Canadá quer proibir redes sociais a menores de 16 anos para proteger a saúde mental, in Expresso. Para quando em Portugal?

Projeto apresentado pelo ministro da Cultura Marc Miller prevê mecanismo para plataformas comprovarem medidas de proteção para crianças. A proposta surge após uma ação judicial contra a OpenAI, relacionada com um tiroteio no país

O Canadá pretende fixar em 16 anos a idade mínima para criar contas nas redes sociais, seguindo os passos de outros países nesta matéria, de acordo com um projeto de lei apresentado na quarta-feira pelo ministro canadiano da Cultura.

“A segurança das crianças não pode ser uma consideração secundária. Todos sabemos que os conteúdos prejudiciais ‘online’ podem ter consequências muito graves”, afirmou Marc Miller.

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A consciência poderia ser intrínseca ao universo, pelo neurocientista Christof Koch e o investigador Nicco Reggente | Baruch Spinoza teria razão, em 1670? – “Deus é a Natureza?”

Um número crescente de cientistas está a explorar a ideia de que a consciência pode não surgir do cérebro, mas ser um aspeto fundamental da própria realidade. A consciência poderia ser intrínseca ao universo, e não um subproduto da atividade neuronal.

O neurocientista Christof Koch e o investigador Nicco Reggente defendem que a consciência pode ser mais semelhante à gravidade ou à massa, uma propriedade inerente à existência em vez de um produto da matéria. Isto inverte a visão materialista tradicional, sugerindo que a realidade física poderia emergir da consciência.

Esta perspetiva desafia séculos de pensamento em neurociência e filosofia. Se a consciência é primária, pode estar na base das leis da física, moldando a matéria, a energia e o universo de formas que a ciência está apenas a começar a explorar.

Embora o cepticismo persista, especialmente sem provas directas, a tendência está a crescer. Cada vez mais, os cientistas estão a considerar modelos em que a consciência é um campo fundamental, influenciando a investigação em neurociência, física quântica e cosmologia, e ligando a ciência e a investigação filosófica.

Durante décadas, pessoas que vivenciaram experiências transcendentais e algumas tradições espirituais têm afirmado esta verdade. A ciência moderna começa a convergir com estas descobertas, sugerindo que a consciência não está apenas dentro do nosso cérebro, mas antes intrinsecamente ligada à própria estrutura da realidade.

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Choque Ontológico | Significado

O choque ontológico é uma rutura profunda e desorientadora na perceção da realidade de um indivíduo. Ocorre quando uma crença fundamental sobre o funcionamento do universo ou da própria existência é desafiada, gerando uma crise existencial que exige a reconstrução da sua visão de mundo. [1]

Pode explorar melhor este conceito através das seguintes perspetivas:

1. Origem e Significado

O termo deriva da ontologia, que é o ramo da filosofia que estuda a natureza do ser e da realidade. Quando ocorre um choque neste nível, a pessoa percebe que o seu modelo mental sobre “o que é real” estava incompleto ou errado. [12]

2. Contextos Comuns

  • Experiências Psicodélicas: Muitas vezes associado a vivências místicas ou estados alterados de consciência, onde a perceção do ego e do mundo muda de forma tão drástica que causa desorientação e profunda reestruturação psicológica. [1]
  • Eventos de Vida: Perdas trágicas, diagnósticos médicos ou acontecimentos inexplicáveis que quebram as “regras” com que o indivíduo contava para viver. [1]
  • Ciência e Tecnologia: A descoberta de novos paradigmas que alteram completamente o entendimento humano (por exemplo, a mecânica quântica).
  • 3. Impacto Psicológico
  • Pode ser um gatilho para forte ansiedade e angústia, visto que desestrutura a narrativa pessoal e a identidade. Por outro lado, se integrado e acompanhado corretamente, atua como um poderoso catalisador de transformação, autoconhecimento e evolução pessoal. [12]

CERN’s new chief has embarked on a $17 billion gamble that could transform our understanding of the universe.

CERN’s new chief has embarked on a $17 billion gamble that could transform our understanding of the universe. The investment supports ambitious experiments designed to probe the deepest mysteries of physics.

This funding will accelerate upgrades to the Large Hadron Collider and other facilities, enabling higher-energy collisions and more precise measurements that could reveal new particles, forces, or phenomena beyond the Standard Model.

The initiative aims to explore uncharted territory, from dark matter and antimatter to extra dimensions and Quantum anomalies, potentially reshaping fundamental concepts about space, time, and the building blocks of reality.

Scientists hope these experiments will confirm, refute, or expand theoretical models, providing critical insights into the universe’s origin, structure, and the laws governing matter and energy.

CERN’s $17 billion commitment exemplifies humanity’s pursuit of knowledge at the extremes of possibility. If successful, it could redefine physics, spark technological breakthroughs, and forever change how we perceive reality itself.

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​A inversão mais cínica da política, por João Oliveira, in Facebook


A direita e a extrema-direita têm um truque velho: acusam o socialismo e a esquerda de tudo aquilo que elas próprias fazem, só que ao contrário. Chamam “despesismo” a qualquer medida que garanta que um trabalhador pague a renda, leve o filho ao médico ou se reforme sem miséria.

Dizem que “não há dinheiro” para salário digno, para escola pública ou para o SNS, mas há sempre dinheiro para perdão fiscal a milionários, para privatizar lucros e socializar prejuízos, para encher os bolsos dos patrões que já não sabem onde guardar tanto.


É a lógica do mundo ao avesso. Querem tirar a quem mais precisa para dar a quem já tem tudo. Cortam no subsídio de desemprego e chamam-lhe

“incentivo ao trabalho”. Retiram direitos laborais e chamam-lhe “flexibilização”. Atacam sindicatos e chamam-lhe “liberdade”. E quando a esquerda exige que ninguém viva com 700€ num país onde uma casa custa 1200€, gritam “populismo”.


Quem está mal nisto tudo? Está mal quem acha normal um CEO ganhar em um dia o que um empregado ganha num ano. Está mal quem defende que o Estado serve para proteger bancos, mas não serve para proteger pessoas. Está mal quem transformou egoísmo em programa político e ainda tem a lata de chamar “inveja” à exigência de justiça.


O “despesismo” que eles tanto atacam é comida na mesa, é creche, é transporte, é dignidade. O “rigor” que eles tanto defendem é fome, é precariedade, é gente a escolher entre aquecer a casa ou comprar remédios. 


Não há meio termo aqui. Ou o Estado existe para garantir que ninguém fica para trás, ou existe para servir de porteiro dos ricos. E se defender vida digna para todos é ser radical, então que sejamos radicais. Porque o verdadeiro extremismo é achar que direitos são um luxo e que explorar quem trabalha é “criar riqueza”.


Quem está mal? Está mal quem inverte a realidade para manter privilégios. E está na hora de dizer isso sem medo, sem eufemismos, sem pedir desculpa.
✍️ João d’Oliveira