¿AL BORDE DEL ABISMO? EL POLITÓLOGO SERGUÉI KARAGANOV ADVIERTE SOBRE EL COLAPSO DE LA SEGURIDAD MUNDIAL Y EL RIESGO NUCLEAR

El debate sobre la estabilidad del planeta vuelve a encenderse tras una revelación de alto impacto. Durante una reciente entrevista con la periodista Diana Panchenko, el influyente politólogo ruso Serguéi Karaganov ofreció un diagnóstico sumamente alarmante sobre el escenario geopolítico internacional, afirmando que el mundo se encamina a toda velocidad hacia una confrontación directa entre las principales superpotencias y que el sistema global que evitó una Tercera Guerra Mundial durante décadas se ha colapsado por completo. 

Para Karaganov, la actual crisis de confianza entre Rusia y Occidente ha erosionado de tal manera los canales diplomáticos tradicionales que cualquier conflicto local en el mapa corre el riesgo de escalar hacia una conflagración total. El experto sostiene que la doctrina de disuasión nuclear requiere una urgente actualización frente a las realidades contemporáneas, advirtiendo que si se mantiene la actual tendencia de confrontación y falta de diálogo, la probabilidad de un escenario nuclear aumentará de manera drástica en un futuro cercano. 

La postura del analista ha desatado intensas discusiones tanto en Moscú como en las capitales occidentales. Mientras algunos especialistas coinciden en que estas duras declaraciones funcionan como una alerta necesaria para forzar a los líderes mundiales a reanudar los acuerdos de control de armamentos, otros críticos las tachan de excesivamente severas y capaces de exacerbar de forma artificial el pánico y las tensiones en un entorno internacional que ya es sumamente volátil. ️

A pesar del sombrío panorama, expertos en seguridad internacional subrayan que las advertencias de Karaganov deben interpretarse como un llamado a la cordura y no como una predicción de un destino inevitable. En un momento donde las potencias modernizan sus arsenales pero mantienen oficialmente su compromiso de evitar un choque global, la diplomacia de contención y la reconstrucción de los puentes de comunicación siguen siendo las únicas herramientas reales para frenar los escenarios más peligrosos de la era moderna. 

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No fundo, não estamos separados… por David Bohm | Aproximando-se de Bento de Espinosa?

“No fundo, a consciência da humanidade é só uma”. David Bohm, um dos físicos mais originais do século XX, não ofereceu esta frase como poesia. Apresentou-a como uma proposta séria sobre a própria natureza da realidade, fruto de décadas dedicadas a investigar as estranhas implicações da teoria quântica.

Bohm passou a carreira atormentado por uma questão que a maioria dos físicos evitava. Se a mecânica quântica descreve a realidade com precisão, porque é que parece exigir um universo onde a separação é, a algum nível, uma ilusão? A sua teoria da ordem implícita propunha que, sob as coisas visíveis e separadas, reside uma totalidade indivisível.

Nesta perspectiva, partículas que parecem distantes e desconexas podem ser expressões de um único campo subjacente, desdobrado naquilo que aparenta ser separação. Bohm chamou a esta camada mais profunda ordem implícita, e ao mundo objetos separados que percebemos de ordem explícita, o seu desdobramento.

Estendeu este pensamento para além da física, abrangendo a própria mente. Se a matéria e a consciência emergem do mesmo fundamento indivisível, então as fronteiras que traçamos entre o eu e o outro, o pensamento e o pensador, o observador e o observado, podem ser muito menos fundamentais do que parecem.

É aqui que a amizade de Bohm com o filósofo Jiddu Krishnamurti se torna significativa. Os seus diálogos, que se estenderam por décadas, exploraram se a fragmentação, a sensação de um eu separado a observar um mundo separado, poderia ser a raiz tanto do sofrimento psicológico como da confusão científica.

Bohm suspeitava que o conflito humano, tal como o paradoxo quântico, deriva da confusão entre o explícito e o todo. Vemos fragmentos e esquecemos o campo ininterrupto subjacente. A consciência dividida contra si mesma produz divisão no mundo que percepciona e sobre o qual actua.

É uma afirmação surpreendente para um físico, mas ecoa a era profunda do Vedanta, que durante muito tempo sustentou que sob a aparente multiplicidade reside um fundamento único e indivisível do ser. A física moderna, nas mãos de Bohm, parecia regressar a algo ancestral.