Um ano da morte do Padre Martins, por Raquel Varela

Um ano da morte do Padre Martins. Muitos falarão do Padre que esteve junto dos pobres contra a hierarquia da Igreja, não é pouco, mas não é único. Recordarão o seu compromisso com a cultura, ensino da literatura, da poesia e da música. Referirão a sua dimensão política, há outros casos, maiores. Ele foi tudo isso mas foi mais. O que lhe dá um lugar na história universal é que Portugal teve a mais profunda revolução do pós guerra, quase 3 milhões de pessoas decidiram dia a dia como deviam viver, e isso aconteceu num país que teve a mais longa ditadura da Europa, 48 anos, e que nunca teve um partido fascista, ao contrário da Itália ou da Alemanha, porque a Igreja Católica cumpriu essa função. E a Igreja é o lugar onde mais se aprendeu a pensar, organizar e administrar a sociedade portuguesa. Não por acaso o fascismo hoje vem do Estado e da Igreja mais uma vez. O Padre Martins usou tudo o que aprendeu na Igreja para construir não a dominação mas a emancipação. Pegou nessa porção mágica, o saber organizativo da Igreja – e fez dela não um veneno obscurantista, como era, mas o elixir da vida. 

Ele foi para a Igreja porque a mãe achou que assim podia estudar, foi um aluno tão brilhante que teve uma dispensa papal especial para ser ordenado padre, tão novo. Essa distinção deu-lhe direito a fazer o discurso na Sé, num dia da pátria, o 1 de Dezembro, e ele usou-o para dizer que Deus não está com quem se ajoelha em fofas almofadas vermelhas. Estavam à sua frente os governadores civis e militar ajoelhados em almofadas vermelhas. Daí, o castigo foi Porto Santo, um deserto, chegou lá e alfabetizou a população, criou a tuna, teatro, de sanfona, a PIDE persegui-o. Foi enviado para a guerra colonial e disse ao brigadeiro – “não vou fazer de Nossa Senhora a Padeira de Aljubarrota!”.

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Pensamentos | Nietzsche

“As pessoas não querem a verdade.

As pessoas querem ter razão.”

Essa frase expõe algo muito humano: muitas vezes, o ego pesa mais do que a busca sincera pela verdade. Em discussões, debates e até relacionamentos, muita gente prefere defender a própria visão a admitir que estava errada — porque mudar de ideia exige humildade.

Friedrich Nietzsche dizia que “as convicções são inimigas da verdade mais perigosas que as mentiras”, justamente porque quando alguém se apega à necessidade de estar certo, deixa de enxergar com clareza.

Uma versão mais impactante para postagem poderia ficar assim:

> “A maioria não busca a verdade. Busca apenas argumentos para continuar acreditando que está certa.”

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