Uma revolução na educação | Arlindo L. Oliveira, Presidente do Instituto Superior Técnico | in Jornal “Público”

arlindo oliveiraDe acordo com uma estimativa muito divulgada, 2/3 dos alunos que agora iniciam a sua formação escolar irão trabalhar em profissões que ainda não existem.

O desenvolvimento da tecnologia, com a primeira e segunda revoluções industriais, criou necessidades de educação que não existiam até então. O rápido crescimento dos sistemas de ensino que acompanhou estas revoluções levou à criação de gerações cada vez mais qualificadas, o que, por seu lado, criou condições para a redistribuição de riqueza que, de outra forma, não existiriam.

Durante os séculos XIX e XX, a educação foi vista como algo que se adquire enquanto se é jovem, sendo o paradigma mais comum a obtenção de um grau, médio ou superior, através da frequência escolar durante um período contínuo e prolongado, antes da entrada no mercado de trabalho. A terceira revolução industrial, com a introdução das tecnologias de comunicação e informação, e o rápido desenvolvimento destas tecnologias, veio colocar em causa este paradigma.

Continuar a ler

Historiadores Sem Fronteiras | Erkki Tuomioja, Historiador e ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês | in jornal “Expresso”

HISTORIADOR E POLÍTICO Tuomioja é um social-democrata e veterano da política finlandesa. Foi ministro por três vezes, duas delas como chefe da diplomacia do seu país.

A propósito de uma visita a Lisboa para um seminário no ISCTE sobre o seu projeto “Historiadores Sem Fronteiras”, o historiador e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês Erkki Tuomioja falou com o Expresso sobre o papel da História, a “pós-verdade”, a Rússia de Putin, o momento que a Europa atravessa e a nova América, onde “se podia dizer tudo durante a campanha, mesmo que não tivesse nada que ver com a verdade”. “E não podemos ser demasiado sérios a criticar os americanos, porque temos o mesmo fenómeno em muitos países europeus”.

Nascido numa família de políticos, Erkki Tuomioja desde cedo ocupou diversos cargos públicos como membro do partido social-democrata finlandês. Conhecido ativista antiguerra, o jovem que em tempos participou na ocupação de parte da Universidade de Helsínquia em protesto viria mais tarde a ter a seu cargo a pasta dos Negócios Estrangeiros por duas vezes (2000-2007 e 2011-2015). Foi também ministro do Comércio e tem mais de 30 anos de experiência como deputado, cargo que ainda exerce. Para o próprio, o facto de vestir o fato de historiador além do de político não é um problema, já que “História e política sempre estiveram interligadas”, diz. Por isso mesmo, Tuomioja decidiu criar a rede “Historiadores Sem Fronteiras”, fundada em maio de 2016.

Continuar a ler

Ignacio Morgado Bernal | Razões científicas para ler mais do que lemos

leituraA leitura, além de melhorar a empatia e o entendimento dos demais, é um dos melhores exercícios possíveis para manter em forma o cérebro e as capacidades mentais

O Brasil tem mais leitores a cada ano. Em 2011, eram 50% da população. Em 2015, eram 56%, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Contudo, isso também significa que 44% da população não lê. Ainda pior: 30% nunca comprou um livro. Alguns argumentos científicos, em especial da neurociência, podem ajudar a melhorar esses índices.

Continuar a ler

A anti-globalização de Trump | Carlos Matos Gomes

carlosdematosgomesA anti-globalização de Trump. A agressividade é uma das mais vulgares reacções de medo dos animais (incluindo os humanos) às ameaças. Arreganham os dentes, eriçam os pêlos. O slogan de Trump: América primeiro é o reconhecimento da ameaça da globalização que a América impôs. O feitiço voltou-se contra o feiticeiro. O monstro prepara-se para devorar o seu criador. A América está a provar o veneno que obrigou a União Soviética a beber na época de Reagan, fazendo-a esgotar-se em despesas militares. Hoje, são as potências emergentes, em especial a China, e a Alemanha, que mais beneficiam com o mercado global. A América está a perder e defende-se, isola-se e torna-se mais agressiva. Por isso mais perigosa. Os necons do laissez faire laisser passer andam todos a pintar o cabelo de loiro e acarretar tijolos para os muros do antigo mercado livre.
A América impôs a globalização enquanto a liderou e se aproveitou dela. Era uma coisa boa. Agora, que foi ultrapassada, é uma coisa má. O problema é que, tal como as armas nucleares ou a pólvora, não pode ser desinventada… caiu no domínio público e não adianta querer parar o rio agitando os braços ou construindo ridículos muros…
Sintoma da decadência da América e desta via suicida do isolacionismo de Trump é este só ter como aliada os restos de uma potência, a Inglaterra, ainda em estado mais avançado de decomposição. Aguarda-se que, no regresso da viagem de vassalagem, a primeira ministra inglesa anuncie a construção de um muro na fronteira com a Escócia, a pagar pelos escoceses!
A situação é perigosa… estamos no domínio das atitudes irracionais… do coice da mula…

Macyn Taylor | Sweet Home Chicago

Come on
Oh baby don’t you want to go
Come on
Oh baby don’t you want to go
Back to that same old place
Sweet home Chicago
Come on
Baby don’t you want to go
Hidehey
Baby don’t you want to go
Back to that same old place
Oh sweet home Chicago
Well, one and one is two
Six and two is eight
Come on baby don’t ya make me late
Hidehey
Baby don’t you want to go
Back to that same old place
Sweet home Chicago
Come on
Baby don’t you want to go
Back to that same old place
Sweet home Chicago
Six and three is nine
Nine and nine is eighteen
Look there

Dmitri Hvorostovsky | Farewell, Happiness, a folk song a capella

“Farewell, happiness, my life,
I know you go around without me
It means we must part;
I won’t see you any more
Dark little night! Ah, but I can not sleep!
I myself don’t know why
You, dear little girl, …
You alone disturb me,
You alone deprived me of rest.
(refrain; Dark etc)
Remember, remember that May day,
My dear one and I went to swim.
We sat on the sand,
On the yellow, the soft sand.
Dark little night! Ah, but I can not sleep…”