Pensamentos, Albert Einstein

A oração de um físico.

Einstein não estava a ser religioso quando disse isso. Expressava algo mais profundo: um anseio pela simplicidade por detrás da complexidade. Acreditava que, se pudéssemos eliminar todos os detalhes — todo o ruído, todas as particularidades —, encontraríamos princípios elegantes. Equações claras. Uma mente em ação.

“Os pensamentos de Deus” é apenas a sua poesia para as leis fundamentais que tudo governam.

E tinha razão. Quanto mais a fundo investigamos, mais simples tudo se torna. Newton precisava de uma matemática complexa para descrever o movimento. Einstein mostrou que o movimento, o tempo, o espaço e a gravidade podiam ser descritos com uma elegância estonteante — o mesmo princípio expresso em diferentes escalas. A mecânica quântica parecia impossivelmente complexa até que os físicos descobriram que, por baixo da aleatoriedade, existiam simetrias. Padrões. Lógica.

O universo não tem de ser complicado. Ele escolhe a simplicidade.

Este é o segredo que mantém os cientistas motivados. Não a esperança de descobrir algo novo, mas a fé de que tudo o que encontrarem será belo. Que a verdade mais profunda será elegante. Esta realidade, na sua essência, é fundamentalmente cognoscível — não aleatória, não arbitrária, mas compreensível para as mentes dispostas a observar com atenção.

Einstein queria ler a mente de Deus. E, ao fazê-lo, mostrou-nos que Deus pensa como um matemático.

O que mudaria se acreditasse que o universo está a tentar fazer-se entender por si?

ZELENSKY SITIADO PELA CORRUPÇÃO QUE O RODEIA, por João Gomes, Facebook.

A demissão, ontem, do procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, confirma o “estado da corrupção” que envolve a Ucrânia

A demissão não prova ainda que o próprio Kravchenko seja corrupto – não foi acusado formalmente e nega qualquer envolvimento – mas acontece precisamente quando a instituição que dirige está debaixo de uma investigação anticorrupção de enorme gravidade. O NABU e o SAPO, as duas principais estruturas anticorrupção ucranianas, investigam uma alegada organização criminosa que envolveria funcionários da Procuradoria-Geral, suspeitos de receber subornos para proteger centros de chamadas fraudulentos e de branquear milhões de hryvnias.

E um dos altos funcionários da própria Procuradoria, Serhii Kropyva, foi detido, conforma aqui anunciei. E é difícil imaginar uma situação mais devastadora para a imagem de um Estado. A Procuradoria-Geral existe para investigar crimes, perseguir os criminosos e defender a legalidade. Ora, quando são os investigadores anticorrupção a entrar na Procuradoria para procurar provas de corrupção, alguma coisa está profundamente errada.

Kravchenko diz que a sua demissão é uma decisão política e que não quer que o cargo seja utilizado como instrumento de confronto político. É uma explicação legítima e deve ser respeitada enquanto não houver prova em contrário. Mas a política não vive apenas das acusações formais. Vive também dos sinais. E os sinais que chegam de Kiev são cada vez mais difíceis de ignorar.

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Chefe de direitos humanos da ONU alerta: IA representa risco existencial para a humanidade

Alertou o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos que a inteligência artificial avançada pode representar um “risco existencial para a humanidade” e apelou a uma ação imediata para tornar esta tecnologia mais segura.

Ao discursar segunda-feira no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk afirmou que as pessoas enfrentam ameaças “desconhecidas, até sem precedentes” aos seus direitos.

“A necessidade de uma governação da IA é amplamente reconhecida, mas onde está a ação?” questionou, alertando que “o atraso só beneficia as grandes empresas tecnológicas, os seus proprietários e facilitadores”.

Afirmou Türk que “um punhado de homens tem um poder quase ilimitado sobre a IA, que nos dizem repetidamente ter uma capacidade de computação inimaginável”.

“Falam de liberdade, mas, olhando melhor, isso revela-se pouco mais do que a liberdade para explorar os nossos dados”, acrescentou.

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