A consciência poderia ser intrínseca ao universo, pelo neurocientista Christof Koch e o investigador Nicco Reggente | Baruch Spinoza teria razão, em 1670? – “Deus é a Natureza?”

Um número crescente de cientistas está a explorar a ideia de que a consciência pode não surgir do cérebro, mas ser um aspeto fundamental da própria realidade. A consciência poderia ser intrínseca ao universo, e não um subproduto da atividade neuronal.

O neurocientista Christof Koch e o investigador Nicco Reggente defendem que a consciência pode ser mais semelhante à gravidade ou à massa, uma propriedade inerente à existência em vez de um produto da matéria. Isto inverte a visão materialista tradicional, sugerindo que a realidade física poderia emergir da consciência.

Esta perspetiva desafia séculos de pensamento em neurociência e filosofia. Se a consciência é primária, pode estar na base das leis da física, moldando a matéria, a energia e o universo de formas que a ciência está apenas a começar a explorar.

Embora o cepticismo persista, especialmente sem provas directas, a tendência está a crescer. Cada vez mais, os cientistas estão a considerar modelos em que a consciência é um campo fundamental, influenciando a investigação em neurociência, física quântica e cosmologia, e ligando a ciência e a investigação filosófica.

Durante décadas, pessoas que vivenciaram experiências transcendentais e algumas tradições espirituais têm afirmado esta verdade. A ciência moderna começa a convergir com estas descobertas, sugerindo que a consciência não está apenas dentro do nosso cérebro, mas antes intrinsecamente ligada à própria estrutura da realidade.

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