J.L. Pio Abreu: “Elas não encontram homens que lhes despertem a líbido” | In Revista “Sábado”

quedaNeste livro (A Queda dos Machos), em forma de 20 cartas dirigidas às amigas, o psiquiatra de Coimbra diz que dá voz aos homens, enquanto escreve às mulheres, defendendo-os. No entanto, afirma que não promove o machismo – que, aliás, passou a ser uma “palavra proibida” – mas acha que vivemos tempos de um feminismo exacerbado, em que a tendência de acabar com os géneros é absurda. Em A Queda dos Machos, editado pela Dom Quixote, José Luís Pio Abreu convida a reflectir sobre a actual relação dos homens e das mulheres.

Porque é que decidiu escrever este livro assim, em cartas às suas amigas?
Foi talvez a forma mais directa de escrever e também para amenizar um pouco as constatações que faço. Amenizar no sentido de não dizer mal do feminismo. Este é o modo como eu me dirijo às mulheres e tem a ver com o facto de muitas vezes ter de lhes dizer “cuidado com os homens” porque elas não os entendem, não os conhecem e não os tratam bem.

As mulheres não tratam bem os homens?
Em geral, não. Há uma grande diferença de entendimento – é muito difícil para uma mulher compreender um homem, tal como para um homem compreender uma mulher. É um facto antigo. As relações humanas são muito paradoxais, não são simples e muito menos naturais. E posso dizer que quem está em maiores dificuldades são as gerações mais novas.

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