Vitórias da Revolução Cubana

Em Cuba existe um fenômeno raro na história das nações: há mais pessoas qualificadas do que o mercado pode absorver.

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Há engenheiros que dirigem táxis, médicos que trabalham em funções simples, professores que cultivam a terra, historiadores que atendem em restaurantes, filósofos que limpam salas, pensadores que carregam caixas, cientistas que trabalham em feiras. Não porque lhes falte capacidade, mas porque lhes falta espaço econômico para que todo o seu talento seja plenamente utilizado.

E por que isso acontece?

Porque a educação em Cuba é tão ampla, tão profunda, tão acessível, que formou uma multidão de homens e mulheres preparados, cultos, curiosos, capazes de compreender o mundo em sua complexidade. O acesso ao ensino superior não é privilégio, é direito. O conhecimento não é mercadoria, é patrimônio do povo. E quando o saber deixa de ser privilégio, ele floresce em todos os lugares.

Assim, encontramos agricultores que discutem história universal, mulheres da feira que compreendem bioquímica, garçons que falam de sociologia, trabalhadores humildes que conhecem matemática, física, filosofia, literatura.

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David Attenborough: Um Século de Encantamento e Alerta. Por Maria Helena Manaia/Facebook

Ontem, o mundo celebrou o centenário de Sir David Attenborough, o homem que nos ensinou a ver a Terra não apenas como um cenário, mas como um organismo vivo e frágil.

Aos 100 anos, a sua voz continua a ser o fio que nos liga à beleza dos oceanos e ao mistério das florestas. Ele ensina-nos que nunca é tarde para nos maravilharmos e, acima de tudo, que cada gesto conta para proteger o futuro. Que o exemplo deste mestre nos inspire a olhar para o mundo com mais cuidado e gratidão.

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Poesia de exaltação à vida cotidiana. Em nova obra, Salomão Sousa reúne poemas líricos que evocam o seu passado rural – Adelto Gonçalves (*)

I

Depois de publicar Certezas para as madressilvas (Brasília, edição do autor,
2024), que reúne poemas escritos à época do isolamento forçado pela epidemia de
covid-19 (2020-2022), e Poesia e alteridade (Brasília, edição do autor, 2024), que
abriga artigos sobre Literatura e Psicologia Social, o poeta Salomão Sousa chega ao seu
19º livro, A selva escura dos cristais perdidos (Brasília, edição do autor, 2026), em que
retoma o ofício de poeta com peças em que procura estar próximo à vida cotidiana, livre
das amarras daquele tempo sombrio, solto para se manter fiel à sua memória, à família e aos amigos, certo de que “a poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos”,
como diz em texto que encaminhou a este articulista.
De fato, nesta obra, como diz o seu autor, as metáforas acabam assumindo um
fluir, um caminho, um ato de navegar e dar continuidade, mas resistindo, precisando de
portas e fronteiras livres. “O cotidiano está por debaixo das palavras, sem grande
angústia, mas é um convite para sermos participativos, sem omissão. O mundo se move
conforme as nossas ações”, diz. E acrescenta: “Não podemos destruir o nosso ambiente
nem nossas relações. Não podemos subir no telhado para gritar impropérios contra os
vizinhos, os familiares e os animais. Não podemos subir ao púlpito para a defesa de
ideias envelhecidas e germinadoras de opressão e repressão. Temos de nos libertar do
pragmatismo escravizante”.
Por aqui, pelas próprias palavras definidoras de seu trabalho poético, o poeta
adianta ao leitor o que irá encontrar ao longo de seus poemas reunidos. Ou seja, um
alerta para o mal que, volta e meia, tenta arrebentar as portas da frágil democracia que o
País tenta reconstruir a muito custo. “O nefasto, que deseja nos dominar, faz de tudo
para nos isolar. O isolamento nos enfraquece. A informação e a arte promovem o nosso
encontro”, adverte.

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