DiEM25 | Estamos a ficar políticos!

No passado fim-de-semana foi o 60ª aniversário da EU. Num palco em Roma, repleto de líderes progressistas de toda a Europa, revelámos o nosso New Deal Europeu, um programa económico para salvar a Europa de si mesma.

Além disto, para surpresa de grande parte dos meios de comunicação social mundiais fizemos um convite público a atores políticos, movimentos e grupos em toda Europa para levar este New Deal Europeu a votação.

É isso mesmo: um ano após a participação na conversa global sobre como salvar a EU, estamos agora a organizar-nos para o fazer acontecer!

(Se não conseguiste estar presente no nosso magnífico encontro em no Teatro Itália de Roma – vê  este vídeo)

Vítor, temos muito trabalho nos próximos meses, visto que caminhamos para uma nova fase. Enquanto membros do DiEM25 temos todos de discutir como atrair a mais vasta aliança de democratas por detrás do New Deal Europeu, e torná-lo realidade.

Depois, a 25 de Maio, juntar-nos-emos novamente em Berlin no Teatro Volksbühne local de nascimento do DiEM25’s) onde iremos anunciar o quadro de referência para levar o trabalho do nosso movimento para as atuais políticas da união.

Este é o nosso movimento. Precisamos de tantas vozes e propostas quanto possível para trazer a mudança à Europa. Por favor junta-te a esta discussão fulcral e guia o DiEM25 para esta nova fase entusiasmante.

Obrigada e carpe DiEM25!

Luis Martín
DiEM25 Coordenador de Comunicação

PS – Como as eleições presidenciais francesas – essenciais para o futuro da EU – estão ao dobrar da esquina, tivemos uma discussão animada (liderada pelos nossos membros franceses) sobre a qual deverá ser a nossa posição a esse respeito. Vê este documento informativo para saber mais sobre as conclusões e decide a posição do DiEM25 mediante votação (a votação termina à meia noite de dia 11 de Abril!).

Mas afinal o que assinaram em Roma há 60 anos? | Rui Tavares in “Jornal Público”

A UE é um dos mais livres e iguais espaços de cidadania. Isso já não é coisa pouca e deveria aconselhar-nos a cuidar da sua preservação e aprofundamento.

O atual Tratado da União Europeia foi negociado num convento belga. A primeira versão, que mais tarde seria tantas vezes emendada até ao Tratado de Lisboa, foi terminada no início de 1957. Escolheu-se um local e uma data — Roma, 25 de março — para a sua assinatura por três presidentes e três monarcas dos seis países fundadores da UE.

Tomadas estas decisões, um funcionário da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço foi metido num comboio a partir do Luxemburgo. Levava com ele o texto do tratado e as máquinas de mimeografia que então se usavam para imprimir as cópias que seriam solenemente assinadas em Itália. Mas quando chegou à fronteira da Suíça este primeiro eurocrata ouviu um barulho na sua carruagem que prenunciava o pior. Sem que ninguém se tivesse lembrado disso, havia então uma lei suíça que determinava que as carruagens de mercadorias e as de passageiros fossem separadas e seguissem caminhos diferentes. O pobre homem lá perdeu um tempo precioso a localizar as máquinas de mimeografia e chegou à capital italiana já muito próximo da data da assinatura do tratado.

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Avec espoir et célébration | Avaaz

Quelque chose de fantastique vient de se produire. Le “Trump” des Pays-Bas, Geert Wilders, vient d’être battu aux élections, alors qu’il était en tête de la course électorale jusqu’au dernier moment!

Wilders avait promis de faire fermer toutes les mosquées, de faire sortir les Pays-Bas de l’Union européenne et d’interdire le Coran. Après Trump et le Brexit, le monde entier avait les yeux rivés sur les Pays-Bas: l’extrême-droite allait-elle poursuivre sa terrifiante trajectoire?

Mais en fin de compte, le peuple néerlandais a voté pour l’espoir au lieu de la haine. La marée de politiques fascisantes commence enfin à refluer! Notre mouvement était au coeur de cet effort: de quelle manière?

20 000 manifestants, 500 km en bus, une vidéo virale visionnée 5 millions de fois, une annonce publicitaire vue par 300 000 personnes, et tout un mouvement uni contre la haine.

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Historiadores Sem Fronteiras | Erkki Tuomioja, Historiador e ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês | in jornal “Expresso”

HISTORIADOR E POLÍTICO Tuomioja é um social-democrata e veterano da política finlandesa. Foi ministro por três vezes, duas delas como chefe da diplomacia do seu país.

A propósito de uma visita a Lisboa para um seminário no ISCTE sobre o seu projeto “Historiadores Sem Fronteiras”, o historiador e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês Erkki Tuomioja falou com o Expresso sobre o papel da História, a “pós-verdade”, a Rússia de Putin, o momento que a Europa atravessa e a nova América, onde “se podia dizer tudo durante a campanha, mesmo que não tivesse nada que ver com a verdade”. “E não podemos ser demasiado sérios a criticar os americanos, porque temos o mesmo fenómeno em muitos países europeus”.

Nascido numa família de políticos, Erkki Tuomioja desde cedo ocupou diversos cargos públicos como membro do partido social-democrata finlandês. Conhecido ativista antiguerra, o jovem que em tempos participou na ocupação de parte da Universidade de Helsínquia em protesto viria mais tarde a ter a seu cargo a pasta dos Negócios Estrangeiros por duas vezes (2000-2007 e 2011-2015). Foi também ministro do Comércio e tem mais de 30 anos de experiência como deputado, cargo que ainda exerce. Para o próprio, o facto de vestir o fato de historiador além do de político não é um problema, já que “História e política sempre estiveram interligadas”, diz. Por isso mesmo, Tuomioja decidiu criar a rede “Historiadores Sem Fronteiras”, fundada em maio de 2016.

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Oleogarquia | a aliança Trump/Putin explicada | João Camargo in Esquerda.net

joaocamargo_0_1O jogo chama-se Oleogarquia – Oiligarchy em inglês – e pode ser jogado online aqui(link is external). É um jogo de 2008, simples e realista: é-se o presidente de uma empresa petrolífera americana no final da 2ª Guerra Mundial e o objectivo é o mais simples de todos: fazer dinheiro através da exploração de petróleo. Há no início 5 locais para possível prospecção e extracção: o Texas sem qualquer restrição, o Iraque que é um país independente e onde portanto não se pode extrair, o Alasca, zona protegida onde é proibido extrair em terra e no mar, a Venezuela em que, apesar de ser um país independente, é possível extrair em terra e no offshore, e a Nigéria onde, também sendo um país independente, é possível explorar petróleo em terra.

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Finland flirts with basic income | Arlindo L. Oliveira in blog “Digital Minds”

arlindo oliveiraIn an experimental trial started January 1st, 2017, Finland started to attribute a basic social income to 2000 unemployed persons. Unlike a standard unemployment income, this subsidy will still be paid even if the recipients find work.finland

Under this scheme, unemployed Finns, with ages in the 25 to 58 range will receive a guaranteed sum of €560, every month, independently of whether they have or find any other income. This value will replace other existing social benefits. A number of articles, including this one, in the Guardian, provide additional information about the scheme.

The move comes on the wake of a promise made by the centre-right government coalition elected in 2015, to run a basic income pilot project. The objective is to address concerns related with the disappearance of jobs caused by technological changes.

Other countries, cities and regions are running tentative experiments in basic income, including the Netherlands, Canada and the city of Livorno, in Italy. However, many concerns remain about whether this mechanism is the right mechanism to address the challenges brought in by the advances of technology.

Photo by Mikko Paananen, available at WikiMedia Commons.

https://digitalminds2016.wordpress.com/2017/01/07/finland-flirts-with-basic-income/

Isto vai dar um estoiro um dia destes | J. Nascimento Rodrigues

jnrA nova fase da revolução tecnológica capitalista, desde a WWW de Beners-Lee e da previsão de Peter Drucker que em 2020 cerca de 40% da população ativa nas economias desenvolvidas serão o que ele designou de trabalhadores do conhecimento, abriu enormes oportunidades para uma vaga de novos empreendedores que conseguiram construir os novos monopólios e oligopólios do inicio do século XXI, foi o berço de uma nova classe de gente que vive de rendas e de uma aristocracia de empregos de ouro ou diamante.

Mas criou o mais vasto, enorme, gigantesco, exército de mão de obra com qualificações elevadas jamais vistas nas economias desenvolvidas, mas … com um horizonte de carreira (?) sombrio, com rendimentos tendencialmente decrescentes (sempre que são forçados a mudar de emprego ou de cliente dos seus serviços), emprego intermitente, períodos de subemprego e mesmo desemprego estrutural (sobretudo quando a idade avança dos 40 para cima),
negócios flutuantes (isto é um eufemismo para os falhanços sucessivos),
projetos de família difíceis de alimentar, dependência cada vez maior de familiares a montante na cadeia reprodutiva.

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