O enigma do tempo e a eternidade no instante | Anselmo Borges | in Diário de Notícias

1- Uma característica essencial do ser humano é que conjugamos os verbos no passado, no presente e no futuro.

Há quem julgue que a salvação está no passado. Há sempre os saudosistas do passado: antigamente é que era bom. É a saudade do Paraíso perdido. Também há aqueles que não querem preocupar-se nem com o passado nem com o futuro. O que há é o presente, o aqui e agora, o agora a que se segue outro agora: a salvação consiste no amor e fruição do presente. Depois, há os sonhadores e os ascetas. Fogem do agora, para refugiar-se no amanhã. Nunca estão no presente, pois a sua morada é só o futuro…

Ora, pensando bem, se, por um lado, não podemos instalar-nos no passado, por outro, ninguém pode abandonar o passado, como se fosse sempre e só o ultrapassado. De facto, quando damos por nós, já lá estamos, o que significa que vimos de um passado que nem sequer dominamos. E temos de aprender com o passado, para, a partir dele, nos decidirmos no presente.

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Natalia Osipova “In Her Hands” « Dans ses Mains » (2019)

Dans ce mini ballet, le rôle de Camilla est joué par Natalia Osipova. Plus précisément, la ballerine a ici deux rôles: Camilla dans la vie et Camilla dans son monde spirituel. Dans la vraie vie, elle sculpte un portrait de son ami (également sculpteur et élève de Rodin) Jesse Limbscombe (ce rôle ultra-court est joué par Léa Jackson) et après son départ, elle parle de son passé (la voix de Camille a été donnée à Agnes Letestu , et la voix de Rodin a été exprimée par un autre acteur). La conversation est vaste, nerveuse, tragique. Et un épisode aussi dramatique dans l’atelier de Camilla est entrecoupé d’une danse de deux sculptures – Camilla elle-même (Rodin l’a sculptée, et ici Osipova représente étonnamment) et la sculpture qu’elle a créée (ou surgit dans son imagination) interprétée par Matthew Ball. sur la musique de Gabriel Fauré: Élégie en ut mineur op 24.

Música | Élégie in C minor, Op. 24 – Molto adagio | Artista | Daria Hovora & Aleth Lamasse

Álbum | Gabriel Fauré, Élégie In C Minor, Op. 24 | Licenciado ao YouTube por

The Orchard Music (em nome de Classical.com Music)

Marilyn Monroe and Jane Russell

While it is true that Hawks’s camera often objectifies Monroe and Russell’s bodies, there is power in their characters’ frank sexuality. These women are very much in control of their bodies and obviously take care in how they present themselves. (The scene where they stride through the ship’s dining room, happily aware that all eyes are on them, comes to mind.) Dorothy and Lorelei are also unafraid to hide their lust, sexual or materialistic. It isn’t a secret that Dorothy loves men, just like it isn’t difficult to tell that Lorelei likes the finer things in life. One of the film’s best moments is when she outright admits to Gus’s father that she wants Gus for his fortune. It isn’t malicious — it’s survival.

At a casual glance, these two showgirls couldn’t be more different. Dorothy, a brunette, is the sardonic, practical one who enjoys chasing good-looking men. Lorelei, meanwhile, is a naive, supposedly dumb blonde who enjoys chasing good-looking diamonds. However, as the film goes on, we see that both women possess an intelligence that goes largely overlooked by the other characters. Fiercely loyal to one another, it becomes clear that Lorelei and Dorothy are the only ones who truly appreciate and understand each other. Dorothy knows that her best friend isn’t stupid, just like Lorelei knows Dorothy isn’t the hard-bitten cynic she pretends to be.

O erótico na literatura portuguesa | Manuel Frias Martins | in Companhia dos Livros

O professor universitário, ensaísta e crítico Manuel Frias Martins analisa a literatura erótica portuguesa num artigo em que passa também em revista o impacto dos fatores sociais, políticos e religiosos na nossa perceção sobre os valores morais dominantes em cada época.

As práticas censórias da ditadura salazarista, amparadas pela norma clerical que moldou a cultura moral portuguesa, e que continua subterraneamente presente em vários recantos do inconsciente da nação, sufocaram a imaginação erótica e muitas das suas expressões literárias possíveis. Cidadãos “virtuosos”, porque inimigos de representações artísticas do corpo, do desejo e do sexo, ocuparam lugares-chave da cultura oficial ou a ela ligados, e a partir dos quais expulsaram a experiência de Eros, denegando em consequência os múltiplos aspetos e possibilidades artísticas do sexo. Esta é a explicação mais simples, mas também a mais adequada, para a escassez de cultores literários do erotismo em Portugal.

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Pedro Hispano | o português mais poderoso de sempre | in vortexmag

Quem foi Pedro Hispano? O português mais poderoso de sempre viveu na Idade Média e foi o Papa João XXI. Conheça a sua história e como chegou a Papa.

A 20 de setembro de 1276, Pedro Julião (ou Pedro Hispano, como também era conhecido) foi coroado com o nome de Papa João XXI, uma semana depois da sua eleição para o papado, em Viterbo. Esta votação esteve envolvida nalguma agitação, já que o seu predecessor, Adriano V, tinha falecido prematuramente, pouco mais de um mês após a sua eleição.

Numa altura em que na Europa prevaleciam os conflitos e guerras entre vários pequenos reinos e com a ameaça dos muçulmanos à porta, ser Papa significava ser a pessoa mais poderosa do mundo naquela época. Reis, nobres e povo… todos deviam obediência ao sumo pontífice. Era ele quem ditava as leis, estabelecia as regras e mediava conflitos.

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Para o centro, direita volver | Francisco Louçã in Jornal Expresso

E, pronto, Rui Rio arrasou as previsões, o aparelho e as conveniências do seu principal opositor externo, o primeiro-ministro. Fica assim definido o quadro das eleições de janeiro, com um PSD a procurar somar votos do centro por via da polarização à direita, com o PS a procurar votos de centro usando a guerra contra as esquerdas, que procuram impedir aquele salto para o bloco central, com o PAN a oferecer-se tanto ao PS quanto ao PSD e com o CDS a lutar pela sobrevivência face ao Chega, que insinua um convite a Telmo Correia. Tudo no seu lugar, mas ainda sobram algumas incógnitas.

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SPINOZA | Dieu n’attend rien de nous | Charles Robin

Spinoza est surtout connu pour sa vision déterministe du monde. Mais il est également l’un des rares philosophes à s’être opposé frontalement à la tradition religieuse de son époque. Pour lui, Dieu n’est pas un être séparé du monde et juge de nos actions. Coup de projecteur sur une philosophie aussi originale que captivante.

Charles Robin est précepteur et enseignant en philosophie, français et mathématiques. Depuis plusieurs années, il accompagne des élèves de tous niveaux dans leur parcours scolaire. Ses élèves l’apprécient pour son franc parler, son sens de l’écoute et sa capacité à rendre claires des notions parfois complexes. Son projet, à terme, est de créer une école populaire autonome dans laquelle seraient valorisés les savoirs fondamentaux, les arts et l’initiative collective.

Leiradella e a Capitu portuguesa | por Adelto Gonçalves

Além do teatro, do ensaio e do roteiro para vídeo, cinema e televisão, Cunha de Leiradella (1934), ao curso de uma longa vida bem vivida, sempre cultivou igualmente o romance e o conto, gêneros a que mais se dedicou, como bem sabe quem já compulsou a sua biografia. Em Isto não é um romance, porém, chega a um ponto em que inaugura um gênero, pois se trata de um conto que parece ter escapado ao controle do escritor, alcançando as dimensões físicas de um romance. Talvez venha daí a opção por tal título, embora o leitor possa concluir também que este texto não conta a história de um amor exaltado, como bem se afiguraria a um romance tradicional, mas de um amor frustrado, que não houve. É a história de um homem que não conseguiu se realizar na vida sentimental e faz um relato confessional de seu passado melancólico.

            Mais uma vez, a personagem principal de um texto de Leiradella é Eduardo da Cunha Júnior, que, em outras obras, já foi vendedor de livros, dramaturgo, engenheiro, executivo e detetive. Desta vez, o alter ego do autor é um cidadão que, licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto, filho de um comerciante bem-sucedido, nunca saiu da confortável casa em que nasceu nem precisou ir à luta para ganhar a vida, vivendo dos rendimentos e dos bens que os pais teriam deixado, e que se define como “um parasita social que não é pago com dinheiro público”.

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Albert Einstein | Leçon de vie

Un jour, Albert Einstein a écrit sur tableau :

9 x 1 = 9

9 x 2 = 18

9×3 = 27

9×4 = 36

9×5 = 45

9 x 6 = 54

9 x 7 = 63

9 x 8 = 72

9 x 9 = 81

9 x 10 = 91

Le chuchotement a soudainement commencé dans la salle parce qu’Einstein s’est trompé.

La bonne réponse est : 9×10=90

Tous ses élèves se moquaient de lui. Einstein a attendu que tout le monde se taise et a dit: “Même si j’ai résolu neuf problèmes correctement, personne ne m’a félicité. Mais quand j’ai fait une erreur, tout le monde a commencé à rire.”

“Cela signifie que même si une personne réussit, la communauté remarquera sa moindre erreur et elle l’aimera. Alors ne laissez pas la critique détruire vos rêves. La seule personne qui ne fait jamais d’erreurs est celle qui ne fait rien.”

Laissons-nous bercer par l’écume des jours, mon amour … | Hanane Trinel

Sans clepsydre, ni sablier, sans horloge, ni pendule, sans attendre le crépuscule, Amira s’inquiète de l’heure, elle l’observe.

Son visage adoré est son cadran solaire.

Hélas, elle le vois qui lui annonce que le rêve, aussi sublime fut-il ces deux dernières semaines, s’est déjà achevé, qu’il va devoir se lever, se rhabiller, son bagage boucler, qu’il va l’embrasser, et puis, encore une fois, à mille lieues d’elle, être obligé de s’en retourner.

Il es allé, son magicien, ce soir-là, jusqu’à prendre au mot cette phrase de Boris VIAN qu’elle lui avait envoyée, si innocemment :

« Je voudrais que tu sois là

Que tu frappes à la porte

Et tu me dirais c’est moi

Devine ce que j’apporte

Et tu m’apporterais toi. »

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O homem Massa | Günther Anders | ′′ A obsolescência do homem ′′ 1956 | via Manuel Tavares

Foi em 1956 que o filósofo judeu alemão Günther Anders escreveu essa reflexão premonitória:

′′ Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas…

Em seguida, o acondicionamento continuará reduzindo drásticamente o nível e a qualidade da educação, reduzindo-a para uma forma de inserção profissional. Um indivíduo inculto tem apenas um horizonte de pensamento limitado e quanto mais seu pensamento está limitado a preocupações materiais, medíocres, menos ele pode se revoltar.

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Livro ESPANTALHOS, Ensaios e afins | Silas Corrêa Leite

Os ossos e ócios dos espantalhos do estupendo literato ADEMIR DEMARCHI

Breve Resenha Crítica

-Eu já o conhecia de outras plagas e sítios, das redes sociais e do próprio nome forte nas lidas da literatura contemporânea de um modo geral. Aqui e ali, volta e meia nos acercamos, mas, aqui e ali também não deu liga de presto, até que, finalmente, num desses sadios contatos que  as redes sociais graciosamente propiciam, e, vai lá, agregamento feito, conexão confirmada, e ele generosamente me mandou alguns de seus portentosos livros, que, claro, sentindo-me honrado com a gentileza, e, de cara, garrei a ler, primeiro o livraço ESPANTALHOS, 312 pgs, 2017, Nave Editora de SC. Foi a gota d´água, quero dizer, foi o tsunami literário me encantando, leitor voraz…

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Guardador de Rebanhos | Fernando Pessoa | Poesia Portuguesa II | Mário Viegas

Mário Viegas ironiza sobre a “popularidade” de Fernando Pessoa, escritor e poeta da primeira metade do século XX; Mário Viegas conversa com “Fernando Pessoa” (personagem interpretada por Mário Viegas) sobre a sua personalidade e obra; 41m50: Mário Viegas declama 10 poemas do livro “Guardador de Rebanhos ” de Alberto Caeiro, acompanhado por António Marques à flauta e a interpretação de Rui Miguel, ator; reconstituição do quadro “Retrato de Fernando Pessoa” de José Almada Negreiros.

BELDROEGAS, UMA SABOROSA E PERFUMADA SAUDADE | António Galopim de Carvalho

(excerto do meu livro “Açordas Migas e Conversas” Âncora Editora, 2018)

A “Portulaca olerácea”, de seu nome científico, que, como lembrou Monarca Pinheiro, “já matou a fome a muita gente”, é uma erva levemente acidulada, de folhas carnudas, por vezes bem grandes e caules tão tenros que se aproveitam quase todos. É boas nas sopas, nas saladas, no esparregado e, até, em jeito de peixinhos-da-horta (com os caules mais grossos).

O meu pai gostava e, sempre que as beldroegas aparecessem na praça do mercado, eu tinha ordem para as comprar e a minha mãe fazia-as, nesse mesmo dia, em sopas de pão com queijo de ovelha, branco, de meia cura, e ovos escalfados.

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O 25 de Novembro e a sua novembreza | Carlos Matos Gomes

Escrevi há poucos dias um texto sobre o evento de apresentação do franchising português da CNN, realizado no edifício dos Jerónimos, na parte ocupada pelo Museu Arqueológico. Considero que os monumentos nacionais, evocadores do passado, podem e devem ser utilizados para eventos marcantes do presente. E o que se comemorava a 22 de Novembro é marcante em termos de apresentação e representação de um novo poder, da novembreza.

Não tive uma palavra de expetativa sobre o produto que vai entrar no mercado. Portugal é um pequeno país, não produz acontecimentos de relevo mundial, vive uma cómoda paz, felizmente. As notícias sobre Portugal serão sempre casos menores. A primeira página do tabloide Correio da Manhã, ou do site do Sapo explicam a nossa insignificância. Sem ovos não se fazem omeletas e a estação CNN Portugal não fará o milagre de nos colocar no centro de um universo de manipulação informativa, a não ser em caso de grande catástrofe. Espremerá até à última gota os pequenos frutos locais (ia a escrever furtos e também se adequava). A notícia importante no happening dos Jerónimos foram os seus convidados, que se entrevistaram uns aos outros, mesmos os exilados por terem cometido excessos ao trepar.

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PORTUGAL-BRASIL: RAÍZES DO ESTRANHAMENTO | Carlos Fino

EM DESTAQUE NO MUNDO LUSÍADA

Jornalista Carlos Fino lança obra “Portugal-Brasil: Raízes do Estranhamento”.

Nova obra do jornalista português traz 500 páginas profusamente ilustradas com imagens de caráter histórico sobre a complexa relação Portugal-Brasil.

Da Redação do “Mundo Lusíada” – um dos principais jornais da comunidade portuguesa no Brasil:

Uma tese de doutoramento em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e pela Universidade de Brasília do jornalista português residente no Brasil, Carlos Fino, deu vida ao livro “Portugal-Brasil: Raízes do Estranhamento”.

Segundo o autor, a força da relação Brasil-Portugal por via da história, do sangue e da língua, por um lado, contrasta com a permanência de um sentimento de estranhamento e incomunicação. Confrontado com estas duas realidades contraditórias, quis aprofundar o estudo dessas razões.

Em mais de 500 páginas profusamente ilustradas com imagens de caráter histórico sobre a complexa relação Portugal-Brasil, o autor estuda nesse passado comum as razões de um estranhamento e (in)comunicação, como por exemplo, cita um “sentimento antilusitano” que existe disseminado no Brasil.

O livro está em fase de pré-lançamento nos dois países pela Editora LISBON BOOKS – Livraria Atlântico.

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Terras da Beira | Jornal do Fundão, 21-09-2006 e Pedras Soltas (Ed. 2006) | Carlos Esperança

São cada vez mais os mortos que povoam os cemitérios e menos os vivos que restam. Os jovens saíram pelas estradas que invadiram o seu habitat. Fugiram das courelas que irmãos disputavam à sacholada e à facada, dos regatos que secaram a caminho das hortas, da humidade que penetrava as casas e os ossos, e da pobreza que os consumia.

Não há estímulo para permanecer. Não se percebe que as penedias tivessem custado vidas na disputa da fronteira, que homens se tivessem agarrado aos sítios e enchido de filhos as mulheres que lhes suportavam o vinho, a rudeza e os maus tratos.

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MINDE | INAUGURAÇÃO DO MUSEU ROQUE GAMEIRO | 21 Novembro DE 1970

FOI HÁ 51 ANOS QUE FOI INAUGURADO O MUSEU ROQUE GAMEIRO Em 21 de Novembro de 1970 Minde vivia momentos de grande agitação. Foi inaugurado o MUSEU ROQUE GAMEIRO e Minde recebeu a presença do Senhor Presidente da República, Almirante Américo Deus Rodrigues Thomaz.

Os membros da Junta de Freguesia de Minde eram Lourenço Coelho Anjos da Silva, seu Presidente, Manuel da Silva Micaelo e João Almeida Mengas, que lideraram o grupo que se empenhou com grande bairrismo na concretização deste belo projecto. O Presidente da Câmara era o Sr. José Maria Baptista. Recordamos também o Senhor Rogério Venâncio, figura ímpar e marcante da Cultura de Minde, sempre disponível e activo na colaboração com a Junta de Freguesia, tal como todos os membros da Comissão Instaladora do Museu Roque Gameiro. Os Mindericos estiveram orgulhosamente presentes na recepção ao Sr. Presidente da República, na inauguração e no almoço de confraternização que se seguiu. Liderava a Banda da Sociedade Musical Mindense o Sr. Padre Mário Marques dos Anjos, que acompanhou o desfile da população na recepção ao Sr. Presidente da República. Foi bonito. O Pintor Alfredo Roque Gameiro, que nasceu na casa onde foi inaugurado o Museu em 4 de Abril de 1864, tendo falecido em 4 de Agosto de 1935, é considerado o maior pintor aguarelista português.

21-11-2021 | Vítor Coelho da Silva

JORNAL DE MINDE | NOVEMBRO DE 1970

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ÉTICA | Bento de Espinosa | in Wikipédia

A Ética ou Ética demonstrada à maneira dos geômetras, geralmente referida apenas como Ética de Espinoza, é considerada a principal obra do filósofo holandês de origem portuguesa Baruch Espinoza. Foi publicada postumamente, em 1677, ano da morte do autor.

Ética está organizada segundo um método axiomático-dedutivo inspirado na geometria euclidiana visando garantir a certeza dos resultados, embora à custa de uma leitura não especialmente fácil. A obra sendo vincadamente sistemática propõe-se tratar todos os campos de investigação da filosofia dividindo-se em cinco partes (sobre Deus, a mente, as paixões, a escravização do homem em relação a estas e a possibilidade da sua libertação delas) que correspondem a um percurso que partindo das questões mais fundamentais da metafísica, e passando pela teoria do conhecimento, chega por fim à ética com o objectivo preciso de formular uma teoria da felicidade humana.

Desde a sua publicação inicial, a Ética de Espinoza tem influenciado o pensamento e a obra de inúmeros grandes filósofos posteriores até ao presente. Inicialmente, porém, Espinoza sofreu acusações de ser ateu e outros criticismos, principalmente por suas indagações sobre a natureza de Deus. Entretanto, a Ética e as ideias de Espinoza em geral tiveram um papel importante na filosofia europeia subsequente, inspirando HegelJohann FichteFriedrich von Schelling, os empiristas John Locke e David Hume, e pensadores do século XIX e XX como Ernst MachWilliam JamesBertrand Russell, entre vários outros.

Organização da obra

  • Na Parte I, sobre Deus, o autor demonstra que existe apenas uma substância infinita que se manifesta em infinitos atributos, que, no seu conjunto, são a própria substância; apenas dois deles, extensão e pensamento, são perceptíveis ao homem. Estes dois atributos «exprimem-se em “modos” (“afecções” da substância), distintos em número infinito, enquanto prolongamento da infinidade dos atributos, e finitos, ou seja articulados nas coisas particulares.» Os modos, materiais e ideais, são dominados por um determinismo a que não se subtrai o próprio Deus, identificado com a natureza no seu todo;
  • Na Parte II, sobre a mente, descreve o paralelismo entre o corpo e a mente do homem que dá origem ao nosso conhecimento sensível e mostra como, para além deste, é possível aceder ao conhecimento adequado, isto é, claro e distinto, e certamente verdadeiro;
  • Na Parte III, sobre os afetos, mostra como a gama completa das emoções humanas depende de um impulso fundamental para a auto-preservação, ao instinto de sobrevivência a partir do qual, correspondendo a um aumento da própria força, deriva a alegria e, correspondendo a uma diminuição, a tristeza;
  • A Parte IV analisa tanto como as ideias inadequadas do homem determinam a sua passividade relativamente às causas externas das quais acaba por ser um escravo, como a capacidade da razão para motivar o homem a combater as paixões e a conviver pacificamente com os outros homens;
  • Na Parte V demonstra que a mente humana, na medida em que atinge a concepção de ideias que não dependem do tempo, é eterna e, como tal, é uma parte da infinidade eterna do intelecto de Deus. A mente humana encontra assim, nesta comunhão intelectual com Deus, neste mútuo amor intelectual, a sua máxima felicidade/beatitude.

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica_(Espinoza)#cite_note-Gentile-1

Calão Minderico | Minde | Portugal

piacao3Piação do Ninhou – Linguagem  Comum 

António de Jesus e Silva , Augusto Porfírio Fragoso , Cid Manata Pires , Dr.Miguel Coelho dos Reis , José António de Carvalho , Prof. Abílio Madeira Martins , Tiago Madeira Martins , Vítor Manuel Coelho da Silva, 06-09-2013

CALÃO MINDERICO – PORTUGUÊS

Letra A

Abecê – Poucos ( são muito abecê = são muito
poucos )
Abobrar – Descansar
Abrilense – Cuco
Achega – Funcionário dos Correios ( mulher )
Migança ( homem )
nota : do apelido da primeira-chefe do
Correio de Minde
Adegueira – Vasilha ; pipa ( vid. Tavares )
Adueiro – Castanheiro ( vid. Tavares ; por dar
uma das madeiras mais usadas em aduelas
Agadanhar . Apanhar ; colher ; furtar
Agoirento – Mocho
Aguentas(Os…) – Os ombros
Albertinas – Bolachas
Aldeia Grande – Ourém
Aleluia – Pedra de grande peso ; tudo o que
represente peso
Alentejas – Azinhas
Alexandre – Coxo
Alexandrino – Fotógrafo
Alexandrinas – Fotografias( do nome de um fotógrafo que durante anos tirou fotos ” à la minuta ” na Feira de Sant’Ana
Alhandra(O de …) – O lume ; o fósforo ; uma fogueira – O de Alhandra preto=carvão
Alhoa – Praga ( Jordou pela d’el rei na piação da Alhoa = seguiu pela estrada a rogar pragas )
Alqueire ancho – Moio ; o equivalente a sessenta alqueires

Ver tudo:

http://minderico.net/artigo.asp?cod_artigo=123069

Site desactivado – em breve voltará ( Vítor Manuel Coelho da Silva )

PORTUGUÊS – CALÃO MINDERICO 

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Os desespelhos quase esquizocênicos da poética teatral de Daniel Osiecki | por Silas Corrêa Leite

  • Quando você recebe “de grátis”  alguns livros de um generoso amigo virtual que conheceu pelas artes lítero-culturais das ricas redes sociais, você sempre se sente um privilegiado. Mas, quando você começa a ler aqui e ali, versos e prosas, tudo junto e misturado, você fica atiçado e, pego pelas palavras, e ritmos, em delirantes cenas rápidas, corre, saca e sente que precisa escrever sobre o que viu de lastro e lustre. E foi isso que ocorreu, quando recebi, entre outras obras, o livro “27 episódios diante do espelho” de Daniel Osiecki, de Curitiba Paraná, com o qual tive o prazer de  já estar e palavrear em duas Lives, via You Tube da Kotter.
  • Daniel Osiecki foi professor universitário, é mestre em teoria Literária, editor-chefe da Revista TXT, organizador de saraus coletivos e apresentador do Programa VIVA LITERATURA no canal do Youtube. Também altamente produtivo assim e assado, autor de Abismo (2009), Sob o signo da noite (2016), fellis (2018), Morre como em um vórtice de sombra (2019), Fora de ordem(2021) e  ainda em 2021 este livro de Episódios… Ou seriam, trocadilhando,  EPI-sódios? Curto e grosso, poemas-cenas-de-teatro aberto, acidez-solo, e vai por aí a derrama da arte de Daniel na cova dos leões das palavras, atos e fatos, prismas e cenas rápidas. Aliás, EPI-Equipamento de Proteção Individual. Sódio, isso mesmo, o principal ingrediente do sal, que é o cloreto de sódio, importante para a manutenção do equilíbrio do pH do sangue, dos impulsos nervosos e da contração muscular.
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Soliloques | Kateb Yacine

CE QU’EN DIT L’ÉDITEUR – Je suis étudiant. Mais je n’ai pas envie de continuer. Je voudrais écrire.  – Ah, ça tombe bien, moi je suis imprimeur. Apporte moi tes poèmes.”

Cet homme extraordinaire, mon premier éditeur, s’appelait Carlavan. Il était en faillite, après avoir dirigé l’imprimerie du Réveilbônois, journal du soir à Annaba. Commeil lui restait un stock de papier, il a décidé de finir en beauté, en publiant un jeune poète inconnu.

C’est ainsi qu’il a imprimé “Soliloques” en mille exemplaires qu’il m’a remis, sans rien me demander en échange. Ces poèmes de jeunesse datent de presque un demi-siècle. On y retrouve deux thèmes majeurs : l’amour et la révolution, dans une première ébauche de l’œuvre qui allait suivre. En un mot, “Soliloques”, ce n’est pas encore Nedjma, mais c’est son acte de naissance.” Extrait de l’introduction de Kateb Yacine, écrite quelque temps avant sa mort.

Mozart | Requiem (Orchestre National de France | James Gaffigan)

James Gaffigan dirige l’Orchestre national de France et le Choeur de Radio France dans le Requiem en ré mineur K.626 de Wolfgang Amadeus Mozart, avec la soprano Marita Solberg, la mezzo-soprano Karine Deshayes, le ténor Joseph Kaiser, et la basse Alexander Vinogradov. Concert enregistré le 29 juin 2017 en direct de la basilique de Saint-Denis dans le cadre du Festival de saint-Denis.

00:00 – Début du concert 01:19 – I. Introïtus 02:00 – Requiem 05:46 – II. Kyrie 08:13 – III. Sequentia. Dies Irae 10:09 – Tuba mirum 13:29 – Rex tremendae 15:31 – Recordare 20:27 – Confutatis 22:49 – Lacrimosa 25:52 – IV. Offertorium Domine Jesu Hostias 32:52 – V. Sanctus 34:30 – VI. Benedictus 38:52 – VII. Agnus Dei 41:45 – VIII. Communio – Lux Aeterna

Biografía Ludwig Van Beethoven

Beethoven pese a la profunda desesperanza que experimentó se inspiró para realizar la sinfonía cumbre de su carrera, la novena, apasionada y optimista, fue escrita por un Ludwig sordo que no podía vencer la miseria de la vida diaria, la finalizó basándose en el poema “Oda a la alegría” de Schiller que era un elevado himno a un Dios virtuoso y la hermandad entre todos los hombres. Enfermo, intentó escribir una décima sinfonía en un último gesto de poder ante la adversidad pero su propia imperfección heredada lo venció, ¿lo volveremos a ver? eso queda entre Jehová Dios y usted.

CONVERSAS DE GEODINÂMICA EXTERNA | António Galopim de Carvalho

À atenção dos professores de geologia e geografia, dos estudantes universitários e demais interessados

BIOSFERA

Têm sido muitos os manuais de ensino que, ao longo dos anos, referiram com menos ou mais pormenor os trabalhos dos biólogos russo Aleksandr Oparine (1894-1980) e inglês John B. Haldane (1892-1964) e dos químicos norte americanos Stanley Miller (1930-2007) e Harold Urey (1892-1981). Falou-se do surgimento de certas substâncias, como açúcares simples, ácidos gordos, glicerina, aminoácidos e bases azotadas. Disse-se que e outras moléculas, acumuladas nos mares ainda quentes, poderiam ter constituído as primeiras fases de um longo caminho percorrido pela evolução pré-biológica, também conhecida por evolução molecular abiótica. Dos compostos recém-criados, uns teriam sido preservados, outros destruídos, ou recombinados, em função do ambiente, ao longo dos tempos que antecederam a aparição dos primeiros seres vivos. Este tipo de fenómenos terá conduzido à génese de substâncias sucessivamente mais complexas, podendo certos minerais, como os das argilas, terem contribuído para a formação de certas moléculas características dos seres vivos.

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El mejor baile de pareja de la Historia | Eleanor Powell y Fred Astaire

Nunca volvieron a bailar juntos. Pero cuando lo hicieron, en 1940, se escribió la mejor página de la historia del baile. Eleanor Powell y Fred Astaire parecían la sombra de cada uno. Él nunca tuvo una pareja más competitiva y perfecta. Ella era él. Aquí les vemos al son del Begin the Beguine, la inmortal melodía de Cole Porter. Comenta brevemente la escena Frank Sinatra.

Un seguidor de este canal opina que Rita Hayworth era mejor bailarina que Eleanor Powell, y que bordó la Bossa Nova junto a Fred Astaire.

Quiero, al hilo de esto, matizar varias cosas: Rita tenía buen tipo y bailaba muy dignamente, pero nunca fue –para los estudios de cine– una experta del baile, como sí Eleanor Powell, quien, como Fred Astaire, Donald O’Connor, Ray Bolger, Gene Kelly, Vera-Ellen y otros grandes, se especializaron en ello. Cada cual en lo suyo. Es verdad que Fred sintió a Rita como su mejor pareja de baile, pero ella no puede competir con la maestría de la Powell en esta escena. Además, nunca bailaron la Bossa Nova juntos Fred y Rita, aunque se le haya puesto después esta melodía a alguna secuencia con ambos.

Rita Hayworth bailaba con mucho estilo, pero en este ámbito solo nos la dejaron conocer a medias.

En realidad, Eleanor Powell no formó pareja con Fred Astaire. Solo bailaron juntos en esta ocasión. Puede que Fred la tuviera mucho respeto, dada la altísima perfección de ella. Además, Eleanor se retiró pronto del mundo del espectáculo para convertirse en señora de Glenn Ford. Estoy de acuerdo con que Astaire tuvo otras buenas parejas, la más elegante, sin duda, Cyd Charisse, maravilla clásica en sus piernas infinitas. Cyd venía de otro estilo, el ballet clásico, lo mismo que Leslie Caron (quien acompañó a Fred en “Papá piernas largas”), y eso aportaba mucha clase al ritmo de temas como “Bailando en la oscuridad” (Dancing in the Dark), de “The Band Wagon” (1953).

Nicolau Breyner: a morte não o matou | Luís Osório

1.

Lembrei-me hoje de Nicolau Breyner.

Estava a tomar o pequeno-almoço e ocorreu-me que não lhe telefono há muito tempo – só ao fim de alguns segundos me veio à cabeça que o Nicolau já partiu quase há seis anos.

Deixe-me contar duas ou três coisas.

Ele merece bem que o recordemos.

Não acham?

2.

Foi num dia chuvoso e a sua casa parecia triste, pelo menos foi o que achei quando lá estive. Entrevistei-o durante umas quantas horas e julgámos sair do encontro como amigos. Disse-lhe: podes ter a certeza de que te vou telefonar, deixa passar umas semanas porque isto não acaba aqui. Não eram palavras de circunstância, estava mesmo convencido de que assim seria e ele, ainda à porta, respondeu no mesmo tom. Mas não. Nunca mais lhe telefonei. Reencontrei-o algumas vezes, trocámos abraços e sorrisos cúmplices. Nada mais.

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Quatre manières de lire l’“Éthique” de Spinoza | Philosophie Magazine

Éthique, ce livre phare de la philosophie, publié après la mort de Baruch Spinoza et interdit quelques mois plus tard, impressionne par son ambition et sa difficulté. Comment, pourtant, entrer dans ce texte fascinant ? Nous vous proposons un guide de lecture, et quatre façons de s’y plonger.

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L’Éthique de Spinoza est un livre à part dans la philosophie, ne serait-ce que par son aspect formel qui prend modèle sur les Éléments de géométrie d’Euclide. En adoptant un « ordre géométrique », l’Éthique fait le choix audacieux de considérer « les actions des hommes et leurs appétits comme s’il était question de lignes, de surface ou de corps » (IIIe partie, préface, traduction P.-F. Moreau) et donc de démontrer toutes ses propositions à partir de certains axiomes et définitions initiales, à coups de CQFD. Éthique se présente donc comme un système où tout est logiquement établi. Sans introduction, ni prologue, ni avertissement de quelque nature que ce soit qui permettrait d’en savoir plus sur les intentions de Spinoza, l’expérience du contact avec les premières pages peut se révéler si brutale qu’elle a découragé plus d’un lecteur. Cependant, ce livre a été interprété dans des directions si diverses, voire opposées – certains y voyant une apologie de l’athéisme, d’autres un ouvrage presque mystique, d’autres encore un manuel de luttes sociales ou un guide de développement personnel – qu’il serait dommage de s’en remettre aux commentateurs. Voici donc quatre lectures possibles de ce monument.

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Ocupação Literária em Salvador | Casa do Benin recebe Ocupação Ani é 10 

Projeto reúne exposição, oficina e performances a partir do universo literário do escritor Nelson Maca 

Lançado em julho, o primeiro romance do escritor Nelson Maca é tema da Ocupação Ani é 10, que será aberta no dia 17 de novembro e integra a programação especial da Casa do Benin na Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô.  A ocupação reúne exposição com imagens e textos, mostra de videoclipes, performances poéticas e oficina com o ilustrador paulista Alexandre De Maio, que deu vida ao personagem no livro Ani Todos os Fela do Mundo. Pelas mãos de Alexandre, o garoto criado no Engenho Velho de Brotas, que se torna um astro da música internacional, ganha cores, formas e muita vida.  

Com atividades até fevereiro, a Ocupação Ani é 10 tem como ponto de partida o romance, mas passeia por outros livros do autor, sempre explorando a relação entre a palavra e a imagem. A mostra principal, no primeiro andar, reúne trechos, orelha, posfácio, capa e 15 ilustrações de Ani, em painéis de 50 cm X 70 cm, mostrando sua iniciação nos caminhos da música sacra do candomblé e da música pop. Personagens como o mestre percussionista baiano Jorjão Bafafé, o dançarino Negrizu e os músicos Fela Kuti e James Brown fazem parte dos ensinamentos do garoto e estão em destaque na exposição.  

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História da minha viagem rumo ao socialismo | Helena Pato

Em 1964, com o fascismo no seu pleno, eu tinha 25 anos, ia a caminho de me tornar uma marxista-leninista convicta e militava fervorosamente nas fileiras do PCP. Para mim era sagrada a frase «um terço dos países do mundo e dois terços da humanidade vivem em regimes socialistas» e nunca duvidava de que o Socialismo seria o destino de toda Humanidade. Lembro-me de que sonhava com a oportunidade de, alguma vez no futuro, poder conhecer de perto o mais avançado desses países, a «pátria-mãe» das sociedades sem classes. Não havia de morrer sem ver o socialismo com os meus próprios olhos. O dia em que me comunicaram que iria integrar a delegação portuguesa ao Fórum da Juventude, em Moscovo, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Éramos dez – apenas duas raparigas – e nem todos militantes do partido. Saídos quase todos de Portugal e a conta- -gotas, concentrámo-nos, na maioria, em Paris. Aí se planeou cuidadosamente essa viagem à União Soviética e aí ficou (em turismo) um dos companheiros, ido de Lisboa, desistente por na reunião preparatória se ter apercebido do risco de ser preso no regresso ao país.

A 13 de Setembro, ainda era Verão na Europa ocidental, voei sozinha para Moscovo e trajada tão primaveril quanto me pedia a minha alma, pois não houve por perto uma criatura informada ou sensata, que me desse um lamiré acerca do frio rigoroso que, por essa altura, já se fazia sentir nas redondezas dos Montes Urais. Nevava quando desci a escada do avião, e não exagero se disser que a temperatura rondava os 15 graus negativos. Atravessei a pista em sandálias, de manga curta e casaquinho de malha, envolvida pela aba do casaco de pele de raposa, que vestia a opulenta cama rada russa, destacada para me receber na pista do aeroporto. Poucos minutos depois, colada à Elena – assim se chamava –, eu entrava, superprotegida, num sonho, numa história fantástica, construída nas muitas leituras de romances de Gorki e nos manuais de Lenine. No balcão da polícia ouvi falar russo pela primeira vez e o vozear dos funcionários transportou-me para as canções populares da revolução de 1917. «O socialismo começou aqui!» – pensei, enquanto a minha simpática acompanhante recusava, no tom firme do poder, a entrega do meu passaporte à polícia, facultando-lhes uma folha à parte, dobrada em quatro, destinada a ser carimbada, conforme o combinado entre a funcionária do meu partido e a Embaixada Soviética em Paris. Tudo muito bem delineado, já que, era sabido, carimbo de entrada num país socialista dava prisão pela PIDE no regresso a Portugal. Os enormes prédios na ampla e longuíssima avenida que percorri após a saída do aeroporto – primeiro eu e, nos dias seguintes, os restantes jovens portugueses – deixaram-nos embasbacados: naturais de um Portugal pobre e provinciano, nunca víramos nada as sim, e o nosso olhar estava particularmente desperto para admirar as glórias do socialismo.

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A 6 de Novembro de 1772, Marquês de Pombal institui o ensino primário oficial

Com o iluminismo, surge em Portugal uma certa necessidade de instruir. A alfabetização da população começa a ser considerada cada vez mais importante e, na tentativa de realizar esta ambição, o país passa por várias reformas a nível do ensino, ao longo do reinado de D.José I. Estas visavam melhorar a situação escolar em que a Companhia de Jesus havia deixado o país e possibilitar a todos o acesso à instrução. Quem se encarregou de realizar o projecto reformista foi o Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, que aspirava à instituição de um ensino estatal e laico. É de especial importância referir que muitas das reformas implantadas pelo estadista foram influenciadas, quer pelo tempo que este passara no estrangeiro, quer pelos novos pensamentos iluministas.

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Esprits révoltés : Frantz Fanon et Édouard Glissant | in France Culture

Frantz Fanon en 1960 (à gauche) et Édouard Glissant en 1958 (à droite)• Crédits : UPI / INTERCONTINENTALE – AFP

Regards croisés sur la trajectoire, l’engagement et la lutte de deux penseurs de la décolonisation, Frantz Fanon et Édouard Glissant.

Esprits révoltés ! En 1961, Frantz Fanon fait paraître Les Damnés de la terre, aux Éditions François Maspero, avec une préface de Jean-Paul Sartre. Dès les premières mots, nous sommes saisis : “Libération nationale, renaissance nationale, restitution de la nation au peuple, Commonwealth, quelles que soient les rubriques utilisées ou les formules nouvelles introduites, la décolonisation est toujours un phénomène violent.” Les Damnés de la terre, quel ouvrage ! Frantz Fanon meurt peu de temps après la parution. A-t-il imaginé combien son ouvrage allait inspirer, par-delà sa mort, tant de générations ?

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Pulp Fiction detrás de cámaras escena de baile en Jack Rabbit Slims

La famosa escena de baile en Pulp Fiction, detrás de cámaras donde se puede ver cómo Tarantino dirige a su equipo dentro de esta ya clásica escena del cine moderno. Con John Travolta como Vincent Vega y Uma Thurman como Mia Wallace. Sacada del DVD Collectors Edition de Pulp Fiction.

O DEUS DE ESPINOZA E DE ALBERT EINSTEIN (PT) | LE DIEU DE SPINOZA ET ALBERT EINSTEIN (FR)

O DEUS DE ESPINOZA E DE ALBERT EINSTEIN (PT)

Você sabia que quando Einstein deu uma conferência em várias universidades dos EUA, a pergunta recorrente que os alunos fizeram foi:

– Você acredita em Deus?

E ele sempre respondia:

Eu acredito no Deus de Spinoza.

Quem não leu Spinoza não entendia a resposta. 

Baruch De Spinoza foi um filósofo holandês considerado um dos três grandes racionalistas do século da filosofia, junto com o francês Descartes.

Este é o Deus/Natureza de Spinoza (Dieu sive Natura)

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