¿AL BORDE DEL ABISMO? EL POLITÓLOGO SERGUÉI KARAGANOV ADVIERTE SOBRE EL COLAPSO DE LA SEGURIDAD MUNDIAL Y EL RIESGO NUCLEAR

El debate sobre la estabilidad del planeta vuelve a encenderse tras una revelación de alto impacto. Durante una reciente entrevista con la periodista Diana Panchenko, el influyente politólogo ruso Serguéi Karaganov ofreció un diagnóstico sumamente alarmante sobre el escenario geopolítico internacional, afirmando que el mundo se encamina a toda velocidad hacia una confrontación directa entre las principales superpotencias y que el sistema global que evitó una Tercera Guerra Mundial durante décadas se ha colapsado por completo. 

Para Karaganov, la actual crisis de confianza entre Rusia y Occidente ha erosionado de tal manera los canales diplomáticos tradicionales que cualquier conflicto local en el mapa corre el riesgo de escalar hacia una conflagración total. El experto sostiene que la doctrina de disuasión nuclear requiere una urgente actualización frente a las realidades contemporáneas, advirtiendo que si se mantiene la actual tendencia de confrontación y falta de diálogo, la probabilidad de un escenario nuclear aumentará de manera drástica en un futuro cercano. 

La postura del analista ha desatado intensas discusiones tanto en Moscú como en las capitales occidentales. Mientras algunos especialistas coinciden en que estas duras declaraciones funcionan como una alerta necesaria para forzar a los líderes mundiales a reanudar los acuerdos de control de armamentos, otros críticos las tachan de excesivamente severas y capaces de exacerbar de forma artificial el pánico y las tensiones en un entorno internacional que ya es sumamente volátil. ️

A pesar del sombrío panorama, expertos en seguridad internacional subrayan que las advertencias de Karaganov deben interpretarse como un llamado a la cordura y no como una predicción de un destino inevitable. En un momento donde las potencias modernizan sus arsenales pero mantienen oficialmente su compromiso de evitar un choque global, la diplomacia de contención y la reconstrucción de los puentes de comunicación siguen siendo las únicas herramientas reales para frenar los escenarios más peligrosos de la era moderna. 

#Geopolitica #SeguridadGlobal #DisuasionNuclear #Rusia #RelacionesInternacionales

No fundo, não estamos separados… por David Bohm | Aproximando-se de Bento de Espinosa?

“No fundo, a consciência da humanidade é só uma”. David Bohm, um dos físicos mais originais do século XX, não ofereceu esta frase como poesia. Apresentou-a como uma proposta séria sobre a própria natureza da realidade, fruto de décadas dedicadas a investigar as estranhas implicações da teoria quântica.

Bohm passou a carreira atormentado por uma questão que a maioria dos físicos evitava. Se a mecânica quântica descreve a realidade com precisão, porque é que parece exigir um universo onde a separação é, a algum nível, uma ilusão? A sua teoria da ordem implícita propunha que, sob as coisas visíveis e separadas, reside uma totalidade indivisível.

Nesta perspectiva, partículas que parecem distantes e desconexas podem ser expressões de um único campo subjacente, desdobrado naquilo que aparenta ser separação. Bohm chamou a esta camada mais profunda ordem implícita, e ao mundo objetos separados que percebemos de ordem explícita, o seu desdobramento.

Estendeu este pensamento para além da física, abrangendo a própria mente. Se a matéria e a consciência emergem do mesmo fundamento indivisível, então as fronteiras que traçamos entre o eu e o outro, o pensamento e o pensador, o observador e o observado, podem ser muito menos fundamentais do que parecem.

É aqui que a amizade de Bohm com o filósofo Jiddu Krishnamurti se torna significativa. Os seus diálogos, que se estenderam por décadas, exploraram se a fragmentação, a sensação de um eu separado a observar um mundo separado, poderia ser a raiz tanto do sofrimento psicológico como da confusão científica.

Bohm suspeitava que o conflito humano, tal como o paradoxo quântico, deriva da confusão entre o explícito e o todo. Vemos fragmentos e esquecemos o campo ininterrupto subjacente. A consciência dividida contra si mesma produz divisão no mundo que percepciona e sobre o qual actua.

É uma afirmação surpreendente para um físico, mas ecoa a era profunda do Vedanta, que durante muito tempo sustentou que sob a aparente multiplicidade reside um fundamento único e indivisível do ser. A física moderna, nas mãos de Bohm, parecia regressar a algo ancestral.

“Politico” recusou publicar artigo de Lavrov sobre UE e Ucrânia. O que diz?, in Notícias ao Minuto

O Politico Europe terá recusado, à última hora, publicar um artigo de opinião do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov. No texto, posteriormente divulgado por Moscovo, o chefe da diplomacia russa faz duras críticas à União Europeia, à NATO e ao Ocidente.

O Politico-Europe, a edição europeia do site de notícias POLITICO, terá recusado publicar um artigo de opinião do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, numa decisão de “última hora”. O texto, posteriormente partilhado por Moscovo, contém várias críticas à União Europeia (UE).

“Este artigo de Sergey Lavrov estava inicialmente previsto ser publicado no jornal ‘Politico-Europe’, sediado em Bruxelas, mas, devido a uma decisão de última hora da equipa editorial, a publicação foi cancelada”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, no seu site, esta sexta-feira.

No documento, Lavrov considerou que “mais de duas décadas de negociação” com a Europa provam apenas que “o diálogo com a Rússia serviu de cortina de fumo diplomática para a expansão geopolítica das instituições ocidentais, sobretudo a NATO e a União Europeia, para leste, até às fronteiras da Rússia”.

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CUBA CONTINUARÁ, por Maria Magalhães, in Facebook

A minha solidariedade para com vocês da América Latina. Tanta luta para conseguirem governar o País que lhes pertence. Onde a merd@ que se diz viver em democracia vos faz cercos de fome, roubando o pão dos vossos filhos.

Tenho um sonho: ver essa raça pura, piratas, assassinos implodirem.

Força CUBA..

“Estou otimista…

Estamos em um momento escuro, difícil, triste.

O país está quebrado, com fome…

Sobreviver é uma luta que traz desespero, incerteza, lágrimas.

O povo cubano não merece este sofrimento.

Já não é bloqueio, é tentativa de assassinato em massa, genocídio.

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O EXAME NACIONAL DE ENSINO PRIMÁRIO DE ACESSO À UNIVERSIDADE, por António Carlos Cortez

OBRIGATÓRIO LER este belíssimo comentário de António Carlos Cortez sobre a prova de exame, de Português

O EXAME NACIONAL DE ENSINO PRIMÁRIO DE ACESSO À UNIVERSIDADE 

Resposta e esclarecimento a Joana Mello.

0. Para além da insidiosa e patética estratégia de, nos próprios itens, se facultarem já muitas das respostas aos alunos, 

1. Para além do absurdo do preenchimento do cabeçalho com bolinhas, QRCode e folha de prolongamento de respostas que exige verificação dos itens anteriores, no que me parece ser mais um passo para transformar a educação em pouco mais que processo estúpido de certificação nem já de competências, mas somente de funções primárias, imediatas, as quais nada exigem do aluno seja a que nível intekectivo for, 

2. Para além de um grupo de gramática absolutamente facilitista e inflacionado – só nessas escolhas múltiplas o aluno que nada sabe pode ter logo 9.5 -, não havendo sequer nos exercícios em pauta uma mísera classificação de orações, 

3. Para além do questionário sobre Cesário Verde ser de uma total infantilidade e, cientificamente errado, como atesta a questão sobre o que é que o sujeito estava a sentir ( Roman Ingarden, Jauss e a estética da recepção, o fingimento como princípio de ficção é coisa que os fazedores destes exames nunca leram),

4. Para além de um item de preenchimento de espaços em branco que não afere nada de nada, 

5. Para além de um grupo de redacção que exigia a leitura de um cartoon, a meu ver, superficial, com tema por demais infantil (a pobreza e a exploração infantil era o obstáculo dificílimo a ultrapassar) e convidativo a que se redijam textos da mais cavalar subjectividade e impressionismo, 

6. Para além de este exame não exigir expressão escrita digna desse nome e tendo em conta que, penso eu, nas universidades, sobretudo em letras, escrever é coisa que ainda se pede que os alunos saibam fazer com rigor e capacidade de análise textual pensando argumentadamente sobre as três dimensões da obra de arte literária: a intento lectoris, a intento operis e a intento auctoris, 

7. Para além do absurdo, da estupidez e da infantilidade de se considerar que um texto crítico sobre um tema de cultura geral só deve ter 350 palavras – NINGUEM NA UNIVERSIDADE VOS IRÁ PEDIR TEXTOS CRITICOS COM O MAXIMO DE 350 PALAVRAS!!! ISSO NEM DÁ PARA TER 3 VALORES NUMA FREQUÊNCIA!!

PARA ALÉM destes e de outros óbvios sinais de estupidez avaliativa, incompetência científica e facilitismo soez

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IRÃO ANTECIPA A JOGADA GEOPOLÍTICA E GANHA ALIADOS, por João Gomes, in Facebook

Durante anos, a narrativa dominante no Ocidente apresentou o Irão como um ator cada vez mais isolado no Médio Oriente, cercado por adversários regionais, sujeito a sanções internacionais e confrontado com uma pressão diplomática permanente liderada pelos Estados Unidos. Ora esta posição entre Teerão e Mascate do compromisso com a navegação segura e livre no Estreito de Ormuz diz-nos que a realidade geopolítica da região está longe de ser tão linear. Este acordo alcançado entre o ministro Araghchi, e o seu homólogo omanita, Badr al-Busaidi, pode parecer, à primeira vista, uma simples declaração de princípios. Mas, analisado com maior atenção, “fala-nos” de uma manobra diplomática cuidadosamente calculada por Teerão.

O Estreito de Ormuz continua a ser um dos pontos mais sensíveis do planeta. Por ali passa uma parcela significativa do comércio energético mundial. Sempre que a tensão aumenta entre o Irão e os Estados Unidos, a possibilidade de restrições à navegação naquela rota surge imediatamente como uma das principais preocupações dos mercados internacionais. 

É precisamente aqui que surge a importância da iniciativa iraniana pois, ao reafirmar, juntamente com Omã, o respeito pelas normas internacionais relativas à livre circulação marítima, Teerão antecipa-se a uma das exigências nas negociações com Washington. Em vez de esperar que a liberdade de navegação seja apresentada como uma concessão a arrancar ao Irão numa futura mesa de negociações, o regime iraniano toma a iniciativa e enquadra a questão como um compromisso regional assumido voluntariamente.

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Nova Governança Global

Em um texto oficial divulgado pelo Conselho de Estado, Pequim defendeu a reforma da ONU, criticou o unilateralismo, condenou o protecionismo econômico e afirmou que o atual sistema internacional precisa dar mais espaço aos países do Sul Global. Embora não cite diretamente os Estados Unidos, o documento questiona políticas que impõem tarifas, utilizam sanções e bloqueiam o desenvolvimento de outras nações.

A posição chinesa é clara: o mundo não pode continuar sendo conduzido por um pequeno grupo de países. Pequim afirma que a governança global precisa refletir a nova realidade internacional, marcada pelo crescimento de economias emergentes e pelo fortalecimento de blocos como os BRICS. O texto também alerta para o aumento dos conflitos armados, dos gastos militares e para os riscos de uma escalada nas tensões internacionais.

Outro ponto central é a defesa da ONU. Em vez de abandonar o sistema atual, a China propõe reformá-lo para torná-lo mais representativo e eficiente. Segundo o documento, os problemas da governança global não estão nas regras internacionais, mas na aplicação seletiva dessas regras por algumas potências quando isso atende aos seus interesses.

Na prática, Pequim está enviando uma mensagem ao mundo: a era em que poucos países definiam sozinhos os rumos da política e da economia global está sendo questionada. Com os BRICS ampliando sua influência e o Sul Global ganhando cada vez mais peso, a disputa pelo futuro da ordem internacional entrou em uma nova fase. E tudo indica que esse debate está apenas começando.

Laura Aboli, 3.000 novos centros de dados em todo o mundo, in Mural de Carlos Nunes Vaz, Facebook

Observem atentamente este mapa.

De acordo com os dados apresentados, estão previstos ou já em construção mais de 3.000 novos centros de dados em todo o mundo. Juntos, representam uma procura energética anunciada de cerca de 190 gigawatts, consumindo até 1.500 terawatts-hora de eletricidade por ano.

Para se ter uma ideia, isto equivale aproximadamente ao consumo de eletricidade de cinco Reino Unido.

As mesmas projeções estimam um consumo de água superior a 15 mil milhões de litros por ano.

Durante décadas, disseram-nos que a humanidade precisava de reduzir drasticamente o seu consumo de energia. Disseram-nos que o planeta não suportaria o crescimento económico. Disseram-nos que deveríamos aceitar impostos sobre o carbono, restrições, contadores inteligentes, racionamento de energia, políticas verdes dispendiosas e um nível de vida mais baixo para salvar a Terra.

Disseram-nos que havia limites para o crescimento. O todo poderoso Clube de Roma construiu toda uma visão do mundo em torno da ideia de que a população, a produção industrial, o consumo de recursos e o desenvolvimento económico precisavam de ser controlados porque o planeta simplesmente não o suportaria.

Mas, de repente, quando o objectivo é construir a infra-estrutura necessária para a inteligência artificial, a vigilância biométrica, os sistemas de identidade digital, as moedas digitais dos bancos centrais, a modelação preditiva do comportamento e uma sociedade tecnocrática cada vez mais automatizada, esses limites parecem ter desaparecido.

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BENTO DE ESPINOSA | BARUCH SPINOZA | BENEDITO ESPINOZA, filósofo português | Seleção de Vítor Coelho da Silva.

Seleção de Vítor Coelho da Silva, Spinozista convicto e grande admirador de Jesus Cristo e Albert Einstein.

CAUTE, foi a divisa que adoptou | 1632 – 1677

Baruch de Espinosa, (nato ברוך שפינוזה, em hebraico, e Bento de Espinosa, em português) mais tarde como autor e correspondente Benedictus de Spinoza (Amsterdão, 24 de novembro de 1632 — Haia, 21 de fevereiro de 1677).

Foi um filósofo de origem judaico-portuguesa, nascido nos Países Baixos, filho de refugiados na Sinagoga Portuguesa de Amsterdão que tinham fugido da inquisição lusitana. Um dos primeiros pensadores do Iluminismo[11] e da crítica bíblica moderna,[12] incluindo das modernas concepções de si mesmo e do universo, ele veio a ser considerado um dos grandes racionalistas da filosofia do século XVII. Inspirado pelas ideias inovadoras de René Descartes, Spinoza se tornou uma figura filosófica importante da Idade de Ouro Holandesa. O nome de batismo de Spinoza, que significa “Bem-aventurado”, varia entre as diferentes línguas. Em hebraico, seu nome completo é escrito ברוך שפינוזה. Na Holanda ele usou o nome português Bento.

  • J. L. BORGES – «Penso que Espinosa tem de ser sentido como um santo. Penso que todos temos de lamentar o facto de não o termos conhecido pessoalmente.
  • HENRI ATLAN – «Ao contrário do que pensámos durante muito tempo, foi afinal Espinosa quem triunfou, não apenas dos teólogos, não apenas de Descartes, mas também de Kant».
  • JOAQUIM DE CARVALHO | Coimbra. Abril de 1950, o livro ÉTICA traduzido para português.
  • BERGSON – «Pode dizer-se que todo o filósofo tem duas filosofias; a sua e a de Espinosa»
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PREMIO DE LITERATURA EUROPEIA, Lídia Jorge

A escritora portuguesa Lídia Jorge foi distinguida com o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia deste ano, pelo conjunto da sua obra. “Lídia Jorge é uma das escritoras mais destacadas da literatura europeia contemporânea; a sua obra é tão versátil e ramificada quanto significativos e omnipresentes são os seus temas”, disse o ministro Andreas Babler, citado num comunicado. O prémio, no valor de 25 mil euros, vai ser entregue à escritora, numa cerimónia inserida no Festival de Salzburgo.

foto: Miguel Pereira da Silva-Lusa

YOUTUBE | POLITÓLOGOS, COMENTADORES, ENTREVISTADORES E ENTREVISTADOS, por Tita Alvarez

A QUEM QUISER APROXIMAR-SE O MAIS POSSÍVEL DA VERDADE, A QUEM QUISER NÃO SER ENGANADO OU DESINFORMADO, ACONSELHO A FECHAR AS TVs E OUVIR NO YOUTUBE QUALQUER DESTES POLITÓLOGOS, COMENTADORES, ENTREVISTADORES E ENTREVISTADOS

– Danny Haiphong, Prof. Mohammad Marandi, Douglas Mac Gregor, Glenn Diesen, Breno Altman, Pepe Escobar, Larry Johnson, Scott Ritter, Nima Alkhorshid, Patrick Henningsen, Larry Wilkerson, Jeffrey Sachs, John Mearsheimar, Miguel Ruiz Calvo, Liu Sivaya, Richard Wolff, Michael Hudson, Alastair Crooke.

…e muitos outros, sempre com tradução.

Perfilho esta sugestão, Vítor Coelho da Silva

Social-Democracia, políticas de Centro-Esquerda. O Futuro próximo passará por aqui a nível global? Que pensa o Sr. Presidente da República de Portugal sobre esta sugestão? E os Líderes dos Partidos Políticos?

Será que as chamadas GRANDES POTÊNCIAS E ORGANIZAÇÕES POLÍTICAS MUNDIAIS, estarão disponíveis para estudar um programa a nível global? Ter como objectivo, a curto/médio prazo, envolver toda a Humanidade num programa geral, devidamente estudado e programado, para começar a ser aplicado em todo o PLANETA TERRA? Obviamente que não deverá ser uma imposição, mas uma sugestão de programa mínimo comum a todos os Países.

SERÁ UMA UTOPIA REALIZÁVEL? CREIO QUE SIM. (Vítor Coelho da Silva, 29-05-2026)

Democracia, liberdade, igualdade, solidariedade, tolerância, empatia, justiça social. Um Estado forte, com funções de regulação, mas também prestador de serviços essenciais e universais, em parceria com os setores privado e cooperativo. Um Estado respeitador das liberdades e promotor dos direitos fundamentais dos cidadãos. Esta é a matriz do socialismo democrático, tal como está consagrada na Constituição da República Portuguesa, resultado da Revolução do 25 de Abril que hoje comemoramos.(retirado de um Texto de Alexandra Leitão- ver em baixo)

Celebrar o 25 de Abril e afirmar a social-democracia, por Alexandra Leitão, 25 Abril 2025, in blog “emCausa.org” |

Esperiência/Teste | Solomon Asch, Psicólogo

Em 1951, o psicólogo Solomon Asch realizou um experimento que se tornaria um clássico da psicologia.

A tarefa parecia ridiculamente simples.

Os participantes observavam uma linha de referência e depois três outras linhas.

A pergunta era:

Qual delas possui o mesmo comprimento da linha original?

A resposta correta era óbvia.

Praticamente impossível errar.

Mas havia um detalhe escondido.

O voluntário estava sentado em uma sala com outras sete pessoas.

O que ele não sabia era que aquelas sete pessoas eram atores.

E todos haviam combinado dar a resposta errada.

Quando chegava sua vez de responder, o participante se encontrava diante de uma escolha desconfortável.

Confiar nos próprios olhos.

Ou concordar com o grupo.

O resultado surpreendeu.

Cerca de 75% dos participantes deram pelo menos uma resposta claramente errada apenas para acompanhar a maioria.

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LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias

**Barcelos** recebeu, entre 5 e 7 de junho, a 3ª edição do **LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias**, iniciativa que voltou a afirmar a cidade como um espaço de encontro entre culturas, comunidades e expressões artísticas ligadas às línguas minoritárias e ameaçadas.

**A edição de 2026 contou com espetáculos em mirandês (Miranda do Douro), minderico (Minde), ribamourês (Riba de Mouro), basco (País Basco) e asturiano (Astúrias),** bem como com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

Para a organização, “este evento, único a nível nacional e internacional, conquistou, através do teatro, um palco para o património de territórios e pessoas que falam línguas minoritárias.

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Pensamento | Albert Einstein

In 1929, Albert Einstein was frequently hounded by journalists to explain the General Theory of Relativity in a way the average person could understand without a degree in physics. During one such encounter, he offered a playful yet profound analogy that became more famous than the equations themselves.

When you are courting a nice girl an hour seems like a second. When you sit on a red-hot cinder a second seems like an hour. That is relativity.

Albert Einstein did not speak until he was three years old, leading his parents to fear he had a learning disability. He eventually transformed our understanding of the universe, but he never lost the ability to ground complex science in human emotion. This insight serves as a reminder that time is not a rigid constant, but a fluid experience shaped by our attention and our company. 

If you could stretch or shrink one hour of your day today, which one would it be?

#alberteinstein #philosophy #relativity #time #perspective

“A crise do Ocidente é a crise do mundo”. Entrevista com Emmanuel Todd – Instituto Humanitas Unisinos – IHU

https://ihu.unisinos.br/categorias/647795-a-crise-do-ocidente-e-a-crise-do-mundo-entrevista-com-emmanuel-todd

Emmanuel Todd (Saint-Germain-en-Laye, 1951) é um dos intelectuais franceses cujo trabalho é um dos mais comentados no mundo. Suas obras A queda final (1976), que previu a queda da União Soviética, e Depois do Império (2002), que antecipou a derrota estadunidense no Oriente Médio, deram-lhe uma notoriedade que ultrapassa as fronteiras francesas.

A entrevista é de Rafael Karoubi, publicada por Diario Red, 05-01-2025. A tradução é do Cepat.

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PSU: combater a pobreza ou combater os pobres?, por Alexandra Leitão

O Governo apresentou uma proposta de lei à Assembleia da República (AR) cujo objeto é a agregação de vários subsídios e apoios sociais numa Prestação Social Única (PSU).

Muitos dos aspetos que rodeiam esta proposta de lei são bastante preocupantes.

Quanto ao procedimento, foi adotado um processo legislativo urgente, com discussão e votação na generalidade num único dia e especialidade em apenas dez dias. O mais grave, contudo, é tratar-se de uma lei de autorização legislativa, ou seja, em vez de o regime jurídico ser aprovado pela AR, este órgão apenas aprovará (ou não) a autorização para o Governo legislar. E, ainda pior, remetem-se várias matérias para portaria a aprovar posteriormente, incluindo o montante da prestação, o que retira ao Parlamento a possibilidade de apreciar, discutir e votar esse elemento essencial, sem o qual é impossível avaliar o impacto real desta medida.

Esta opção torna a lei de autorização legislativa uma espécie de “cheque em branco” ao Governo e prejudica muito o debate e o escrutínio que uma mudança desta extensão exige.

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Uma visita que não vai acontecer… e um silêncio que pesa na política internacional.

O Papa León XIV não visitaria os EUA durante as comemorações do 250o aniversário do país 🇺🇸, ausência que chamou a atenção pelo contexto político atual e pela relação entre o Vaticano e a administração de Donald Trump.

Segundo relatos internacionais 📰, o Vaticano teria descartado uma visita papal a território americano em 2026. A decisão é interpretada como um gesto diplomático de alto impacto, especialmente por ser o primeiro pontífice nascido nos EUA e pelo simbolismo que teria a sua presença numa data histórica para a nação.

Além do ato protocolar, essa ausência marca distância em um momento de tensões políticas, debates migratórios e desafios globais 🕊️. A mensagem parece clara: o papel do Papa transcende as fronteiras nacionais e procura permanecer acima de qualquer agenda política.

O trabalho social e as prestações sociais, por Raquel Varela

Creio que posso explicar num segundo o que significa a prestação social única deste Governo, e como ela pode fazer ajudar a garantir os juros dos investimentos de alguém como Palma Ramalho, Ministra do Trabalho, ou da venda e compra de imobiliário de Montenegro, sem que ambos tenham de trabalhar um único dia da vida deles. 

Nas sociedades saudáveis só os velhos, crianças, e doentes não trabalham. Porque o trabalho deve ser dividido por todos. Era assim, mais ou menos, até ao capitalismo, quando surgiu a figura do “desempregado”, esse desconhecido até ao século XIX. O desempregado é aquele que garante que o empregado tem medo de perder o emprego, e por isso aceita piores salários. Também, nas nalgumas sociedades, antes do capitalismo, havia o cuidado com os doentes, idosos. Quanto mais idoso mais bem tratado era. No capitalismo quando mais doente ou idoso – já não é “produtivo” – mais abandonado deve ficar, se for das classes trabalhadoras. Os idosos ricos têm trabalho social especializado. 

Ora, aqui vai telegraficamente:

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O AGRESSOR NÃO É NEM NUNCA FOI A RÚSSIA!!, por Emmanuel Todd

“A guerra na Ucrânia é percebida no Ocidente como uma invasão russa, e admito que é efetivamente o exército russo que entrou na Ucrânia. Mas a realidade histórica é que a verdadeira causa do conflito é a expansão da NATO em direção à Rússia, através da Ucrânia, e a guerra travada pelos próprios ucranianos, impulsionados pelo Ocidente, contra os russos no Donbass.

É absolutamente verdade que, para os russos, esta guerra é defensiva. Para mim, é evidente que os americanos e os europeus são os agressores, já que se aproximaram a menos de mil quilómetros de Moscovo. Essa é a situação objetiva. O que é fascinante é que estes agressores acreditam que são eles os atacados e obrigados a defender-se. Há uma parte de loucura na nossa situação na Europa.”

(Emmanuel Todd é um cientista político, demógrafo, historiador, sociólogo e ensaísta francês) Via Fidelista por Siempre

União Europeia e Rússia, por Pepe Escobar, Analista Internacional

A União Europeia e a Rússia estão caminhando abertamente para um cenário de confrontação militar directa. Não poderia ser mais perigoso. Mas é o que as elites europeias , muitas delas neo-nazis, literalmente, é no que estão apostando .

   A escalada militar na Ucrânia demonstra que elas não querem nenhum tipo , nem de começar , sobre a possibilidade de paz na Ucrânia com a Rússia. E evidentemente, isso nos leva directamente a uma horrível possibilidade de que a gente está nos primeiros estágios do que pode ser o início da III Guerra Mundial, ou IV, se a gente considerar a Guerra Fria como a III Guerra Mundial. E isso nos próximos meses . É uma manipulação da história horrenda, vindo de elites que sabem que estão perdendo o jogo.

   Então, é uma guerra mais uma vez, desmembrada contra o Irão, contra a Rússia e, em última análise, contra a China. Os três sabem muito bem disso, os três BRICS, e depende deles três, salvar-nos todos, no Sul Global, do que pode ser uma IV Guerra Mundial.

(Pepe Escobar -Analista Internacional)

Um ano da morte do Padre Martins, por Raquel Varela

Um ano da morte do Padre Martins. Muitos falarão do Padre que esteve junto dos pobres contra a hierarquia da Igreja, não é pouco, mas não é único. Recordarão o seu compromisso com a cultura, ensino da literatura, da poesia e da música. Referirão a sua dimensão política, há outros casos, maiores. Ele foi tudo isso mas foi mais. O que lhe dá um lugar na história universal é que Portugal teve a mais profunda revolução do pós guerra, quase 3 milhões de pessoas decidiram dia a dia como deviam viver, e isso aconteceu num país que teve a mais longa ditadura da Europa, 48 anos, e que nunca teve um partido fascista, ao contrário da Itália ou da Alemanha, porque a Igreja Católica cumpriu essa função. E a Igreja é o lugar onde mais se aprendeu a pensar, organizar e administrar a sociedade portuguesa. Não por acaso o fascismo hoje vem do Estado e da Igreja mais uma vez. O Padre Martins usou tudo o que aprendeu na Igreja para construir não a dominação mas a emancipação. Pegou nessa porção mágica, o saber organizativo da Igreja – e fez dela não um veneno obscurantista, como era, mas o elixir da vida. 

Ele foi para a Igreja porque a mãe achou que assim podia estudar, foi um aluno tão brilhante que teve uma dispensa papal especial para ser ordenado padre, tão novo. Essa distinção deu-lhe direito a fazer o discurso na Sé, num dia da pátria, o 1 de Dezembro, e ele usou-o para dizer que Deus não está com quem se ajoelha em fofas almofadas vermelhas. Estavam à sua frente os governadores civis e militar ajoelhados em almofadas vermelhas. Daí, o castigo foi Porto Santo, um deserto, chegou lá e alfabetizou a população, criou a tuna, teatro, de sanfona, a PIDE persegui-o. Foi enviado para a guerra colonial e disse ao brigadeiro – “não vou fazer de Nossa Senhora a Padeira de Aljubarrota!”.

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Pensamentos | Nietzsche

“As pessoas não querem a verdade.

As pessoas querem ter razão.”

Essa frase expõe algo muito humano: muitas vezes, o ego pesa mais do que a busca sincera pela verdade. Em discussões, debates e até relacionamentos, muita gente prefere defender a própria visão a admitir que estava errada — porque mudar de ideia exige humildade.

Friedrich Nietzsche dizia que “as convicções são inimigas da verdade mais perigosas que as mentiras”, justamente porque quando alguém se apega à necessidade de estar certo, deixa de enxergar com clareza.

Uma versão mais impactante para postagem poderia ficar assim:

> “A maioria não busca a verdade. Busca apenas argumentos para continuar acreditando que está certa.”

#Reflexão #Filosofia #Verdade #Ego #Pensamentos #Nietzsche

Canadá quer proibir redes sociais a menores de 16 anos para proteger a saúde mental, in Expresso. Para quando em Portugal?

Projeto apresentado pelo ministro da Cultura Marc Miller prevê mecanismo para plataformas comprovarem medidas de proteção para crianças. A proposta surge após uma ação judicial contra a OpenAI, relacionada com um tiroteio no país

O Canadá pretende fixar em 16 anos a idade mínima para criar contas nas redes sociais, seguindo os passos de outros países nesta matéria, de acordo com um projeto de lei apresentado na quarta-feira pelo ministro canadiano da Cultura.

“A segurança das crianças não pode ser uma consideração secundária. Todos sabemos que os conteúdos prejudiciais ‘online’ podem ter consequências muito graves”, afirmou Marc Miller.

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A consciência poderia ser intrínseca ao universo, pelo neurocientista Christof Koch e o investigador Nicco Reggente | Baruch Spinoza teria razão, em 1670? – “Deus é a Natureza?”

Um número crescente de cientistas está a explorar a ideia de que a consciência pode não surgir do cérebro, mas ser um aspeto fundamental da própria realidade. A consciência poderia ser intrínseca ao universo, e não um subproduto da atividade neuronal.

O neurocientista Christof Koch e o investigador Nicco Reggente defendem que a consciência pode ser mais semelhante à gravidade ou à massa, uma propriedade inerente à existência em vez de um produto da matéria. Isto inverte a visão materialista tradicional, sugerindo que a realidade física poderia emergir da consciência.

Esta perspetiva desafia séculos de pensamento em neurociência e filosofia. Se a consciência é primária, pode estar na base das leis da física, moldando a matéria, a energia e o universo de formas que a ciência está apenas a começar a explorar.

Embora o cepticismo persista, especialmente sem provas directas, a tendência está a crescer. Cada vez mais, os cientistas estão a considerar modelos em que a consciência é um campo fundamental, influenciando a investigação em neurociência, física quântica e cosmologia, e ligando a ciência e a investigação filosófica.

Durante décadas, pessoas que vivenciaram experiências transcendentais e algumas tradições espirituais têm afirmado esta verdade. A ciência moderna começa a convergir com estas descobertas, sugerindo que a consciência não está apenas dentro do nosso cérebro, mas antes intrinsecamente ligada à própria estrutura da realidade.

#quantumcookie #fblifestyle #quantum #consciousness #reality

Choque Ontológico | Significado

O choque ontológico é uma rutura profunda e desorientadora na perceção da realidade de um indivíduo. Ocorre quando uma crença fundamental sobre o funcionamento do universo ou da própria existência é desafiada, gerando uma crise existencial que exige a reconstrução da sua visão de mundo. [1]

Pode explorar melhor este conceito através das seguintes perspetivas:

1. Origem e Significado

O termo deriva da ontologia, que é o ramo da filosofia que estuda a natureza do ser e da realidade. Quando ocorre um choque neste nível, a pessoa percebe que o seu modelo mental sobre “o que é real” estava incompleto ou errado. [12]

2. Contextos Comuns

  • Experiências Psicodélicas: Muitas vezes associado a vivências místicas ou estados alterados de consciência, onde a perceção do ego e do mundo muda de forma tão drástica que causa desorientação e profunda reestruturação psicológica. [1]
  • Eventos de Vida: Perdas trágicas, diagnósticos médicos ou acontecimentos inexplicáveis que quebram as “regras” com que o indivíduo contava para viver. [1]
  • Ciência e Tecnologia: A descoberta de novos paradigmas que alteram completamente o entendimento humano (por exemplo, a mecânica quântica).
  • 3. Impacto Psicológico
  • Pode ser um gatilho para forte ansiedade e angústia, visto que desestrutura a narrativa pessoal e a identidade. Por outro lado, se integrado e acompanhado corretamente, atua como um poderoso catalisador de transformação, autoconhecimento e evolução pessoal. [12]

CERN’s new chief has embarked on a $17 billion gamble that could transform our understanding of the universe.

CERN’s new chief has embarked on a $17 billion gamble that could transform our understanding of the universe. The investment supports ambitious experiments designed to probe the deepest mysteries of physics.

This funding will accelerate upgrades to the Large Hadron Collider and other facilities, enabling higher-energy collisions and more precise measurements that could reveal new particles, forces, or phenomena beyond the Standard Model.

The initiative aims to explore uncharted territory, from dark matter and antimatter to extra dimensions and Quantum anomalies, potentially reshaping fundamental concepts about space, time, and the building blocks of reality.

Scientists hope these experiments will confirm, refute, or expand theoretical models, providing critical insights into the universe’s origin, structure, and the laws governing matter and energy.

CERN’s $17 billion commitment exemplifies humanity’s pursuit of knowledge at the extremes of possibility. If successful, it could redefine physics, spark technological breakthroughs, and forever change how we perceive reality itself.

#quantumcookie #fblifestyle #quantum #CERN #physics

​A inversão mais cínica da política, por João Oliveira, in Facebook


A direita e a extrema-direita têm um truque velho: acusam o socialismo e a esquerda de tudo aquilo que elas próprias fazem, só que ao contrário. Chamam “despesismo” a qualquer medida que garanta que um trabalhador pague a renda, leve o filho ao médico ou se reforme sem miséria.

Dizem que “não há dinheiro” para salário digno, para escola pública ou para o SNS, mas há sempre dinheiro para perdão fiscal a milionários, para privatizar lucros e socializar prejuízos, para encher os bolsos dos patrões que já não sabem onde guardar tanto.


É a lógica do mundo ao avesso. Querem tirar a quem mais precisa para dar a quem já tem tudo. Cortam no subsídio de desemprego e chamam-lhe

“incentivo ao trabalho”. Retiram direitos laborais e chamam-lhe “flexibilização”. Atacam sindicatos e chamam-lhe “liberdade”. E quando a esquerda exige que ninguém viva com 700€ num país onde uma casa custa 1200€, gritam “populismo”.


Quem está mal nisto tudo? Está mal quem acha normal um CEO ganhar em um dia o que um empregado ganha num ano. Está mal quem defende que o Estado serve para proteger bancos, mas não serve para proteger pessoas. Está mal quem transformou egoísmo em programa político e ainda tem a lata de chamar “inveja” à exigência de justiça.


O “despesismo” que eles tanto atacam é comida na mesa, é creche, é transporte, é dignidade. O “rigor” que eles tanto defendem é fome, é precariedade, é gente a escolher entre aquecer a casa ou comprar remédios. 


Não há meio termo aqui. Ou o Estado existe para garantir que ninguém fica para trás, ou existe para servir de porteiro dos ricos. E se defender vida digna para todos é ser radical, então que sejamos radicais. Porque o verdadeiro extremismo é achar que direitos são um luxo e que explorar quem trabalha é “criar riqueza”.


Quem está mal? Está mal quem inverte a realidade para manter privilégios. E está na hora de dizer isso sem medo, sem eufemismos, sem pedir desculpa.
✍️ João d’Oliveira

Centeno alerta para um problema de “12 mil milhões de euros” que Portugal tem em mãos – e uma das soluções pode ser o aumento de impostos, in CNN

Mário Centeno avisou esta segunda-feira à noite, no seu habitual espaço de comentário na CNN Portugal às segundas-feiras, que Portugal corre um sério risco de voltar a entrar em incumprimento com a Comissão Europeia por ter a carga fiscal em máximos históricos. “Nós incumprimos as regras em 2025 e estamos em risco de o fazer em 2026”, afirmou o antigo governador do Banco de Portugal, sublinhando que Portugal é “o país com o maior desvio orçamental” da União Europeia.

“A verdade é que neste ciclo de regras europeias, que são quatro anos entre 2025 e 2028, aquilo que a Comissão Europeia e o Banco de Portugal têm dito – e ainda em dezembro de 2025 o Banco de Portugal voltou a divulgar esses números – é que há um incumprimento generalizado da regra da despesa”, aponta Centeno.

E esse incumprimento é cumulativo. Ou seja, o país “está a acumular desvios e incumprimentos face ao compromisso que assumiu” com Bruxelas. E, no final deste ciclo orçamental – que acaba em 2028 – “é preciso que a conta fique a zero”.

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Descalça vai para a fonte, Luís de Camões

Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.

Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.

Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.

O discurso de António José Seguro no Dia de Portugal, 10 Junho 2026, in SIC e LUSA

António José Seguro assinalou esta quarta-feira, pela primeira vez, o Dia de Portugal no papel de Presidente da República. No discurso, o chefe de Estado pediu diálogo “em tempos de trincheiras” e coragem para se fazer “escolhas difíceis”, defendendo mudanças no mercado de trabalho e na habitação que permitam fixar jovens no país. Porque, avisou, Portugal não pode “ficar à espera de milagres”.

O Presidente da República defendeu esta quarta-feira, a partir dos Açores, a paz, os direitos humanos e a Carta das Nações Unidas e uma “relação de equilíbrio” com os aliados, no seu discurso do 10 de Junho.

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Luís Vaz de Camões: A Alma de um Povo, mural de Maria Helena Manaia, in Facebook

A 10 de junho, celebramos o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. 

Recordamos o nosso maior poeta, o homem que fez das palavras a maior caravela da nossa história e que imortalizou a coragem, a audácia e o fado de sermos portugueses.

“Cesse tudo o que a Musa antiga canta, / Que outro valor mais alto se alevanta.” 

Os Lusíadas

Que a grandiosidade da nossa língua e a força da nossa identidade nos inspirem a navegar sempre em direção à luz e à superação.

Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Manuel Alegre, António Portugal – “Trova do Vento que Passa”, 10 Junho 2026

Bing Vídeos

Manuel Alegre foi chamado a cumprir serviço militar em 1961 e, no ano seguinte, foi mobilizado para Angola para servir o país na guerra colonial. Já nos anos universitários em Coimbra se havia juntado aos grupos de oposição ao salazarismo e, mantendo a mesma faceta ideológica, acaba por ser preso pela PIDE em 1963, ainda em Angola. Regressa a Portugal depois de sete meses de cárcere, onde lhe é fixada residência em Coimbra, e se vê perseguido sistematicamente pelas autoridades.

É neste contexto que, numa noite a caminho de casa, acompanhado pelo seu amigo Adriano Correia de Oliveira se exprime nos seguintes termos: “Mesmo na noite mais triste / Em tempos de servidão / Há sempre alguém que resiste / Há sempre alguém que diz não”. Adriano terá afirmado, em resposta, que mesmo que não fossem escritos mais versos, aqueles durariam para sempre. Tinha razão mas o certo é que o poema surgiu, depois, com naturalidade.

Depois de escrita a «Trova do vento que passa», tentou-se adaptá-la à estrutura do fado tradicional, sem sucesso. Foi António Portugal a desbloquear a composição musical, optando por um estilo mais semelhante à balada. Quando Adriano Correia de Oliveira cantou a canção na casa dos pais de Alegre, com a presença de [Zeca Afonso](https://knoow.net/arteseletras/musica/zeca-afonso/), este percebeu que tinham criado algo verdadeiramente único.

Três dias depois, sem a autorização da PIDE, Adriano cantou a balada numa festa de recepção aos caloiros na Faculdade de Medicina de Lisboa, depois de um discurso de Manuel Alegre. Nas palavras do próprio: “foi um delírio, teve que repetir três ou quatro vezes, depois cantou o Zeca, depois cantaram os dois. Saímos todos para a rua a cantar. A Trova do vento que passa passou a ser um hino para aquela gente” (Raposo, 2000, p.172).

Trova do Vento que Passa” é um poema de Manuel Alegre, escrito em 1963, que reflete sobre a liberdade, a resistência e a esperança em tempos de opressão.

Sobre o Poema

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10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

O amor a um país, ao nosso país, pede-nos que coloquemos em prática a compaixão – no seu sentido mais nobre – e que essa seja vivida como exercício efetivo da fraternidade. Compaixão e fraternidade não são flores ocasionais. Compaixão e fraternidade são permanentes e necessárias raízes de que nos orgulhamos, não só em relação à história passada de Portugal, mas também àquela hodierna, que o nosso presente escreve. E é nesse chão que precisamos, como comunidade nacional, de fincar ainda novas raízes.

Camões n’Os Lusíadas não apenas documentou um país em viagem, mas foi mais longe: representou o próprio país como viagem. Portugal é uma viagem que fazemos juntos há quase nove séculos. E o maior tesouro que esta nos tem dado é a possibilidade de ser-em-comum, esta tarefa apaixonante e sempre inacabada de plasmar uma comunidade aberta e justa, de mulheres e homens livres, onde todos são necessários, onde todos se sentem – e efetivamente são – corresponsáveis pelo incessante trânsito que liga a multiplicidade das raízes à composição ampla e esperançosa do futuro. Portugal é e será, por isso, uma viagem que fazemos juntos. E uma grande viagem é como um grande amor.

© JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA | ARLINDO HOMEM

The Dancing Words

10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

DN promove Grande Conferência anual no dia 15 de junho: conheça o programa, in DN

Edição de 2026 da Grande Conferência do DN vai ter lugar no dia 15 de junho, na Fundação Champalimaud. Geopolítica, I.A. e futuro da economia portuguesa em debate. Faça já a sua pré-inscrição.

A edição de 2026 da Grande Conferência Anual do Diário de Notícias vai ter lugar no dia 15 de junho, no auditório da Fundação Champalimaud, em Lisboa. Em debate vão estar os grandes temas em Portugal e no mundo, desde a geopolítica à Inteligência Artificial, ao futuro dos sistemas de Saúde e às grandes tendências da economia portuguesa.

O evento terá lugar a partir das 8h30, com a receção e acreditação dos participantes. Às 9h00, o diretor do Diário de Notícias dará as boas-vindas, seguindo-se a intervenção de abertura do encontro, por Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud.

Ao longo do dia, terão lugar intervenções de personalidades de várias áreas, como António Leitão Amaro, Gonçalo Saraiva Matias, Joaquim Miranda Sarmento, Ana Miguel dos Santos, António Martins da Cruz, Luís Amado, João Varandas Fernandes, Jaime Nogueira Pinto, Marco Galinha, Jorge Rebelo de Almeida, Diogo Feio, Maria Manuela Leitão Marques, Guilherme d’Oliveira Martins e Maria de Belém Roseira, entre outras. O encerramento está previsto para as 17h50 e deverá estar a cargo do Presidente da República, António José Seguro (aguardando-se confirmação).

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Carneiro começa nos Açores “rota pela economia do mar” para ouvir e discutir medidas para setor, in LUSA

Lisboa, 08 jun 2026 (Lusa) – O secretário-geral do PS começa hoje, nos Açores, uma “rota pela economia do mar”, percorrendo o país para ouvir os intervenientes e contribuir para políticas públicas que reforcem a “competitividade, inovação e sustentabilidade” do setor.

De acordo com uma nota enviada à Lusa, José Luís Carneiro escolheu o Dia Mundial dos Oceanos, que se assinala hoje, para dar inicio à nova rota, que vai decorrer até ao final de junho com o objetivo de afirmar o “mar como um dos grandes desígnios estratégicos de Portugal para as próximas décadas, colocando no centro da discussão temas como a competitividade económica, a inovação, a sustentabilidade ambiental e a coesão territorial”.

“Com uma abordagem multissetorial e de proximidade, a Rota pela Economia do Mar promoverá encontros com comunidades piscatórias, empresários, trabalhadores do setor, investigadores, centros de conhecimento, associações e decisores locais”, refere o PS.

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IMIGRAÇÃO – A BUSCA DO PARAÍSO NA RAIZ DO INFERNO, in Mural de João Gomes, Facebook

Há temas que atravessam o debate público com a facilidade de uma palavra simples e a complexidade de um mundo inteiro. “Imigração” é um deles. E talvez o erro mais comum seja tratá-la como um fenómeno isolado, desligado da longa história de decisões políticas, económicas e militares que moldaram o mapa das fragilidades contemporâneas.

Quando hoje se fala dos fluxos migratórios que atravessam continentes em direção à Europa, raramente se recua o suficiente para olhar a arquitetura de fundo. O discurso tende a oscilar entre dois extremos: o moralismo absoluto da fronteira aberta ou o encerramento defensivo do território. Mas entre essas duas posições há uma história mais longa, mais desconfortável e menos linear.

As intervenções no Iraque, a desestruturação do Estado líbio, os conflitos prolongados na Síria e noutros teatros do Médio Oriente e do Norte de África são frequentemente analisados como episódios separados, como se não pertencessem a uma mesma continuidade histórica. No entanto, para muitos observadores, estes processos contribuíram para a fragilização de Estados inteiros, criando vazios de poder, guerras prolongadas e economias colapsadas. E é nesse tipo de terreno – instável, inseguro, sem horizonte previsível – que a migração deixa de ser escolha e passa a ser sobrevivência.

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Igreja de Santa Maria – Marco de Canaveses, projeto do Arqº Álvaro Siza Vieira

Monumentos

Ex-libris da arquitetura religiosa do século XX.

Com a sua aparência simples e despojada, esta igreja mariana é considerada um exemplo notável de arquitetura religiosa do século XX, orientada por princípios de pureza espacial e de abstração geométrica. O projeto foi encomendado pela diocese em 1990 ao premiado arquiteto português contemporâneo, Álvaro Siza Vieira, que o desenvolveu em colaboração com Rolando Torgo. A construção decorreu entre 1994 e 1997, sobre uma escarpa muito acentuada e articula-se em dois níveis: no piso superior a assembleia e no piso inferior a capela mortuária
.

O edifício foi inaugurado em 1996 e destaca-se pelas linhas sóbrias das suas paredes desprovidas de ornatos e por alguns elementos de natureza panorâmica, como a dupla porta de aço com dez metros de altura ou a janela baixa e comprida à direita da nave. Para chegarem ao edifício, implantado sobre uma plataforma, os visitantes podem usar uma rampa no lado oriental ou três escadarias no lado ocidental. No interior, com uma aparência igualmente despojada e dominado pela pureza da cor branca, é digno de admiração o modo como foi aproveitada a luz natural, bem como o som da água que corre na pia batismal de granito.

Além da igreja, o complexo paroquial integra a residência do pároco e a escola dominical que ladeiam o adro, criando uma pequena praça urbana.


Na mesma vila de Marco de Canaveses, o visitante poderá encontrar ainda diversos motivos de interesse, como a cidade romana de Tongóbriga, o Museu do Menino Jesus ou o Museu Municipal Carmen Miranda, que homenageia a célebre cantora nascida nesta localidade.

E SE A CONSCIÊNCIA NÃO FOR PRODUZIDA PELO CÉREBRO… MAS FOR UMA PROPRIEDADE FUNDAMENTAL DO UNIVERSO?, Christof Koch

Cientistas como o Dr. Christof Koch propõem que a consciência não é um produto do cérebro…

mas uma propriedade fundamental do universo, semelhante à gravidade ou ao espaço-tempo.

Nesta abordagem, a consciência não “aparece” quando o cérebro funciona.

Em vez disso, o cérebro atuaria como um sistema que interage com algo que já existe na realidade física.

Uma das analogias utilizadas é a de um rádio.

O cérebro não geraria o sinal…

mas seria um receptor que sintoniza uma consciência mais ampla presente no universo.

O que muda com esta ideia?

Se a consciência é fundamental, o chamado «problema difícil» da consciência — explicar como a matéria produz a experiência subjectiva — deixa de ser um mistério central.

Em vez de perguntar como é que o cérebro cria a mente, a questão muda completamente de figura:

Como se organiza a consciência para dar origem à matéria que percepcionamos? #consciência #despertar espiritual #realidade #despertar da consciência #despertar #mistérios

The FBI Monitored Marilyn Monroe Over Suspected Communist Ties

“She was a whirling light to me then,” wrote Arthur Miller, the famous playwright and former husband of Marilyn Monroe, “all paradox and enticing mystery, street-tough one moment, then lifted by a lyrical and poetic sensitivity that few retain past early adolescence.” It would be hard to think of a cultural figure in America more mysterious and renowned than Monroe. The new Netflix film about her, Blonde, explores the complexities and controversies that defined her short life. 

Monroe’s boundless fame also made her a target for surveillance. Like many cultural figures and academics of the 20th century, Monroe was watched by the FBI, whose agents monitored her life and kept tabs on who she associated with, documenting activity that could be vaguely construed as anti-American. During the Cold War, the US government dogmatically sorted its citizens into two groups: patriots or potential Communist traitors.

The root of the FBI’s interest in Monroe was her romantic involvement with Miller, which began as a secret affair but grew into a media spectacle. Miller was a politically involved individual, engaged with many of the Communist Party’s cultural and social front groups, a progressive American writer who staunchly opposed fascism. Suspicions were aroused that Monroe, too, might be a Communist, causing the FBI to escalate its tracking of her whereabouts and the monitoring of her political opinions. The US has always tried to brand itself as a country of freedom and individual autonomy, but the FBI was jailing Americans and censoring culture that didn’t fall in line with this branding. This is the story of how Marilyn Monroe was dragged into the world of anti-Communist hysteria.

The FBI Monitored Marilyn Monroe Over Suspected Communist Ties | Teen Vogue

Leão XIV alerta para ideologias que levam a generalizações injustas, in LUSA

Madrid, 06 jun 2026 (Lusa) – O Papa alertou hoje para “ideologias mundanas ou posicionamentos políticos e económicos” que levam a “generalizações injustas”, num encontro com pessoas em situação de exclusão social, como imigrantes e sem-abrigo.

Leão XIV iniciou hoje uma visita de sete dias a Espanha e no primeiro dia da viagem visitou um centro da Cáritas que acolhe pessoas em situação de exclusão social, tendo ouvido testemunhos como o de um imigrante senegalês, Khadri, que lhe entregou uma cópia da autorização de residência no país.

“Obrigada por se aproximar das pessoas migrantes”, disse Khadri ao Papa, antes de lhe entregar uma cópia do documento de autorização de residência em Espanha, que disse significar “esforço e esperança”.

Khadri contou ao Papa que após ter chegado a Espanha sozinho, em 2020, em plena pandemia, teve o apoio da Caritas, onde foi “olhado com respeito”, e tem hoje emprego.

“A autorização de residência conta uma história de esforço, mas sobretudo de compromisso, honestidade e acolhimento”, disse Leão XIV sobre Khadri.

Leão XIV sublinhou que o lema desta viagem a Espanha é “levantai o olhar”, “um apelo a olhar os que sofrem nos olhos” e que lembra que “a caridade não pode esperar”.

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PS passa a AD em nova sondagem. Chega fica em terceiro, in Notícias ao Minuto

Uma sondagem coloca o PS na liderança das intenções de voto, à frente da AD, pela primeira vez desde que a coligação liderada por Luís Montenegro assumiu o Governo. O Chega mantém-se como terceira força política.

Já com os votos dos indecisos, os resultados seriam: PS (31%), AD (27%), Chega (20%), CDU (5%), Livre (3%), Iniciativa Liberal (3%), PAN (2%) e Bloco de Esquerda (2%).

A sondagem revelou também que há 12% de indecisos e 11% de abstencionistas. 

Os inquéritos foram realizados entre os dias 15 e 24 de maio e contaram com 803 entrevistas válidas. 

A religião e os valores humanistas na obra de José Saramago. Intervenção de Edgar Silva, mestre em Teologia e membro do Comité Central do PCP, Conferência «Uma visão universal e progressista da História – A actualidade da Obra de José Saramago», 22 Outubro 2022, Lisboa

Nota introdutória

É de grande atualidade o “Evangelho Segundo Jesus Cristo” quando, mais uma vez, tantos cristãos estão a trucidar-se uns aos outros em nome do mesmo Deus, nestes dias em que o absurdo da guerra, entre outros profundos nexos causais, na Europa, também é justificada por alguns hierarcas por motivos da religião.

O “Evangelho Segundo Jesus Cristo”, publicado em 1991, tem 24 capítulos, não numerados que totalizam 445 páginas. É o romance mais longo de José Saramago. Naquele texto, mais do que versar sobre a história de Jesus desde a sua conceção até à sua crucificação, na companhia de Jesus, Maria, José, Maria Madalena, dos discípulos de Cristo e do diabo, Saramago é o “evangelista” que faz uma releitura de tragédias da humanidade, da tragédia de todo o humano, designadamente, da vida dos «crucificados menores». O autor português constrói a história dos «crucificados menores» em confronto com o divino e o demoníaco, no fundo, a história da humanidade em prolongada busca de si mesma.

  1. Uma arquitetura do sagrado

Ao longo da sua obra, José Saramago constrói cenários socias, políticos e religiosos imersos numa iconografia judaico cristã, projetados segundo um profundo imaginário religioso.

Revelando exaustivo estudo de textos bíblicos, como é raro na história da literatura portuguesa, na liberdade da palavra, explorando um discurso conotativo, com um fluxo semântico torrencial, por vezes vertiginoso, Saramago desenha uma arquitetura do sagrado. Materializa a crítica do sagrado enquanto religião institucionalizada, como parte da ideologia de domínio social, enquanto componente dos mecanismos repressivos das sociedades. Na sua conceção do sagrado a religião institucionalizada mantém tanta gente num estado de adormecimento, de aceitação de sacrifícios, em resignação, impedindo que os humanos vivam plenamente a sua humanidade. Essa religião como que suga a vontade humana.

Quer seja através de monólogos intimistas ou reflexões sentenciais, quer seja por ditos proféticos, apartes e antevisões ou personagens e histórias trágico-maravilhosas, o autor do “Evangelho Segundo Jesus Cristo” constrói narrativas de rituais religiosos, de quadros bíblicos, de tradições e relatos do judaísmo e do cristianismo. E naquela arquitetura do sagrado, Saramago inaugura uma nova linguagem sobre o fator religioso, relê a linguagem antiga, desnudando a ideologia ou desvelando as camadas de ideologia transportadas por determinadas interpretações dadas aos textos bíblicos, às instrumentalizações retóricas, políticas, sociais das figurações de Deus.

Na sua arquitetura do sagrado, no “Evangelho”, Saramago dessacraliza a palavra tida por sagrada pelos crentes. O narrador é o agente dessa dessacralização. Reproduz histórias da Bíblia para apresentar Deus tal como é mencionado em diferentes contextos no Antigo Testamento. Saramago utiliza as citações bíblicas, reapresenta-as, multiplica as citações ipsis verbis do Antigo e do Novo Testamento, para expor o que considera iniquidades de Deus.

Da história de Deus, conclui Saramago no seu “Evangelho”: é «uma história interminável de ferro e de sangue, de fogo e de cinzas, um mar infinito de sofrimento e de lágrimas».1 Do relato acerca de Deus sentencia Saramago: «É preciso ser-se Deus para gostar tanto de sangue».2

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Umberto Eco | Sobre o colapso silencioso e perigoso do espaço entre ter uma opinião e ter conhecimentos especializados.

“O seu nome era Umberto Eco. Semiótico. Medievalista. Romancista. Um dos intelectuais mais condecorados da história moderna, o homem que deu ao mundo O Nome da Rosa — um mistério labiríntico passado num mosteiro do século XIV, permeado pela filosofia, pela teologia e pelo poder do conhecimento proibido.
Passou a vida inteira a estudar uma coisa acima de todas as outras: como os seres humanos criam significado. Como pegamos num signo, num símbolo, numa palavra — e o transformamos em crença.
Por isso, quando se apresentou perante jornalistas em Turim, em 2015, depois de receber mais um título honorário, e disse algo incisivo e incómodo sobre o mundo que estávamos a construir online, as pessoas ouviram-no.
E depois, lentamente, perceberam que ele tinha razão.


“As redes sociais”, disse, “dão a legiões de idiotas o direito de falar quando antes só falavam num bar depois de um copo de vinho, sem prejudicar a comunidade. Aí eram rapidamente silenciados.

Mas agora têm o mesmo direito de falar que um Prémio Nobel. É a invasão do “Idiotas.”

Duro? Talvez.

Mas considere o que ele estava realmente a apontar.

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O Mito das Escolas de Salazar: O Que Dizem os Factos, por Christian Salles, in Mural “Comunidade Lusófona”, Facebook

É comum ver o argumento de que “Salazar construiu 7.000 escolas e acabou com o analfabetismo”. Mas a história real, longe da propaganda, mostra que o regime usou a falta de instrução como uma ferramenta de controlo social.

O próprio Oliveira Salazar nunca escondeu o seu pavor em relação a um povo instruído. Numa entrevista a António Ferro, o ditador afirmou textualmente:

“Considero mais urgente a criação de elites do que a necessidade de ensinar o povo a ler.” Justificando, noutra ocasião, que a instrução de massa gerava “descontentes e rebeldes”.

As escolas do Plano dos Centenários existiam, mas o ensino obrigatório foi deliberadamente reduzido pelo regime para apenas 3 ou 4 anos. O objetivo não era criar cidadãos críticos ou técnicos qualificados, mas sim ensinar o mínimo indispensável para formar uma massa trabalhadora submissa e obediente.

O resultado desta política foi catastrófico: em 1970, enquanto o resto da Europa Ocidental tinha o analfabetismo praticamente erradicado (perto de 0%), Portugal ainda tinha cerca de 25% a 30% da sua população sem saber ler nem escrever.

Foi este país rural, analfabeto e de salários miseráveis que empurrou mais de um milhão de portugueses a fugir “a salto” para a periferia de Paris. As pessoas não emigravam por ideologia política; fugiam da fome e do subdesenvolvimento a que o regime as condenou. Celebrar estes números como uma vitória é ignorar a história e insultar o sofrimento dos nossos avós.

“A quem não sabe ler, qualquer papel o faz calar.”

Elisabete Aguiar | Repete-se até à exaustão o chavão dos “50 anos de socialismo” como se isso fosse a explicação para todos os problemas do país. Não é análise, não é política, é propaganda. E só funciona porque muita gente aceita a frase sem nunca olhar para os factos (60 ítens)

Então olhemos para eles.

Se isto é o que se chama “50 anos de socialismo”, então é preciso dizer claramente ao país o que se está a atacar quando se usa essa expressão:

Tudo isto é socialismo (ou, pelo menos, herança dele):

1. Jornada de 8 horas

2. Semana de 5 dias

3. Descanso semanal obrigatório

4. Férias pagas

5. Feriados pagos

6. Subsídio de férias

7. Subsídio de Natal (13.º mês)

8. Proibição do trabalho infantil

9. Escolaridade obrigatória e escola pública gratuita

10. Salário Mínimo Nacional (SMN)

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Au moment où une grande partie de l’Europe parle de murs, d’expulsions et de peur, Pedro Sánchez choisit une phrase presque opposée : l’Espagne est fille de la migration, et elle ne sera pas mère de la xénophobie.

Cette phrase ne tombe pas dans le vide.

Elle arrive dans un pays qui connaît très bien le départ.

Pendant des décennies, des Espagnols ont quitté leur terre pour chercher du travail, de la sécurité, une vie possible ailleurs.

Amérique latine.

France.

Allemagne.

Suisse.

Belgique.

Des familles entières ont connu la valise, le bateau, le train, l’accent étranger, les papiers, l’humiliation parfois, et l’espoir souvent.

Alors Sánchez utilise cette mémoire comme un miroir.

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Raquel Varela. Explicar o dia de ontem, de greve geral (03/06/2026)

Para explicar o dia de ontem é preciso não ter medo das palavras, nem mentir a nós próprios (a mentira mais perfeita porque parece verdade). Quero contar-vos o que a direita vai tentar fazer, e tocar nas nossas feridas, as feridas da esquerda. Só a verdade é revolucionária. Porque quero, como vocês, vencer. 

E dedicar-me às minhas paixões, aos que amo, à história, jardinagem, literatura, bicicleta, e não a lutas sistemáticas por direitos elementares.

Warren Buffett disse à CNN a seguir às medidas “anti-crise”, em 2011 – “Claro que há luta de classes, e é a minha classe, a dos ricos, que está a  lutar e a ganhar”. Quando se retira a luta de classes, não se percebe nada. E fica-se na mão de comentadores superficiais, que repetem o discurso do PS da “dignidade do trabalho” e da “produtividade é culpa dos patrões” ou de mentirosos compulsivos, e patéticos, que actuam nas TVs pagos para tal pelos empresários de uma comunicação social que deixou de informar ou pensar. Primeiro,  existem classes sociais e cada vez mais só existem duas classes (a burguesa, ou capitalista, e a trabalhadora, a nossa). A outra palavra é a Política, a única palavra que nos pode salvar, porque ela é a estratégia, para vencer. Porque podemos ser derrotados.

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PS | José Luís Carneiro imita Costa e procura ajuda de 20 economistas, in Observador

SUGESTÃO | E criar um grupo de “políticos/economistas”, se possível libertos de compromissos partidários, para estudar propostas de social democratização progressistas e adaptadas ao “caso da portugalidade”? (Vítor Coelho da Silva)

Na tarde em que aconteceram buscas na sede nacional do PS, no final da semana passada, José Luís Carneiro tinha prevista uma conferência de imprensa para apresentar uma contraofensiva à reforma laboral do Governo. A iniciativa acabou cancelada e o partido tenta agora relançá-la com a constituição de um grupo de 20 economistas para trabalhar em propostas para a competitividade e a produtividade da economia, em diálogo com os parceiros sociais.

A decisão foi apresentada aos jornalistas pela secretária nacional Fátima Fonseca, quando ainda decorria a reunião de direção na sede nacional do partido, em Lisboa. “Ainda durante este mês de junho, temos previsto encetar contactos com 20 economistas para validar uma metodologia de trabalho que, com a constituição de uma equipa dedicada, reúna com parceiros sociais e aborde os diferentes setores da economia portuguesa para prosseguirmos com um conjunto de linhas de ação, tendo em vista um objetivo agregador e transformador” da economia.

A iniciativa faz lembrar uma outra semelhante, quando o antigo líder socialista, António Costa, chamou 12 economistas para preparar a base técnica e programática da alternativa socialista para as legislativas de 2015 e os dez anos seguintes. Os trabalhos desse grupo foram então coordenados por Mário Centeno, que acabou por ser ministro das Finanças de Costa durante vários anos. Mas na conferência de imprensa desta tarde, Fátima Fonseca não quis adiantar se Centeno fará parte dos convocados também desta vez.

Para ler este artigo na íntegra, clique aqui.

A LIBERDADE SEGUNDO BARUCH SPINOZA

As pessoas acreditam ser livres. Acreditam que a sua vontade é livre e pensam que possuem livre-arbítrio. Para Baruch Spinoza, esta aparência de liberdade é uma ilusão. Na Ética a Nicómaco (1677), afirma claramente: “As pessoas julgam-se livres porque têm consciência das suas vontades e desejos, e nem sequer consideram as causas que as dispõem a desejar e a querer, pois não têm conhecimento delas”.

Não somos senhores absolutos das nossas escolhas e ações, pois muitas vezes desconhecemos as causas subjacentes que nos levam a elas. As nossas ações são precedidas por uma complexa cadeia de causas e efeitos de que raramente temos consciência.

Por exemplo, está a ver televisão e, de repente, um desejo domina-o. Você age de acordo com ele. À primeira vista, parece livre para fazer essa escolha. No entanto, foi influenciado por uma imagem percebida alguns instantes antes.

Espinosa compara esta ilusão à de uma pedra atirada ao ar que, se tivesse consciência do seu movimento, acreditaria ser livre e mover-se apenas por vontade própria. É precisamente esta a nossa condição: acreditamos ser a origem das nossas ações, quando na verdade somos apenas a sua extensão.

Espinosa explica que somos determinados por uma longa cadeia de causas e efeitos inconscientes. Estes determinantes podem ser externos (acontecimentos, ambiente social, educação, encontros) ou internos (paixões, desejos, constituição biológica).

Na Ética, chama a esta força fundamental que impele cada ser a perseverar na sua existência conatus; e é esta força, muito mais do que a nossa razão, que orienta as nossas escolhas diárias. Um homem que compra um carro de luxo acredita muitas vezes estar a agir livremente. No entanto, é provável que esteja a procurar impressionar, existir aos olhos dos outros. A sua decisão é influenciada por desejos dos quais não tem plena consciência.

Contudo, não devemos sucumbir ao fatalismo. Para Espinosa, a liberdade continua a ser possível; Mas não é algo dado, precisa de ser conquistado. Não consiste em escapar às leis da natureza, o que é impossível, mas em agir de acordo com a nossa própria natureza mais profunda, em vez de sob o domínio das paixões externas.

Assim, define a liberdade não como a ausência de causa, mas como autodeterminação: “Uma coisa é livre quando existe unicamente pela necessidade da sua natureza e está determinada a agir apenas por si mesma.”

A servidão, por outro lado, é ser governado por causas externas que não compreendemos.

Por isso, é essencial ter um conhecimento preciso da nossa biologia, da nossa psicologia e das nossas paixões para melhor as influenciar. Espinosa dedica grande parte da Ética a esta análise das emoções — alegria, tristeza, desejo, amor, ódio — para mostrar como elas nos aprisionam ou, inversamente, podem ser transformadas pelo conhecimento. Porque compreender uma paixão é já um passo para sermos menos escravizados por ela: “Uma emoção que é uma paixão deixa de o ser assim que formamos dela uma ideia clara e distinta.” Ética

DECLARAÇÃO DE PAULO RAIMUNDO, SECRETÁRIO-GERAL DO PCP, 03/06/2026, Greve Geral

Greve Geral de 3 de Junho de 2026: grande afirmação de força para a derrota do Pacote Laboral e de esperança num Portugal com futuro

A grande Greve Geral de hoje constitui uma poderosa acção para a derrota do Pacote Laboral, apresentado pelo Governo PSD/CDS e apoiado pelo Chega , IL e confederações patronais, e uma clara rejeição do retrocesso social e do aumento da exploração que querem impor aos trabalhadores.

Uma inequívoca rejeição da tentativa de agravar a insustentável situação de baixos salários, promover os despedimentos sem justa causa, generalizar e perpetuar a precariedade, desregular ainda mais os horários de trabalho, atacar os direitos dos pais e das crianças, a contratação colectiva, o direito à greve, o direito de acção e informação sindical.

Uma jornada de luta que é também uma forte expressão de descontentamento e indignação dos trabalhadores contra o aumento do custo de vida, a degradação e desmantelamento dos serviços públicos, as dificuldades de acesso à habitação, pela  defesa de direitos e por melhores condições de vida. 

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O esplendor das amizades, por Guilherme d’Oliveira Martins, in DN

Guilherme d’Oliveira Martins

Presidente do Conselho das Artes do Centro Nacional de Cultura

Dizia-me António Alçada Baptista que no momento em que chegou a Paris, nos anos 60, se espantou com a facilidade com que grandes personalidades intelectuais do momento o recebiam. Houve, é certo, quem o desiludisse, mas ficaram referências seguras, como Edgar Morin, Pierre Emmanuel e Jean-Marie Domenach.

Edgar Morin foi um dos raros intelectuais em que a vida e a obra se confundiam numa preocupação constante de pôr tudo em questão e, por isso, não deixou que se construísse o seu próprio mito. Organização e Complexidade foram duas palavras-chave na sua obra. A vida organiza-se, desorganiza-se e torna a reorganizar-se por uma série de trocas de referências e informações a um nível cada vez mais elaborado de complexidade. E o pensador demonstrou que esta ‘ordem complexa’ detetada na vida das células existe nas sociedades e que a organização em sociedade, longe de ser um privilégio do homem, é uma forma de organização de todos os seres vivos.

Esta é uma reflexão essencial porque o Homo Sapiens deixou de ser um semideus sóbrio e distante, pois está imerso na Natureza, fazendo parte da totalidade. Deixou de ser possível limitar a Humanidade a uma evolução biológica, espiritual ou sociocultural, porque há sempre um conjunto de causas complexas. O movimento de auto-organização tem como epicentro o cérebro humano, que integra e organiza. Tudo é real e imaginário, em simultâneo.

Um dia uma mãe-de-santo disse na Bahia: “Quando há mais que dez pessoas, a gente vira Natureza”. Afinal aí estava a explicação. Por isso António Alçada acreditava na proximidade das pessoas e na importância das pequenas comunidades. Só poderemos compreender a realidade que nos cerca se nos apercebermos do conjunto e do contexto, do erro e da ilusão, do inesperado e do incerto, da unidade e da diversidade, da identidade planetária, de uma ética do género humano e da importância da cidadania inclusiva. O microcosmos leva-nos ao entendimento da dimensão universal da dignidade humana.

Relendo e ouvindo Edgar Morin compreendemos que o humanismo significa o respeito e a consideração que qualquer ser humano merece. Vivemos na nossa aventura coletiva diversas crises: ambiental, económica, democrática e da mundialização. Contudo, as democracias têm perdido força.

Um país como a China dispõe de meios tecnológicos que controlam os indivíduos e a sua vida, mercê das tecnologias de informação e do reconhecimento facial, numa lógica perigosa de domínio. Os ataques russos na Ucrânia traduzem-se em verdadeiros crimes de guerra. Importa devermos estar de sobreaviso com os países que cultivam um despotismo de fachada democrática.

A mundialização levou ao surgimento do racismo, da intolerância, do medo das diferenças. As guerras em curso comportam grandes perigos além das destruições, das mortes, dos massacres em todos os campos e do risco da destruição de recursos alimentares e agrícolas e do património cultural.

Um novo conflito mundial está em curso. Assim, Edgar Morin afirmou nos últimos anos de vida, que temos de saber escolher entre a barbárie e a solidariedade, compreendendo o diálogo entre “polemos”, o debate de ideias, “eros”, a importância do amor, e “tanatos”, a consciência da morte. Temendo o risco da regressão, acreditava no pensamento e na esperança que as ideias criadoras representam. E contar com o inesperado é também acreditar na prevalência da dignidade humana como fator de respeito e de paz.

O Cérebro de Broca, Reflexões sobre a beleza da ciência, de CARL SAGAN, Edição: abril de 2024

Sinopse

Partindo de uma clara alusão ao antropólogo francês, Paul Broca, que estudou a anatomia cerebral, o astrofísico Carl Sagan convida-nos a refletir sobre a beleza da ciência e a questionar ideias centrais da existência humana. Apela à importância da curiosidade e do espírito crítico e avança uma perspetiva inspiradora sobre como a ciência está presente na nossa vida e na compreensão do mundo.

Num tom envolvente e acessível, Carl Sagan alia uma mensagem deesperança para a humanidade a uma séria advertência sobre os perigos que se anteveem no nosso caminho. O autor realça a importância do método científico na busca de conhecimento e aborda temas prementes, como a exploração espacial e a ficção científica.

Publicado originalmente em 1979, O Cérebro de Broca – Reflexões sobre a Beleza da Ciência é uma das obras clássicas de Carl Sagan. Um livro fascinante sobre a alegria de descobrir como o mundo funciona, que reúne artigos publicados entre 1974 e 1979, em revistas como a Physics Today e a Scientific American.

Críticas de imprensa

«Magnífico… Encantador… Uma obra-prima. Uma mensagem de enorme esperança para a humanidade […]»
Chicago Tribune

«Muito bem fundamentado, impecavelmente investigado, suavemente humorístico, totalmente devastador.»
The Washington Post

Carl Sagan

Carl Sagan (1934-1996) foi Professor de Astronomia e Ciências Espaciais e diretor do Laboratório de Estudos Planetários da Universidade de Cornell; foi também cientista convidado no Jet Propulsion Laboratory e no California Institute of Technology e cofundador e presidente da Planetary Society, a mais importante do mundo dedicada a questões espaciais. (…)

ÉTICA, de BARUCH SPINOZA | Espinosa demonstra com precisão cirúrgica o mecanismo pelo qual a mente humana, confrontada com a infinita complexidade das cadeias causais, capitula e invoca Deus como “explicação última”.

DEUS: O ASILO DA IGNORÂNCIA

“Um exemplo, suponhamos que uma pedra cai do telhado de uma casa sobre a cabeça de um homem e o mata. Dirão que a pedra caiu expressamente para o matar.

Como poderiam, de facto, tantas circunstâncias ter contribuído para isso se Deus não a tivesse feito cair com esse propósito (e é verdade que estas circunstâncias são frequentemente muito numerosas)?

Poderá responder que o acontecimento em questão se deve a estas duas causas: que o vento soprou e que um homem estava a passar por ali.

Mas imediatamente o bombardearão com perguntas: Porque é que o vento soprou naquele momento? Porque é que um homem passava por ali exatamente naquele mesmo momento?

Responderá também que o vento soprou porque o mar começou a agitar-se no dia anterior, embora o tempo ainda estivesse calmo, e que o homem estava a passar por ali porque ia a um convite de um amigo?” Bombardeá-lo-ão com mais perguntas: Mas porque é que o mar estava agitado? Por que razão foi este homem convidado naquele preciso momento? E assim continuarão a perguntar-te a causa da causa, até que recorras à vontade de Deus, isto é, ao refúgio da ignorância.

ÉTICA, SPINOZA

Espinosa demonstra com precisão cirúrgica o mecanismo pelo qual a mente humana, confrontada com a infinita complexidade das cadeias causais, capitula e invoca Deus como explicação última. Este recurso não é, para Espinosa, um ato de fé iluminista; é uma admissão de derrota intelectual, um refúgio conveniente pomposamente chamado de “vontade divina”, onde na realidade existe apenas a nossa própria ignorância das causas.

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Dia da Criança: Seguro destaca pobreza infantil e apela à proteção da infância para “manter acesa a chama da esperança”, in DN

Chefe de Estado realçou “estatísticas alarmantes”, referindo-se a um estudo, segundo o qual, em 2024, existiam cerca de 301 mil crianças pobres em Portugal.

O Presidente da República assinalou o Dia Mundial da Criança, celebrado esta segunda-feira, 1 de junho, com apelos à proteção da infância, destacando “estatísticas alarmantes” sobre a pobreza infantil.

O Dia Mundial da Criança é de celebração, mas a data deve igualmente convocar “para uma responsabilidade maior: refletir sobre o país que construímos diariamente para o futuro das novas gerações”, defende António José Seguro, em comunicado divulgado no site da Presidência da República.

Nesta mensagem, o chefe de Estado referiu-se a um estudo da Nova School of Business & Economics (Nova SBE), divulgado recentemente e segundo o qual, em 2024, existiam cerca de 301 mil crianças pobres em Portugal. São “estatísticas alarmantes sobre a realidade das crianças em Portugal”, assume Seguro.

“Sabemos que há crianças que passam fome; crianças privadas de atividades escolares, culturais ou desportivas por falta de recursos; crianças que crescem em contextos de pobreza, negligência, violência ou exclusão; crianças vítimas de abuso sexual e de violência doméstica”, afirma Seguro, indicando que “por detrás de cada um destes casos há um rosto, uma infância que é forçada a enfrentar demasiado cedo o peso da adversidade”. “Há sonhos que se vão apagando, talentos que ficam por revelar e caminhos que se estreitam quando deveriam abrir-se ao mundo”, lamentou.

Para o Presidente da República, “a forma como protegemos as nossas crianças constitui uma das mais exigentes provas da nossa humanidade e da nossa maturidade democrática”. Até porque, “quando uma criança vê o seu futuro limitado pelas circunstâncias em que nasceu, é o próprio país que falha no dever de lhe garantir dignidade, igualdade de oportunidades e esperança”, considera.

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Dia Mundial da Criança, in Mural de Maria Helena Manaia, Facebokk, 1 Junho 2026

A ti, Criança

Hoje é o teu dia.

Sei que muitas palavras, vestidas de domingo, virão inundar a praça pública. 

Que os teus direitos serão nomeados, um a um, em Declarações Universais, Tratados e Acordos que, em silêncio, jazem no fundo das gavetas do Poder nos restantes dias do ano. 

Haverá quem te ofereça balões e presentes, mas haverá também quem te ofereça guerra, fome e a dor de te sabermos indefesa perante a hipocrisia dos homens.

Mas a tua verdade, criança, resiste. 

Longe dos discursos vazios, a tua felicidade encontra-se na pureza deste abraço à terra. Sujar as mãos para plantar uma árvore é o teu verdadeiro manifesto: um ato de esperança, de liberdade e de futuro.

Que o mundo aprenda com a tua simplicidade e que o teu sorriso seja sempre protegido.

NOTA DO EDITOR

No dia 1 de junho comemora-se o Dia Mundial da Criança. Esta efeméride assinalou-se pela primeira vez em 1950 por iniciativa das Nações Unidas, com o objetivo de chamar a atenção para os problemas que as crianças então enfrentavam | Vítor Coelho da Silva 

Mural “Resumé des Livres et des Idées”, in Facebook. DIEU SELON BARUCH SPINOZA

Les êtres humains ont tendance à créer Dieu à leur image. Dans les trois grandes religions monothéistes  le judaïsme, le christianisme et l’islam  Dieu se voit attribuer des caractéristiques typiquement humaines : une volonté, des émotions, des jugements, des préférences. L’Ancien Testament illustre particulièrement bien cette tendance : on y rencontre un Dieu qui se met en colère, qui punit, qui se repent parfois de ses propres décisions, qui est jaloux et exige une obéissance absolue. Ce Dieu se comporte davantage comme un souverain despotique que comme un être parfait et infini.

Spinoza voit dans cette conception une profonde contradiction. Si Dieu est absolument parfait et infini, comment pourrait-il ressentir de la colère ou de la jalousie ? Ces émotions sont des réactions à une situation subie, des signes d’un manque ou d’une vulnérabilité. Elles appartiennent aux êtres limités, imparfaits, qui dépendent de leur environnement. Les attribuer à Dieu revient à le réduire au niveau de ses propres créatures.

De même, le désir suppose un manque : on ne désire que ce que l’on n’a pas encore. Un être véritablement infini et parfait ne peut rien désirer, car rien ne lui fait défaut. Si Dieu désire être prié, adoré, obéi, cela signifie qu’il a besoin de nous  et un Dieu qui a besoin de l’homme n’est plus vraiment Dieu.

Spinoza dénonce également l’image du Dieu-roi, assis sur son trône céleste, attendant que les hommes le prient, le flattent et lui rendent hommage. Cette image, selon lui, dit plus sur la psychologie humaine que sur la nature réelle de Dieu. Les hommes ont projeté sur Dieu leurs propres structures sociales;  la monarchie, la hiérarchie, le pouvoir,  et ont ainsi fabriqué une divinité à leur mesure, rassurante et familière, mais philosophiquement incohérente.

Pour dépasser cette vision naïve, Spinoza propose une métaphysique entièrement nouvelle. Selon lui, tout ce qui existe dans l’univers est formé d’une seule et même substance. Cette idée est fondamentale : il n’existe pas une multitude de choses indépendantes les unes des autres, mais une réalité unique dont tout procède. Les êtres que nous percevons ; les humains, les animaux, les plantes, les pierres, les astres ; ne sont pas des substances séparées, mais des modes, c’est-à-dire des expressions particulières et temporaires de cette substance unique.

Cette substance est ce que Spinoza appelle Dieu. Et elle possède une caractéristique extraordinaire : elle est causa sui, c’est-à-dire sa propre cause. Elle n’a pas été créée par une puissance extérieure ; elle existe par elle-même, nécessairement, de toute éternité. Elle n’a ni début ni fin. Elle ne dépend de rien d’autre qu’elle-même pour exister.

Cette substance divine est infinie, non pas dans le sens d’une grandeur immense, mais dans le sens d’une complétude absolue : elle possède une infinité d’attributs, dont nous ne pouvons en connaître que deux ; la pensée et l’étendue (la matière). Tout ce qui pense et tout ce qui occupe un espace dans l’univers est une manifestation de Dieu.

“Deus sive Natura” : Dieu ou la Nature

C’est pourquoi Spinoza formule l’une des équations les plus audacieuses de toute l’histoire de la philosophie : Deus sive Natura  “Dieu, c’est-à-dire la Nature”.

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