FMI. Crise provocada pelo choque energético que vem do Médio Oriente é global e aprofunda-se, in RTP

O aviso surge da diretora do Fundo Monetário Internacional. O cenário mais benigno desta crise já foi ultrapassado. As condições económicas vão piorar se o preço do petróleo continuar a subir até ao final do ano, afirma Kristalina Georgieva. Os efeitos da situação no Médio Oriente trazem impactos nos fertilizantes, nos alimentos e na produção de chips tecnológicos.

O que se avizinha é uma crise severa, com a inflação a crescer e a durar muitos meses.

A diretora do FMI falou em Los Angeles, na Milken Global Conference, uma cimeira sobre economia mundial onde Kristalina Georgieva explicou que os efeitos desta crise não escapam a nenhum país.

Georgieva considera que vários governos não estão a responder da melhor forma aos impactos da crise.

O ombro como simbologia, de Raquel Naveira, por Adelto Gonçalves

Em seu mais recente livro, Raquel Naveira faz uma conexão íntima entre o
“eu” lírico e a natureza em poemas e textos poéticos

Adelto Gonçalves (*)
Uma obra que explora a simbologia do ombro como lugar de refúgio, fardo e
segurança é o que espera o leitor no mais recente livro de Raquel Naveira, poeta,
romancista, contista, cronista, crítica literária, ensaísta e professora universitária sul-
mato-grossense. Com um estilo marcado por grande sensibilidade, a autora apresenta
em O ombro e outros textos poéticos (São Paulo Evoluce Editora, 2026) crônicas
entremeadas por poemas sensíveis, em que transita por figuras históricas.
Entre essas figuras, a autora cita Dom Pedro II (1825-1891) , Napoleão
Bonaparte (1769-1821), Paul Valéry (1871-1945), Pablo Picasso (1881-1973), Maria
Antonieta (1755-1793), Gertrude Stein (1874-1946) e Carolina Augusta Xavier de
Novais (1835-1904), mulher de Machado de Assis (1839-1908), além de homenagear
suas raízes pantaneiras junto às águas barrentas do rio Paraguai e uma escritora hoje
praticamente esquecida, mas de grande importância para a literatura brasileira, Dinah
Silveira de Queiroz (1911-1982), autora de A Muralha (1954), épico romance em que
conta a história de uma família bandeirante que morava nos arredores da vila de São
Paulo.
No posfácio, em artigo com o título “O lírio da poesia”, em que faz análise
crítica do poema “Lírio”, de Raquel Naveira, Rosemary Ferreira de Souza, doutora em
Letras: Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), faz
observações tão pertinentes que podem ser extensivas aos demais textos do livro dessa
que aponta como “uma das vozes mais significativas da poesia brasileira”. E lembra que
Raquel Naveira “utiliza o lirismo para explorar questões essenciais e emocionais,
estabelecendo uma conexão íntima entre o eu lírico e a natureza”.
De fato, como em “O lírio”, os demais poemas que acompanham os textos
poéticos mostram uma estrutura e versos livres, que “proporcionam fluidez e
musicalidade”, o que permite muitas interpretações. São poemas e textos poéticos
introspectivos, que examinam a relação do ser humano com o mundo natural. E que,
como diz a crítica, “são marcados por uma sensibilidade acentuada, onde cada palavra é
escolhida com cuidado para evocar uma resposta emocional no leitor”.

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