E SE EM TANCOS NÃO TIVESSE HAVIDO, NEM ASSALTO, NEM ROUBO NEM FURTO | Rodrigo Sousa e Castro

(divagações de um cidadão, num domingo invernoso em pleno verão)

Deixemos o pequeno buraco na rede da cerca do quartel e o arrombamento sem violência da porta do paiol como peças para finalizarmos o puzzle que nos “atormenta”.
1 – Todo o material em falta é material perecível, isto é, não existe uma única espingarda, metralhadora, revólver canhão ou lança mísseis no rol das faltas. Nem sequer um cinturão ou qualquer outra peça do fardamento e equipamento.
Por outras palavras, e clarificando, perecível quer dizer que todo este material em falta, era e sempre foi usado em exercícios militares de rotina ou imprevistos e gasto ali mesmo devendo em bom rigor ser abatido à carga, do paiol ou armazém onde foi requisitado logo após cada exercício.
Era esta prática corrente e usual na tropa do meu tempo. Mas também havia graduados , oficiais, que muitas vezes passavam por cima das dotações estipuladas para cada exercício e descartavam os “ resmungos” dos subordinados responsáveis pelo municiamento abusivo extra, com dichotes e palavrões. O resultado era, quem tinha requisitado o material excedido no exercício não o abater e depois, raciocínio comum à época, “logo se veria”.
2 – Para esclarecer cabalmente a natureza “perecível” do material em falta é necessário desmitificar a forma ignorante com que muitos, e até alguns experts, quer em jornais quer nas TV´s, induziram na população, a ideia que o material em falta incluía armamento e mais grave mísseis. 

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O SEU A SEU DONO | OS VENTOS DE MUDANÇA DA GRÉCIA | Rodrigo Sousa e Castro

SousaeCastro_WEB-894As ùltimas noticias que mostram uma acção de politica externa, determinada e consistente, dos novos dirigentes gregos, indiciam também que elas começam a dar frutos e parecem influenciar as relações de força na UE.
É necessário afirmar que essa politica externa, aparece como o instrumento fundamental da defesa dos interesses do Povo grego , e no caso do programa do governo de coligação.
Temos assim na Grécia uma geração de governantes, jovens mas mostrando uma invejável maturidade . Académicos de bases sólidas , demostram um inesperado patriotismo e um enorme sentido de solidariedade social.
Podemos então dizer que , neste inusitado caso, a prática democrática tradicional ( eleição de lideres por eleições tradicionais) coincide com a ascenção ao poder de gente de mérito.
É possivel pois atingir a Meritocracia através da prática da Democracia.
O contraste que esta situação mostra com a incompetência imaturidade e submissão sem regras ao estrangeiro da actual classe dirigente portuguesa é deprimente.
Os governantes actuais, a maior parte jovens impreparados e até imaturos, com cursos académicos de baixo valor tirados em escolas de reputação duvidosa, com carreiras partidárias e para partidárias fulltime, sem sentido patriotico e com maneirismos estranjeirados no pior sentido do termo , refugiam-se em justificações de natureza meramente ideológica para minimizarem a derrota da sua destruidora acção politica.
Esperar-se-ia , ao menos, que os dirigentes socialistas, particularmente ACosta, um veterano politico, tivessem uma atitude inteligente face ao que está a ocorrer.
A frase ” o PS não é o Syriza ” revela tanta imaturidade, como a anedótica observação do imaturo Passos Coelho ao referir-se ao programa de governo dum estado soberano com um enorme peso Histórico como é a Grécia.

 

Rodrigo Sousa e Castro

Rodrigo Sousa e Castro | “O PREC é filho da direita, não é filho da esquerda”

RodrigoA via social-democrata é esmagada por Spínola no 11 de Março, defende o coronel Rodrigo Sousa e Castro

Rodrigo Sousa e Castro nasceu numa família “remediada” e em vez do seminário, um destino possível naquele tempo, escolheu a Academia Militar. Ainda fez admissão à Faculdade, mas não tinha dinheiro. Mais tarde, já envolvido com o movimento dos capitães, frequentará o Instituto Superior de Economia. Sousa e Castro desfaz dois D da revolução de Abril, nomeadamente a descolonização que, na sua opinião, não existiu e a democratização que falhará logo por culpa do golpe de Spínola – e entretanto por outras culpas também.

Quando é que começou a perceber que o regime da ditadura não funcionava?

Comecei a perceber que vivíamos numa situação estranha na altura da eleição do general Humberto Delgado. Eu era ainda muito jovem, estava no colégio São Gonçalo de Amarante, mas houve lá já um movimento entre os alunos, frequentávamos uma livraria – o dono era do “reviralho”. O meu pai era ferroviário e entre os ferroviários havia uma grande solidariedade contra o regime. Era um grupo profissional que tinha alguma organização política que julgo que era dominada pelo Partido Comunista. Às vezes passavam panfletos nas estações…

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