Eugénio de Andrade, poema “Lisboa sabes…”, in mural de Maria Helena Manaia, Facebook

Lisboa, sabes…

Eu sei. É uma rapariga

descalça e leve,

um vento súbito e claro

nos cabelos,

alguma rugas finas

a espreitar-lhe os olhos,

a solidão aberta 

nos lábios e nos dedos,

descendo degraus

e degraus

e degraus até ao rio.


 Eugénio de Andrade

Deixo-me guiar pelas palavras de Eugénio de Andrade e pela voz inconfundível do Trovante. Uma homenagem intemporal à nossa cidade que se funde com o Tejo. (Maria Helena Manaia)  

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