FESTA DO DIVINO ESPIRITO SANTO | MINDE | 22 + 23 + 24 MAIO 2026 | PROJECTO 86

Chegou o momento de parar, olhar para trás e abrir os nossos corações.

A Festa do Divino Espírito Santo que realizámos foi muito mais do que uma celebração, foi a prova viva do que acontece quando um grupo (mesmo com apenas 16 festeiros) se une com amizade, compromisso, respeito, dedicação e fé. Ver o Pavilhão Ana Sonça repleto como poucas vezes esteve, sentir aquela energia de milhares de pessoas vindas de perto e de longe, foi algo que ficará gravado para sempre na memória e na alma de todos nós.

Levámos o nome de Minde a sítios distantes. Mostrámos ao mundo o bom que aqui se faz, a proatividade e iniciativa que nos define enquanto Mindericos, a alegria genuína que partilhamos. E mais importante do que isso: trouxemos sorrisos, fortalecemos amizades antigas, criámos novos laços e provámos que, juntos somos capazes de fazer o que muitos pensavam ser impossível.

Nada disto seria possível sem a entrega incansável de cada um de vós. Um agradecimento à Câmara Municipal de Alcanena, Junta de Freguesia de Minde, às associações locais, a todos os nossos parceiros e patrocinadores, e especialmente à Comissão da Fabriqueira da Igreja de Minde, que trabalhou de alma e coração para nos proporcionar as condições necessárias para a realização desta festa. A todos os nossos familiares e amigos que sempre estiveram presentes, que deram horas, suor, incentivo e carinho. Vocês são a verdadeira força desta festa e sem vocês não tínhamos conseguido fazer o que fizemos.

Este ano provámos mais uma vez, que esse espírito de união, esforço e dedicação continua vivo e mais forte do que nunca dentro de um grupo que se conhece desde a infância. Estavam ali os nossos verdadeiros amigos de sempre, e foi isso que tornou estes dias tão especiais.

Que o Divino Espírito Santo continue a abençoar Minde e todos aqueles que fazem desta terra um lugar tão especial.

Com o coração cheio de gratidão, e os olhos com lágrimas.

Por alguma razão, também todos vós são agora 86.

A Comissão

Projecto 86

“Estamos a entrar numa sociedade em que podemos deixar de acreditar em qualquer coisa”, por Adolfo Mesquita Nunes, in DN

No Fórum do Atlântico Futuro Adolfo Mesquita Nunes alertou para os riscos da inteligência artificial, dos algoritmos e das redes sociais, para a democracia e para a própria ideia de verdade.

Adolfo Mesquita Nunes foi o convidado da mais recente sessão do Fórum do Atlântico Futuro, iniciativa que reúne mensalmente em Cascais personalidades de diferentes áreas para refletir sobre os grandes temas que moldam o presente e o futuro das sociedades. Advogado, comentador e antigo secretário de Estado do Turismo entre 2013 e 2015, Mesquita Nunes tem-se afirmado ao longo da última década como uma voz regular no debate público português, intervindo frequentemente sobre democracia, instituições, economia e tecnologia. Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, integrou o governo liderado por Pedro Passos Coelho e manteve, desde então, uma intensa participação na esfera pública através de conferências, universidades e espaços de análise política. Foi precisamente nesse cruzamento entre política, tecnologia e sociedade que situou a sua intervenção no Fórum do Atlântico Futuro, escolhendo refletir sobre aquilo que considera ser um dos desafios mais profundos da atualidade: o impacto da inteligência artificial na democracia.

A partir desse ponto de partida desenvolveu uma reflexão extensa sobre a forma como os algoritmos e as plataformas digitais estão a transformar a maneira como os cidadãos se informam, formam opiniões e se relacionam com o espaço público.

Para Mesquita Nunes, a transformação começa num gesto aparentemente banal: o momento em que cada pessoa abre o telemóvel para consultar informação. “Se tivéssemos de pensar hoje onde começa a nossa imagem do mundo, aquilo que pensamos sobre as coisas, a resposta será inevitavelmente o telemóvel”, afirmou. A maioria das pessoas, explicou, inicia o dia mergulhando num fluxo contínuo de conteúdos digitais. “Abrimos o telemóvel e vemos um conjunto de coisas: notícias, artigos, vídeos, sátiras, influenciadores. Nem tudo é notícia, mas tudo ajuda a formar a nossa opinião sobre o mundo.” Este consumo permanente de conteúdos cria uma forma de relação com a informação muito diferente daquela que caracterizou grande parte do século XX.

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Papa pede “desarmamento” da inteligência artificial para “impedir que domine a humanidade”, in DN/LUSA

Leão XIV alerta para quando os sistemas, “apresentando-se como neutros e objetivos, refletem e reforçam estereótipos ou posições ideológicas daqueles que os projetaram e programaram”.

O Papa Leão XIV apela ao “desarmamento” da inteligência artificial (IA) para “impedir que esta domine a humanidade” na sua primeira encíclica, divulgada esta segunda-feira, 25 de maio, que é dedicada à proteção da dignidade humana na era da IA.

Na encíclica “Magnifica Humanitas”, o Papa afirma que as inovações tecnológicas não são neutras, podendo “aumentar a participação e a justiça”, mas também “ampliar as desigualdades, o controlo e a exclusão”, alertando para o perigo da IA “se concentrar nas mãos de poucos”.

No primeiro grande documento do seu pontificado, de 110 páginas, Leão XIV aborda um dos principais desafios da atualidade, apelando a “uma ordem social justa na era digital”, com um “quadro jurídico adequado”, “regras justas” e “mecanismos de proteção eficazes”.

Alertando para “usos claramente anti-humanos” da IA, “como a manipulação da informação ou a violação da privacidade”, chama também a atenção para um engano mais subtil, quando os sistemas, “apresentando-se como neutros e objetivos, refletem e reforçam estereótipos ou posições ideológicas daqueles que os projetaram e programaram”.