Uma Viagem à Índia | Gonçalo M. Tavares in “Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura”

GMT - 200O autor de “Uma Viagem à Índia”, Gonçalo M. Tavares, conta que a ideia desta obra “partiu da ideia de responsabilidade em relação ao passado”. Acrescentando que, para si, “o que diferencia o homem e o bicho é esta capacidade de memória das gerações anteriores”. “Esta ideia de conservar a memória”, precisou.

Admitiu a “aproximação amorosa” em relação a ‘Os Lusíadas’ e acrescenta que deseja “deixar sinais para gerações futuras”.

“Uma Viagem à Índia” (ed. Caminho) é um livro que, segundo o escritor, pede uma mudança de posição do leitor por obrigar este a arranjar uma nova posição para ler e pela possibilidade de ler fragmentos, a possibilidade de “abrir ao acaso e ler”.

O livro começou a ser escrito em 2003 e a sua revisão final demorou um ano.

VER AQUI :  http://www.snpcultura.org/vol_uma_viagem_a_india.html

(Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura)

Guardador de Rebanhos (Poemas Completos) | Alberto Caeiro

 

alberto_caeiro_copy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

I
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.

Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural –
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.

Continuar a ler

Anticomunista, obrigada! | Clara Ferreira Alves in “Jornal Expresso”

clara-ferreira-alves-aldeia-globalNão estava à espera neste ponto da minha vida e neste ponto do século XXI, dobrado o século XX há uns aninhos, de ver aparecer a acusação. Anticomunismo. Parece que qualquer pessoa que não confie na bondade intrínseca de um acordo de governo com o Partido Comunista Português é anticomunista. Confesso ter nostalgia de muitas coisas, mas não desta. A de repensar o anticomunismo privado. Sou ou não anticomunista? E se for? A questão não é meramente ideológica, é existencial. É, por assim dizer, teológica. Cheguei à conclusão, depois de muito matutar, de que sou anticomunista. Acredito na economia de mercado, no capitalismo regulado e na iniciativa privada.

Não acredito na coletivização da propriedade e da economia, na eliminação da competição nem na taxação intensiva do capital. O atual Partido Comunista não partilha estas minhas convicções. É coletivista, e foi sempre, ao contrário do que nos querem convencer, pragmático.

Continuar a ler

Guimarães Rosa | Carta com letra “C” | Revista Pazes

assinado-rosa-250Consul caro colega Cabral
Compareço, confirmando chegada cordial carta.

Contestando, concordo, contente, com cambiamento comunicações conjunto colegas, conforme citada consolidação confraria camaradagem consular.

Conte comigo: comprometo-me cumprir cabalmente, cabralmente condições compendiadas cláusulas contexto clássico código. (Contristado, cumpre-me consolidação coligar cordialmente conjunto colegas?… crês?… crédulo!… considera:… ”cobra come cobra!…” coletividade cônsules compatrícios contém, corroendo cerne, contubérnios cubiçosos, clãs, críticos, camarilhas colitigantes… contrastando, contam-se, claro, corretos contratipos, capazes, camaradas completos.) Concluindo: contentemo-nos com correspondermo-nos, caro Cabral, como coirmãos compreensivos, colaborando com colegas camaradas, combatendo corja contumaz!…

Continuar a ler

Quando uma pessoa se põe a ler a “imperensa” | Inês Salvador

Ines Salvador -200Hoje de manhã, li num qualquer jornal, já não me lembro qual foi e não tenho pena, que o espião português estaria há tempo sob suspeita por, entre outros comportamentos, ter um perfil pouco discreto nas redes sociais, o que é impróprio a quem ocupa aquelas funções. Pois, a mim, nunca me passaria pela cabeça que um perfil pouco discreto nas redes sociais fosse o de um espião. Já aqueles perfis falsos, outros verdadeiros, talvez, mas surgidos do nada, estranhamente muito amiguinhos, bons, queridos, mas sempre incoerentes, fazem-me pensar em espionagem do tipo doméstico, mais conhecida por coscuvilhice, e também em voyeurismo e outros casos de evidente tara mais severa. Mas isto sou eu, que não percebo nada de espionagem. Uma coisa é certa, as redes sociais estão a matar tudo, e, pelos vistos, também as secretas, ou então é a “imperensa” que já está morta e ainda ninguém lhe disse. É que a mim também me acontece inventar quando não sei o que dizer, não tive foi tanta sorte com a imaginação como algumas pessoas que escrevem em jornais.

Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador

ORDEM DOS ENGENHEIROS | A Região Sul Informa: Conselho Diretivo promove exposição de fotografias premiadas de Adriano Neves‏

EXPOSIÇÃO  
“A VASTIDÃO NAS GRANDES PAISAGENS”
oe

A Região Sul inaugura, no dia 31 de maio, a exposição A Vastidão nas Grandes Paisagens, com fotografias de Adriano Neves, membro efetivo da Ordem dos Engenheiros (OE).

A exibição estará patente aos Membros da OE, e ao público em geral, até ao dia 30 de junho, no átrio do auditório, no horário de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 18h00.
Saiba mais sobre esta iniciativa no  Portal da Ordem dos Engenheiros.

Cory Henry | JazzMinde 2016

jazzminde01

Vem dos Estados Unidos, estará pela 1ª vez em Portugal, é o teclista dos Snarky Puppy, e apresenta-nos o seu novo álbum.
Chama-se CORY HENRY e em 2014 ganhou o Grammy Award Winner for Best R&B Performance (Snarky Puppy with Lalah Hathaway).
Será o último concerto da sua digressão europeia. e será ele que encerrará a noite de Sábado.

A primeira parte do serão será preenchida por JOÃO BARRADAS no acordeão e JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA no piano.
No final da noite haverá uma Jam SESSION

Bilhetes on-line: http://www.minde.eu/jazz/
Palco Fábrica: Diário 15.00 / Pass Festival 25.00
Palco Natura – gratuito

Continuar a ler

Em defesa do Colégio La Salle de Barcelos | Rodolfo Miguez Garcia

Rodolfo - 250Acabo de saber que volto a ser accionista de uma companhia de Aviação, e sócio de uns senhores que nem conheço, e a quem pagaremos chorudamente. Eu os meus vizinhos e mais uns milhões de portugueses, do interior, como eu, podemos agora ficar de nariz e olhos no céu, a ver balões e os “nossos” aviões.

Se por acaso tiver de levantar voo, espero que os ditos, não estejam de greve e, que para nós accionistas, o preço seja low low low cost. Se inadvertidamente me tivessem perguntado, diria que não tenho nenhum interesse em ser “dono” duma companhia de aviação, e preferiria que, em lugar dos 1000 e tantos milhões, dinheiro dos contribuintes, agora a pagar, não cortassem a ajuda ao La Salle de Barcelos, que há quase quarenta anos ajuda alunos carenciados de Braga e Barcelinhos.

Não é uma opinião partidária, é apenas a minha opinião.

Rodolfo Miguez Garcia | Antigo Aluno do Colégio La Salle de Abrantes

Noite da Literatura Europeia | 4 de junho | Lisboa, zona do Carmo/Trindade

noite - 200A Noite da Literatura Europeia apresenta, no dia 4 de junho, em plenas Festas de Lisboa, o serão literário mais popular da capital lisboeta. Organizada por vários institutos culturais europeus sediados em Lisboa e pelas embaixadas representativas, a Noite da Literatura Europeia decorre, mais uma vez, a um sábado, das 19h às 24h, em vários espaços emblemáticos da zona do Carmo/Trindade.
Durante este serão, terão lugar leituras, por 14 atores portugueses, de excertos de obras de 10 escritores europeus. As sessões, de entrada livre, têm a duração de 10 a 15 minutos e repetem-se de meia em meia hora, para o público poder assistir a todas as sessões nos diversos espaços da Noite da Literatura Europeia.

Nesta que é a quarta edição da noite mais literária de Lisboa, há prosa e poesia para todos os gostos dos autores Andrés Trapiello (Espanha), Ann Cotten (Áustria), Bruno Vieira Amaral (Portugal), Dimitris Dimitriadis (Grécia), Filippo Tuena (Itália), Jakub Řehák (República Checa), Léonora Miano (França), Nicolae Prelipceanu (Roménia), Thees Uhlmann (Alemanha) e Tove Jansson (Finlândia) 
As sessões de leitura decorrem em locais como a Sala de Extrações da Lotaria da Santa Casa da Misericórdia, o Teatro da Trindade Inatel, ou ainda o Vertigo Café, entre outros espaços, onde atores como Paulo Pires, Mónica Calle ou Pedro Lima vão dar voz, com alma e inspiração, às palavras dos dez autores europeus.

A Noite da Literatura Europeia é uma iniciativa organizada pela EUNIC Portugal, uma rede de institutos culturais e embaixadas, com o patrocínio da Representação da Comissão Europeia em Portugal.

Centro Ciência Viva do Alviela – CARSOSCÓPIO | 20 de Maio de 2016 | CAFÉ CIÊNCIA | Transportes do futuro

ImageProxyCAFÉ CIÊNCIA | Transportes do futuro

Aproxima-se a grande velocidade o próximo Café Ciência “Transportes do Futuro”: dia 27 de Maio de 2016, pelas 21h, no Centro Ciência Viva do Alviela. É a velocidade que tem levado à evolução dos transportes ao longo do tempo, mas também as questões de segurança dos cidadãos e proteção do ambiente. O Professor José Maria André do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa explica-nos como estão a ser pensados, ao nível científico e tecnológico, os transportes aéreos e terrestres que nos permitirão deslocar com maior rapidez e segurança, no futuro.
Imagine voar de Nova Iorque a Tóquio em 4 horas em vez das 15 ho! ras atuais! Viver em Portugal, sair de casa às 8h30 e começar a trabalhar às 9h00, em Paris. E em Portugal, será que o norte e o sul vão estar ligados apenas por alguns minutos?
Não perca tempo, inscreva-se e junte-se a nós para mais um Café Ciência com olhos postos na Ciência e Tecnologia do futuro.
As inscrições são gratuitas, obrigatórias e poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
Número máximo de inscrições: 70

Mais informação em www.alviela.cienciaviva.pt

Colégio La Salle | Barcelinhos | Barcelos | Portugal

Nascido em 1952 como escola de formação dos Irmãos de La Salle, desde 1981 que obteve contrato de associação com o Ministério da Educação e abriu portas com duas turmas do 5.º Ano.  Hoje tem 18 turmas, do 5.º ao 12.º Ano.

A Congregação de S. João Baptista de La Salle é uma Comunidade de homens bons. De grandes educadores e formadores. Cultos e humanistas. Abertos ao mundo.

“Hoy, la gran familia de La Salle consta de 5 000 Hermanos, que junto con 84 000 educadores y numeroos colaboradores laicos ayudan en cerca de 1 000 centros educativos en 80 países. Ochocientos cincuenta mil alumnos, niños, jóvenes y aun adultos, reciben la mejor educación posible en las aulas de La Salle.”

https://www.facebook.com/colegio.lasalle.1

http://www.lasalle.pt

http://www.lasalle.org

La Salle - Barcelinhos

CHRISSIE HYNDE (The Pretenders) | State of Independence

Originally recorded by Jon and Vangelis for their 1981 album The Friends of Mr Cairo, “State of Independence” was released as a single the same year but did not chart. The song subsequently became better known when Donna Summer released a cover version a year later in 1982, which became a Top Twenty UK single (and repeated the same feat 14 years later when issued as a remixed version in 1996) and becoming a Number One hit in the Netherlands. In 1992, a third version of the song – retitled “Spiritual High (State of Independence)” – was recorded and released as a single by Moodswings, with vocals by The Pretenders lead singer Chrissie Hynde.

DONNA SUMMER state of independence | Eu Nunca Guardei Rebanhos, por Alberto Caeiro/Fernando Pessoa

Da série:  um poema, uma música!  Ouvir… e ler!  Experiência interessante!

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),

É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.

Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.

Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)
Do livro “O Guardador de Rebanhos”

Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma? | Oscar Wilde

AVT_Oscar-Wilde_4268Quem Poderá Calcular a Órbita da sua Própria Alma?As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma?

Oscar Wilde, in ‘De Profundis’

Querem uma Luz Melhor que a do Sol! | Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”

Ah querem uma luz melhor que a do sol!

Querem campos mais verdes que estes!

Querem flores mais belas que estas que vejo!

A mim este sol, estes campos, estas flores contentam-me.

Mas, se acaso me descontento,

O que quero é um sol mais sol que o sol,

O que quero é campos mais campos que estes prados,

O que quero é flores mais estas flores que estas flores —

Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!

 

Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”

sol

GRANDE ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS DE LA SALLE DE PORTUGAL | 28 DE MAIO DE 2016

La salle logoGRANDE ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS DE LA SALLE DE PORTUGAL

      DATA: 28 DE MAIO DE 2016, último sábado de Maio.

LOCAL: COLÉGIO LA SALLE – Casa Mãe de La Salle – Barcelos.

A Família lassalista vai encontrar-se na sua casa-mãe, em Barcelinhos de Barcelos, terra dos valentes homens dos Alcaides de Faria.

E da justiça reposta pelo canto do galo. A lenda situa esse momento de justiça e de perdão na Quinta do Galo, onde hoje se instala o nosso Colégio. E o Galo de Barcelos é Portugal.

Continuar a ler

Lettre de Marilyn Monroe à JFK, président des États-Unis,

Marilyn - 2006 juillet 1962

Bonsoir M. JFK,

Je vous écris ce soir pour vous dire que je suis vraiment désolée, mais cela doit cesser. Ça ne pourra jamais marcher. En réalité, je ne veux pas être uniquement la femme d’à côté — je veux aussi quelqu’un pour être l’homme à mes côtés.

Et le fait est que moi je ne suis pas mariée. J’ai passé des moments incroyables à vous voir nu tout en sachant que vous étiez notre président, mais je crois que jusqu’à ce que je me marie, ça ne pourra jamais fonctionner. Je suis vraiment désolée M. JFK. Je le suis vraiment profondément.

J’avais réservé une chambre au nom de « Aloha, Señora Baise est de retour et vous invite à la nuit de la baise », mais je l’ai annulée ce matin. J’espère seulement que vous penserez à moi la prochaine fois que vous aurez une maîtresse.

Avec tout mon amour,

Marilyn

VER AQUI:  Des Lettres

BREVE ESTUDO SOBRE O POETA IVAN JUNQUEIRA | por Glauber de Oliveira

   Ivan Junqueira  Partindo da idéia de que poesia é algo muito subjetivo, logo é muito difícil dizer o que é, muitas vezes, grandemente bom ou grandemente ruim, vem-se aqui falar de um poeta brasileiro de produção poética (e também ensaística) consolidada, por já ter muitos livros publicados, além do fato de já haver falecido.

Enfim o que se pretende aqui é fazer uma súmula da produção poética deste autor, percorrendo todos os seus livros de poesia, no que se pôde ler obviamente, e tentando localizar devidamente o lugar de Ivan Junqueira dentro da poesia brasileira (e talvez, até além disso).

Comecemos pelo seu livro “Os mortos”, que segundo um crítico literário que agora foge à memória, seria um livro pronto a ser publicado, àquela época (precisamente 1964). Algo que parece ser característico da poesia de Ivan Junqueira e vai percorrendo todos os seus livros de poesia é uma amena poesia. Para ser mais claro, citem-se seus versos: “Minha mãe chorando no fundo da noite / Apunhalou o sono de Deus”. Esse poema é do seu livro “Os mortos”. O tema metafísico, divino é muito presente na     poesia de Ivan Junqueira, inclusive pelo fato da morte já ser fato presente muito cedo na sua vida (fala-se de seus parentes), muito parecido com Manuel Bandeira (poeta muito prezado pelo Ivan) aliás, (infelizmente não se tem o dado confirmado da morte precoce dos seus parentes, mas recorda-se isso de uma de suas entrevistas dadas).

Continuar a ler

O barulho causado por um jornalismo panfletário | Luís António Santos in Rádio Renascença

clasesUm dos principais efeitos de um jornalismo debilitado é um fluxo informativo mais pobre e mais dependente da lógica ‘ele-disse-isto-e-tu-o-que-dizes?’ do que de trabalho de verificação e enquadramento autónomos. No fundo, um sector dos média frágil pouco mais consegue do que dar ‘tempo de antena’ a vozes que se confrontam, deixando de lado (por falta de meios, desânimo ou cedência a interesses que ajudam a pagar contas) leituras mais largas e plurais da realidade.

O que, por estes dias, acontece em torno de uma decisão recente do ministério da Educação é um exemplo bem claro disto mesmo. Um número significativo de órgãos de informação nacionais optaram por ‘fazer render’ até à exaustão o filão informativo do protesto organizado de algumas empresas privadas que operam no sector ao mesmo tempo que se iam esquecendo de explicar aos leitores, ouvintes ou telespectadores o que está realmente em causa.

No barulho que se criou – e que deliberadamente se ampliou quando, por exemplo, se filmou, com óbvia combinação prévia, através de um drone, uma inscrição no pátio de um escola – muito facilmente se perdeu o contacto com a verdade e, sobretudo, com a missão essencial do jornalismo.

Foi muito difícil perceber (há, ainda assim, algumas excepções que nos vão ajudando), por entre tanta informação truncada ou ostensivamente falsa e por entre tanta opinião estridentemente apegada a uma ideologia radical de desmantelamento a qualquer preço da escola pública, que as empresas eventualmente afetadas pela tão polémica medida governamental são 80, num universo de 2773 (ou seja, 3 por cento das instituições privadas de Ensino).

Foi igualmente complicado perceber que os contratos de associação são, pela sua natureza, vínculos precários de prestação de serviço – são apenas uma das cinco formas de ligação do Estado ao Ensino Privado e servem para suprir uma dificuldade de serviço público momentânea (não são, por isso, contratos com base nos quais se possam, com honestidade, desenvolver quaisquer estratégias de equilíbrio financeiro de empresas privadas).

O jornalismo precisa, naturalmente, de dar expressão pública a vozes distintas mas não pode correr o risco de ser apenas a sua correia de transmissão. Sejam elas quais forem. O jornalismo deve, sobretudo nos dias que correm, assegurar-nos uma mediação relevante, confrontando declarações políticas com factos concretos e trabalhando de modo próprio para nos ‘mostrar’ a complexidade de cada situação, afastando-se, assim, da adesão a um registo que não faz parte da nossa tradição em tempo de democracia – o de uma ação direta panfletária a favor desta ou daquela ‘causas’.

Luís António Santos in Rádio Renascença

Rádio Renascença

Asaf Avidan | Small Change Girl

She can make the birds and bees
get down on their little knees
she can whisper to the breeze
and make her tear the bark off trees

She can make a fog horn ring
she can make the mountains swing
she will make you clip your wing
she can teach your tears to sing

She’s just a small change girl X4
but she’s a world to me

She can turn her flesh to steel
but she can’t get her scars to heal
she can make you think she’s real
she can make a diamond peel

she can get your bed to shrink
she can get your ears to blink
she can get you eyes to think
and she can get a horse to drink

She’s just a small change girl X4
but she’s a world to me

Nos charcos e nas grutas – mitos ou realidade? | Centro Ciência Viva do Alviela | 21 de Maio, 17 horas

alvielaVamos comemorar o Dia Internacional da Biodiversidade, no próximo dia 21 de Maio, a partir das 17h, no Centro Ciência Viva do Alviela.

A cultura popular diz que os anfíbios são nojentos, viscosos e peçonhentos. Já os répteis têm a fama de serem animais perigosos com as suas mordidelas dolorosas e venenos mortais. Quem é que nunca ouviu dizer que os morcegos são animais do demónio, que bebem sangue, enrolam-se nos cabelos, e são sinónimo de azar ou doença?

Jael Palhas (Projeto Charcos com Vida) e Maria João Silva(CCVAlviela) explicam-nos qual a origem destes mitos e crenças populares e de que forma afetam a conservação destes anim! ais. Sabia que a ciência tem provado que são úteis ao homem e essenciais nos ecossistemas?

Traga um pequeno lanche pois fazemos um piquenique convívio enquanto aguardamos pelo final do dia para observação da biodiversidade noturna: noite dos morcegos e visita a um charco.

Quer saber toda a verdade sobre anfíbios, répteis e morcegos? Aventure-se e faça uma caminhada noturna connosco. Vamos conhecer as criaturas da noite!

As inscrições são obrigatórias e têm um custo de 3? por participante.

Mais informações através do 249 881 805 ou  info@alviela.cienciaviva.pt

(Mais)

ASSOCIAÇÃO DE ANTIGOS ALUNOS DE LA SALLE DE PORTUGAL | CONTRATO DE ASSOCIAÇÃO | COMUNICADO

la salle - 200Na sequência da publicação do Despacho Normativo 1-H/2016 e da intenção do Governo em reduzir significativamente o número de turmas das escolas com Contrato de Associação, a Direção da Associação de Antigos Alunos de La Salle, em defesa do projeto educativo do Colégio La Salle de Barcelos, apela a que:

1) – Sejam respeitados os contratos de associação celebrados por um período de 3 anos letivos, e contesta que os mesmos contratos se refiram apenas às turmas em início de ciclo em 2015/2016.

2) – Seja permitida a continuidade do projeto educativo do Colégio, que acolhe crianças de todos os extratos sociais, incluindo crianças desinseridas do meio familiar ou em situação de risco social chegando, na maioria dos anos letivos, aos 60% de alunos com Apoio Social Escolar.

3) – Não se interrompam os acordos e protocolos estabelecidos, no sentido de proporcionar escolaridade assistida de modo particular a jovens institucionalizados do Lar de Acolhimento – Colégio S. Caetano de Braga – tendo em conta que foi o Centro de Segurança Social de Braga a patrocinar esta solução, e que mereceu a autorização da Direcção Regional de Educação do Norte. Desde o início desse protocolo aumentou, significativamente, o sucesso escolar dessas crianças e jovens com a obtenção de diversas licenciaturas.

4) – Igualmente apela-se a que se prossiga o protocolo estabelecido com a Casa do Menino Deus, de Barcelos, pelo qual as crianças institucionalizadas dessa instituição frequentam a escolaridade obrigatória no Colégio La Salle.

5) – Seja respeitada a liberdade de escolha das famílias, em particular as de menor rendimento.

6) – Que seja levado em conta algumas referências históricas:

– O Colégio La Salle começou a funcionar no ano lectivo de 1981-1982, sempre numa basa de gratuitidade. Nessa altura não havia qualquer outra escola pública ou privada nem em Barcelinhos nem em nenhuma freguesia barcelense da  margem esquerda do rio Cávado. Constituiu um regozijo público a instauração do ensino nesta área geográfica.

– Quando o Ministério da Educação decidiu abrir a Escola Preparatória Rosa Ramalho, a pedido do Ministério, os dois primeiros anos funcionaram nas instalações do Colégio La Salle, a título gratuito.

Sendo o Estado uma pessoa de bem e de bom senso, estamos convencidos que honrará este passado de colaboração.

Finalmente:

1) – A Associação de Antigos Alunos de La Salle congratula-se com a Assembleia Municipal de Barcelos, pelo apoio inequívoco prestado ao Colégio La Salle.

2) – Os Antigos Alunos de La Salle estão convencidos, pela sua própria experiência, que os valores cultivados neste colégio imprimem um carácter único e próprio à formação humana e académica dos seus alunos, contribuindo para uma sociedade justa, coesa e desenvolvida.

Barcelos, 5 de Maio de 2016.

Carlos Borrego, Presidente da Direcção da Associação de Antigos Alunos La Salle de Portugal.

A “família feliz” | “produto derivado do futebol indústria” | Inês Salvador

Ines Salvador -2001) – Quando vejo pessoas de família, família chegada, família nuclear, mães e filhas, irmãos, marido e mulher, a falarem umas com as outras pelo mural do facebook, a perguntarem por onde andam, a desejarem melhoras, porque uma delas está doente, a dizerem que se “love” muito umas às outras e kisses e bonecos com corações, a prometerem que não se abandonam, que estarão sempre juntas, em selfies conjuntas a fazer bico de pato e fazem disto as novas fotos de “família”, selfies de “família” estudadas para publicar aqui numa pratica regular… A “família feliz” que não é um prato do restaurante chinês. A família feliz que sabe de quem mora lá em casa pelo facebook, que fala pelo facebook, no mural, nos comentários que todos lêem… Fico, sei lá, nem sei o que diga, perplexa, vá, pode ser.. Por favor, digam-me que não tenho motivo para ficar. Por favor, digam-me que sou eu que não acompanho a evolução dos novos tempos do que devem ser os laços familiares.

2) – Sobrancelhas tatuadas como auto-estradas, extensões de pestanas, algumas já caíram, estão a precisar de manutenção, estão com aquele aspecto de garfo desdentado que olha para nós, extensões de cabelo, madeixas feitas com lixívia, unhas de gel, a do dedo anelar é diferente das outras na cor, tem brilhos, bonecos, desenhos, evidências descaradas de silicone a assomar no decote, lip gloss escarlate, um saco vuiitton e ténis brancos. Opá, isto logo de manhã, isto a qualquer hora, mas logo de manhã… Gostos são gostos, mas este registo de produto derivado do futebol indústria é atordoante… Bom, é só para dizer que gosto mais de cinema europeu, que parecendo que não, tem tudo a ver por não ter nada a ver. Coisas da estética, do refinement.

Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador

Poema | Sophia de Mello Breyner Andresen

ha mulheres

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
… Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes
e calma.

Sophia de Mello Breyner Andresen