David Attenborough: Um Século de Encantamento e Alerta. Por Maria Helena Manaia/Facebook

Ontem, o mundo celebrou o centenário de Sir David Attenborough, o homem que nos ensinou a ver a Terra não apenas como um cenário, mas como um organismo vivo e frágil.

Aos 100 anos, a sua voz continua a ser o fio que nos liga à beleza dos oceanos e ao mistério das florestas. Ele ensina-nos que nunca é tarde para nos maravilharmos e, acima de tudo, que cada gesto conta para proteger o futuro. Que o exemplo deste mestre nos inspire a olhar para o mundo com mais cuidado e gratidão.

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Poesia de exaltação à vida cotidiana. Em nova obra, Salomão Sousa reúne poemas líricos que evocam o seu passado rural – Adelto Gonçalves (*)

I

Depois de publicar Certezas para as madressilvas (Brasília, edição do autor,
2024), que reúne poemas escritos à época do isolamento forçado pela epidemia de
covid-19 (2020-2022), e Poesia e alteridade (Brasília, edição do autor, 2024), que
abriga artigos sobre Literatura e Psicologia Social, o poeta Salomão Sousa chega ao seu
19º livro, A selva escura dos cristais perdidos (Brasília, edição do autor, 2026), em que
retoma o ofício de poeta com peças em que procura estar próximo à vida cotidiana, livre
das amarras daquele tempo sombrio, solto para se manter fiel à sua memória, à família e aos amigos, certo de que “a poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos”,
como diz em texto que encaminhou a este articulista.
De fato, nesta obra, como diz o seu autor, as metáforas acabam assumindo um
fluir, um caminho, um ato de navegar e dar continuidade, mas resistindo, precisando de
portas e fronteiras livres. “O cotidiano está por debaixo das palavras, sem grande
angústia, mas é um convite para sermos participativos, sem omissão. O mundo se move
conforme as nossas ações”, diz. E acrescenta: “Não podemos destruir o nosso ambiente
nem nossas relações. Não podemos subir no telhado para gritar impropérios contra os
vizinhos, os familiares e os animais. Não podemos subir ao púlpito para a defesa de
ideias envelhecidas e germinadoras de opressão e repressão. Temos de nos libertar do
pragmatismo escravizante”.
Por aqui, pelas próprias palavras definidoras de seu trabalho poético, o poeta
adianta ao leitor o que irá encontrar ao longo de seus poemas reunidos. Ou seja, um
alerta para o mal que, volta e meia, tenta arrebentar as portas da frágil democracia que o
País tenta reconstruir a muito custo. “O nefasto, que deseja nos dominar, faz de tudo
para nos isolar. O isolamento nos enfraquece. A informação e a arte promovem o nosso
encontro”, adverte.

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