Rita Hayworth em Gilda, o filme Noir de 1946 que a tornou imortal

“Gilda, você é decente? ” Com aquela batida em uma porta de boudoir e um arremesso de cabelo vermelho, Rita Hayworth entrou para a história do cinema. O noir fumegante de Charles Vidor lançou-a em frente a Glenn Ford num triângulo amor-ódio ambientado num cassino de Buenos Aires, e ninguém que o viu nunca a esqueceu.

Este momento vem do número “Coloque a culpa na Mame”, com o vestido preto sem alças de cetim Jean Louis desenhado após a Madame X de John Singer Sargent. O vestido era uma maravilha da engenharia, construído sobre um arnês escondido, então ficou colocado em cada passo da coreografia de Jack Cole, e definiu tendências de moda por uma década. A voz sensual de canto pertenceu a Anita Ellis, que dublou os vocais, embora a performance, a inteligência e o fogo fossem todos Rita.

Hayworth levou o papel com ela para o resto de sua vida, com todas as suas bênçãos e fardos. Ela observou famosamente que todos os homens que conhecia se apaixonaram por Gilda e acordaram com ela. Em 2013 a Biblioteca do Congresso selecionou o filme para o National Film Registry, preservando-o como um tesouro nacional. Quase oitenta anos depois, o arremesso de cabelo ainda pára corações.

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José Saramago – “Cadernos de Lanzarote”, Diário III pág. 148, 1995

31 anos depois…

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos.

E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

“Parei de pensar e fui pegar outro café. A vida, mesmo injusta, continuava.”, by Charles Bukowski

Essa frase resume bem uma atitude recorrente em Charles Bukowski: reconhecer que a vida pode ser dura, injusta e indiferente, mas continuar vivendo apesar disso.

> “Parei de pensar e fui pegar outro café. A vida, mesmo injusta, continuava.”

— Charles Bukowski

A ideia é que nem todos os problemas têm solução imediata. Em vez de ficar preso em pensamentos que não mudam a realidade, às vezes o mais sensato é seguir em frente, cuidar do que está ao alcance e continuar vivendo. O café, na frase, simboliza esse pequeno gesto cotidiano de persistência diante de uma existência imperfeita.

É uma reflexão sobre aceitar a realidade sem ilusões, mas também sem desistir dela.