Ajda Nahai, combattante kurde | René Leucart

Il y a un an, elle mourrait aux combats contre Daech. Elle avait à peine 18 ans : Ajda Nahai, combattante kurde, symbole de la liberté et de la dignité des femmes contre l’esclavage sexuel. Elle se battait contre les djihadistes de Daech aux côtés de milliers d’autres jeunes filles Kurdes. Elle est tombée au combat à Manbij où près de 2.000 terroristes, dont de nombreux en provenance d’Europe, sont toujours encerclés par les forces Kurdes en ce moment. En regardant ce visage souriant, on peut avoir honte parce qu’elle nous renvoie à quelque chose qui nous dépasse, souvent par égoïsme, parfois par racisme, ou tout simplement par indifférence : l’héroïsme ! Elle s’est battue pour sauver le droit de nous regarder en nous souriant, avec ses yeux sombres et profonds.
Comme je l’avais mis au moment de sa mort, il y a un an, pour elle seule, ce poème de Victor Hugo :

“demain, dès l’aube, à l’heure où blanchit la campagne,
je partirai. Vois-tu, je sais que tu m’attends.
J’irai par la forêt, j’irai par la montagne.
Je ne puis demeurer loin de toi plus longtemps.

Je marcherai les yeux fixés sur mes pensées,
Sans rien voir au dehors, sans entendre aucun bruit,
Seul inconnu, le dos courbé, les mains croisées,
Triste, et le jour pour moi sera comme la nuit.

Je ne regarderai ni l’or du soir qui tombe,
Ni les voiles au loin descendant vers Harfleur,
Et quand j’arriverai, je mettrai sur ta tombe
Un bouquet de houx vert et de bruyère en fleur.”

*Victor Hugo “demain, dès l’aube”

René Leucart

Retirado do Facebook | Mural de René Leucart

O Ti Aurélio | Joaquim António Ramos

O Tio Aurélio representa a antítese daquela frase feita de que marinheiro tem uma mulher em cada porto por onde costuma atracar. Muitas vezes até uma família, porque quando se passa muitos dias no mar sem fêmea à vista – nos tempos em que marinheiro não era profissão também de mulher – a urgência da carne na chegada a terra firme, por cujas docas se rebolavam mulheres apetitosas e disponíveis, não se compadecia com precauções nem meias tintas. Brancas, pretas, mulatas, cabritas, de olhos pretos como a noite ou dum azul dinamarquês. Não havia marujo português que não tivesse a fama de ter mulher e filhos em Vigo, Roterdão e Hamburgo, se a rota era para norte, ou no Funchal, no Mindelo e na Cidade do Cabo, se a rotina da navegação aproava para a costa leste de África ou para as Índias.
O Tio Aurélio cozia redes de xávega, sentado nos areais da Nazaré, fosse Inverno ou Verão, camisa de xadrez e barrete preto, calças pela canela apertadas com atilhos, sempre de beata ao canto da boca. Já há anos que não ia ao mar, que isso é tarefa para gente nova e destemida, como ele fora em tempo. Sim, o tio Aurélio já fora uma estampa de homem, forte e desempenado e, nos seus tempos áureos, fizera rebolar por baixo de si, na clandestinidade duma barraca de pano corrido ou no quarto dum hotel tolerante, mulheres suecas, francesas, dinamarquesas, inglesas ou doutras nacionalidades menos vulgares, que visitavam a Nazaré atraídas pela propaganda oficial das agências turísticas. Mas também excitadas por aquela lenda que se espalhara em surdina, da boca para o ouvido, por entre as turistas dessa Europa inteira : “ Ah, les hommes de Nazaré…, “, “Oh, dear, the men from Nazaré!”, suspiravam francesas e inglesas, de olhos saudosos e peito arfante, para as amigas, quando regressavam a casa. As suecas e dinamarquesas não imagino como suspiram, nunca lhes aprendi a fala! Mas imagino que diriam a mesma coisa, que a linguagem da paixão é universal.

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Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes in “Os Anos da Guerra Colonial” | Continuação

fotocarlosmatosgomesAinda a propósito das efervescências patrioteiras a despropósito das responsabilidades do dr Mário Soares na descolonização.
Em primeiro lugar não foi o doutor Mário Soares que decidiu derrubar o a ditadura, nem terminar com o sistema colonial que após 13 anos de guerra não tinha outra solução que não fosse continuar a guerra.
Não foi o dr Mario Soares que decidiu o cessar fogo na Guiné, nem o estabelecimento de conversações com o PAIGC.
Não foi o dri Mário Soares que decidiu estabelecer ligações com a Frelimo, nem com os 3 movimentos em Angola. Foram alguns militares, entre os quais me orgulho de estar incluído.
Antes desses militares, os do 25 de Abril, já o professor Marcelo Caetano estabelecera conversações com o PAIGC em Londres, com o MPLA através de Paris e Roma, com a Frelimo através do engenheiro Jardim e de Keneth Kaunda.da Zambia (planos Lusaka).
Já vários generais conspiravam para derrubar Marcelo Caetano, Spinola, Kaulza de Arriaga, entre outros.
Mas, antes de tudo, já o doutor Salazar se tinha comportado com a estranha inação perante os massacres de Março de 1961, para se manter no poder e mais tarde, em Dezembro, deixaria os militares portugueses . abandonados na Índia.
Isto é, quanto a “traidores”, traidores a sério, chefes que traem os seus militares estamos conversados.

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O Zalberto Catarino faz anos | hoje, 08 de Dezembro | Relembrando uma crónica em jeito de “Parabéns a Você” | Autor: Rudolfo Miguez Garcia

Em 27/10/2012 travou-se em Abrantes uma dura batalha contra uns lautos tachos de favas. Um dos valentes guerreiros foi o nosso amigo Zalberto Catarino, que hoje celebra o seu aniversário. Aqui fica a recordação com os desejos de muitos tachos na futura longa vida.

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Nova crónica não anunciada de um almoço anunciado. “Ataque ao Tacho”

27/10/2012 – Parque de São Lourenço – Abantes, por Rudolph Miguezz

“Estamos no ano da desgraça 02, depois de PPC. Toda a Lusitânia foi há muito tempo ocupada pelo invasor oportunista e bárbaro, cujo único desiderato é possuir um tacho.

Um grupo de irredutíveis Lusitanos, oriundos da Aldeia Gaulesa de La Salle, parte para a luta. Deixam o conforto e segurança das suas paliçadas e reúnem-se na região interior da Lusitânia, em AbraAntes. A palavra de ordem é resistir ao invasor, decidida e bravamente convencidos que o modo mais radical de acabar com os tachos, é comê-los e …obrá-los!

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Ludwig van Beethoven | Beethoven’s Grandfather

vanLudwig van Beethoven the Elder, also Ludovicus van Beethoven (January 5, 1712 – December 24, 1773) was a professional singer and music director, best known as the grandfather of the composer Ludwig van Beethoven.

Ludwig van Beethoven was born in Mechelen as the second son of master baker Michael van Beethoven (baptized February 15, 1684 in Mechelen, died June 28, 1749 in Bonn) and his wife Maria Louise Stuyckers (April 24, 1685, Mechelen – December 8, 1749, Bonn). Michael van Beethoven, besides the bakery trade, participated also in the local real estate market and in the purchase and sale of antique furniture and paintings.

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Fidel Castro | Francisco Louçã in Jornal “Público”

francisco louca02 - 200Com a morte de Fidel Castro, desaparece uma das últimas grandes figuras que marcaram o século XX. Dirigente da única revolução socialista vitoriosa no Ocidente, enfrentou o maior poder da nossa era, o de Washington, e resistiu a invasões e agressões militares, a inúmeras tentativas de assassinato, ao bloqueio permanente e a todas as pressões. Fidel sai da vida como um vencedor.

À frente de um pequeno exército guerrilheiro, de apenas cinco mil homens e mulheres (só tinha sobrevivido uma dúzia quando desembarcaram do Gramna para iniciar a luta), conquistou Havana porque o povo não tolerava mais aquela combinação de ditadura e máfia dos casinos, a subserviência e a miséria que alimentava a corte de Fulgêncio Batista. A revolução cubana tinha essas raízes na esperança de uma vida digna e é por isso que, ao contrário de outros regimes, manteve uma base popular tão expressiva e se tornou um exemplo continental.

Fidel nunca dependeu estritamente de Moscovo: tentou criar a Tricontinental para desenvolver uma acção internacionalista autónoma, desencadeou sem autorização do Kremlin a operação militar para salvar Angola da invasão sul-africana – e venceu o mais poderoso exército de África, contribuindo assim para a futura derrota do apartheid – e prosseguiu uma política latino-americana baseada na estratégia de criação de um ciclo anti-imperialista. Também é certo que, noutros casos, se submeteu a razões de conveniência (Havana, como Moscovo e Pequim, opôs-se à independência de Timor). Em qualquer caso, a sua independência reforçou a posição de Cuba.

Durante estas décadas, Cuba sofreu de tudo: um bloqueio destruidor, uma vinculação económica aos interesses da URSS que lhe impôs a monocultura do açúcar e, depois, uma transição difícil, sem petróleo e sem indústria. Sobreviveu, com grande custo, mas constituindo uma notável excepção na América Latina, com níveis de desenvolvimento distantes de outros países e com resultados notáveis, sobretudo na medicina e educação. Internamente, manteve um regime de partido único, o que se impôs sempre contra a capacidade de expressão popular e de mobilização democrática, mas, ao contrário da história trágica da URSS e da mortandade de comunistas e opositores que foi a marca de Estaline, permitiu e até estimulou formas de diversidade cultural de que são exemplo a publicação dos livros de Leonardo Padura (leu “O Homem que Gostava de Cães” ou os seus romances policiais?) ou o cinema crítico (por exemplo, “Morango e Chocolate”, de Tomas Alea em 1994, no auge do período mais difícil da economia cubana). Foi portanto uma liderança popular e marcante.

Marcelo Rebelo de Sousa, homem de direita, resumiu tudo ao dedicar a sua visita a Cuba ao esforço de conseguir um encontro com Fidel. Agora, terminou esta história que nunca absolve, mas que compreende e que luta pela memória.

Público

KATEB YACINE | 929-1989 | Dictionnaire amoureux de l’Algérie | Malek Chebel

Kateb - 200Il est le seul algérien à s’être constitué un nom qui demeure indissociable de la culture de son pays, un patronyme que nul ne peut ignorer car, que l’on dise Kateb, ou Yacine, et à fortiori Kateb Yacine, chacun sait de qui on parle.

Son livre le plus célèbre, est un livre testament, dont le titre emblématique est Nejma ,parut au seuil en 1956. C’est un livre différent de ses autres ouvrages, à la foi en raison de sa structure complexe, en miroir, de ses fulgurances et de sa progression décalée. Livre utérin par excellence, livre de pensées complexes et de projection collectives livre d’encre et de sang. Nejma, dont le nom renvoie à une éventuelle cousine, ne cessera d’interroger l’Algérie à laquelle il s’identifie par le genre et dont il transposera le projet existentiel au plan de l’esthétique romanesque.
Dans ce capharnaüm du lendemain de la seconde guerre mondial, là bas, dans la colonie encore docile, Kateb sera durement affecté par les émeutes du 8 mai 1945, à Sétif, là même où la révolution algérienne allait prendre son envol.
D’un côté, la joie des indigènes apprenant la libération de la France valait adhésion explicite : de l’autre les tirailleurs rentrés au Bled commirent un pêcher de lèse-majesté en réclamant avec véhémence que l’on tint au plus haut niveau de l’Etat, les promesses faites au moment où on les enrolait en vue de sauver la patrie menacée par les allemands.

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Frida Kahlo

kahlo - 200Frida Kahlo est une artiste peintre mexicaine. A l’âge de 6 ans, elle souffre de poliomyélite (sa jambe droite s’atrophie et son pied ne grandit plus) puis elle souffre de “spina bifida” (malformation congénitale) et enfin, en 1925, elle est victime d’un grave accident de bus (son abdomen et sa cavité pelvienne sont transpercés par une barre de métal + 11 fractures à sa jambe droite, pied droit cassé, bassin, côtes et colonne vertébrale brisés). Elle devra subir de nombreuses interventions chirurgicales et de nombreux séjours à l’hôpital. Après son accident, elle se forme elle-même à la peinture. Tout cela est l’élément déclencheur de la longue série d’autoportraits qu’elle réalisera. En effet, sur 143 tableaux, 55 relèvent de ce genre. En 1929, elle épouse Diego Rivera, de 21 ans son aîné, mondialement connu pour ses peintures murales. Elle a de nombreuses relations extraconjugales, notamment avec des femmes. Des liaisons avec des hommes sont connues comme Léon Trosky, liaison courte mais passionnée. La fin de sa vie sera difficile : on lui ampute la jambe droite puis elle est affaiblie par une grave pneumonie et décède en 1954, à 47 ans. Les derniers mots dans son journal seront ” “j’espère que la sortie sera joyeuse… et j’espère bien ne jamais revenir.” Elle a été incinérée car elle ne souhaitait pas être enterrée couchée, ayant trop souffert dans cette position au cours de ses nombreux séjours à l’hôpital. Le nouveau billet de 500 pesos mexicains en circulation depuis le 30 août 2010 est à son effigie car elle est devenue une icône.
“Ils pensaient que j’étais une surréaliste, mais je ne l’étais pas. Je n’ai jamais peint de rêves, j’ai peint ma réalité.” (Frida Khalo)

Nastassja Kinski

Nastassja Kinski (1960)

The daughter of a maniac cinema legend, Klaus Kinski, the German actress obtained her début (non-speaking) role in Wim Wender’s film, The Wrong Move, in 1974 after the director’s wife had discovered the precocious beautiful 12 year old girl in a nightclub. She then appeared in a number of other films such as To the Devil, a Daughter, in 1976, in which she could be seen nude despite being a minor. It was Roman Polanski with his film Tess, in 1979 that turned the sensual ingénue into a recognised and admired star. She moved on to American films such as Francis Ford Coppola’s One from the Heart and the erotic horror cult film, Cat People, in 1982 – both films turned the actress into a strong object of desire along a popular Richard Avedon shoot for which she posed nude with a snake. In 1984, she reunited with Wim Wenders for one of art house cinema’s favourites, Paris, Texas, a film in which her beauty and subtle emotions were deeply emphasized. The actress soon returned to quite forgettable European films, mostly scrutinized for her relationship with legendary music producer, Quincy Jones. Fleeing the limelight to concentrate on her personal life, Nastassja Kinski then only appeared in supporting roles on television and a little number of films such as Father’s Day, in 1997. Is it because of her melancholic childhood facing a terrifying tyrannical father and a fragile hippie-like mother did the actress turn into a delicate and evanescent figure? With her mysterious and secret personality, Nastassja Kinski incarnates the image of an artist more than a film star. A poetic muse enliven by an iconic crimson red mohair sweater…

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Alexandre Herculano | Aniversário do seu Nascimento | 28-03-2016

aelxandre herculanoNo dia em que passa mais um aniversário sobre o nascimento de Alexandre Herculano, saúdo-vos com o magnífico busto do historiador, romancista e poeta, que me acompanha na livraria alfarrabista.
O seu olhar sábio, segreda-me dia a dia, uma vida plena de dedicação pelo estudo e pela investigação, pelas causas que abraçou, por tanto que nos legou.
Herculano não foi só o introdutor da elaboração científica da história ou um dos fundadores do romantismo em Portugal. Não foi apenas um lutador da causa liberal contra o regime miguelista, nem se limitou a ser Bibliotecário-Mor das Bibliotecas da Ajuda e das Necessidades, ou um notável historiador e romancista do seu tempo.
Alexandre Herculano foi, acima de tudo, um homem probo e honrado, que soube retirar-se a tempo e no tempo certo, recolhendo-se na sua Quinta de Vale de Lobos, aqui, em pleno Ribatejo, longe das intrigas palacianas e dos políticos de pacotilha.

Como ele, aprendi a ser “mais monge que missionário”.
Sem necessidade de mosteiro ou de convento. Bastando-me o mundo dos livros.

Um abraço do,
Adelino Correia-Pires 

ORIGINAL AQUI:  BLOG DOUTRO TEMPO

O ÚLTIMO GRANDE PENSADOR PORTUGUÊS | Agostinho da Silva

agostinho-da-silvaFaria hoje 110 anos um dos últimos grandes pensadores portugueses. Nascido no Porto em 1906, George Agostinho Baptista da Silva foi filósofo, foi poeta, foi ensaísta e pedagogo; os seus pensamentos são de tal modo marcantes que ainda hoje se mantêm bem vivos nos círculos intelectuais portugueses.

Uma mistura de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, com forte afirmação da Liberdade no seu máximo esplendor e da realização do Ser Humano. Com grandes preocupações – e conselhos – sobre a vida em sociedade e sobre as mudanças necessárias para uma vida, quer individual, quer coletiva, com muito mais significado e tolerância pelo próximo.

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Francisco Pinto da Cunha Leal (1888-1970)

Francisco Pinto da Cunha LealComeça a vida política como militante do partido centrista de Egas Moniz em 1917. Deputado do parlamento sidonista em 1918, chegando a exercer, durante esse período, o cargo de diretor-geral dos transportes terrestres. Alinha na conspiração republicana contra Tamagnini Barbosa em 1919. Fundador do grupo popular, com Júlio Martins, assumindo a direção do jornal O Popular. Como membro dos populares é ministro das finanças dos governos de Álvaro de Castro e Liberato Pinto, de 20 de novembro de 1920 a 22 de janeiro de 1921. Chefe do governo de 16 de dezembro de 1921 a 6 de fevereiro de 1922, acumulando a pasta do interior. Reitor da Universidade de Coimbra em 1924-1925 (demitido, por ter apoiado o 18 de abril de 1925). Vice-governador do Banco Nacional Ultramarino, a partir de 1925. Fundador da União Liberal Republicana em 1926. Em 1930, como presidente do Banco de Angola, critica os efeitos nesse território da política financeira de Salazar. Foi demitido. Será preso em julho desse ano, acusado de promover um golpe de Estado. Deportado para os Açores, evade-se e vai para o exílio, em Espanha. Regressa em 1932. Conspira com Rolão Preto em 1934. Passa a dirigir A Noite, em 1934-1935. Volta a ser preso em 1935. Candidato pela oposição em Castelo Branco, em novembro de 1949 e em 1953. Em 1961 assume-se como defensor da autodeterminação com brancos e pretos…

Retirado do Facebook | Mural de José Maltez | 2016-02-14

https://www.facebook.com/jose.adelino.maltez?fref=nf

AS GRANDES DIVAS DO SÉCULO XX, de Luciano Reis

Grandes Divas LRNomes como Amália Rodrigues, Laura Alves, Milú, Beatriz Costa, Maria Matos ou Amélia Rey Colaço, entre muitas outras, marcaram definitivamente o mundo do espectáculo português ao longo do século XX.

Os rostos destas divas são-nos familiares desde sempre, algumas das suas míticas interpretações em filmes ou peças de teatro são ainda recordadas, as suas canções pertencem já ao património colectivo.

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O Candidato Improvável – Sampaio da Nóvoa

Nóvoa«As palavras que procurei ao longo da minha vida, do meu trabalho e que agora compartilho convosco: liberdade, futuro e compromisso.»

ANTÓNIO SAMPAIO DA NÓVOA, O Candidato Improvável, de Filipe S. Fernandes.

António Sampaio da Nóvoa foi reitor da Universidade Clássica de Lisboa entre 2006 e 2013, tendo sido o grande obreiro da fusão entre esta universidade e a Universidade Técnica de Lisboa.
A capacidade de dar uma dimensão maior aos cargos que ocupa fez dele uma voz contra a austeridade e a falta de alternativas, que teve o momento alto no discurso oficial do Dia de Portugal, das Comunidades e de Camões a 10 de Junho de 2012 em Lisboa.
Nesse mesmo dia nasceu um candidato à Presidência da República.

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VÍTOR ALVES: O Homem, o Militar, o Político

K_VitorAlves_altaA biografia daquele que é considerado por muitos como o homem mais importante do 25 de Abril. Escrito por Carlos Ademar com prefácio de António Ramalho Eanes.

Depois de ingressar na Escola do Exército, partiu para África, onde o contacto com a Guerra Colonial fez germinar no jovem alferes a consciência da incapacidade de o Estado Novo encontrar uma solução para o problema ultramarino, preocupação que o levará a ser investigado pela PIDE e que o levará a aderir ao MFA, de que será um dos líderes mais destacados. Em Democracia, Vítor Alves integrará o Conselho da Revolução, o Conselho de Estado e o Conselho dos Vinte.

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O Estranhíssimo Colosso – Biografia de Agostinho da Silva

frentek_estranhissimo_colosso_ACFAgostinho da Silva foi um dos maiores filósofos portugueses e uma figura singular e interveniente na sociedade e na cultura do século XX. A sua obra centra-se na ideia de liberdade como atributo supremo da condição humana.

«Quem foi George Agostinho Baptista da Silva? A resposta é infinita, tantos os ângulos esquinados desta vida: prosador de altíssimos dons, narrador inventivo, cronista subtil, biógrafo monumental, pedagogo de largo esforço, monitor de fina manha, professor de sucesso, pensador destemido, poeta bissexto, gramático de muita língua, estóico severo, homem de desleixada túnica, entomologista, tradutor, criador do Centro de Estudos Afro-Orientais, escândalo bíblico, trickster, ogã de terreiro baiano, patriarca de larga tribo, povoador, amante, perrexil, poliglota, sonhador, farsante, polígamo, explicador, joaquimita, gato, galo, sábio, escuteiro, pop-star, colosso, bandeirante, franciscano anormal, homem do tá-tá-tá, aprendiz de valsa, cidadão do mundo, aldeão antigo, monstro, vadio truculento, marau divino, criança eterna, biógrafo de Miguel Ângelo, homem de cinco cabeças e dez instrumentos (…), o optimista, o entusiasta, sem a mais pequena mancha de desânimo no futuro.»

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Cristiano Ronaldo CR30, de Luís Aguilar

CR_final30 Anos, 30 grandes momentos na carreira de Cristiano.

Poucos dias após Cristiano Ronaldo ter conquistado a sua terceira Bola de Ouro e quase a celebrar o trigésimo aniversário, chega às livrarias CR30, o livro em que o jornalista Luís Aguilar revisita os momentos mais marcantes de uma carreira que parece não ter limites.

A 5 de fevereiro de 1985 nascia em Santo António, freguesia do Funchal, Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, um dos mais reconhecidos futebolistas da atualidade, uma figura de alcance planetário e uma das marcas mais poderosas do mundo.

Em 30 episódios, este livro oferece-nos uma retrospetiva do percurso ascendente daquele que já é considerado um dos melhores jogadores da história do futebol. Profusamente ilustrado e rico em informação, permite ao leitor ficar a conhecer melhor o percurso de um jogador que com a terceira distinção da FIFA viu reforçado o seu lugar entre as maiores lendas do desporto.

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De Corpo Inteiro

DeCorpoInteiro_RRNo próximo dia 3 de dezembro, quarta-feira, pelas 18:30, realiza-se na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto, a sessão de lançamento do livro Rui Rio – de corpo inteiro, da autoria de Mário Jorge Carvalho. Com a presença de Rui Rio, a apresentação do livro ficará a cargo de Daniel Bessa.
Prefaciado por Nuno Morais Sarmento e com posfácio de Fernando Neves de Almeida, Rui Rio – de corpo inteiro apresenta o retrato do homem e as ideias do político através de inúmeras conversas que Mário Jorge Carvalho manteve com Rui Rio ao longo do ano de 2014 e de testemunhos de quase meia centena de pessoas (desde amigos, colegas e apoiantes a críticos e opositores políticos), procurando o autor responder às muitas perguntas que se colocam sobre Rui Rio e as suas ideias.

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Marcello Caetano – Um destino, de Luís Menezes Leitão

PrintQuarenta anos depois da sua partida para o exílio, na sequência do 25 de Abril, o que recordamos ainda do legado de Marcello Caetano?
Os partidários do Estado Novo nunca lhe perdoaram ter sido incapaz de evitar a queda do regime; os opositores ao Estado Novo culparam-no por não ter sido capaz de reformar o regime no sentido da democracia.

Os defensores de Marcello Caetano mostraram-se incapazes de defender o seu consulado – por isso ele é visto pela opinião pública como um parêntese entre o regime salazarista e o PREC iniciado com o 25 de Abril.
Esta é uma perspectiva injusta, pois esquece a extraordinária obra do governo de Marcello Caetano nos planos económico, social e laboral.

Sven-Göran Eriksson – A Minha História

Sven-Göran Eriksson - A Minha História

Poucos treinadores terão sido tão seguidos e escrutinados. De tal modo que qualquer pessoa, onde quer que se encontre, parece ter uma opinião sobre Sven-Göran Eriksson, ou o Senhor Futebol,como também é conhecido. Aqui, neste livro, ele conta-nos tudo sobre a sua vida dentro e fora dos relvados. Não só são revelados vários conflitos entre os atletas das equipas por onde passou como, também, o inacreditável comportamento de alguns jogadores da Roma que, perante a possibilidade de se sagrarem campeões, preferiram aceitar dinheiro e terminar o campeonato em segundo lugar. Ou, ainda, o escândalo em que se viu envolvido com uma mulher, em Inglaterra, que por pouco não o fez abandonar o futebol pela porta pequena.

A passagem pelo Benfica, clube que, depois de Eriksson, não mais voltou a ser bicampeão nacional, também merece destaque neste livro. “Encontrei um futebol português muito mais sujo.” São suas estas palavras, proferidas depois da sua segunda passagem pelo clube da Luz, entre 1989 e 1992.

Primeiro seleccionador estrangeiro a orientar a Inglaterra, viveu em Londres o inferno dos paparazzi e dos escândalos.

A Mística de Putin, de Anna Arutunyan

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A Mística de Putin – O culto do poder na Rússia leva o leitor numa jornada através da Rússia de Vladimir Putin, designado pela revista Forbes, em 2013, como o homem mais poderoso do mundo. Este é um país neofeudal em que iPads, a filiação na OMC e os fatos de luxo escondem uma estrutura de poder saída diretamente da Idade Média, em que o soberano é visto ao mesmo tempo como divino e demoníaco, em que a riqueza de um homem é determinada pela sua proximidade com o Kremlin, e em que grandes camadas da população vivem numa complacência interrompida por acessos de revolta.

De onde vem este tipo de poder? A resposta não reside no líder, mas no povo: no trabalhador empobrecido que recorre diretamente a Putin para pedir ajuda, no empresário, nos agentes de segurança e nos altos-funcionários do Governo de Putin – muitas vezes disfuncional – que se viram para o seu líder à procura de instruções e de proteção.

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O Puto – Autópsia dos Ventos da Liberdade

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Nos anos da Revolução, este homem participou em atentados que puseram o país a ferro e fogo. A voz do comandante Paulo, «o Puto», ouve-se agora pela primeira vez. E conta tudo.

Aos 17 anos foi bater à porta da tropa para ser comando, e o lendário capitão Jaime Neves chamou-lhe «Puto». E «Puto» ficou. Depois participou no 7 de Setembro de 1974; prenderam-no, e evadiu-se da penitenciária. Voltaram a prendê-lo, e fugiu da Tanzânia antes de ser fuzilado. De refugiado na África do Sul seguiu para Angola; assaltou quartéis para obter armas, formou o esquadrão Chipenda, conquistou cidades após cidades para a FNLA. Aí deixou de ser «Puto» para ser Paulo, comandante Paulo. Colaborou na evacuação de Moçâmedes e ia morrendo à sede no deserto. A seguir, o Puto e os outros vieram para Portugal. Queriam apresentar a factura – foi a altura dos atentados bombistas (na Associação Portugal-Moçambique, na torre do radar do aeroporto, em duas torres de alta tensão na Vialonga), uns atrás dos outros, até voltar a ser preso e condenado, primeiro a 16 e no final a 34 anos de cadeia. Mas nem o comandante Paulo nem os seus camaradas eram de ficar presos; cavaram um túnel na segunda mais segura cadeia da Europa, em Alcoentre, e dali escaparam 131 prisioneiros, na maior fuga de que no Ocidente há notícia.

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