CARTA ABERTA AO MUNDO, autora: Ykay Romay, cubana, 2026

“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

O meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações relevantes. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma rasgada e as mãos a tremer, porque o que o meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.

E o mundo olha para o outro lado.

DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:

Denuncio que, em Cuba, há idosos que morrem prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para o coração, para a tensão arterial, para a diabetes. Não é falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Os seus governos permanecem em silêncio. E, enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.

DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:

Denuncio que há incubadoras em Cuba que tiveram de ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos a lutar pela vida enquanto o governo dos EUA decide quais países nos podem vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que veem a vida dos seus filhos ameaçada porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebé a 90 milhas da sua costa.

Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?

DENÚNCIA POR FOME INTENCIONAL:

Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida — é que nos impedem de a comprar. É que navios com alimentos são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. As empresas que nos vendem cereais, frango ou leite são sancionadas.

A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, reforçada por Donald Trump e executada com zelo por Marco Rubio.

Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo-lhe terrorismo pela fome.

DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:

Denuncio que os nossos médicos — os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro colapsava — hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças e tecnologia.

Os nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra tudo e contra todos. Contra o bloqueio e contra a desinformação. E, ainda assim, o império castiga-nos por termos conseguido.

AO MUNDO DIGO:

Cuba não pede esmola.

Cuba não pede soldados.

Cuba não pede que a amem.

Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que deixem de normalizar o sofrimento do meu povo.

Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA-HUMANIDADE.

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Lições Progressivas sobre a Ética de Espinosa | Em montagem …

Lição 10 – O Sábio Espinozista na Vida Quotidiana: Como Viver Praticamente de Acordo com a Ética

✦ Introdução

A Ética de Espinosa não é meramente uma obra de filosofia. É uma verdadeira arte de viver.

A pessoa sábia não é um ser excepcional, alheio ao mundo ou desprovido de emoções. É alguém que se esforça, dia após dia, por compreender as causas das suas experiências e agir o mais possível guiado pela razão.

A sabedoria espinozista não é um estado perfeito, mas um caminho de progresso contínuo.

I. Comece por Compreender as Suas Emoções

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Divagando 36, Carlos Esperança

Com a Europa devastada por incêndios, a indústria em crise e a economia mundial em vias de colapso, a guerra é a obsessão que domina as mentes formatadas por perversos algoritmos e pela pulsão suicida que alastra entre os povos.

Que importa a degradação do ambiente, a exaustão da fauna marítima, a devastação das florestas ou a inanição que atinge milhões de pessoas?  Que raio de preocupação é essa com o aquecimento global, a exaustão dos solos, as pandemias, a falta de recursos para necessidades básicas quando um mundo maravilhoso está ao nosso alcance com drones inteligentes, robôs, mísseis e toda uma parafernália bélica capaz de destruir o mundo?

Quando faltarem os alimentos e a água, o que ora falta a muitos, já não estaremos cá e o progresso não pode parar, o PIB estagnar e a acumulação do capital ser interrompida.

O que é preciso é derrotar os inimigos, matar os maus, apoiar os bons e fazer o que nos dizem ser o nosso dever.

Condenar o genocídio em Gaza não é pactuar com os crimes do Hamas ou absolver o fascismo islâmico, essa lepra que corrói o Islão político; dizer que a invasão do Irão foi crime, não é aceitar a fanatização nas madraças e convencer crianças a morrer e matar; desejar o fim da guerra na Ucrânia, não é absolver o invasor; condenar o rapto de um ditador ou o assassinato de um Aiatola não é apoiar os seus regimes.

O que repugna é ver as democracias a decidirem quais são as ditaduras boas e as más, a escolherem aquelas com que se pode ou não negociar, as que podem ter representações desportivas ou culturais em eventos internacionais e, finalmente, aquelas a que devem perseguir os cidadãos ou confiscar os bens.

Quando se usam bitolas diferentes, corre-se o risco de soçobrar eticamente na defesa de interesses próprios e de expor a hipocrisia de quem as usa.

O fascínio da farda, a excitação das guerras e a febre de glória extinguem-se à vista de corpos mutilados, caixões com heróis dentro e lágrimas de mães desoladas.

Roger Penrose, A Matemática é Inventada ou Descoberta?

Eis aqui uma análise abrangente, filosófica e científica da profunda questão de Roger Penrose sobre a natureza da matemática, escrita em inglês e estruturada de acordo com sua perspectiva dialética e materialista.

O Espelho Epistêmico: A Matemática é Inventada ou Descoberta?

Uma análise abrangente da realidade triádica de Roger Penrose através da dialética materialista.

Roger Penrose postulou, de forma célebre, que a realidade consiste em três mundos coexistentes: o Físico, o Mental e o Matemático. O profundo mistério que ele destaca — frequentemente ecoado pelo físico Eugene Wigner como “a eficácia irracional da matemática nas ciências naturais” — questiona se a matemática é uma propriedade fundamental do cosmos ou uma ferramenta fabricada pela cognição humana.

Partindo de uma perspectiva equilibrada entre o materialismo científico e a dialética, a resposta é unificada: a matemática é uma abstração consciente da realidade objetiva; ela é descoberta em suas relações fundamentais objetivas, mas inventada em sua expressão simbólica e estrutural.

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Hildegarda de Bingen, vivia enclausurada em uma cela de pedra e, ainda assim, mudaria para sempre a maneira como a Europa passaria a compreender o corpo feminino

Alemanha, 1098.

Em uma família nobre nasceu uma menina frágil, frequentemente doente e atormentada por experiências que não conseguia explicar. Era a décima filha da família e, por isso, considerada um fardo. Chamava-se Hildegarda de Bingen. Desde muito pequena dizia enxergar luzes intensas, ouvir sons e contemplar imagens que permaneciam vivas diante de seus olhos. Anos mais tarde afirmaria que essas visões provinham de uma “luz viva” que envolvia toda a criação.

No século XII, uma criança assim despertava mais preocupação do que admiração. Delicada demais para um casamento e distante do papel esperado para uma mulher da época, acabou sendo entregue à Igreja. Aos oito anos foi levada ao mosteiro de Disibodenberg, onde passou a viver reclusa ao lado da eremita Jutta von Spanheim. Sua nova realidade era uma pequena cela de pedra, marcada pelo silêncio, pela oração e por uma rotina rígida. Não recebeu educação formal e nada indicava que teria qualquer influência sobre o mundo.

Poderia ter sido esquecida ali, como aconteceu com tantas outras mulheres de sua época.

Mas não foi.

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O percurso de Bocage na Maçonaria, por Jorge Morais


Em obra de pesquisa, historiador Jorge Morais descreve também a gênese e a
evolução da ordem maçônica em Portugal à época do Iluminismo

Adelto Gonçalves (*)
I

A trajetória do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) nas sendas da
Maçonaria, à falta de maior abundância de documentos nos arquivos, tem sido tratada com certa
brevidade nas biografias que foram escritas até aqui, inclusive naquela que este articulista escreveu.
Só por isso se mostra a importância de Bocage – arauto do Iluminismo – o “Irmão Lucrécio” da
Loja Fortaleza e a aurora das Luzes em Portugal (Lisboa, Âncora Editora, 2026), obra em que o
jornalista e historiador Jorge Morais procura revisitar a figura do vate para além da imagem
popularizada ao longo dos séculos, marcada apenas pelo seu lado pícaro, estroina e boêmio, uma
visão que, como bem diz o autor, é redutora e incompleta.
Ou seja, nesta obra o leitor irá encontrar um Bocage menos conhecido, ligado às correntes
iluministas que chegaram a Portugal ao final do século XVIII, uma faceta ainda pouco divulgada,
exatamente em função da ausência de documentação que pudesse indicar o caminho traçado por ele
em lojas maçônicas. Como se sabe, para evitar que seus seguidores pudessem ser reconhecidos e
perseguidos pelo Santo Ofício ou mesmo pelo poder político à época, as lojas maçônicas
procuraram evitar deixar vestígios que pudessem comprometer seus seguidores.
Para Morais, Bocage teria sido o principal arauto do Iluminismo em Portugal, pois defendia
ideias como o cientificismo, o experimentalismo e outros valores associados à Revolução Francesa
(1789), como liberdade, igualdade e fraternidade. Só que não foram estes valores que ficaram para a
História a respeito do poeta, mas, sim, uma imagem distorcida em que se dava ênfase a versos
pornográficos e chocarreiros, alguns até inventados por outrem e atribuídos a ele.
Na verdade, Morais já havia dado um passo inicial nessa busca da trajetória maçônica com o
livro Bocage Maçon (Lisboa, Via Occidentalis, 2007), que obteve o Prêmio Bocage de Ensaio em
2006, em que esboçou “uma interpretação ilativa sobre a mensagem crítica da obra do poeta,
ensaiando com isso uma aproximação ao tema, escassamente estudado”, como observa no capítulo
inicial. De fato, como ressalta, o que havia eram “múltiplas referências soltas, aqui e ali encontradas
em obras gerais, muitas toldadas pela imprecisão”.
Por isso, à falta de documentos precursores mais precisos, procurou elaborar “um roteiro
bibliográfico” sobre o percurso do “irmão Lucrécio”, nome simbólico que Bocage utilizara na loja
Fortaleza, entre o final do século XVIII e o início do século XIX. E o que se lê é um estudo

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Erwin Schrödinger acreditava que existe apenas UMA mente em todo o universo

Schrödinger acreditava que existe apenas UMA mente em todo o universo.

Apenas uma.

Ele não estava a falar de um deus ou de uma alma. Foi um dos fundadores da mecânica quântica — o tipo cuja equação descreve literalmente todas as partículas existentes — e até ele afirmou o seguinte:

“O número total de mentes no universo é um só. Na verdade, a consciência é uma singularidade que se manifesta em todos os seres.”

Leia isto novamente.

Ele está a dizer que VOCÊ e a pessoa que está ao seu lado não são duas consciências separadas a viver vidas separadas. Vocês são a mesma consciência, olhando através de dois pares de olhos diferentes, ao mesmo tempo.

Todo o ser humano, todo o animal, todo o “eu” que já disse “Penso, logo existo” — tudo isto pode ser uma única consciência, refractada em biliões de pontos de vista temporários. Como um oceano a experimentar-se a si próprio como inúmeras ondas.

Parece misticismo. Parece algo que se leria num cartaz de retiro de ioga.

Só que isto veio do homem que escreveu literalmente a matemática da mecânica quântica — matemática tão precisa que prevê o comportamento dos eletrões com 12 casas decimais.

Então ele estava a falar poeticamente? Filosoficamente? Ou será que décadas a contemplar o mundo quântico convenceram um dos físicos mais brilhantes da história de que “tu” e “eu” poderíamos ser uma ilusão de separação?

Ninguém sabe.

Mas depois de ler as palavras dele, nunca mais conseguirá pensar em “si” da mesma forma.

#Schrodinger #consciousness #quantumphysics #philosophy #mindblowing #cosmos #science #deepthoughts

Nuno Júdice (1949–2024): A Escrita do Afeto, in Mural Facebook de Maria Helena Manaia

Leio o amor no livro

da tua pele;

demoro-me em cada

sílaba, no sulco macio

das vogais, num breve obstáculo

de consoantes, em que os meus dedos

penetram, até chegarem

ao fundo dos sentidos. Desfolho

as páginas que o teu desejo me abre,

ouvindo o murmúrio de um roçar

de palavras que se

juntam, como corpos, no abraço

de cada frase. E chego ao fim

para voltar ao princípio, decorando

o que já sei, e é sempre novo

quando o leio na tua pele.

 Nuno Júdice, in “Geometria Variável”

Baruch Spinoza, in Club Spinoza, Facebook

1. Qui était Baruch Spinoza ?

Dates 1632 – 1677

Naissance Amsterdam

Origine Famille juive séfarade d’origine portugaise

Événement majeur Excommunié de la communauté juive

(1656)

Métier Polisseur de lentilles

Spinoza vécut modestement et consacra sa vie à la recherche de la vérité. Ses idées furent jugées très audacieuses pour son époque, car il remettait en question les conceptions traditionnelles de Dieu, de la Bible et de l’autorité religieuse.  

2. L’idée centrale de sa philosophie

Dieu et la Nature sont une seule et même réalité

« Deus sive Natura » — « Dieu, c’est-à-dire la Nature »

Pour Spinoza :

Il n’existe qu’une seule Substance infinie.

Cette substance est appelée Dieu ou Nature.

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O Prêmio Nobel de Química de 2025, Omar Yaghi, dos EUA, vai para a China e desencadeia alarmes.

🚨🇺🇸➡️🇨🇳 Coup d’état de príncipe científico dos EUA: um Prêmio Nobel vai para a China e desencadeia alarmes.

Durante décadas, as mentes mais brilhantes do mundo sonharam em pesquisar nos Estados Unidos. Hoje, um deles fez o oposto.

O Prêmio Nobel de Química de 2025, Omar Yaghi, deixará a Universidade da Califórnia em Berkeley para se juntar em tempo integral à prestigiosa Universidade Tsinghua em Pequim, onde liderará um novo instituto dedicado a combinar inteligência artificial e ciência dos materiais.

A sua missão será acelerar a descoberta de materiais capazes de capturar CO2, obter água do ar, armazenar energia e enfrentar algumas das maiores desafios do planeta.

As notícias provocaram uma intensa discussão. Muitos cientistas alertam que cortes no financiamento científico e o crescente pressão política sobre a pesquisa estão debilitando a liderança dos EUA, enquanto a China investe bilhões para atrair os melhores cientistas do mundo.

Embora os EUA continuem a ser uma potência científica, o desempenho de um Nobel desta magnitude tem deixado uma mensagem difícil de ignorar: a competição global por talento não é mais ganha apenas com prestígio, mas também com investimento, estabilidade e uma visão para o futuro.

A corrida para liderar a próxima revolução científica acabou de se tornar muito mais intensa. 🌎🔬🤖

📚 Fonte:

– “Cientista vencedor do Prêmio Nobel deixa os EUA para dirigir laboratório de materiais de IA na China”, Nature, por: Jenna Ahart e Mohana Basu, 8 de julho de 2026. 

Carl Sagan, Cosmos

“A galáxia é um continente inexplorado, repleto de seres exóticos de dimensões estelares. As viagens de descoberta passadas sugerem que muitos dos habitantes mais intrigantes deste continente galáctico permanecem desconhecidos e até mesmo inimagináveis.

Não muito longe da galáxia, existem quase certamente planetas. Estes mundos ofereceriam uma vista deslumbrante da galáxia a emergir no céu: uma imensa espiral composta por 400 mil milhões de habitantes estelares.

De um mundo assim, seria claro o quão profundamente a nossa matéria, a nossa forma e muito do que somos são determinados pela profunda ligação entre a vida e o cosmos.”

Rita Hayworth em Gilda, o filme Noir de 1946 que a tornou imortal

“Gilda, você é decente? ” Com aquela batida em uma porta de boudoir e um arremesso de cabelo vermelho, Rita Hayworth entrou para a história do cinema. O noir fumegante de Charles Vidor lançou-a em frente a Glenn Ford num triângulo amor-ódio ambientado num cassino de Buenos Aires, e ninguém que o viu nunca a esqueceu.

Este momento vem do número “Coloque a culpa na Mame”, com o vestido preto sem alças de cetim Jean Louis desenhado após a Madame X de John Singer Sargent. O vestido era uma maravilha da engenharia, construído sobre um arnês escondido, então ficou colocado em cada passo da coreografia de Jack Cole, e definiu tendências de moda por uma década. A voz sensual de canto pertenceu a Anita Ellis, que dublou os vocais, embora a performance, a inteligência e o fogo fossem todos Rita.

Hayworth levou o papel com ela para o resto de sua vida, com todas as suas bênçãos e fardos. Ela observou famosamente que todos os homens que conhecia se apaixonaram por Gilda e acordaram com ela. Em 2013 a Biblioteca do Congresso selecionou o filme para o National Film Registry, preservando-o como um tesouro nacional. Quase oitenta anos depois, o arremesso de cabelo ainda pára corações.

📸 Columbia Pictures – #RitaHayworth #Gilda #FilmNoir #ClassicHollywood #vintagehollywoodnouveau

José Saramago – “Cadernos de Lanzarote”, Diário III pág. 148, 1995

31 anos depois…

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos.

E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

“Parei de pensar e fui pegar outro café. A vida, mesmo injusta, continuava.”, by Charles Bukowski

Essa frase resume bem uma atitude recorrente em Charles Bukowski: reconhecer que a vida pode ser dura, injusta e indiferente, mas continuar vivendo apesar disso.

> “Parei de pensar e fui pegar outro café. A vida, mesmo injusta, continuava.”

— Charles Bukowski

A ideia é que nem todos os problemas têm solução imediata. Em vez de ficar preso em pensamentos que não mudam a realidade, às vezes o mais sensato é seguir em frente, cuidar do que está ao alcance e continuar vivendo. O café, na frase, simboliza esse pequeno gesto cotidiano de persistência diante de uma existência imperfeita.

É uma reflexão sobre aceitar a realidade sem ilusões, mas também sem desistir dela.

O CERN acaba de desativar o maior acelerador de partículas do mundo até 2030.

⚛  O Grande Colisor de Hádrons, o acelerador de partículas mais potente do mundo, foi oficialmente desligado em 29 de junho de 2026. Mas não se preocupe: essa pausa não é um adeus. É o primeiro passo para algo ainda maior.

A parada se chama Long Shutdown 3 e marca o início da transformação do LHC no High-Luminosity LHC, o Grande Colisor de Hádrons de Alta Luminosidade. Durante os próximos quatro anos, nenhum feixe de prótons vai percorrer os 27 quilômetros de túnel sob a fronteira entre a Suíça e a França. A ação, agora, está nas mãos dos engenheiros.

Cerca de 1,2 quilômetro de ímãs e componentes internos do acelerador serão removidos e substituídos por tecnologia de ponta. Ao mesmo tempo, os gigantescos detectores ATLAS e CMS também vão passar por grandes atualizações. Novos sistemas de disparo, rastreadores de silício e detectores de temporização de altíssima precisão estão entre as melhorias previstas.

O objetivo não é colidir partículas com mais energia, mas sim realizar muito mais colisões. A expectativa é que a luminosidade — uma medida do número de eventos que o acelerador consegue produzir — aumente em até dez vezes em comparação com o projeto original do LHC.

Isso importa porque alguns dos fenômenos mais raros do Universo só podem ser flagrados com conjuntos de dados imensos. Com mais colisões, os cientistas poderão estudar o bóson de Higgs com precisão inédita, investigar os mistérios da matéria escura, explorar a antimatéria e olhar cada vez mais de perto os primeiros instantes do Universo.

A previsão é que o novo LHC entre em operação em 2030. Quando voltar, não será apenas um recomeço. Será o nascimento de uma máquina de

Jornal “O Maio”, comunicado de Raquel Varela

Caros leitores,

Há 9 meses propusemo-nos fazer um jornal, semanal, o Maio, que renovasse a esfera pública tendo a crítica do Estado e do mercado como central; a liberdade de pensamento como alfa e ómega de qualquer projeto coletivo; e a defesa dos trabalhadores e da cultura (não somos independentes do mundo do trabalho e da cultura, somos seus defensores como gente inteira que faz, pensa, luta, ama, sente, imagina, conhece). A habitação e a educação públicas são-nos tão queridas como o direito a querer e saber ler, escutar e conhecer a música e a sua história. Enfim, nada de humano nos é estranho. 

Apoiado por sindicatos, associações e intelectuais críticos, cientistas, das exatas e das humanidades, artistas, desde então, o Maio teve mais de um milhão de visualizações, e saiu semanalmente.

Assumimos desde o início a recusa de qualquer financiamento do Estado, empresas ou publicidade. Graças a uma combinação de trabalho de qualidade, autónomo, de escritores, profissionais e amadores, que amam contar o país, e o mundo, ilustradores, cujo trabalho magnífico está espelhado na qualidade do design deste jornal, realizadores, a que se juntaram mais de 200 associados, o Maio cresceu imenso. 

Fizemos tanto e vamos fazer muito mais. Vamos para a rua em reportagem ouvir quem trabalha e escutar o país fora de Lisboa. Vamos ter mais vídeo-reportagem. E vamos começar, esperamos pelo espaço apenas, uma escola, um espaço de encontros onde debates, cursos, teatro, atividades para crianças sem ecrãs, visitas e passeios, floresçam. 

Vamos mudar de página (alojamento do site) este verão, para um modelo mais robusto, que diminua ataques informáticos, e nos permita também um ainda maior trabalho colaborativo. Neste julho faremos um Maio com cerca de 4 a 5 novos artigos por semana, sem editorial, e em agosto interromperemos três semanas, para férias e mudar de site. Regressaremos no fim de agosto, e tenhamos todos umas boas férias!

A redacção do Maio, Associação Maio em Movimento

“A EUROPA FEZ UM PACTO SUICIDA E DECIDIU MORRER”, Stanislav Krapivnik, ex-comandante das Forças Armadas dos EUA

“A EUROPA FEZ UM PACTO SUICIDA E DECIDIU MORRER”

… afirma o analista de segurança Stanislav Krapivnik, ex-comandante das Forças Armadas dos EUA. 

“A Alemanha é um caso incrível. Eles começaram duas guerras mundiais. Perderam ambas. E agora querem entrar em guerra contra a Rússia, o que destruiria completamente a Alemanha se houvesse uma guerra. É incompreensível. Os líderes alemães enlouqueceram. Eles não aprendem com a história”, diz ele. 

“Você acha que os EUA entrariam em guerra com uma potência nuclear como a Rússia? Quem pensa assim é um completo ignorante ou tem um QI muito baixo. Os EUA jamais entrarão em guerra direta contra a Rússia, assim como a Rússia jamais entrará em guerra direta com os EUA, porque ambos entendem que isso significaria o fim de ambos os países. 

No entanto, os atuais líderes da União Europeia parecem empenhados em destruir a Europa”, acrescenta. “Uma coisa é apoiar a Ucrânia em solo ucraniano, outra é dar à Ucrânia mísseis de longo alcance que atingem o interior da Rússia. Será que eles perderam completamente a cabeça? 

Como se ataca o território de um país que possui quase sete mil ogivas nucleares e que poderia transformar toda a Europa em pó cósmico em quinze minutos?”, questiona ele. “Realmente não consigo entender. Não compreendo como os líderes da UE podem ser tão estúpidos e irresponsáveis”, afirma.

 “Vocês sabem que os EUA invadiram o México diversas vezes. Conseguem imaginar a UE financiando o México depois de uma invasão e dando-lhe mísseis de longo alcance que poderiam atingir Washington? Conseguem imaginar isso? O que vocês acham que aconteceria depois que o primeiro míssil atingisse Washington? 

Não precisam pensar. Eu lhes digo. O que aconteceria é que o México deixaria de existir. Os EUA obliterariam o México, seja por meios convencionais ou nucleares. O que posso afirmar com absoluta certeza é que não haveria um segundo míssil atingindo Washington”, destaca. 

“Mas o que os líderes da UE estão fazendo? Estão dando mísseis de longo alcance e drones para Zelensky atacar a Rússia, especialmente MoscoVO. É uma loucura. Putin demonstrou a paciência de um santo com a Europa, mas essa paciência pode se esgotar a qualquer momento, e nesse dia, países como a Alemanha podem ser varridos do mapa da Europa”, continua ele.

 “E em caso de guerra, não haverá invasão. Nenhum soldado russo pisará na Europa. A Rússia simplesmente demoliria toda a infraestrutura europeia e varreria o continente sem sequer colocar um pé lá. E se a Grã-Bretanha ou a França tiverem a ideia de lançar uma arma nuclear contra a Rússia, MoscoVO destruiria completamente a Europa. Toda a Europa seria um amontoado de destroços radioativos”, afirma. 

“A União Europeia não está apenas nas mãos de políticos corruptos e ineptos, mas também de pessoas sem o mínimo de bom senso. É realmente difícil acreditar na estupidez deles”, declara. A UE declara que apoia a Ucrânia porque o país foi invadido e a democracia deve ser defendida. “Ora a verdade é que governo ucraniano é composto por neonazistas.”É um governo de nacionalistas radicais, absolutamente corrupto e criminoso. Zelensky não é democrata. Ele é um ditador. 

Mas deixemos isso de lado. Não importa se você é a favor ou contra o que está acontecendo na Ucrânia, ou se é justo ou não. O que a UE está fazendo é pura loucura. A UE está nas mãos de incompetentes e lunáticos que a levarão à destruição”, afirma ele. “A Europa decidiu morrer”, insiste.

Via Rodrigo Sousa Castro

INVENTAR O FUTURO | HELENA SACADURA CABRAL 

Há dias em que o futuro parece um lugar distante, já desenhado por forças maiores do que nós. Como se estivéssemos apenas a caminhar por um caminho que alguém traçou antes. Mas, quando olho com atenção para a minha própria vida, percebo que o futuro raramente chega pronto. Nasce, quase sempre, de pequenos gestos, de escolhas discretas, de ideias que pareciam frágeis quando surgiram.

Inventar o futuro não é prever o que vai acontecer. É permitir-se imaginar o que ainda não existe. É guardar espaço para possibilidades novas quando tudo à volta parece repetir-se. Há uma coragem silenciosa nesse exercício: a coragem de acreditar que aquilo que somos hoje, não esgota aquilo que podemos vir a ser.

Muitas vezes, imaginamos o futuro como um grande acontecimento, uma transformação repentina. No entanto, ele costuma ser construído em momentos quase invisíveis. Uma conversa que abre horizontes, uma decisão tomada sem garantias. Um primeiro passo, dado antes de existir um mapa.

Talvez inventar o futuro seja precisamente isto: agir sem possuir todas as respostas. Aceitar a incerteza não como uma ameaça, mas como matéria-prima da criação. Porque aquilo que já está definido não precisa de imaginação. Só o que permanece em aberto, pode ser reinventado.

Gosto de pensar que cada pessoa transporta dentro de si futuros possíveis. Alguns adormecidos, outros à espera de oportunidade. Nem todos se concretizam, mas todos nos ajudam a compreender que a vida é mais ampla do que o presente imediato. Sonhar não é fugir da realidade; é expandi-la.

O futuro não é, apenas, o lugar para onde vamos. É também aquilo que começamos a construir agora, nas ideias que cultivamos, nas relações que criamos e nas escolhas que repetimos. Inventá-lo é reconhecer que, mesmo sem controlar o mundo, continuamos a participar na sua criação.

E, talvez exista uma beleza especial nessa condição: não saber exatamente o que virá, mas ainda assim, continuar a imaginar, a tentar, a criar. Como quem acende uma pequena luz no escuro e descobre que o caminho surge à medida que se avança.

© HELENA SACADURA CABRAL 

The Dancing Words

CHINA MUDA REGRAS DA EDUCAÇÃO E LIMITA LUCRO DE EMPRESAS DO SETOR

A China realizou uma ampla reforma em seu sistema educacional ao impor novas restrições às empresas privadas que atuam no ensino obrigatório. Com as mudanças, instituições de reforço escolar e tutoria passaram a enfrentar regras mais rígidas, sendo obrigadas, em muitos casos, a operar sem fins lucrativos ou encerrar suas atividades.

Segundo o governo chinês, a medida busca reduzir a desigualdade no acesso à educação, aliviar a pressão acadêmica sobre crianças e adolescentes e diminuir os gastos das famílias com cursos extracurriculares.

A reforma também aumentou o controle estatal sobre o setor, limitando a participação de investidores estrangeiros e estabelecendo normas mais rigorosas para o funcionamento das instituições e para os conteúdos oferecidos aos estudantes.

Embora escolas particulares continuem autorizadas a funcionar, elas passaram a seguir exigências mais rigorosas e estão sujeitas a maior fiscalização.

A iniciativa reforça a estratégia do governo chinês de tratar a educação básica como um serviço de interesse público, ampliando a presença do Estado na gestão do ensino e reduzindo a influência do mercado privado nesse segmento.

#China #Educação #Economia #Atualidades #Mundo

Minde recebe o Workshop Imersivo “Praças de Minde: o mar, a mata e a manta”, por Câmara Municipal de Alcanena

Entre os dias 13 e 18 de julho, Minde acolhe o segundo workshop imersivo promovido no âmbito do Contrato de Cooperação Interadministrativo entre o Município de Alcanena e a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP).

Depois da realização do Workshop Imersivo Coliving Alcanena, esta nova iniciativa dá continuidade ao trabalho de aproximação entre a investigação académica, o conhecimento local e os processos de planeamento municipal.

Durante uma semana, estudantes, docentes e investigadores da FAUP irão desenvolver um conjunto de atividades de observação e diagnóstico, desenho, debate e participação comunitária, procurando compreender e valorizar as potencialidades dos espaços públicos em Minde, das praças enquanto espaços de encontro, convivência e identidade coletiva.

Inspirado pelo património natural e cultural da vila — das tradicionais Mantas de Minde ao Minderico, do singular Polje de Minde ao movimento associativo e cultural — o workshop pretende contribuir para a reflexão sobre o futuro do espaço público e para a construção de propostas que reforcem a qualidade urbana e a participação da comunidade.

A iniciativa culminará com a apresentação pública dos resultados no dia 18 de julho, sábado, dia de mercado, promovendo o diálogo entre os participantes e a população local.

#PraçasDeMinde #MunicípioDeAlcanena #FAUP #ParticipaçãoComunidade #UrbanismoParticipativo #EspaçoPúblico #Minde #Arquitetura #Território #Comunidade #WorkshopImersivo


PS: Iniciativa muito importante e que ajudará a clarificar situações e a permitir o desenvolvimento de propostas consentâneas com as aspirações dos Mindericos e as verdadeiras necessidades e objetivos que se desejam de grande qualidade para toda a Freguesia de Minde – Vale Alto, Covão do Coelho e Minde com o seu Polje e as Serras de Aire e Candeeiros.

Vítor Coelho da Silva, Lisboa – 7/7/2026

História Perdida, “seu nome era Phyllis Latour Doyle”

Em 1944, os agentes homens enviados para a França ocupada estavam sendo capturados e mortos um após o outro. Diante disso, uma jovem de apenas 23 anos foi disfarçada de adolescente, treinada como agente secreta e lançada de paraquedas atrás das linhas inimigas. Durante 135 dias, ela conseguiria enganar o Terceiro Reich.

Seu nome era Phyllis Latour Doyle.

Era 1º de junho de 1944, apenas cinco dias antes do Dia D.

Na porta de um bombardeiro, ela observava a escuridão sobre a Normandia. O vento soprava com força enquanto aguardava o momento do salto. Em poucos segundos, estaria completamente sozinha em território ocupado, levando apenas uma bicicleta, um rádio clandestino e a preparação recebida para cumprir uma das missões mais perigosas da Segunda Guerra Mundial.

Aos 23 anos, Phyllis fazia parte do Special Operations Executive (SOE), o serviço secreto britânico encarregado de missões de sabotagem e espionagem na Europa ocupada.

Os agentes homens enviados antes dela haviam sido presos, t*rturados e executados.

Era preciso alguém que os alemães jamais suspeitassem ser uma espiã.

A escolhida foi Phyllis.

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Almada Negreiros (1893–1970): A Poesia do Descanso, in Mural de Maria Helena Manaia, Facebook

Dedico este domingo à genialidade modernista de José de Almada Negreiros, recordando o desenho “A sesta” (1939). Através de traços simples a carvão sobre papel, o artista capta a essência pura do abandono, do silêncio e do repouso absoluto.

Uma obra intemporal que nos recorda a importância de desacelerar, recolher os pensamentos e saborear a calmaria do dia de descanso.

 Obra recupera a história da Justiça em Santos

Desembargador reúne textos seus e de colaboradores que resgatam a trajetória do
sistema judiciário desde o Brasil Colônia

Adelto Gonçalves (*)
I

Organizado pelo desembargador federal aposentado Vladimir Passos de Freitas, o livro A
Justiça em Santos, do Brasil Colônia ao Século XXI (Santos-SP, Instituto Memória Editora, 2026)
reúne textos preparados por juízes, promotores, defensores públicos, advogados e outros intelectuais
para traçar a evolução do sistema judiciário e a atuação de personagens célebres na cidade litorânea.
Além de organizar a obra, Vladimir Passos de Freitas assina os textos “A Justiça em Santos, da
Colônia à Proclamação da República” e “A Justiça em Santos, da Proclamação da República (1889)
à Era Vargas (1930)”.
No artigo que abre a obra, o desembargador faz uma análise das regras portuguesas
adaptadas à realidade brasileira desde 1500 até a proclamação da República, começando por
lembrar que os vereadores eram verdadeiros administradores, pois cuidavam das ruas, pontes e
outros locais públicos. Na verdade, cada vila tinha o seu Conselho, do qual faziam parte não só
vereadores, como um juiz ordinário e um procurador, que, como diz o autor, não era um
representante legal da Câmara como hoje, mas uma espécie de tesoureiro e executor de decisões
administrativas. “Eles nada recebiam, porém exercer tais funções dava prestígio social”, observa.
Na verdade, esses cargos ficavam restritos àquelas pessoas que eram consideradas “homens bons”,
ou seja, que faziam parte da elite local.

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PR de Cabo Verde, José Maria Neves, defende que crioulidade é proposta de futuro da humanidade

Coimbra, 01 jul 2026 (Lusa) – O Presidente da República de Cabo Verde defendeu hoje, em Coimbra, que a crioulidade representa a resposta da humanidade aos desafios contemporâneos, assente na relação e na diversidade, considerando Cabo Verde um laboratório histórico excecional.

“A crioulidade não é apenas o legado de um passado partilhado. É uma proposta para o futuro. Ensina-nos que a unidade não exige a uniformidade, que a diversidade não é uma ameaça, que a relação constitui a maior riqueza da humanidade”, disse José Maria Neves.

O Presidente de Cabo Verde foi hoje distinguido com a Medalha da Universidade de Coimbra (UC), atribuída pela primeira vez nos mandatos do reitor Amílcar Falcão, após a conferência “A Crioulidade e o Futuro da Humanidade” que proferiu no âmbito da 44.ª edição das Conversas da Casa da Lusofonia.

Na ocasião, indicou que a crioulidade “representa a capacidade da humanidade de transformar uma história dolorosa num espaço de encontro, de criação e de coexistência”, não sendo “simplesmente o resultado de uma miscigenação biológica ou cultural”.

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