Conservadores querem novo espaço à direita, mas nem todos clamam por Passos Coelho, in Expresso

Centristas e sociais-democratas declaram-se “órfãos” por não se reverem em nenhum partido atual. Passos Coelho é visto, por uns, como “federador das direitas”, mas há também quem prefira um caminho “anti-Chega”

Orfandade política foi o sentimento partilhado por Nuno Gonçalo Poças, Pedro Gomes Sanches e Francisco Mendes da Silva em artigos de opinião escritos na semana passada. Centristas e sociais-democratas concordam que o PSD, o CDS, o Chega e a Iniciativa Liberal não representam muitos dos eleitores da direita conservadora e, por isso, há espaço para algo  ou alguém  surgir. A discordância está na figura que deve liderar esse novo capítulo – e no posicionamento que esse capítulo poderia assumir.

“Temos dois partidos [PSD e PS] exaustos, clientelares, com casos de corrupção, hesitantes e que partilham da mesma raiz social-democrata”, diz ao Expresso Pedro Gomes Sanches, que foi adjunto no Governo de Pedro Passos Coelho e que escreveu sobre a “falta” de uma “direita popular conservadora”, mesmo que isso signifique contrariar a sua “desconfiança” face a novos partidos. Gomes Sanches chega a dar o nome de “Partido Popular Conservador”, num claro aceno a quem gostaria de ver regressar à política ativa: Pedro Passos Coelho“É o federador das direitas, é quem tem o capital político e moral para levar avante a agenda reformista”, vinca, apesar de manter as expectativas baixas quanto a uma eventual anuência do ex-líder do PSD.

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FESTA DO DIVINO ESPIRITO SANTO | MINDE | 22 + 23 + 24 MAIO 2026 | PROJECTO 86

Chegou o momento de parar, olhar para trás e abrir os nossos corações.

A Festa do Divino Espírito Santo que realizámos foi muito mais do que uma celebração, foi a prova viva do que acontece quando um grupo (mesmo com apenas 16 festeiros) se une com amizade, compromisso, respeito, dedicação e fé. Ver o Pavilhão Ana Sonça repleto como poucas vezes esteve, sentir aquela energia de milhares de pessoas vindas de perto e de longe, foi algo que ficará gravado para sempre na memória e na alma de todos nós.

Levámos o nome de Minde a sítios distantes. Mostrámos ao mundo o bom que aqui se faz, a proatividade e iniciativa que nos define enquanto Mindericos, a alegria genuína que partilhamos. E mais importante do que isso: trouxemos sorrisos, fortalecemos amizades antigas, criámos novos laços e provámos que, juntos somos capazes de fazer o que muitos pensavam ser impossível.

Nada disto seria possível sem a entrega incansável de cada um de vós. Um agradecimento à Câmara Municipal de Alcanena, Junta de Freguesia de Minde, às associações locais, a todos os nossos parceiros e patrocinadores, e especialmente à Comissão da Fabriqueira da Igreja de Minde, que trabalhou de alma e coração para nos proporcionar as condições necessárias para a realização desta festa. A todos os nossos familiares e amigos que sempre estiveram presentes, que deram horas, suor, incentivo e carinho. Vocês são a verdadeira força desta festa e sem vocês não tínhamos conseguido fazer o que fizemos.

Este ano provámos mais uma vez, que esse espírito de união, esforço e dedicação continua vivo e mais forte do que nunca dentro de um grupo que se conhece desde a infância. Estavam ali os nossos verdadeiros amigos de sempre, e foi isso que tornou estes dias tão especiais.

Que o Divino Espírito Santo continue a abençoar Minde e todos aqueles que fazem desta terra um lugar tão especial.

Com o coração cheio de gratidão, e os olhos com lágrimas.

Por alguma razão, também todos vós são agora 86.

A Comissão

Projecto 86

Papa pede “desarmamento” da inteligência artificial para “impedir que domine a humanidade”, in DN/LUSA

Leão XIV alerta para quando os sistemas, “apresentando-se como neutros e objetivos, refletem e reforçam estereótipos ou posições ideológicas daqueles que os projetaram e programaram”.

O Papa Leão XIV apela ao “desarmamento” da inteligência artificial (IA) para “impedir que esta domine a humanidade” na sua primeira encíclica, divulgada esta segunda-feira, 25 de maio, que é dedicada à proteção da dignidade humana na era da IA.

Na encíclica “Magnifica Humanitas”, o Papa afirma que as inovações tecnológicas não são neutras, podendo “aumentar a participação e a justiça”, mas também “ampliar as desigualdades, o controlo e a exclusão”, alertando para o perigo da IA “se concentrar nas mãos de poucos”.

No primeiro grande documento do seu pontificado, de 110 páginas, Leão XIV aborda um dos principais desafios da atualidade, apelando a “uma ordem social justa na era digital”, com um “quadro jurídico adequado”, “regras justas” e “mecanismos de proteção eficazes”.

Alertando para “usos claramente anti-humanos” da IA, “como a manipulação da informação ou a violação da privacidade”, chama também a atenção para um engano mais subtil, quando os sistemas, “apresentando-se como neutros e objetivos, refletem e reforçam estereótipos ou posições ideológicas daqueles que os projetaram e programaram”.