando estas três constantes são combinadas para formar uma unidade de tempo, o resultado é o tempo de Planck.

RELATÓRIO DA CIA MINA PLANOS DE TRUMP DE BLOQUEIO AO IRÃO, in DN

Relatório da CIA mina planos de bloqueio aos portos iranianos

Documento dos serviços de informações dos EUA aponta capacidade de resistência ao bloqueio de, no mínimo, 90 a 120 dias sem causar graves problemas económicos ao Irão.

O presidente dos Estados Unidos tem repetido a ideia de que o tempo joga a seu favor e de dispor de todas as cartas. A abrupta suspensão do ‘Projeto Liberdade’ para a passagem dos navios bloqueados no Golfo Pérsico, horas depois de ter sido anunciado pelo próprio, dá indicações contrárias. A revelação de um relatório da agência de segurança e de informações CIA de que o regime iraniano pode resistir ao choque do bloqueio aos seus portos por mais de três meses são mais más notícias para Donald Trump, tendo em conta a perspetiva da continuidade da alta de preços da energia e o calendário eleitoral doméstico. O documento também demonstra que o Irão mantém intactas as suas capacidades letais.

A notícia, do Washington Post, levanta mais dúvidas sobre como podem os Estados Unidos terminarem os “confrontos” – como Trump descreveu a guerra – com o Irão de uma maneira satisfatória. Uma análise realizada pelos diferentes serviços de informações norte-americanos para a CIA e entregue à administração Trump conclui que o Irão tem capacidade para se manter à tona sem graves problemas económicos pelo menos durante três a quatro meses, apesar do bloqueio naval dos Estados Unidos aos seus portos. Teerão terá tomado medidas para impedir que os poços de petróleo se mantenham funcionais, ao reduzir os fluxos de extração, por um lado, e ao armazenar parte da produção em petroleiros, por outro.

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Stephen Hawking | Buracos Negros

Durante muito tempo, acreditou-se que um buraco negro era uma armadilha sem saída. Que tudo o que nele caísse desaparecia para sempre. Então, Stephen Hawking surgiu e mudou essa ideia.

Em 1974, Hawking propôs que os buracos negros emitem energia lenta e continuamente e que, com o tempo, evaporam. Isto é conhecido como radiação de Hawking.

A ideia surge da combinação da relatividade geral com a mecânica quântica. À escala quântica, o vácuo não é completamente vazio: pares de partículas aparecem constantemente na orla do buraco negro. Quando uma escapa e a outra cai, o buraco negro perde energia. E se perde energia, perde massa. E se perde massa continuamente, acaba por desaparecer.

Para buracos negros supermassivos, este processo demoraria um tempo incomparavelmente maior do que a idade do universo. Para os mais pequenos, seria mais rápido, com uma explosão final de energia quando evaporam completamente.

A fórmula da imagem, a equação de entropia de Bekenstein-Hawking, foi uma das primeiras pontes matemáticas entre a gravidade e a física quântica. Continua a ser um dos resultados mais profundos da física teórica.

Carlos Brito. Rompeu com Cunhal para se afastar de Lenine, in Observador

No dia da Revolução dos Cravos, Carlos Brito encontrava-se em Lisboa onde era o responsável local pela estrutura do PCP. Por estar na clandestinidade, a queda do Estado Novo representou para ele um “dia espantoso”. “Antes, não podia ver a família, os amigos. O 25 de Abril foi para mim uma dupla ou tripla libertação”, relembrou em 2021.

Durante os primeiros anos do PCP em democracia, Carlos Brito confirmou a sua influência no seio do partido. Foi um dos 230 deputados constituintes, sendo eleito pelo círculo do distrito de Faro. Sobre essas primeiras eleições em democracia, reconheceu o “espanto enorme” que foi o curto resultado eleitoral dos comunistas (12,5%), muito longe do PPD de Francisco Sá Carneiro (26,4%) e ainda mais do PS de Mário Soares (37,9%). A expectativa era assumidamente outra, depois da “avalanche” de inscrições na sequência do golpe militar e da facilidade que o PCP tinha em mobilizar apoiantes para as ruas.

Ainda assim, o empenho de Carlos Brito na representação do partido não seria, por enquanto, abalado. Foi eleito deputado nas seis eleições legislativas seguintes, desde 1976 a 1991, tendo liderado a bancada parlamentar dos comunistas durante 15 anos. Apesar de ter ocupado um lugar central na estrutura do PCP ao longo destes anos, garante que mantinha a capacidade de divergir da linha oficial do partido. “Quando divergia, aceitava sempre, no entanto, a decisão da maioria. Defendi muitas vezes, na Assembleia da República e noutras instâncias, soluções e opções com as quais não estavam de acordo.”

Se o debate era “franco e aberto” no grupo parlamentar comunista, o “mérito” era de Carlos Brito, defendeu Vital Moreira numa crónica que dedicou ao amigo em 2021. Este outro dissidente do PCP, que foi vice-líder da bancada de Brito durante sete anos, destacou também a sua “convicta dedicação à frente parlamentar, quando o partido a menosprezava”.

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