O Evangelho segundo Lázaro | Richard Zimler

“O Evangelho segundo Lázaro, sobre o mais extraordinário dos milagres atribuídos a Jesus, é o melhor de todos os romances de Richard Zimler, um escritor de estórias eruditas, de grande sensibilidade e profunda dimensão humana.” Laurentino Gomes

“Zimler escreve de modo íntimo sobre as temáticas bíblicas. A sua admirável narrativa é um modo de convívio sábio e belo com esse tempo tão fundador da cultura do mundo. Este é um livro viciante, esplendor puro de Richard Zimler.” Valter Hugo Mãe

No Novo Testamento, ficamos sabendo que Jesus ressuscitou um amigo próximo de nome Lázaro. Contudo, em parte alguma do Evangelho segundo São João – que contém esse episódio – se menciona como ele realizou o milagre, ou se teria algum motivo especial para fazê-lo.

O Evangelho segundo Lázaro preenche essas e outras lacunas ao narrar a história da perspectiva de Lázaro, descrevendo como ele e Jesus se conheceram quando crianças, a transcendência da ligação que os une e o momento em que Lázaro acordou no túmulo, desorientado e sem qualquer memória de uma vida após a morte.

A narrativa, resultada de uma pesquisa histórica minuciosa, é rica em detalhes e retrata com fidelidade o período, sem deixar de lado o intimismo.

Com a voz inconfundível de Richard Zimler, O Evangelho segundo Lázaro é um romance completo que irá, sem dúvidas, prender o leitor até as últimas linhas, ainda que seu desfecho já seja conhecido.

Trilogia da Inquisição | Richard Zimler

Para quem quer conhecer os efeitos das perseguições aos judeus e cristãos-novos em Portugal e Goa, eis 3 romances sobre gerações diferentes da família Zarco. Acho a nova edição da “Goa ou o guardião da aurora” muito bonita! (Caso tenha amigos que estariam interessados nestes livros, agradeço que divulgue.) 

Trump and his friends cannot hear the dead who are crying to be heard. Can you? | Richard Zimler

418,000 American women and men died in World War II, most of them while fighting fascists, ultra-nationalists, Nazis and neo-Nazis. To speak of neo-Nazis and Nazis and KKK members marching in Charlottesville as having a valid and legitimate “philosophy” and value system – equal to those who oppose them – is an insult to all those dead American soldiers who fought to liberate France, Italy, Germany and the rest of the Europe. Yes, Trump has insulted 418,000 dead American soldiers and their families and friends, as well as everyone else, like me, who greatly respects and thanks the sacrifice they made. It is also an insult to every African-American and Jew. Tens of millions of Africans were tormented and tortured as slaves from the early 1600s up until the end of the Civil War, and then, after they were granted freedom, persecuted and hounded by White nationalists and even the police right up until the present day. Every American who died in World War II and every lynched African American and every Jew murdered in the Holocaust is telling us us that there is no place in America for neo-Nazis, Nazis, KKK segregationists and White Nationalists. Trump and his friends cannot hear the dead who are crying to be heard. Can you?

Retirado do Facebook | Mural de Richar Zimler

A Sétima Porta, de Richard Zimler

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Depois de A Sentinela e O Último Cabalista de Lisboa, a Porto Editora publica, a 7 de março, A Sétima Porta, um dos quatro romances de Richard Zimler inspirados nos manuscritos do cabalista Berequias Zarco que o autor encontrou em Istambul.

Com a Alemanha dos anos 30 como pano de fundo, a história deste livro é protagonizada por Sophie Riedesel, uma jovem ariana, católica e com um forte carácter. À sua volta, encontramos diversas personagens, umas mais caricatas, outras mais frágeis, e ainda as que, a seu tempo, serão consideradas de “raça impura”. Com a ascensão de Hitler ao poder, ela vai lutar contra a perseguição de que os seus amigos e família são vítimas e revoltar-se contra os que, sem força, se juntam ao regime.

Citando Richard Zimler

Sentinela“Ernie fazia-me festas no cabelo. A minha gratidão por esse simples carinho era tão grande que abarcava quarenta anos do nosso passado comum e tinha ainda espaço para o momento presente. Endireitei-me na cadeira e deixei que os braços delgados e fortes de Ernie me enlaçassem, pois agora estava certo de que eu era feito de coisas que nunca tinha desejado – coisas partidas a que não continuaria agarrado.”

A Sentinela, de Richard Zimler, é um policial surpreendente, lúcido e corajoso. Mais do que abordar a realidade portuguesa atual, Zimler deixa-nos um retrato profundo do ser humano, das suas fragilidades e do seu lado indizível. O caminho iniciático para a idade adulta, esse precipitar em poços profundos, donde somos resgatados pela luz de se ser único na vida de alguém.