AÍ ESTÁ “O LADO OCULTO”! | José Goulão

http://oladooculto.com é o endereço do novo semanário digital de informação internacional “O Lado Oculto”, que entrou agora online com uma edição experimental, o Número 0.

Nesta edição encontrará o leitor as informações essenciais sobre a publicação, que tem como mensagem de apresentação a frase “Antídoto para a propaganda global”. É mesmo isso que este colectivo de jornalistas seniores de muitas nacionalidades pretende trazer-vos, uma informação alternativa à desinformação dominante. Na edição experimental estão igualmente disponíveis as informações para proceder à assinatura.

A partir de agora “O Lado Oculto” deixou de ser nosso: está nas vossas mãos!

“O LADO OCULTO” | FALTA UMA SEMANA | José Goulão

Na próxima sexta-feira, 24, o novo semanário digital de informação internacional “O Lado Oculto – Antídoto para a propaganda global” estará disponível neste endereço: https://www.oladooculto.com/

Será o Número Zero, uma edição experimental posta à disposição gratuitamente para avaliação dos eventuais leitores e angariação de assinaturas. No dia 7 de Setembro iniciar-se-á a publicação semanal regular. Os preços das assinaturas serão de 16 euros (anual), 10,50 euros (semestral) e 3,20 euros (seis números). Abrimos a oporunidade para todos os que acreditam no papel da informação independente se tornarem “assinantes solidários”, contribuindo com uma verba voluntária além do valor da assinatura. “O Lado Oculto” dependerá unicamente dos seus assinantes.

Como aperitivo podemos desde já anunciar que no Número Zero exporemos a “Liberdade Duradoura” que a NATO instaurou no Ageganistão em 17 anos de ocupação; faremos a anatomia do mais recente golpe na Venezuela, da séria confrontação entre Estados Unidos e a Turquia, que passa bem pelo interior da NATO e assusta o globalismo neoliberal; e explicaremos o acordo viciado entre Juncker e Trump, que apenas serve a indústria automóvel alemã. O Brasil em luta pela independência estará também nesta edição experimental.

Quem, até ao momento, não disponibilizou o endereço de e-mail para receber a newsletter anunciando o entrada online poderá fazê-lo para assinantes@oladooculto.com; também pode ir tentando oendereço www.oladooculto.com a partir de dia 24. Aqui encontrará todas as indicações para concretizar a assinatura.
A todos quantos percebem a necessidade de uma verdadeira informação internacional livre e independente pedimos que sejam assinantes e, além disso, divulguem quanto puderem este novo endereço: WWW.OLADOOCULTO.COM

José Goulão

Os Donos do Mundo | Pedro Baños

Pedro Baños revela-nos as táticas e os segredos dos países para dominar e influenciar à escala mundial, incluindo através da religião. Recorrendo a vários exemplos reveladores, o autor mostra-nos ainda as estratégias clássicas – todas com uma base de hipocrisia e aproveitamento das fragilidades alheias – e aponta os erros do passado que continuam a repetir-se e que são inerentes à condição humana. As regras do jogo podem ter mudado, mas há princípios imutáveis.

Uma análise reveladora sobre as principais estratégias de manipulação implementadas pelos países para manter e reforçar o seu poder ao longo dos séculos.

Pedro Baños é coronel do Exército na reserva. Diplomado pelo Estado-Maior de Espanha, é um dos maiores especialistas em Geopolítica, Estratégia, Defesa, Segurança, Terrorismo, Inteligência e Relações Internacionais. Casado e pai de três filhos, é atualmente analista e conferencista.

A Noite é dos Pássaros | Edmar Monteiro Filho | por Adelto Gonçalves

Queiramos ou não admiti-lo, somos uma Nação fundada sobre a escravidão, e não apenas dos povos africanos, oficialmente extinta há pouco mais de cem anos, mas também dos povos que aqui viviam antes da chegada da esquadra de Cabral, em 1500. De fato, não estamos sozinhos num concerto mundial em que a violência tem origem nas diferenças não apenas de cor da pele como também de crença, de origem, de convicção política e tantas outras. Mas sofremos especialmente as consequências de um feixe de misérias ocasionadas pelo tratamento de seres humanos como bestas durante centenas de anos. Ainda hoje, há os escravos com carteira assinada, os escravos sem segurança, sem garantias, os escravos humilhados pela necessidade absoluta.

Aquele que domina e escraviza entende o outro como inferior, criatura vinculada ao conceito de utilidade, seja para realizar as tarefas que o dominador não deseja ou não está apto a realizar, seja para dar prazer ou simplesmente alimentar a vaidade de deter a posse de outro ser humano – ainda que, no mais das vezes, tal domínio venha justificado pela negação da humanidade do escravizado. Assim, a escravidão nasce da diferença que se autoriza a suprimir a dignidade ao outro, na medida em lhe retira não apenas a liberdade, mas a autodeterminação.

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“Poéticas Periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana” | Lançamento do livro em 04 de agosto de 2018

 Segue, em anexo, release como sugestão de pauta sobre o lançamento do livro “Poéticas Periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana”, que acontece dia 04 de agosto de 2018, das 14:30 às 16:30h, no estande da PerSe Editora, na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
O livro reúne 100 poetas de saraus e slams de poesia de várias quebradas de Salvador, apresentação de Tia Má (Maíra Azevedo) e prefácios de Day Borges (Coletivo de Entidades Negras) e Geilson dos Reis (Sarau Arte Livre – UNEB).

Galinha Pulando lança livro com cem poetas na Bienal de São Paulo

A antologia “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana”, reúne textos de poetas da periferia de Salvador-BA e será lançada no dia 04 de agosto de 2018 (sábado), das 14:30 às 16:30hs, no Estande N010 da PerSe Editora, na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Contemplado pelo Calendário das Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), o livro reúne cerca de 100 autores e é resultado do trabalho coletivo de vários protagonistas de saraus, slams, grupos e coletivos de artistas da palavra, oriundos das periferias de Salvador. Textos de apresentação: Tia Má, Dhay Borges e Geilson dos Reis. Capa de Marcos Paulo Silva e Alisson Chaplin. A juventude da Bahia ocupa o centro e os bairros de Salvador como nunca antes na história, em luta, através da poesia, por espaço na cena literária e contra as opressões como racismo, genocídio dos jovens negros, intolerância religiosa etc. São centenas de grupos de saraus que recitam em ônibus, praças, esquinas. Este livro é uma compilação de parte dessa produção poética.

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Eufrásia e Nabuco: uma história de amor | Neusa Fernandes | por Adelto Gonçalves

I

Eufrásia Teixeira Leite (1850-1930), nascida em Vassouras, no interior do Estado do Rio de Janeiro, foi mulher avançada para o seu tempo, que viveu sua infância e adolescência numa bela residência senhorial conhecida como a Casa da Hera e recebeu educação esmerada, pois apreciava literatura de alto nível, especialmente os textos do filósofo alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) e os contos e poemas do norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849).

Ela viveu um romance clandestino de 14 anos com Joaquim Nabuco (1849-1910), advogado, diplomata e herdeiro de José Tomás Nabuco de Araújo Filho (1813-1878), presidente da província de São Paulo (1851-1852), ministro da Justiça (1853-1857) e senador do Império pela Bahia (1857-1878), a quem o filho dedicou o livro Um estadista do Império, obra seminal para se conhecer a história política brasileira daquela época.

Apesar de pertencer à elite brasileira, que sempre se caracterizou por sua ancestral maldade para com as classes menos favorecidas, Joaquim Nabuco destacou-se como defensor da liberdade para os escravos, além de ter sido grande tribuno e combativo jornalista, que despertava a ira dos conservadores que o consideravam um “arrogante mulato nordestino e perigoso abolicionista”. Foi também intransigente defensor das reformas sociais de base, que até hoje o Brasil ainda não conheceu.

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O Lado Oculto – Antídoto para a propaganda global | José Goulão

“O LADO OCULTO” COMEÇA A GANHAR VIDA

O semanário electrónico por assinaturas “O Lado Oculto – Antídoto para a propaganda global” começa a ganhar vida e espaço.
Hoje apresenta-se o logótipo da newsletter e do site e no dia 24 de Agosto enviaremos o Número Zero para todos os endereços de e-mail que temos continuado a receber em número apreciável. Nesse número experimental de apresentação serão fornecidas todas as informações para concretização das assinaturas. 

A partir de 7 de Setembro começarão as edições regulares, todas as sextas-feiras. Os assinantes receberão uma newsletter com links que os remeterão para os artigos a publicar no site – www.oladooculto.com

Recorda-se que as modalidades de assinaturas serão 16 euros/ano, 10,50 euros/semestre, 3,20 euros/6 números, valores incluindo IVA. Quem estiver interessado e ainda não formalizou o interesse em receber o Número Zero no seu e-mail pode fazê-lo agora para o endereço definitivo de assinaturas:  assinantes@oladooculto.com

De volta à Universidade | 9 a 13 de Julho | José Gabriel Pereira Bastos

De volta à Universidade, vou, pela primeira vez, poder testar em público, com quem quiser vir, a minha concepção pós-freudiana da psicanálise, como (única) Teoria Geral da Acção Humana (disponível), equivalente epistemológico, pela sua abrangência, da Teoria do Tudo cósmico, de Hawking e da Teoria Evolucionista de Darwin – uma Grande Teoria do Tudo Humano, preocupada com a Análise das Produções Culturais, com a análise dos Processos Narcísicos e com o Mal-Estar na Civilização – uma Ciência de tipo novo, transversal e integrativa, totalmente irredutível às disciplinas gestionárias e à ‘clínica das neuroses’ em que os ‘profissionais’ gostam de a encerrar, longe das vistas do ‘público’.

Entre mulheres – Diário de um lisboeta (romance) | em breve nas Livrarias | Vera de Vilhena

Pré-venda de promoção, no site da poética  edições. Só até 15 de Julho.
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«Uma história de vida, narrada com um humor subtil, uma desenvoltura surpreendente e uma simplicidade desarmante, quase subversiva.» 
Rita Ferro, escritora
 
«A literatura é porventura a única máquina do tempo eficaz e romanticamente fiável. Neste livro, a memória é crucial para se entender a paletta difícil de sentimentos que cruzam a vida das pessoas. A história transporta-nos para o que há de melhor em nós, em todos nós, numa escrita irrepreensível, capaz de nos tocar e de nos tomar de assalto.»
Patrícia Reis, escritora, editora.
 
SINOPSE
Percorrendo um espelho de memórias, que parte das ruas de Lisboa e se ramifica na infância, nas conjecturas e dilemas, numa sofrível determinação, na incerteza e nostalgia de um homem a sós, o leitor vai descobrindo o seu próprio reflexo. A reinvenção dos laços familiares quebrados, a sua justiça ou merecimento, dificilmente serão previsíveis ou consentidos. O projecto da escrita, devorado com absurdo idealismo, vai simbolizando a metamorfose a que assistimos página a página, impulsionada pela descoberta da leitura e o erotismo de alguns encontros. Neste romance, as mulheres que flutuam na esfera de emoções do protagonista – filho, marido, irmão, pai e amante –, constituem o pilar da sua salvação. Apesar de tudo. Ou não fosse a vida. 
 
Nas livrarias a partir de 25 de Julho
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Sarau da Onça recebe cem poetas das quebradas para lançar livro | Livro “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana” | Valdeck Almeida de Jesus (organizador)

Sugestão de Pauta: Livro “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana”, que reúne 100 (cem) poetas de saraus e slams de poesia de Salvador.
O lançamento será no Sarau da Onça, dia 07 de julho de 2018 (sábado), a partir das 18hs.

Vai ter sarau, venda de artesanato, brincos, turbantes, livretos e apresentação musical

A obra “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana” reúne textos de poetas e poetisas da periferia de Salvador-BA e será lançada no dia 07 de julho de 2018 (sábado), a partir das 18hs, no Sarau da Onça, no Anfiteatro Abdias Nascimento, à Rua Albino Fernandes, 50-C, Novo Horizonte/Sussuarana, em Salvador-BA.

Texto de orelha por Maíra Azevedo (Tia Má, jornalista, atriz e digital influencer), apresentações de Geilson dos Reis (Pedagogo e Professor) e Dhay Borges (Coletivo de Entidades Negras – CEN), capa do poeta Marcos Paulo da Silva, contracapa de Allison Chaplin. Financiamento através da 1ª Chamada do edital Calendário das Artes 2017, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

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DiEM25 | Uma ideia cuja altura chegou

Durante mais de dois anos o DiEM25 tem estado a sensibilizar para a desintegração da União Europeia e desenvolver políticas para estabilizar e recontruir o projecto europeu. No último Outono, ativámos a nossa ‘ala eleitoral’ in para podermos levar o nosso projeto político nas urnas. Há duas semanas atrás os membros alemães do DiEM25 fundaram um partido em linha com os nossos princípios. Na última semana em Paris, a Primavera Europeia – a coaligação transnacional liderado pelo DiEM25 — teve a sua reunião mais importante até hoje: acordamos a nossa agenda política que levaremos para o Parlamento Europeu em 2019 – as alterações climáticas, as migrações e os refugiados, a evasão fiscal e a dívida pública e privada.

O objetivo deste programa é dar uma alternativa ao status quo de Bruxelas e aos movimentos xenófobos. A Primavera Europeia está a liderar a mudançapara construir uma nova Europa democrática, com uma lista transnacional, um spitzenkandidat, e um programa político.

Nas semanas e meses vindouros, vamos perguntar a ti — a todos os membros da Primavera Europeia e aos membros das organizações da Primavera Europeia — para propor emendas ao nosso programa político, comentar nos nossos avanços e votar nos nossos candidatos europeus. É um processo de consulta e decisão de cidadãos para decisão das políticas que vamos trazer para Bruxelas e para as pessoas que lutam por elas!

Seja uma luta pelo Parlamento Europeu, eleições legislativas ou eleições municipais, chegou a altura para trazer a visão do DiEM25 para o debate político.

Se nos juntarmos, temos uma hipótese de abalar o status quo – de Lisboa a Varsóvia, de Copenhaga a Atenas.

Vítor, para lançar a primeira campanha política transnacional precisamos que participes nos nossos processos de democracia interna assim como ajudar a espalhar a mensagem para amigos e família. Se puderes também podes ajudar de outras maneiras:

  • Junta-te à nossa força de voluntários
  • Faz uma doação to ao nosso movimento, por mais pequena que seja, porque são essenciais

Diz-se que nada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou. Chegou a altura do DiEM25!

Carpe DiEM25!

Luis Martín

>>Coordenador de Comunicações do DiEM25

O meu coração só tem uma cor | Joana Marques

 Nas livrarias no dia 22, cheio de humor inteligente, com um prefácio de Pinto da Costa, e uma estrutura organizada em 92 textos correspondentes aos 92 minutos de um jogo à Porto ou de um jogo de boa memória para os portistas. As magníficas ilustrações do interior são do Pedro Vieira.

José Goulão | “O LADO OCULTO” A 7 DE SETEMBRO

Car@s amig@s 

Informo que o primeiro número da newsletter de informação internacional “O Lado Oculto – Antídoto para a propaganda global” será enviado no dia 7 de Setembro aos assinantes. Duas semanas antes, a 24 de Agosto, os candidatos a assinantes que estão a manifestar esse interesse através do meu mail josemanuelgoulao@gmail.com receberão o número zero, uma amostra do que a publicação virá a ser e que incluirá o boletim de registo e assinatura, bem como as condições de pagamento. Só então serão formalizados os vínculos dos aderentes.

As assinaturas estão disponíveis nas seguintes modalidades: anual (52 números), 15 euros, 29 cêntimos/número; semestral (26 números), 10 euros, 38 cêntimos/número; seis números, 3 euros, 50 cêntimos/número.

Haverá ainda a possíbilidade de os assinantes contribuírem com um valor adicional, acto de solidariedade para com um projecto que parte apenas com o mínimo de subsistência assegurado.

“O Lado Oculto” é um projecto independente, sem qualquer apoio de entidades públicas, privadas, sociais ou mecenas, e viverá apenas dos seus assinantes. O objectivo único dos responsáveis pelo projecto, cinco jornalistas europeus seniores entre os quais me incluo, é o de combater a informação dominante, transformada em propaganda de um sistema único que nos manipula, engana e oprime. Desde já todos nós manifestamos profunda gratidão pela grande adesão que sentimos após o anúncio desta publicação a que dedicaremos o máximo das nossas energias, experiência e saber, sustentado numa rede de contactos que, sem hesitação, qualificamos como notável, abrangente e profunda.

Manteremos o contacto e continuamos a aceitar as vossas manifestações de interesse em aderir a este projecto.

José Goulão

Retirado do Facebook | Mural de José Goulão

DESCOBRIMENTOS | Francisco Seixas da Costa in blog “duas ou três coisas”

Anda por aí um debate sobre o nome a dar ao museu que se pretende fazer em Lisboa sobre as viagens de Quinhentos. Perante a sugestão de que se chamasse “das descobertas” ou “dos descobrimentos”, logo surgiu uma opção “de recuo”, a propor o nome de “a viagem”. Acho mal.

As viagens tituladas pela coroa portuguesa, desde o ataque a Ceuta, foram quase sempre operações de conquista (com exceção das desertas ilhas atlânticas), com toda a violência que isso à época implicava. Afonso de Albuquerque foi um guerreiro sanguinário e os outros capitães das frotas e das naus não devem ter sido muito mais meigos. Pode imaginar-se o modo como foram tratados os árabes, os negros ou os indianos e outros orientais que lhes apareceram pela frente, nessas expedições para encher alforges e porões, tendo como alibi ideológico a expansão da cruz. A captura e uso de escravos, com a desenfreada exploração laboral e sexual, fez parte integrante da empresa ultramarina e Portugal foi dos Estados europeus que prolongou essa selvática prática até mais tarde. O nosso atraso histórico é, aliás, recorrente: um século depois, quando já quase toda a Europa tinha descolonizado, por cá ainda se falava do “Ultramar” e do “Portugal do Minho a Timor”.

O Estado Novo, prosseguindo, aliás, uma velha narrativa colonialista republicana, pretendeu dar a essa aventura além-Europa uma aura de santidade civilizacional. Usou “Os Lusíadas” como bíblia apologética e capturou oportunisticamente em favor de um patriotismo de regime essa parte da nossa História, consagrando-a de forma caricatural, em textos e momentos hagiográficos, de que a Exposição do Mundo Português (que já ecoava modelos alheios) foi o mais curioso exemplo. A minha geração deve ter sido a última que foi atulhada por uma historiografia gongórica, de que muita da estatuária que por aí anda é aliás tributária.

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O Regresso à aldeia de La Salle | Rodolfo Miguez Garcia

A crónica seguinte tenta repor a verdade histórica sobre a aldeia de La Salle, onde irredutíveis Lusitanos resistiram à invasão e ocupação Romana, durante muitas Luas e Sóis, e por quem sois.

Consultados papiros de linho no arquivo histórico de Barce Linhus e as notas do arquivo musical de Valha Dó Li, é agora possível repor a história com factos tão verdadeiros, que parecem mentira. Facto indesmentível é que a aldeia não suportou o cerco eternamente, mas também não abdicou do seu desígnio. Ora leiam:
Corria o ano de LXXIV do império Romano de Facius II. A aldeia Lusitana de La Salle em Abra Antes, permanecia inexpugnável, e os seus ocupantes dedicavam-se exclusivamente às tarefas diárias de adquirir conhecimentos, habilidades e valores morais, para levar e ensinar a outros povos.

Chefes, druidas e jovens alimentavam-se da poção mágica de transmitir e receber ensinamentos, fundamental mente pelo método convencional, complementado por vezes com uma “carolada”, método Paciente, ou com “chapadita” método Joaquim Xá Pad. Ensaiou-se com êxito nessa altura um sistema inovador de transmissão de conhecimento, através do lobo frontal do cérebro. A matéria era introduzida na mioleira, dos mais distraídos com um giz manejado com perícia pelo druida João, carinhosamente conhecido por João o “DucK”. Quando o método não produzia resultado imediato, voava o apagador do quadro negro, o que, como resultados colaterais, provocava também, embora rara mente, algumas nódoas cinzentas.
As notas e nódoas eram assim positivas e a fama espalhou-se por todas as províncias, acorrendo à aldeia cem temas de jovens de todo o reino desejosos de adquirir e defender os valores humanistas de La Salle.

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Inauguração da Praça S. João Baptista de La Salle em Abrantes | 17 de Junho de 2018

VENHAM, TRAGAM FAMÍLIA E AMIGOS.Podem ter “derrubado” o edifício do nosso La Salle, mas não derrubam o nosso espírito Lassalista. É por isso que no próximo dia 17 vamos dizer que o La Salle está vivo. Vivo nos seus alunos, professores, colaboradores e amigos da cidade de Abrantes. Inauguraremos a praça S. João Baptista de La Salle, patrono universal dos professores.

É uma justa aspiração, agora satisfeita pela CMA, e que passa a ser a referência Lassalista que o edifício perdeu, após a transformação. O programa está publicitado na página La Salle do Facebook. Venham tragam família e amigos.

Passem a palavra e divulguem, já somos uma centena ou mais. Inscrições para 969 005 225 ou carlosoliveiraborrego@hotmail.com.

Rodolfo Miguez Garcia

Museu das Descobertas: Eduardo Lourenço não vê necessidade de “crucificar” passado. in Revista “Sábado”

“Uma parte desses senhores que subscrevem esse documento têm as suas razões (…)mas fomos os mais pacíficos, dos povos do sul da Europa”, considera o pensador.

O ensaísta Eduardo Lourenço afirma não compreender a necessidade de “crucificar” o país por causa do seu passado de colonizador, sublinhando que não houve maldade na génese e que o mal feito já não pode ser reparado.

Eduardo Lourenço comentava, em entrevista à agência Lusa, a polémica relacionada com um possível “Museu das Descobertas”, em Lisboa, que motivou uma carta aberta, publicada em Abril no jornal Expresso, de dezenas de historiadores que se opõem ao conceito por trás da designação, e teve já várias outras — a favor e contra — desde então.

“Não sei por que é que neste momento parece haver uma necessidade de crucificar este velho país em função de uma intenção louvável, mas que ainda não redime aqueles que querem realmente a redenção, aqueles que foram objecto de uma pressão forte como o do nosso domínio enquanto colonizadores, de uma certa época”, afirmou.

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Agentes culturais contra a designação e missão do “Museu da Descoberta” da C.M. de Lisboa

Neste momento é injustificável e extemporâneo que se crie o “Museu da Descoberta“ — se não se aproveitar esta oportunidade para refletir sobre o passado colonial português e as suas ramificações no presente; assim como as políticas de memória da cidade de Lisboa.

Nós, artistas, curadores/as, historiadores/as de arte e outros/as profissionais do sector cultural e científico, mas fundamentalmente cidadãos e cidadãs, juntamos as nossas vozes à recente carta pública sobre este tema assinada por mais de cem cientistas sociais.

O atual programa de governo da CML para um tal museu promove os seguintes objetivos: “uma reflexão sobre aquele período histórico nas suas múltiplas abordagens, de natureza económica, científica, cultural, nos seus aspetos mais e menos positivos, incluindo um núcleo dedicado à temática da escravatura.” Tais objetivos só serão rigorosos se em diálogo com o crescente movimento de descolonização da memória histórica que tem vindo a ser operado a partir do sector cultural e científico e de movimentos anti-racistas, feministas, LGBTQI. Esta articulação requer compromissos estruturais no que concerne aos objetivos e modelo de gestão deste projeto que devem ser debatidos num fórum de alargada participação. Um projeto museológico inovador tem obrigatoriamente de passar pela construção e/ou pela ativação de redes de conhecimento e solidariedades institucionais, narrativas e contranarrativas em disputa, bem como memórias díspares, individuais e coletivas.
Em repúdio de uma história anacrónica que assuma um ponto de vista unívoco e glorificador, o qual tem vindo a ser contestado em fundamentadas reformulações por múltiplas investigações académicas nacionais e internacionais, apoiamos a urgência da revisão dos termos “descoberta”/“descobrimentos” e outros eufemismos (“primeira globalização”, “viagem”, “diáspora”, “interculturalidade”, “mar”, “lusofonia”) como o primeiro passo para uma discussão mais ampla e plural.

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A controvérsia sobre um Museu que ainda não existe. Descobertas ou Expansão? (12.04.2018 ) in Jornal “Expresso”

Já vai em mais de cem o número de académicos que são contra a possibilidade de Lisboa vir a ter um “Museu das Descobertas”. Numa carta, que o Expresso publica abaixo, historiadores, especializados na história do império português , e cientistas sociais explicam porque é que um museu dedicado à expansão portuguesa nunca deverá ter esta designação. A ideia de criar na capital uma instituição como esta foi defendida no programa eleitoral de Fernando Medina, eleito presidente da câmara de Lisboa. Os signatários da carta consideram o nome “Museu das Descobertas” um erro de perspectiva. A lista de signatários não tem parado de aumentar desde que a carta foi tornada pública,na última quinta-feira. Aos portugueses juntaram-se desde então investigadores vinculados às universidades de Harvard, Yale, e UCLA, nos Estados Unidos, ao Collège de France, Sorbonne, EHESS, Paris e a EPHE, Paris, às principais universidades brasileiras, São Paulo, Universidade de Campinas, Universidade Federal da Baía, Universidade Federal Fluminense, o University College London, UK, ou a Universidad Complutense de Madrid.

Porque é que um museu dedicado à ‘Expansão’ portuguesa e aos processos que desencadeou não pode nem deve chamar-se ‘Museu das Descobertas’?

A ideia de construir um ‘Museu das Descobertas’ na cidade de Lisboa, incluída no programa eleitoral de Fernando Medina de 2017, não é nova, e tem sido objecto, nas últimas semanas, de algumas reflexões no espaço público. Num momento em que a capital está a viver um surto de turismo e interesse internacional nunca visto, criar um museu sobre este período histórico pode parecer tentador.

Se existem vantagens na criação de um espaço museológico deste tipo, porque é que ele não deve intitular-se ‘Museu das Descobertas’?

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DiEM25

No DiEM25, a nossa visão não é só soundbites e slogans – inclui propostas políticas concretas e credíveis. A nossa plataforma política mostra que existe uma alternativa antisistema. Mostra também que estamos aptos a levar a Europa para um mundo melhor.

É por isto que vamos redobrar os esforços para expandir a nossa Agenda Progressista para a Europa – e pedimos por isso as vossas contribuições.

Como podes ver pelo nosso novo site, estamos no caminho certo para concluir todos os documentos dos pilares até ao Outono deste ano.
Em Abril, lançamos oficialmente o nosso  Pilar do Trabalho – coordenado pelo Jacques Terrenoire – que vai entregar o nosso primeiro Green Paper até ao final de Junho.

É uma semana preenchida!

Os outros pilares também estão a avançar. Estamos a avançar com o paper da Constituição Europeia e com o trabalho sobre Tecnologia e a Internet das Pessoas. Vamos manter-te a par de todos os desenvolvimentos, por isso mantenham-se atentos.

Nos próximos meses vamos agrupar as nossas políticas num programa político para a nossa lista transnacional – a Primavera Europeia. Juntamente com os nossos parceiros estamos a construir uma plataforma para encaminhar a ala eleitoral do DiEM25 para as eleições parlamentares de Maio de 2019. Em Junho teremos um rascunho que enviaremos para todos membros para poder ser consultado.

Apesar de estarmos muito contentes com o nosso progresso na nossa plataforma, não podemos cumprir o nosso trabalho sem as vossas ideias, contribuições e comentários. Portanto por favor entrem na discussão  dos processos de desenvolvimento político e façam parte da Agenda Progressiva que vai tornar a Europa muito melhor!

Carpe DiEM!

Paola Pietrandrea e David Adler da Coordenação do Conteúdo Político

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Revista Actual | Agricultura e Mar

A revista Agricultura e Mar é uma publicação digital semanal de informação dirigida aos profissionais do mundo rural e da economia do mar, mas também orientada para a divulgação de toda a actualidade política, económica e cultural.

O objectivo é dar a conhecer a inovação tecnológica e científica, os novos apoios comunitários e nacionais aos sectores agrícolas e do mar e toda a indústria com eles relacionados. Temas como os das soluções energéticas, sistemas de rega, nova maquinaria e aquacultura, mas também todos os eventos relacionados com a terra e o mar, como as feiras agrícolas e os desportos náuticos serão abordados semanalmente. E também a análise da evolução do preço dos produtos agrícolas, do gado, do valor dos terrenos agrícolas e do pescado.

Assim, e de forma a alargar os horizontes por ambas as partes, Associação Portuguesa de Biodiversidade e Cinegética e a revista Agricultura e Mar Actual tornam-se parceiros.

Acompanhem o facebook e o web site da revista em: www.agriculturaemar.com

Açores investe mais de 1 M€ em formação avançada na área do Mar até 2020

http://agriculturaemar.com

O secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia destacou hoje, 4 de Maio, na Horta, o investimento superior a um milhão de euros em bolsas de doutoramento e pós-doutoramento na área do Mar, desde 2014 e até 2020, frisando que este valor “revela a importância” que o Governo dos Açores atribui “à investigação e ao conhecimento científico ligados aos oceanos”.

Gui Menezes falava na sessão de abertura do workshop sobre o projecto Maritime Alliance for Fostering the European Blue Economy (MATES), intitulado ‘Um oceano de novas oportunidades profissionais para uma economia competitiva para o Mar dos Açores’.

Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia

Este workshop, organizado pelo Governo dos Açores, através do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia, que integra o consórcio do MATES, tem como objectivo desenvolver uma proposta de plano estratégico para a formação nas áreas da economia do mar tradicionais e emergentes na Região.

Segundo Gui Menezes, pretende-se com a realização deste evento “identificar algumas das necessidades mais prementes no que respeita à capacitação no sector da economia do mar na Região”.

Neste sentido, referiu que, através dos contributos dos ‘stakeholders’ convidados a participar no workshop, espera-se que seja possível “ajustar a oferta formativa da futura Escola do Mar dos Açores às necessidades de competências nas actividades tradicionais e emergentes marítimas”.

Escola do Mar dos Açores

Durante a sua intervenção, o secretário Regional frisou que a Escola do Mar dos Açores, que entrará em funcionamento em 2019, terá “valências técnicas e tecnológicas ajustadas à formação certificada para as profissões marítimas tradicionais e emergentes, e mais exigentes sob o ponto de vista tecnológico, promovendo a ‘economia azul”.

“Para desenvolvermos a ‘economia azul’, é preciso visão de futuro, vontade política e financiamento”, afirmou, garantindo que “não falta vontade política ao Governo dos Açores”, disse Gui Menezes.

Agricultura e Mar Actual

http://agriculturaemar.com

DiEM25 | Informação

Nos dias que correm, o DiEM25 está a avançar de muitas formas diferentes em simultâneo

Ala eleitoral: a nossa segunda reunião com os nossos aliados políticos foi um grande sucesso – lê o resumo aqui. Em Dezembro/Janeiro pedimos a todos os membros para sugerir nomes para o partido a nível Europeu. Os nossos aliados também se reuniram e ofereceram sugestões. Estamos orgulhosos do nome que escolhemos, que surgiu através da sugestão de um dos membros de base do DiEM25 – Primavera Europeia. Vê o Yanis Varoufakis a defender este nome durante a reunião:

Papers políticos:  A Paola, membro do CC, é a nova responsável pelos  papers políticos. Graças à sua persistência, dispomos agora de um cronograma para completar todos os pilares da Agenda Progressista. O grupo de trabalho do pilar do Trabalho fez um questionário. Por favor revê este documento e discute os eventuais com membros do DiEM25 e manda as tuas ideias até dia 1 de Junho para labour@diem25.org. Na próxima semana, esperamos conseguir enviar-te o primeiro rascunho dos papers da Transparência, Refugiados e Migração para poderes comentar.

Organização interna: As eleições para o Coletivo Nacional francês terminaram. Parabéns a todos os que participaram! Podes ver os resultados aqui. Também já é possível participar na votação do Coletivo Nacional do Reino Unido. Entra na nossa  área de membros  para decidir quem vai coordenar os esforços do movimento neste país nos próximos anos. Esta votação decorre até  7 de Maio. Como sempre, a votação é algo qe pode ser feito de forma transnacional: Não precisas de ter uma passaporte ou ser cidadão do Reino Unido para votar mas se for o caso ,informa-te sobre as contribuições dos candidatos para o DiEM25 UK antes de votar.

Carpe DiEM!

Judith Meyer
Coordenadora dos Voluntários

O olho e a mão | Ana Marques Gastão e Sérgio Nazar David

O belíssimo «O olho e a mão», escrito a duas mãos por Sérgio Nazar David e Ana Marques Gastão, publicado pela editora 7 letras. É um diálogo, não apenas entre os poetas, mas também entre a poesia e a pintura, celebrando essa relação íntima e sensível entre as artes.

 

Maria Cantinho

Retirado do Facebook | Mural de Maria Cantinho

CÃMARA MUNICIPAL DE ALCANENA | NOTA DE IMPRENSA | Resposta ao/s Requerimentos Apresentados Referentes à Reposição da Diferença Remuneratória

Câmara Municipal de Alcanena

Serviço de Comunicação, Protocolo e Relações Externas

NOTA DE IMPRENSA

Resposta ao/s requerimentos apresentados referentes à reposição da diferença remuneratória (40 para 35 horas)

No seguimento dos requerimentos apresentados por alguns trabalhadores do Município e entregues pela Comissão Sindical em representação dos mesmos, em 4 de setembro de 2017 ao Município de Alcanena, vem a Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira, prestar esclarecimentos, com base em consulta jurídica solicitada, com apreciação complementar, no sentido de se verificar do fundamento da pretensão apresentada.

A discussão do assunto em apreço é recorrente, tendo inclusivamente sido suscitado pelo Sindicato interveniente na providência cautelar interposta contra este Município em outubro de 2013, que correu sob o n.º 1316/13.1BELRA junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria. Sendo que o STAL veio, a propósito e por efeito das alterações introduzidas pela Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto, “requerer a suspensão da eficácia da decisão da entidade requerida que alterou o horário de trabalho dos associados do STAL e que determinou que estes trabalhassem mais 1 hora por dia.”

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Queres ligar-te a TODOS os membros do DiEM25 members? Agora é possível!

Quando: Quinta-feira, 26 de Abril | 10am – 1pm | 3pm – 5pm

Onde: Biblioteca de São Lázaro, Rua do Saco, 1, 1169-107 Lisboa (Freguesia da Arroios)

Vai ao nosso site para te manteres informado sobre os procedimentos desta reunião. Depois vamos publicar as conclusões, tal como fizemos depois do Lançamento do Conselho em Nápoles

Luis Martín

>>Coordenador de Comunicações do DiEM25

O DiEM25 não foi criado para promover uma agenda piramidal qualquer. Estamos a lutar para mudar a vida de milhões através de um movimento de bases. É por isso que precisamos que mais membros estejam envolvidos nas nossas discussões, nos processos políticos e nas votações internas. Parte do trabalho que tem de ser feito quando se constrói uma movimento transnacional é melhorar a forma como comunicamos. É por isso que estamos muito contentes por apresentar o nosso novo fórum online.

Como temos milhares de membros e ativistas espalhados por todo o mundo, procurámos várias formas de comunicarmos melhor e ligar toda a gente.

Portanto Vítor agora podes fazer login na nossa zona para membros e fazer-nos uma visita!

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O Evangelho segundo Lázaro | Richard Zimler

“O Evangelho segundo Lázaro, sobre o mais extraordinário dos milagres atribuídos a Jesus, é o melhor de todos os romances de Richard Zimler, um escritor de estórias eruditas, de grande sensibilidade e profunda dimensão humana.” Laurentino Gomes

“Zimler escreve de modo íntimo sobre as temáticas bíblicas. A sua admirável narrativa é um modo de convívio sábio e belo com esse tempo tão fundador da cultura do mundo. Este é um livro viciante, esplendor puro de Richard Zimler.” Valter Hugo Mãe

No Novo Testamento, ficamos sabendo que Jesus ressuscitou um amigo próximo de nome Lázaro. Contudo, em parte alguma do Evangelho segundo São João – que contém esse episódio – se menciona como ele realizou o milagre, ou se teria algum motivo especial para fazê-lo.

O Evangelho segundo Lázaro preenche essas e outras lacunas ao narrar a história da perspectiva de Lázaro, descrevendo como ele e Jesus se conheceram quando crianças, a transcendência da ligação que os une e o momento em que Lázaro acordou no túmulo, desorientado e sem qualquer memória de uma vida após a morte.

A narrativa, resultada de uma pesquisa histórica minuciosa, é rica em detalhes e retrata com fidelidade o período, sem deixar de lado o intimismo.

Com a voz inconfundível de Richard Zimler, O Evangelho segundo Lázaro é um romance completo que irá, sem dúvidas, prender o leitor até as últimas linhas, ainda que seu desfecho já seja conhecido.

«Praça (Largo) S. João Baptista de La Salle | Patrono Universal dos Professores» | Abrantes

Caros Antigos Alunos de La Salle:

  • É com enorme alegria que vos informamos de que o Largo/Praça situado em frente à Escola Secundária Dr Manuel Fernandes  em Abrantes( antigo Colégio La Salle) receberá o nome de : «Praça (Largo) S. João Baptista de La Salle-Patrono Universal dos Professores». O nome será gravado em lápide.
  • A cerimónia da inauguração da nova toponímia será na manhã do dia 17 de Junho deste ano de 2018, domingo . Solicitamos que reservem esse dia .

O programa ainda não está delineado . Queremos que decorra com  solenidade merecida e com boa repercussão  pública.   Solicitamos ideias, iniciativas e mobilização.

Será uma homenagem ao La Salle e à cidade .

  • O Grande Encontro Anual dos AA será nesse dia, 17 de Junho: Incluirá a inauguração, missa no antigo Colégio, e almoço ( no mesmo local do ano passado).
  • Oportunamente daremos mais informações.
  • Obviamente agradecemos à Câmara municipal de Abrantes e à sua Presidente, Dra Maria do Céu Albuquerque, todo o empenho.

Saudações Lassalistas.

Barcelos, 15 de Abril de 2018-04-18

Carlos Borrego, Presidente da A.G. da AAALaSALLE,

José Carlos Ferreira, Presidente da Direcção.

À roda da saia | Maria Isabel Fidalgo

A autora, Maria Isabel Fidalgo, “à roda da saia” obriga o leitor a entrar na roda, na roda da vida. Uma obra absolutamente feminina, sem idade,eternamente jovem, pronta a ser rodada no corpo de uma outra mulher , como património (ou matrimónio?) de uma cultura enraizada num lugar que se vai universalizando com o olhar fresco da geração que se segue: ” minha mãe deu-me uma saia / a saia de sua mãe/ a saia roda no corpo/ da minha filha também/ minha neta pequenina/ anda também a rodar / na roda da saia dela / em todas que há de gerar”.
Nestes versos vive uma sensualidade misturada com maternidade impressionantes.Porque “as mães têm braços enormes (p. 18),e (n)as rodas da saia ” uma manhã carnal entra pela luz”(p.41). Mas é na ria de Aveiro que a leveza de ser… ” um pedacinho me basta/ para ser asa que passa/ rente à água” (p51). E há uma vida, única, que continua ” como um fio de água que escorre pela nascente/assim me construí”. E a sensualidade aprende-se devagar ” saio do teu corpo / como se lá não estivesse estado” (p.65).E o corpo assume o seu grau maior de identidade e beleza ” rodinha da minha saia / meu tesouro de araça/não me quero noutro corpo/ com a roda que esta dá”. Mas, como em todos os poetas, o seu tempo era mais além e ” não me preveni contra o tempo/ sempre achei que a vida era para lá dos dias/ e que a ceifa do corpo/ era numa azenha muito ao longe”. Mas as rodas da saia continuam…” já não roda a saia/ rompe-se o vestido/ vem amor dormir/ um verso comigo.”
Um livro que merce ser dançado com vigor e mestria. A autora, Maria Isabel Fidalgo, está de parabéns. A obra foi editada por ” Poética Edições” em Janeiro de 2018.

“É uma saia que é uma celebração da vida e dos afetos, feita com o melhor tecido das palavras, com as rendas da ternura e da música, com os bordados das vivências, com os folhos das alegrias e das lágrimas, com um bolso discreto cheio de ensinamentos, com bainhas feitas de sonhos e engomada com saudades. É uma herança, portanto, e disso não duvidemos nunca: herança de um eu precedido por outros seres que não se esquecem, que não passam, que ficam marcados em cada ponto a mais que se der no tecido – porque esta saia está à espera que cada um a ornamente com a sua própria vida, agora que a recebeu.”

Tiago Aires, excerto do prefácio

Manuel Alegre | por Rodrigo Sousa e Castro

Durante anos a fio Manuel Alegre foi insultado e vilipendiado na praça pública com base numa falsidade que todos os saudosistas da ditadura propalaram.
O nosso Tribunal Supremo só agora repõe o seu bom nome e o desagrava.
É da mais elementar justiça divulgar este comunicado. [Rodrigo Sousa e Castro]

COMUNICADO

Negando o recurso interposto pelo Tenente Coronel Brandão Ferreira, o Tribunal Constitucional confirmou ontem, 12 de Abril, o Acórdão da Relação de Lisboa, que condenou aquele militar pela prática de crime de difamação e ao pagamento de indemnização a Manuel Alegre por ter imputado a este a prática de traição à Pátria.
O caso é paradigmático pois, de forma clara, fixa os limites da liberdade de expressão perante o direito à honra e ao bom nome, à luz da jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, no sentido de que é ilícita toda a imputação de factos falsos ainda que o visado seja uma figura pública.
Ao contrário do que foi afirmado por este saudosista militante do regime ditatorial do Estado Novo, Manuel Alegre cumpriu as suas obrigações militares, nomeadamente em Angola, como combatente, em zona de guerra.
Utilizou-se a mentira e a difamação para prejudicar a imagem de Manuel Alegre por altura da sua candidatura à Presidência da República.
Este tipo de calúnia lembra as práticas de perseguição e assassinato do carácter utilizadas pelo regime deposto em 25 de Abril de 1974 e demonstra uma total falta de respeito pelas regras da Democracia.
13 de abril de 2018

Manuel Alegre de Melo Duarte

Retirado do Facebook | Mural de Rodrigo Sousa e Castro

Bloco de Esquerda, Podemos e Esquerda Insubmissa criam movimento europeu | Raquel de Melo in “TSF”

Catarina Martins, Pablo Iglesias e Jean-Luc Melénchon assinaram declaração “Agora, o Povo. Por uma revolução cidadã na Europa” para apelar à união dos cidadãos “para romper com espiral política inaceitável”.

Os líderes do Bloco de Esquerda, do espanhol Podemos e do França Insubmissa assinaram, esta quinta-feira, em Lisboa, um documento conjunto, que visa a criação de um movimento político europeu, descrito como “um passo em frente” para romper com o que classificam de “espiral inaceitável” a ocorrer na Europa.

“Chegou a hora de romper com os grilhões dos tratados europeus, que impõem austeridade e promovem o ‘dumping’ fiscal e social”, lê-se na declaração “Agora, o Povo. Por uma revolta cidadã na Europa”, na qual Catarina Martins (BE), Pablo Iglesias (Podemos) e Jean-Luc Melénchon (Esquerda Insubmissa) acusam os governantes europeus de terem condenado os países “a uma década perdida” com uma “aplicação dogmática, irracional e ineficaz das políticas de austeridade” e dirigem um apelo aos cidadãos.

“Apelamos aos povos da Europa para que se unam na tarefa de construir um movimento político internacional, popular e democrático de forma a organizarmos a defesa dos nossos direitos e a soberania dos nossos povos face a uma velha ordem, injusta e que nos conduzirá ao desastre”, escrevem.

Salientando que o novo movimento “ao serviço das pessoas” se abre a todos os que defendem a democracia “económica”, “política” (contra “ódios e xenofobias”), “feminista”, “ecológica” e “da paz”, os três líderes partidários dizem-se “cansados de acreditar naqueles nos governam de Berlim e de Bruxelas”.

“Estamos a trabalhar arduamente para construir um novo projeto de organização para a Europa”, acrescentam, concluindo que tratar-se de “uma organização democrática, justa e equitativa que respeita a soberania dos povos”.

Criado a um ano das eleições europeias, o movimento abre-se agora “a outras forças políticas” para dizer à União: “Agora, o povo”.

Raquel de Melo

https://www.tsf.pt/politica/interior/bloco-de-esquerda-podemos-e-esquerda-insubmissa-criam-movimento-europeu-9254877.html

A Livraria Bertrand e a Guerra e Paz convidam

Vai ser uma série de antologias de Fernando Pessoa & Companhia. A primeira – Absinto, Ópio, Tabaco e Outros Fumos – vai dar uma animada conversa. É já na 3ª feira, dia 17, na Bertrand do Chiado. Reparem bem na tremenda variedade das bocas que vão estar à conversa: Eugénia de Vasconcellos, poeta e ensaísta; Júlio Resende, compositor e pianista; Jorge Barreto Xavier, professor e programador cultural. Eu vou-me sentar ao pé deles, boca fechada está claro, que o que é bom é ouvir quem sabe. É às 18:30 e preciso que venham todos. Querem ver o convite? Já mostro! [ Manuel S. Fonseca ] 

DiEM25 | Estás a inspirar vários elementos progressivos no mundo – literalmente.

Algumas semanas atrás pedimos a tua ajuda para lançar o MeRA25, a nossa ala eleitoral na Grécia. É preciso dizer que respondeste à nossa iniciativa de forma abosultamente espetacular.

Não só ajudaste a lançar uma alternativa política para a Grécia, inspiraste também milhares a juntarem-se ao nosso movimento – Na Grécia e em todo o lado.

Inspiraste os nossos membros na Grécia e eles agora sabem que não estão sozinhos.

Insiraste os cidadãos gregos a rejeitar o status quo que foi imposto em 2015.

E inspiraste Zack Exley e Saikat Chakrabarti – dois conselheiros da campanha de Bernie Sanders, a assisitir ao lançamento do MeRA25 – e a juntarem-se à nossa luta e à revolução democrática do DiEM25.

Temos ainda muito que fazer e muitos desafios a superar.

O DiEM25 já é uma fonte de esperança para a Europa – e um pilar de resistência contra os interesses instalados do sistema financeiro e político.

Com o teu apoio vamos tornar-nos mais fortes e vamos recuperar a nossa democracia.

Obrigado e carpe DiEM!

Luis Martín

>>Coordenador de comunicações do DiEM25

Ginja de Óbidos (Liqueur Ancestrale)

Le Fruit ( griotte – cerise à chair très acidulée )

La création de liqueurs à base de fruits remonte à un lointain passé ainsi qu´à des rîtes et endroits ancestraux, où elles étaient utilisées à des fins médicinales où pour la guérison de certaines maladies.

Il est difficile d´établir avec précision l´origine de l´apparition de la ginja (Griotte). O pense qu´elle serait originaire de l´Asie Mineure, des marges de la mer caspienne, et petit à petit elle à fait son apparition dans les différents pays de la méditerranée grâce aux routes commerciales.

Dans l´Ethnographie Portugaise, José Leite Vasconcelos, mentionne que Pline l´Ancien (Siècle 1er après Jésus Christ), célèbre écrivain romain, qui loua les Ginjas (Griottes) de la Lusitanie. Le Portugal, dans sa région de l´Ouest, plus précisément dans la municipalité de óbidos, grâce à son microclimat, possède les meilleures griottes Sylvestres d´Europe.

La Liqueur

Également connue sous le nom de « Ginjinha de óbidos », la liqueur possède une forte saveur, intensément parfumée à la saveur aigre-douce des griottes. de couleur rouge foncée, la liqueur possède deux variétés distinctes : la liqueur simple ainsi que celle avec des fruits, parfois aromatisée à la vanille où avec un bâton de cannelle.

Son origine remonterait au XVIIème siècle, de confection conventuelle, un moine aurait tiré partie des grandes quantités de fruits existantes dans la région, procédant au raffinement de cette liqueur bien connue. La formule fut peu à peu répandue, étant ensuite confectionnée de façon traditionnelle, fait maison, par les habitants de óbidos, fiers de faire connaitre aux illustres visiteurs la meilleure des Ginjas. Composée à l´aide d´un peu d´alcool où acide, la ginja est le produit par excellence de la Ville qui cède sa réputation à la nuit de óbidos.

SOBREIRO PORTUGUÊS | António Galopim de Carvalho

Esta magnífica árvore, situada em Águas de Moura, no concelho de Palmela, foi eleita ontem, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a árvore europeia de 2018.
Esta árvore, plantada há 234 anos, “foi já descortiçada mais de 20 vezes e está classificada como “Árvore de Interesse Público” desde 1988 e inscrita no Livro de Recordes do Guinness como “o maior sobreiro do mundo”.

António Galopim de Carvalho

Retirado do Facebook | Mural de António Galopim de Carvalho

COMUNICADO DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALCANENA | ESTRADA SERRA SANTO ANTÓNIO / MINDE

A Câmara Municipal de Alcanena, reunida a 19 de março, reforça a deliberação tomada a 8 de janeiro de 2018, considerando as informações técnicas que reportam o grau de perigosidade do troço sujeito a corte de trânsito e a informação da Proteção Civil (Bombeiros Voluntários de Minde) que referem a existência regular de acidentes vários no referido troço.

Lamentamos o “vandalismo “que tem ocorrido no local, de destruição das estruturas e sinalética colocada no local pela Câmara Municipal.

Lamentamos, ainda mais, os constrangimentos pessoais e/ou económicos que a situação (provisória) possa causar.

A deliberação tomada tem como principal objetivo “SALVAGUARDAR A PROTEÇÃO DE PESSOAS E BENS”.

A Câmara Municipal de Alcanena tinha já assumido o compromisso de reabilitar este troço de estrada no ano 2018, estando a diligenciar todos os procedimentos, para que essa intervenção ocorra no mais curto espaço de tempo, prevendo iniciar os trabalhos no mês de abril de 2018.

Agradecemos a compreensão de todos, pois a segurança das pessoas encontra-se em primeiro lugar na tomada das nossas decisões.

«Jardim das Pichas Murchas», São Tomé, Lisboa, Foto (e texto) da revista Timeout,15-3-2018.

Jardim das Pichas Murchas

Não é um jardim e não tem nada de murcho ou que possa murchar. Mas em tempos este pequeno largo na Rua de São Tomé, perto do Castelo, juntava a terceira idade do bairro em plena contemplação. Ora um calceteiro, de seu nome Carlos Vinagre, começou a chamar aquele sítio o jardim das pichas murchas, dada a quantidade de sistemas reprodutores ociosos que se sentavam naqueles bancos. O nome pegou, e nem mesmo uma tentativa da junta de mudar o nome demoveu os populares da zona que defenderam sempre este topónimo.», Timeout dixit.

Retirado do Facebook | Mural de André Freire

PUBLICIDADE | Irão 11 dias | De 30 de abril a 10 de maio de 2018 | Agência Pass Travel

Irão 11 dias

 http://passtravel.pt

11 dias e 10 noites
De 30 de abril a 10 de maio de 2018

Mínimo 20 participantes
Quarto Duplo: 2 450 € por pessoa
Quarto Single: 2 940 € por pessoa 

Programa:

30 de Abril de 2018 – Partida de Lisboa
Comparência no aeroporto de Lisboa três horas antes da partida do voo. Assistência nas formalidades de embarque e partida em avião com destino a Teerão via Istambul. Refeições a bordo.

01 de Maio de  2018 –Teerão
Chegada ao aeroporto internacional de Teerão. À chegada ao hotel em Teerão teremos algum tempo para repousar antes de iniciar a visita à capital iraniana. A nossa tour com a visita ao Palácio de Golestan, palácio do século XVIII e XIX, da dinastia Qajar. De seguida, iremos maravilhar-nos com a preciosa coleção de joias dos 2500 anos da monarquia iraniana no Museu das Joias do Banco Central do Irão.
O almoço será no Restaurante Dizi (restaurante de comida tradicional).
À tarde ainda iremos ainda visitar o Museu de Arte Antiga, onde poderemos observar a gloriosa arqueologia do Irão desde a pré-história até à época islâmica.
O jantar será num restaurante moderno em Teerão.

(CONTINUA)

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Sombras | Francisco Louçã e Michael Ash | Prefácio de Eduardo Lourenço

Prefácio de Eduardo Lourenço a “Sombras”

Um sonho para a Europa?

À “Maldição de Midas” consagrou, em tempos, Francisco Louçã, político e economista, um ensaio, ao mesmo tempo literário e sociológico, que fez data. À sua óbvia perspectiva de economista associou uma rara preocupação cultural, como se fosse seu propósito converter a famosa “maldição” no romance ocidental do enigma da condição humana biblicamente condenada no papel demoníaco que a humanidade, desde a origem, reservou ao culto idólatra de si mesma no mítico “bezerro de oiro” incarnado.

Vinte anos mais tarde é a versão, hoje em dimensão planetária, do Capitalismo americano (fórmula pleonástica) que suscita a sua pluma, não apenas de economista mas de militante empenhado na defesa de uma sociedade assumidamente utópica. Leitura da mesma civilização ocidental como culto e fascínio não por um “bezerro de oiro” mítico, de natureza e efeitos demoníacos, mas como jogo, de cada vez mais sofisticado, de um ídolo de papel de propriedades mágicas pois tem a função – convencionada mas reverenciada – de substituir “o valor”, qualquer que seja o bem, pelo ficcional que o representa.

De algum modo, com esta revisitação da antiga “maldição de Midas”, Francisco Louçã submete a referência incontornável do universalizado capitalismo a uma espécie de leitura hiper-freudiana da agora não apenas ou só “maldição de Midas”, mas da sua versão quase metafísica que o capitalismo moderno representa, exibindo-se e ocultando-se ao mesmo tempo.

O pélago da mundialização é para Francisco Louçã obscuro e transparente. Isso não impede que o converta em aventura fascinante, como o seu texto o mostra. O seu exercício não é apenas o de um intelectual capaz de distinguir com acuidade rara o que é aceitável ou inaceitável nesta espécie de Guerra de Tróia sem fim que é a da luta entre os que dominam os mecanismos vitoriosos da economia mundial e os que sofrem os seus efeitos devastadores, mas um acto de coragem com o que isso implica de decisão ética e lucidez. Em suma, as armas ideais para defrontar com algum sucesso a, pelo vistos, incontornável “maldição de Midas”.

Eduardo Lourenço

Retirado do Facebook | Mural de Francisco Louçã

Obras de Rita Carvalho apresentadas em Cascais | apresentação dia 5 de outubro, 18 horas, Centro Cultural de Cascais

“Papa Francisco” e “Os Três Pastorinhos”, dois livros da autoria de Rita Carvalho, têm apresentação marcada para 5 de outubro, feriado nacional, em Cascais.
O lançamento das publicações, iniciativa que conta com o apoio da paróquia local, decorre às 18:00 no Centro Cultural de Cascais. Estarão presentes a autora, Rita Carvalho, e o editor, Américo Augusto Areal, da AAA Editores. A apresentação da obra caberá ao pároco de Cascais, padre Nuno Coelho.
Para Rita Carvalho apresentar trabalhos da sua autoria na paróquia onde cresceu e reside, e com a qual mantém uma forte ligação, tem um enorme significado: “Mas estes são livros com potencial para ir muito mais além, pois falam de um fenómeno universal: Fátima, e de uma devoção que não conhece fronteiras. Além de darem a conhecer pessoas fantásticas: os Pastorinhos e o atual Papa”.
“Papa Francisco”, em venda nos principais estabelecimentos comerciais de Fátima e  livrarias católicas do país desde inícios de agosto, e “Os Três Pastorinhos”, agora editado e em breve disponível nos mesmos lugares, são mais do que livros, já que incluem a novidade da tecnologia da realidade aumentada. A realidade aumentada permite, além da leitura, o acesso a outros conteúdos, como vídeos, slideshows e textos, por meio de uma aplicação, gratuita, parasmartphones tablets.

“São livros biográficos, escritos ao estilo jornalístico, uma vez que a minha experiência de trabalho foi como jornalista, têm uma leitura fácil de fazer e ilustrações muito cuidadas, em aguarela, da autoria de Ricardo Drumond”, sintetiza Rita Carvalho, que destaca ainda o facto de ambas as publicações incluírem referência à peregrinação do Papa Francisco a Fátima em maio último, no primeiro livro, e à canonização de Francisco e Jacinta Marto, no segundo.

“Papa Francisco” está editado em português, espanhol, inglês e italiano.
“Os Três Pastorinhos” está editado em   português, espanhol e inglês.

Porto, 26 de setembro de 2017

10 best translated fiction

Alain Mabanckou is a Franco-Congolese author and UCLA professor whose work has earned him the title of “Africa’s Samuel Beckett”. An author whose books, like Beckett’s, often dip into the absurd, his most recent novel follows the life and times of the eponymous hero, a Congolese orphan who finds himself mired in the political violence whipped up by the recently arrived Marxist-Leninists. Following the disappearance of the much-loved Papa Moupelo, the charismatic priest of the orphanage, a reign of terror plays out in microcosm. In the style of Gunter Grass’s The Tin Drum or Salman Rushdie’s Midnight’s Children, Mabanckou’s Black Moses is a tale of one child’s odyssey through his country’s many misfortunes.

Jose Eduardo Agualusa is an Angolan author who has won literary prizes like the English PEN Award and the International Dublin Literary Award. In his most recent work, A General Theory of Oblivion, Agualusa provides the reader with a portrait of one Ludovica (or Ludo, as she’s known for most of the story), a Portuguese woman living in an Angola on the cusp of its independence from Portugal. She lives in the country’s capital of Luanda with her sister and brother-in-law until the war for independence, previously a brutal provincial affair, reaches the city, whereupon her family disappears and she barricades herself in her apartment, living there for some three decades. Agualusa’s novel about Ludo in her urban hermitage is a charming Rip Van Winkle-style story of political upheaval and the passage of time.

Há liberdade na democracia? | John Locke

Há liberdade na democracia? Locke esclarece. Esta semana na colecção Grandes Nomes do Pensamento, Dois Tratados do Governo Civil do inglês John Locke, fundador do liberalismo clássico com o escocês David Hume. Por mais 9,90€ com o jornal Público.

Tradução de Miguel Morgado seguindo a edição da Yale University Press ( Para encomendar este volume ou a colecção completa contacte-nos por esta página).

 #filosofia #locke#colecções #levoir #grandesnomesdopensamento#filósofos #democracia

Capítulo I
“1.-A escravatura é uma condição do homem tão vil e miserável, e tão directamente oposta ao temperamento generoso e à coragem da nossa nação, que dificilmente se concebe que um inglês, e muito menos um gentil-homem, possa advogá-la…” Início do livro Dois Tratados do Governo civil

“Os Dois Tratados do Governo civil, publicados de forma anónima em 1689, expõem as ideias de Locke, que inspirarriam os filósofos iluministas e as revoluções amercianas e francesa, sobre um Estado e uma sociedade legitimados num pacto entre homens e nos seus direitos naturais, pré-civis, iguais.” Sousa Dias, Filósofo.

Retirado do Facebook | Mural de Levoir

Dicionário Sentimental do Adultério | Filipa Melo

«Adultério» significa relação sexual voluntária entre uma pessoa casada e alguém que não é o seu cônjuge – e é a principal causa de divórcio em todo o mundo (em Portugal há 89 casamentos e 82 divórcios por dia). Porém, a história do adultério passa também pelos grandes mitos e histórias consagradas pela literatura, pela religião, pelo cinema, pela música e pela pintura. Da Bíblia (Abraão trai Sara com Agar) às peças de Shakespeare, das cantigas medievais a Madame Bovary ou Os Maias, do Império Romano às tramas políticas da América contemporânea, das histórias dos nossos reis e rainhas aos escândalos de Hollywood e da cultura pop, do Ulisses a O Primo Basílio, das traições dos deuses gregos à vida dos nossos vizinhos – o adultério é um elemento decisivo da história sentimental da Humanidade.

Tem a ver com a traição e com a paixão, a tentação ou a alquimia sexual, o prazer do risco e o desejo sem ordem nem lei – mas também com o amor. E com a sua natureza frágil. Este dicionário não faz «moral» nem «defende o adultério» – é um guia tão erudito como divertido da história do adultério ou das paixões e seus escândalos e transgressões.

Diário dos Infiéis | João Morgado

Nunca fica tudo dito sobre um amor que acaba.

Um romance maduro sobre homens e mulheres, casamento e infidelidade, desejo e amor. A solidão entre duas pessoas e o que ficou por dizer depois do adeus.

Numa viagem ao mundo do erotismo, descobrem que tudo se resume ao desejo ou à falta dele. E num diário de emoções íntimas, quatro casais, oito personagens, falam na primeira pessoa do que sentem dentro de si e em relação aos outros. Concluem que, cada um à sua maneira, todos acabaram por ser infiéis: por actos, pensamentos ou omissões. Um pecado que lhes valeu o castigo de não serem felizes para sempre.

Mas o que os faria felizes? Não sabem. Estão presos aos segredos do passado e aos medos do futuro. Por isso o espelho reflecte homens frágeis, acomodados e instintivos; Mulheres emocionalmente imaturas, reprimidas e artificiais.

Com vidas entrelaçadas, cada um escreve no diário a sua viagem pelo mundo do sexo, do desejo, do pudor, do egoísmo, do amor-próprio, do envelhecimento, do sonho e da morte… enfim, a matéria-prima da qual se faz a vida de gente banal. “Sobre nós ninguém escreverá um romance”, diz um dos personagens.

——

“Por vezes despir um pouco o corpo ajuda a vestir a alma (…) a lingerie tapa sempre demasiado e mostra sempre em demasia. E, entre extremos, levanta o véu da imaginação masculina, o que torna as mulheres mais desejáveis.

Excitar não é excitante?…”

João Morgado 
In: Diário dos Infiéis
Romance, Casa das Letras

Retirao do Facebook | Mural de João Morgado

Rebeldia, o romance mais recente de Cristina Carvalho | por Eduardo Pitta

Hoje na Sábado escrevo sobre Rebeldia, o romance mais recente de Cristina Carvalho (n. 1949), no qual a autora recria o universo de um certo Portugal, nos anos 1950. O detonador da intriga é o desejo de emancipação da protagonista e narradora, alguém que tem um olhar muito crítico sobre o atavismo da sociedade à sua volta. Da modesta pensão de Coimbra, gerida pelos pais, à casa da madrinha, em Lisboa, persiste o desdém por gentes e costumes: «Cavalheiros e mastronças que a única coisa que desejavam era casar as filhas de véu e grinalda, tudo branco e, claro, verdadeiramente virgens.» Ao contrário da vontade da narradora, adepta confessa de «uma valente foda». Em obras anteriores, a autora tem dissecado todo o tipo de comportamentos, dos mais convencionais aos de índole esotérica, mas tem-no feito quase sempre sem recurso ao jargão rude da coloquialidade. Nesse aspecto, Rebeldia marca um ponto de viragem. São recorrentes frases como, «O miúdo masturbava-se e nós fodíamos à noite…» A violência verbal manifesta-se mesmo nas mais prosaicas reflexões sobre a vida portuguesa durante os anos ominosos do Estado Novo. O fio da história é linear. A narradora descreve um casamento frustrado com a tinta forte do realismo sem filtro. O desprendimento familiar é de rigueur. Em compensação, sobreleva um peculiar ‘apego’ aos porcos chafurdando nas pocilgas. Os odores do chiqueiro, tão apreciados pela narradora, arrastam consigo uma forte carga sexual. Leninha tem 24 anos quando desembarca em Santa Apolónia. «Vou ser médica. Está resolvido!», dissera aos pais atónitos. Em Lisboa vai morar para a Ajuda, zona da cidade que não seria o nirvana, mas uma ida à Baixa não altera o estado de espírito: «Umas ruas atrás das outras, prédios escuros, lojas de panos, alfaiates e pastelarias.» A heterodoxia não conhecia limites. Chegou a pensar que invejava «a sorte e o destino das putas da Calçada da Memória.» Mal por mal… Os anos passam, Leninha casa com um homem que desaparece de vez em quando, a vida conjugal roça a abjecção, o filho é um estorvo. A linguagem crua é um dos traços distintivos do romance. Veja-se, logo no primeiro capítulo, o relato da urinação de pé, colada aos arbustos de um muro. Quatro estrelas. Publicou a Planeta.
Eduardo Pitta

Retirado do Facebook | Mural de Cristina Carvalho

http://daliteratura.blogspot.pt/2017/08/cristina-carvalho.html

Renovação do Coletivo Coordenador do DiEM25’s | é tempo de votar!

O mês passado iniciamos o processo de renovação do nosso Coletivo Coordenador (CC). Candidatos da Europa e fora dela colocaram as suas declarações pessoais e vídeos  aqui.

Estes candidatos são todos “DiEMers” empenhados que querem avançar e trabalhar intensivamente para que o nosso movimento progrida e se expanda para atingir os objetivos propostos.

Agora é a tua vez de participares neste processo democrático importante para o DiEM25: vota nos candidatos que sentes que irão guiar da melhor forma os próximos meses.

Podes votar a partir de agora até ao dia 25 de Agosto às 23:59 pm aqui.

Faz com que a tua voz seja ouvida!

Carpe DiEM25!

Luis Martín
Coordenador de Comunicações do >>DiEM25

Esqueça um livro e espalhe conhecimento | POÉTICA EDIÇÕES

Malta,

Precisamos de voluntários de várias zonas de Portugal para “esquecer” livros no dia 25/07/2017.

É o dia do:
“Esqueça um livro e espalhe conhecimento.”

Quem alinha?
Deixe no restaurante, no café, na paragem de autocarro, no metro, no banco, no táxi, enfim… A escolha é livre.
Pode acompanhar um bilhetinho, explicando o projeto e a prenda!
Modelo de Bilhetinho:
Olá, Tu que encontraste este livro!
Agora ele é TEU !
A iniciativa faz parte de um projeto de incentivo à leitura e compartilhamento de conhecimento.
Participe da primeira edição no dia
25 DE JULHO DE 2017.

VAMOS PARTILHAR TAMBÉM ESSA CAMPANHA, É SÓ COPIAR E COLAR.”

O DiEM25 é incrível. Vamos torná-lo extraordinário!

Quando dizemos às pessoas que o nosso movimento chegou tão longe em apenas 16 meses, normalmente não acreditam em nós. Desde o início de 2016 que o DIEM25 funciona sem qualquer tipo de apoio financeiro. Foi incrível até onde chegámos em tão pouco tempo.

No final de 2016 começámos a apelar aos nossos membros para fazerem donativos. Até então, este movimento que pretende transformar a Europa num espaço comum de paz, prosperidade e humanismo era um produto do esforço, dedicação e paixão de um conjunto de membros do DIEM25 provenientes de toda a Europa- alguns a tempo inteiro e sem remuneração.

Agora graças às contribuições dos nossos membros conseguimos pagar algumas despesas e compensar alguns profissionais que contribuem para o nosso movimento. Agora precisamos de aumentar a nossa equipa, implementar mais soluções de carácter tecnológico e melhorar o nosso apoio à nossa rede de voluntários.

Consequentemente, a nossa luta para mudar a Europa e atingir os objetivos do DIEM25 depende em grande parte das doações dos nossos membros.

O conceito-chave do DiEM25 é colocar um movimento de bases à frente do sistema partidário e um projeto político à frente dos grupos de interesse.  Para tal, é necessário que continuemos independentes de qualquer tipo de patrocínio empresarial. Dizer “não” ao dinheiro traz consigo dificuldades e desafios mas estamos dispostos a nunca comprometer os nossos princípios, mantendo a nossa estrutura de movimento popular.

Portanto contamos contigo: como membro que, em connjunto com outros, damos força ao movimento. Até agora, 3000 membros do DIEM25 – de 60.000 – tornaram-se membros contribuintes. Imagina o potencial que o nosso movimento tem!

Vítor, queres  tornar-te um contribuinte mensal para transformar o DIEM25 numa força capaz de mudar a Europa?

A tua doação – independentemente da quantia – vai ajudar-nos a chegar aos milhões de Europeus que presisamos de galvanizar para atingir os nossos objectivos.

E Vítor,  desta forma o scucesso  dos objetivos do DIEM25 não é só possível, como inevitável.

Carpe DiEM25!

Luis Martín
Coordenador de Comunicações do >>DiEM25

Colégio La Salle de Barcelinhos | Movimento Solidário

COLEGAS:

O Colégio La Salle de Barcelinhos precisa da ajuda da comunidade lassalista. Está lançado um movimento pró La Salle de Barcelinhos… tenta ajudar, okay? Nem todos os colégios privados são de capitalistas sem escrúpulos… a Ordem de La Salle tem muito mérito. Se tens conhecimentos no Governo, explica quem somos, o que queremos e tenta sensibilizar o Poder. O Colégio La Salle de Barcelinhos e a Ordem de La Salle têm de ser acarinhados e defendidos. Um abraço solidário de um ex-lassalista.

Vítor Coelho da Silva – 1962/1969 – Abrantes