Manhã de Poesia, William Shakespeare e F. Scott Fitzgerald

Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia.

William Shakespeare

In the end, we’re all just humans, and love, only love, can heal our brokenness.

Et à la fin, nous sommes tous juste des humains, et l’amour, seul l’amour peut guérir notre brisement.

Y al final, todos somos humanos, y el amor, solo el amor puede sanar nuestro quebrantamiento.

E no final, todos nós somos apenas humanos, e o amor, somente o amor pode curar nosso quebrantamento.

F. Scott Fitzgerald

“Estamos a entrar numa sociedade em que podemos deixar de acreditar em qualquer coisa”, por Adolfo Mesquita Nunes, in DN

No Fórum do Atlântico Futuro Adolfo Mesquita Nunes alertou para os riscos da inteligência artificial, dos algoritmos e das redes sociais, para a democracia e para a própria ideia de verdade.

Adolfo Mesquita Nunes foi o convidado da mais recente sessão do Fórum do Atlântico Futuro, iniciativa que reúne mensalmente em Cascais personalidades de diferentes áreas para refletir sobre os grandes temas que moldam o presente e o futuro das sociedades. Advogado, comentador e antigo secretário de Estado do Turismo entre 2013 e 2015, Mesquita Nunes tem-se afirmado ao longo da última década como uma voz regular no debate público português, intervindo frequentemente sobre democracia, instituições, economia e tecnologia. Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, integrou o governo liderado por Pedro Passos Coelho e manteve, desde então, uma intensa participação na esfera pública através de conferências, universidades e espaços de análise política. Foi precisamente nesse cruzamento entre política, tecnologia e sociedade que situou a sua intervenção no Fórum do Atlântico Futuro, escolhendo refletir sobre aquilo que considera ser um dos desafios mais profundos da atualidade: o impacto da inteligência artificial na democracia.

A partir desse ponto de partida desenvolveu uma reflexão extensa sobre a forma como os algoritmos e as plataformas digitais estão a transformar a maneira como os cidadãos se informam, formam opiniões e se relacionam com o espaço público.

Para Mesquita Nunes, a transformação começa num gesto aparentemente banal: o momento em que cada pessoa abre o telemóvel para consultar informação. “Se tivéssemos de pensar hoje onde começa a nossa imagem do mundo, aquilo que pensamos sobre as coisas, a resposta será inevitavelmente o telemóvel”, afirmou. A maioria das pessoas, explicou, inicia o dia mergulhando num fluxo contínuo de conteúdos digitais. “Abrimos o telemóvel e vemos um conjunto de coisas: notícias, artigos, vídeos, sátiras, influenciadores. Nem tudo é notícia, mas tudo ajuda a formar a nossa opinião sobre o mundo.” Este consumo permanente de conteúdos cria uma forma de relação com a informação muito diferente daquela que caracterizou grande parte do século XX.

Continuar a ler