Cansaço, Tédio, Desassossego | José Gil

Porque é que Fernando Pessoa faz morrer Caeiro e mais nenhum heterónimo? Ou: como caracterizar o corpo de Caeiro a que o poeta neo-pagão se refere constantemente? Mas inúmeras outras perguntas pedem resposta: porque é que Álvaro de Campos interfere na relação amorosa de Fernando Pessoa e de Ofélia (quando nenhuma relação desse tipo se vislumbra na obra do engenheiro naval)? Porque é que o patrão Vasques se destaca no deserto da paisagem humana do Livro do Desassossego? (…)

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Tu es avec moi, en mes pensées toujours, avec le petit bébé | Lettre de Marlon Brando à Tarita

Eté 1963

Ma cher [sic] petite Tarootu,

Tout d’abord, je t’embrasse bien fort et le [sic] petite chose, là que nous avons fait. Je suis tellement fier de toi. Comme j’ai regretté que je ne peux […] pas être avec toi pour t’aider et tenir ta main à ce moment-là. Tu as fait une chose belle, la plus belle chose qu’une femme peut [sic] faire. Je suis très heureux. ça m’étonne que quand [sic] tu as accouché il a été si vite. Une demi-heure, Léo m’a dit. Est-ce qu’il me ressemble ? Qu’est ce qu’il a comme yeux, cheveux, peau ? J’espère qu’il a ton [sic] couleur parce que tu sais que j’aime pas les blanc [sic] Tahitiens. Je suis tellement anxieux pour [sic] le voir. Il faut que tu m’envoies une jolie photo de lui, comme ça [suit un portrait dessiné à la plume]. Est-ce qu’il a des yeux chinois ?

S’il vous plaît, dis-moi la note pour la maternité et toutes les dépenses, je vais t’envoyer de l’argent pour tout ça.

Je vais arriver vers le 14 de juillet. Le moment que [sic] je finis [sic] mon travail, j’arriverai. Je veux que cette lettre arrive avec l’avion, jeudi, et c’est mieux que je m’arrête maintenant pour être sûr.

Tarita, tu es vraiment la Reine maintenant. Tu es avec moi, en mes pensées toujours, avec le petit bébé. Je vais te voir bientôt maintenant.

Je t’embrasse tendrement, j’ai adoré ta lettre.

Tout mon amour, à toi et lui,

Marlon.

P.S. Alice t’embrasse et tout le monde est heureux.

jeniss.blogspot.pt_

Dia da Livraria e do Livreiro – CULSETE – Setúbal

Depois de, no ano passado, ter sido assinalada a primeira edição do Dia das Livrarias, inspirado por ventos vindos do país vizinho e assinalando o aniversário da morte de Fernando Pessoa e de Fernando Assis Pacheco (este último, precisamente numa livraria de Lisboa), a Fundação José Saramago e o movimento Encontro-Livreiro estabeleceram uma parceria que passará a assumir a organização e a dinamização do a partir de agora designado Dia da Livraria e do Livreiro, tornando-o mais abrangente e destacando sobretudo o lugar central que o livreiro ocupa no percurso do livro e na promoção da leitura.

O Dia da Livraria e do Livreiro é um dia de Festa! Festa da livraria! Festa do livreiro! Festa do leitor!

Este ano, a livraria Culsete recebe o diploma LIVREIROS DA ESPERANÇA, ESPECIAL CULSETE 40 ANOS. É mais logo em Setúbal às 16 horas.

Entre o livro e a leitura estou eu, o livreiro. O escritor publica a escrita, o editor publica o livro, o livreiro publica a leitura.

Manuel Medeiros | Resendes Ventura

 

Vaticano Exclusão e desigualdade “provocarão a explosão”

O papa Francisco alertou hoje que a exclusão e a desigualdade social “provocarão a explosão” da violência, no primeiro documento maior do seu pontificado, onde denuncia um sistema económico mundial injusto.

“Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade social, na sociedade e entre vários povos, será impossível erradicar a violência. Acusamos os pobres […] da violência, mas, sem igualdade de oportunidades, as diferentes formas de agressão e de guerra encontrarão terreno fértil que, tarde ou cedo, provocará a explosão”, escreveu o papa na exortação apostólica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho em português).

O documento de 142 páginas, o primeiro do género do seu pontificado, dá orientações sobre a nova evangelização, na sequência da assembleia sinodal de outubro de 2012, e, num sentido mais lato, apresenta o programa e as ideias pessoais do papa.

No documento, Francisco critica o sistema económico mundial, que considera não apenas “injusto na sua raiz”, mas que “mata” porque faz predominar a lei do mais forte.

“Como o mandamento de ‘não matar’ põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, hoje temos que dizer não a uma economia da exclusão e da desigualdade. Essa economia mata”, disse o papa.

O papa considerou revoltante que “não seja notícia a morte de frio de um idoso na rua e que o seja uma queda de dois pontos na bolsa” de valores.

“Isso é exclusão”, exclama o papa, que denuncia a “atual cultura do descartar”.

É uma cultura que não só “deita fora a comida quando há gente que passa fome”, como “considera o ser humano um bem de consumo, que se pode usar e logo descartar”.

“Já não se trata simplesmente do fenómeno dos excluídos e explorados, mas de serem considerados restos”, afirma o papa argentino.

Jorge Bergoglio critica também aqueles que “continuam a defender as teorias que sustentam que todo o crescimento económico, favorecido pela liberdade de mercado, consegue por si só maior igualdade e inclusão social no mundo”.

Segundo o papa, “vivemos na idolatria do dinheiro” à qual se junta “uma corrupção ramificada e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais”.

A par da crise financeira, segundo o papa, há “uma profunda crise antropológica que nega a primazia do ser humano e o substitui por outros ídolos”.

O papa lamenta que enquanto “os ganhos de poucos crescem exponencialmente”, os da maioria estejam “cada vez mais longe do bem-estar dessa minoria feliz”.

Este desequilíbrio social, continua o papa, “provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira” e que estão a negar “o direito de controlo dos Estados, responsáveis por velar pelo bem comum”.

Por isso, o papa dirige-se aos líderes políticos para lhes pedir “uma reforma financeira que não ignore a ética” e para que encarem “este desafio com determinação e visão de futuro”.

“O dinheiro deve servir e não governar”, sentencia o papa, assegurando que apesar de “amar a todos, ricos e pobres” tem a obrigação “de recordar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promovê-los”.

Numa outra passagem do longo texto, o papa considera que, apesar de ser tão denegrida, a política “é uma das formas mais importantes de caridade”

“Peço ao senhor que nos ofereça mais políticos a quem doa a verdade da vida dos pobres”, disse.

papa

Poesia de Miguel de Castro em Setúbal

De silencios

Quatro anos e meio após a sua morte, regressamos ao convívio poético com Miguel de Castro. Estes inéditos foram gentilmente cedidos pela mulher que o acompanhou toda uma vida até ao fim dos seus dias. Alice permite assim que a poesia de Jasmim Rodrigues da Silva (seu verdadeiro nome. Miguel de Castro foi pseudónimo poético sugerido por Sebastião da Gama), não se fique pelos cinco livros editados em vida do autor. O poeta deixou extensa produção digna de atenção. Esta pequena amostra, que hoje vai ser apresentada na Casa da Cultura, em Setúbal, antecipa e anuncia a publicação de toda a sua obra, com a inclusão de surpreendentes inéditos.
Um grande poeta que não decepciona os muitos e atentos seguidores do seu trabalho.
Este De silêncios e de sombras encontra-se à disposição dos possíveis aquisidores na loja da Casa e na livraria Culsete. O pedido também poderá ser feito por correio electrónico, para o endereço que se revela por baixo da minha assinatura, aqui no lado direito desta conversa. E termino a prosa com um dos poemas seleccionados para o livrinho. Até logo.

José Teófilo Duarte (BlogOperatório)

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GENERAL VO NGUYEN GIAP (1911-2013) | CLAUSEWITZ NO VIETNAME

GiapMorreu em Outubro passado, com 102 anos de idade, um dos mais extraordinários generais de todos os tempos, e sem dúvida o mais extraordinário general do século XX: Vo Nguyen Giap.

Nascido numa família de agricultores da província de Quang Binh, Giap aderiu em 1925, com 14 anos apenas, a um movimento de resistência clandestino. Em 1934 ingressou no Partido Comunista. Sofreu uma repressão feroz. A cunhada foi guilhotinada, a sua mulher foi condenada a prisão perpétua e morreu na prisão. Os carrascos assassinaram também o seu pai e duas irmãs. Preso em 1939, conseguiu fugir para a China onde se juntou a Ho Chi Minh. Foi na China que recebeu orientação para formar, do nada, um verdadeiro exército de libertação.

Giap foi jornalista, licenciado em História, professor doutorado em Economia pela Universidade de Hanói, e desempenhou o cargo de ministro da Defesa. Mas nunca teve formação militar académica, ele que refinou o conceito de «Guerra popular prolongada, dividida em três fases: defesa estratégica, guerrilha e contra-ofensiva».
Ainda hoje, passadas quatro décadas sobre a derrota que os EUA sofreram no Vietname, os generais e estrategistas militares norte-americanos têm dificuldade em admiti-lo. Mas, o certo é que Vo Nguyen Giap – pequeno professor de História, intelectual e militante político, autodidacta da guerra e conhecedor profundo das campanhas militares de Napoleão – tornou-se, por actos e vitórias, num dos maiores cabos-de-guerra, não apenas do sangrento século XX, mas também de toda a História.
Foi Giap que desfez o mito da «inultrapassável potência das tropas americanas», desmentindo a crença segundo a qual uma força militar poderosíssima, com armamento sofisticado e ultramoderno, só poderia conduzir à vitória. Giap possuía as características que Carl von Clauzewitz atribui ao génio militar: a capacidade de transcender as regras do momento através da inovação e a importância atribuída às forças morais – a coragem, a resolução, a audácia, a perseverança – ao incutir nas suas tropas, nos seus guerrilheiros e na população em geral, uma fé inquebrantável na causa pela qual combatiam. 
Na notável biografia intitulada Victory at Any Cost – The Genius of Viet Nam’s General Vo Nguyen Giap, publicada em 1997 pelo historiador norte-americano Cecil B. Currey, um dos maiores especialistas da história militar contemporânea, fica provado com toda a evidência que não foi por acaso que as forças combatentes criadas a partir do zero, preparadas e dirigidas por Giap durante 35 anos (1940-1975): ajudaram a varrer as forças japonesas da Indochina (1945); venceram as tropas francesas, ao fim de oito anos de combates, na decisiva batalha de Dien Bien Phu (1954); e derrotaram meio milhão de soldados norte-americanos, bem como a sofisticada parafernália de bombardeiros B-52 e de Rolling Thunder, sentando os EUA à mesa das negociações, depois da ofensiva do Tet (1968), e impondo-lhes a retirada, no final das negociações de Paris (1973).
Giap não era apenas magistral em organização e logística, como admitem alguns generais norte-americanos. Era também magistral em táctica e estratégia, como sublinha Currey. Conhecia tão bem as forças inimigas como conhecia as suas próprias forças. Era capaz de aprender com os seus próprios erros e derrotas. Era hábil e flexível a combater e a vencer inimigos muito superiores e muito diversificados. Combatia de uma maneira defensiva até que um equilíbrio fosse atingido e depois enfrentava os seus inimigos com exércitos massivos capazes de os derrotar. Com sabedoria e perspicácia, concentrava os seus homens e o seu material sobre o centro de gravidade do inimigo. E vencia! 
Noções cruciais de Clausewitz (1780-1831) passaram do papel à prática, no Vietname, graças ao génio político e militar de Giap. «Clausewitz teria estado do seu lado», admite Cecil B. Currey. Agora que está na moda considerar Clausewitz ultrapassado, basta reler os capítulos 6 (Extensão dos meios de defesa) e 26 (O povo em armas) do Livro VI (A Defensiva), da obra-prima que é Da Guerra, para perceber a actualidade de Carl von Clausewitz.

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do01lchemy dal 25 Febbraio 2014 al 2 Marzo 2014 Sede- Teatro Donizetti di Moses Pendleton coreografie Moses Pendleton con Momix produzione Momix, Planeta Momix e Duetto 2000,Photo by Max Pucciariello

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O CRÍTICO PÓSTUMO | António Guerreiro in Ípsilon 22.11.2013

A crítica, especialmente a crítica literária dos jornais e revistas, está moribunda. Sobre ela, o mais urgente que há a discutir é o seu fim. Quem, por profissão, capricho ou relação interessada com a coisa literária continua a fazer a vez do crítico deverá saber que a sua condição é a de crítico póstumo. Se não chegou ainda a essa conclusão, nem chega a ser póstumo, é mais uma personagem de histórias de fantasmas para adultos. E quanto mais póstuma é a condição da crítica, mais enfáticos e patéticos são os gestos com que ela dá sinais de vida. Os críticos tornam-se puras manifestações tipológicas (de que este texto, que só pode ser lido como um exercício de auto-reflexão, é um exemplo óbvio): há os melancólicos, os canonizadores, os avaliadores, os mediadores, os animadores do gosto, os caçadores de tendências e os que são tudo isto ou várias coisas ao mesmo tempo porque tal é preciso num meio em que a procura é escassa e a autonomia reduzida. As razões para este estado de coisas são muitas e não falta bibliografia sobre o assunto. Detenhamo-nos num único aspecto: o facto de os críticos já não procurarem a legitimação dos seus pares. Descrevendo com maior rigor a situação, o que se passa é que as páginas de crítica literária e de divulgação de livros (dos jornais e revistas) dirigem-se a um público muito mais vasto do que o dos leitores cultos ou até especializados. Dir-se-á que sempre foi assim, e é verdade. Mas o ponto a que se chegou (num processo que se acelerou, quando se deu o completo domínio da cultura de massas e as próprias elites foram permeáveis a ela) é aquele em que se prescindiu completamente da autoridade que só pode ser outorgada pelos pares. O capital simbólico passou a ser adquirido fora do campo específico a que pertence o crítico (o mesmo vale, aliás, para os escritores). A situação paradoxal com que hoje estamos confrontados é esta: aqueles a quem se devia dirigir em primeiro lugar a crítica, aqueles que, em última instância, detêm o poder de legitimá-la e de prolongar o diálogo que ela deveria estabelecer, foram excluídos ou excluíram-se voluntariamente porque o discurso deixou de lhes dizer respeito. Póstumo, o crítico fala para um público que se ausentou, para um “povo que falta”, para usarmos uma expressão tão citada de Klee. A alternativa consiste em entrar na tagarelice – se não esteve nela desde sempre – que lhe permite (a ele e à publicação onde escreve) imaginar que tem um público numeroso. Daí o paradoxo: os suplementos literários são concebidos em grande parte (não exclusivamente, é certo), para um público de leitores ocasionais, em relação aos quais o crítico é uma espécie de conselheiro, isto é, um publicitário. Este sistema funciona, mas tem de vez em quando alguns sobressaltos: é quando surge alguém, com alguma autoridade, alguém que é um par respeitado, e vem dizer que se sente escandalizado com o curso da tagarelice. Prescindir do juízo dos pares, dispensar a sua função legitimadora, colocá-los à distância, não procurar a autorização conferida pelas regras do campo específico da disciplina ou da actividade intelectual que se exerce – tudo isso resulta num obscurantismo disfarçado de entretenimento. Nestas condições, a tagarelice não será interrompida porque quem estaria em condições de a denunciar já se demitiu até de entrar nos lugares onde ela reina e se por acaso ou imprudência se cruza com ela limita-se a virar a cabeça para o lado. Não tenhamos ilusões: o crítico pode hoje ser inócuo e medíocre impunemente porque se ausentaram os que o podiam criticar.

http://ipsilon.publico.pt … (FONTE)

E se de repente um quadro de REMBRANDT ganhasse vida?‏

E se de repente um quadro de REMBRANDT ganhasse vida num centro comercial? Num centro comercial em Breda, na Holanda, os clientes foram surpreendidos pelo soar do alarme e um fugitivo à solta. Estupefactos e meio assustados,ninguém estava a perceber o que se estava a passar, enquanto várias personagens do século XVII surgiam.No final, tudo ficou explicado. Tratava-se de um flash mob que serviu para celebrar o retorno do quadro «A ronda noturna», uma das mais famosas obras do pintor holandês Rembrandt, pintada entre 1640 e 1642, ao museu Rijksmuseum. Onze helden zijn terug!

Materiais Diversos | Tiago Guedes | PASSATEMPO Produtor(a) por um dia

Trabalhar com o inesperado, ultrapassar os problemas, suplantar dificuldades, resolver no momento, assegurar a todos os intervenientes condições para a obra acontecer é um dos trabalhos da produção. O que está por trás do que vês enquanto esperas o começo do espectáculo na plateia ?

Queremos mostrar e proporcionar a uma pessoa ser “produtor por um dia”: o dia é o da ante-estreia do HOJE, a nova criação do Tiago Guedes, dia 30, próximo sábado, pelas 21.30, no Teatro Virgínia em Torres Novas. E que dia !!! E que azáfama !
A REGRA // envia por mensagem privada uma frase criativa que englobe as palavras HOJE / CAOS / COLCHÕES
DEVER DO VENCEDOR // convida 2 amigos para o espectáculo
O PRÉMIO // acompanhar a produção horas antes da estreia com tudo o que isso engloba / 1 convite para o espectáculo / Jantar
O passatempo termina quarta-feira pelas 23.00!

TGuedes

De Silêncios e de Sombras – Miguel de Castro

A DOCE MADRUGADA

Os teus seios respiram sobre a cama
Adormecidos, nus…Que maravilha!
Teu corpo adolescente é uma ilha,
E tem no meio um bosque que me chama…

É seda a tua pele… E como brilha
Na luz do abajur que se derrama
No deserto tão branco dessa cama
Onde dormes e que ninguém partilha

Olho as pombas rosadas e quietas
De bicos agressivos como setas…
Eu mando embora os últimos receios
E poiso a boca em lume nos teus seios.

Toda nua, sorrias, acordada.
Tropeçava, sem luz a madrugada…

Miguel de Castro (19/11/1997)

Esta sexta, 29 de Novembro, no muito cá de casa, é apresentado o livro De Silêncios e de Sombras do poeta Miguel de Castro. Os atores José Nobre e António Galrinho vão ler poemas deste livro e a moderação é do António Ganhão.

O Muito cá de Casa é uma iniciativa da DDLX e da Câmara Municipal de Setúbal – Divisão de Cultura, e conta com a colaboração de PNet Literatura, livraria Culsete, Ler de Carreirinha e BlogOperatório.

Daniel Galera vence Prémio São Paulo de Literatura

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O quarto romance do escritor brasileiro Daniel Galera, que a Quetzal irá publicar em janeiro de 2014, recebeu o Prémio São Paulo de Literatura, no valor de 65 mil euros, o mais elevado no Brasil.

Barba Ensopada de Sangue, que conta a história de um professor de educação física que procura desvendar o mistério da morte do avô, é também um dos finalistas do Prémio Portugal Telecom, cujo vencedor será anunciado no próximo dia 4 de dezembro.

«Barba Ensopada de Sangue é um livro muito forte e Daniel Galera, um escritor admirável – sério, robusto, tranquilo. E este é também um livro assim, desde a primeira página. Como alguém que sai de casa sabendo exatamente para onde quer ir. Vai firme, mas não apressa o passo.» Gonçalo M. Tavares

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