Novos manuais escolares vão estar ligados ao telemóvel

Porto Editora aplica tecnologia inovadora nos livros escolares e cria o manual híbrido.
É um passo inovador ao nível dos recursos educativos: pela primeira vez, os alunos terão ao dispor uma solução que aplica aos manuais escolares a tecnologia de realidade aumentada, associando os livros ao telemóvel.

A este novo conceito chama-se Manual Híbrido e é da responsabilidade da Porto Editora, que o desenvolveu ao longo do último ano e meio, envolvendo dezenas de profissionais da divisão editorial escolar e dos departamentos multimédia e programação.

Continuar a ler

Fundação José Saramago – o futuro do jornalismo

ConvFutJorn_FJS

A partir de 15 de Abril, o auditório da Fundação José Saramago recebe um ciclo de debates que tem como objetivo discutir o futuro do jornalismo. Trata-se de uma parceria entre a iNova Media Lab, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Cervantes em Lisboa e a Fundação José Saramago que pretende promover um diálogo aberto e construtivo em torno de soluções para os desafios futuros da prática jornalística e dos meios de comunicação.

Continuar a ler

Instruções para Voar – Lídia Jorge

Instruções para Voar” é um texto inédito de Lídia Jorge, para Teatro, cuja estreia está marcada para a próxima sexta-feira, dia 18, no Teatro da Trindade, em Lisboa.
Escrito a convite da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve – e concebida no âmbito do Programa Pegada Cultural – Artes e Educação/Cultural Footprint Program, a peça conta com encenação de Juni Dahr, actriz e encenadora da companhia norueguesa Visjoner Teater, e cenografia de Jean-Guy Lecat, e, também, com a colaboração do coro dos alunos do Curso de Artes e Espectáculos da Escola Secundária Tomás Caldeira.

Instruções para Voar” conta-nos a história de Emil e Laura, representados por Luís Vicente e Elisabete Martins, dois desconhecidos que se cruzam num espaço de ninguém, defendendo cada um em face do outro a razão limite que os conduziu àquele lugar. Duas vidas distintas, dois nómadas contemporâneos que se confrontam face ao mesmo destino, tendo permanentemente presente a figura maternal – elemento central no desenvolvimento da narrativa dramática.

Continuar a ler

A Sociedade do Custo Marginal Zero – Jeremy Rifkin

978-989-25_A Sociedade de Custo Marginal ZeroA Internet das Coisas, a comunidade de bens comuns e o eclipse do capitalismo.

Em A Sociedade do Custo Marginal Zero, Jeremy Rifkin anuncia que um novo sistema económico está a entrar na cena mundial. A emergente Internet das Coisas está a dar origem a uma economia colaborativa, baseada numa comunidade dos bens comuns. Este é o primeiro paradigma económico a enraizar-se desde o advento do capitalismo e do socialismo do início do século XIX. A economia colaborativa está a transformar o modo como organizamos a vida económica, permitindo reduzir drasticamente clivagens salariais, democratizar a economia global e criar uma sociedade mais sustentável em termos ecológicos.

Neste novo e provocador livro, Rifkin explica de que forma a Internet está a fortalecer a produtividade a ponto de o custo marginal (o custo de produção de uma unidade se os custos fixos não forem considerados) de bens e serviços ser quase zero, tornando-os praticamente gratuitos, abundantes e independentes das forças de mercado.

Continuar a ler

RÓMULO DE CARVALHO / ANTÓNIO GEDEÃO por Cristina Carvalho

Romulo de CarvalhoRómulo de Carvalho / António Gedeão nasceu a 24 de Novembro de 1906.

Também se comemora hoje, 24 de Novembro, o DIA NACIONAL DA CULTURA CIENTÍFICA instituído em 1996 em sua homenagem, pelo Ministério da Ciência e da Educação.

Quase todo o espólio da sua vastíssima obra pode ser consultado pelo público em geral na Biblioteca Nacional de Portugal em Lisboa.

Continuar a ler

Homem Irracional, de Woody Allen

Um professor de filosofia atravessando uma crise existencial deixa de se rever nas teorias filosóficas que ensina. A liberdade de escolha entre a submissão moral e o dever, leva-o a dissertar sobre Kant e Kierkegaard, sem que o espectador se sinta perdido. Ao relacionar-se com uma aluna, decide corrigir uma injustiça, numa atitude que mude definitivamente o mundo.

Continuar a ler

A Família Bélier, de Eric Lartigau

Numa família de surdos, apenas Paula ouve. Uma adolescente a quem é descoberto um dom que lhe permite aceder a uma escola em Paris. Um dom que os pais não conseguem apreciar. Espreitam-no através de um silêncio difuso, no qual estão irremediavelmente presos, numa espécie de purgatório. Cabe ao pai vencer essa barreira ao sentir a emoção que se desprende da filha quando canta.

Continuar a ler

Táxi de Jafar Panahi

Um táxi nas ruas de Teerão. Jafar Panahi encena um documentário filmado a partir do interior do seu táxi. Logo no início, um passageiro apercebe-se de que o motorista não conhece as ruas de Teerão e denuncia-o como falso taxista. O homem/taxista que não consegue encontrar o seu caminho, numa viagem pelo Irão atual. Os passageiros, do mais humilde ao mais cosmopolita, partilham o seu táxi da mesma forma que trocam expedientes entre si. Sobre a realidade elegível e as regras de um filme distribuível, somos elucidados pela sobrinha do realizador. A jovem está a fazer um filme para a sua professora. O seu olhar oscila, deliciosamente, entre a realidade que nos rodeia e as regras estipuladas pelo regime. Um jovem, que procura o seu sustento nos caixotes do lixo, ao não devolver o dinheiro que apanhou do chão, deixa de ser elegível para o filme escolar: cometera uma má ação.

Continuar a ler

O Dia Dos Milagres, de Francisco Moita Flores

O Dia dos MilagresO Dia dos Milagres é uma viagem apaixonante aos últimos dias do regime filipino que haveria de baquear no golpe de Estado que iniciaria a dinastia de Bragança. O autor centra a acção em Vila Viçosa, onde viviam os Duques de Bragança, e conduz-nos pelos dias de ansiedade, dias terríveis, vividos entre crenças e superstições, marcados por revoltas e sofrimento, num Portugal pobre e cansado, traumatizado pela tragédia de Alcácer Quibir, de onde espera que chegue o Rei Sebastião.

Moita Flores cruza os vários ambientes da época. Desde o fatalismo supersticioso, à preparação cautelosa da conspiração que iria mudar o curso da História de Portugal. João de Bragança e Luísa de Gusmão são os protagonistas, a que associa figuras populares como o Laparduço, mercador de ervas milagrosas, e Efigénia Pé de Galinha, bruxa afamada.

fonte: Nota de Imprensa da editora.

O Olhar dos Inocentes, de Camilla Läckberg

O Olhar dos InocentesNuma idílica ilha frente a Fjällbacka houve em tempos um colégio, propriedade de uma família que, no Domingo de Páscoa de 1974, desapareceu deixando para trás uma bebé de meses. Na altura, o mistério deixou a Polícia perplexa: o que poderia levar os pais a abandonarem uma bebé? Teriam sido raptados? Assassinados?

Apesar dos esforços das autoridades locais, não foi encontrado rasto da família nem qualquer explicação plausível para o sucedido. A bebé, Ebba, foi entregue a uma família que a acolheu e educou e a investigação foi arquivada. Agora, muitos anos depois, Ebba regressa à ilha com o marido. Acabaram de perder o seu único filho e tentam começar uma nova vida restaurando o velho colégio abandonado. Porém, com a chegada de Ebba à ilha, regressam também os estranhos acontecimentos.

fonte: Nota de Imprensa da editora.

O Amante Ingénuo e Sentimental, de John le Carré

O Amante Ingénuo e SentimentalAldo Cassidy é o amante ingénuo e sentimental. Homem bem-sucedido e judicioso, é arrancado às pacatas certezas da sua vida por um repentino encontro com um casal com quem estabelece uma estranha ligação: Shamus, um artista desbragado e estroina, que dissipa dias e noites em farras intermináveis; e Helen, a sua bela mulher, manifestamente sedutora.

Precipitado num turbilhão de imprudência e espontaneidade, Cassidy torna-se um homem desorientado e confrangido ao ver-se dilacerado entre dois polos de uma natureza mais complexa do que alguma vez imaginara.

Quem terminará com quem é um dos mistérios deste livro em que John le Carré, abordando um tema completamente diferente daqueles pelos quais ficou conhecido, confirma o seu lugar como um dos maiores ficcionistas do nosso tempo.

fonte: Nota de Imprensa da editora

Mística Fatal, de Louise Penny

Mística FatalCC de Poitiers tinha um ego do tamanho do mundo e não descansou enquanto não viu o seu livro de autoajuda publicado com o seu rosto na capa. Era autoritária, detestada por todos, mas decerto nunca pensou vir a morrer eletrocutada numa pista de Curling numa aldeia nos confins do Canadá.

Armand Gamache, o inspetor-chefe da Sûreté do Quebeque, também jamais imaginou regressar tão cedo a Three Pines, muito menos na quadra natalícia, tempo de paz e fraternidade a contrastar com o estranho crime. Chamado a liderar a investigação, cedo descobre que CC de Poitiers não era sequer amada pelos familiares mais próximos e coleccionava inimigos.

Mas Gamache também tem os seus próprios inimigos e não tarda a perceber que não pode confiar em ninguém.

Enquanto um vento agreste sopra em Three Pines, trazendo consigo um manto de neve, há uma verdade mais arrepiante que se insinua…

AGATHA AWARD PARA O MELHOR ROMANCE POLICIAL DO ANO

fonte: Nota de Imprensa da editora

Um Estado Selvagem, de Roxane Gay

Um Estado SelvagemMireille Duval Jameson é a caprichosa filha de um dos homens mais ricos do Haiti. Vive comodamente nos Estados Unidos com o marido e o filho. É privilegiada, amada, altiva. Um estado de graça que terá um fim abrupto.

De férias no Haiti, é raptada por um grupo cujo líder abomina tudo o que a família Duval representa. Num país onde a miséria grassa e os raptos são frequentes, Mireille espera, imperturbável, que o pai pague o resgate. Mas o pai dela tem convicções fortes, que não incluem ceder à chantagem de criminosos oriundos de um mundo que despreza. Na luta de poder que se segue, o corpo de Mireille servirá de escudo e de moeda de troca. Ela terá de se refugiar em si mesma e na esperança de um desenlace rápido. Mas à medida que os dias passam, torna-se cada vez mais claro que o resgate não será pago…

fonte: Nota de Imprensa da editora

O OLHAR E A ALMA, de Cristina Carvalho

O-Olhar-e-a-Alma-CCUm olhar perspicaz e intenso, que acompanha a escrita de uma narradora poderosa e, também ela, apaixonada pelo extraordinário da vida.

Baseado na vida de Amedeo Modigliani, o mítico pintor italiano cuja obra é considerada uma das mais importantes do século XX e a vida apesar de inspirar um fenómeno de culto, não é, afinal, tão conhecida quanto se pensa, Cristina Carvalho regressa ao terreno da ficção biográfica com um romance que põe em cena o pintor, contando-nos ele próprio a sua vida sempre difícil, muitas vezes miserável, conduzida pela paixão à arte, amparada por mulheres apaixonadas e alguns raros homens que lhe reconheceram o talento.

Continuar a ler

A Estrada dos Silêncios, de Carlos Vale Ferraz

A Estrada dos SilênciosA jovem juíza Joana Secalha fora colocada na pacata comarca de Abrantes para se redimir de um passado pouco recomendável. Não podia cometer erros e deslocou-se, ao Monte Cimeiro, para ouvir as razões pelas quais o velho Francisco Afonso não aceitara a ordem de expropriação dos terrenos, por onde passaria a moderna estrada europeia e os benefícios do progresso. Francisco Afonso respondeu-lhe com a sabedoria dos velhos: «A ideia de que o progresso é bom assenta no mesmo erro de que Deus nos salva com milagres. Milagre e progresso seriam evitar o mal!» Ela falou do futuro. Ele do passado: «O futuro é para a senhora doutora, para os engenheiros, para os generais à frente das tropas, para os missionários, para os inconscientes que se lançaram ao mar! Eu sou aquele que ficou nas praias, resmungando.»

Francisco Afonso contou à juíza o segredo do passado das suas famílias, há duzentos anos debaixo das terras por onde passaria a estrada que o exporia e cujo avanço ela teria de decidir…

O Meu Mundo Não é Deste Reino, João de Melo

O Meu Mundo Não é Deste ReinoEsta narrativa de João de Melo é uma crónica dos prodígios que fazem a história de uma comunidade rural perdida algures nos Açores. Narrativa mítica, sem cronologia, que começa in illo tempore e prossegue seguindo o fio das ocorrências fantásticas (a chuva dos noventa e nove dias, o dia em que os animais choraram, o dia em que se viu a outra face do Sol, a morte e ressurreição de João-Lázaro) e das vidas de personagens excessivos e arquetípicos (um padre venal, um regedor hercúleo e despótico, um curandeiro e um santo) que povoam um lugar perdido nas brumas do tempo, no outro lado da ilha, progressivamente devolvido à comunicação com o mundo.

8.ª Edição – Reescrita pelo Autor

O Caçador do Verão, de Hugo Gonçalves

O Caçador do VerãoQuando José é convocado pelo velho patriarca da família, com quem não fala há anos, a sua perplexidade é enorme e, por isso, inescapável a recordação do verão de 1982, em que o avô o foi buscar a uma aldeia algarvia onde a mãe o deixara com uma estranha, decidido a tornar-se o pai que ele nunca tivera. Foi nesse verão que a perigosa quadrilha de Mancha Negra fugiu da cadeia, provocando uma caça ao homem sem precedentes que deixou o País em sobressalto; que José mergulhou da rocha mais alta e que foi atingido por um raio, julgando assim ganhar os superpoderes necessários para descobrir o paradeiro dos bandidos e resolver o mistério do desaparecimento da mãe; e que, na companhia de um rafeiro chamado Rocky e de três amigos extraordinários, viu nascer dentro de si uma força e uma ferida que, mais tarde, o levariam a tentar corrigir os males do mundo pelas próprias mãos.

Um romance fascinante sobre a importância da família e da infância nas nossas vidas, que recupera um tempo em que Portugal se aproximava velozmente da Europa, com tudo o que isso tinha de grato e fatídico.

Só Se Morre Uma Vez – Diário 2, Rita Ferro

Só Se Morre Uma Vez - Diário 2Que pensa uma mulher de sessenta anos enquanto os homens se matam uns aos outros? Que a preocupa além da crise e das guerras? Que utilidade lhe encontram, quanto vale para certas pessoas? Que amores ainda a podem surpreender? Que esperanças, que forças lhe restarão antes de se render à idade?

Numa época em que a beleza e a juventude se apresentam como divindades e o dinheiro se revela – dir-se-ia – como a única religião verdadeiramente ecuménica do Mundo, é com a singularidade do indivíduo à margem destes padrões que a grande humanidade se identifica. Talvez por isso, Rita Ferro teime em deixar o testemunho do seu tempo, lugar e circunstância, partilhando com os leitores o seu Diário 2, interlocutor das suas memórias, perplexidades e reflexões na passagem para os sessenta.

A Noção de Poema seguido de Crítica Doméstica dos Paralelepípedos

A Noção de Poema seguido de Crítica Doméstica dos ParalelepípedosNo 50º Aniversário da Dom Quixote, reúnem-se num único volume os dois primeiros livros de poesia de Nuno Júdice, ambos publicados na colecção Cadernos de PoesiaA Noção de Poema em Março de 1972 e Crítica Doméstica dos Paralelepípedos em Junho de 1973.

Nestes dois livros, o então jovem poeta, na altura estudante de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa, afirmou-se como uma voz singular de grande qualidade, como que antevendo o sucesso que tem sido a sua carreira literária.

Nas livrarias a 9 de Junho

O Outro Lado do Paraíso, de Paul Theroux

planoK_Arte_viagemEllis Hock nunca acreditou que voltaria a África, à isolada aldeia em que fora tão feliz. Enquanto gere o seu antiquado negócio de pronto-a-vestir masculino, Ellis Hock sonha ainda com o seu paraíso africano, e os quatro anos que passou no Malawi com o Corpo de Paz, interrompido quando foi obrigado a regressar para tomar conta do negócio de família.

No entanto, quando a mulher o deixa, privando-o da casa de família e da filha, e exigindo partilhas, Ellis Hock percebe que não tem lugar para onde possa ir, a não ser a remota região de Lower River, onde poderá reencontrar momentos felizes.

Ao chegar à poeirenta aldeia, Hock descobre-a profundamente transformada: a escola que ele próprio construíra é agora uma ruína; a igreja e a clínica desapareceram; e a pobreza e apatia instalaram-se nas pessoas, que se lembram dele – do estrangeiro que tinha medo de cobras – e lhe dão as boas-vindas. Mas esta nova vida de Ellis Hock, este retorno, será uma evasão ou antes uma armadilha?

Continuar a ler

As Novelas Extravagantes, de Mário de Carvalho

Novelas_Extravagantes_MdCOs livros Quatrocentos Mil Sestércios seguido de O Conde Jano, vencedor do Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco em 1992, e Apuros de Um Pessimista em Fuga, de Mário de Carvalho, estão agora reunidos em Novelas Extravagantes, que a Porto Editora publica a 4 de junho.

São três histórias, protagonizadas por três homens, em tempo e lugares distintos, que caminham para diferentes (e emocionantes) destinos: Quatrocentos Mil Sestércios é uma novela passada na Lusitânia, no tempo da Roma Imperial, onde um filho de centurião se envolve em peripécias várias por causa de uma pequena fortuna, O Conde Jano dá-nos a conhecer uma reinterpretação de um velho rimance popular dos cancioneiros e, em Apuros de Um Pessimista em Fuga, somos transportados para o passado menos longínquo, no fim do Estado Novo.

Continuar a ler