Integrado Marginal | Biografia de José Cardoso Pires | de Bruno Vieira Amaral 

SINOPSE

Notívago, boémio, brigão. Receoso de que a imagem pública lhe ensombrasse os méritos literários. Crítico do marialvismo. Acusado de ser marialva. Bem relacionado. Obcecado com a própria independência. O maior escritor da segunda metade do século XX. Um escritor datado e sem a mesma projeção internacional de um Lobo Antunes ou de um Saramago. Um espírito insubmisso. Um casamento duradouro. A convicção e a crença no próprio trabalho. Momentos de dúvida e angústia. Neste livro, vive um homem cuja personaldade foi formada no antagonismo. E um espírito que, apesar de amarrado a diversos ódios (ao campo, ao regime, à pequena burguesia da qual era originário, à literatura sentimental e demagógica, à polícia, à Igreja), nunca desistiu de Portugal e de ser escritor.

Da influência inicial da literatura anglo-saxónica, passando pela necessidade de encontrar uma “sintaxe citadina”, ou pela importância de incorporar a experiência na criação literária sem cair no sentimentalismo ou no confessionalismo, até ao salazarismo enquanto quadro de mentalidades contra o qual toda a obra de Cardoso Pires se desenvolve, esta biografia dá a conhecer o processo de construção de um escritor.

Pela mão do destacado escritor Bruno Vieira Amaral, o leitor conhece a exigência obsessiva e quase doentia, a lentidão no processo de escrita e publicação e como isso entrava em contradição com a aspiração ao profissionalismo e com a insistência na dignificação do ofício de escritor que toda a vida José Cardoso Pires, o integrado marginal, defendeu.

https://www.wook.pt/livro/integrado-marginal-bruno-vieira-amaral/21521820

Prémio Literário Fernando Namora 2013

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As Primeiras Coisas, de Bruno Vieira Amaral vence o prémio literário Fernando Namora 2013.

Neste romance, somos convidados a reviver um país suburbano, pobre e bairrista, que o dinheiro, injetado pela União Europeia, parecia ter resgatado de forma definitiva. Um país onde frases deste tipo fazem todo o sentido: o doutor Santos era médico, de especialidade indeterminada, ou ainda, Diógenes nasceu completo de dedos. Hoje, não é só o Bruno desempregado que regressa ao Bairro Amélia e à sua realidade degradada, é todo um país que é violentamente atirado para a sua periferia europeia. Um país, onde uma minoria de privilegiados deita um olhar crítico e estende o dedo acusatório: falta aí o Olímpio.

Leia a recensão completa em Acrítico, leituras dispersas.

 

Prémios Novos – As Primeiras Coisas

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Bruno Vieira Amaral, com o seu romance estreia As Primeiras Coisas, vence a segunda edição dos Prémios Novos. Este evento criado por Fernando Alvim tem por objetivo premiar talentos portugueses com menos de 35 anos, reconhecendo o seu protagonismo, atividade e mérito em diferentes áreas da cultura, ciência ou sociedade.

BVA_NPAs primeiras coisas são a memória de um tempo e de um bairro e das vidas que nele aconteceram. A força da escrita de Bruno Vieira Amaral confere-lhes uma autenticidade que cresce para além das páginas deste romance. Este prémio junta-se ao Livro do Ano atribuído pela revista Time Out Lisboa.

Leia a recensão completa no Acrítico, leituras dispersas.

A segunda edição dos Prémios Novos conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e com o patrocínio oficial da Licor Beirão.

Citando Bruno Vieira Amaral

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“Da mãe, os filhos só vêem o que é mãe. Só conhecem a mãe. A mãe é sopa e o cheiro dos refogados. A mãe é a mão que esfrega as costas no banho, que escova o cabelo enriçado, que seca o cabelo molhado, a mão que afaga, que estraga. A boca que sopra a sopa, que sopra a ferida. Os filhos são os parasitas da mãe. Comem-lhe o coração que cresce da noite para o dia para que nunca lhes falte o pão-coração. O que é que a mãe quer? A mãe não quer nada. Quem tem mãe, tem tudo, diz a quadra, e quem é tudo não precisa de nada.”

Excerto de uma nota de rodapé do livro As Primeiras Coisas, de Bruno Vieira Amaral, Quetzal.

 

Prémios Time Out Lisboa 2013

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Ainda não é uma tradição milenar, mas havemos de lá chegar. Este ano, pela segunda vez, a Time Out Lisboa distinguiu os melhores da cidade nas diversas áreas. Saiba quem levou para casa um corvo dourado, bem como todos os nomeados nas respectivas secções.

O vencedor do prémio o Livro do Ano: As Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral.

«Com As Primeiras Coisas, Bruno Vieira Amaral faz a história do Bairro Amélia, na margem esquerda. O livro abre com um prólogo de 47 páginas e dezenas de notas de rodapé. O texto é brilhante. O autor tem voz própria e não se confunde com nenhum dos seus pares: «Quando, em finais dos anos noventa, voltei costas ao Bairro Amélia, com os seus estendais de gente mórbida, a banda sonora incessante das suas misérias, nunca pensei que a vida me devolveria ao ponto de partida.» A estrutura narrativa assenta numa sucessão de 86 “fichas” temáticas de dimensão variável, ordenadas alfabeticamente, de Aborto a Zeca. Para já, uma certeza: temos escritor.»
Eduardo Pitta, Da Literatura.

As Primeiras Coisas – Biblioteca do Barreiro

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Memórias, embustes, traições, homicídios, sermões de pastores evangélicos, crónicas de futebol, gastronomia, um inventário de sons, uma viagem de autocarro, as manhãs de Domingo, meteorologia, o Apocalipse, a Grande Pintura de 1990, o inferno, os pretos, os ciganos, os brancos das barracas, os retornados: a Humanidade inteira arde no Bairro Amélia.

Este sábado na Biblioteca Municipal do Barreiro coma presença do autor.

leia as primeiras páginas aqui.