O Amor é fodido | Miguel Esteves Cardoso | Prefácio de Ricardo Araújo Pereira

“O sobressalto começa no título. Mesmo o leitor menos experiente suspeita que, embora escritores de todos os tempos e lugares se tenham dedicado a tentar definir o amor, talvez seja improvável que alguém alguma vez tenha optado por terminar uma frase começada pela expressão «o amor é» com a palavra «fodido». O amor costuma ter, apesar de tudo, boa imprensa – o que, pensando bem, é incompreensível. Dizer que o amor é fodido é, finalmente, tratá-lo como ele merece. É resumir, para quem não quer perder tempo com eufemismos eruditos, a etimologia da palavra paixão.” Ricardo Araújo Pereira

Paulo Portas | De VÍTOR MATOS no EXPRESSO CURTO de 19/10/2020

“Entrevista de Paulo Portas ontem ao “Público”, que convém guardar para reler daqui a uns anos. O ex-líder do CDS faz o mais importante endorsment da direita a Marcelo Rebelo de Sousa. Nem Rui Rio o tinha feito nestes termos, nem Pedro Passos Coelho o faria assim, muito menos Francisco Rodrigues dos Santos. Portas surge como personalidade federadora da direita, à revelia de radicalismos e em contraste com a gritaria que para aí vai: compreende a ação de Marcelo, faz críticas ligeiras e enaltece o Presidente por defender pontos de vista caros à direita (como o papel do mercado e dos privados). A frase “Marcelo está do lado certo das coisas” mete as reservas de ‘Chicão’ no bolso, secundariza as declarações de circunstância de Rui Rio e arruma Ventura. Para memória futura fica o registo: daqui a cinco anos Portas estará no cardápio da direita para Belém, com uma posição suficientemente moderada para se apresentar preparado para o coabitar com governos de esquerda, à imagem de Marcelo. Para segundas leituras fica a ausência de comentários à situação do CDS e da direita em geral, sobretudo a omissão de qualquer análise ao fenómeno do Chega. Não é o momento de fragilizar a liderança.”

LER MAIS: https://www.publico.pt/2020/10/18/politica/entrevista/marcelo-lado-certo-1935394

O documento programático do DiEM25 sobre Paz e Política Internacional

Um comunicado rápido destinado a todos os interessados sobre a posição do DiEM25 no que diz respeito a assuntos internacionais, guerra e paz:

O prazo de contribuição para o documento programático do DiEM25 sobre Paz e Política Internacional foi alargado até ao dia 11 de outubro! Por favor dirija-se aqui para submeter as suas considerações. No DiEM25, temos orgulho de que sejam os nossos membros como um todo, e não um organismo eleito, a ditar todos os nossos documentos programáticos. Depois do dia 11 de outubro, o grupo de trabalho para a Paz e Política Internacional reverá todas as contribuições escritas, e preparará um primeiro esboço do documento programático – que será então novamente sujeito aos vossos comentários e correções. E vamos repetir o processo ainda mais uma vez, de forma a produzirmos um documento programático que tenha verdadeiramente sido produzido em co-autoria por todos os membros do DiEM25.

Lembre-se de não precisa de responder a todas as perguntas – responda apenas às que verdadeiramente lhe interessem, ou nas quais tenha uma ideia do que o DiEM25 deve exigir aos políticos. Se quiser ler algumas considerações iniciais, o grupo de trabalho publicou este pequeno folheto. Mas o conteúdo do nosso documento programático será escrito por si!

Elvira Fortunato Vence Prémio Europeu pelo Primeiro Ecrã Transparente

A cientista portuguesa Elvira Fortunato foi hoje distinguida pela Comissão Europeia, com o Prémio Impacto Horizonte 2020, pelo Projeto “Invisible” (Invisível), que consiste no desenvolvimento do primeiro ecrã transparente a partir de óxido de zinco, um material semicondutor de baixo custo, não degradável e que produz melhores resultados, o óxido de zinco, que entra na composição de pomadas para bebés ou protetores solares.

O prémio, no valor de 10.000,00€ (dez mil euros) distingue projetos científicos financiados por fundos europeus e cujos resultados tiveram impacto na sociedade.

A investigadora e engenheira de materiais, que dirige o Cenimat – Centro de Investigação de Materiais da Universidade Nova de Lisboa, da qual é vice-reitora, foi a única portuguesa premiada, entre outros cientistas distinguidos de uma lista de 10 finalistas.
O anúncio dos cinco vencedores da edição 2020 do Prémio Impacto Horizonte foi feito hoje, dia 23 de setembro, em Bruxelas, Bélgica.

O Prémio Impacto Horizonte destina-se a cientistas que lideram projetos financiados pelo 7º Programa-Quadro (2007-2017) e pelo Programa Horizonte 2020 (2014-2020).
O projeto “Invisible” foi financiado em 2,25 milhões de euros pelo Conselho Europeu de Investigação, agência da Comissão Europeia que apoia a investigação científica, nomeadamente através de bolsas, tendo sido desenvolvido durante cinco anos, entre 2009 e 2014.

Recorde-se que a cientista Elvira Fortunato, tem raízes no concelho de Alcanena, sendo os seus pais naturais de Louriceira.

Retirado do Facebook | Mural Câmara Municipal de Alcanena

Texto apresentação Guerra Colonial | Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso

A guerra que Portugal travou em África entre 1961 e 1974, e que contribuiu de forma decisiva para o 25 de Abril, é o acontecimento mais marcante da nossa história na segunda metade do século XX.

Este trabalho pretende contribuir para o melhor conhecimento do que foi esse conflito, das condições em que ele se desencadeou e das suas consequências.

Este é um trabalho de divulgação centrado sobre a guerra em si mesma, embora procure enquadrar os seus aspetos mais significativos para melhor compreensão. Na base da informação apresentada encontram-se elementos já publicados e outros obtidos em arquivos e memórias de entidades e personalidades que se disponibilizaram a cedê-los, muitos inéditos.

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Ministra da Agricultura | “Agenda de Inovação para a Agricultura 2030” | Entrevista ao Jornal Expresso

10.09.2020  TIAGO OLIVEIRA e ANA BAIÃO 

Em entrevista ao Expresso, Maria do Céu Antunes antecipa a “Agenda de Inovação para a Agricultura 2030”, um plano estratégico a dez anos que traça metas ambiciosas que podem mudar a face do sector. Entre elogios à resiliência dos produtores perante o impacto da pandemia e as críticas que têm sido feitas às falhas estruturais que continuam por resolver.

Do seu gabinete no ministério da Agricultura, em plena Praça do Comércio, Maria do Céu Antunes observa a azáfama de início de setembro, que não se equipara ao que se assistia no pré-pandemia. Todos os sectores foram duramente afetados pela covid-19, agricultura inclusive, com a disrupção das cadeias de distribuição a deixar muitos produtores com dificuldades em escoar o fruto do seu trabalho. Debaixo de um quadro em que as ceifeiras se destacam, a ministra da Agricultura sentou-se para uma conversa com o Expresso na semana em que (amanhã, sexta-feira, 11 de setembro), vai apresentar na Agroglobal (maior feira profissional do sector, que conta com o apoio do Expresso) a Agenda de Inovação para a Agricultura 2030, numa altura em que a incerteza ainda é grande.

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Que posição deveria ter o DiEM25 em relação à paz e assuntos internacionais?

Agora que as férias de Verão e as eleições do CC estão terminadas, (resultados aqui), queremos voltar ao activismo e à actividade política. Relativamente ao último ponto, o Conselho de Validação aprovou a criação de um novo pilar relativo a “Paz e Políica Internacional”, que será desenvolvido em deliberação com todos os DIEMers, de acordo com o nosso modelo habitual para os documentos políticos:

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Balada Literária da Bahia e São Paulo

Balada Literária terá formato digital e homenageia a escritora Geni Guimarães  

Festa criada pelo escritor Marcelino Freire segue a data prevista, de 3 a 7 de setembro, com edição simultânea em São Paulo e Salvador 

Realizada anualmente desde 2006, a Balada Literária chega à 15ª edição com um novo formato, totalmente online, mas mantendo a data prevista, de 3 a 7 de setembro,  no site www.baladaliteraria.com.br. Este ano, a festa homenageia a escritora paulista Geni Guimarães e traz nomes como Conceição Evaristo (amiga da homenageada), Mestre Jorjão Bafafé, Douglas Machado, Sidney Santiago Kuanza, Miriam Alves, Gabi da Pele Preta, Esmeralda Ribeiro, Landê Onawale, Luz Ribeiro, Cátia de França, Ricardo Aleixo, Daniel Munduruku e Eliane Potiguara. Em Salvador, o homenageado é o escritor e músico Juraci Tavares.

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MANTAS DE MINDE – JÁ TÊM PADRINHO | TIAGO GUEDES

 

 

 

 

Candidatura a uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular – é apadrinhada pelo Minderico TIAGO GUEDES – director artístico do Teatro Municipal do Porto.
O Tiago Guedes foi aluno do Conservatório de Música e do Atelier de Dança do Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro, em Minde. É coreógrafo, licenciado em Dança, pela Escola Superior de Dança de Lisboa. É detentor de um curriculum de referência nacional e internacional.

Nota – o padrinho é a personalidade escolhida por cada um dos candidatos, com a missão de o representar, nos diferentes programas que a RTP irá transmitir. Deverá ser uma figura pública, com grande notoriedade nacional, de origem ou com fortes ligações à terra do candidato que vai defender. No nosso caso, o Tiago reune todas estas condições e é um Minderico de sangue e de coração.

https://www.facebook.com/mantas.deminde

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Faltam 48 horas para a votação das propostas de lançamento do DiEM25 2.0

Tens 48 horas para votar nas seis propostas que irão finalizar a nova e melhorada versão do nosso movimento!

Juntos, passámos o ano 2019-2020 a modelar o DiEM25 2.0, e estamos agora prontos para o toque final: o Plano de Implementação do Coletivo Coordenador que, após quase sete meses de deliberações, está pronto para ser votado. As seis votações, relativas a aditamentos ou alterações aos nossos Princípios Organizadores podem ser encontradas abaixo. É importante que todos nos empenhemos neste momento decisivo para o desenvolvimento do nosso movimento:

  1. Mudanças futuras nos Princípios Organizativos
  2. A melhoria da coordenação dos Coletivos Nacionais e das Alas Eleitorais com o Coletivo Coordenador
  3. Introdução de um donativo regular dos membros para tornar o movimento financeiramente sustentável
  4. O estabelecimento de um processo de organização das votações de todos os membros, iniciadas por membros.
  5. Constituição de um Grupo de trabalho para o feminismo, diversidade e pessoas com deficiência.
  6. A extensão do mandato dos membros do Conselho de Validação

Por favor clica em CADA UM destes links e vota.

Depois desta votação, temos todos de nos concentrar na forma como podemos fazer do DiEM25 uma forte força para a política progressista numa Europa que precisa desesperadamente dela. Estamos quase a terminar os alicerces, agora temos de começar a construir. Juntos/as!

Carpe DiEM25!
Erik
>>DiEM25

 

Tens 5 minutos para melhorar o DiEM25?

Tens alguns minutos para completar um inquérito curto para o DiEM25?

Isto vai permitir-nos compreender melhor os membros do DiEM25, melhorar o nosso trabalho e identificar organizadores para campanhas do DiEM25.

Clica aqui para o inquérito

As tuas visões vão ajudar muito o nosso movimento.

Obrigado!

Mehran Khalili
>>Consultor do Coletivo Coordenador DiEM25

>> Queres fazer mais?

Junta-te ao grupo local do DiEM25 mais próximo e põe mãos à obra!
>> Podes ajudar nas atividade e expansão do DiEM25’s?

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Nasceu um movimento que junta os dois lados do Atlântico para combater o populismo

Yanis Varoufakis, Rui Tavares, Bernie Sanders, Naomi Klein, Noam Chomsky e Fernando Haddad são alguns dos nomes do movimento de esquerda que acaba de ser criado.

Nasce esta segunda-feira no mundo virtual a Internacional Progressista. Em causa estão dois movimentos , dos dois lados do Atlântico, que se juntam num online para gritar pela justiça dos povos. A ideia junta o pensamento do senador Bernie Sanders à ação politica de Yanis Varoufakis.

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Projeto Adota um Avô

Jovens Voluntários | Projeto “Adota um Avô”
O projeto “Adota um Avô” pretende juntar jovens e idosos a fim de combater a solidão nesta fase de quarentena. Esta iniciativa nasceu em Abrantes, mas queremos expandi-la por Portugal.

Em cada Família há um jovem voluntário e um sénior que conversam e se aproximam durante este período de isolamento social. O jovem voluntário é responsável por ligar ao seu Avô adotado para conversar e fazer companhia. Durante o período de quarentena é completamente proibido o jovem e o sénior encontrarem-se, pelo que o contacto é sempre feito por telefone. No final do projeto, depois da quarentena acabar, o objetivo é organizar um convívio entre os netos e avós, por localidade.

Por segurança, ao jovem só é dado o primeiro nome e contacto do idoso e vice-versa. O custo das chamadas telefónicas que o voluntário faz para o avô ficam a seu cargo.

Se tens entre 18 e 30 anos e queres ajudar a atenuar a solidão de um idoso, este é o projeto ideal para ti!

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScXuzpJk9WU_9ycJh-wen1BizzrFsT5f6JTeVGRhmwEA_B6mA/viewform

ARGÉLIA | VOO DE REPATRIAMENTO PARA PORTUGAL | 2/4/2020 quinta feira

VOO DE REPATRIAMENTO PARA PORTUGAL

Dia 2/4/2020, quinta feira, pelas 10,30h, do aeroporto Houari Boumediene.

Voo nº VY4004 ou VLG4004 | Os interessados devem contactar com urgência o Sr. Engº NUNO CUNHA da VILAPLANO – email: nuno.cunha@vilaplano.com

ENVIAR cópia de passaporte e nº de telefone de contacto em Portugal

POLJE DE MINDE – MIRA DE AIRE | UMA IDEIA A ESTUDAR | instalação de uma tirolesa / spyline

Uma tirolesa (ou tirolesa, tirolesa, linha Sypline, zip wire, pista aérea, corda aérea, death slide, flying fox, ou, na África do Sul, foefie slide) consiste de uma polia suspensa em um cabo, normalmente feita de aço inoxidável. aço, montado em um declive. Ele é projetado para permitir que um usuário impulsionado pela gravidade viaje de cima para baixo do cabo inclinado, segurando-o ou prendendo-o à polia que se movimenta livremente. As tirolesas vêm em muitas formas, geralmente usadas como meio de entretenimento. Eles podem ser curtos e baixos, destinados a brincadeiras de criança e encontrados em alguns playgrounds. Passeios mais longos e mais altos são freqüentemente usados ​​como um meio de acessar áreas remotas, como um dossel de floresta tropical. Passeios de tirolesa estão se tornando atividades de férias populares, que são encontrados em acampamentos de aventura ao ar livre ou resorts de luxo, onde podem ser um elemento em um desafio maior ou curso de cordas. As selvas da Costa Rica, Flórida, Puerto Vallarta e Nicarágua são destinos populares para entusiastas de tirolesas.

INVESTIR AU PORTUGAL | Visa Gold / Golden Visa

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Marco Neves escreve sobre o último livro de Fernando Venâncio, Assim Nasceu Uma Língua | in Jornal de Letras

Pensar sobre a língua é difícil — mas não parece. É fácil encontrar quem jure saber que os adolescentes já só usam X palavras; que garanta a pés juntos que a expressão Y é um “erro que todos dão”; que saiba sem ninguém lhe dizer que a palavra Z entrou na nossa língua nos últimos cinco anos… Sabemos estas coisas todas e, no entanto, se tentarmos reproduzir, palavra por palavra, uma conversa que tenhamos tido há poucos minutos, já só nos lembraremos de uma ou outra expressão solta, umas quantas ideias, a impressão geral do sentido da conversa. A língua é matéria mais fugidia do que parece e, por isso, com a nossa fome de explicações, é terreno propício para impressões alçadas a certezas e para mitos que enganam a mais informada das pessoas.

Os linguistas lá tentam perceber, com dados, aquilo que de facto se passa com a língua — e, como acontece com outros cientistas, quanto mais trabalham, mais percebem a dimensão do que falta saber. Cá fora, continuamos convencidos de que sabemos muito — e é verdade que sabemos: temos uma gramática inteira na cabeça, que usamos para criar frases sem fim. Mas sabemos muito menos do que julgamos sobre o funcionamento e a variação dessa mesma gramática.

Se isto é assim com a gramática, o que dizer da História da língua? Aí não serão os mitos que nos bloqueiam a mente, mas antes o simplismo distraído. Sabemos que o português vem do latim — e pronto. Quando ocorreu tal transição? Quando surge Portugal, certamente. E onde? Em Portugal, obviamente. Exagerando um pouco (mas só um pouco), a ideia que corre por aí será esta: até ao século XII, o povo ali a Norte falaria latim; quando Afonso Henriques se assume como rei, o povo decide mudar de língua. Enfim, com menos exagero muitos diriam: falávamos latim, começámos a falar um português arcaico (ou talvez galego-português) e logo nos decidimos pelo português tão belo, tão nacional.

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DIA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS (2 de Fevereiro) | Sítio RAMSAR nº 1616 | O POLJE MIRA MINDE | Mata ou Mar de Minde

O próximo dia 2 de Fev. (Domingo) é o dia Mundial das Zonas Húmidas.

O POLJE DE MIRA / MINDE está classificado pela Unesco com uma Zona Húmida Internacional – Sítio RAMSAR nº 1616, sendo um dos 31 lugares classificados em Portugal.

Com o objectivo de melhor conhecermos este extraordinário património natural e da necessidade de o preservar, valorizar e divulgar a sua riqueza e biodiversidade, a Casa do Povo de Minde em colaboração com o Movimento Mira Minde, e com o apoio de diversas entidades e organismos, vai levar a efeito um programa de comemoração da data com diversas actividades.

Uma caminhada pedestre pelo Percurso das 4 Nascentes e um encontro de canoagem são algumas das actividades matinais, e no período da tarde, no Cine Teatro Rogério Venâncio poderá visitar uma exposição temática e assistir a duas interessantes palestras pelo investigador JAEL PALHAS do Centre For Funcional Ecology sobre o tema a Biodiversidade das Zonas Húmidas, e pela Engª MARIA JOÃO SILVA, do Centro de Ciência Viva do Alviela que enquadrará o Polje como um sítio RAMSAR.

Serão ainda lançados vários concursos de ideias, concurso de Foto & Vídeo e um programa a desenvolver nas escolas da região.

A participação é livre e está convidado a juntar-se a nós.

O POLJE MIRA MINDE, designado localmente por Mata ou Mar de Minde, é um património internacional. Vamos cuidar dele!!

Com Cumprimentos,

A Casa do Povo de Minde

ANEXOS: Cartaz/Programa, Brochura do Evento e Vídeo do Polje.

Essa Gente | Chico Buarque

SINOPSE

Um escritor decadente enfrenta uma crise financeira e emocional enquanto o Rio de Janeiro colapsa à sua volta. Tragicomédia urgente, o novo romance de Chico Buarque, o primeiro depois da atribuição do Prémio Camões, encara de frente o Brasil do agora.

Autor de um romance histórico que fez furor nos anos 1990, o escritor Manuel Duarte passa por um deserto criativo e sentimental. Dividido entre várias ex-mulheres, espartilhado por pesadas dívidas, surpreendido por um filho de quem vai aprendendo a ser pai, Manuel Duarte bate perna nas ruas do Leblon no intervalo das horas em frente ao teclado, desesperando por um novo livro.
O pano de fundo é um Rio de Janeiro que sangra e estrebucha sob o flagelo de feridas sociais a cada dia mais ostensivas; cenário maior onde se desenrolam as feridas individuais das personagens, que juntas compõem um diário em que se procura fazer sentido do tumulto do presente.
Ao seu melhor estilo, Chico Buarque esfuma as fronteiras entre vida, imaginação, sonho e delírio, e constrói uma narrativa engenhosa, tão divertida quanto trágica, em cujas entrelinhas se descortinam as contradições de um país ameaçando despedaçar-se, assim como as deliciosas incoerências e ilusões da gente como nós.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«O livro de Chico é uma vertigem. Você é sugado pela primeira linha e levado ao estilo falso leve, a prosa depurada e a construção engenhosa até sair no fim lamentando que não haja mais, assombrado pelo sortilégio deste mestre de juntar palavras. Literalmente assombrado.»
Luis Fernando Verísssimo, O Globo

O novo livro de Chico Buarque confirma (mesmo não sendo necessário) a qualidade da obra já conhecida. Para quem ainda não conhece, é um excelente ponto de partida. Para quem já é apreciador, é mais uma oportunidade de deslumbramento.
Ana Magalhães | 23-12-2019

Os tempos sujos, segundo Vargas Llosa | Francisco Louçã | in Jornal Expresso

Vargas Llosa é alguém que, nos seus meneios sociais e serôdia ambição de carreira política, se sabe fazer detestar. É também um gigante da literatura, que merece ser lido sempre pelo que escreve. Deu-nos, aos seus leitores devotos, algumas das grandes obras do nosso tempo. Está bem, nem sempre é assim: no meu caso, uma vez desiludido, achei o seu recente “Cinco Esquinas” pretensioso, sem chama, até triste na forma. Mas quem escreveu “A Guerra do Fim do Mundo”, mesmo que depois de trabalho com Ruy Guerra, ou antes “A Casa Verde” ou “Conversa na Catedral”, e mais haveria a citar, é um escritor monumental. O seu recente “Tiempos Recios” (imagino que se traduza por “Tempos Difíceis” ou “Tempos Sombrios”) restitui-nos à escrita de fôlego.

Num livro anterior, “A Festa do Chibo”, Vargas Llosa tinha descrito o sangrento regime de Trujillo na República Dominicana. Este “Tempos Difíceis” regressa a um tema próximo, investigando o golpe na Guatemala contra o Presidente Jacobo Arbenz, em 1954, e o que se seguiu. Em modo de reportagem, recupera personagens reais, como Sam Zemurray, o dono da United Fruit, Edward Bernays, o responsável da empresa pela campanha na opinião pública contra um governo que se limitara a exigir-lhe que pagasse imposto, o embaixador John Peurifoy, que coordenou a operação de derrube do regime, o Generalíssimo Trujillo e Somoza, os seus aliados, ou ainda Johnny Abbes Garcia, o chefe dos serviços da informação militar dominicana que vai assassinar o ditador que substituiu Arbenz, ou ainda Marta Borrero Parra, chamada Miss Guatemala, que perpassa pela vida de vários dos personagens desta história verdadeira. Acrescenta-lhes um agente da CIA a quem chama Mike, esse nome serve, como outro qualquer, para contar o que se passou antes e depois do golpe e como estes personagens se envolvem no turbilhão de uma história sangrenta e sem remissão. São páginas notáveis de um grande escritor.

Vargas Llosa também regista aqui uma mensagem política. Como explica numa entrevista, o golpe da United Fruit, da CIA e do Departamento de Estado contra Arbenz “levou muitos jovens latino-americanos, eu entre eles, a desacreditar da democracia e a pensar no socialismo”. “Se os Estados Unidos, em vez de derrubar Árbenz, tivessem apoiado as suas reformas, provavelmente a história da América Latina seria outra, provavelmente Fidel Castro não teria se radicalizado e tornado comunista, nem Che Guevara, que estava na Guatemala nesse momento”, lamenta. O golpe “atrasou dezenas de anos a democratização do continente e custou milhares de mortos, mas contribuiu para popularizar o mito da revolução armada e do socialismo em toda a América Latina”, escreve na última página do livro. Há neste drama uma história de vida e ela é irremediável, o golpe foi o que foi e a lição foi sentida em todo o continente. Mas o que o livro nos traz de novo é um imponente retrato das pessoas que foram atropeladas pela história.

Francisco Louçã

(no Expresso)

Retirado do Facebook | Mural de Francisco Louçã

Centro Ciência Viva do Alviela – CARSOSCÓPIO | Comemoração dos 12 anos | 15 de dezembro 2019

O Centro Ciência Viva do Alviela faz 12 anos e comemora o seu aniversário em ambiente natalício.

Dia 15 de dezembro, é dia de festa no Centro Ciência Viva do Alviela. Comemoramos 12 anos e oferecemos entrada gratuita nas nossas exposições, das 10h00 às 18h00.
Às 15h30, há Café de Ciência: A árvore e a estrela de Natal. O astrónomo Máximo Ferreira, Diretor do Centro Ciência Viva de Constância, explica-nos que fenómeno poderá ter ocorrido no céu e que foi interpretado pelos “Reis Magos” como a “estrela” que os guiaria ao local onde havia nascido o “filho de Deus”. Seria um cometa? Um meteoro? Com recurso a modernos meios de simulação do céu, demonstrar-se-ão alguns dos fenómenos astronómicos que têm sido considerados nas pesquisas levadas a cabo ao longo dos tempos. Jorge Canhoto, investigador do Centro de Ecologia Funcional do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC, fala-nos da árvore de Natal e qual o grupo de plantas ou espécies usualmente utilizadas como árvore de Natal em Portugal e em outros países do Mundo. Sabe como se iniciou a tradição da árvore de Natal em Portugal? Donde virá a associação da cor vermelha ao Natal: da imagem do Pai Natal ou da planta utilizada pelos povos celtas na comemoração do solstício de i! nverno?
Às 17h00 sopramos as velas do nosso bolo de aniversário e brindamos aos 12 anos de promoção da cultura científica, em Alcanena.
A Floresta – Centro Ciência Viva de Proença a Nova, também está presente no nosso aniversário! Desde o dia 1 de dezembro que estamos a oferecer pinheiros-bravos, provenientes da limpeza das florestas, para quem quiser fazer a sua árvore de natal recorrendo a um produto natural. Limpamos a floresta e reflorestamos: juntamente com o pinheiro-bravo é oferecido um pinheiro-manso para plantar. Já veio buscar a sua árvore de Natal?

Junte-se a nós na comemoração dos 12 anos do Centro Ciência Viva do Alviela!

Agradecemos inscrição para o Café de Ciência através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt

Laços literários entre Brasil e África no Dia Mundial do Escritor | Valdeck Almeida de Jesus

A UBESC – União Baiana de Escritores promove na sexta-feira (11/10/2019), das 18:30 às 21:30 horas, na Livraria Saraiva – Espaço Glauber Rocha, no Shopping da Bahia (Av. Tancredo Neves 148, Caminho das Árvores – Iguatemi Salvador/BAHIA-Brasil), encontro com o objetivo de comemorar o “Dia Mundial do Escritor”, com a temática abrangente da Literatura negra e da periferia, do Brasil e de África. É 0 que promete o seminário “Literatura Negra – Laços literários entre Brasil & África”.

O evento será mediado pelo jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua (idealizador do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia), terá a participação da professora, crítica literária e escritora Jovina Souza, autora do livro de poesias negras “O amor não está” que trabalhará na abordagem de um dia de aprendizado no Quilombo mais antigo das Américas, o Quilombo que nunca foi vencido.

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Poeta com P de Preto encena monólogo “Vitimistas Não, Vitimizados” | Valdeck Almeida de Jesus

O Poeta com P de Preto (Rilton Junior) apresenta a primeira temporada do monólogo “Vitimistas Não, Vitimizados”, nos dias 17, 18, 24, 25 e 31 (sábados e domingos de Agosto de 2019), sempre às 18hs,  em parceria com o Espaço Cultural  Sobrado da Mouraria, Rua do Castanheda, 222, Nazaré, em Salvador-BA. A entrada é pague quanto puder +1kg de alimento não perecível. Os alimentos serão entregues a famílias que necessitem.

“E chega a hora do compartilhamento de nossas vivências, e por que não a partir da arte, né?”

*Vitimistas Não, Vitimizados* traz textos de Rilton Junior e um de Lucas Silva. Foi idealizado e escrito por Rilton Junior, a partir de uma vivência com a Organização Dandara Gusmão, que tem a proposta do Teatro Preto Anti-Racista na escola de Teatro da UFBA.

A peça fala sobre o embranquecimento forçado e a negação da humanidade da população negra e tenciona, através da veia teatral, uma releitura dos estereótipos impostos e a revalorização do negro na sociedade brasileira.

Direção de Gisele Soares e Rilton Junior.

*Poeta com P de Preto*

Além de Poeta, Rilton Junior também é Escritor, produtor cultural, Militante Anti-Racista, fazedor da Arte Negra e Ator.

Serviço

O quê: 1ª Temporada do monólogo “Vitimistas, Não. Vitimizados”

Quando: 17, 18, 24, 25 e 31 (sábados e domingos de Agosto de 2019), às 18hs

Onde: Rua do Castanheda, 222, Nazaré, em Salvador-BA (Espaço Cultural Sobrado da Mouraria)

Quanto: Pague quanto puder + 01kg de alimento não perecível

Para se conhecer o pensamento político de Fernando Pessoa | Adelto Gonçalves

                                                         I

Depois de 22 anos, Politica e Profezia: Appunti e frammenti 1910-1935 (Roma, Antonio Pellicani Editore, 1996), que reúne textos políticos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935), traduzidos e anotados por Brunello Natale De Cusatis, professor de Língua Portuguesa e Literaturas Portuguesa e Brasileira da Universidade de Perugia, hoje aposentado, ganhou em 2018 pela Edizioni Bietti, de Milão, uma segunda edição, revista e aumentada, constituindo o 26º volume da coleção l´Archeometro. Na introdução que preparou para esta edição, entre outras argutas observações, De Cusatis recupera a polêmica travada à época da primeira edição com o escritor italiano Antonio Tabucchi (1943-2012), autor de Afirma Pereira (1994), na qual também teve participação (involuntária) este articulista.

Como se sabe, à época, o fato de ter mostrado que o pensamento político de Fernando Pessoa passava longe dos hostes esquerdistas, embora não se pudesse qualifica-lo de fascista, aparentemente, desagradou Tabucchi, antigo professor de Língua e Literatura Portuguesa na Universidade de Siena, diretor do Instituto Italiano de Cultura em Lisboa e tradutor de obras de Fernando Pessoa para o italiano. E o que se seguiu foi uma série de ataques pela imprensa, especialmente um artigo publicado no jornal Corriere della Sera, de Milão, em 31 de maio de 2001.

Como escreveu o crítico José Almeida, no periódico impresso O Diabo, de Lisboa, na edição de 15 de janeiro de 2019, a polêmica mostrou, “de um lado, as calúnias, as mentiras e as infâmias de Tabucchi e respectivo séquito, de outro a verdade assente sobre os fatos, a honestidade intelectual e o profundo conhecimento de De Cusatis em relação à obra do modernista português”.

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Nelson Urt: do jornalismo à ficção | Adelto Gonçalves

                                                    I

Depois de uma carreira de três décadas em grandes veículos de comunicação de São Paulo, como O Estado de S.Paulo, revista Placar (Editora Abril),  Diário Popular e ESPN Brasil, entre outros, o jornalista Nelson Urt, 65 anos, voltou em 2004 para a sua Ladário natal, antigo distrito e hoje cidade vizinha a Corumbá, no Pantanal do Estado do Mato Grosso do Sul, onde continuou a exercer sua profissão nas redações do Diário Corumbaense e do Correio de Corumbá e como autônomo, além de dedicar-se aos estudos acadêmicos na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A par disso, em fevereiro de 2019, decidiu criar uma editora, a Maria Preta Cartonera, pela qual acaba de lançar Amor e Morte em Tempos de Chumbo, que reúne um conto inédito e crônicas, além de poesias e artigos escritos ao longo dos últimos dez anos. Juntamente com o livro de Urt, a Maria Preta Cartonera lançou Paixão e Morte no Bordel, com contos dos jornalistas e historiadores Luiz Fernando Licetti, Silas de Almeida e Nelson Urt.

O mergulho de Urt na ficção, porém, não deixa de ser um retrato bem acabado de uma realidade vivida por jornalistas e outros intelectuais, de modo geral, na cidade de São Paulo nos anos 60 e 70, durante os tempos de chumbo provocados pelo regime militar (1964-1985). Com um texto enxuto e pacientemente elaborado de quem dedicou os seus melhores anos à escrita de reportagens na área esportiva, o jornalista, agora ficcionista, reconstitui no conto que dá título ao livro as peripécias de Marcus, uma espécie de alter ego, fotógrafo do Diário da Noite, periódico do empresário Assis Chateaubriand (1892-1968), dono do conglomerado Diários Associados, magnata das comunicações entre o final de 1930 e o começo da década de 1960.

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Paulina Chiziane, autora que toda mulher deveria conhecer | Adelto Gonçalves

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A exemplo do que já fizera em Dicionário de personagens da obra de José Saramago (Blumenau-SC: Editora da Fundação Universidade Regional de Blumenau – EdiFurb, 2012), levantamento de 354 protagonistas que perpassam os romances e peças teatrais do Prêmio Nobel de Literatura de 1998,  feito a partir de pesquisa que durou 15 anos e contou com a colaboração de mais de oito dezenas de seus alunos, a professora, contista, ensaísta e crítica Salma Ferraz acaba de lançar Dicionário de personagens da obra de Paulina Chiziane (São Paulo: Todas as Musas, 2019), publicado com recursos do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura.

A obra é resultado de um trabalho coletivo que durou cinco anos e foi realizado por uma equipe coordenada pela professora Salma Ferraz, incluindo 53 alunos de graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o auxílio de duas alunas da Pós-Graduação em Literatura Brasileira da mesma UFSC, Patrícia Leonor Martins e Márcia Mendonça Alves Vieira. Como diz na apresentação que escreveu para este livro Tania Macedo, professora titular de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e diretora do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (USP), este trabalho constitui uma espécie de “mapa” da escrita da autora moçambicana Paulina Chiziane (1955) que vai muito além daquilo que o título da obra deixa entrever.

Além de relacionar personagens que aparecem em vários livros de Paulina, o Dicionário traz uma fortuna crítica e uma biografia da autora, bem como duas entrevistas concedidas por ela para órgãos de imprensa do Brasil e do exterior e dois ensaios de especialistas. Um dos responsáveis por um desses ensaios é este articulista, autor de “O feminismo negro de Paulina Chiziane”, originalmente publicado em Passagens para o Índico: encontros brasileiros com a literatura moçambicana, de Rita Chaves e Tania Macedo, organizadoras (Maputo: Marimbique Conteúdos e Publicações, 2012, pp. 33-41). O outro ensaio é “Adão e Eva na obra de Paulina Chiziane”, de António Manuel Ferreira, professor associado com agregação do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro. Ao final, o livro traz ainda uma fortuna crítica de textos acadêmicos dedicados à obra da autora moçambicana.

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ANGELUS NOVUS, A ALBÂNIA E A EUROPA | Fernando Couto e Santos

Umas das livrarias de que mais gosto em Lisboa é a Palavra de Viajante. Situada no nº 34 da Rua de São Bento, é especializada em livros de viagens, mas viagens no sentido lato, pelo que temos à nossa disposição uma ampla gama de literatura de primeira água em várias línguas: para além do português, há livros em inglês, francês, espanhol e, em menor quantidade, em italiano. Ou seja, em todas as línguas que tenho o privilégio de dominar (umas um pouco melhor do que outras, naturalmente). Nesta livraria, descobri, graças ao profissionalismo das suas proprietárias, Ana Coelho e Dulce Gomes, vários livros e autores que desconhecia. Uma das minhas últimas descobertas foi a tradução espanhola de um livro de um escritor albanês de que ouvira vagamente falar, de nome Bashkim Shehu. Da literatura albanesa, lera sobretudo inúmeros livros de Ismail Kadaré, mas também em tempos um de Fatos Kongoli e tenho memória de ter folheado algures – talvez na própria Palavra de Viajante ou numa outra livraria de culto para mim, a Nouvelle Librairie Française, dirigida pelo meu grande amigo Frédéric Strainchamps Duarte – um romance de Dritëro Agolli. Ultimamente, nalguma imprensa europeia, fala-se da escritora e artista plástica Ornela Vorpsi, nascida em Tirana e com livros escritos em três línguas: o albanês, a sua língua materna, o italiano, língua do país onde começou os estudos universitários e, mais recentemente, o francês, língua do país onde vive atualmente.

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DiEM25 | Varoufakis pede a tua ajuda

Companheira/o DiEMer,

Sou o Yanis Varoufakis e tenho uma mensagem para ti. Escrevo isto porque estamos num momento decisivo. Uma encruzilhada. 

Há alturas em que nos encontramos exaustos e desanimados à beira do desespero. Pode ser extremamente frustrante ver o establishment da UE implementar políticas de austeridade que dão força aos movimentos misantropos  e os fazem ganhar terreno, ver a nova extrema-direita espanhola, aliada à direita tradicional, chamar “feminazis” ao movimento feminista, ver Itália ser governada por homens autoritários de outros tempos, dispostos a deixar morrer pessoas no mar para ganharem as suas credenciais xenófobas, ou ainda ver a Europa numa corrida em direcção à próxima catástrofe económica – quando a maioria dos europeus ainda não recuperou da anterior.

Mas são pessoas como tu que trazem de volta a esperança. Dirijo-me a ti porque tu pertences a um número crescente de pessoas que compreendem verdadeiramente a necessidade de políticas de transformação na Europa.

Somos muitos mais do que pensas e em breve atingiremos a massa crítica. Se nos esforçarmos ainda mais e se avançarmos ainda antes das eleições europeias, poderemos talvez mover suficientemente a agulha para inverter o jogo. Mas para o conseguirmos precisamos de ser uma força coesa.Ninguém nos vai dar apoio financeiro para pagar os custos do nosso trabalho nesta encruzilhada – excepto tu e eu.

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VAMOS CURAR A TERRA, de Julian Lennon e Bart Davis e ilustrado por Smiljana Coh

Esta semana nas livrarias – infantil/juvenil

VAMOS CURAR A TERRA, de Julian Lennon e Bart Davis e ilustrado por Smiljana Coh chega esta semana às livrarias

No seguimento de Vamos Ajudar a Terra publicado o ano passado pela ASA, Vamos Curar a Terra é uma nova história inspiradora e enraizada na vida e obra de Julian Lennon, filantropo, fotógrafo, músico e produtor musical.

Elogiado neste projeto por figuras como Bono ou Laurie Berkner, Julian Lennon, filho do lendário líder dos The Beatles, leva os jovens leitores numa viagem que os desafia a fazerem da Terra um sítio melhor para toda a Humanidade, protegendo o meio ambiente e ensinando todos a amar o nosso planeta.

Sobre o Livro

Coloca-te de novo aos comandos do Avião da Pena Branca, um avião mágico que pode levar-te até onde quiseres, e faz parte desta aventura para curares a Terra! Basta carregares nos botões das várias páginas e inclinares o livro nas direções indicadas.

O Avião da Pena Branca tem como missão transportar os leitores numa viagem pelo mundo fora e mostrar-lhes como podem fazer da Terra um sítio melhor para toda a Humanidade, protegendo o meio ambiente e ensinando todos a amar o nosso planeta.

JULIAN LENNON é cantor, compositor e músico (com uma nomeação para os Grammy Awards e outra para os MTV Video Music Awards), produtor musical, fotógrafo e filantropo. Nasceu em Liverpool, Reino Unido, e desde sempre se afirmou como um observador da vida em todas as suas vertentes, razão pela qual necessita de se expressar através das mais variadas formas de arte. Em 2007 fundou a organização The White Feather Foundation, que leva a cabo iniciativas ambientais e humanitárias, atuando nas áreas da preservação da natureza, educação, saúde pública e proteção das culturas indígenas.

BART DAVIS é autor tanto de romances ficcionados como de livros de não-ficção, em especial biografias, tendo obras suas sido traduzidas para múltiplas línguas. No seu currículo conta ainda com a escrita de dois filmes e também de múltiplos artigos de opinião, no âmbito da sua colaboração regular com a imprensa. Vive em Nova Iorque.

SMILJANA COH estudou animação para filmes e, no seu trabalho, combina técnicas de ilustração mais tradicionais com técnicas de ilustração digital. A sua criatividade emerge da atenção que dá a cada detalhe das suas ilustrações. Além de já ter ilustrado alguns livros infantis, também já se aventurou, ela própria, na escrita. Vive na Croácia.

Ficha do Livro: Título: Vamos Curar a Terra – Nº págs: 48 – ISBN: 9789892344850 – PVP C/ IVA: 11,90€

ALFA & ÓMEGA | Casimiro de Brito

EIS ALGUMAS DAS SUAS ENTRADAS

AMADA
Ela é água e vaso, a minha amada.
Escuto no seu corpo a música do mundo.

BACANTE
Quase não bebe, essa bacante. Tudo me dá a beber.

CANIBALISMO
Quando nos amamos, ó prazer tão alto!

DANÇA
A dança das flores ao vento, talvez a primeira inspiradora.

ETERNIDADE
A eternidade, embora de passagem, senta-se comigo à mesa.

FEMININA
Felina. São guerras que parecem perfumadas.

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Lançamento do Livro “Que fazer contigo, pá?” | Carlos Vale Ferraz | Apresentação de José Pacheco Pereira

Minhas amigas e meus amigos. Teria o maior prazer na vossa presença na apresentação do novo romance, que será feita pelo José Pacheco Pereira. Pela minha parte responderia `pergunta:

O livro é sobre quê?

Assim:

É sobre um homem a quem impuseram um destino que o ultrapassava e que, no fundo, ele não estava disposto a cumprir.

É um romance sobre a vaidade de ser um herói.

Sobre a ficção das histórias oficiais. Eu escrevi (tentei) uma história verdadeira sob a forma de ficção.

É sobre os salvadores das pátrias e dos povos.

É sobre a falsidade, a perversidade e a mentira

É sobre o clássico herói e salvador vencido pela história.

É um romance sobre mim.

O discurso histórico oficial é sempre uma conveniência.

Este romance é contra as conveniências do discurso oficial sobre um período recente e marcante da nossa história: o 25 de Abril, o 25 de Novembro e a violência revolucionária e contra revolucionária.

A ficção é a minha forma de transmitir a minha verdade.

Eu tenho uma verdade sobre o 25 de abril, sobre o 25 de novembro, sobre a nossa história. Este romance é o romance da minha verdade.

Os leitores poderão ver aqui quem quiserem, Otelo e Calvão, Eanes, Jaime Neves, o cónego Melo ou o Carlos Antunes, o ELP e as FP, mas o que está neste romance sou eu e a minha verdade sobre um período da nossa história.

É um romance sobre o outro que todos os sensatos têm de reserva.

Este é também um romance sobre loucos. Sobre os loucos que ocupam os marcos da História.

O que é um ex-revolucionário?

Como perdemos os ideais?

Ser generoso, dar a sua vida por uma causa é prova de quê? De inteligência? De estupidez! Só temos uma vida.

Gostaria muito de os ter nesta apresentação

Carlos Vale Ferraz

Lisboa acolhe festival literário | in Jornal Público

O Festival da Palavra estreia a sua primeira edição na capital, a realizar-se entre os dias 8 e 11 de Março. E a palavra de ordem é “fronteira”.

Lisboa vai ser o palco da primeira edição de um festival literário promovido pela Cabine de Leitura da Praça de Londres, em colaboração com as livrarias Barata, Tigre de Papel e Leituria, e terá lugar na freguesia de Alvalade a partir desta sexta-feira, dia 8, a estender-se até ao dia 11 do presente mês.

Na sequência de outros actos de cidadania e voluntariado, como é exemplo a Cabine de Leitura, que criou em 2014 na Praça de Londres, Carlos Moura-Carvalho, o único fundador desta iniciativa, decidiu avançar para a realização de um festival literário.

“Lisboa não realiza um festival literário à sua dimensão, de capital, de metrópole turística, de urbe com uma história única na Europa”, aponta. “Realizar um festival centrado numa palavra pareceu-nos ser uma opção criativa e desafiadora”.

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Baile dos Morcegos | Centro Ciência Viva do Alviela – CARSOSCÓPIO | 23 de Março 2019

Dia 23 de Março há Baile dos Morcegos no Centro Ciência Viva do Alviela, a partir das 19h30.

Num cenário fantástico decorre um jantar temático, não recomendado a vegetarianos, onde os comensais arriscam, atrevem-se e comem o que o Chef Rodrigo Anacleto lhes servir: são 5 pratos para degustar, encetando uma viagem que acompanha o voo dos morcegos desde que saem da gruta para caçar, até ao seu regresso. Entre pratos, osinvestigadores Jorge Palmeirim, Luísa Rodrigues, Ana Raínho e Hugo Rebelo revelam-nos algumas características dos morcegos. No início da noite os morcegos abandonam a gruta em direção à Praia Fluvial, onde os espera um maravilhoso espetáculo aéreo-acrobático e um baile ao som da banda Swing Na Guelra.

O programa completo tem um custo de 30? a partir dos 13 anos de idade, sendo que crianças dos 6 aos 12 anos pagam 15?. Faça já a sua reserva pois as vagas para o jantar são limitadas a 70 participantes.

Se pretender apenas assis! tir ao espetáculo na Praia Fluvial e participar no baile, a inscrição é 5? a partir dos 10 anos de idade, com oferta de uma bebida. Há street food na Praia Fluvial (Pão com Segredos e a carrinha da Miss Vinagretta), jogos tradicionais e atividades sobre morcegos. Aproveitem para conversar com o Pedro Alves (Plecotus) sobre o trabalho que desenvolve na área dos morcegos.

Este é um baile de máscaras alusivas aos morcegos mas traga um toque steampunk (sabia que o Conde Drácula, de Bram Stoker, foi escrito poucos anos após a Revolução Industrial?).

Seja criativo na fatiota e mergulhe no fantástico mundo dos morcegos. Acredite: não vai querer perder o baile do ano!
Inscrições até ao dia 20 de Março.

As inscrições poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt

Programa:

19h30-20h45 | Welcome drink

21h00-22h30 | Jantar

22h45-23h00 | Espetáculo (produção The MadBlast)

23h00-00h30 | Baile ao som da banda Swing na Guelra

Catherine Marie Colon

Biographie de Catherine Marie Colon

Je me suis mise à la peinture en mai 2016 et ce fut comme une révélation, un besoin immense de m’exprimer.

Je crée mes tableaux dans l’impulsion de mes émotions, de mes ressentis et de mes réflexions intérieures. Devant mes toiles vierges, jouant avec l’acrylique, l’huile et les matériaux qui m’interpellent, je laisse mes mains, mes pinceaux, mes couteaux et spatules et les couleurs se mêler, se superposer, se confondre ou se compléter pour suggérer des sujets à ceux qui regardent mes créations.

Dans mes abstractions intenses, pleines de forces contenues, ma constante dualité s’exprime dans une unité d’expression qui dévoile ma profession, thérapeute énergéticienne. Je me suis révélée au fil d’années de pratique et d’écoute axées sur l’amour de l’humanité, vers les âmes meurtries et les cœurs en souffrance.

Après de longues années en Suisse, je viens de choisir le Thoronet pour vivre mes passions.
A ce jour, plusieurs expositions privées et 2 tableaux primés à l’International Prize Caravaggio le 07/12/2018 et un tableau primé à l’International Prize Botticelli le 09/02/2019.

Actuellement une cinquantaine de mes œuvres est exposée au Casino Barrière à Sainte Maxime (France)

Run for the life

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Leiria | II Simpósio Ibérico de Segurança Rodoviária | Sessão inaugural com Ministro da Administração Interna

Nos dias 6 a 8 de Março de 2019 realiza-se na Escola Superior de Tecnologia e Gestão / Instituto Politécnico de Leiria, em Leiria, o II Simpósio Ibérico de Segurança Rodoviária (SIRS), iniciativa organizada em parceria por várias entidades portuguesas e espanholas: ASVDS – Associação Vertentes e Desafios da Segurança, Município de Leiria (Bombeiros Municipais), Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Universidad de ExtremaduraGuardia Civil e APREVEX – Asociación de Prevención Extremeña.

Para além dos representantes das várias entidades parceiras e co-organizadoras, para a sessão de abertura está confirmada a presença do Ministro da Administração Interna, do Presidente da Câmara Municipal de Leiria e de um representante das autoridades espanholas.

O programa do II Simpósio Ibérico de Segurança Rodoviária, que incorpora as Jornadas de Protecção Civil dos Bombeiros Municipais de Leiria, está definido e assenta em três tópicos principais relacionados com a Segurança Rodoviária: a Situação Actual da Sinistralidade, a Prevenção e o Futuro.

No primeiro tópico, durante o primeiro dia de trabalhos, serão apresentados factos e dados relativos à Sinistralidade Rodoviária em Portugal e em Espanha, e analisados os impactos da Sinistralidade nas empresas Seguradoras, de Transporte e nas Unidades Hospitalares.

No segundo dia do simpósio, a 7 de Março, estará em destaque a temática da Prevenção, observada sobre diversos prismas, nomeadamente, as Campanhas, os Projectos de Inovação e Sistema de Segurança, o Comportamento Humano e a importância da Formação em Segurança Rodoviária.

O futuro da Segurança Rodoviária será analisado no terceiro e último dia de trabalho, de manhã de forma mais teórica, com a reflexão sobre os temas da Prevenção, da Punição e das Infraestruturas, e, de tarde, com uma vertente iminentemente prática, com a realização de uma Simulação de um Acidente Rodoviário e com a apresentação de Práticas de Simuladores.

As inscrições no Simpósio são gratuitas, embora obrigatórias e limitadas (até 340 participantes). Apenas as refeições, se seleccionadas, serão pagas.

Para todos os participantes será emitido certificado SIGO.

Para mais informações:  https://www.sisr-sisv.eu/

Quem é o teu candidato à Comissão Europeia? | DiEM25

Já alguma vez votaste para o Presidente da Comissão Europeia?

O DiEM25 nasceu para lançar luz nos corredores escuros de Bruxelas. Lançámos o primeiro movimento pan-europeu para pôr os cidadãos no comando das operações. Pretendemos nada menos do que trazer de volta o demos à nossa democracia europeia.

Decidimos, juntamente com todos os parceiros da nossa lista transnacionalPrimavera Europeia, que devem ser vocês, os nossos membros, a escolher quem vamos apresentar como candidatos aos cargos cruciais de Presidente da Comissão Europeia e Presidente do Parlamento Europeu.

Como vai funcionar isto? Terás até ao meio-dia de 17 de fevereiro para nos enviar as tuas sugestões para os dois cargos. Nomeia o teu candidato aqui. No dia 17 de fevereiro, o Conselho da Primavera Europeia reunirá para elaborar uma lista restrita de candidatos. E de 19 de fevereiro até 25 de fevereiro, terás oportunidade de votar nas tuas opções preferidas.

Isto muda tudo. Pela primeira vez desde a fundação da União Europeia, os principais candidatos não serão escolhidos nos acordos de bastidores do costume, mas através de uma votação aberta e transnacional. Nós somos democracia europeia em acção. Junta-te à aventura!

Nomeia os teus presidentes

Além disso, relembramos que se quiseres ser candidato do DiEM25 ao Parlamento Europeu em França, podes apresentar a tua candidatura até 19 de fevereiro. Declara a tua candidatura aqui.

Carpe DiEM!

Lorenzo Marsili
Membro do Colectivo Cordenador do DiEM25

Eles precisam do nosso apoio | DiEM25

Batalhões de advogados de grandes empresas têm-se esforçado por acumular e concentrar mais poder – o nosso poder. Estão há anos a trabalhar incansavelmente para consagrar no Direito Europeu privilégios para os seus clientes: as multinacionais, os grandes investidores e os mais ricosde entre o 1% do topo.

Yanis Varoufakis, co-fundador do DiEM25, já o repetiu inúmeras vezes: ou a Europa se democratiza ou se desintegra, mas a atribuição de poderes especiais aos mais poderosos é o oposto da democratização. Os DiEMers não são os únicos que estão preocupados com esta situação – vários movimentos decidiram este mês, depois de muito debate, lutar contra este ataque à democracia, unindo esforços para tornar as nossas exigências verdadeiramente transnacionais, verdadeiramente inequívocas.

Dentro de 48h, o Parlamento Europeu terá oportunidade de rejeitar o ISDS – os insidiosos tribunais arbitrais promovidos pelos advogados das grandes empresas, nos quais os mais poderosos poderão pressionar os governos e embolsar o nosso dinheiro público. Juntemo-nos à onda de acção através da Europa – já são mais de 290.000 pessoas! Vamos ajudar a atingir a meta dos 350.000, com o nosso apoio do DiEM25, antes da votação de terça-feira!

Diz ao Parlamento Europeu o que nós, DiEMers, queremos 

O que há de tão errado nestes tribunais, que esta estranha sigla, ISDS [1], encobre? Peritos activistas que trabalham para revelar os seus perigos descrevem-na como “um obscuro sistema de justiça paralelo apenas acessível aos super-ricos.”

Há alguns meses, o parlamento romeno rejeitou um projecto mineiro que derramaria nas suas terras 240.000 toneladas de cianeto tóxico – veneno suficiente para matar 80 vezes toda a população mundial. Em resposta, a empresa mineira utilizou o ISDS para exigir $4 mil milhões de indemnização – a serem pagos pelo povo romeno. Numa circunstância destas, os deputados romenos podem ter de ceder e aceitar uma grande catástrofe ambiental e sanitária.

Este é apenas um exemplo. Até agora, as grandes empresas têm utilizado o ISDS para contestar leis que regulam os níveis de poluição de uma central eléctrica de carvão, que introduzem advertências sobre a saúde nos cigarros, que impõem uma moratória no fracking, que aumentam o salário mínimo, e muitas mais. E nem sempre precisam de ganhar para conseguirem o que querem… Para muitos países, a mera ameaça de uma enorme reclamação pode ser suficiente para os dissuadir e deixar o dinheiro triunfar.

Só temos uma oportunidade: se na votação de terça-feira os eurodeputados perceberem finalmente que o próprio poder democrático do parlamento europeu é minado pelo ISDS, poderão ser persuadidos a bloqueá-lo. Vamos assegurar-nos que eles cheguem a essa conclusão antes da votação de terça-feira.  
Diz aos eurodeputados que o seu próprio poder é minado pelo ISDS!

Obrigado pelo teu apoio e Carpe DiEM!

Luis Martín
>>Coordenador de Comunicação do DiEM25 

PS. Os que apoiam o ISDS defendem que este é positivo para os países receberem investimento directo estrangeiro. Mas não é verdade! Há estudos que demonstram que este sistema não serviu este objectivo. Os governos pelo mundo fora – incluindo os da África do Sul, Indonésia, Tanzânia e até EUA – estão a retirar o apoio ao sistema de ISDS por essa mesma razão. Nós europeus devíamos fazer o mesmo. Assina a petição!

[1] ISDS é a sigla de ‘Investor-State-Dispute-Settlement’ (Resolução de litígios entre os investidores e o Estado).

COURS D’ART 2019 | Artemisia Atelier | Faiza Bayou

L’atelier Artemisia vous propose une formation artistique à Alger Draria. Pour adultes et adolescents .Que vous soyez artistes peintre confirmés, amateurs ou débutants, étudiants ou en préparation pour une école d’art. Les inscriptions sont ouvertes pour le mois de février. 0555790553

 

Efemérides Cariocas | Para se conhecer a história do Rio de Janeiro de Neusa Fernandes e Olinio Gomes P. Coelho | por Adelto Gonçalves

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O jornalista Elio Gaspari, autor de cinco inolvidáveis livros sobre o regime militar (1964-1985), em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, dia 30 de janeiro de 2019, observou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso gosta de relembrar uma cena na qual o historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) discutia o tamanho de algumas figuras do Império e ensinou: “Doutora, eles eram atrasados. Nós não temos conservadores no Brasil. Nós temos gente atrasada”. Em seguida, o jornalista fez uma relação sucinta de males causados ao Brasil e à população brasileira por atitudes e decisões tomadas por gente despreparada e inculta, ou seja, “atrasada”, que chegou ao poder tanto pela força das armas como por acordo entre elites ou pelo voto popular.
Para ter uma ideia dos males que esse tipo de “gente atrasada” já causou à cidade do Rio de Janeiro, o antigo Distrito Federal, o leitor não pode deixar de ler EfeméridesCariocas (Rio de Janeiro, edição dos autores, 2016), dos historiadores Neusa Fernandes e Olinio Gomes P.  Coelho.  Ali pode constatar um dos maiores atentados à inteligência e à cultura nacional que foi a demolição a 5 de janeiro de 1976 do Palácio Monroe, projetado para representar o Brasil na Exposição Internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos, e inaugurado em 30 de abril de 1904.

O edifício abrigou o Ministério de Viação e Obras Públicas, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, a partir de 1915, até a sua mudança para Brasília, em 1960. Apesar dos protestos da população e de entidades ligadas à engenharia e à arquitetura, o ditador da época, Ernesto Geisel (1907-1996), determinou ao ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen (1935-1997), a demolição do palácio, sem quaisquer justificativas técnicas e culturais. O local seria revitalizado com a instalação de um antigo chafariz da cidade e a construção de uma garagem subterrânea (p.24-25).

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Notícias DiEM25 Portugal

Olá

Convidamos-te para a Iniciativa Arquipélago que terá lugar no próximo dia 1 de Fevereiro, sexta feira pelas 20h. Trata-se de uma chamada online onde todos os membros do DiEM25 dos diversos pontos do país poderão conversar e conhecer-se. Estarão presentes nesta reunião pelo menos dois membros do nosso Coletivo Nacional. Para te juntares à reunião basta acederes a este link na data e hora indicadas –   https://zoom.us/j/383127199. Também poderás inscrever-te se quiseres participar numa futura reunião aqui:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScfDM1a9myufJYrDwWRTdogJLHQ-ZLa0gnPfcwf97QbTRz9lQ/viewform?usp=sf_link . Contamos contigo!

Relativamente às eleições europeias de Maio 2019, não foi formada ala eleitoral em Portugal no sentido de se constituir um partido para além de movimento DiEM25 Portugal (como ocorreu na Alemanha e na Grécia, por exemplo). Por cá,apoiamos a candidatura de partidos ou coligações que estejam alinhados com a nossa agenda progressista no âmbito da Primavera Europeia, neste caso específico o partido LIVRE. Aproveitamos assim para partilhar que o mesmo terá o seu congresso dia 2 de Fevereiro no qual, da parte da tarde, será votado o Programa “A New Deal For Europe” o Programa da Primavera Europeia, como programa eleitoral do LIVRE para as eleições europeias de 2019.
Se estiveres interessado em ser voluntário para a campanha eleitoral para as europeias, nomeadamente a nível das redes sociais, campanhas, eventos de rua, design gráfico, etc. contacta-nos para info@pt.diem25.org com o assunto “ Campanha eleitoral europeias” para te reencaminharmos.

Relativamente às iniciativas de bases do DiEM25 Portugal podes escrever ao Coletivo Nacional para o info@pt.diem25.org e  para os Coletivos/grupos locais de Faro, Lisboa, Oeiras, Porto através dos emails oficiais visíveis aqui. Se precisas de apoio para te juntar ou formar um coletivo/grupo local noutra zona do país escreve para gruposlocais@diem25.org. O mesmo aplica-se caso queiras ser voluntário nalguma área, nomeadamente em tradução de conteúdos do site.

Esperamos o teu contacto,

Carpe DiEM!

>>Os membros do Coletivo Nacional

Garças | Lídia Borges | novo livro de poemas

No próximo dia 26 de Janeiro de 2019, pelas 15h30, na biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, vem à luz um novo livro de poemas.
Com um percurso em crescendo, e uma poesia apurada e depurada em imagens do mais puro lirismo,intimista, de raízes telúricas e afetivas, onde o mundo é absorvido na esfera do belo e do inteiro, Lídia Borges/Olívia Marques, traz-nos, agora, as ” Garças”.
A apresentação será feita por Isabel Cristina Mateus.

(…) Ao entrar na cozinha nesta manhã tão antiga
são as cerejas, o pão, o leite
a manteiga, a voz da avó
a trazer ao céu da minha boca
o sabor do amor mais pleno que senti. (…)

Este lançamento coincide com a reedição da obra “Sementes Daqui”, vencedora do Prémio Literário Maria Ondina Braga 2013 (1ª edição Novembro de 2013).

Vinte Poemas de Amor e Uma Crônica Desesperada | Valdeck Almeida de Jesus

Sinopse: O poeta Valdeck Almeida escreveu vinte textos poéticos e uma crônica, os quais refletem um amor não realizado por uma pessoa conhecida através de cartas e outra através de redes sociais. Ambas são do Triângulo Mineiro, e nenhuma das duas foram encontradas pessoalmente, nesse trânsito que durou mais de trinta anos. O livro foi traduzido ao espanhol, com ilustrações de Zezé Olukemi.

Interessados podem clicar nesse link e baixar gratuitamente:
Para Valdeck “esta é uma oportunidade de circular por lugares não acessíveis e ter a sensação de poder fazer parte do imaginário de leitores de todos os cantos, além de ser uma alternativa para escritores iniciantes e/ou veteranos para democratizar sua produção literária”.

“Uma coligação à direita é a única forma de retirar a esquerda do poder” | Pedro Santana Lopes in ENTREVISTA TSF DN

O Dr. António Costa introduziu este fator novo que acho que foi muito clarificador na política portuguesa. Fazia falta o PCP e o Bloco estarem comprometidos com soluções governativas e essa experiência aconteceu. Agora o caminho, na minha opinião, é apresentar alternativa à política que eles seguiram, e é por isso que estou a trabalhar. Portanto, falam por mim os atos e as propostas pela positiva que faço. Não gosto de dizer que nunca me coligarei com o PC ou com o Bloco ou com o PS, ou seja o que for, não comparando. Prefiro falar pela positiva, sobre com quem admito a hipótese de me coligar depois das legislativas, se tivermos representação parlamentar (…) | 19 DE JANEIRO DE 2019

Pacificado no seu papel de líder do Aliança, Pedro Santana Lopes apresenta o seu novo partido à direita do PSD – indicando os impostos e as empresas como prioridades. Aliás, diz que só haverá uma alternativa à esquerda quando a direita se unir. E quer fazer parte dessa união.

A manutenção de Rui Rio na liderança do PSD é uma boa ou má notícia para o Aliança de Pedro Santana Lopes?
Vamos ver, que os outros partidos políticos tenham a sua casa arrumada e a sua vida organizada é bom para o sistema político em geral. Neste caso, trata-se obviamente de um partido com quem a Aliança poderá trabalhar – não é um partido distante do Aliança. Eu, por ter deixado esse partido, não passei a estar mais próximo do PCP ou do Bloco de Esquerda, estou no espaço político onde sempre estive. Por isso, é bom que as outras forças políticas tenham as suas decisões tomadas, preparando as opções que têm de fazer em ano eleitoral para os programas serem nítidos, as diferenças também, e para se saber qual é a estratégia política de cada um.

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O Livro do Império | João Morgado

Um manuscrito resgatado pela Inquisição para redenção de Portugal.

«Portugal tem um império em declínio, com um rei destemido, mas influenciado por uma nobreza e um clero corruptos. Omnipotente, a Inquisição não hesita em prender, matar e destruir as mentes e as obras mais brilhantes.

No país vizinho, observam a decadência de Portugal, jogam com o poder e o apoio dos jesuítas, e mantêm a esperança de voltar a dominar toda a península.

Mas eis que um trota-mundos sem eira nem beira, apesar de uma vida de prisões, putaria e inimigos poderosos, decide cantar as glórias desse povo num poema épico que lembra todos “aqueles, que por obras valerosas” se foram da “lei da morte libertando”. Mas ao cantar uma estirpe de homens que se igualara a deuses, por contraste compunha também um libelo acusatório contra a depravação vigente. Como foi possível que el-rei e o Santo Ofício tenham deixado publicar esta obra?

Livro do Império narra a vida de um poeta arrependido e a história de Portugal em vésperas da batalha de Alcácer-Quibir.»

JL Jornal de Letras “Glória, Decadência, Redenção”, por Miguel Real (19.12.2018)

“Se um Eça do nosso tempo se atrevesse a perguntar a João Morgado – Filho, tu estavas lá? – teria rigorosa resposta – Sim, estive lá. Porque a expressão aliciante da sua prosa consegue despertar a convicção de que o autor estava efectivamente esteve lá, e tudo o que diz tem igual autoridade à dos documentos que lhe permitem enriquecer a crónica dos acontecimentos, que recria e medita com a minúcia do seu espírito criador”,

Prof. Adriano Moreira Apresentação da obra, 17.DEZ.18

“Após séculos de mal-entendidos, «O Livro do Império» vem, por fim, reconciliar um Camões humanizado com o público leitor”, numa obra que “pela sua argúcia analítica, pela cultura da época, riqueza da linguagem e ritmo narrativo, consagra João Morgado como um escritor de referência no romance histórico e na literatura portuguesa.”

F. Delfim dos Santos, Universidade Nova. Apresentação da Obra, FNAC Chiado, 17.DEZ.18

Lancement du Prix littéraire francophone régional : «Le Choix Goncourt de l’Algérie» | in “alifa” le magazine de l’art et de la culture

Le Choix Goncourt de l’Algérie est un prix créé par l’Académie Goncourt et porté par l’ambassade de France et l’Institut français Algérie.

L’Institut français d’Algérie a obtenu cette année la création d’un prix littéraire spécifique, parrainé par l’Académie Goncourt : «Le Choix Goncourt de l’Algérie». Organisé seulement dans une douzaine de pays à travers le monde, le Choix Goncourt sera décerné pour la première fois en 2019 en Algérie. Cette première édition est donc un événement.

Dans chaque ville où l’Institut français d’Algérie est présent (Alger- Annaba – Constantine – Oran – Tlemcen), des jurys composés d’étudiants, de lycéens et d’adhérents aux médiathèques des cinq instituts français voteront pour désigner leur lauréat. Ce dernier sera choisi parmi les huit ouvrages francophones présélectionnés en 2018 par l’Académie Goncourt, en vue de l’attribution de son célèbre prix.

La proclamation du prix «Le Choix Goncourt de l’Algérie» aura lieu en mars 2019, à l’occasion de la Semaine de la langue française et de la francophonie, en présence des présidents des différents jurys. L’écrivain(e), dont le roman aura été choisi, sera invité(e) à parrainer l’édition suivante.

Pour en savoir plus : www.academiegoncourt.com/choix-goncourt-algerie.

Contact presse : meliza.beghdad@diplomatie.gouv.fr

https://www.alifa-dz.com/lancement-du-prix-litteraire-francophone-regional-le-choix-goncourt-de-lalgerie/

Casimiro de Brito | Fragmento 3454 | LIVRO DE EROS

“Era como se as nossas cerimónias de amor fossem um quarteto de cordas (a mais perfeita das formas musicais) e tivessem quatro andamentos brilhantemente improvisados:
um, “lento assai, cantate e tranquillo”, em que as nossas ondulações empreendiam a bela iniciação da respirar e aspirar o outro, o seu corpo todo;
um “andante cantabile”, em que ela subitamente se inclinava sobre o meu corpo deitado e lambia e moldava o meu sexo detendo-se apenas quando ele já se transformava em mármore exactamente ao mesmo tempo que os meus dedos ligeiramente ensalivados tocavam no seu clítoris e se sentiam subitamente dulcificados sob uma ainda frágil cascata;
seguia-se depois a penetração, o “allegro vivace”, com ela quase sempre por cima de mim, cavalgando-me, e assim o prazer era cada vez mais profundo e duas vezes fogoso;
e, por fim, depois do grande orgasmo dela (o meu sabia retê-lo e deixava-o para os seus seios ou para a sua boca) — ó como se contraíam e vibravam todos os nossos músculos —, “o adagio ma non troppo e molto expressivo”, em que ela se deitava e abria as pernas e colocava os pés no meu peito ou nos meus ombros e eu sugava todos aqueles delicados odores, a sua ambrósia, os seus sucos tão delicados que não apenas os conservava na boca como os derramava na boca dela, e assim ficávamos irradiados pelos corpos que, deste modo, o meu estendido sobre o dela, abraçados, pareciam um só animal terroso e sagrado. Depois gemíamos e ríamos e chorávamos até adormecer.”

Casimiro de Brito
Fragmento 3454
LIVRO DE EROS

Retirado do Facebook | Mural de Sónia Soares Coelho

Declaração de Melo Antunes em 26 de Novembro: a mão estendida ao PCP

Numa longa declaração emitida no dia seguinte à vitória novembrista, um dos vencedores, o conselheiro da Revolução Melo Antunes afirmou que considerava indispensável a participação do PCP na construção do socialismo.

VER VÍDEO 

Em 26 de Novembro de 1975, o major Melo Antunes, conselheiro da Revolução, verberou os “desvarios” de militares e civis que quiseram promover ideias por ele consideradas pseudo-revolucionárias. Falou ainda da “desagregação das estruturas do Estado que ameaçavam tornar-se irreversíveis”, verificáveis nos meses anteriores.

Melo Antunes referiu-se à sublevação dos páraquedistas como uma causa próxima da crise mais recente, tendo havido vários outros factores que ultrapassaram largamente a mera sublevação dos páraquedistas.

O ideólogo do “Grupo dos Nove” emitiu um rasgado louvor a Jaime Neves, comandante do regimento de comandos, e passou daí a apelar a uma acalmia da situação, com vista a uma transição para o socialismo sobre carris democráticos, dando corpo a um “projecto viável de esquerda”.

Melo Antunes descartou ainda os caminhos de “retorno directo ou indirecto às formas de organização capitalista da sociedade”, que considerou “para sempre cortadas”.

E, ao defender uma “sociedade pluralista, em transição pacífica para o socialismo”, sublinha que considera muito importante o PCP participar num socialismo com essas características. Era este o ponto essencial da declaração de Melo Antunes, que delimitava o terreno relativamente a outros vencedores do 25 de Novembro, e que ficou conhecido como o seu beau geste, de mão estendida aos putativos vencidos, na hora da vitória.

VER VÍDEO : https://www.rtp.pt/noticias/25-novembro-1975/declaracao-de-melo-antunes-em-26-de-novembro-a-mao-estendida-ao-pcp_v874940

Autismo | Valério Romão

ROMANCE FINALISTA DO PRÊMIO FEMINA (França, 2016)

“Uma obra maior.” — Le Figaro

“Eu acho que o Henrique é
Faltava só uma palavra, era o parto ao contrário, já tinha saído o corpo todo e faltava unicamente a cabeça da frase, o cérebro da frase, o complemento que dava o significado integral à frase e Rogério, como um carro que desaprendesse de arrancar à primeira, soluçava num martírio solitário as sílabas […], e Marta, do seu lado, esperava pelo fim da frase com os pés bem calcados no soalho do carro, com as mãos a agarrarem os estofos com a força possível, com todo o corpo eriçado como um gato a quem quisessem tirar da caixa no veterinário.
O Henrique, Marta, eu acho que ele é autista.”

“Um livro tremendo, brutal de tão honesto, sobre um casal que descobre no filho os sinais de uma doença que o isola do mundo e do afeto dos pais. Autismo revela um escritor capaz de tocar nas feridas humanas mais fundas.”
—Expresso

“Romão vai diretamente à jugular. Um livro impiedoso, que impressiona pela proximidade entre enredo e biografia. O autor pode estar a exorcizar os seus fantasmas, mas fá-lo com uma capacidade única de meter o leitor dentro da sua casa assombrada.”
—Time Out

DiEM25 | Reunião aberta em Cascais

Olá a tod@s,

Gostava de vos convidar para uma reunião em Cascais aberta a todos os membros inscritos no DiEM25 nessa área e que queiram participar de uma forma mais activa no movimento.

Vou estar no dia 12 de Janeiro pelas 17h no andar de cima da SMUP (https://www.smup.pt/) ao lado da estação de comboios da Parede.

Deixo o meu e-mail para que me possam contactar directamente: martadesousaesilva@gmail.com

Obrigada e até lá!

Marta de Sousa Silva 

Um ‘New Deal’ contra o populismo | Bernie Sanders e Yanis Varoufakis | AMANDA MARS in El País

O democrata norte-americano Bernie Sanders e o ex-ministro grego Yanis Varoufakis promovem uma Internacional Progressista | AMANDA MARS | 3 JAN 2019

Reunião da Internacional Progressista com Ada Colau no centro, Bernie Sanders a sua esquerda e Yanis Varoufakis de perfil.

“Há uma guerra global em curso contra os trabalhadores, contra o meio ambiente, contra a democracia, contra a decência. Uma rede de facções direitistas está se espalhando através das fronteiras para erodir os direitos humanos, silenciar a discordância e promover a intolerância. Desde 1930 a humanidade não enfrentava uma ameaça dessas.” Com estas palavras tão diretas começa o manifesto da Internacional Progressista, uma plataforma promovida pelo veterano senador esquerdista norte-americano Bernie Sanders e pelo célebre economista grego Yanis Varoufakis como resposta a velhos e novos inimigos. Os velhos são as elites que eles acusam de criar um sistema econômico cada vez mais desigual; os novos são os movimentos populistas de corte conservador com os quais ninguém contava há alguns anos.
As vitórias eleitorais de Donald Trump nos Estados Unidos, de Jair Bolsonaro no Brasil e do vice-premiê italiano Matteo Salvini serviram como um atestado de vida dessa tendência, uma prova empírica, quase um endereço postal. A Internacional Progressista procura o seu de alguma forma. Propõe uma “rede global” de esquerda que rebata essa maré que vem da direita. Quando políticos e intelectuais se reuniram entre os dias 29 de novembro e 1º. de dezembro na sede do Instituto Sanders, em Burlington (Vermont), para apresentar a iniciativa, chegaram a diagnósticos muito similares.

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Journées Internationales du Marketing Touristique | Alger, Hôtel El Aurassi les 16-17 janvier 2019

Nous vous informons que les neuvièmes Journées Internationales du Marketing Touristique se tiendront a Alger, Hôtel El Aurassi les 16-17 janvier 2019 prochains, sous le patronage de Monsieur le Ministère du Tourisme et de l’Artisanat.
Pour ces 9é Journées, RH International Communication entend animer la réflexion et les débats autour d’un thème primordial qui brasse dans les enjeux nationaux de l’heure, à savoir Le tourisme, un secteur essentiel de l’économie.
Des experts nationaux et internationaux, des universitaires et des acteurs institutionnels viendront animer les conférences autour de questions et enjeux qui ne manqueront pas, nous le croyons, de susciter un grand intérêt tout particulièrement dans le contexte économique actuel.

Natal | A origem e o significado da comemoração | Paulo Nogueira in “Histórias com História”

Contar a história e as origens do Natal, é algo controverso, e discutível por muitos entendidos assim como estudiosos da matéria, no entanto, e segundo a tradição da religião católica, é comemorado anualmente em 25 de dezembro. Já nos países eslavos e ortodoxos cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro. A data é o centro das festas de fim de ano e no cristianismo, o marco inicial do ciclo de Natal que dura 12 dias, pois segundo a lenda, este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus.

Originalmente destinada a celebrar o nascimento do Deus Sol no solstício de inverno, na Roma antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. A Escandinávia pagã comemorava um festival de inverno chamado Yule, realizado do final de dezembro ao período de início do janeiro. Como o Norte da Europa foi a última parte do continente a ser cristianizada, as suas tradições pagãs tinham uma grande influência sobre o Natal. Os escandinavos continuam a chamar ao Natal  Jul. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal e por volta do séc. III, para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do império romano, a igreja Católica passou a comemorar o nascimento de Jesus da Nazaré neste dia. Esta comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania (revelação ou a primeira aparição de Jesus aos reis magos), em 6 de janeiro.
A comemoração em 25 de dezembro foi importada para o oriente mais tarde, por João Crisóstomo já no final do séc. IV provavelmente, em 388, e em Alexandria, somente no século seguinte. Mesmo no ocidente, a celebração da Natividade de Jesus em 6 de janeiro parece ter continuado até depois de 380. No ano de 350 o Papa Júlio I, levou a efeito uma investigação pormenorizada, fazendo proclamar o dia 25 de dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano em 529 declarou-o feriado nacional. Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

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PAN ::: Pessoas-Animais-Natureza | Comunicado

No seguimento de notícias falaciosas que afirmam que o PAN pretende alterar provérbios que contenham referências a animais, o partido informa o seguinte:

1. O PAN foi contactado por órgãos de comunicação social para dar o seu parecer sobre uma campanha da PETA sobre frases e provérbios com referências violentas a animais nos Estados Unidos da América, um país com um contexto legislativo e sociocultural bastante diferente do português.

2. Em momento algum o PAN defendeu ou disse que acompanhava a campanha americana da PETA, nem sequer referiu que iria ou queria alterar provérbios com referências a animais.

3. A resposta do PAN a esta questão foi e é simples: o PAN não vai apresentar nenhuma iniciativa sobre este assunto e considera que este não é um tema prioritário na sociedade portuguesa, apesar de perceber que atualmente existe vontade de reflexão social sobre este tipo de questões associadas a discursos que veiculam a violência, de forma mais ou menos consciente, reflexão que pode ser relevante para as/os ativistas que trabalham nesta área.

4. Esta resposta foi extrapolada e deturpada no sentido de se fazerem interpretações com contornos políticos perigosos e analogias a situações de fundamentalismos e autoritarismos que não correspondem à verdade.

5. É factual, e relevante para a compreensão da polémica, que os títulos que apelam à indignação “O PAN quer tirar os animais dos provérbios”, referem no conteúdo das notícias “ONG internacional quer alterar expressões anti-animal”.

6. O PAN defende a liberdade, a criatividade e o humor a que estes e outros movimentos sociais recorrem para fazerem ouvir as suas vozes e perspetivas.

7. O PAN defende a liberdade de cada pessoa para concordar ou discordar com estas e outras vozes e apresentar visões alternativas. Esta é a única atitude possível para preservar os valores democráticos e não violentos num mundo cada vez mais polarizado.

8. A apresentação exata dos factos é também um pilar fundamental da defesa destes valores. O PAN não alinha com princípios ou visões de comunicação que tenham como finalidade a desinformação dos cidadãos e cidadãs na quebra de confiança nas instituições democráticas.

9. O PAN convida todas e todos a seguirem a nossa informação diária, nomeadamente através das nossas redes sociais no Facebook, Youtube, Twitter e Instagram.

Retirado do Facebook |  Mural do PAN em 12-12-2018 

Fragmentos da Alma | Cristiane Miranda, Yunara Chita e Alicia Neto | Edições Burity | Lançamento em Fevereiro de 2019

Ser criança ainda, neste caso adolescentes, decidiram partir para a aventura de escrever, sonhando como se sonha nessa idade, esgrimindo sonhos ingénuos e fantasias deliciosas como só sente quem nas suas idades se encontra, desenham com palavras tudo isso, poemas muito bem desenvolvidos para a tenra idade que ainda possuem, mas, dando já indicadores do que as poderá esperar: “poetas de alma cheia!”. No decorrer dos cerca de 52 poemas encontra-se a afinidade com a poesia no seu mais estrito sentido. Poemas profundos e sentidos como de facto a poesia nos ensina, que nos levam em viagens e sonhos, delírios e passeios na verdade que a vida nos dispõe vivenciar. Demonstram ainda e muito cedo, a dor de se amar e também o quanto é belo o amor. São três meninas, que juntas, partem para um livro que certamente lhes ficará na memória, o orgulho dos pais e dos amigos, e acima de tudo, dos leitores, que irão encontrar neste livro como se pode, desde que a arte de escrever já nos começa a “incomodar”, a coragem de as explanar num livro aberto a todos os leitores do país e do mundo.

Felicidades promissoras escritoras!

Vítor Burity da Silva

Uma Lágrima que Cega | Casimiro de Brito | Apresentação, sábado, 15-12-2018, 18 horas na Livraria Férin, Lisboa

Amanhã, sábado, será apresentado às 18 horas na Livraria Férin (junto da Fnac-Chiado) o meu novo romance “Uma Lágrima que Cega”. O prazer que vou ter em encontrar alguns dos meus amigos daqui… Venham. Ofereço-vos um fragmento do meu romance:

O que queres fazer? Onde queres jantar? Italiano, francês, cipriota? O que queres que eu faça? Saímos? Ficamos em casa? Na cama? Precisas de alguma coisa? Pouco de pouco me basta e ela, que tanto é, mais ainda me quer dar, destinar. Atenta aos meus desejos mais velados, a ler-me, a tocar piano, a escutar-me, a desejar conceder-me o que desejo, se desejo alguma coisa, que nada peço, que me deixo somente ir na onda, enfim, pouco mais que nada. O teu nada é quase tudo, dizia-me Tessa, há vinte anos. Pesa. Hoje, ainda na cama, perguntei-lhe se ainda tocava. Líamos, vagueavamos no corpo do outro. E logo se levantou, nua e fresca, levou-me pela mão para a sala de música, sentou-se ao piano, um Bösendorfer de 1975, exactamente da sua idade e perguntou-me, Queres escolher? e meteu- me nas mãos um caderno com partituras de Mozart.

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