Bernini, Pluto et Proserpina | Gian Lorenzo Bernini

Gian Lorenzo Bernini, Pluton et Proserpine (Persephone), 1621-22, marbre de Carrare, 225 cm de hauteur (Galleria Borghese, Rome) Entretien entre les docteurs Beth Harris et Steven Zucker. Proserpine est la variante latine du mythique Perséphone grec. Créé par Beth Harris et Steven Zucker.

Zoubida Belkacem

Dis moi si c’est toi
Qui brille là-haut, de mille éclats
Qui éclaire cette obscurité qui m’entoure
Depuis ce jour fatidique, où tu m’as quitté sans retour.

Dis moi si c’est toi
Qui hante mes nuits, bercées du son de ta voix
Remplie de ton visage qui se rappelle à moi.
Te souviens-tu de ces nombreuses fois ?
Guidés par nos espérances de foi

Dis moi si c’est toi
Qui m’inssuffle la vie
Qui me fais battre ce cœur qui ne bat plus.
Tu ne franchira plus le seuil de la porte
Depuis ce jour tragique où tu es morte

Dis moi si c’est toi
Qui me fais pousser des ailes
Pour défier cette vie éternelle
Je te retrouve partout où je suis
Même si j’ai l’impression que tu me fuis

Dis moi si c’est toi
Qui chante encore des berceuses pour nos enfants
D’une voix céleste, même si maintenant, ils sont grands.
Tu remplies encore de ta chaleur, notre maison
Depuis ton départ, depuis notre séparation.

Je continu à croire que tu es toujours là
Que tu demeure encore à cet endroit
Ta présence illumine les lieux
Les jours s’égrènent comme les feuilles mortes.
Même si je me surprends à t’attendre encore au pas de la porte.

Zoubida Belkacem
Droits protégés
Constantine 19/12/2018

Pela frente ou por trás? | Manuel S. Fonseca in “A Página Negra”

(…) mas umas costas nuas! Nada se com­para ao ves­tido de finas alças nos ombros, estuá­rio aberto que se vem fechar sobre as cinco fun­di­das vér­te­bras do sacro – incom­pa­rá­vel é a geo­gra­fia de umas cos­tas nuas. (…)

(…) se há prazer que merece ser celebrado, é o das costas nuas. À frente, há uma planície venu­si­ana, certo? Mas atrás! Espa­ços aber­tos, duas rasas margens de um vale com um rio de vértebras ao meio. Ebúrneas e delicadas, castanhas e bronzeadas, de acetinado ébano, cantemos, de uma mulher, e logo desta mulher, as costas nuas. (…)

(…) Mas as cos­tas nuas! As cos­tas nuas pedem a didác­tica tensão de um Oví­dio, a per­sis­tên­cia do lento apren­diz de uma “Ars Amatoria”. (…)

Manuel S. Fonseca

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Pela frente ou por trás?

O Rapto de Proserpina | Gian Lorenzo Bernini

Rapto de Proserpina é uma escultura de Gian Lorenzo Bernini (15981680), considerado um dos maiores artistas do século XVII, tendo seu trabalho quase todo centrado na cidade de Roma.

O mito romano do rapto de Proserpina por Plutão é uma lenda que também aparece na cultura grega, onde Plutão se chama Hades e Proserpina é Perséfone, que encantou o obscuro deus com sua beleza, filha da deusa das colheitas Deméter. Ela é então raptada e levada para as profundezas da Terra, deixando sua mãe enfurecida. O rapto fez com que Deméter castigasse o mundo, arrasando com as plantações, entregando o mundo ao caos e à fome. Conta-se que Perséfone não podia comer nada que lhe fosse oferecido ou ela nunca mais voltaria para casa. Enquanto Zeus tentava convencer Hades a liberar a moça, Perséfone comeu algumas sementes de romã, selando o seu destino. Assim, ela se viu obrigada a casar com Hades, o que deixou Deméter ainda mais furiosa.

Zeus teria então interferido. Perséfone passaria metade do ano com o marido e a outra metade com a mãe. Dessa maneira, Deméter aceitou e assim os gregos explicavam as épocas do ano. Quando era verão e primavera, sua filha estava ao seu lado. No inverno e no outono, épocas frias, sem colheitas, Perséfone estava com o marido.

A obra encontra-se na Galleria Borghese, em Roma.  Data | 1621-1622 | Técnica Mármore

Poema | Florbela Espanca | Arte – Do Duy Tuan

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!…

Florbela Espanca

Arte – Do Duy Tuan

Retirado do Facebook | Mural de Maria Açucena

ATELIER ARTEMISIA | de Faiza Bayou

Concernant le nom de l’atelier “Artémisia”, c’est en hommage à l’artiste peintre italienne Artemisia Gentileschi

Un des problèmes avec les peintres de talent qui ont connu des vies tragiques est que la tendance naturelle, évidente est trop souvent d’expliquer leur peinture par leur vie.

Première femme peintre à part entière, Artemisia Gentileschi est une figure romanesque. Elle a su conquérir une liberté qui lui a permis de mener une véritable carrière d’artiste.

https://atelier-artemisia.puzl.com

Qui sommes nous?

Enseignante pour adultes.

Faiza Bayou fondatrice de l’atelier Artémisia .

Étude aux beaux-arts d’Alger de 1982 à 1987. Enseignante d’arts plastiques aux lycées , collèges et écoles privées de 1999 à 2009.

Faiza Bayou née le 24 septembre 1963 à Alger Algérie. Artiste peintre, graphiste publicitaire et enseignante des arts plastiques.

1982-1987: Étude aux beaux-arts d’Alger.

Expositions

 2006: Exposition 26 Novembre au salon contemporain en suisse à Expolac palace Hilton.

2007: Participation à Alger capitale de la culture arabe, Œuvres en couverture de livres littéraires

2008: Exposition de peinture “Mosaïque”.

2009: Exposition au Salon d’automne à la galerie Baya au Palais de la culture d’Alger.

2010 : Exposition collective  avec le « collectif des anciens des beaux arts » à la bibliothèque de la rue hoche.

2010: participation à Royal art collection à Londres pour un projet d’exposition à Dubaï.

2010 : Participation à une exposition collective sur le livre de la mort organisée par Sonja Benskin Mesher à Wales Londres.

2010 : Participation à une exposition collective à “Mobius Surrealestate” à Boston.

2010 : Participation à Art-Mail en hommage à “Judith  Hoffberg” en Californie.

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O NEORREALISMO DE JÚLIO POMAR (1926-2018) | António Galopim de Carvalho

É percorrer o Facebook ver a quantidade de evocações do Cidadão que ontem nos deixou e tomar consciência do seu admirável legado. Considerado o mais destacado dos cultores do neorrealismo nacional, foi autor de uma vasta e diversificada obra, em termos de estilos ou correntes (expressionismo abstrato, surrealismo e outros), revelou-se na pintura, no desenho, na cerâmica na gravura e na escrita.

Na modesta homenagem que é meu impulso prestar-lhe, limito-me a lembrar algo de muito breve e simples sobre a sua fase dita neorrelista.

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“Uma Viagem Sem Fim” 80cm x 100cm | Isabel Nunes

Pintora Isabel Nunes | Biografia

Isabel Maria Encarnação Jorge Nunes
Nasceu a 23 de Agosto de 1957 em Cascais. Licenciada em História, opção História de Arte, pela Universidade Nova de Lisboa, frequenta, entre 1991 e 1993 o Curso de Pintura da Academia de Artes Visuais de Macau, após anos de prática de pintura livre, tendo participado em workshops com os professores Nuno Barreto e Carlos Carreiro. Frequenta a International School of Art, em Montecastello di Vibio, Itália, e a Painting Masterclass na Slade School of Fine Art do University College of London, Reino Unido.

 

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O olho e a mão | Ana Marques Gastão e Sérgio Nazar David

O belíssimo «O olho e a mão», escrito a duas mãos por Sérgio Nazar David e Ana Marques Gastão, publicado pela editora 7 letras. É um diálogo, não apenas entre os poetas, mas também entre a poesia e a pintura, celebrando essa relação íntima e sensível entre as artes.

 

Maria Cantinho

Retirado do Facebook | Mural de Maria Cantinho

UMA REFLEXÃO SOBRE O MODERNISMO NA PINTURA, AO ALCANCE DE TODOS | António Galopim de Carvalho

 

Que os eruditos me perdoem a ousadia de “meter a foice” nesta admirável expressão da criatividade humana, eruditos que, em minha opinião, têm o dever cívico, de devolver aos seus concidadãos, e em termos acessíveis, pelo menos, parte muito que a sociedade lhes permitiu aprender.
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O Modernismo foi um importante movimento cultural e artístico surgido no 3º quartel do século XIX e bem afirmado na primeira metade do século XX, com conhecidas expressões na literatura, pintura, escultura, arquitectura, teatro, dança e música. Grandemente influenciado ou apoiado nas ideias filosóficas a circularem na Europa (Auguste Comte, John Stuart Mill, Friedrich Nietzsche e outros), nos múltiplos e admiráveis progressos científicos (lembremos as contribuições de William Kelvin, Alfred Nobel, Niels Bohr, Pierre e Marie Curie, Henri Becquerel, Rutherford Hays, Max Planck, Albert Einstein e muitos outros) e tecnológicos de então, o Modernismo ou Movimento Modernista surgiu como uma atitude intelectual de rompimento com a tradição e, ao mesmo tempo, de abertura a uma nova relação do homem com o mundo.
Dito de outra maneira, o Modernismo, não só recusa os padrões antigos, como busca ideias na Revolução Industrial e da Fábrica, como nos notáveis avanços da ciência e da tecnologia, nomeadamente, a máquina a vapor, o comboio, o automóvel, o avião, a fotografia e o cinema.

No que se refere à pintura, os artistas acompanharam esta revolução na sociedade, criando novas respostas plásticas definindo movimentos mais restritos, geralmente referidos por estilos ou escolas. De entre eles, os historiadores e críticos de Arte, falam de Realismo, Impressionismo, Fauvismo, Futurismo, Cubismo, Neoplasticismo, Simbolismo, Expressionismo, Suprematismo, Dadaísmo, Surrealismo, Raionismo, Construtivismo. Nomes que os historiadores, críticos de Arte e outros eruditos “tratam por tu”, que “assustam” os muitos que nada sabem deste domínio da criatividade humana (e a Escola nada nos ensinou nestas matérias), mas que podem ser perfeitamente explicados por palavras que todos entendem.
Não é raro encontrar aspectos comuns entre alguns destes estilos ou escolas, havendo, porém, diferenças que os caracterizam e, até mesmo, os mostram como antagónicos.

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The Sower, Vincent van Gogh (1888)

‘[…] having been brought up [in the countryside], snatches of memories from past times, yearnings for that infinite of which the Sower, the sheaf, are the symbols, still enchant me as before’, wrote Vincent in 1888. This is the heart of Van Gogh’s philosophy of life: nature is what links religion and people. In the cycle of sowing, reaping and harvesting, Vincent saw parallels with life and death.

The Sower, Vincent van Gogh (1888)

Painel do presbitério da Basílica da Santíssima Trindade em Fátima

Mosaico com cerca de 500m2 (10m de altura e 50m de largura), cobrindo a parede curva do fundo do presbitério, é feito em terracota dourada e moldada manualmente.
A cor do ouro simboliza a santidade e a fidelidade de Deus, tendo os três traços vermelhos a finalidade de realçar o dourado e favorecer a percepção do mistério e da santidade. Todo o dinamismo e tensão de luz e ouro no sentido horizontal e vertical pretendem provocar no coração de quem está na igreja um estado de alma que acolhe a beleza, a comunhão e o amor.
À direita e à esquerda do trono e do Cordeiro, a Jerusalém Celeste, na qual se vê a multidão de Anjos e de Santos. O Cordeiro é formado pela cor do ouro e por tonalidades de alvura, porque Ele é a Luz. D’Ele partem ondas de luz.
Os Santos estão pintados em tons coloridos, a indicar que estão na luz, receberam a luz, deixaram-se iluminar e penetrar por ela, acolheram o dom da vida divina.

“La Reine de Saba” | Malika Mellal | toile de Hocine Ziani

Amour de Reine

Mon voyage vers toi , mon roi
Moi la grande reine de Saba
Simple femme devant toi
Mon cœur loin du tiens est aux abois

Je te porte myrrhe , encens et élixirs
Pour parfumer tes nuits de mille désirs
Caravanes pleines d’or et de trésors
Dignes d’un roi au palais d’or.

Oiseaux de paradis et génies
Offrandes au roi au bel esprit
Contes et légendes pour t’éblouir
J’aime éveiller les sens de mon Sire.

Étoffes précieuses des plus belles soies
Pour accueillir nos beaux émois
Des huiles rares et précieuses
Sercrets de caresses délicieuses.

Ma beauté digne des houris
Sera tienne toutes les nuits
Tes bras dont je me languis
Me font traverser tous ces pays.

Amour Royal et majestueux
Plaisirs infinis et savoureux
Lien fabuleux et mystérieux
Amour légendaire béni des cieux.

Deuxième version (Le roi Salomon)

Ma reine arrive

Elle arrive ma belle et sa caravelle
Bel ange descendu du ciel
Je ferai taire les langues infidèles
Qui doutent de sa beauté éternelle

Sur ce sol façonné tel un miroir
J’ai fondé tout mes espoirs
Démontrer à jamais , graver l’histoire
D’un reflet divin à ma gloire
Je les ferai tous choir.

Ma belle reine attendrie
Pardonne mon acte de duperie
N’y vois aucunes fourberies
Seul une preuve d’amour, un démenti

Ma reine d’amour aux feux ardents
Ils t’imaginent velues aux sabots d’argent
Ta crainte de tremper tes beaux habits
Te fera lever le bas de tes soies serties
Apparaîtra tes chevilles d’une peau éblouie.

Moi qui sait ton corps d’une beauté innouie
Je serai roi d’amour d’un cœur embelli
Pour ma maîtresse reine aux charmes de vie
Tu ensorceles mon âme et mon esprit
Je suis glorieux par ton corps soumis
À mes rêves d’amour infini.

Malika Mellal 03/04/2018
malika mellal@copyright

D’après la toile de Hocine Ziani ” La reine de Saba ”

O Monte Alentejano | Marta Algarvio

De traço alegre e seguro, as obras de Marta Algarvio esperam ser reconhecidas e expostas no Concelho, pelo que alertamos a Câmara Municipal de Viana do Alentejo para tal situação, lembrando o espaço agora vago no Castelo de Viana, na Biblioteca Municipal ou, numa das salas do Paço dos Henriques, na vila de Alcáçovas. A ideia aqui fica.

João Vieira 

Retirado do Facebook | Mural de João Vieira

Maria | by Jorge Alves

Nem sempre as coisas mais sofisticadas são as mais preciosas. Olhos que revelam a transparência da alma, a serenidade, uma pureza quase mística, não têm preço. Deixo-vos com aquele que, apesar de simples, é o meu trabalho preferido – “Maria”. Agradeço-vos a paciência por terem apreciado e criticado os trabalhos feitos nos últimos anos e que ao longo destes dias aqui apresentei. Mais haveria para mostrar, mas por agora fiquemo-nos por aqui. Não estão esquecidos os convites para realizar uma exposição. Virá a seu tempo. Até lá, acalentado pela força que muitos me deram, vou continuar a trabalhar nesta vertente. Prometo voltar ao assunto lá mais para o fim do ano. Mais uma vez obrigado a todos. Boa terça-feira.

Jorge Alves

Retirado do Facebook | Mural de Jorge Alves

“A rapariga de azul” | Johannes Vermeer

Sou absolutamente apaixonado pela escola seiscentista holandesa. Especialmente por Vermeer, cujo traço, jogo de cores e realismo me impressionam vivamente. Muito à frente do seu tempo, o mestre socorria-se de técnicas surpreendentes, inclusive de instrumentos ópticos para aperfeiçoar este ou aquele detalhe, que servia de ponto de gravidade para todo o quadro, envolto em luz e sombras. Surpreendentemente, ou talvez não, a sua extraordinária obra nunca foi reconhecida em vida. Vermeer, o anti-herói, morreu pobre, mas a sua obra perdurou. Deixo-vos hoje com uma singela homenagem a esse fantástico mestre – “A rapariga de azul”, lápis-aguarela sobre cartolina.

Jorge Alves

Retirado do Facebook | Mural de Jorge Alves