Pode informar claramente como funciona a iniciativa privada na China? Quais as regras a que tem de obedecer o capitalismo neste País?, pergunta feita ao Google, via “IA/Inteligência Artificial”. Ver resposta.

A iniciativa privada na China funciona sob um modelo económico único conhecido como “socialismo com características chinesas” ou capitalismo de Estado. Neste sistema, as empresas privadas desempenham um papel crucial no crescimento económico, mas operam sob a liderança absoluta e a supervisão estrita do Partido Comunista Chinês (PCC).

Abaixo estão as principais regras e dinâmicas a que o capitalismo tem de obedecer no país:

1. Primazia do Estado e das Empresas Públicas (SOEs)

    • Controlo de setores estratégicos: O Estado mantém o monopólio ou o controlo total sobre os setores considerados vitais para a segurança nacional e infraestrutura (energia, telecomunicações, banca, aviação e transportes ferroviários).
    • Espaço para o setor privado: A iniciativa privada (conhecida como a economia minying) domina os setores de tecnologia, comércio eletrónico, manufatura de bens de consumo, imobiliário e serviços.

2. Alinhamento Obrigatório com os Objetivos do Partido

    • Planos Quinquenais: As empresas privadas devem alinhar os seus modelos de negócio com as metas macroeconómicas do governo (atualmente focadas em autossuficiência tecnológica, transição verde e inovação industrial).
    • “Prosperidade Comum”: O capitalismo chinês é tolerado desde que reduza a desigualdade social. Empresas que gerem lucros excessivos ou promovam a “expansão desordenada do capital” enfrentam forte pressão para fazer grandes doações filantrópicas ou reestruturar as suas operações.

3. Presença do PCC dentro das Empresas

    • Comités do Partido: Praticamente todas as grandes e médias empresas privadas (incluindo tecnológicas como a Tencent ou a Alibaba e filiais de multinacionais estrangeiras) são obrigadas a ter um “Comité do Partido” interno.
    • Função dos comités: Estes comités garantem que as decisões da administração da empresa não entrem em conflito com a ideologia e as diretrizes de Pequim.

4. Regulação Estrita e Intervenção Direta

    • Ações Especiais (Golden Shares): O governo chinês detém frequentemente pequenas participações (cerca de 1%) em grandes empresas de tecnologia e media, mas que lhes dão direitos especiais de voto e assentos no conselho de administração, permitindo fiscalizar conteúdos e dados de perto.
    • Segurança de Dados: O regime impõe leis severas sobre a soberania de dados. As empresas privadas são obrigadas a partilhar dados com o governo se tal for solicitado por motivos de segurança nacional.

5. O Estatuto dos Empresários

Subordinação ao poder político: Na China, o poder político está sempre acima do poder financeiro. Empresários bilionários que critiquem publicamente o regime ou as suas políticas regulatórias enfrentam severas retaliações, que podem incluir investigações antitrust, multas multimilionárias ou o afastamento forçado da liderança das suas próprias empresas.

NOTA: a estas questões podem ser adicionadas outras, solicitando mais informação específica.

Uma visão melancólica da vida. Por Adelto Gonçalves.

Em novo livro, Silas Corrêa Leite reúne poemas e textos poéticos
repassados de lirismo

I

Escritor extremamente produtivo, Silas Corrêa Leite (1952), depois de novas
experiências nos gêneros romance e contos e minicontos, volta a exercitar o ofício de
poeta com Coquetel Molotov – Drinks para a morte (São Paulo, Namíbia Editora, 2026)
em que reúne poemas e textos em prosa poética que “percorrem a dor, a morte, o amor,
a solidão e os abismos do cotidiano”, como se lê na apresentação na contracapa.
São poemas repassados de lirismo, em que o fluxo de consciência escorre de
maneira livre, em forma de solilóquio, como se o poeta estivesse sozinho a falar em voz
alta, expressando seus pensamentos, sentimentos e reflexões íntimas, conversando com
a consciência. E, na maioria, o que passam é uma visão melancólica da vida, como se
constata nos versos do poema “Flores amarelas”: “(…) Eu faço versos como quem
morre / Dando cicuta ao meu ser / Em dor-poesia vazo. Escorre / A minh’alma nesse
“escreviver”…”
Afinal, se como diz no texto poético “Efemérides”, “poesia é toque humano, é
epiderme letral da alma entre escombros e sedas com sangue”, são poemas que
funcionam como confissões realizadas no calor dos acontecimentos e que resultaram do
abalo que representou para o autor o desaparecimento de Rosangela Silva (1956-2026),
sua “estrela bailarina”, sua musa, a quem a obra é dedicada in memoriam. E que é
explicitamente evocada no poema “Não quero que você seja triste”, onde se lê
“(…) Eu nasci triste, vivi triste, escrevo triste / Você é quem colocou nuvens de
algodão doce em minha alma entrevada / Agora você triste me faz ter medo de me
perder de mim / Quando você é a meiguice e o remanso de afeto e ternura (…) / Porque
duas pessoas tristes não vão a lugar nenhum, afundam e morrem juntas / E o seu
brilho, sua delicadeza, foram minha âncora, meu estrelário, meu motivo de continuar
lutando e sobrevivendo com as mãos limpas (…)”.

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