Lei de Proibição da Superinteligência Artificial. Bernie Sanders

O senador Bernie Sanders do Vermont, juntamente com o representante Greg Casar do Texas, apresentou a Lei de Proibição da Superinteligência Artificial.

Esta legislação busca uma proibição permanente do desenvolvimento ou implementação da superinteligência artificial, definida como um sistema de IA que ultrapassa a performance cognitiva humana em quase todas as áreas ou possui capacidades suficientes para destruir ou desempoderar a humanidade, incluindo a derrubada do governo federal.

A proposta trata tais tecnologias como uma ameaça existencial comparável às armas nucleares, argumentando que as principais empresas de IA reconheceram ter perdido o controle de sistemas cada vez mais poderosos.

Além da proibição aberta, a medida impondría uma pausa imediata no desenvolvimento avançado de IA até que um novo Departamento de IA, em nível de governo, seja estabelecido e implementado rigorosas regras de segurança, processos de revisão de modelos e monitoramento contínuo de capacidades perigosas como a submissão de comandos de desligamento.

Os indivíduos que violam as proibções podem enfrentar até vinte anos de prisão, enquanto as empresas serão sujeitas a uma pena de morte corporativa envolvendo a força dissolvente. 

A legislação direciona ainda mais os Estados Unidos a seguir acordos internacionais com o objetivo de prevenir a criação de IA superinteligente em qualquer lugar do mundo.

Sanders enfatizou que o futuro da humanidade não deve ser deixado nas mãos de poucos líderes da Big Tech e que o Congresso deve agir antes que seja tarde demais.

Fonte: Relatório oficial do Gabinete do Senador Bernie Sanders, 23 de setembro de 2026. 

Stephen Hawking e o seu legado

História de thedailydigest.com
 

Londres, outubro de 2018. No telão gigante do Museu da Ciência, uma voz metálica e instantaneamente reconhecível começa a falar. O público sabe que a voz está morta há seis meses, e ainda assim, pelos próximos minutos, é como se Stephen Hawking estivesse de volta ali, na sala, falando diretamente com os presentes.

Não se tratava de um truque ou de qualquer filmagem de arquivo antiga. Era o encerramento de um livro que Hawking havia deixado inacabado, concluído por sua família e publicado sob o título “Breves Respostas para Grandes Questões”.

Escondida em suas páginas estava uma reflexão que eventualmente se tornaria, para grande parte da imprensa britânica, o resumo definitivo de tudo o que o físico pensava sobre o universo, a existência e o lugar que ocupamos nele.

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Inteligentemente, António Guterres entregou a responsabilidade de pregar o multilateralismo na ONU ao Presidente do Brasil, Lula da Silva.

António Guterres entregou literalmente a responsabilidade de pregar o multilateralismo na ONU ao presidente brasileiro, rendendo-se à atuação sem igual de Lula no palco internacional. Diante da falência crônica das instituições globais e da decadência absoluta das potências ocidentais que tentam impor sua vontade na base da força, o secretário-geral da organização reconheceu abertamente que a liderança do Brasil tornou-se a única bússola moral capaz de guiar o planeta para longe do abismo unipolar. Essa passagem de bastão simbólica nos corredores da diplomacia internacional expõe a fragilidade de um modelo ocidental esgotado, que já não consegue sequer disfarçar sua incompetência diante dos grandes desafios humanitários e ambientais do nosso tempo.

A profundidade desse movimento revela o triunfo incontestável do Sul Global sobre décadas de hegemonia baseada em coerção, sanções econômicas e guerras híbridas. Enquanto os falcões de Washington e seus aliados tropeçam em discursos vazios de superioridade, a atuação de Lula na ONU destacou-se pela coragem cirúrgica de expor a perversidade de um sistema internacional que prioriza a bilionária fabricação de armamentos de morte enquanto condena milhões de seres humanos à fome e à miséria nas periferias do mundo. Ao assumir o manto do multilateralismo, o estadista brasileiro consolida o papel do Brasil como o grande polo de articulação das nações soberanas que rejeitam o papel de quintal do império.

Este marco histórico sela a derrocada definitiva da arquitetura de poder ditada pelo Ocidente e abre caminho para a consolidação irreversível da multipolaridade. O império agoniza sob o peso de sua própria insolvência financeira, da desdolarização galopante e do repúdio global à sua sanha imperialista, enquanto a diplomacia da cooperação e do respeito mútuo ganha o centro do palco mundial. A história está a ser reescrita diante dos nossos olhos, provando que o futuro pertence aos líderes e povos que escolhem construir pontes de dignidade e soberania, e nunca aos tiranos decadentes que apostam na tirania para tentar salvar um mundo que já virou pó.

Garry Kasparov, tuit publicado el 13 de diciembre de 2016, in Facebook.

Garry Kasparov es un gran maestro de ajedrez nacido en Bakú, entonces parte de la Unión Soviética, en 1963. En 1985, a los 22 años, se convirtió en el campeón mundial de ajedrez más joven de la historia hasta ese momento y mantuvo el título mundial hasta 2000. En 2005 se retiró del ajedrez profesional y pasó a dedicarse principalmente a la actividad política, la escritura y la defensa de la democracia y los derechos humanos. Desde entonces se convirtió también en una de las voces públicas más críticas del gobierno de Vladímir Putin. En 2013 se trasladó de Moscú a Nueva York.

#GarryKasparov #propaganda #Información #desinformación #esencial

DE COMO VAI O MUNDO | Guterres alerta para convergência de ameaças sem precedentes

Nações Unidas, 22 set 2026 (Lusa)

– O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou hoje para uma “convergência de ameaças sem precedentes” no mundo, com mecanismos coletivos sob crescente pressão, novos centros de influência e uma crescente transferência de poder para empresas e particulares.

Num tom de advertência, Guterres deu hoje início ao debate anual da Assembleia-Geral das Nações Unidas (UNGA), o seu último enquanto secretário-geral, no qual frisou que as fraturas no mundo atual estão a alargar-se e as “fissuras tornaram-se abismos”.

Guterres recordou que, na última década, guerras irromperam com consequências devastadoras e arrastaram-se com uma “crueldade desprezível”, em que civis tornaram-se alvos, os direitos humanos foram “pisoteados”, a fome foi usada como arma e vários trabalhadores humanitários acabaram mortos.

“O direito internacional foi descartado. As divisões geopolíticas aprofundaram-se. As desigualdades intensificaram-se. A confiança desgastou-se. A crise climática passou de um alerta longínquo para uma realidade diária. E a inteligência artificial avançou a uma velocidade que apanhou de surpresa até mesmo aqueles que a criaram”, apontou.

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Roger Penrose, A Matemática é Inventada ou Descoberta?

Eis aqui uma análise abrangente, filosófica e científica da profunda questão de Roger Penrose sobre a natureza da matemática, escrita em inglês e estruturada de acordo com sua perspectiva dialética e materialista.

O Espelho Epistêmico: A Matemática é Inventada ou Descoberta?

Uma análise abrangente da realidade triádica de Roger Penrose através da dialética materialista.

Roger Penrose postulou, de forma célebre, que a realidade consiste em três mundos coexistentes: o Físico, o Mental e o Matemático. O profundo mistério que ele destaca — frequentemente ecoado pelo físico Eugene Wigner como “a eficácia irracional da matemática nas ciências naturais” — questiona se a matemática é uma propriedade fundamental do cosmos ou uma ferramenta fabricada pela cognição humana.

Partindo de uma perspectiva equilibrada entre o materialismo científico e a dialética, a resposta é unificada: a matemática é uma abstração consciente da realidade objetiva; ela é descoberta em suas relações fundamentais objetivas, mas inventada em sua expressão simbólica e estrutural.

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Manuela Eanes acredita que Seguro vai ser “um grande presidente”

No último dia da Festa do Livro de Belém, António José Seguro cruzou-se com a antiga primeira-dama Manuela Eanes nos jardins do Palácio, que recordou o “jovem dinâmico” que conheceu há vários anos em Penamacor. Manuela Eanes está convicta de que Seguro vai ser “um grande Presidente” e antecipa que o chefe de Estado vai “servir o país com integridade” e “sem arranjar problemas”.

“Este senhor – de quem gosto muito, e posso dizer que gosto muito, de coração – acho que vai ser um grande, grande, grande Presidente. Já está a ser. Sem arranjar problemas, servindo o país com integridade”, disse Manuela Eanes a António José Seguro.

Manuela Eanes lembrou as dificuldades que as pessoas enfrentam, motivo pelo qual “precisam sempre de apoio”, e elogiou o “grande homem” que ocupa atualmente o Palácio de Belém, cargo que foi desempenhado pelo seu marido, Ramalho Eanes, o primeiro Presidente democraticamente eleito.

Miguel Szymansky, “Quem é que ainda quer o quê com esta guerra?”

A Rússia invadiu a Ucrânia com meia dúzia de objectivos, não necessariamente por esta ordem: travar a expansão da NATO, impor a neutralidade da Ucrânia, reconquistar territórios que considera históricos, proteger minorias russas, controlar o acesso ao Mar Negro, neutralizar oligarcas ucranianos. 

Os EUA desencadearam, entraram e empenharam-se nesta guerra com meia dúzia de objectivos, não necessariamente por esta ordem: separar a Alemanha da Rússia, enfraquecer a Rússia, conquistar o mercado energético da União Europeia, proteger o dólar, vender armamento e expandir a NATO.

A Ucrânia mantêm-se nesta guerra porque, dois meses depois de invadida pela Rússia, foi iludida pelos EUA e Reino Unido com a promessa de um “apoio total” se abandonasse as negociações que previam a sua neutralidade.

A União Europeia mantém e alimenta esta guerra (já sem objectivos viáveis face à sua crescente debilidade económica) por três razões: incapacidade de defender os seus interesses económicos e políticos, miopia a raiar a estupidez (vide Merz/Macron) e a tradicional expectativa dos seus governantes que contam com o tacho que se segue (num banco, fundo, universidade norte-americana ou noutra organização ao serviço dos “valores ocidentais”).

por Miguel Szymansky

Guterres admite que há 10 anos não imaginava mundo tão ameaçador e confirma regresso a Portugal

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reconheceu hoje que, há 10 anos, não imaginaria que deixaria o cargo com um mundo tão deteriorado em matéria de paz, desigualdades e riscos existenciais, confirmando ainda que regressará a Portugal.

Em resposta à agência Lusa, Guterres refletiu sobre o estado do mundo nas vésperas da sua última Semana de Alto Nível da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a cerca de três meses de deixar a liderança da organização.

“Eu penso que há 10 anos ninguém poderia prever que nós chegássemos a uma situação tão deteriorada em relação a paz e segurança, com um nível de desigualdades tão dramático como aquele que encontramos e com duas situações que correspondem a riscos existenciais: no clima e na inteligência artificial”, disse Guterres, numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

“Seria difícil imaginar um quadro tão ameaçador como aquele que nós enfrentamos neste momento”, acrescentou.

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Cuba nos BRICS?

Cuba deu um passo importante para tentar transformar sua atual condição de país parceiro em uma participação plena no BRICS. Durante a cúpula realizada em Nova Délhi, o primeiro vice-ministro cubano do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Carlos Jorge Méndez, confirmou que Havana pretende estreitar as relações econômicas com os países do bloco e afirmou que a entrada como membro pleno pode acontecer no futuro. 

A declaração ganhou ainda mais peso porque, logo após a cúpula, o Kremlin afirmou que a Rússia apoia as aspirações de Cuba de participar do BRICS, embora tenha deixado claro que candidaturas específicas para uma nova expansão não foram discutidas durante o encontro de Nova Délhi. Cuba atualmente possui status de país parceiro, condição criada para ampliar a cooperação do bloco sem conceder participação plena nas decisões. 

Para Havana, a aproximação não é apenas diplomática. Cuba quer ampliar comércio, investimentos e mecanismos financeiros com os países do BRICS, inclusive avançando no uso de moedas nacionais nas relações comerciais. Méndez afirmou que o país está abrindo setores antes restritos ao investimento privado e estrangeiro e pretende intensificar as relações bilaterais com cada integrante do grupo. 

A possibilidade de Cuba ingressar definitivamente no BRICS, portanto, ganhou novo impulso, mas ainda não existe uma decisão de admissão. O que existe neste momento é uma manifestação explícita de interesse de Havana, apoio declarado da Rússia e uma relação que já começou pelo status de parceiro. Se esse processo avançar, Cuba deixará de ser apenas uma presença associada ao bloco e poderá passar a integrar formalmente uma organização que hoje reúne 11 membros plenos e 10 países parceiros.

Pode informar claramente como funciona a iniciativa privada na China? Quais as regras a que tem de obedecer o capitalismo neste País?, pergunta feita ao Google, via “IA/Inteligência Artificial”. Ver resposta.

A iniciativa privada na China funciona sob um modelo económico único conhecido como “socialismo com características chinesas” ou capitalismo de Estado. Neste sistema, as empresas privadas desempenham um papel crucial no crescimento económico, mas operam sob a liderança absoluta e a supervisão estrita do Partido Comunista Chinês (PCC).

Abaixo estão as principais regras e dinâmicas a que o capitalismo tem de obedecer no país:

1. Primazia do Estado e das Empresas Públicas (SOEs)

    • Controlo de setores estratégicos: O Estado mantém o monopólio ou o controlo total sobre os setores considerados vitais para a segurança nacional e infraestrutura (energia, telecomunicações, banca, aviação e transportes ferroviários).
    • Espaço para o setor privado: A iniciativa privada (conhecida como a economia minying) domina os setores de tecnologia, comércio eletrónico, manufatura de bens de consumo, imobiliário e serviços.

2. Alinhamento Obrigatório com os Objetivos do Partido

    • Planos Quinquenais: As empresas privadas devem alinhar os seus modelos de negócio com as metas macroeconómicas do governo (atualmente focadas em autossuficiência tecnológica, transição verde e inovação industrial).
    • “Prosperidade Comum”: O capitalismo chinês é tolerado desde que reduza a desigualdade social. Empresas que gerem lucros excessivos ou promovam a “expansão desordenada do capital” enfrentam forte pressão para fazer grandes doações filantrópicas ou reestruturar as suas operações.

3. Presença do PCC dentro das Empresas

    • Comités do Partido: Praticamente todas as grandes e médias empresas privadas (incluindo tecnológicas como a Tencent ou a Alibaba e filiais de multinacionais estrangeiras) são obrigadas a ter um “Comité do Partido” interno.
    • Função dos comités: Estes comités garantem que as decisões da administração da empresa não entrem em conflito com a ideologia e as diretrizes de Pequim.

4. Regulação Estrita e Intervenção Direta

    • Ações Especiais (Golden Shares): O governo chinês detém frequentemente pequenas participações (cerca de 1%) em grandes empresas de tecnologia e media, mas que lhes dão direitos especiais de voto e assentos no conselho de administração, permitindo fiscalizar conteúdos e dados de perto.
    • Segurança de Dados: O regime impõe leis severas sobre a soberania de dados. As empresas privadas são obrigadas a partilhar dados com o governo se tal for solicitado por motivos de segurança nacional.

5. O Estatuto dos Empresários

Subordinação ao poder político: Na China, o poder político está sempre acima do poder financeiro. Empresários bilionários que critiquem publicamente o regime ou as suas políticas regulatórias enfrentam severas retaliações, que podem incluir investigações antitrust, multas multimilionárias ou o afastamento forçado da liderança das suas próprias empresas.

NOTA: a estas questões podem ser adicionadas outras, solicitando mais informação específica.

Uma visão melancólica da vida. Por Adelto Gonçalves.

Em novo livro, Silas Corrêa Leite reúne poemas e textos poéticos
repassados de lirismo

I

Escritor extremamente produtivo, Silas Corrêa Leite (1952), depois de novas
experiências nos gêneros romance e contos e minicontos, volta a exercitar o ofício de
poeta com Coquetel Molotov – Drinks para a morte (São Paulo, Namíbia Editora, 2026)
em que reúne poemas e textos em prosa poética que “percorrem a dor, a morte, o amor,
a solidão e os abismos do cotidiano”, como se lê na apresentação na contracapa.
São poemas repassados de lirismo, em que o fluxo de consciência escorre de
maneira livre, em forma de solilóquio, como se o poeta estivesse sozinho a falar em voz
alta, expressando seus pensamentos, sentimentos e reflexões íntimas, conversando com
a consciência. E, na maioria, o que passam é uma visão melancólica da vida, como se
constata nos versos do poema “Flores amarelas”: “(…) Eu faço versos como quem
morre / Dando cicuta ao meu ser / Em dor-poesia vazo. Escorre / A minh’alma nesse
“escreviver”…”
Afinal, se como diz no texto poético “Efemérides”, “poesia é toque humano, é
epiderme letral da alma entre escombros e sedas com sangue”, são poemas que
funcionam como confissões realizadas no calor dos acontecimentos e que resultaram do
abalo que representou para o autor o desaparecimento de Rosangela Silva (1956-2026),
sua “estrela bailarina”, sua musa, a quem a obra é dedicada in memoriam. E que é
explicitamente evocada no poema “Não quero que você seja triste”, onde se lê
“(…) Eu nasci triste, vivi triste, escrevo triste / Você é quem colocou nuvens de
algodão doce em minha alma entrevada / Agora você triste me faz ter medo de me
perder de mim / Quando você é a meiguice e o remanso de afeto e ternura (…) / Porque
duas pessoas tristes não vão a lugar nenhum, afundam e morrem juntas / E o seu
brilho, sua delicadeza, foram minha âncora, meu estrelário, meu motivo de continuar
lutando e sobrevivendo com as mãos limpas (…)”.

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CIMEIRA DO BRICS TERMINA COM CONCLUSÕES, por João Gomes, Facebook.

Terminou a Cimeira do BRICS e, desta vez, não ficou apenas a fotografia dos líderes. Há uma declaração conjunta com conclusões concretas.

Entre os pontos mais importantes está a defesa de uma ordem internacional mais representativa, com maior peso dos países do chamado Sul Global e a reforma das instituições internacionais, incluindo as estruturas financeiras e políticas dominadas historicamente pelo Ocidente.

O BRICS reafirma também a intenção de aumentar o comércio nas moedas nacionais, desenvolver sistemas de pagamentos transfronteiriços e reduzir a dependência dos mecanismos financeiros tradicionais. Não nasceu, porém, nenhuma “moeda BRICS”, nem foi decretado ainda o fim do uso do dólar.

Sobre o Médio Oriente, a declaração manifesta profunda preocupação com a escalada militar e apela à contenção, ao diálogo e à diplomacia. Na questão palestiniana, a posição é mais explícita: apoio ao direito à autodeterminação, à criação de um Estado palestiniano, à solução de dois Estados e rejeição da deslocação forçada da população de Gaza.

Sobre a Ucrânia, o BRICS mantém uma linguagem diplomática, sem condenação da Rússia e sem adoptar a narrativa ocidental do conflito. Defende antes a resolução através do diálogo e do respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas.

Outro ponto relevante é a oposição às sanções e medidas económicas unilaterais, consideradas prejudiciais ao comércio internacional e ao desenvolvimento dos países afectados.

A inteligência artificial, a tecnologia e os minerais críticos entram igualmente na agenda, com o objectivo de aumentar a cooperação entre os membros e garantir ao Sul Global maior acesso às novas tecnologias.

Na energia, o BRICS adopta uma posição pragmática: defende a transição energética, mas reconhece que os combustíveis fósseis continuarão a desempenhar um papel importante nas economias em desenvolvimento.

Não nasceu, portanto, uma nova ordem mundial pronta a funcionar amanhã de manhã. Mas também seria errado concluir que nada aconteceu. O BRICS continua demasiado heterogéneo para ser uma espécie de “NATO económica” contra o Ocidente. Índia e China têm rivalidades, os países do Golfo têm interesses próprios e nem todos vêem Washington ou Moscovo da mesma maneira.

Mas há uma tendência que já não pode ser ignorada: os países do BRICS estão a tentar criar mais instrumentos próprios – financeiros, comerciais, tecnológicos e diplomáticos – para dependerem menos das estruturas dominadas pelo Ocidente.

E talvez essa seja a verdadeira conclusão desta cimeira: não se trata ainda de substituir o mundo existente, mas de construir alternativas para que ninguém possa continuar a dizer que existe apenas um centro de poder no planeta.

João Gomes

Encerramento da cúpula do BRICS, em Nova Délhi

Xi Jinping aproveitou o encerramento da cúpula do BRICS, em Nova Délhi, para apresentar uma proposta ambiciosa: transformar o bloco em uma plataforma cada vez mais integrada de tecnologia, comércio, indústria, ciência e segurança. O presidente chinês afirmou que os países do Sul Global precisam enfrentar conjuntamente as ameaças tradicionais e não tradicionais à segurança e defendeu uma reforma da arquitetura financeira internacional.  

E Xi não ficou apenas no discurso. A China apresentou cinco iniciativas concretas para aprofundar a cooperação dentro do BRICS. A primeira envolve inteligência artificial de código aberto, com uma comunidade para desenvolver e aplicar grandes modelos de linguagem. A segunda propõe uma parceria para zonas econômicas especiais e um fórum de comércio de serviços que será realizado pela China em 2027. As outras três envolvem um ecossistema digital, manufatura inteligente e formação de engenheiros e talentos científicos. 

A mensagem estratégica é poderosa. Pequim está tentando fazer com que o BRICS deixe de ser apenas uma mesa de diálogo político e avance para uma estrutura concreta de desenvolvimento do Sul Global. Cadeias industriais, tecnologia, inteligência artificial, manufatura, comércio e formação profissional entram no mesmo tabuleiro. É uma tentativa de criar interdependência entre os países emergentes em setores que definirão o poder econômico das próximas décadas. 

Xi também voltou a defender a reforma da arquitetura financeira internacional para ampliar a representação e a voz dos países em desenvolvimento. E a declaração final do BRICS avançou na discussão sobre pagamentos transfronteiriços e utilização das moedas nacionais no comércio e nos investimentos. Não houve anúncio de uma moeda única do BRICS, mas houve avanço na construção de mecanismos que reduzam a dependência de estruturas financeiras externas. 

É justamente aí que está o movimento mais silencioso desta cúpula. O BRICS não anunciou uma ruptura imediata com o sistema financeiro internacional. Está fazendo algo mais gradual: construindo alternativas, criando infraestrutura própria e ampliando a capacidade de seus membros negociarem entre si usando suas próprias moedas e sistemas de pagamento. 

E quando Xi fala em um “BRICS maior”, a ambição fica ainda mais evidente. A China assumirá a presidência do bloco em 2027 e já sinaliza que pretende colocar industrialização, tecnologia e integração econômica no centro da próxima etapa. Depois de uma expansão que levou o BRICS a 11 membros, representando aproximadamente metade da população mundial, Pequim quer transformar tamanho em capacidade real de influência.

CIMEIRA DOS BRICS em Nova Deli

O BRICS encerrou sua cúpula em Nova Déli com uma mensagem que Washington certamente não ignora: os países do bloco decidiram aprofundar o uso de moedas locais no comércio e nos investimentos e avançar na integração dos seus sistemas de pagamentos. 

A declaração aprovada pelos líderes não anunciou uma moeda comum do BRICS. A estratégia escolhida foi outra, mais gradual e talvez mais difícil de combater: fazer com que Brasil, China, Rússia, Índia e os demais integrantes consigam negociar cada vez mais entre si sem precisar recorrer ao dólar em todas as operações. O documento fala em interoperabilidade dos sistemas de pagamentos e em liquidação de comércio e investimentos usando moedas locais. 

E aqui está o ponto mais importante: o BRICS não precisa criar uma nova moeda amanhã para reduzir o espaço ocupado pelo dólar. Se os países ampliarem o comércio em reais, yuans, rublos, rúpias e outras moedas nacionais, criando mecanismos próprios para realizar esses pagamentos, a dependência da moeda norte-americana pode ser reduzida operação por operação.

O dólar não foi derrubado em Nova Déli. Mas o BRICS deixou claro que não pretende continuar dependendo dele da mesma maneira. E essa mudança, silenciosa e gradual, pode ser muito mais relevante do que uma manchete anunciando uma moeda nova.

Moz na Diáspora | DOMINAÇÃO E CONTRADOMINAÇÃO

Vladimir Putin ocupa hoje um papel que muita gente não gosta de admitir, mas sente na prática: o de freio da ordem imperial. Não porque seja um santo, nem porque aja por altruísmo puro, mas porque, no tabuleiro real do poder global, alguém precisa dizer “não” quando o império decide avançar sem limite. E, gostem ou não, esse alguém tem sido Putin.

Desde o fim da Guerra Fria, o mundo foi empurrado para uma lógica de obediência. Países inteiros passaram a viver sob vigilância, pressão econômica, sanções seletivas, espionagem política e chantagem financeira. A regra era simples: ou você se alinha, ou vira alvo. O problema é que essa lógica só funciona quando ninguém reage. Putin reagiu. E, ao reagir, mudou o jogo.

Não é exagero dizer que muitos países só conseguiram manter um mínimo de soberania porque existe hoje um polo de poder que confronta diretamente as ordens imperiais. Sem essa resistência, intervenções “humanitárias” virariam rotina, governos seriam derrubados por conveniência estratégica e recursos naturais continuariam sendo sugados sob o discurso da democracia seletiva. A tranquilidade global, paradoxalmente, passou dUE depender do equilíbrio do medo, não da boa vontade.

A DOMINAÇÃO

Putin não controla o mundo. Mas impede que ele seja controlado por um só centro. E isso, no cenário atual, faz dele uma figura central da ordem global, não como árbitro moral, mas como contrapeso real. Quando existe alguém capaz de impor custo às aventuras imperiais, a escalada desacelera. Não por ética, mas por cálculo.

É por isso que ele incomoda tanto. Não porque seja imprevisível, mas porque limita. Limita a espionagem desenfreada, limita a expansão automática, limita a ideia de que alguns países nasceram para mandar e outros para obedecer. Sem esse limite, a “ordem internacional” seria apenas um nome elegante para dominação permanente.

No fim, a pergunta não é se Putin é o herói do planeta. Ele não é. A pergunta é outra, bem mais desconfortável: quem estaria no lugar dele se ele não existisse? Porque a história recente mostra que, quando ninguém freia o império, o mundo não fica mais seguro.

Fica apenas mais silencioso… até explodir.

Carl Sagan, O Mundo Assombrado pelos Demónios: A Ciência como Vela no Escuro (1995)

Carl Sagan foi um dos mais perspicazes comunicadores científicos do século XX, e também um dos mais visionários. Em 1995, apenas um ano antes da sua morte, publicou “O Mundo Assombrado pelos Demónios: A Ciência como uma Vela na Escuridão”, obra na qual alertava para os perigos de abandonar o pensamento crítico e permitir que a ignorância se tornasse a norma. Nesse livro, escreveu uma das reflexões mais citadas sobre o seu legado:

“Tenho um pressentimento sobre o futuro da América, no tempo dos meus filhos ou netos: quando o país for uma economia de serviços e de informação; quando quase todas as principais indústrias transformadoras se tiverem mudado para outros países; quando extraordinários poderes tecnológicos estiverem nas mãos de poucos, e ninguém que represente o interesse público conseguirá sequer compreender os problemas; quando as pessoas tiverem perdido a capacidade de definir as suas próprias prioridades ou de questionar com conhecimento de causa as autoridades; quando, agarrados aos nossos cristais e consultando nervosamente os nossos horóscopos, com as nossas faculdades críticas em declínio, incapazes de distinguir entre o que nos faz sentir bem e o que é verdade, deslizaremos, quase sem nos apercebermos, de volta para a superstição e a escuridão.”

“Tenho um pressentimento sobre o futuro da América, no tempo dos meus filhos ou netos: quando o país for uma economia de serviços e de informação; quando quase todas as principais indústrias transformadoras se tiverem mudado para outros países; quando extraordinários poderes tecnológicos estiverem nas mãos de poucos, e ninguém no seu perfeito juízo.” A banalização da informação torna-se mais evidente no lento declínio do conteúdo substancial nos meios de comunicação de grande influência: as mensagens de 30 segundos (agora reduzidas a 10 ou menos), a programação dirigida ao público menos exigente, as apresentações crédulas sobre pseudociência e superstição, mas, acima de tudo, uma espécie de celebração da ignorância.

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O seu alerta não era uma previsão mística, mas uma análise racional das tendências sociais que já observava na década de 1990: a perda do pensamento crítico, o domínio dos media sobre o entretenimento superficial e a substituição da ciência pela pseudociência. Sagan temia que o avanço tecnológico, sem educação científica ou valores democráticos sólidos, criasse uma sociedade vulnerável à manipulação e à desinformação.

Hoje, quase trinta anos depois, as suas palavras ressoam com uma precisão perturbadora.

📚 Fonte:

– Carl Sagan, O Mundo Assombrado pelos Demónios: A Ciência como Vela no Escuro (1995)

Penalização de mentiras factuais deliberadas para influenciar eleições, in País de Gales.

A 17 de Março de 2026, o País de Gales aprovou uma lei que permite afastar deputados por má conduta grave e abriu caminho a outra novidade que, estranhamente, ainda parece novidade: penalizar mentiras factuais deliberadas para influenciar eleições. Não, um político não será despedido por falhar uma promessa eleitoral. Mas mentir deliberadamente aos eleitores poderá deixar de ser apenas aquilo a que nos habituámos. A lei recebeu sanção real a 27 de Abril. Em 2026, começámos finalmente a discutir se mentir aos eleitores deve ter consequências. Não nos precipitámos.


O Mito da Europa governada pela “Esquerda”, in RiseUp Portugal, Facebook

Há uma ideia bastante cómica que se instalou com uma facilidade admirável no debate político: a Europa anda a ser governada pela esquerda. Repete-se em discursos, debates e caixas de comentários com aquela segurança tranquila das verdades que funcionam bastante melhor enquanto ninguém se lembra de as verificar. O problema começa precisamente aí, quando alguém comete a afronta de olhar para quem tem ocupado os principais cargos europeus nas últimas décadas. É um hábito desagradável, este de estragar certezas com nomes, datas e resultados eleitorais.

Comecemos pela Comissão Europeia. Desde 2004, foi presidida sucessivamente por José Manuel Durão Barroso, Jean-Claude Juncker e Ursula von der Leyen. Os três pertencem à família política do Partido Popular Europeu, o PPE, a grande força democrata-cristã e de centro-direita da União Europeia. São mais de vinte anos consecutivos de presidência da Comissão nas mãos da mesma família política. A acreditar na versão de uma Europa dominada pela esquerda, estaremos perante uma operação de infiltração de uma subtileza verdadeiramente magistral: para controlar Bruxelas, a esquerda começou por entregar a sua principal instituição executiva ao centro-direita e, para não levantar suspeitas, deixou-o lá durante mais de duas décadas. Há planos maquiavélicos, mas este exige um talento especial para desaparecer da fotografia enquanto se ocupa o poder.

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Xi Jinping conversou com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e os dois defenderam, de forma clara, o fortalecimento do multilateralismo. Para muita gente, isso pode parecer apenas mais uma reunião diplomática.

Sugestão: Espanha e Portugal deveriam aderir aos BRICS, mantendo no entanto a filiação na UE/União Europeia. (VCS)

Mas, quando analisamos o momento que o mundo vive, percebemos que essa conversa revela uma transformação muito mais profunda.

Há alguns anos, a defesa de uma ordem internacional mais equilibrada era vista principalmente como uma pauta da China e de outros países do BRICS. Hoje, esse discurso ganha cada vez mais espaço nas principais discussões globais. Quando a maior potência emergente do planeta reforça essa visão ao lado da liderança da ONU, o recado é de que o mundo está caminhando para uma distribuição de poder menos concentrada e com maior participação das economias emergentes.

É justamente por isso que esse encontro chama tanta atenção.

Não porque o BRICS vá assumir o lugar da ONU, mas porque as ideias defendidas pelo bloco vêm conquistando cada vez mais influência dentro da governança internacional. Quanto mais o multilateralismo ganha força, maior tende a ser o peso político dos países do BRICS nas decisões globais. É esse movimento que faz muitos analistas afirmarem que a influência do bloco cresce em um ritmo que poucos imaginavam há apenas alguns anos.

Pensamentos, Albert Einstein

A oração de um físico.

Einstein não estava a ser religioso quando disse isso. Expressava algo mais profundo: um anseio pela simplicidade por detrás da complexidade. Acreditava que, se pudéssemos eliminar todos os detalhes — todo o ruído, todas as particularidades —, encontraríamos princípios elegantes. Equações claras. Uma mente em ação.

“Os pensamentos de Deus” é apenas a sua poesia para as leis fundamentais que tudo governam.

E tinha razão. Quanto mais a fundo investigamos, mais simples tudo se torna. Newton precisava de uma matemática complexa para descrever o movimento. Einstein mostrou que o movimento, o tempo, o espaço e a gravidade podiam ser descritos com uma elegância estonteante — o mesmo princípio expresso em diferentes escalas. A mecânica quântica parecia impossivelmente complexa até que os físicos descobriram que, por baixo da aleatoriedade, existiam simetrias. Padrões. Lógica.

O universo não tem de ser complicado. Ele escolhe a simplicidade.

Este é o segredo que mantém os cientistas motivados. Não a esperança de descobrir algo novo, mas a fé de que tudo o que encontrarem será belo. Que a verdade mais profunda será elegante. Esta realidade, na sua essência, é fundamentalmente cognoscível — não aleatória, não arbitrária, mas compreensível para as mentes dispostas a observar com atenção.

Einstein queria ler a mente de Deus. E, ao fazê-lo, mostrou-nos que Deus pensa como um matemático.

O que mudaria se acreditasse que o universo está a tentar fazer-se entender por si?

ZELENSKY SITIADO PELA CORRUPÇÃO QUE O RODEIA, por João Gomes, Facebook.

A demissão, ontem, do procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, confirma o “estado da corrupção” que envolve a Ucrânia

A demissão não prova ainda que o próprio Kravchenko seja corrupto – não foi acusado formalmente e nega qualquer envolvimento – mas acontece precisamente quando a instituição que dirige está debaixo de uma investigação anticorrupção de enorme gravidade. O NABU e o SAPO, as duas principais estruturas anticorrupção ucranianas, investigam uma alegada organização criminosa que envolveria funcionários da Procuradoria-Geral, suspeitos de receber subornos para proteger centros de chamadas fraudulentos e de branquear milhões de hryvnias.

E um dos altos funcionários da própria Procuradoria, Serhii Kropyva, foi detido, conforma aqui anunciei. E é difícil imaginar uma situação mais devastadora para a imagem de um Estado. A Procuradoria-Geral existe para investigar crimes, perseguir os criminosos e defender a legalidade. Ora, quando são os investigadores anticorrupção a entrar na Procuradoria para procurar provas de corrupção, alguma coisa está profundamente errada.

Kravchenko diz que a sua demissão é uma decisão política e que não quer que o cargo seja utilizado como instrumento de confronto político. É uma explicação legítima e deve ser respeitada enquanto não houver prova em contrário. Mas a política não vive apenas das acusações formais. Vive também dos sinais. E os sinais que chegam de Kiev são cada vez mais difíceis de ignorar.

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Chefe de direitos humanos da ONU alerta: IA representa risco existencial para a humanidade

Alertou o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos que a inteligência artificial avançada pode representar um “risco existencial para a humanidade” e apelou a uma ação imediata para tornar esta tecnologia mais segura.

Ao discursar segunda-feira no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk afirmou que as pessoas enfrentam ameaças “desconhecidas, até sem precedentes” aos seus direitos.

“A necessidade de uma governação da IA é amplamente reconhecida, mas onde está a ação?” questionou, alertando que “o atraso só beneficia as grandes empresas tecnológicas, os seus proprietários e facilitadores”.

Afirmou Türk que “um punhado de homens tem um poder quase ilimitado sobre a IA, que nos dizem repetidamente ter uma capacidade de computação inimaginável”.

“Falam de liberdade, mas, olhando melhor, isso revela-se pouco mais do que a liberdade para explorar os nossos dados”, acrescentou.

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OS TRUQUES DA EXTREMA-DIREITA ALEMÃ, por João Gomes

A Alemanha está a atravessar uma transformação económica profunda. A indústria, durante décadas o grande motor do modelo alemão, enfrenta simultaneamente a concorrência chinesa, custos energéticos elevados, perda de competitividade e a transição tecnológica no sector automóvel. A pressão sobre a Volkswagen e outros grandes fabricantes é real, e a concorrência dos construtores chineses tornou-se particularmente intensa.

É aqui que a mensagem da AfD tenta ganhar força. A AfD percebe que a questão ucraniana também é uma questão alemã. Quando Alice Weidel fala em Alemanha como “mediador neutro” entre Washington e Moscovo, não está necessariamente a apresentar apenas uma proposta de política externa. Está também a falar para um eleitorado preocupado com o seu próprio futuro.

Durante décadas, a Alemanha construiu uma parte importante da sua prosperidade sobre três pilares: energia relativamente barata, uma extraordinária capacidade industrial e acesso a grandes mercados externos.

– A relação económica com a Rússia fornecia energia.

– A China absorvia uma enorme quantidade de produtos alemães.

– Os Estados Unidos constituíam outro grande mercado e o principal garante da arquitetura de segurança ocidental.

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Pensamentos | Carl Sagan “GOD”

“If we say “God” made the universe, then surely the next question is, “Who made God?” If we say “God” was always here, why not say the universe was always here? If we say that the question “Where did God come from?” is too tough for us poor mortals to understand, then why not say that the question of, “Where did the universe come from?” is too tough for us mortals? In what way, exactly, does the God hypothesis advance our knowledge of cosmology? What predictions does it make on which the hypothesis will stand or fall?”   

Carl Sagan “God”  (U.S. Catholic Interview 1981)

❤☮🌎 #carlsagan #science #religion #god #universe

TRUMP: «A EUROPA VAI DEVOLVER CENTENAS DE MILHARES DE MILHÕES» — A CONTA DA UCRÂNIA CHEGA À EUROPA, por Tita Alvarez, in Facebook

Donald Trump declarou que os Estados Unidos vão exigir que a Europa devolva as centenas de milhares de milhões de dólares gastos pela administração Biden em ajuda militar à Ucrânia.

A declaração de Trump desloca assim a discussão de «quanto mais vamos dar à Ucrânia» para a questão muito mais incómoda: «Quem vai pagar a conta, afinal?»

E este é talvez o ponto que a Europa preferiria não discutir.

Durante anos, os governos europeus participaram no apoio à Ucrânia, enquanto Washington assumia uma parte enorme dos custos militares.

Agora, Trump surge determinado a colocar em cima da mesa a conta da anterior política americana.

E se Washington exigir efetivamente que os europeus devolvam centenas de milhares de milhões, então a discussão adquire uma dimensão completamente diferente.

Porque uma coisa é votar mais um pacote de ajuda em Bruxelas, outra bem diferente é ter de explicar aos contribuintes europeus quanto custou, no total, a política até agora seguida.

E é aqui que entra o comentário de Kirill Dmitriev.

Dmitriev é diretor do Russian Direct Investment Fund (RDIF), o fundo de investimento estatal russo, desde 2011, e enviado especial de Putin para investimentos internacionais e cooperação económica.

Com a sua experiência em investimentos internacionais e os seus contactos nos meios empresariais e políticos americanos, tem-se tornado num importante canal de Moscovo para Washington.

E Dmitriev comenta a declaração de Trump com aquela dose necessária de… ironia europeia:

«Isso não deverá ser problema para os brilhantes líderes europeus, que acreditam que sabem o que estão a fazer.»

Irónico? Absolutamente.

Mas a questão por trás do sarcasmo é totalmente real.

De onde virá o dinheiro?

Dos orçamentos nacionais?

De novo endividamento europeu?

De dívida comum da União Europeia?

De cortes noutras despesas?

Ou, afinal, do próprio contribuinte europeu?

Porque o dinheiro gasto a nível dos Estados e da União Europeia não desaparece.

Alguém o paga.

E enquanto a Europa continuar a apresentar cada novo financiamento como um «investimento necessário na segurança», mais terá de responder à pergunta mais simples de todas: quem assume o custo?

Trump, de qualquer forma, parece querer fazer exatamente o que prometeu: transferir uma maior parte do ónus financeiro para os aliados europeus.

E aqui começa o verdadeiro jogo político.

Porque se Washington decidir reduzir a sua própria participação financeira e, ao mesmo tempo, exigir que a Europa cubra despesas americanas anteriores, os governos europeus ver-se-ão perante uma conta que dificilmente pode ser escondida atrás de belas palavras.

A Europa pode, certamente, encontrar dinheiro.

A questão é quanto mais está disposta a encontrar.

E, principalmente, quanto estão os seus cidadãos dispostos a pagar por uma guerra em que a própria Europa tem investido política, económica e militarmente durante anos.

Trump abre, pois, uma discussão que Bruxelas provavelmente preferiria evitar.

Não sobre se a Europa «apoia a Ucrânia».

Mas sobre quanto custa esse apoio.

E, principalmente…

QUEM VAI PAGAR A CONTA?

Cristina Branco, “Eu quero escrever filosofia com bâtom vermelho”. Mural in Facebook.

Imaginemos uma mulher diante de um espelho mal iluminado. 

A mulher inclina a cabeça, pinta os lábios de um vermelho dramático, não para seduzir, mas como quem afia uma lâmina. Enquanto isso, uma voz em off, talvez a de um narrador sarcástico, herdeiro de Bergson com sotaque parisiense, anuncia: “O patriarcado é como um filme mal montado: sempre a cortar as cenas onde a mulher poderia ser protagonista.”

Desde Lilith, que ousou dizer non merci, até Eva, a eterna cúmplice involuntária da queda, corre um rumor subterrâneo: a mulher nunca está no centro da história, apenas no rodapé das notas críticas. Hemingway pode ser rude e bêbedo, Pessoa pode fragmentar-se em quarenta, Kafka pode tossir até ao infinito. A mulher, para escrever, precisa de talento e de uma reputação imaculada, de preferência sem manchas de batom no colarinho da crítica literária.

Virginia Woolf pediu um quarto só seu. A ironia é que ainda hoje muitas escrevem da cozinha, entre o tilintar das panelas e notificações no telemóvel. Na literatura, coragem masculina chama-se “génio torturado”. Coragem feminina, por sua vez, é “descontrole emocional”. Sylvia Plath, por exemplo, nunca ganhou o estatuto de alienação filosófica que se concede a Kafka. Talvez porque uma mulher alienada continua a ser, antes de tudo, uma paciente.

Na paisagem mediterrânica, oliveiras, sol generoso, moral apertada, a mulher é mãe, santa ou louca. Quando escreve bem, suspeita-se logo de marido negligente, de vazio sentimental ou de histeria recalcada. É a versão literária do diagnóstico médico oitocentista: Freud perguntava o que quer a mulher, como se fosse um enigma maior que o de Esfinge. Mal suspeitava ele que a resposta podia caber num batom: liberdade.

E liberdade, ah, essa palavra. Clarice Lispector incendiava cada página e, em vez de lhe chamarem fogo, chamaram-lhe mistério. Marguerite Duras avisava que escrever é também calar-se. Mas quem escuta os silêncios das mulheres? Talvez apenas aquelas que escrevem para si mesmas, como quem tenta ver-se num espelho sem moldura.

Há sempre um tribunal invisível a julgar a escritora, demasiado doce, demasiado ácida, demasiado fria, demasiado apaixonada. A sua obra nunca é apenas obra, é também interrogatório. 

O homem escreve, a mulher defende-se escrevendo. Entre Kafka e Beauvoir, entre Nietzsche e Audre Lorde, o que se ergue é uma galeria de espelhos deformantes: virtude masculina vira vício feminino.

Mas o que sobra, apesar de tudo, é lucidez. Lucidez tingida de vermelho nos lábios. 

Porque escrever não é capricho, é sobrevivência.

Entre o silêncio e a literatura, não se escolhe estética, escolhe-se existência. Escrever é mudar de pele,

Eles podem ser génios e nós podemos ser quem queremos. Eu quero escrever filosofia com bâtom vermelho.

Fomos governados por um líder que nasceu e morreu na pobreza absoluta?, in “A Andorinha Mais Atenta”, Facebook, segundo publicação da Revista Sábado.

💰 A ideia de que o antigo regime em Portugal foi governado por um líder que nasceu e morreu na pobreza absoluta é um dos maiores mitos propagandísticos que a história alimentou.

📰 O jornalismo de investigação da revista SÁBADO, baseado no inventário oficial e obrigatório do tribunal após a sua morte, deitou por terra a lenda do governante desapegado do dinheiro ao revelar o verdadeiro património pessoal que o chefe de governo acumulou ao longo da vida.

💵 É verdade que, em dinheiro líquido no banco, Salazar tinha o equivalente a 113.000€ atuais depositados na Caixa Geral de Depósitos (CGD) quando faleceu. Dito assim, até pode parecer pouco comparado com os escândalos modernos. Mas o verdadeiro escândalo está no império em tijolo, ouro e benesses que foi deixado para trás.

🏰 Salazar viveu 31 anos no Palacete de São Bento com todas as despesas de alimentação, pessoal doméstico, segurança e deslocações pagas a 100% pelo dinheiro dos impostos públicos. Enquanto acumulava o seu património privado, o seu salário mensal equivalia a 8.450€ por mês em dinheiro de hoje. Para além disso, recorreu sistematicamente a funcionários e meios públicos para tratar dos seus assuntos e negócios puramente pessoais.

🏠 Ao contrário do mito de que só tinha uma casinha antiga na aldeia, o inventário do tribunal revelou um recheio repleto de barras de ouro, pratas trabalhadas, participações financeiras e ações em grandes editoras (como os lucros dos direitos de autor da Almedina). Embora não tivesse propriedades no estrangeiro, detinha um vasto conjunto de casas urbanas, terrenos agrícolas, quintas, vinhas, olivais e pinhais concentrados principalmente na região de Santa Comba Dão que hoje valeriam muitos milhões de euros. Para se ter uma ideia do valor real do património que o rodeava, só um dos prédios em Lisboa foi avaliado no mercado de luxo por 5,5 milhões de euros.

🧑‍⚖️ Como o antigo governante não tinha filhos, este património milionário — construído à custa de décadas sem despesas pessoais — foi dividido pelos seus 3 sobrinhos-netos. O caso mais flagrante é o do seu herdeiro, Rui Salazar, que arrastou tribunais e autarquias numa longa disputa judicial por este espólio de propriedades e moedas privadas.

🏥 Para além disso, quando adoeceu, não gastou um único cêntimo da sua fortuna pessoal. O Estado atribuiu-lhe um ordenado vitalício e pagou-lhe uma assistência médica privada exclusiva, cuja fatura final custou ao erário público o equivalente a 1,9 milhões de euros atuais. O choque é ainda maior quando lembramos que, naquela época, os cidadãos comuns não tinham direito a nada disto, pois o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que hoje nos protege a todos simplesmente não existia.

🏚️ Enquanto o povo asfixiava na miséria, na fome e na emigração forçada, o topo do poder acumulava ouro, terras e deixava contas milionárias de hospitais privados para o erário público pagar.

🧠 O verdadeiro patriotismo exige olhar para os factos com racionalidade e frontalidade. Quem critica — e bem — os privilégios dos políticos de hoje, não pode passar pano nos privilégios e nas fortunas pessoais do passado. A exigência de transparência e boa gestão tem de ser igual para todos, ontem e hoje. 🇵🇹

Vou deixar o link direto para a notícia completa no primeiro comentário para quem quiser consultar todos os dados oficiais da investigação. 👇

CLICAR AQUI: Aqui está o acesso à investigação completa e detalhada da revista Sábado com todos os dados do inventário oficial do tribunal: 

https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/dinheiro-gastos-e-benesses-do-estado-os-segredos-da-vida-financeira-de-salazar

No tempo de Salazar era tudo tão bom que… José Alberto Oliveira, in Facebook

1. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… entre 1965 e 1973, cerca de um milhão e meio de portugueses abandonaram o país, fugindo às más condições de vida, aos baixos salários, ao subemprego e à mobilização para a Guerra Colonial.

2. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1960, só na região de Lisboa, havia 115.071 famílias sem habitação condigna, incluindo 16.812 que viviam em barracas e quase 29 mil em casas sobrelotadas.

3. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1970, 25,7% dos portugueses eram analfabetos, cerca de 1,8 milhões de pessoas.

4. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1970, 31% das mulheres não sabiam ler nem escrever, contra cerca de 20% dos homens.

5. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1970, cerca de 23% das famílias viviam em casas sem água, eletricidade nem instalações sanitárias.

6. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1970, menos de metade dos alojamentos tinha água canalizada e apenas 17% da população tinha acesso a esgotos, incluindo fossas sépticas.

7. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1960 morriam 77,5 bebés antes de completarem um ano por cada mil nascimentos, uma das taxas de mortalidade infantil mais elevadas da Europa.

8. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… ainda em 1973, um em cada cinco partos não tinha qualquer assistência médica.

9. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1970, 88% da população com mais de dez anos tinha, no máximo, o ensino primário e apenas 2,4% dos maiores de 15 anos possuíam ensino médio ou superior.

10. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1970, apenas 11% dos portugueses com mais de 65 anos recebiam uma pensão de reforma.

11. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… o próprio Marcello Caetano escreveu a Salazar, em 1954, depois de viajar pelo Norte, que encontrara «muita pobreza, salários baixíssimos» e «exploração de menores».

12. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… o Estatuto do Trabalho Nacional de 1933 acabou com o sindicalismo livre e proibiu a greve, colocando a organização dos trabalhadores sob controlo corporativo do Estado.

13. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… jornais, revistas, livros, rádio, cinema e teatro estavam sujeitos à censura, que cortava ou proibia tudo o que o regime considerasse politicamente inconveniente.

14. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… a PIDE perseguia e prendia opositores políticos e recorria a espancamentos, privação do sono, tortura da estátua e isolamento durante os interrogatórios.

15. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… o regime criou no Tarrafal, em Cabo Verde, uma colónia penal para presos políticos marcada por tortura, trabalhos forçados, alimentação insuficiente, falta de assistência médica e dezenas de mortes.

16. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… Humberto Delgado, principal adversário presidencial do regime em 1958, acabou no exílio e foi assassinado pela PIDE em 1965, em Espanha.

17. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… até as eleições legislativas de 1969 ficaram marcadas por fraude, perseguição, intimidação, prisões, agressões e manipulação eleitoral.

18. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… o direito de voto estava longe de ser universal e as mulheres tiveram durante décadas condições de acesso ao sufrágio mais restritivas do que os homens.

19. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… Portugal permaneceu durante 13 anos em guerra em Angola, Guiné e Moçambique, mobilizando mais de um milhão de militares, com 8.831 mortos e cerca de 30 mil feridos segundo os números oficiais.

20. No tempo de Salazar era tudo tão bom que… em 1971, a mobilização e manutenção das forças envolvidas na Guerra Colonial absorviam quase 45% das receitas do Estado, num país onde faltavam escolas, hospitais, habitação, água, energia eléctrica, saneamento e proteção social.

O físico Roger Penrose afirma que a consciência humana se origina de processos quânticos localizados nos microtúbulos das células cerebrais, in Fatos Sobrenaturais, Facebook.

Segundo a sua teoria, quando as funções biológicas do corpo cessam, essa informação quântica não é perdida nem destruída, mas sim liberada para o espaço em grande escala, integrando-se à geometria fundamental do próprio cosmo

 Reprodução

Exclusivo: Secretário-geral da ONU apela a líderes mundiais para “pararem esta loucura” e acabarem guerras, in Euronews.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou aos líderes mundiais reunidos em Bishkek para que “acabem com esta loucura” e ponham termo às guerras no mundo.

Em declarações à Euronews, na capital quirguiz, à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), esta terça-feira, o responsável da ONU afirmou que o encontro era uma oportunidade rara para apresentar o caso diretamente às pessoas que podem agir.

“Uma mensagem muito importante é dizer que chegou a hora de pôr fim a esta loucura. É tempo de paz. E alguns dos principais intervenientes destes processos estão aqui”, afirmou Guterres.

“O que mais nos preocupa é termos conflitos que parecem não ter fim. É o que se passa entre a Rússia e a Ucrânia. E é também o caso no Médio Oriente, desde Gaza ao confronto entre o Irão e os Estados Unidos”, acrescentou.

“Temos de voltar ao ponto em que estávamos”

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Pensamento | António Lobo Antunes

Nós temos tanta necessidade de afecto e vivemos numa solidão tão grande, em que não há espaço para a ternura…não há espaço para a ternura, há espaço para ganhar dinheiro, mas onde é que está a ternura, onde é que está a atenção, onde é que está ouvirmos os outros? É só isto!

© ANTÓNIO LOBO ANTUNES

© LIA COSTA CARVALHO

The Dancing Words

Portugal, 1 de Setembro de 1942 // 5 de Março de 2026 

Vladimir Brovkin, sobre Rússia e Ucrânia

🇷🇺 🇺🇦 Zelensky disse que a sua campanha de 40 dias “faria a Rússia cair de joelhos”. Mas Putin respondeu tirando as luvas: Ataques com drones e mísseis de longo alcance contra os portos e infraestruturas do Danúbio e de Odessa, e contra pontes, comboios e armazéns na zona de Kiev, paralisando a economia da Ucrânia.

“Isto já não é uma guerra de desgaste. A Rússia deixou de jogar o jogo da guerra e começou a travar uma guerra a sério. As luvas estão tiradas e ainda não viram nada! Isto é apenas o começo do que a Rússia é capaz de fazer…”

(Vladimir Brovkin, professor emérito de história de Harvard, via Fidelista por Siempre)